sábado, 20 de agosto de 2011

Somos todos pedestres



O assunto está na boca do povo, mas ainda não atingiu as mentes dementes dos motoristas nem a dos pedestres que continuam dando sopa ao azar e pensando que estão mesmo em um lugar civilizado

Meu grande amigo de visual punk sempre atravessava a rua apressado, impositivo, quase se jogando suicida no meio do violento trânsito de São Paulo. Quando estávamos juntos, eu ficava louca e ao mesmo tempo boba de ver os carros parando, educados e solícitos, como se ele fosse o próprio guarda de trânsito encarnado com bloquinho na mão ou fosse as demarcações de faixas dos países onde isso funciona - você põe o pé para fora da calçada e os carros param. "Você acha que alguém vai querer me atropelar? Já pensou o furdunço que ia ser?" - e caía na gargalhada. Funcionava.

Passado o tempo, não sei se ele ainda faz isso, mas sei que está bem, lindo e diferente, com seu cabelo espetado e tatuagens em todo o corpo, sempre aprontando alguma coisa especial - agora são festas que libertam o fetiche interior de cada um. Lembrei-me dele também porque nos últimos dias o assunto pedestre anda fervendo. Por vários motivos. Por causa da campanha a favor, das multas milionárias impostas a quem é pego sacaneando, e por causa de pesquisas que dizem que a maioria dos brasileiros se locomove é a pé, ao contrário do que podíamos pensar. Pensei também por causa das muitas marcas de sangue nos asfaltos da vida - o moço inteligente que voltava para casa a pé e foi atropelado por uma Land Rover desgovernada, uma professorinha aposentada atropelada na faixa e dezenas de outros anônimos, que não voltaram, todos mortos no espaço de um tempo de atravessar, de uma calçada a outra. Será menos perigoso atravessar um rio de jacarés?

Ser pedestre é mesmo uma das coisas mais perigosas e também uma das mais democráticas. Todo mundo é pedestre. E uma hora atravessa a rua, ou alguma coisa. Igual aquela velha piadinha que perguntava "Por que o frango atravessou a rua?" - seguida de várias respostas. Uma criança: Por que sim. Aristóteles: É da natureza do frango cruzar a avenida. Marx: O atual estágio das forças produtivas exigia uma nova classe de frangos, capazes de atravessar a rua. Martin Luther King: Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os frangos serão livres para cruzar a estrada sem que sejam questionados seus motivos. Einstein: Se o frango atravessou a rua ou se a rua se moveu sob o frango, depende do ponto de vista. Tudo é relativo. Heloisa Helena: A culpa é das elites estelionatárias,caucasianas e aristocráticas que usurpam a população de frangos e mostra a sua capacidade de luta em defesa dos seus direitos.

A infâmia sobrou até para o Paulo Maluf: O meu governo foi o que construiu mais passarelas para frangos. Quando for eleito novamente vou construir galinheiros deste lado para o frango não ter mais que atravessar a rua. E um pouco para o Lula e sua sabedoria: Atravessou porque queria se juntar aos outros mamíferos.

Não importa como, por que, onde, contra quem. Um dia atravessamos. Pedestre pode ser estátua, soldado do Rio de Janeiro, e até a linguagem rasteira. Mas há uma guerra nas ruas, isso há. No momento em que o pedestre vira motorista, do motorista que esquece que também é pedestre -há um pega pra capar. O cara do carro de trás que buzina, chato, e que acha que você o está atrasando na vida porque deu passagem ao velhinho, e parou para não matar. E nessa guerra, também democrática, há o próprio pedestre que vem maluco ao seu encontro, para te atropelar como se fosse ele uma jamanta de lata, ou um blindado. Ou mero suicida. Deviam aprender com os viralatas mais espertos que só faltam apertar o botão do semáforo.

Ouvi dizer que vão vender a "mãozinha" em miniaturas, no comércio popular. A mãozinha é uma, de papelão ou plástico, como um tchauzinho na ponta de uma vara, que alerta com um PARE e que está sendo usada nos cruzamentos paulistanos - uma bem grande - para conscientizar a população dos dois lados.

Mas esse personagem da cidade, o pedestre, é sui generis. Nunca vi fazerem teste de bafômetro em alguns, mas deveria ter. Nunca os vi serem multados por atravessarem fora das faixas, na diagonal, falando ao celular, mandando SMS (isso eu já vi!), mascando chicletes, olhando para a sua cara cinicamente, balançando a bunda, andando com roupa toda preta no escuro, surgindo de trás de postes e árvores. Também nunca vi pais, mães, babás serem multados por primeiro colocar os coitadinhos na frente, como se o carrinho dos pequeninos fosse armadura.

Também são eles, os pedestres, e assim somos nós todos, que são assaltados, que se machucam nas calçadas, que viram o pé, escorregam, tropeçam e se estabacam nas mal cuidadas vias e infinidades de minas terrestres das grandes cidades, onde até bueiros voam pelos ares, cachorros podem morder, e portões de garagem podem abrir ou fechar nas suas cabeças.

Mas nem tudo é ruim assim, não. Andando, o pedestre consome mais calorias e emite menos gás carbônico na atmosfera desse mundo tão horrivel. Andando, pode observar melhor as belezas dessa vida e virar o pescoço quando uma dessas passa, também pedestre, com um bom rebolado, e isso até pode virar uma composição de sucesso - olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é ela, menina, que vem e que passa...

Pode ir devagar, ou ligeiro, correndo, andando. Mas, solto, nesta solitária atividade, também pode encontrar um amor como nas propagandas de tevê, onde isso é comum. Pode encontrar um amigo. Dar chance à vida. Uma chance que só ocorrerá quando todos lembrarem que é só uma questão de tempo e espaço. Há quadrúpedes inveterados. Mas todos somos pedestres.

São Paulo, lufa-lufa, 2011


(*) Marli Gonçalves é jornalistaPedestre. Não gosta que peguem no pé. Motorista. De vez em quando esquece de por a flechinha quando vai virar.



E-mails:
marli@brickmann.com.br
marligo@uol.com.br

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Reorientação Curricular: a Gestão Democrática na garantia do direito à aprendizagem

O IV Interconselhos de Gestão Compartilhada de Osasco será realizado neste sábado (13), no Centro de Formação dos Professores do município, com o tema “Reorientação Curricular: a Gestão Democrática na garantia do direito à aprendizagem”.

objetivo é criar um espaço para a reflexão sobre as implicações na gestão da escola, com a intencionalidade de fortalecer os atores sociais da comunidade educacional e do entorno para o exercício da cidadania.

O encontro contará com a participação de representantes dos Conselhos de Gestão Compartilhada (CGC) das Unidades Educacionais do município, educadores do Instituto Paulo Freire (IPF), pais e alunos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

As temáticas 
a serem discutidas nos círculos serão: Contribuição das crianças no CGC; Avaliação dialógica das ações nas unidades educacionais; Participação e mobilização no CGC; A participação da escola, família e comunidade na educação das crianças: Conferência Lúdica; Assembleias escolares e o CGC; Plano Municipal de Educação e Reorientação Curricular.
Na busca de garantir a participação da comunidade na gestão escolar, a Secretaria Municipal da Educação de Osasco vem promovendo ações onde os segmentos dialogam e formulam propostas para a melhoria do ensino e da aprendizagem. O Interconselhos de Gestão Compartilhada é realizado anualmente a fim de assegurar a troca de experiências, a integração comunitária e a formulação de ideias, de proposições e reflexões de políticas públicas, sobretudo da política educacional.
Histórico - O primeiro Interconselhos de Gestão Compartilhada de Osasco foi realizado em 2008, com cerca de 300 participantes (representando 116 escolas), na EMEF Marechal Bittencourt. Na ocasião, foram discutidos temas relacionados aos Conselhos e à comunidade escolar, desde a participação da comunidade na gestão escolar até a educação inclusiva e participação das crianças na escola.
A segunda edição ocorreu em maio de 2009, no contexto da Conferência Nacional da Educação (CONAE), quando o município de Osasco sediou a etapa intermunicipal desta conferência. Os conselheiros foram desafiados a discutir e analisar o documento referência da Conferência, que foi levado e defendido na CONAE – 2010.

O terceiro Interconselhos foi em maio de 2010 com o objetivo de s
ocializar as propostas relativas ao Eixo 2 da CONAE-2010 e discutir a Lei 4136/07 que cria o CGC, o encontro contou com a participação de 313 conselheiros, representantes de 102 unidades educacionais.As discussões nos círculos de cultura resultaram em propostas significativas de alteração da Lei do CGC. 

Diálogos Sobre o Sonho Brasileiro

 

Seminário revela a perspectiva dos jovens sobre o Brasil

Evento realizado no Itaú Cultural discutirá o estudo "Sonho Brasileiro", realizado pela Box1824

 

O que os jovens de 18 a 24 anos pensam sobre política, economia, educação e cultura? Conheça o novo significado que eles dão para estes temas no seminário Diálogos Sobre o Sonho Brasileiro, organizado pelo Itaú Cultural. No evento, que ocorre entre os dias 15 e 16, serão debatidos projetos e ideias de grande impacto no Brasil, a partir do ponto de vista desta geração. A ação tem como base a pesquisa "Sonho Brasileiro", realizada pela Box1824, que investigou como os jovens ressignificam as diversas esferas da sociedade. Durante o seminário, os profissionais da Box1824 – uma das principais empresas de mapeamento de mercado e tendências de comportamento de consumo da América Latina - participarão das quatro mesas de debate que abordarão o ponto de vista dos jovens sobre: a economia da felicidade, a educação informal, a nova cultura criativa e ainda o novo engajamento político. O mediador será Luiz Algarra e o evento contará com a participação de jovens transformadores - mapeados pela pesquisa – e convidados como Dagmar Garroux (Tia Dag), Gilberto Dimenstein, Luis Fernando Guggenberger, Affonso Romano Santanna, Pablo Capilé, Flávio Paiva, entre outros. Serão duas mesas por dia, sendo a primeira às 10h15 e a segunda às 14h30, no espaço Itaú Cultural (SP). A entrada é gratuita, com distribuição de ingressos 30 minutos antes.

 

Programação

Mediação: Luiz Algarra

 

Dia 15

MESA 1 - 10h15 às 12h30

IMPERIO DAS CORES: Economia da felicidade

Com Affonso Romano Santanna, João Cavalcanti e Raísa Almeida Feitosa

 

MESA 2 - 14h30 às 16h30

SABEDORIA NATURAL: Educação informal

Com Luis Fernando Guggenberger, Dagmar Garroux (Tia Dag), Carla Mayumi e André Gravatá

 

Dia 16

MESA 1 - 10h15 às 12h30

FUSÕES CRIATIVAS: Nova cultura criativa

Com Flávio Paiva, Reinaldo Pamponet, Marcelo Noah e Júlio César Oliveira de Oliveira

 

MESA 2 - 14h30 às 16h30

PODER HUMANO: Novo engajamento político

Com Gilberto Dimenstein, Pablo Capilé, Gabriel Milanez e Daniela B. Silva

 

PERFIL DOS PALESTRANTES

 

IMPERIO DAS CORES: Economia da felicidade

·         Affonso Romano Santanna

Com mais de 40 livros publicados, pensa o Brasil e a cultura do seu tempo, e se destaca como teórico, poeta, cronista, professor, administrador cultural e jornalista.

·         João Cavalcanti

É um dos criadores da Box824, LIVEAD (voltada à inovação em comunicação) e da TALK INC (empresa de pesquisa online) e BUSK.com.

·         Raísa Almeida Feitosa

Estudante pernambucana de design gráfico pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE), realiza trabalhos gráficos e trabalha com teatro e literatura. Também se envolve ativamente em mobilizações sociais e culturais.

 

SABEDORIA NATURAL: Educação informal

·         Luis Fernando Guggenberger

Gerente da área Debate e Conhecimento e Novos Projetos da Fundação Telefônica no Brasil. Responsável pela criação dos ciclos de Seminários A Sociedade em Rede e temas relevantes, desenvolvimento de projetos na área de educação e inovação. É Netweaver de Redes Sociais e de Inovação Social. Formado em Publicidade e Propaganda, e especialização em Relações Públicas. Professor universitário.

·         Dagmar Garroux (Tia Dag)

Pedagoga, fundadora da Casa do Zezinho, no bairro do Capão Redondo, em São Paulo, que atende mais de 1200 crianças e jovens de 6 a 21 anos.

·         Carla Mayumi

Sócia da Box 1824. Atualmente dirige o núcleo de inovação e projetos especiais da Box, trabalhando com clientes como Itaú, Pepsico, C&A e COB. Nos últimos dois anos foi uma das coordenadoras da pesquisa Sonho Brasileiro, o maior projeto da história da empresa que deu corpo a esse evento.

·         André Gravatá

O estudante de jornalismo, de Embu das Artes, já realizou várias intervenções urbanas buscando estimular a reflexão nas pessoas e incitá-las a ver o cotidiano de outra maneira. Atualmente escreve um livro sobre arte participativa, cujo foco é o poder de emancipação da arte 2.0, que convoca o espectador a ocupar o papel do artista. É um dos organizadores do TEDxJovem@Ibira.

 

FUSÕES CRIATIVAS: Nova cultura criativa

·         Flávio Paiva

Jornalista, colunista semanal do Diário do Nordeste, autor de livros e CDs infanto-juvenis e ativistas de mobilização social e cidadania orgânica.

·         Reinaldo Pamponet

Deixou a Microsoft em 2003 para se dedicar a projetos culturais envolvendo jovens, como a Eletrocoperativa e a Rede Itsnoon. Defende uma abordagem que dá liberdade ao jovem e reconhece o conhecimento de cada um na criação da cultura.

·         Marcelo Noah

Formado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul(UFRGS), tem mestrado em Escrita Criativa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS). Poeta e radialista, ele produz e apresenta o programa Teorema na rádio Ipanema FM de Porto Alegre e se dedica à criação e direção da rádio Minima.fm, com lançamento previsto para setembro deste ano.

·         Júlio César Oliveira de Oliveira

Ministra oficinas e participa de shows e campeonatos da dança e da cultura hip hop.

 

PODER HUMANO: Novo engajamento político

·         Gilberto Dimenstein

Formado na Faculdade Cásper Líbero, é colunista da Folha de S.Paulo e da rádio CBN. Foi diretor da Folha na sucursal de Brasília e correspondente internacional em Nova Iorque daquele periódico. Trabalhou também no Jornal do Brasil, Correio Braziliense, Última Hora, revista Visão e Veja. Foi acadêmico visitante do programa de direitos humanos da Universidade de Columbia, em Nova York.

·         Pablo Capilé

Coordenador de planejamento dos festivais Calango e Grito Rock e um dos fundadores do Espaço Cubo, instituto cultural cuiabano que desenvolve ações no campo da cultura em todo o Brasil. É sócio-fundador da associação Casas Associadas e um dos articuladores do Circuito Fora do Eixo, rede que integra hoje dezenas de coletivos dedicados ao setor em todo o Brasil.

·         Gabriel Milanez

Um dos diretores de planejamento e pesquisa da BOX1824 desde 2007, trabalhou em agências de propaganda como Fischer América e Lew,Lara. É graduado em Comunicação Social e em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP). Também estudou Sociologia na Universidade Sorbonne Paris IV, na França. 

·         Daniela B. Silva

Diretora da Esfera, na Casa de Cultura Digital, que articula grupos na sociedade para participarem de novas possibilidades de abertura e participação política por meio das tecnologias em rede e de práticas de liberdade, autonomia e compartilhamento. Coordena a comunidade Transparência Hacker,que usa dados governamentais e tecnologias abertas para criar e implementar projetos de interesse público na rede.

 

Serviço

Diálogos Sobre o Sonho Brasileiro

 

Quanto: Entrada gratuita (distribuição de ingressos 30 minutos antes de cada mesa de discussão)

 

Onde: Sala Itaú Cultural - Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô

Estacionamento com manobrista: R$ 8,00 a primeira hora; R$ 4,00 a segunda hora; e R$ 2,00 por hora adicional

Estacionamento gratuito para bicicletas                

Acesso para deficientes físicos / Ar condicionado

 

Telefone: (11) 2168-1776/1777


 


Exposição de fotos Cidade Adoniran começa 2ª no SESC Consolação

Fotógrafo Otavio Valle mostra como a obra de Adoniran Barbosa continua viva nas ruas de São Paulo.

Uma exposição com 20 fotos da cidade de São Paulo, inspiradas nas músicas de Adoniran Barbosa (1910-1982), começa na segunda-feira, dia 15, no SESC Consolação, na Capital paulista. 

O fotógrafo Otavio Valle desenvolveu o projeto Cidade Adoniran a partir das histórias contadas pelo sambista. "Adoniran  foi um dos grandes cronistas de São Paulo. O artista traduziu como ninguém a alma dos paulistas. Sua obra traz uma infinita coleção de retratos da gente que ajudou construir a metrópole", conta o autor do trabalho que estará exposto até 30 de setembro.

Otavio Valle escolheu homenagear Adoniran especialmente em função da história de vida do artista. "Distante dos aristocráticos círculos de intelectuais da sua época, o poeta e compositor popular encarnou em seus personagens e canções a mistura da cultura de caipiras, negros, nordestinos, estrangeiros que moldou a capital", aponta. "A vida dura e pobre dos imigrantes, as experiências nos cortiços, os trabalhos informais que experimentou contribuíram muito na construção dos personagens que povoam o universo de seus sambas."

Sobre Adoniran Barbosa - Filho de imigrantes italianos, Adoniran Barbosa nasceu em 1910 em Valinhos (SP). Seu nome de registro era João Rubinato. Antes de ser artista, foi entregador de marmitas, mascate, pintor, encanador, garçom e chofer. Em 1932, vivendo em São Paulo, começa a compor e adota o nome artístico: Adoniran, emprestado de um amigo dos Correios, e Barbosa, do músico Luiz Barbosa. Em 1936, casa-se com Olga Rodrigues e grava seu primeiro samba: "Agora pode chorar". No ano seguinte, nasce a filha, Maria Helena Rubinato. Em 1951, os Demônios da Garôa gravam sua primeira interpretação de Adoniran, o samba "Malvina" e, nesse mesmo ano, Adoniran grava "Saudosa Maloca" - considerado um dos maiores sucesso do artista, a música "estourou" com os Demônios em 1955. A consagrada "Trem das Onze" também deve seu sucesso ao grupo, que a gravou em 1964. Foi só em 1974 que Adoniran gravou seu primeiro LP.
A carreira  artística de Adoniran não se limitou à música. Ele passou pela Rádio Cruzeiro do Sul, pela Rádio e TV Record e pela TV Tupi, onde participou da primeira versão da novela "Mulheres de Areia", em 1971. No cinema, vale mencionar sua atuação nos filmes "Pif-Paf" (1945), de Adhemar Gonzaga; "O Cangaceiro" (1953), do Lima Barreto; e na pornochanchada "Elas são do baralho" (1976), com Vera Fischer.

Sobre o fotógrafo - Otavio Valle nasceu em São Paulo em 1972. Formado em jornalismo pela Unesp de Bauru em 1993, sempre dedicou-se ao foto-jornalismo. Foi professor da Unesp Bauru, de 1997 a 2000, e editor do Diário da Região em São José do Rio Preto (SP), de 2000 a 2007. Atualmente, desenvolve o projeto Olho no Celular (http://olhonocelular.blogspot.com/), oferece oficinas de Fotografia e é editor assistente do jornal Agora São Paulo/Grupo Folha.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A FORÇA LITERÁRIA DAS PALAVRAS

SHAKESPEARE, AFFONSO SANT´ANNA, PAULO COELHO... A FORÇA LITERÁRIA DAS PALAVRAS



ZACARIAS MARTINS, MARCEL FRANCO, GIVALDO FRANCO, SHAKESPEARE, AFFONSO SANTA’ANNA, PAULO COELHO, GILBERTO (Revista Parte), AUGUSTO CURY, BRUNO RESENDE, PAULO VALENÇA, ANDRÉ ALBUQUERQUE, ISSAAC BUGARIM, MILTON FILHO, CEZAR UBALDO, JORGE XEXES, NAHA NAGA, CHICO CHAVIER, VINICIUS DE MORAES...  A FORÇA LITERÁRIA DAS PALAVRAS.

 Uma crônica em agradecimento as estes grandes colaboradores da literatura brasileira.


Autor: Dhiogo José Caetano



Hoje usarei as palavras para falar a respeito destes homens que de forma literária buscam trabalhar a temática do existir em um contexto complexo e ricamente importante para a transformação do cotidiano.
Sábios, pensadores, poetas, professores, pais, amigos...  Poetas que procuram reunir seus fragmentos e reconstruir na só sua vida, mas a vida da humanidade.
Homens, que na plenitude do saber se transformam em “profetas da filosofia”.
Seus discursos são históricos, suas ideias, tesouros raramente encontrados.
Carregam dentro de si o dom de poematizar à vida, emocionando a todos com as palavras, arrancando da alma até do mais insensível às lágrimas, sorrisos, suspiros, saudades e libertação.
 Estudiosos empíricos, que desvendam os mistérios, vergando a sua cruz, a vida afora!
                   Sendo ele, o próprio carrasco, o seu império...
Autores, que buscam a “verdade”, a razão, a arte de poematizar o existir!
Pesquisadores que suavizam o mundo a sua volta e elimina a tua fúria...
Homens fortes que criam novas ideias constroem e destroem conceitos.
Verdadeiros guerreiros prontos e altivos a enfrentar a batalha.
Lutadores que podem até perder, mas que também podem conquistar novos horizontes através da escrita.
Grandes aventureiros literários que buscam suavizar o viver e levar a arte do “bem viver” como prática do cotidiano.
Verdadeiros formadores de opiniões; seres que promovem a diferença por onde passam.
Pensadores que descrevem com propriedade a complexidade do existir, escritores que escrevem com alma; em meios às lágrimas e júbilo, buscam tranqüilizar a ansiedade, eliminar o medo, romper com a sanidade e a loucura.
São eles os simples seres que de forma grandiosa levanta a bandeira da igualdade, da revolução, da arte da escrita e da leitura. Estes são os grandes escritores que transformam o drama em comédia e colocam grandes ideias em circulação por diferentes regiões do globo.




dhiogocaetano@hotmail.com

Revista Partes

http://www.partes.com.br/2017/11/01/poema-fora-de-moda/ Poema Fora de Moda Gilda E. Kluppel No vestuário comercial calças de boca de sino...