sábado, 26 de janeiro de 2008

PRATIQUE O SUICÍDIO SAUDÁVEL

PRATIQUE O SUICÍDIO SAUDÁVEL
(Autor: Antonio Brás Constante)

O suicida é alguém literalmente disposto a morrer por seus objetivos, porém, ainda assim não pode ser considerado como uma pessoa que vai conseguir ir muito longe na vida.

Ao contrário do que alguns pensam, nem todo suicida é um pessimista por natureza, como no caso do suicida otimista que pulou de um prédio de 30 andares, e ao passar em queda livre já pelo vigésimo andar disse para si mesmo: “bom, até aqui tudo bem...”.

Todo dia matamos algo em nós mesmos, e muitas vezes nem percebemos isso. Somos suicidas em potencial, massacrando sonhos, destruindo chances de felicidade, desperdiçando bons momentos presentes em busca de desejos sem futuro. Existem pessoas, no entanto, que chegam ao extremo de achar que não está sobrando nada de valor em suas vidas, transformando o suicídio numa espécie de saída de emergência, na esperança de expiar seus erros, ou de alcançar a paz, e para tentar vencer suas frustrações optam por perder a própria vida.

Não é fácil viver, muitos já morreram tentando. Não existem fórmulas milagrosas que nos transformem em seres felizes e em harmonia com os animaizinhos do bosque encantado, mas antes de rasgarmos nosso bilhete vitalício (sem prazo de vencimento determinado), deveríamos experimentar o suicídio saudável.

Para quem não conhece o termo (cunhado provavelmente a partir deste momento), o suicídio saudável consiste em eliminar apenas uma parcela de nossas vidas conhecida como melancolia (um sentimento que quando se encontra dentro de nós, merece mesmo morrer juntamente com outros, tais como o egoísmo, inveja, ódio, etc), através de ações em prol de nossos semelhantes. Para que pensar em se matar hoje, se ainda hoje você poderia salvar outra vida e quem sabe assim também ser feliz? Ao invés de se enforcar, pule corda ou troque uma bala na cabeça por doces e balas em orfanatos. Conheça melhor os idosos e seus exemplos de vida, antes de querer jogar fora à continuação de sua história. Mais importante do que uma carta explicando os motivos de sua morte é deixar marcas feitas de solidariedade.

Alguns dizem que é preciso coragem para se matar, então porque não usar esta coragem para ajudar, ou mesmo para pedir ajuda. Basta olhar além de nossas próprias dores para encontrarmos tantas outras pessoas, que mesmo em situação pior do que a nossa, estão querendo viver, ou mesmo sobreviver, e muitas vezes necessitam apenas de um pequeno empurrão, que pode ser dado através de nossas mãos. Do mesmo modo também existem pessoas dispostas a estender os braços para nos dar apoio, basta querermos abrir nossos corações antes de tentarmos faze-los pararem de bater. Vivemos em um mundo cheio de dor, egoísmo, ódio e sofrimento, mas também repleto de bons corações e almas. Então vamos ser uma destas nobres almas, afinal, o que temos a perder?

Enfim, às vezes a melhor forma de criarmos um objetivo que fortaleça nosso sopro de vida, é auxiliando nossos semelhantes na conquista do respeito e dignidade que eles (assim como nós), merecem receber.

FRAGMENTOS
(Autor: Antonio Brás Constante)

Sinas severas sentenciam seu sangue. Sacrifícios silenciosos. Sombras que somem;
Olhos observando objetos ornamentando opulentos ordinários, ostentando em ouro outros otários;

Tanta tristeza trazendo tormentos que traduzem toda trama;
Necessidade nua. Nascimento natimorto nas noites de néon. Nevoas nefastas. Nuances do nada.

Enigma enfadonho. Escritas estranhas entrelaçadas. Enclausuradas. Estraçalhadas.
Momentos marcantes morreram na mente, mansamente;
Grandes governos gritando glorias. Gravando em gravuras genuínas gramaturas. Gemidos de gentes;

Amor. Antes autentico afeto. Agora apenas anônimo ator.
Ruínas nas ruas. Ratos roubando risos. Rubros rostos rezando em rimas ruins.
Feras ferozes fatalizando famílias. Fulminando finais felizes. Fragmentos do fim.

E-mail: abrasc@terra.com.br

(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc) ou http://abrasc.blogspot.com/

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Saúde vai distribuir 35 mil kits anti-aids a foliões a partir desta 6ª

Ação acontecerá até o próximo dia 2 de fevereiro nos ensaios de escolas de samba, sambódromo e na Rodovia dos Bandeirantes

A Secretaria de Estado da Saúde inicia amanhã, dia 25 de janeiro, sexta-feira, uma ofensiva para alertar os foliões paulistas contra Aids e doenças sexualmente transmissíveis nesta época de Carnaval. Haverá a distribuição de 35 mil kits, contendo leque com dicas de prevenção e preservativos, em pontos considerados estratégicos.
Com o tema “Samba, camisinha e proteção”, a iniciativa irá concentrar ações nos ensaios de cinco escolas de samba da capital: Mocidade Alegre (25/1), Império de Casa Verde e Mancha Verde (26/1), Vai-Vai (27/1) e Gaviões da Fiel (29/1). Serão entregues 2 mil kits em cada escola.
Outros 20 mil kits serão distribuídos durante o dia 2 de fevereiro em uma das praças de pedágio da Rodovia dos Bandeirantes, uma das mais movimentadas do Estado. Também foi programada a entrega de 5 mil kits durante o desfile das escolas de samba do grupo especial, no sambódromo do Anhembi.
“É uma ação muito importante. Mesmo sendo uma época de festa, as pessoas nunca devem esquecer que a proteção é a melhor companhia durante o carnaval”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.
“Todas as pessoas com vida sexual sem uso de preservativo estão sujeitas a ser infectadas pelo HIV ou outras doenças sexualmente transmissíveis, independentemente de sexo, classe social, escolaridade, idade ou número de parceiros. Portanto, a camisinha é indispensável para a saúde antes, durante e depois do Carnaval”, diz Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual de DST/Adis.

Mancha Verde agita Carnaval de 200 adolescentes na próxima segunda-feira

Evento da Secretaria de Estado da Saúde vai conscientizar jovens sobre drogas e Doenças Sexualmente Transmissíveis

A Secretaria de Estado da Saúde promove na próxima segunda-feira, 28 de janeiro, uma grande festa de pré-Carnaval para cerca de 200 adolescentes na capital paulista. Integrantes da bateria da escola de samba Mancha Verde vão animar o evento, das 17h às 21h, na Casa do Adolescente de Pinheiros. A iniciativa integra o projeto Balada da Saúde, que acontece todas as segundas-feiras. A entrada é gratuita para jovens entre 12 e 20 anos.
Profissionais da Casa do Adolescente irão aproveitar a oportunidade para orientar os jovens sobre álcool, drogas, doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, e prevenção da gravidez precoce por meio do uso correto de métodos anticoncepcionais. Haverá, ainda, distribuição gratuita de preservativos entre os adolescentes. O objetivo é reunir samba e orientação no mesmo local.
“É uma grande oportunidade para que os adolescentes entrem no ritmo do Carnaval, maior festa popular do país, mas também reforcem a conscientização sobre os riscos do uso de drogas e bebidas alcoólicas, além dos perigos do sexo sem proteção”, afirma a coordenadora do programa de Saúde do Adolescente da Secretaria, Albertina Duarte Takiuti.
Balada da Saúde
Utilizar a diversão para orientar sobre sexo, uso correto de métodos anticoncepcionais_entre eles, a Pílula do Dia Seguinte, e oferecer atendimento médico. É o que pretende a Secretaria de Estado da Saúde com o projeto Balada da Saúde, lançado em 2007.
O novo programa oferece, toda segunda-feira, uma festa diferente aos adolescentes, na Casa do Adolescente de Pinheiros. Qualquer pessoa de 12 a 20 anos pode participar.
Em todas as baladas há equipes do Programa de Adolescente da Secretaria para o Plantão das Emoções. Ginecologistas, psicólogos e nutricionistas tiram dúvidas sobre sexo, gravidez precoce, uso de preservativos e problemas de saúde. Se necessário, os adolescentes passam por exames, como aferição de pressão, altura e peso, ou agendar atendimento.
Cada balada tem um tema diferente: rap, MPB, dance music, enfim, todos os estilos musicais. Os adolescentes podem, inclusive, inscrever bandas para tocar durante a festa.
A Casa do Adolescente de Pinheiros fica na rua Ferreira de Araújo, 789, zona oeste da capital.

Bancos de sangue precisam de doação antes do Carnaval

Estoques caem até 50% durante o feriado

A Secretaria de Estado da Saúde está convocando os paulistas para doação de sangue antes do carnaval (veja abaixo a lista dos hemocentros). O objetivo é reforçar os estoques dos bancos paulistas até a véspera do feriado (2 a 6 de fevereiro), evitando que haja falta de sangue, o que pode impossibilitar a realização de cirurgias nos hospitais.
Tradicionalmente a Secretaria percebe redução entre 30% e 50% do estoque de bancos de sangue em feriados. Aliado às férias, o Carnaval é uma época em que geralmente há necessidade de sangue para atendimento de urgência (especialmente para vítimas de acidentes).
Durante o período de festas e férias, a Secretaria e os hemocentros sempre reforçam as doações de sangue por todo o Estado. O esforço agora é para este período pré-Carnaval.
O problema para estocar sangue nessa época do ano é identificado em todo o Estado. Em São Paulo, unidades como o Hospital do Servidor Público Estadual, tem seu estoque reduzido em cerca de 50%. A unidade recebe em média 50 doadores por dia, mas em época de carnaval, esse número cai para cerca de 25 doadores.
Em Sorocaba as doações também ficam abaixo do necessário. Diariamente a unidade recebe 80 pessoas ao banco de sangue, quantidade ideal para manter um estoque seguro. Mas nessa época as doações caem cerca de 40%.
“A Secretaria vem incentivando a doação e prepara um esquema especial para o carnaval, mas é de extrema importância que as pessoas compareçam aos bancos. É um gesto simples, que pode salvar vidas”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.
Qualquer pessoa saudável, com idade entre 18 e 65 anos e peso acima de 50 quilos pode doar sangue. O candidato deve estar bem alimentado e munido de documento original com foto. Não pode doar sangue quem teve hepatite após os 10 anos de idade, seja portador de hepatite B, hepatite C, Aids e usuários de drogas injetáveis.

Hemocentros estaduais

Hemocentro
Endereço
Horário de funcionamento

Hospital das Clínicas de São Paulo
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 155 – Cerqueira César - 1ºandar – SP

sábado e domingo – das 8h às 18h; segunda das 7h às 19h; terça das 8h às 18h; quarta-feira das 8h às 19h

Hospital do Mandaqui
Rua Voluntários da Pátria, 4.301

Sábado - 8h às 16h
Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
Av. Dante Pazzanese, 500 – Ibirapuera – SP

Sábado das 8h às 16h, segunda-feira das 8h às 17h e quarta-feira das 13h às 17h
Hemocentro de Sorocaba
Av. Comendador Pereira Inácio, 564 - Vergueiro

Segunda e quarta-feira, das 7h às 15h
Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (dois hemocentros)
Rua Tenente Catão Roxo, 2501 – Monte Alegre


Rua Quintino Bocaiúva, 470 – Higiienópolis

sábado e domingo – 7h às 12h30; quarta-feira das 7h às 12h30

segunda e terça das 7h às 12h30; quarta-feira das 7h às 17h30

Hospital do Servidor Público Estadual
Rua Pedro de Toledo, 1800 – Vila Clementino
Sábado, domingo, segunda, terça e quarta-feira 8h às 17h

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

BUFÊS – PESANDO NA CONSCIÊNCIA

BUFÊS – PESANDO NA CONSCIÊNCIA
(Autor: Antonio Brás Constante)

Existe uma hora em nossos produtivos dias de serviço que serve para o descanso de nossas mentes, e isso acontece enquanto alimentamos nossos corpos (para alguns estes momentos são de no máximo quinze minutos). É a hora do almoço, onde nos deslocamos para verdadeiros oásis gastronômicos, localizados entre os turnos de trabalho da manhã e da tarde.

Nem tudo é moleza nestes locais, pois já na chegada devemos vasculhar com nossos olhos de águia o melhor lugar para sentarmos e decidir de forma rápida entre comida a quilo ou bufê livre.

Outro transtorno é a fila para chegar até o bufê, onde encontramos garotas magrinhas trancando o bom andamento daquela enorme tripa humana, decidindo se pegam mais uma folhinha de alface ou não. Talvez tenham medo de colocar duas folhas, pois acreditam que provavelmente não conseguirão segurar ou erguer o prato, com tamanho volume de verduras.

Essas pobres vítimas da silhueta esbelta em forma de palito, ficam olhando os pastéis de queijo e as travessas de lasanha, sem se atreverem a sequer tocar em qualquer dessas guloseimas. Babando pelos olhos lágrimas de sacrifício, tudo para poder manter a mostra seus corpinhos esqueléticos.

Já outros como eu, desafiam as leis da física, com pratos transbordando deliciosas iguarias, as quais denominamos como “manjares do estômago”. Começamos primeiramente comendo os alimentos com os olhos, saboreando suas cores, seu aspecto tenro e suculento. Depois repetimos a experimentação dos sentidos, aspirando o inebriante aroma das frituras e molhos que dançam em frente as nossas narinas, sendo absorvidos por nossas vias respiratórias. Para enfim devorar tudo com lascívia voraz, retornando ao bufê para uma nova rodada de devassidão alimentar.

No meio de nosso caminho encontramos a balança para pesar a comida, que é o pedágio que pagamos de acordo com a carga que levamos. Porém, esta maquininha não é a nossa maior inimiga. Nossa maior inimiga é a prima dela, a balança de farmácia, localizada a poucos metros de qualquer restaurante (lancheria, ou assemelhados), que fica lá exposta, fazendo-nos passar de cabeça baixa por ela, para que nossa consciência não nos obrigue a parar ali para enfrentarmos a realidade de nossa massa corporal.

Se acaso decidirmos nos punir subindo sobre os ombros daqueles utensílios que apontam nosso peso com cruel veracidade, finalmente nos depararemos com as conseqüências de nossos atos, o peso de nossos corpos causando peso em nossas consciências. Ao sairmos dali talvez até encontremos as esguias meninas das folhinhas de alface, nos lançando um sorriso de doce vingança, por termos nos esbanjado na comilança enquanto elas sofriam com suas miseráveis saladinhas verdes.

O QUE É SER POETA...
(Autor: Antonio Brás Constante)

É descrever o ritmo na batida do coração,
Utilizar asas imaginárias para poder sair do chão,
Soprar brisas no deserto,
Desenhar nuvens no ar,

Trilhar caminhos incertos,
Criar um brilho no olhar,
Pintar arco-íris com rimas,
Brincar com letras no papel,
É mesmo acordado poder voar pelo céu,

É bordar as estrelas no firmamento,
Salgando lágrimas,
Adoçando beijos,
Transformando o cinza em alegria,
Ser poeta é misturar sabores,
É temperar frases com um gostinho de poesia.

E-mail: abrasc@terra.com.br

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domingo, 13 de janeiro de 2008

CUNHATHLON

CUNHATHLON
(Autor: Antonio Brás Constante)

Se você recebeu um telefonema de seu cunhado convidando-o para uma visitinha na casa dele no próximo final de semana, desconfie. Ele pode estar querendo que você participe de um evento de “cunhathlon”.

Cunhathlon é uma modalidade cujo nome acabei de inventar, mas que existe desde que os homens resolveram se casar. Este tipo de prova pede como único requisito que se tenha um cunhado (mas também pode ser praticada entre vizinhos e amigos).

Os participantes são atraídos para casa do organizador do evento, com promessas de um bom papo e muita cerveja, mas chegando lá de se deparam com um pedido de ajuda do organizador, para auxilia-lo em tarefas das mais variadas. Estas tarefas se transformam em testes de aptidão física, tais como: Força e resistência para puxar com carrinhos de mão, caminhões de terra para dentro do pátio. Equilíbrio em telhados visando o conserto de telhas ou a colocação de antenas ou ainda a instalação de caixas d’água. Movimentos sincronizados de pintura em paredes, etc.

As partidas de Cunhathlon costumam acontecer em dias de um sol maravilhoso. Já na chegada ao local combinado os participantes se deparam com muita água e areia, ingredientes típicos de uma boa praia, se não fosse necessário misturar brita e cimento aos tais ingredientes. Algo que seria bem mais fácil com uma betoneira, porém, geralmente os cunhados nos acham capazes de executar o serviço, munidos apenas de pás e enxadas.

Este tipo de atividade física é um pouco similar em esforço ao “triathlon” (competição onde os atletas têm de correr, nadar e andar de bicicleta), pois em ambos os casos a pessoa precisa de muita força de vontade para conseguir cumprir a tarefa apresentada.

Os “jogos” são geralmente feitos em família, nas casas dos próprios competidores. É um esporte tipicamente comunitário. Pois não visa prêmios e sim promover o auxilio mútuo entre parentes e amigos.

A quantidade de participantes é variável, dependendo do número de familiares e conhecidos que o dono da obra tenha conseguido reunir para empreitada. Entre eles podemos encontrar os mais diversos tipos, como por exemplo: o doente, que ao se deparar com o serviço começa a passar mal, apresentando todos os tipos de dores possíveis que a sua imaginação criativa consiga inventar. Sua expressão preferida é “estou todo ralado”, podendo ganhar com isso o apelido de guisado.

Existe também o competidor resmungão que acha defeito em tudo que se faz. Nada está bom aos olhos dele. O melhor a se fazer nestes casos, é ir preparar uma caipirinha ou procurar alguma cerveja perdida na geladeira, deixando que ele se canse de trabalhar sozinho e pare de resmungar.

Outro tipo menos comum é o organizador pão-duro. Aquele que não oferece nem um mísero como de água da torneira para seus conhecidos. Nestes casos para aliviar a sede, tem-se que beber o suor do próprio rosto. Felizmente este tipo de gente não costuma gastar com obras.

Enfim, o cunhathlon não deve ser visto apenas como uma prática de habilidades físicas, ele é um gesto de fraternidade. Momento de reunir os amigos, deixar a preguiça de lado e mostrar que uma das coisas que nos classifica como seres humanos é a capacidade de trabalharmos juntos para o bem de todos.

E-mail: abrasc@terra.com.br

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Colaborador ataca de músico!

Caro amigos,
Recentemente, um colega de trabalho meu, o Glaucus Farinello, Arquiteto,descobriu que eu também escrevia poemas. Pediu para musicar um deles: o“Sangria”, que está em meu livro “Sobre Almas e Pilhas”. Depois de algumasadaptações da letra à melodia, gostamos do resultado e passamos a comporoutras músicas, ora em parceria, ora individualmente. À dupla juntou-se oMaurício Chabelman, Técnico em Edificações e Projetista. Com isso,montamos uma equipe completa de projeto e execução que, esperamos, tambémfuncione bem no que se refere à estrutura musical.Já temos mais de 20 músicas prontas, além de vários temas que, dependendoda disponibilidade de tempo, serão trabalhados.O problema é que está difícil conciliar minhas várias atividadesprofissionais com esse prazer artístico, o que também vale para meuscolegas, ou seja: os ensaios e idas a estúdio são raros – raríssimos,aliás – embora muito produtivos, pois o grupo está bem entrosado. Porisso, resolvi gravá-las utilizando recursos digitais obtidos na Internet,para iniciar a divulgação do trabalho e conhecer a opinião de outros sobreo que estamos gostando de fazer.Os arranjos foram feitos no sítio www.jamstudio.com e a edição no softwarefreeware Audacity. Ficou uma produção mambembe e o vocal deixa um pouco adesejar, pois eu tinha que me concentrar na operação de dois computadorese cantar ao mesmo tempo.Coloquei uma delas, a “Filho Pródigo” (letra e melodia minhas), no YouTube(http://br.youtube.com/watch?v=xzvZQ9r38zk) e gostaria da opinião de vocêssobre ela. Relevem o amadorismo da produção e a imaginem interpretada porum cantor decente... (rs). Se gostarem, divulguem! Se detestarem, lembremque tem coisa muito pior fazendo “sucesso” por aí... (rs).
Abraços,
Adilson Luiz GonçalvesEscritor, Engenheiro, Professor Universitário (UNISANTOS e UNISANTA) ecompositor (mais uma...)Cursando Mestrado em Educação (UNISANTOS)www.algbr.hpg.com.bradilson@unisantos.brprof_adilson_luiz@yahoo.com.br

Comunicado

Quero informar a Google o engano em associar meu nome ao site:

www.fotlog.com/fatimacorrea

Respeito muito o trabalho da Fátima Correa, mas nada tem a ver com meu trabalho; e nem a Fotlog está autorizada a se utilizar dos meus poemas; como “Ano Novo”.

Portanto solicito providências para a desvinculação do meu nome ao

referido site.



Grata,


Nair Lúcia de Britto

Poeta, Jornalista e Comentarista de Cinema.

sábado, 5 de janeiro de 2008

BICHO DE PÉ, UM MAL EMOCIONAL.

BICHO DE PÉ, UM MAL EMOCIONAL.
(Antonio Brás Constante)

“De médico e de louco todos nós temos um pouco”, já dizia uma antiga frase popular. Porém, geralmente preferimos (sabiamente) procurar quem tem bastante conhecimento sobre estas especialidades (loucura e sanidade), ao invés de ficarmos nos tratando sozinhos, amparados em nosso pouquíssimo conhecimento no assunto.

Entre os diversos ramos da medicina, um que se destaca por tentar curar um mal invisível que aparentemente não é encontrado fisicamente em nosso corpo, pois fica enterrado nas sombrias alas de nossas mentes, é a psicologia e seus assemelhados.

A psicologia é algo realmente incrível, pois consegue “entrar” na cabeça de alguém (sem necessariamente ter entrado lá), desvendando seus mistérios, elucidando suas dúvidas, melhorando sua forma de viver. Tudo isto por um preço tabelado e feito em doses temporais chamadas de consultas, algumas vezes por semana.

Estes profissionais conseguem promover verdadeiros milagres em nossas mentes. Poderíamos supor que, caso pudessem se comunicar com um bicho-de-pé, por exemplo, fatalmente acabariam convencendo-o a largar do pé das pessoas, fazendo com que assumisse uma nova postura. Quem sabe até tornando-se vegetariano, trocando o pé humano por um pé-de-couve ou por um pé-de-alface.

Pode parecer bobagem, mas existe uma possibilidade mínima de que no passado o bicho-de-pé fosse apenas um bichinho qualquer, sem maiores vínculos com o ser humano, e que talvez de tanto pisarmos nele (literalmente falando), tenha se estressado e resolvido começar a pegar no nosso pé, passando a morar nele.

Os psicólogos conseguem nos explicar o inexplicável. Valendo-se do silêncio, de perguntas simples, ou de frases vagas. Se quisessem, poderiam ilustrar a origem da vida utilizando uma toalha de crochê como modelo.

Se pensarmos bem, a origem da vida realmente poderia se traduzir em uma toalha de crochê, pois olhamos para ela sem entender como foi feita daquela forma (ao menos eu não entendo), ou pelo simples fato de se criar algo que parece ser extremamente complexo a partir de uma linha e uma pequena agulha que mais parece uma miniatura de arpão.

Talvez se mais e mais pessoas começassem a fazer crochê, conseguiríamos finalmente descobrir porque o mundo é assim, ou ao menos teríamos pessoas mais calmas, já que o crochê também é uma ótima terapia, e com isto acabaríamos causando o desemprego de inúmeros terapeutas (primos dos psicólogos), que se arrependeriam de ter um dia deixado seus parentes tentarem explicar a origem da vida através daquela forma de artesanato.

Eles passariam então a tentar proibir o crochê, insinuando que aquilo seria coisa do demônio (sabendo que as pessoas levam muito a sério estes apelos religiosos), e que poderiam explicar melhor a tal teoria em sessões de terapia pagas (mas com descontos enlouquecedores), ou poderiam eles mesmos começar a fazer crochê e assim ficaria tudo bem.

Enfim o mundo é um lugar estranho, que merece uma analise profunda. Coberto de pessoas estranhas, vivendo vidas estranhas e lendo coisas estranhas. Um lugar ideal para existência desses estranhos e maravilhosos profissionais que exercem a psicologia, psiquiatria, terapia e tantas outras “ias” mais.

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Grito Paulistano

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