quarta-feira, 30 de maio de 2012

Vênus transitará pelo Sol no dia 5, provocando fenômeno raro


Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Em menos de uma semana, os admiradores do espaço sideral terão uma oportunidade única: observar a passagem do planeta Vênus pelo Sol. O fenômeno ocorrerá no próximo dia 5 em praticamente toda a Terra, segundo a agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa. De acordo com os especialistas, os trânsitos de Vênus são raros e ocorrem aproximadamente a cada século. A previsão é que o fenômeno não se repita até 2117.
O fenômeno começará por volta das 15h na região do Pacífico (16h em Brasília). A Nasa informou que a passagem de Vênus pelo Sol poderá ser observada em alguns países a olho nú, como o Chile, por exemplo. Os especialistas recomendam que o fenômeno não deve ser observado diretamente (sem proteção), pois a luz é intensa.
A orientação, segundo os técnicos, é usar um tipo de proteção. Os que tiverem oportunidade podem procurar os clubes de astronomia que dispõem de telescópios solares, específicos para a observação de fenômenos como o que ocorrerá no dia 5. De acordo com  especialistas, a imagem é do Sol em vermelho dominado por Vênus.
Pelos dados da Nasa, os primeiros trânsitos de Vênus foram identificados no século 18. O astrônomo Edmund Halley observou os movimentos de Vênus ao analisar o Sol e a Terra. Em 1760, o navegador e cartógrafo inglês James Cook foi enviado pelas autoridades da época para observar os trânsitos de Vênus do Taiti.
Mais informações no site da Nasa, na internet//Edição: Graça Adjuto

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Relação entre pais e escola pode afetar desempenho de alunos



Para a psicanalista Mariana de Campos Pereira Giorgion, que realizou o estudo, existe, no universo do ensino público um imaginário de que os pais não têm condições de apoiar a educação escolar dos filhos. Esta impressão faz com que se crie uma dinâmica entre familiares e a instituição de ensino que não é saudável para a aprendizagem.
Dificuldade no letramento de crianças foi alvo da pesquisa da Faculdade de Educação
A pesquisa estudou o campo relacional de pais de três alunos que apresentaram dificuldades de letramento numa escola estadual na cidade de São Paulo. O acompanhamento das crianças foi feito pelo Grupo de Oralidade e Escrita da FE, entre 2008 e 2010. “A coordenação da escola vê os pais como ausentes e distantes no aprendizado dos filhos”, afirma a pesquisadora. Do outro lado, os familiares também sentem dificuldades de se aproximar do contexto escolar. Entretanto, o fato de a escola não conhecer o histórico escolar ou familiar dos alunos pode prejudicar o letramento. O estudo O contexto do não texto: campos relacionais de pais e escola é a dissertação de mestrado de Mariana e foi orientado pelo professor Claudemir Belintane.
A baixa frequência dos alunos em aulas é um dos principais causadores das dificuldades na aprendizagem de ler e escrever. Como as crianças analisadas têm entre seis e sete anos, a decisão de não ir à aula não é apenas delas: esse problema está intimamente ligado à relação com os pais. É possível, assim, notar um ciclo problemático em que a relação entre os pais e os filhos afeta o desempenho escolar. “A instituição de ensino, por sua vez, não investiga essa relação por conta de uma visão estereotipada que tem dos familiares de seus estudantes”, afirma a psicanalista.
Entrevistas
As histórias familiares das três crianças analisadas no estudo são muito diferentes entre si, o que demonstra que os problemas escolares não vêm de um fator comum. As escolas acreditam que os pais não se preocupam com o aprendizado dos filhos, mas isso não é o que foi verificado na pesquisa. As crianças reproduziram sintomas das relações familiares no âmbito escolar, e isso se apresentou como deficiências no letramento.
Uma das mães entrevistadas contou que a filha sempre foi muito dispersa, chegando a ser alheia a quase tudo que estava a sua volta. Na escola acontecia a mesma coisa: não prestando atenção e não se empenhando no letramento, a criança demonstrou dificuldades. Essa característica parece ser espelhada no próprio alheamento da mãe à filha, pois ela passava por grandes jornadas de trabalho e tinha outros filhos para cuidar. Esta que apresenta problema é a mais nova e, na verdade, tê-la teria sido um desejo apenas do pai.
O pai do segundo aluno analisado, como conta a mãe, era um traficante. Assim, o filho foi criado num contexto de criminalidade e violência. A mãe procurou colocá-lo nesta escola para tirá-lo daquela realidade, mas o filho reproduziu o contexto violento de sua vida nos estudos, se tornando uma criança que causava muitos problemas na instituição. As queixas de dificuldade de letramento apresentadas pela escola, dessa maneira, vinham como um grande empecilho na visão daquela mãe. “Ela sentia que estavam querendo tirar a ótima oportunidade de vida que o filho estava tendo”, conta Mariana sobre o relato.
A família do último aluno mostra um problema completamente contrário a ausência relatada pela coordenação da escola. Os pais do aluno, tão preocupados com a sua aprendizagem, colocam uma pressão enorme no filho. Quando este apresenta dificuldades, a decepção dos pais e a vontade de que ele melhore é tão grande que chegam a castiga-lo pelos erros. O resultado é o abafamento da capacidade criativa da criança, causando cada vez mais problemas no letramento.
Imagem: Marcos Santos/USP Imagens
Mais informações:             (11) 4111-6841      , email marianagiorgion@me.com

sexta-feira, 25 de maio de 2012

DÉCIMO CURTA SANTOS – SANTOS FESTIVAL DE CINEMA


foto - VANESSA RODRIGUES - site de pesquisa - www.agorams.com.br 



nair lúcia de britto

Estão abertas as inscrições para o 10.Curta-Santos até o dia 15 de junho de 2012. E o evento relizar-se-á em setembro de 2012. Neste ano, além das mostras competitivas de temática livre, haverá também outras duas dedicadas ao Centenário do Futebol Clube.

Uma das novidades é o nome do Festival, que agora é FESTIVAL DE CINEMA DE SANTOS. Isto devido a presença de mostras especiais de longas-metragens que devem trazer ao litoral santista produções inéditas de diretores e produtores consagrados,
nacionalmente. Contudo sem nenhum prejuízo das mostras competitivas de curtas-metragens que são marca registrada do evento. Haverá também novas premiações, como troféus, bolsas de estudo em cursos de cinema e locação de equipamentos para gravação.

Ricardo Vasconcelos é o diretor geral do Festival. Ele e Júnior Brassallotti (diretor de produção) estiveram ao lado de Toninho Dantas, o antigo diretor. Tássia Albino (diretora das mostras) também está no comando.

O objetivo principal será oferecer ao público sessões de curtas, médias e longas-metragens, que estão ausentes do circuito comercial.

Nesses nove anos de trajetória do Festival participaram artistas de renome nacional como Eva Wilma, José Wilker, Paulo José, Nuno Leal Maia, Bete Mendes e outros nomes relevantes; além de cineastas como Carla Camurati, Zita Carvalhosa, Eliane Caffé e muitos outros.

Laís Bodanzky, uma das cineastas brasileiras de maior sucesso e que ganhou projeção com o curta “Cartão Vermelho” revelou, certa vez, o seguinte: seguinte:

Eu vim do curta-metragem e aprendi muito! Fiz Faculdade de Cinema, mas posso falar que minha verdadeira faculdade foi colocando a mão na massa nas produções de curta.”

Vale lembrar que o Curta-Santos tem parceria com a Prefeitura Municipal de Santos, Governo do Estado, TV Tribuna, Cine Roxy,
Sesc, Rádio Jovem Pam e Grupo Mendes.

As fichas para inscrições e o regulamento para participar do Festival estão no site:

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Treino cognitivo e envelhecimento


Do USP Online
A Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP recebe nos dias 29 e 30 o seminário Treino Cognitivo e Envelhecimento, com coordenação da professora Mônica Yassuda.
No dia 29, a palestra será “Relações entre transtorno de humor e cognição” com a professora Samila Batistoni, da EACH, “Os efeitos da atividade física no desempenho cognitivo entre idosos saudáveis” com a professora Ruth Melo, da EACH,  entre outras. No dia 30, haverá “Train-the-trainer Workshop” com a profesora Robin Lea West, da Universidade da Flórida (Estados Unidos), que terá o objetivo de oferecer formação para pessoas interessadas em treino cognitivo para idosos.
O evento é gratuito e as inscrições devem ser realizadas pelo e-mail cognicaoeenvelhecimento@gmail.com. O endereço é Rua Arlindo Béttio, 1000, Ermelino Matarazzo, São Paulo.
Mais informações: e-mail cognicaoeenvelhecimento@gmail.com

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Elifas Andreato assina pôster de divulgação do Prêmio Vladimir Herzog

 A comissão organizadora do 34º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos elegeu por unanimidade o pôster que será usado na divulgação da edição deste ano da premiação. A obra eleita é uma reprodução de “Guernica Brasileira”, que protesta contra o assassinato do jornalista, exposta pela primeira vez em 1981, durante as comemorações do centenário do nascimento de Pablo Picasso. De autoria do artista plástico Elifas Andreato, uma referência no meio intelectual, jornalístico e artístico nacional, a obra é considerada importante expressão da história política brasileira representada na figura de Vladimir Herzog.
Participaram do concurso profissionais das áreas de design, criação, artes gráficas e plásticas. Além de ser a marca visual do prêmio, o trabalho rendeu ao autor R$ 500,00 em dinheiro.
A comissão responsável pela organização do Prêmio Vladimir Herzog e que selecionou o pôster para a divulgação de sua 34ª edição é formada por onze entidades: Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – ABRAJI; Associação Brasileira de Imprensa – Representação em São Paulo – ABI/SP; Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil – UNIC Rio; Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo; Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP; Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ; Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo; Instituto Vladimir Herzog; Ordem dos Advogados do Brasil - Seção São Paulo – OAB/SP, Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo e Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo. Mais informações serão divulgadas no site www.vladimirherzog.org.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Docentes apontam dificuldade em ensinar conceitos ambientais


Por Mariana Melo - mariana.melo@usp.br
Em uma avaliação do ensino de práticas ambientais em escolas públicas, a bióloga Claudia Ferreira constatou que a aplicação desses conceitos em sala de aula está aquém do orientado por políticas públicas de educação ambiental e materiais específicos emitidos pelo Ministério da Educação (MEC). O trabalho foi desenvolvido entre 2009 e 2011 na Faculdade de Educação (FE) da USP, sob orientação da professora Myriam Krasilchik e defendido em fevereiro de 2012.
Criações em material reciclável feitas por crianças de uma das escolas da pesquisa
Por seis meses, Claudia assistiu às aulas de várias disciplinas, principalmente Ciências e Geografia, em todas as séries do Ensino Fundamental II de três escolas públicas da região da zona sul de São Paulo. Além disso, entrevistou professores e procurou observar a integração entre eles e o material complementar de ensino produzido pelo MEC.
Houve, também, um levantamento das opiniões e reflexões sobre meio ambiente de dois docentes e da coordenadora de uma das escolas estudadas. Essa metodologia pretendia identificar a concepção desses profissionais sobre causas ambientais e verificar se os professores introduziam as orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) em suas aulas.
A pesquisadora também acompanhou, na Secretaria de Educação de São Paulo, a elaboração de materiais didáticos, que abrangem tanto assuntos presentes no currículo escolar tradicional quanto temáticas atuais. Este material demonstra a tentativa de o governo de incrementar a educação nacional com temas transversais como ética, trabalho e meio ambiente. A bióloga também esteve nas Diretorias de Ensino encarregadas de encaminhar esse material para escolas da zona norte e zona sul de São Paulo, a fim de observar o fluxo de distribuição.
Impacto social
Claudia detectou dificuldades dos professores em abordar o tema ambiental e lidar com o material fornecido pelo governo. Segundo a bióloga, “Os professores sentem-se despreparados”. A maioria não aplicava totalmente o conteúdo das apostilas, pois não havia recebido orientações de como utilizar esses materiais, além de alegar falta de tempo para cumprir os programas. Algumas unidades do material ficavam intocadas devido ao atraso no recebimento e na quantidade insuficiente enviada. Ainda, os problemas de infraestrutura das escolas estudadas dificultavam o trabalho deles no enriquecimento de suas aulas.
Mesmo assim, em uma das escolas, a pesquisadora acompanhou uma exposição sobre o meio ambiente. Esta escola foi a que apresentou mais projetos e suscitou mais debates ambientais. Claudia observou que os respectivos alunos  passavam os pontos destes debates a seus pais e que os novos conceitos introjetados ajudaram os moradores de uma comunidade próxima, socioeconomicamente desfavorecida, a reconhecerem problemáticas envolvendo meio ambiente e condições sanitárias.
Este esclarecimento os levou a buscar melhorias no seu bairro, o que mostra o alcance do ensino de temas transversais. Claudia acredita que o investimento em tal assunto no ambiente escolar pode beneficiar imediatamente a sociedade, e também influenciar políticas públicas, pois os questionamentos da população aumentam as cobranças sobre secretarias governamentais. “A educação ambiental demonstra a complexidade do homem com a natureza e impele a sociedade civil a mobilizar-se na defesa do ambiente”, finaliza.
Imagem cedida pela pesquisadora
Mais informações: email claudiaeferreira@bol.com.br, com Claudia Ferreira

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Programa do MEC para alfabetizar alunos até os 8 anos vai investir na formação de professores


Daniel Mello

Repórter da Agência Brasil
São Bernardo do Campo (SP) – Deve entrar em funcionamento, no ano que vem, o Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), do Ministério da Educação (MEC). Segundo o secretário de Educação Básica da pasta, Cesar Callegari, na próxima semana o ministério enviará uma correspondência a todos os prefeitos e governadores explicando os detalhes do programa, que pretende garantir a alfabetização de todos os alunos até os 8 anos de idade tendo como principal foco a melhora na formação dos professores que lecionam nos três primeiros anos do ensino fundamental.
“O Ministério da Educação está decidido a trabalhar de maneira colaborativa com cada um dos municípios e estados brasileiros para que nós possamos realizar essa tarefa, absolutamente indispensável para o sistema educacional brasileiro”, ressaltou Callegari para uma plateia composta de secretários municipais de todo país no Fórum Nacional Extraordinário dos Dirigentes Municipais de Educação.
O foco da iniciativa é melhorar a formação dos 244 mil professores que lecionam no três primeiros anos do ensino fundamental. Entre as ações previstas está a distribuição de bolsas de incentivo para que os professores participem de cursos de capacitação fora do horário de trabalho.“É absolutamente indispensável valorizar esses profissionais. E a melhor maneira de valorizar esses profissionais é proporcionando um lugar de destaque na suas carreiras e um processo de formação continuada”, disse o secretário.
Callegari espera que todos os gestores municipais e estaduais enviem as demandas necessárias para a execução do programa até julho para que os recursos necessários sejam incluídos no orçamento de 2013.
Edição: Fábio Massalli

Pesquisador apresenta dissertação comparando mídia exterior nas cidades de Buenos Aires e São Paulo


Aparecimento da mídia exterior esta ligada ao modelo de desenvolvimento de cada  cidade


Em dissertação a ser apresentada esta semana através do Programa de Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (USP), o pesquisador Sérgio Rizo lança o olhar para as diferentes formas de apresentação da mídia exterior em duas cidades que têm como característica primordial a centralização do potencial econômico de seus países – Brasil e Argentina. Desta observação surgem ligações entre o modelo de crescimento adotado em cada metrópole e os tipos de mídia exterior. Em São Paulo, os tipos de painéis vão se adaptando ao desenho urbano da cidade que passou por repetidos momentos de renovação urbana, em que se coloca “tudo abaixo” para sobreposição de “novos” elementos. Assim, a partir da década de 70, empresários paulistanos estabelecem padrões como o brasileiríssimo “outdoor”.  Já na capital portenha, a preservação arquitetônica de prédios históricos coincide com a manutenção de antigas formas de publicidade que convivem até hoje com os mais modernos painéis luminosos e eletrônicos, criando no ambiente urbano uma colcha de retalhos de formas e estilos.
A partir do levantamento sistemático de matérias do jornal Folha de São Paulo e dos argentinos Clarín e La Nación, Rizo analisa problemas recorrentes ao tema da mídia exterior no cotidiano das duas cidades. Através da interpretação dos discursos apresentados nas publicações, o pesquisador organiza uma sequencia de eventos que demonstram possíveis jogos de interesse que justificam a existência ou não da mídia exterior nestas cidades.
Se hoje a publicidade exterior parece estar ligada à ideia de poluição, em São Paulo ela já foi sinônimo de modernidade e prosperidade. Buenos Aires, por sua vez, ainda alimenta o sonho iluminado de reproduzir a “Time Square” em terras Sul-americanas. Ainda no campo do imaginário a escolha do termo "Cidade Limpa" parece ser a reedição do bem sucedido jargão “varre, varre vassourinha” de Jânio Quadros. Simbologias à parte, este projeto transformou São Paulo na única metrópole do mundo sem mídia exterior. Essa excepcionalidade permite o desenvolvimento de um grande processo de licitação que pode trazer para a capital a maior receita já paga para fornecimento e gestão de mobiliário urbano.
O trabalho apresenta ainda o mapeamento e inventário fotográfico dos painéis publicitários mais representativos das avenidas Nove de Julho, em Buenos Aires, e Paulista, em São Paulo. Na capital paulista Rizo encontra novas formas de mídia exterior como alternativas às tipologias proibidas. Sejam marcas “patrocinadoras” em guaritas policiais e faixas de eventos, ou cartazes em bancas de jornal. “A pesquisa indica que empresas multinacionais do segmento de mobiliário urbano podem ter influenciado decisivamente para a eliminação da mídia exterior convencional de São Paulo, visando criar uma situação excepcional onde estes equipamentos se tornam o único meio de mídia no ambiente público”, explica.
Sobre o pesquisador  
Sérgio Rizo é geógrafo formado pela USP e autor do livro “A mídia Exterior na Cidade de São Paulo”, editora Necrópolis (2009). Para ele, o principal ponto desta nova pesquisa é que “ao comparar a mídia existente em situações distintas percebemos que sua mera existência, fruto de impasses entre empresários e o poder público, não deixa de ser uma expressão da sociedade, servindo assim como objeto de interpretação do modo de vida de determinada população”.
Serviço
O que: Defesa da dissertação "Estudo comparativo da mídia exterior em São Paulo e Buenos Aires" de Sérgio Ávila Rizo. Orientado por Dra. Margarida Maria Krohling Kunsch – Escola de Comunicações e Artes – ECA/PROLAM/USP
Quando: 18 de maio, às 10h
Local: PROLAM/USP - Rua do Anfiteatro, 181 - Colméia - Favo 1
Mais informações sobre o autor: http://about.me/sergiorizo
Assessoria de Imprensa

Equipe de pesquisadores da UFSCar desenvolve jogos para o ensino de música


Games já estão disponíveis nas versões on e offline e também para dispositivos móveis que utilizem o sistema operacional Android

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está desenvolvendo uma série de jogos virtuais para o ensino e a aprendizagem da música. O objetivo é permitir que alunos dos cursos de Licenciatura em Educação Musical (oferecido na modalidade a distância) e Licenciatura em Música da Universidade possam aprender de forma lúdica e agradável.
Em 2011, a partir das pesquisas realizadas na UFSCar, quatro jogos foram desenvolvidos por uma empresa de software, que permitem o aprimoramento da leitura de notas de partitura, a percepção dos intervalos musicais e de escalas musicais e a montagem de acordes. Todos eles apresentam diferentes níveis de dificuldade e o conteúdo musical torna-se mais completo e complexo a cada fase, de modo que, ao final, o jogador atinge grande evolução no aprendizado de música. Os jogos trazem, além dos desafios, uma seção de fundamentos na qual o usuário pode se aprofundar na teoria musical tratada.
Já no começo de 2012, o professor Glauber Lúcio Alves Santiago, do Departamento de Artes e Comunicação da UFSCar, e os ex-alunos do curso de Licenciatura em Música, Larissa Amurov Korsokovas e Terence Peixoto dos Santos, responsáveis pela concepção musical e conceitual dos quatro primeiros jogos, decidiram desenvolver, na própria Universidade, mais um game que pudesse servir como ferramenta inovadora e criativa para o ensino de música. Foi então criado o "Incrível Músico das Neves", um jogo que trabalha conceitos musicais e que, em sua primeira versão, apresenta o tema Intervalos Harmônicos qualificados em justos, maiores, menores, aumentados e diminutos.
O jogo possui dois modos: no primeiro, Modo História, o jogador é convidado a participar da aventura de Lânio, um rapaz que desejava muito aprender música e que acabou explorando o gélido território de Vallis Pulchrae; no segundo, Modo Desafio, o jogador testará suas habilidades exploratórias e nos intervalos abordados.
Os cinco games estão disponíveis tanto nas versões on e offline e também para dispositivos móveis que utilizem o sistema operacional Android e são utilizados pelos alunos da UFSCar em algumas disciplinas dos cursos de Música, mas podem ser acessados por qualquer pessoa interessada em se aperfeiçoar musicalmente.
Os jogos podem ser acessados no endereço http://educacaomusical.sead.ufscar.br/jogos/ e, em breve, uma nova versão do "Incrível Músico das Neves" será lançada com novos conteúdos e propostas de interação e aprendizado.

Comissão da Verdade começa investigação de violações aos direitos humanos de 1946 a 1988

Integrantes terão dois anos para concluir o trabalho 

A Comissão da Verdade tomou posse nessa quarta-feira (16), no Palácio do Planalto. Composta por sete integrantes, a comissão vai apurar nos próximos dois anos violações aos direitos humanos, entre 1946 e 1988. Os integrantes não terão a função de punir e deverão observar a Lei da Anistia, de 1979.
Escolhido para falar em nome de seus seis colegas, o advogado criminalista e ex-ministro da Justiça, José Carlos Dias, destacou o empenho de três gestões de governo na concretização da Comissão da Verdade. “É preciso revelar a história para mostrar o que foi escondido e, assim, garantir aos brasileiros seus direitos com base na democracia”, afirmou. “Não seremos os donos da verdade, mas seus perseguidores obstinados”.
Em seu discurso, a presidenta Dilma Rousseff falou da importância da presença de ex-chefes de Estado brasileiros na cerimônia. “Me honra estar acompanhada dos presidentes que me precederam nesses 28 anos de regime democrático”. A presidenta afirmou também que o País reconhecerá o trabalho do grupo pelo espírito democrático e pela rejeição a gestos de revanchismo.
Investigação - A comissão poderá atuar de forma articulada e integrada com os demais órgãos públicos, especialmente com o Arquivo Nacional e as comissões Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e a de Anistia. A lei que instituiu a Comissão foi sancionada em 18 de novembro passado, junto com a Lei de Acesso à Informação.
O projeto de lei que cria a Comissão da Verdade fora enviado ao Congresso Nacional pelo poder Executivo em maio de 2010. Em setembro de 2011, o projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados, e, em 26 de outubro, no Senado Federal. No dia 10 de maio de 2012, a presidenta assinou o decreto que designa os membros da comissão.
A presidenta, em seu discurso, explicou que a escolha dos nomes dos membros da Comissão foi objetiva, a partir da biografia de cada um. “Escolhi um grupo plural de cidadãos, de cidadãs, de reconhecida sabedoria e competência. Sensatos, ponderados, preocupados com a justiça e o equilíbrio e, acima de tudo, capazes de entender a dimensão do trabalho que vão executar”, disse a presidenta Dilma Rousseff.
Na mesma cerimônia, a presidenta assinou o decreto que regulamenta a Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor na quarta-feira (16). A nova norma garante a ampliação do acesso do cidadão à prestação de contas públicas e possibilita o monitoramento sistemático da execução e resultados das políticas públicas.

Para saber mais sobre a Lei de Acesso à Informação
O cidadão pode obter na internet um panorama da Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor nessa quarta-feira (16). As informações estão disponíveis em www.acessoainformacao.gov.br

terça-feira, 15 de maio de 2012

Artista plástico Samson Flexor: Atêlie-Abstração sob suspeita de demolição


artista plástico da Unesp em São Paulo, Percival Tirapelli, comenta aimportância do Ateliê-Abstração e de Samsor Flexor para a cultura brasileira.

IV Prêmio "Carrano" de Luta Antimanicomial e Direitos Humanos


8 de maio é o dia Nacional da Luta Antimanicomial e no dia 27 de maio completam-se quatro anos da morte de um dos maiores militantes da Luta Antimanicomial: Austregésilo Carrano Bueno, dramaturgo e escritor, que lutou até o fim de sua vida pelo fim dos manicômios no Brasil. Carrano – como Nise de Silveira - se destacou na Luta Antimanicomial. Eleito representante dos usuários em congresso na cidade de Xerém-RJ, atuou muitos anos na Comissão Nacional de Reforma Psiquiátrica do Ministério da Saúde, chegando a receber, em 2003, uma homenagem das mãos do presidente da república Luís Inácio Lula da Silva, por seu empenho e total envolvimento, na Reforma Psiquiátrica. Além das torturas e sessões de eletrochoque sofridas nos tempos em que foi isolado do convívio social e confinado “em chiqueiros psiquiátricos”, como dizia, Carrano sofreu vários processos judiciais por sua militância, principalmente por parte dos familiares dos médicos responsáveis pelos “tratamentos” recebidos nas passagens pelos locais onde esteve internado, por quase três anos. Após o confinamento escreveu o seu drama no livro “Canto dos Malditos” que originou o filme “Bicho de sete cabeças”, de 2001, o primeiro longa-metragem dirigido por Lais Bodanzky, que revelou o jovem ator Rodrigo Santoro e se tornou o filme mais premiado do cinema brasileiro. A repercussão da obra no cinema e o livro intensificaram uma revolucionária mudança na Reforma Psiquiátrica no Brasil. Carrano nunca desistiu de seus ideais e sonhos por uma sociedade mais humana que trata a todos sem diferenças, continuou militando até seus últimos dias no Movimento da Luta antimanicomial, mesmo com a saúde debilitada e condições financeiras precárias - morreu condenado a pagar 60 mil reais para os médicos do qual foi “cobaia humana”, recebendo 21 eletrochoques e outras violências - sobre isso ele falava: "Estou condenado a indenizar as famílias dos torturadores dos quais fui vítima", mesmo nessas condições, no dia 18 de maio de 2008, participou do Dia Nacional de Luta Antimanicomial, Belo Horizonte, vindo a falecer nove dias depois.
 
O Prêmio é um movimento para que a sua voz não se cale e seu nome continue vivo não só no Movimento de Luta Antimanicomial, como nos direitos da humanidade em geral, criado em 2009, o Prêmio CARRANO de Luta Antimanicomial e Direitos Humanos tem como objetivo dar continuidade a sua luta por uma mudança nas condições de tratamento de pessoas em sofrimento mental, fazendo valer a Lei nº 10.216/2001 da reforma Psiquiátrica no Brasil, da qual Carrano foi um dos defensores e críticos. O troféu é entregue anualmente a 13 pessoas e instituições, que com sua arte, ações e atitudes contribuem com os dois temas do prêmio, que manifestam e denunciam sua indignação com quaisquer violações dos Direitos Humanos, especialmente no que se refere às pessoas nas condições de sofrimento mental. Em 2009 criamos o coletivo Gato Seco – Nos telhados da Loucura, que tem o papel da organização do Prêmio. O coletivo é formado por Edson Lima coordenador do projeto O Autor na Praça, Erton Moraes escritor, compositor e músico do Movimento TrokaosLixo, Lobão, integrante do Movimento 1daSul e Sarau do Cooperifa, agitador e grande amigo de Carrano, o educador Adriano “Mogli” Vieira, a escritora e produtora Paloma Kliss do projeto Literatura Nômade, a psicóloga Patrícia Villas-Bôas, a poeta Tula Pilar, o músico e compositor Léo Dumont e  outros amigos de Carrano. Trata-se de um grupo aberto a pessoas e instituições interessadas em participar e colaborar com esta iniciativa.

A entrega do IV Prêmio Carrano será no dia 19 de maio, sábado, na semana do dia nacional de Luta Antimanicomial (18/05), próximo à data de nascimento de Austregésilo Carrano Bueno: 15 de maio de 1957. Os convidados para receber o prêmio este ano são: Ana Elisa Silveira, Associação Capão Cidadão, Beto de Jesus, Cia de Artes Balú, Carlos Giannazi, CRP-SP, Elke Maravilha, Givanildo Manoel da Silva “Giva”, José Roberto Aguilar, Leci Brandão, Luiza Erundina, Mães de Maio e Multirão Cultural da Quebrada. Além da entrega do prêmio faremos uma homenagem ao escritor Lima Barreto com exibição de documentário, leituras, apresentações musicais e performances com a participação do músico e compositor Léo Dumont, o poeta e bailarino Ricardo Carneiro e Silva, o artista plástico D’Ollynda e outros convidados. Estarão disponíveis os dois últimos livros publicados por Carrano em parceria com o selo editorial O Autor na Praça com textos de teatro: “Canto dos Malditos” e “O Sapatão e a Travesti”. Veja mais informações sobre Carrano e os convidados abaixo.

Vídeo com o Senador Eduardo Suplicy sobre o Prêmio em 2010:

Serviço:
IV Prêmio Carrano de Luta Antimanicomial e Direitos Humanos
Data: dia 19 de maio de 2012, sábado, a partir das 19h – Entrada Franca.
Local: Auditório da Biblioteca Pública Alceu Amoroso Lima.
Av. Henrique Schaumann, 777 (Esq. Rua Cardeal Arcoverde) - Pinheiros – SP – Tel. 3082 5023
Realização: coletivo Gato Seco – Nos telhados da Loucura
Apoio: O Autor na Praça, Movimento Trokaoslixo, Fórum Paulista de Luta Antimanicomial, Movimento Nacional de Luta Antimanicomial, Grupo Tortura Nunca Mais, AEUSP – Associação dos Educadores da USP, CRP-SP Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, O Cantinho Português, Max Design, Enlace Média,Artver, Prefeitura do Município de São Paulo / Departamento de Bibliotecas e outras entidades e instituições ligadas ao tema.
 
Informações sobre os premiados deste ano:
  1. Ana Elisa Siqueira - Educadora e diretora da Revolucionária escola EMEF Amorim Lima no bairro do Butantã em São Paulo. Uma Mulher lutadora incansável, Ana Elisa Siqueira é assim, uma louca apaixonada pela educação pública. Emociona-se todas as vezes que fala do projeto inspirado na Escola da Ponte, desenvolvido na EMEF Desembargador Amorim Lima, localizada na zona oeste de São Paulo: “Em primeiro lugar não foi eu quem trouxe, não é uma coisa minha, foi uma conquista que a escola teve. Foi a comunidade - que inclui os pais, os educadores e a equipe técnica. Foi um conjunto de pessoas que conseguiu. A gente se inspirou na Escola da Ponte e a partir daí estamos construindo uma educação para essa escola. Que tenha outra cara, outro jeito. Uma educação que a gente acredita. Uma dessas crenças é pensar que as crianças possam ser donas do seu processo de aprendizagem. Podem saber como aprendem. Saber como a gente aprende é um passo na nossa própria autonomia. Quando a gente aprende como a gente aprende, a gente aprende como a gente é. A gente aprende o que a gente pode e o que a gente não pode. O que a gente é bom e o que a gente não é. Onde a gente precisa de ajuda e onde não precisa. Então isso dá uma outra consciência de si próprio. Eu penso que isso é fundamental e foi uma das coisas que mais me encantou na Escola da Ponte. Outra coisa que me encantou profundamente é o fato de ser Pública. Por exemplo: Todas as pessoas da Escola da Ponte sabem o que vão aprender do primeiro ano até o último que estão lá. Isso é de fato um trabalho cidadão”. Há mais de 20 anos na rede municipal de ensino, a pedagoga e mãe (também quase filósofa), claro, rodeada de uma equipe de pessoas especiais, exerce a profissão por uma escola pública, sem paredes, de qualidade e cidadã, com muito compromisso e crença: “Eu acho que não dá para fazer nada em educação se você não tiver fé!” Saiba mais aqui.
  2. Associação Capão Cidadão - No ano 2000, iniciamos um movimento chamado: "Não a violência, Eu quero lazer!", com ações cujo objetivo era combater a violência com atividades culturais e educativas, essas ações aconteciam na comunidade do Capão Redondo, mais especificamente no Parque Santo Dias, na zona sul da cidade de São Paulo. O movimento foi tomando proporções maiores a cada ano, e mais e mais pessoas da comunidade foram se beneficiando com esta nova proposta que envolvia a diversidade cultural e étnica tão presente nesta região, Com a continuidade do movimento, percebemos que as demandas da comunidade em relação às crianças e adolescentes, sobretudo, a falta de espaços adequados de cultura e lazer e, eram muitas, e que as atividades para este público deveriam ser mais sistemáticas, havendo a necessidade de se ter um local fixo para este fim, nasceu assim, a Associação Capão Cidadão, atuando no Jardim Valquíria, atendendo a comunidade com atividades culturais como dança, teatro, música, educação e esporte. Atualmente, a organização atende uma média de 226 rianças e adolescentes .(www.capaocidadao.com.br).
  3. Beto de Jesus - Secretario para América Latina e Caribe da ILGA - International Lesbian and Gay Assotiacion; membro da Executiva da ABGLT - Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, travestis e Transexuais e do IEN - Instituto Edson Neris. É Consultor em Educação para organismos Governamentais e não-Governamentais. Colaborou com a publicação "Gênero e Diversidade Sexual na Escola: reconhecer diferenças e superar preconceitos" do Ministério de Educação do Brasil, bem como na elaboração do tema transversal "Gênero, Identidade de Gênero e Orientação Sexual" para os Parâmetros Curriculares do Ensino Médio, também do Ministério de Educação. É co-autor do livro: "Diversidade Sexual na Escola: uma metodologia de trabalho com adolescentes e jovens".
  4. Carlos Giannazzi - Deputado Estadual pelo PSOL. Sempre atuou na defesa do magistério, da educação pública, gratuita e de qualidade, da cidadania ativa e crítica, do fortalecimento dos movimentos sociais. Coordena as Frentes Parlamentares em defesa da escola pública, dos músicos contra a OMB, contra os pedágios e da diversidade sexual. É autor dos requerimentos de instalação das CPIs da Educação, da Segurança Pública, do Judiciário e do DPME. Giannazi está preparando um dossiê para ser entregue ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), pedindo uma profunda investigação nos atos da juíza da 6.a vara de S. J. dos Campos, Márcia Faria M. Loureiro e da presidência do Tribunal de Justiça que avalizou a decisão de retirar mais de 6000 moradores do bairro do Pinheirinho, causando uma grande tragédia humanitária que afrontou e violou a dignidade da pessoa humana e os direitos humanos elementares, inclusive de crianças, mulheres grávidas e idosos. (www.carlosgiannazi.com.br).
  5. Cia. de Artes Balú - Nasceu do Movimento Popular "Mão pra Bolo e Cia" em Carapicuíba no ano de 1999, fruto desta organização e eventos socioculturais na periferia da cidade, a companhia manteve o objetivo de disseminar as artes e levar cultura em locais de pouco acesso para atingir público em situação de vulnerabilidade. Fundada pela atriz circense Fabiana Mina a companhia integra artes cênicas, música, dança, arte circense, artes visuais e artes plásticas na execução de seus eventos, saraus, peças teatrais e intervenções artísticas, o trabalho tem como objetivo principal levar arte, cultura e conhecimento especialmente para população de baixa renda e jovens que se encontram em situação de vulnerabilidade, atuando como agente transformador do caráter sócio-cultural do indivíduo na cidade de Carapicuiba-SP e região. (http://www.ciadeartesbalu.org).
  6. CRP-SP Conselho Regional de Psicologia de São Paulo - instituição criadora do Prêmio Artur Bispo do Rosário. (www.crpsp.org.br).
  7. Elke Maravilha - Dra. Nise da Silveira, criadora do Museu de Imagens do Inconsciente, afirmava que Elke é uma Sacerdotisa Dionisíaca, e que, como tal, ilumina caminhos e aquece corações. Já na década de 1960 despontou como símbolo de transgressão e liberação. Visionária como só os que assumem seu delírio, intuiu o movimento holístico e vem exercendo-o tanto em suas relações pessoais como em sua comunicação com o mundo. Elke Maravilha é uma obra de arte em constante metamorfose e como artista vem trilhando o melhor dos caminhos da arte: Ela apostou e aposta no sonho possível. Artista reconhecida da TV, cinema, teatro, música e ativa militante das questões antimanicomiais e direitos humanos
  8. Givanildo Manoel da Silva - Giva, Militante do Tribunal Popular, batalhador pelas questões carcerárias, indígenas e tantas formas de injustiças sociais, como o caso da violência policial e do poder público no “Pinheirinho” em 2012. Atua na Coordenação de Grupos, organização de estrutura de entidades, trabalho com jovens, desenvolvimento de projetos, formação de Conselheiros dos Direitos da Criança e do Adolescente, Tutelar, Educadores e profissionais diversos que trabalham com criança e adolescente, especialista em políticas publicas para criança e adolescente.
  9. José Roberto Aguilar – Artista multimídia. Nasceu em São Paulo em 1941. Em 1958 já participava da vida cultural brasileira através do movimento Kaos, manifestação vanguardista de Jorge Mautner, que incluía sessões de poesia, literatura e performances. Em 1961, realiza sua primeira exposição. Em 1963, é selecionado para a Bienal Internacional de São Paulo. Em 1965, junto com outros artistas nacionais e internacionais, entre eles Hélio Oiticica com os parangolés, participa da famosa Mostra Opinião – 65, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 1967, recebe o Prêmio Itamaraty na Bienal de São Paulo, onde volta a expor em 1969.
  10. Leci Brandão – Nascida em Madureira, criada em Vila Isabel e cidadã paulistana, Leci Brandão foi a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores da Mangueira. Em 1975 gravou o primeiro LP e recebeu inúmeros prêmios de crítica. De lá até aqui foram 23 discos e várias compilações em 37 anos de carreira. Durante cinco anos Leci ficou sem gravar por não abrir mão de suas opiniões. As gravadoras não aceitavam suas canções marcadas pela crítica social. Ela cantou a defesa das minorias, todas elas. Era convidada para cantar em todos os eventos afinados com sindicalistas, estudantes, índios, prostitutas, gays, partidos de esquerda, movimentos de mulheres e principalmente o Movimento Negro. Foi membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. Entre 2002 e 2010 foi comentarista dos desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e de São Paulo pela TV Globo. Em 2010 foi eleita Deputada Estadual de São Paulo pelo Partido Comunista do Brasil e se tornou a segunda mulher negra a ocupar uma cadeira no parlamento paulista. Como parlamentar, continua fiel às causas que sempre considera importantes e pelas quais vêm se dedicando ao longo da vida: igualdade racial, religiões de matrizes africanas, populações negras e indígenas, juventude, mulheres, segmento LGBTT e cidadania. No carnaval de 2012 foi homenageada pela escola de samba Acadêmicos do Tatuapé, de SP. (www.lecibrandao.com.br).  
  11. Mães de Maio - É uma rede de Mães, Familiares e Amigos de vítimas da violência do Estado Brasileiro (principalmente da Polícia), formado aqui no estado de São Paulo a partir dos famigerados Crimes de Maio de 2006. Foi a partir da Dor e do Luto gerado pela perda de nossos filhos, familiares e amigos que nos encontramos, nos reunimos e passamos a caminhar juntas. “Nossa missão é lutar pela Verdade, pela Memória e por Justiça para todas as vítimas da violência contra a população Pobre, Negra, Indígena e contra os Movimentos Sociais brasileiros, de Ontem e de Hoje. Verdade e Justiça não apenas para os mortos e desaparecidos dos Crimes de Maio de 2006 ou dos Crimes de Abril de 2010, mas para todas as vítimas do massacre contínuo que o estado pratica historicamente no país. Nosso objetivo maior é construir, na Prática e na Luta, uma sociedade realmente Justa e Livre.” (www.maesdemaio.blogspot.com.br).
  12. Marcos Garcia - Professor da UFSCar do campus Sorocaba, doutor em Psicologia Social e pesquisador comprometido com a temática da exclusão social em suas várias formas. Em 2011 desenvolveu uma pesquisa em conjunto com integrantes do FLAMAS (Fórum da Luta Antimanicomial de Sorocaba) que mostrou que nos últimos 8 anos ocorreram 863 mortes nos manicômios da região de Sorocaba, maior pólo manicomial do Brasil, muitas delas de pessoas jovens e por causas evitáveis ou mal-esclarecidas. As fiscalizações e auditorias provocadas pela pesquisa mostraram um cenário de inúmeras violações de direitos humanos no interior destes manicômios e reascenderam o debate sobre a necessidade da reforma psiquiátrica antimanicomial avançar por regiões que ainda funcionam sob a lógica da exclusão dos pacientes do convívio social e sobre os riscos de se reproduzir o mesmo modelo de encarceramento e violação de direitos humanos no cuidado com os usuários de drogas. Dados sobre a pesquisa realizada e sobre a tentativa de intimidação dos donos dos manicômios, que abriram um processo judicial contra o professor Marcos por sua divulgação, podem ser vistos em www.liberdadepesquisa.blogspot.com.
  13. Multirão Cultural na Quebrada – No ano de 2006 inicia-se a pré-produção comunitária na Vila Menck, na cidade de Osasco-SP. Após articulação da população no ano de 2009, surge este movimento, em parceria com outros coletivos, criando uma rede com atividades diferenciadas. Em 2011 com toda a rede articulada conseguiram desenvolver o maior evento cultural da periferia do estado de São Paulo. Em 2012 com uma estrutura mais profissionalizada atingiram um público recorde, pessoas de várias regiões de São Paulo e outros estados. (mutiraoculturalnaquebrada.blogspot.com.br).  
Já receberam o Prêmio Carrano em anos anteriores: Allan da RosaCarlos Costa “Carlão”, Carlos Eduardo Ferreira (Maicon)Casa do SaciClara Charf, Dom Paulo Evaristo Arns, Gegê, Grife Dasdoida, Grupo Tortura Nunca Mais, José Ibrahim, Laís Bodanzky, Luciano SantosMagrão (Amigo de Carrano),Marcos AbranchesMaria Amélia Teles “Amélinha”, Paulo AmarantePaulo César Sampaio, Raquel Trindade, Revista Ocas, Sebastião NicomedesSenador Eduardo Suplicy, Sonia Rainho, Tia Dag (Casa do Zezinho), Toninho Rodrigues, Xico SáZ’África Brasil

Pequena biografia de AUSTREGÉSILO CARRANO BUENO - Curitibano, escritor, ator, dramaturgo. Autor de dois livros editados: “Canto dos Malditos”, que originou o filme “Bicho de Sete Cabeças” e “Textos – Teatro – Seis peças para Teatro”. O texto para teatro de sua autoria “SOS Mãe natureza”, premiado na ECO-92, foi adaptado para livro infanto-juvenil, com titulo provisório: “SOS... Os Senhores Mesquinhos estão devorando a Mãe Natureza” que não foi publicado ainda, embora Carrano tenha batido a portas de algumas editoras. Em parceria com o selo O Autor na Praça, publicou em 2007, dois livros de textos para Teatro: Canto dos Malditos e O Sapatão e a Travesti, com a renda da venda desses livros esperava publicar de forma independente uma nova edição de “Cantos dos Malditos” e seu novo romance “Filhas da Noite”, ainda não publicado.

Carrano foi Ativista do Movimento Nacional da Luta Antimanicomial, Membro da Comissão Intersetorial de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Representante dos Usuários no Conselho Nacional de Reforma Psiquiátrica (Eleito no Encontro Nacional dos Usuários e Familiares em Xerém, RJ), Defensor Ferrenho das Indenizações as Vítimas do Holocausto Psiquiátrico Brasileiro. Homenageado pelo Ministério da Saúde
O livro “Canto dos Malditos” deu origem ao filme mais premiado da história da cinematografia brasileira: “Bicho de Sete Cabeças”, dirigido por Laís Bodanzky, recebeu 45 prêmios nacionais e 08 prêmios internacionais, ao todo são 53 prêmios conquistados. O trabalho de Carrano foi reconhecido nacional e internacionalmente, envolvendo a questão da Reforma Psiquiátrica no Brasil. Como ele exigia e defendia: “Temos que ter uma nova visão e maneira de tratarmos, sem preconceitos, respeitando seus direitos de cidadão, e aceitando o diferente que se encontra em sofrimento mental. Um basta definitivo no confinamento, sedação e experiências com cobaias humanas. Confinar não é tratar, é Torturar, portanto, são crimes psiquiátricos que devem ser cobrado responsabilidades e serem pagas indenizações as Vítimas”.

“(...) Ainda espero ser indenizado pelas torturas psiquiátricas sofridas, pela minha condenação aos preconceitos sociais, danos físicos, emocionais, morais, danos na minha formação profissional, danos financeiros, destruição de minha adolescência. E esses meus direitos de cidadão serão cobrado até o fim dos meus dias. Se não conseguir em vida, algum dos meus filhos ficará com essa incumbência. Justiça plena e total é o que exijo, e mesmo depois de morto continuarei a exigir. Não só para mim, exijo essas indenizações para todas as vítimas do holocausto da psiquiatria brasileira, não desistirei por nada nem que leve o resto da minha vida” (Texto de Carrano no posfácio da última edição do livro Canto dos Malditos).

Vejam depoimentos do Carrano:
http://www.youtube.com/watch?v=22Ai29O1qIo&feature=related Neste depoimento Carano faz a leitura de seu poema “Sequelas... e... Sequelas” de abertura do livro “Canto dos Malditos”, que originou o filme “Bicho de sete cabeças” (o texto do poema está ao final deste release).

SINOPSE do livro Canto dos Malditos - História real do período que o autor passou confinado por três anos e meio em instituições psiquiátricas do Paraná e Rio de Janeiro, dos 17 até 21 anos. Sofrendo torturas, e as mazelas de um sistema manicomial brasileiro arcaico, confinador, estigmatizante, e que chamam de “tratamento psiquiátrico”. Sobreviveu a 21 aplicações de Eletroconvulsoterapia; choques numa voltagem de 180 a 460 volts aplicados nas temporas. O livro foi escrito não com a intenção de denegrir a imagem de médico psiquiatra algum, e sim é um relato fiel a que são submetidos os pacientes psiquiátricos dentro dos manicômios.

Homenageado pelo Presidente da República Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 28 de maio de 2003, pelo seu empenho na Reforma Psiquiátrica, que está sendo construída em todo o Brasil; Porém, todo esse empenho e reconhecimento, têm-lhe cobrado um grande preço, na sua terra natal. Em Curitiba, um Lobby de Psiquiatras, contrários às ideologias de Carrano, e do Movimento Nacional da Luta Antimanicomial, são eles, opositores ferrenhos a Reforma Psiquiátrica no Brasil. Esses Empresários da Loucura, donos e associados dos hospitais psiquiátricos, fizeram perseguições indecentes, constantes e aviltantes, lançou a 1ª edição do livro em 1990, pela Scientia et Labor, Editora da Universidade Federal do Paraná. Dias após o lançamento, o livro foi retirado das livrarias a mando desse Lobby de Psiquiatras. Só voltando a ser publicado em 1991, pela Editora Lemos, de São Paulo, Carrano comprava a edição e a vendia em seminários, palestras, feiras culturais, entre elas uma em um Shopping da cidade, por onde chegou as mãos da diretora do filme Laís Bodanszky. Chegou a publicar e bancar sete edições do livro sem ser vendido em livrarias.

Em 13 de maio de 1998, Carrano entrou com a “1ª Ação Indenizatória” por erro, tortura e crime psiquiátrico no histórico forense brasileiro. Até sua morte em maio 2008, uma de suas rotinas foi responder a processos jurídicos de todos os tipos, até um processo que exige que ele se calasse, proibindo-o de falar de sua experiência dentro dos chiqueiros psiquiátricos que foi torturado. As Perseguições judiciais que recebia, eram repudiadas pela sociedade brasileira, causando indignação em ongs nacionais e internacionais de Direitos Humanos. O livro “Canto dos Malditos” foi cassado, retirado novamente das livrarias e proibido em todo o território nacional, em abril de 2002. Da primeira Ação Indenizatória por erro, tortura e crime psiquiátrico no Brasil, de vítima virou réu, em maio de 1999 foi condenado a pagar R$ 60.000.00 aos donos dos “Chiqueiros Psiquiátricos” do qual foi vítima. Entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal em Brasília. Em novembro de 2003 foi condenado novamente a pagar mais R$ 12.000.00 em vinte e quatro horas, por citar os nomes dos hospícios e dos médicos na imprensa, por estas citações chegou a receber ameaças de morte. Na sentença desse processo seu direito de livre expressão foi cassado, foi proibido de falar o nome de seus torturadores em público, com uma multa de R$ 50.000.00 a cada desobediência jurídica.  Julgado pelo Judiciário Paranaense, de Vítima da Tortura Psiquiátrica se tornou Réu por denunciar, exigir mudanças radicais, indenizações, cobrança de responsabilidades dos profissionais dessa falsa psiquiatria que confina, droga e mata pessoas em suas casas de extermínios, os “chiqueiros psiquiátricos” brasileiros. Pagou o preço por enfrentar essa Máfia do Inconsciente, donos exclusivos e ditadores do “Saber Psiquiátrico!”.

Tentaram o calar a todo custo. Foi sem dúvidas um artista, revolucionário, guerreiro da Luta Antimanicomial e dos Direitos Humanos e um dos mais batalhadores por estas causa no Brasil. Conseguiu, bancando sozinho o trabalho de seu advogado na liberação do seu livro “Canto dos Malditos”, depois de dois anos e meio cassado e retirado de todas as livrarias brasileiras, não contou com nenhum apoio da editora da época. “Canto dos Malditos” foi dos poucos livros proibidos depois do fim da Ditadura Militar.  Voltou às livrarias em setembro de 2004, com um posfácio mais picante, denunciando os crimes psiquiátricos e também as fortunas psiquiátricas ilícitas. Cobrando, exigindo “Indenizações” imediatas às Vítimas do Holocausto Psiquiátrico Brasileiro... “A Luta pelos Direitos Sociais de nós ‘Vítimas Psiquiátricas’, está apenas começando, agora que a cobra vai fumar!” dizia Carrano.

 Sequelas... e ... Sequelas

Seqüelas não acabam com o tempo. Amenizam. Quando passam em minha mente as horas de espera, sinceramente, tenho dó de mim. Nó na garganta, choro estagnado, revolta acompanhada de longo suspiro.

Ainda hoje, anos depois, a espera é por demais agonizante. Horas, minutos, segundos são eternidade martirizantes. Não começam hoje, adormeceram há muito tempo, a muito custo... comigo. Esta espera, Oh Deus! É como nunca pagar o pecado original. É ser condenado a morte várias vezes.

Quem disse que só se morre uma vez?

Sentidos se misturam, batidas cardíacas invadem a audição. Aspirada à respiração não é... É introchada. Os nervos já não tremem... dão solavancos. A espera está acabando. Ouço barulho de rodinhas. A todo custo, quero entrar na parede. Esconder-me, fazer parte do cimento do quarto. Olhos na abertura da porta... rodam a fechadura. Já não sei quem e o que sou. Acuado, tento fuga alucinante. Agarrado, imobilizado... Escuto parte de meu gemido.

Quem disse que só se morre uma vez?

(Austregésilo Carrano Bueno – Poema das quatro horas de espera para ser eletrocutado – aplicação da eletroconvulsoterapia). Veja vídeo do Carrano declamando o poema:

Revista Partes

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