sexta-feira, 29 de junho de 2012

Um em cada cinco brasileiros sofreu punição física regular na infância


Por Karina Toledo

Agência FAPESP – Uma pesquisa realizada em 11 capitais brasileiras revelou que mais de 70% dos 4.025 entrevistados apanharam quando crianças. Para 20% deles, a punição física ocorreu de forma regular – uma vez por semana ou mais.
Castigos com vara, cinto, pedaço de pau e outros objetos capazes de provocar danos graves foram mais frequentes do que a palmada, principalmente entre aqueles que disseram apanhar quase todos os dias.
O levantamento foi feito em 2010 e divulgado este mês pelo Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP.
O objetivo da pesquisa, segundo Nancy Cardia, vice-coordenadora do NEV, foi examinar como a exposição à violência afeta as atitudes, normas e valores dos cidadãos em relação à violência, aos direitos humanos e às instituições encarregadas de garantir a segurança.
“A pergunta sobre a punição corporal na infância se mostrou absolutamente vital para a pesquisa. Ao cruzar esses resultados com diversas outras questões, podemos notar que as vítimas de violência grave na infância estão mais sujeitas a serem vítimas de violência ao longo de toda a vida”, disse Cardia.
A explicação mais provável para o fenômeno é que as vítimas de punição corporal abusiva na infância têm maior probabilidade de adotar a violência como linguagem ao lidar com situações do cotidiano.
“A criança entende que a violência é uma opção legítima e vai usá-la quando tiver um conflito com colegas da escola, por exemplo. Mas, ao agredir, ele também pode sofrer agressão e se tornar vítima. E isso cresce de forma exponencial ao longo da vida”, disse Cardia.
Os entrevistados que relataram ter apanhado muito quando criança foram os que mais escolheram a opção “bater muito” em seus filhos caso esses apresentassem mau comportamento. Também foram os que mais esperariam que os filhos respondessem com violência caso fossem vítimas de agressão física na escola. Segundo os pesquisadores, os dados sugerem um ciclo perverso de uso de força física que precisa ser combatido.
Os resultados foram comparados com levantamento semelhante de 1999, realizado pelo NEV nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Belém, Manaus, Porto Velho e Goiânia. No levantamento de 2010, a capital Fortaleza também foi incluída.
Embora o percentual dos que afirmam ter sofrido punição física regular tenha diminuído na última década – passando de um em cada quatro entrevistados para um em cada cinco –, ainda é considerado alto.
A pesquisa mostrou também que a percepção da população sobre crescimento da violência diminuiu, passando de 93,4% em 1999 para 72,8% em 2010. No último levantamento, porém, foi maior a quantidade de entrevistados que disse ter presenciado em seus bairros uso de drogas, prisão, assalto e agressão.
De modo geral, houve uma melhora na avaliação das instituições de segurança. O Exército apresentou um aumento expressivo de 55,2% em 1999 para 66,6% em 2010. A aprovação da Polícia Federal saltou de 42% para 60%. O índice de aceitação da Polícia Militar, a mais mal avaliada, passou de 21,2% para 38%.
Penas e prisões
Um achado considerado preocupante pelos pesquisadores foi o crescimento da tolerância ao uso de violência policial contra suspeitos em determinados casos. O número de pessoas que discorda claramente da tortura para obtenção de provas caiu de 71,2% para 52,5%, o que significa que quase a metade dos entrevistados (47%) toleraria a violência nessa situação.
Também caiu o percentual dos que discordam totalmente que a polícia possa “invadir uma casa” (de 78,4% para 63,8%), “atirar em um suspeito” (de 87,9% para 68,6%), “agredir um suspeito” (de 88,7%, para 67,9%) e “atirar em suspeito armado” (de 45,4% para 38%).
Quando questionados sobre qual seria a punição mais adequada para delitos considerados graves – entre eles sequestro, estupro, homicídio praticado por jovem, terrorismo, tráfico de drogas, marido que mata mulher e corrupção por político –, muitos entrevistados defenderam penas que não fazem parte do Código Penal brasileiro, como prisão perpétua, pena de morte e prisão com trabalhos forçados.
A pena de morte foi mais aceita em casos de estupro (39,5%) e a prisão com trabalhos forçados foi mais defendida para políticos corruptos (28,3%).
“Já esperávamos que a população apoiasse penas mais duras por causa da frustração que existe em relação à impunidade. O conjunto das respostas indica que as pessoas consideram as prisões como um depósito”, avaliou Cardia.
Para a maioria dos entrevistados, a prisão é percebida como pouco ou nada eficiente tanto para punir (60,7%) e reabilitar (65,7%) criminosos como para dissuadir (60,9%) e controlar (63%) possíveis infratores. Essa questão foi avaliada apenas na pesquisa de 2010.
Outro aspecto da pesquisa considerado negativo por Cardia foi a baixa valorização de direitos democráticos como liberdade de expressão e de oposição política.
Mais de 42% dos entrevistados concordam totalmente ou em parte que é justificável que o governo censure a imprensa e 40% aceitam que pessoas sejam presas por posições políticas, com a finalidade de manter a ordem social. Para 40,4%, o país tem o direito de retirar a nacionalidade de alguém por questões de segurança nacional.
“Esperávamos que, 30 anos após o fim da ditadura, os valores da democracia tivessem 70% ou 80% de aprovação, mas isso não ocorreu. Além disso há focos muito pouco democráticos que sobrevivem, como o apoio à tortura. Há resquícios do pensamento de que degredo é legítimo e pode ser aplicado no século 21. É chocante”, disse Cardia. 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Cinco cidades-sede correm o risco de não ter turistas suficientes para a rede hoteleira após a Copa


Camila Maciel

Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Cinco das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 correm o risco de ter, após a competição, mais quartos de hotéis do que turistas dispostos a ocupá-los. É o que aponta o levantamento do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), divulgado hoje (18), em São Paulo. O Placar da Hotelaria, feito pela empresa de consultoria Hotel Invest, projeta para Cuiabá, Belo Horizonte, Brasília, Manaus e Salvador baixas taxas de ocupação a partir de 2015. Rio de Janeiro e São Paulo, por outro lado, apresentam boas perspectivas de demanda para os novos empreendimentos.
No total, o levantamento mostra um crescimento de 5,4% da oferta de leitos, em comparação com o levantamento anterior, de outubro de 2011. Até 2015, estão previstos 21.143 novos apartamentos na rede de hotelaria.
“É importante garantir acomodação para os visitantes que participarão da Copa do Mundo, mas não à custa de investidores incautos. O prognóstico ainda se mostra convidativo. Espera-se crescimento considerável da demanda em diversos mercados, motivado também pela elevação e melhor distribuição da renda nacional”, assinala o documento.
De acordo com o estudo, Belo Horizonte é uma das cidades com maior risco de superoferta, tendo em vista que a quantidade de quartos em 2015 quase dobrará em relação ao número atual, passando de 6,2 mil para 12 mil. Com isso, a taxa de ocupação que, no ano passado, estava em 70% nos hotéis econômicos, poderá cair para 49%. Nos quartos de padrão médio também pode haver redução, de 67% para 43%.
Outra situação apontada como crítica pelo documento é a de Cuiabá, que teria a taxa de ocupação reduzida de 65% para 49% em 2015. Segundo estimativa do FOHB, o número de quartos disponíveis na capital matogrossense aumentará de 1,7 mil para 2,7 mil.
Em Manaus, a taxa de ocupação pode cair de 68% para 59% nos hotéis econômicos e de 63% para 56% nos de nível padrão (médio). O estudo prevê, ainda, que Brasília terá 2,2 mil novos apartamentos até 2015, fazendo com a taxa de ocupação caia de 64% para 57%. Em Salvador, a redução será menor nos hotéis econômicos, de 66% para 64%. Nos hotéis de nível padrão, no entanto, a taxa de ocupação deve cair de 66% para 59%.
Rio de Janeiro e São Paulo, que já apresentam elevadas taxas de ocupação, permanecem como boas opções de investimento para a indústria hoteleira, aponta o estudo. Nos hotéis econômicos da capital fluminense, por exemplo, que atualmente têm taxa de ocupação de 84%, a expectativa é de elevação para 88%. Também é esperado crescimento nas taxas dos hotéis de luxo (alto padrão), de 70% para 75%. Nas acomodações de padrão médio, por outro lado, a previsão é queda de 77% para 68%.
São Paulo, que tem um oferta hoteleira atual de 37,7 mil quartos, passará para 38,7 mil em 2015. A demanda deve sustentar esse crescimento em todas as categorias, segundo estimativa publicada no Placar da Hotelaria. No geral, estima-se uma taxa de ocupação de 79% em 2015, elevação de 11 pontos percentuais em comparação com o índice atual (68%).
Porto Alegre, mesmo com o aumento da oferta decorrente dos investimentos para a Copa do Mundo, não deve sentir mudanças na taxa de ocupação que, segundo o estudo, deve se manter em 70% até 2015.
Edição: Vinicius Doria

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Unifesp promove I Simpósio Brasileiro sobre Genômica e Esporte



O evento, pioneiro do gênero no mundo, reunirá pesquisadores nacionais e internacionais e discutirá os avanços na área
São Paulo, 18 de junho de 2012 - A Universidade Federal de São Paulo, Unifesp, promove entre os dias 25 e 27 de junho o I Simpósio Brasileiro de Genômica e Esporte.
O evento é o primeiro deste gênero a ser realizado no mundo e tem como objetivo discutir os avanços do esporte nacional, através dos estudos do genoma humano e da interferência de novas técnicas aplicadas para a melhora do desempenho biológico, fisiológico e clínico dos atletas. Entre os temas centrais abordados estão: testes genéticos e genômicos, modelos animais em esporte, doping genético, ética no esporte e genética de doenças ligadas ao esporte.
Segundo João Bosco Pesquero, biologista molecular da Unifesp, desde a conclusão do projeto Genoma Humano, em 2001, os estudos do DNA e das proteínas se desenvolveram amplamente e tem contribuído para uma melhor compreensão dos processos vitais, dentre os quais está a aptidão esportiva. “Por isso, o simpósio reunirá palestrantes nacionais e internacionais que trabalham diretamente com o tema e apresentarão seus estudos no ramo e as aplicações no dia a dia dos atletas”, afirma Pesquero.
O evento é destinado para profissionais e estudantes da área da saúde, e os interessados terão até o dia 26 de junho de 2012 para efetuar as inscrições no site http://dpdphp.epm.br/acad/siex/php/main.php?page=INS&in=&opcao=ABR&acao=2&code=7330.
A programação do evento, valores para inscrição, instruções para envio de trabalhos e demais informações podem ser obtidas no site http://www.sbge2012.com.br/index.html.
I Simpósio Brasileiro sobre Genômica e Esporte
Data: 25 a 27 de junho de 2012.
Local: Teatro Marcos Lindenberg, da Universidade Federal de São Paulo, Rua Botucatu, nº 862. Vila Clementino, São Paulo/SP
Vagas disponíveis: 350

BRASIL + 50, EU + 50


BRASIL + 50, EU + 50. POR MARLI GONÇALVES

Eco-92, Rio +20, patati patatá, e São Paulo + 1 se continuar o loteamento político que está sendo arranjado. Andei fazendo uma média pessoal otimista e concluí que a Terra deve aguentar pelo menos mais uns 50 anos, tempo razoável no qual me imagino ainda por aqui. Depois, o futuro a Deus pertence. Mas se for para continuar só discutindo coisas chatas, sem agir, a gente vai até pedir "para sair"


É horrível dizer isso, mas tenho de aproveitar as vantagens de minha própria vida. Como não tenho filhos e, portanto, não tenho de pensar em netos, bisnetos equetais e quetinhos, meu cálculo foi egoísta. Penso em 50 anos à frente, já me vendo centenária, e ainda habitando a Terra. Comecei seriamente a pensar no assunto essa semana, com a verdadeira overdose de boas intenções que não saem do papel que estão sendo emitidas com carbono e tudo pela Rio + 20. Claro que queria estar lá por perto, por uma série de motivos, entre eles um pouco de praia, Sol, gente diferente, movimentação e uma especial segurança providenciada para os chefes de Estado que tiraram o traseiro da cadeira para dar uma chegada no pedaço.

Chega a ser extraordinária a falação propiciada por um evento desses. Mas nem eu mesma sei definir porque estou pondo muito menos fé agora, 20 anos depois, e tão menos do que acreditava piamente à época da Eco-92, que acompanhei atenta, feliz, torcendo pelas matas, oceanos, índios, árvores, fauna e flora. Era bandeirinha em punho, broche na lapela.

A gente amadurece e vai ficando descrente, creio. Mas, no caso, minha descrença é ajudada pela realidade simples e sórdida. Amazônia mais desmatada, escassez de águas limpas, povos com fome e chagas, os mesmos países desenvolvidos, os outros tantos ainda em desenvolvimento, os pobres mais pobres e a violência cada vez mais sem fronteiras. Parece o uso de gerúndio disseminado: vamos estar fazendo, vamos estar implementando (urghhh!) algumas medidas. Enquanto isso nós cairemos mortinhos da silva, sem ar, sem água, surdos de barulho e nesse meio tempo ainda sem saber direito sobre qual é a das ondas eletromagnéticas e sobre o efeito de qualquer coisa nas margaridas do campo.

Não nos diziam e garantiam ao nos ensinar a História que a Humanidade jamais permitiria novamente chacinas e matanças como as presenciadas durante a 2ª Guerra Mundial, porque estaria atenta - e atitudes incivilizadas seriam rechaçadas por todos os povos? O que está acontecendo na Síria, que nos espirra sangue todo dia, é o quê? Na Chechênia, foi o quê? Agora até quem nega a própria história, como o baixinho do Irã de nome complicado, está entre nós!

De que adiantam tratados e tratados assinados com pompa? Espero não ser apedrejada, mas o que vejo acontecer é apenas que um montão de coisas que seriam bem simples de fazer, no dia-a-dia, ou com a boa vontade de alguns governantes, ganhou nomes pomposos, repetidos à exaustão com caras de "conteúdo" e esvaziados na outra ponta do telefone sem fio. Viram palavrasenooooooooormes para a gente carregar: sustentabilidade, uma delas. Desenvolvimentista. Vulnerabilidade. Diversidade. Pluralismo. Isso quanto uma não se junta com a outra, tipo pluralismo desenvolvimentista planetário. Palavras boas para brincar de "forca". No meu tempo a maior era inconstitucionalissimamente. Paralelepípedo.

O mundo fica é andando aos pulinhos de 20 em 20. Não salvamos as matas nem descobrimos como eliminar rugas e gorduras indesejadas. Não descobrimos a cura do câncer nem da Aids e ainda estamos mapeando genomas. No nosso adiantado país ainda há - inacreditável!- arrastadas discussões sobre liberar o uso de células-tronco, e as mulheres ainda não podem dispor de seu próprio corpo. Até a Era do Aquário se atrasa quando tem de passar pelo crivo dos parlamentares que temos, em quem votamos porque são os que aparecem para concorrer.

O que me lembrou agora de uma das melhores piadas do ano: esta semana, acredite, a claque da tal CPI do Cachoeira, cachoeira mais seca que as 7 quedas, coitada, já natimorta, vai parar para uma pausa. Não! Não seja tão pessimista! Não é porque estamos em junho e os coronéis das bancadas de uma determinada região queiram ir tomar quentão, dançar quadrilha, olhar a cobra. Não!!! Este ano, segundo a cara de Pau-Brasil em extinção dos desditos, a pausa será por causa da Conferência pelo Meio Ambiente. Vai mesmo ser demais acompanhar aquelas peças raras trabalhando duro no Rio de Janeiro, lutando pelas árvores, passarinhos, peixinhos, contra o aquecimento global. Estando lá, melhor do que em Paris, às nossas custas, poderão usar bandanas de guardanapos de linho para se proteger dos maléficos raios UVA e UVB, passando óleo de peroba naqueles seus troncos viris.

Mas bem que também poderíamos ser poupados de mais cenas dantescas e vazias que materializam por lá. Juro que vi o nosso chanceler Patriota depositando 10 reais numa urninha para compensar as emissões do uso do avião que fez para ir de Brasília ao Rio. E ele ria. Isso é que é simbólico.

Juro também que queria achar é quem soubesse e calculasse quanto eles deveriam nos pagar por causa das emissões de tantas bobagens que fazem.

Estas, sim, tornam o ar cada dia mais irrespirável.

São Paulo, e alhos e bugalhos inflando um balão de ensaio "mistura tudo, tapa o nariz e bebe" atrás do poder municipal. Telegráfico. PT em SP. A última batalha do pachá, 2012


Marli Gonçalves é jornalistaVocê acaso sabia que há um limite para a marcha-a-ré? E que pode ser multado se ultrapassá-lo? Verdade. Um guarda outro dia informou que é de "três carros" a medida legal para uma marcha-a-ré. Cuidado ao engatar. Só eles podem nos atrasar + 50 anos.



E-mails:
marli@brickmann.com.br
marligo@uol.com.br

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Vasco segue na frente

9º Seminário de Sociologia no Ensino Médio na UFG

Nos dias 19, 20, 21 de Setembro deste ano será realizado o 9º Seminário de Sociologia no Ensino Médio. Para efetuar sua inscrição, acesse o site do seminário: http://eventos.ufg.br/9SSEM  As inscrições para envio de trabalhos (comunicação oral, pôster e oficinas) já estão abertas e se encerram no dia no dia 01/08.

O Grupo de Estudos de Sociologia no Ensino Médio da Faculdade de Ciências Sociais da UFG (Universidade Federal de Goiás), realiza nos dias 19, 20 e 21, deste ano de 2012, a 9º edição do Seminário de Sociologia no Ensino Médio, trazendo o tema: Lutas docentes e qualidade na educação: sociologia para a transformação, com o objetivo de resgatar no meio acadêmico as discussões a respeito dos dilemas da atuação docente, e também das dificuldades, contribuições e possibilidades da disciplina de sociologia neste contexto.



Além de Conferências, Mesas Redondas e Sessões Temáticas, neste ano o espaço também será aberto para a realização de Oficinas Pedagógicas, Sessões de Pôsteres e atividades interculturais.






quarta-feira, 6 de junho de 2012

Como os mosquitos enfrentam os rigores da chuva




Pesquisa explica como os mosquitos fazem para resistir ao impacto, durante o voo, de gotas 50 vezes mais pesadas. Estudo poderá ajudar no desenvolvimento de microrrobôs voadores (PNAS)
Agência FAPESP – Mosquitos gostam de regiões úmidas, mas como eles sobrevivem aos rigores das chuvas constantes é um mistério. “Nos estudos sobre voos de insetos, adaptações a condições complexas de voo, como vento e chuva, são muito pouco compreendidas”, destacam os autores de uma nova pesquisa.

O trabalho demonstra os mecanismos que permitem a esses insetos resistir às colisões com as gotas. Uma gota de chuva tem pequenas dimensões, mas não para os mosquitos. Cinquenta vezes mais pesada, a força exercida pelo peso de uma gota sobre o inseto é equivalente à de um automóvel sobre um homem, segundo artigo publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

David Hu e colegas das Escolas de Engenharia Mecânica e de Biologia do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, utilizaram câmeras de vídeo de alta velocidade para gravar imagens de mosquitos (“pernilongos”) Anopheles (gênero que comprende espécies como o Anopheles gambiae), vetor do protozoário da malária.

Os mosquitos foram colocados em caixas acrílicas e submetidos a jatos de água que simulavam chuva. De acordo com o estudo, o corpo leve do mosquito (pequena massa) ajuda na hora das colisões, ao fazer com que as gotas transfiram pouca força ao entrar em contato com o inseto. A maior parte das gotas não estoura, mas resvala no mosquito e continua a cair.

Outro motivo que explica como os mosquitos resistem ao impacto é seu forte exoesqueleto. “Embora a força do impacto seja equivalente à de várias vezes o peso corporal do mosquito, ela é facilmente suportável, uma vez que o exoesqueleto do inseto é capaz de suportar cargas muito grandes”, disseram os autores.

Mas, segundo o estudo, isso não funciona caso o mosquito voe muito próximo da superfície, uma vez que a gota pode fazer com que ele se choque contra o solo ou corpo d’água, morrendo por causa do impacto ou afogado.

Os pesquisadores pretendem continuar o estudo investigando como os mosquitos fazem com relação à maneira de voar para desviar das gotas de água e reduzir as chances de impacto.

Segundo eles, os resultados da pesquisa poderão auxiliar no desenvolvimento de robôs voadores baseados nesses insetos, para uso em operações de observação ou resgate, entre outras.

O artigo Mosquitoes survive raindrop collisions by virtue of their low mass (doi: 10.1073/pnas.1205446109), de David L. Hu e outros, pode ser lido por assinantes da PNAS em www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.1205446109.

Unesp lança biblioteca digital


Agência FAPESP – A Universidade Estadual Paulista (Unesp) acaba de lançar sua Biblioteca Digital, que reúne livros, periódicos e outros materiais pertencentes ao sistema de bibliotecas e aos centros de documentação da instituição.

De acordo com a Unesp, graças a parcerias com a Biblioteca Nacional, o Arquivo Público do Estado de São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade, foi possível também reproduzir parte do acervo dessas instituições.

A Biblioteca Digital da Unesp está dividida em quatro grandes núcleos: “Hemeroteca”, “Livros”, “História de São Paulo” e “Artes Visuais”. As obras foram agrupadas conforme o assunto e relevância, formando diferentes coleções. Há arquivos sobre “A Linguagem Matemática”, “Entomologia”, “Filósofos” e “Polêmicas Oitocentistas”, entre outras.

A “Hemeroteca” reúne publicações periódicas, sendo possível pesquisar por título ou por palavras. O núcleo “Livros” traz obras selecionadas dos acervos das bibliotecas da Unesp e de suas coleções especiais.

Já o núcleo sobre “História de São Paulo” dá acesso a documentos importantes para a reconstrução da trajetória paulista. Ele é inaugurado com a coleção “Documentos Interessantes para a história e costumes de São Paulo”, publicada pelo Arquivo do Estado de São Paulo.

“Artes Visuais” divulga imagens digitais de obras de arte públicas – arquitetura, escultura, pintura – para uso didático, sem fins lucrativos. As imagens em alta definição podem contribuir tanto para pesquisadores como para professores em todos os níveis, com o uso em conteúdos programáticos da história da arte.

Mais informações: http://unesp.br/bibliotecadigital

Ministra da Cultura inaugura biblioteca na Favela da Rocinha


Por Janaína Carvalho - G1
A terceira Biblioteca Parque do Rio de Janeiro foi inaugurada na segunda-feira (4) na Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio. O espaço, que é um centro de convivência e área de lazer, ocupa um prédio de cinco andares no interior da comunidade. Durante a solenidade, a ministra da Cultura Ana de Hollanda destacou que a diversidade cultural do Rio é muito grande e é preciso levar isso em consideração.

“Nós que trabalhamos com a cultura temos que pensar que quem faz a cultura é o povo. Nosso papel é dar ferramentas para eles desenvolverem isso”, afirmou a ministra, que percorreu as instalações da biblioteca ao lado do governador Sérgio Cabral, do vice-governador, Luiz Pezão, da secretária Estadual de Cultura, Adriana Rattes, e do presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop), Ícaro Moreno.

A ministra também destacou a importância do livro e da cultura no combate à violência. “Para mudar a violência e o medo é necessário começar pela cultura”, afirmou Hollanda, lembrando que o projeto da Biblioteca Parque é inspirado na Colômbia, onde a ideia deu certo.

Construído como parte do PAC, a C4-Biblioteca Parque da Rocinha tem nos seus 1.600 metros quadrados DVDTeca, cineatro, sala multiuso para cursos, estúdios de gravação e edição audiovisual, setor de leitura e internet comunitária, cozinha-escola e café literário.

Autores da favela - A expectativa é que a biblioteca receba 215 mil pessoas por ano, entre moradores da região e de bairros vizinhos. Com acervo com capacidade para 15 mil livros, a Biblioteca Parque da Rocinha reserva um espaço dedicado aos autores da comunidade.

“Fiz o livro em homenagem a minha mãe e às mulheres da Rocinha. Minha mãe nasceu, cresceu e morreu analfabeta e eu me formei em História na PUC. É uma emoção ímpar participar disso aqui hoje”, afirmou Fernando Ermiro da Silva, 41 anos, autor de um livro de contos, que trabalha como produtor cultural da biblioteca. O espaço também possui livros em braile para deficientes visuais e um espaço totalmente dedicado às crianças, com livros infantis e atividades que estimulam a leitura.

Durante a solenidade de inauguração, houve apresentação de um grupo de samba, dançarinos de funk e de poesia. De acordo com Cabral, o projeto só foi possível porque a comunidade não é mais dominada por traficantes de drogas.

“Só foi possível porque resolvemos não aceitar mais o controle paralelo dentro das comunidades. É uma mudança de hábito e de cultura que passa por mudar a polícia e a política de segurança pública”, afirmou o governador. “Facção agora é a do bem. Temos que trazer o povo de Manguinhos e do Alemão aqui”, disse Cabral.

De acordo com a secretária Adriana Rattes, a C-4 Biblioteca Parque da Rocinha integrará uma rede de bibliotecas parque iniciada com a abertura da Biblioteca Parque de Manguinhos, em 2010. "O conceito de biblioteca vem evoluindo muito, de um lugar apenas de guardar livros, de consulta de pesquisas e estudos para um centro de cultura, conhecimento e cidadania", afirmou a secretária, destacando que até janeiro deve ser inaugurada uma biblioteca no mesmo formato no conjunto de favelas do Alemão.

Pré-Cúpula dos Povos SP



10 de junho de 2012, das 12h às 17h
no VALE DO ANHANGABAÚ
“Apenas 11,5% ouviram falar da Rio+20, evento mundial sobre economia verde*”
Instituições, associações, movimentos sociais, ONGs, coletivos, grupos, cidadãos e cidadãs que se dedicam ou se identificam com as práticas sociais, culturais, educacionais e ambientais:
Tendo em vista o baixo nível de conhecimento e informação da população sobre a realização desta importante Conferência da ONU, convidamos a todos e todas para juntos construirmos uma nossa ação coletiva por UM MUNDO EM DEFESA DA VIDA.
Vamos juntos ocupar o Vale do Anhangabaú no dia 10 de junho de 2012.
A Crise Capitalista e a Justiça Social e Ambiental.
Será um ato de responsabilidade cívica, mas também desejamos impregná-lo de uma atmosfera lúdica, onde suas indignações serão tão importantes quanto suas paixões e emoções. Estarão abertos espaços para oficinas de arte, músicas e construção de ÁRVORES DOS SONHOS. Traga seus instrumentos musicais.
Convidamos também artistas plásticos e artesãos que trabalhem com materiais recicláveis para ministrarem coletivamente uma oficina para a confecção de muitas ÁRVORES DOS SONHOS.

Pré-Cúpula dos Povos SP no Vale do Anhangabaú
Release: http://forumsocialsp.org.br/noticias/precupsp/
Facebook: https://www.facebook.com/events/289653377798365

Grupo de Articulação do Comitê Paulista Rumo à Rio+20
www.sp.cupuladospovos.org.br
Coletivo de Facilitadores do Fórum Social São Paulo
www.forumsocialsp.org.br

Arte de Narrar Histórias na Biblioteca de São Paulo


Professores e educadores tem a oportunidade de participar de oficinas sobre contação de histórias na Biblioteca de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura.  Acontece no dia 13 de junho o curso “A Arte de Narrar Histórias”, onde a arte-educadora Mafuane Oliveira convida os participantes a refletirem sobre a importância da narrativa no desenvolvimento de funções cognitivas.

O curso é composto por atividades práticas que indicam como utilizar a narração de histórias como ferramenta de sensibilização.

O curso é ministrado em dois dias (13 e 15/06) e tem duração de 12 horas. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail agenda@bsp.com.br ou no balcão de atendimento da Biblioteca, das 9h30 às 17h30.


SERVIÇO
BIBLIOTECA DE SÃO PAULO
Parque da Juventude - Av. Cruzeiro do Sul, 2.630 Santana.
Acesso pelo metrô Carandiru
Funciona de terça a sexta das 9h às 21h.
Sábados, domingos e feriados das 9h às 19h.
Todas as atividades da BSP são gratuitas.
www.bsp.org.br |             (11) 2089-0800    

Recife - PT


Leia íntegra da nota divulgada pela Executiva Nacional do PT em 05 de junho de 2012.

"Comissão Executiva Nacional - Resolução sobre Recife

Em reunião realizada hoje, 5 de junho de 2012 em São Paulo, a Comissão Executiva Nacional do PT, debatendo a questão da pré-candidatura na cidade do Recife/PE, resolve:

1. Reafirmar a anulação da prévia do dia 20 de maio em virtude de irregularidades cometidas e por ter sido realizada em desacordo com as orientações do Diretório Nacional.

2. Formalizar o cancelamento da prévia convocada para o dia 3 de junho por terem sido frustradas as tentativas de, nesta nova oportunidade, produzir a necessária unidade partidária para disputar e vencer as eleições no Recife.

3. Emitir publicamente sua opinião política, já externada em sucessivas reuniões aos companheiros João da Costa e Maurício Rands, de que o processo político no Recife por eles conduzido se esgotou, e de que um terceiro nome para encabeçar nossa chapa é um imperativo para a vitória.

4. Indicar ao conjunto do Partido no Recife e aos partidos da Frente Popular o companheiro Senador Humberto Costa como a pré-candidatura que reúne as melhores condições para liderar nossa campanha pela continuidade e aprofundamento das conquistas democráticas e populares acumuladas na Administração do Recife nos últimos doze anos.

5. Responsabilizar o Diretório Municipal do Recife para, em conjunto com o Diretório Regional, conduzir o processo eleitoral na cidade."

terça-feira, 5 de junho de 2012

Alunos do IME criam aplicativo para deficientes visuais



Por Nana Soares - nanacsoares@gmail.com


Três alunos do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP desenvolveram o aplicativo para celulares Smart Audio City Guide, que ajuda deficientes visuais a se locomoverem pela cidade. O trabalho rendeu aos estudantes Renata Claro, Gabriel Reganati e Thiago Silva, do último ano em Bacharelado em Ciência da Computação, o terceiro lugar na Imagine Cup, um concurso de inovação promovido pela Microsoft.

O Smart Audio City Guide é um sistema que utiliza informações geolocalizadas e GPS, sendo alimentado por informações de qualquer usuário da rede, de maneira colaborativa. Qualquer um que possua o aplicativo pode enviar e receber informações sobre determinadas localidades, que são transmitidas na forma de áudio. Por exemplo, pode-se enviar a informação “aqui há um orelhão” para o sistema, que registra a localidade. Na próxima vez que um usuário do aplicativo estiver passando pelo mesmo local, ele recebe a informação enviada anteriormente. O usuário também pode receber as informações ao tocar a tela do aparelho em qualquer ponto. Veja aqui um vídeo demonstrativo do aplicativo.
O projeto, que começou a ser desenvolvido em novembro de 2011, foi orientado pelo professor Marco Aurélio Gerosa, do IME, e também recebeu a colaboração do professor Artur Rozestraten, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), que alertou para a dificuldade de mobilidade urbana no grupo de deficientes visuais e sugeriu o desenvolvimento de sistemas móveis conjugando informações em áudio georeferenciadas. O aplicativo é gratuito para os usuários, que só precisam baixá-lo em seu aparelho. Por causa da competição, promovida pela Microsoft, o Smart Audio City Guide foi desenvolvido para Windows Phone, mas está sendo aperfeiçoado para ficar mais acessível e para que seja disponibilizado em outros aparelhos.


Segundo Gabriel Reganati, um dos membros da equipe Wonders, o sistema ainda precisa ser aprimorado. Thiago Silva, também da equipe, conta que o sistema já funciona, mas hoje possui um servidor limitado. Desse modo, um maior número de usuários poderia sobrecarregá-lo e ele sairia do ar. Por causa disso, os estudantes estão aperfeiçoando o aplicativo e pretendem colocá-lo para download até o fim do ano. Os idealizadores do Smart Audio City Guide pensam em financiar o projeto com incentivo de empresas vinculadas a ONGs da área, além da publicidade por meio da informação (isto é, poderiam recomendar estabelecimentos mais acessíveis para o público-alvo do aplicativo).


Das 81 equipes do Brasil inscritas no concurso, cinco se classificaram para a final, que aconteceu em Brasília, no dia 3 de maio. Os estudantes do IME contam que não esperavam ficar entre os finalistas, inclusive por causa do pouco tempo desenvolvendo seu projeto. Para Reganati, “a premiação foi um reconhecimento enorme do nosso trabalho, pudemos conhecer muita gente”. Renata Claro concorda: “Tivemos um crescimento profissional muito grande por causa do prêmio. Além disso, o concurso nos deu uma boa visibilidade. Ficamos muito felizes, porque todos os projetos eram muito bons”, diz.
Imagem: montagem de Igor de Carvalho Maia/ USP Imagens


Mais informações: com Thiago Silva, email thisilva@gmail.com; Renata Claro, no renata.claro@gmail.com; e Gabriel Reganati, no endereço greganatti@gmail.com

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