quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Apelar para juízes para controlar os filhos?

Recebi no espaço da Revista Partes no Orkut a mensagem abaixo da Marina, minha amiga e leitora do Rio de Janeiro. Fica aqui registrado para nossos leitores e colaboradores da P@rtes refletirem e escreverem sobre o assunto

"olá querido,li algo domingo no Globo (jornal) simplesmente estarrecedor... a começar pelo título: PAIS APELAM A JUÍZES PARA CONTROLAR FILHOS. Nunca imaginei algo assim... eles não sabem impor limites, são so ditos pais modernos, onde tudo pode, e depois se deseperam com o comportamento dos adolescentes. No meu tempo nem se questionava a autoridade dos pais. Um exemplo : um pai em uma audência de seu filho de 10 anos, impôs uma condição: ficaria com o filho mas desde que a juíza dissese ao filho o que ele pode e não pode fazer. Como será no futuro jovens que acham que podem tudo como os adultos, que não sabem como o agir diante do despreparo emocional dos pais? Pobres adolescentes, pobres crianças. Porque está óbvio que eles são assim, porque os seus pais precisam de ajuda e bem rápido... é preciso saber dizer NÃO, e salvar seu filho! Um prato cheio (infelizmente) para que vc aborde isso na Partes. Abraços querido amigo! - Marina"

Fica registrado. Vamos escrever sobre o assunto!
Gilberto

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

ENTRE A EVOLUÇÃO DE ANTES E A EXTINÇÃO DE AGORA

ENTRE A EVOLUÇÃO DE ANTES E A EXTINÇÃO DE AGORA
(Autor: Antonio Brás Constante)

O nosso mundo já foi um lugar bem diferente (não daria pra dizer que era um lugar melhor, mas ao menos era bem menos poluído). Uma época governada pelos grandes répteis, bestas ferozes com um cérebro talhado para assistir BBB, e com uma boca que faria a fortuna ou desgraça de qualquer dentista.

A história conta que estes lagartos supercrescidos viveram até a queda de um corpo celeste, que não era a Estrela de Belém, e também não lhes trouxe boas novas, mas que decididamente mudou o curso do destino até então desenhado em nosso planeta, já que o tal astro destruiu completamente os répteis, juntamente com seus primos, vizinhos, tios, sobrinhos, entre outras colossais criativas. Foi um assassinato a sangue frio dos animais de sangue frio, de sangue quente, sem sangue, etc.

Depois da hecatombe pré-histórica vieram os mamíferos, tão cheios de idéias para dominar tudo e também sempre dispostos a terminar com o mundo em que vivemos, sabendo que infelizmente eu e você também fazemos parte deste grupinho de seis bilhões de seres. A humanidade é munida de uma grande inteligência, e através dela vai a cada dia fazendo mais e mais burradas homéricas. Acreditam que são evoluídos e isto lhes serve de desculpa para fazer todo tipo de atrocidades.

O indivíduo busca estabelecer crenças que justifiquem sua existência, provando assim o quanto é importante. Mas age geralmente como se estivesse se lixando para existência de seus semelhantes, não lhes dando qualquer auxilio ou importância. Dizemos que vivemos em sociedade, mas mal conseguimos conviver em harmonia. Cultivam-se drogas para consumo com a mesma facilidade que se cultivam sentimentos de inveja, ódio, e egoísmo em corações descompassados.

Apesar da grande quantidade de gente que perambula por aí indo para todos os lugares habitados e inabilitáveis, estamos traçando um caminho parecido com o dos dinossauros. Cheio de enfrentamentos, de medo, de desconfianças, procurando firmar para si territórios alheios, caçando, matando e morrendo, rumo a uma extinção derradeira. Não precisamos de meteoros que nos destruam, já temos bombas mais do que suficientes, bem como armas e preconceitos de sobra para este fim.

Estamos envenenando a água que bebemos, inutilizando a terra em que plantamos, poluindo o ar que respiramos, espalhando lixo como quem joga sujeira embaixo do próprio tapete. Iludindo-se na esperança de que ninguém vai notar, ou que aquilo não vai causar qualquer dano. Mas, diferente dos grandes predadores de outrora, dispomos de algo que eles não tiveram. Pois nós temos escolha sobre nossas ações. Está em nossas mãos poupar ou gastar, sujar ou limpar, construir ou destruir, odiar ou amar, salvar ou matar, fazer o que é certo ou não se importar.

Enfim, para que continuemos fazendo parte do ciclo da vida, não podemos esquecer que para a humanidade evoluir foram necessários milhares de anos, mas para se destruir, bastariam apenas alguns poucos enganos.

E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".

ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".


sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Blog de Hideraldo Montenegro





CANTATA - HUMANO CANTO



O dia convida ao açoite
das palavras que se fazem vento

Tantos fantasmas invadem o dia
que a noite só resta o silêncio

Penso nas horas
que passam como vento
e voam pela janela

Penso nas crianças que hão de vir
e nas crianças que ficaram
presas na memória

O pó ocupa todos
os espaços
e não pára de correr
pelas frestas
da mente

Na quietude
o tempo corre mais veloz
e torna-se absoluto poente

Contemplo as flores que nascem
com as horas contadas
mas que se eternizam
no tempo

Os relógios não determinam o tempo
apenas demarcam os espaços
que o ponteiro percorre
entre um ponto a outro

Já é Outono e as flores
se despedem
e os seus abraços já não são os mesmos
desde janeiro

Espero a chuva cair
e o que passa são os olhos
-vitrines que se renovam
a cada estação

As manhãs acordam mornas
e esperam aquecer
a vida
Lá fora um trem passa
como se fosse apenas cumprir uma obrigação

Mas, sabemos dos olhares que observam
a paisagem que somos
-estática?

E o gado fixa-se no solo
e cerca o território com olhares
imóveis
no espaço

E não sabem do tempo
que o corrói

Mas é absoluto em sua certeza

Só o homem dobra os passos
e esquece das estrelas no céu

As rugas fixam-se em meu rosto
e contam histórias esquecidas

A tv desvia o olhar
do espelho
e vamos surdos para encontros
programados
com máscaras e sorrisos
avisos prévios
editais
e cenas de postais

Visto minhas horas
sem disfarces
e alcanço tuas mãos
entre espelhos diversos
e nenhum beijo te acorda

Meus pés são uma farsa
sobre a estrada
e sinto calafrios
dos teus beijos
-inevitável despedida futura

Você olha para mim
sem compreender a si mesma
e escuta o canto dos pássaros
na manhã

E os pássaros cantam na manhã
e os pássaros cantam na manhã

Mas, principalmente, os galos cantam
e desafiam as incertezas

As manhãs nascem do canto
e até mesmo o galo se espanta
da manhã que se levanta
no seu canto

E, como o galo, também me espanto
mas não consigo deter este canto

E o canto perdurará mesmo quando não houver
mais pássaros nas manhãs

Os homens oferecem pontes
aos pés que não levam
a um outro ponto
do universo

As pontes ligam
apenas o reverso da perspectiva
-ir e vir é a mesma coisa
e quem vai cruza com seu futuro
na volta de quem foi

Os rios foram feitos
para nos atravessar
-batismo purificador
das águas da fala

Configuro emoções
para este momento underline
e formato lembranças ideais

Formato meus prazeres
para você
e te ofereço flores
como oferecesse pão

Visto as palavras para criar universos
-Esta é minha forma de me abrir
como canteiros que se preparam
para as abelhas
que fecundarão o mel

E ofereço para ti
estas asas
abertas para o céu

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

OBAMA: A ESPERANÇA PARA OS AMERICANOSPor

Profº Esp. Márcio balbino Cavalcante Geógrafo pela Universidade Estadual da Paraíba - UEPB

O ano de 2009 começa a tomar forma, assolado pelos os efeitos da crise econômica mundial, reflexo do atual estágio da globalização planetária. Os reflexos da crise estão visíveis nos telejornais, internet, e tantos outros meios de comunicação e informação resultantes da pós-modernidade. O cenário está presente na vida cotidiana dos pessoas, que não precisam ser economistas para sentir os reflexos do quadro financeiro atual: bancos falidos, montadoras demitindos, queda nas bolsas de valores e prejuízos milionários, dificuldades de créditos, etc. No âmbito da geopolítica m undial, estão vivenciando no Oriente Médio, mas um folhetim bélico, a guerra entre Israel (O país mais rico da região e apoiado pelos Estados Unidos de Bush) e os Palestinos, que até hoje lutam pela partilha democrática da terra.

A região mais rica em petróleo do mundo, matéria-prima chefe da industrialização atual, parece que ainda vai visualizar muitos conflitos. É contraditório buscar a paz com a guerra, e consequentemente a morte de cidadãos civis e crianças.

No Brasil, apesar dos sempre esperadíssimos feriados de Carnaval, o Brasil parece ter reencontrado motivos para voltar a funcionar. Até agora a crise mundial não foi muito forte para o nosso país. Porém é cedo para comemorar, mas janeiro já se encaminha para o fim sem rupturas dramáticas da normalidade. Estamos com o comandante Lula, saindo melhor do que esperávamos, com recorde histórico de aceitação pop ular dos brasileiros.

Nesse momento, o mundo aguarda anciosamente a próxima terça-feira, quando em Washington, haverá a troca de mãos o emprego do homem mais poderoso do mundo. Sai, em muito boa hora, George W. Bush e entra Barack Hussein Obama.

Os significados da mudança na Casa Branca não apenas para os Estados Unidos mas para o Brasil e o mundo, é preciso: Bush deixa o governo como o pior presidente da história americana. Sua estreita visão de mundo foi um erro grave. Mas fatal mesmo foi sua incompreensão da grandeza da sociedade de oportunidades iguais para todos sonhada pelos fundadores dos Estados Unidos e duramente construída por gerações e gerações de imigrantes que acreditaram no "sonho americano".

O presidente eleito, o 44º presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, democrata, negro, pode reno var a nação americana e seus mais preciosos valores. Os desafios são muitos, o principal deles é a imediata e vigorosa resposta que o novo presidente tem de dar à estagnação econômica dos Estados Unidos (aumento da pobreza, desemprego, falência de poderosos bancos). Do sucesso dos primeiros momentos dependerá toda a sua presidência. Sem dúvida é a grande esperança dos norte-americanos!!!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

CONTOS DA DELEGACIA BRASIL

CONTOS DA DELEGACIA BRASIL
(Autor: Antonio Brás Constante)

- Alô? Aqui é da Delegacia Brasil, policial Farrapos falando.

- Socorro! Ladrões estão tentando arrombar a minha casa.

- Nossa que horror. Acabei de atender outro cidadão que tinha o mesmo problema da senhora. Que mundo violento...

- Olha, preciso de uma viatura aqui e agora!

- Infelizmente não posso lhe ajudar. É que a única viatura que temos está estragada. E mesmo que funcionasse, faz tempo que o tanque dela está vazio. Mas o pior é que como não temos garagem aqui, a viatura tem que ficar na rua. A senhora acredita que outro dia roubaram as rodas dela? Hoje em dia não respeitam nem a policia...

- O senhor tem que me ajudar! Mande os policiais de táxi então. Eu pago.

- Mandaria, se houvesse outros policiais, mas com os cortes públicos na área de segurança, eu sou o único policial de plantão aqui hoje aqui. E se abandonar meu posto, quem vai atender as ocorrências?

- Mas, o que eu faço então?

- A senhora já tentou acender a luz e fazer barulho? Muitos meliantes fogem quando percebem que tem pessoas em casa. Ou tente negociar com eles, quem sabe se a senhora der alguma colaboração, eles não desistem do assalto?

- O senhor é um louco?! Vou negociar com eles sim. E dizer para irem até aí, assaltar o senhor e levarem a sua arma, Que pelo visto não serve para nada mesmo.

- A única arma que eu tinha, doei para a campanha do desarmamento, pois estava enferrujada e sem munição. Com esta atitude espero estar fazendo a minha parte para um mundo menos violento. Se lhe serve de consolo, alguns meliantes já vieram aqui e levaram tudo que tinha na delegacia. Só sobrou um banquinho que trouxe de casa, e este telefone velho, que de tão velho foi deixado para trás.

- Ao menos então anote a ocorrência, para que eu possa acionar o seguro depois.

- Como lhe disse antes, aqui não tem nada além do banquinho e do telefone. Não tenho caneta, minha senhora. E o único papel que eu tinha, tive que utilizar em uma emergência estomacal, lá no banheiro.

- Meu Deus! Eles entraram! Alô? Alô? Policial?

- [Esta é uma gravação, o telefone para o qual ligou, acaba de ser cortado por falta de pagamento. ‘CLICK’]

E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".

ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".

Em ano de sucesso com a nova regra gramatical!





2009
Iniciando com a novidade da aplicação da nova regra gramatical, quando o alfabeto passa a ter 26 letras, incluindo o k,w,y, (sons que para a Fonoaudiologia e para muitas pessoas, nunca deixaram de existir) É isso... Kátia, Wilian e Yasmim!?!
As tônicas recebem diferenças no tratamento gráfico, excluindo definitivamente o trema (tranqüilo = tranquilo); deixando de usar acentos nas paroxítonas com ditongos abertos (apóie = apoie); o acento circunflexo desaparece nas palavras terminadas em (êem e em oo (hiato). Ex:
 crêem, vêem, enjôo e vôo, = creem, veem, enjoo, voo; e, por fim, é a vez da regra para o uso do hífen:

USO DO HÍFEN
Deixa de existir na língua em apenas dois casos:
1 - Quando o segundo elemento começar com s ou r. Estas devem ser duplicadas. Assim, contra-regra passa a ser contrarregra, contra-senso passa a ser contrassenso. Mas há uma exceção: se o prefixo termina em r, a palavra não mudará! Por exemplo: super-resistente; super-rugoso, super-regular; super-retilíneo.
2 - Quando o primeiro elemento termina (prefixo) e o segundo (sufixo) começa com vogal.
Exemplos: Auto-estradas, passamos a grafar "autoestradas"; Extra-escolar, passamos a grafar extraescolar.
Sigamos aprendendo!

MUITAS FELICIDADES!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Poluição das praias

Natália Ribeiro do Valle

Estou cansada, apesar dos meus poucos 28 anos, desta falta de responsabilidade. Os brasileiros se adaptaram a fingir que não estão vendo as coisas erradas acontecendo para não terem o trabalho de arrumar a casa. Fingem que só fazem o bem, que estão alicerçados em princípios sólidos de ética e moral. Fingem que são decentes. Ou, pior, acreditam que são espertos por agirem dessa maneira.

Este texto é um desabafo que escrevi na madrugada do dia 1º de janeiro de 2009, quando um novo ano se iniciava e eu deveria estar cheia de esperança. Ao invés disso, meu desespero me tirou da cama. A cena que presenciei no último dia de 2008 não saía de minha cabeça.

Na tarde de 31 de dezembro de 2008, resolvi, em companhia de meu marido, sair para tomar um banho de mar na Praia das Toninhas. Mesmo sabendo, mas fingindo não saber, como é o costume do povo brasileiro, que há mais de 20 anos ali vem sendo despejado esgoto advindo dos Condomínios Wembley, um fiozinho de esperança me restava. Algo poderia ter mudado. Afinal, chegam a milhares os telefonemas para a Cetesb e outros órgãos responsáveis pelo meio ambiente, pela saúde e pelo saneamento durante os últimos anos. Eu e minha família seguramente fomos responsáveis por centenas deles.

Infelizmente, bastou nos aproximar para perceber que tudo permanece como antes. Assim mesmo, decidimos ficar na praia para caminhar até a outra ponta e tomar distância desses condomínios e seus fétidos esgotos.

Para nossa surpresa o riacho, localizado ao lado da antiga casa noturna Sunset, estava, sem exageros, marrom e fedendo. Nunca havia visto aquele riacho tão cheio. E, pelo visto, com a maré alta, as coisas só pioram. O que mais me chocou foi ver as pessoas se banharem, incluindo crianças, fingindo não estarem percebendo e assim não precisando perder seus preciosos momentos de lazer e férias para ir aos órgãos públicos reclamar. Afinal isso dá trabalho, eu bem sei.

Ficamos ilhados. Atravessar aquele riacho sem tocá-lo era impossível e tivemos que voltar.

Indignada, percebi que todo meu esforço, meu tempo gasto em inúmeras ligações à Cetesb durante todo o mês de dezembro denunciando o que acabava de presenciar tinha sido em vão. Foi como um filme em minha mente. O pior foi ter que ouvir de um funcionário que não há problema em lançar esgoto ao mar. O tom do atendente não escondia sua indiferença. Afinal, o que pretendia aquela chata ligando insistentemente durante o Natal e o Ano Novo, quando o esgoto é mais volumoso em razão da total ocupação dos apartamentos daquele condomínio nessa época? Acabar com seus dias? Fazê-lo se deslocar até o local? Só por causa de uma avalanche de dejetos lançada ao mar, onde se banham crianças, mulheres, famílias inteiras?

Ainda pior foi ouvir de outro funcionário, "bem intencionado", que o esgoto desses condomínios é tratado. Mas o cheiro arde em meu nariz sempre que passo pelo local. Será esse cheiro fruto da minha fértil imaginação?

Eu e meus familiares somos considerados ´os chatos´ de Ubatuba. Não me importo, sei que é esse o adjetivo que se dá aos brasileiros, em extinção, que querem cumprir a lei, viver honestamente com rigorosos princípios morais e éticos, e exigir o mesmo do próximo. Vale a nossa consciência em não nos juntar ao grupo daqueles que fingem.

Escrevi como um desabafo, mas espero solução. Por isso, aproveito para apelar ao Ministério Público Federal e Estadual, bem como ao prefeito de Ubatuba e ao governador do Estado de São Paulo, para que tomem as medidas cabíveis com a urgência que a situação merece. Alerto que as denúncias que eu e minha família fizemos a todos os órgãos, desde a primeira semana de dezembro, não tiveram qualquer resposta, e estão devidamente documentadas.

Natália Ribeiro do Valle é advogada, especialista em terras de Marinha, do escritório Ribeiro do Valle Associados

domingo, 11 de janeiro de 2009

ENTRE DIETAS FISICAS E EXERCICIOS ALIMENTARES

ENTRE DIETAS FISICAS E EXERCICIOS ALIMENTARES
(Autor: Antonio Brás Constante)

O verão chegou e com ele a necessidade ilusória e temporária de tentar levar uma vida mais saudável para curtir melhor a estação do sol (mesmo que seja à noite). Alguns resolvem cortar os alimentos pela metade, comendo apenas meio pudim, meia pizza grande, bebendo meio litrão de refrigerante e até comendo meia melancia, pois uma frutinha (por maior que seja) sempre cai bem.

Outros optam por aderir a dieta da sopa, ou seja, se a comida der sopa em qualquer lugar o individuo vai lá e come. Muitos também preferem ingerir comidas de um tipo “leve”, daí só comem nos restaurantes pague-e-leve, pois leve por leve, o melhor é comer onde dê para levar tudinho para o prato. Por fim há quem aposte em uma dieta mais positiva, comendo de forma despreocupada e esperando que no final tudo acabe dando certo.

Somos influenciados por nutricionistas a comer vegetais, mas se olharmos o exemplo das vacas (que só comem grama), passamos a questionar se a ingestão de quaisquer folhinhas verdes realmente ajuda a emagrecer. O mundo é um lugar imperfeito, já que comemos a vaca que come a grama, ou seja, deveríamos ganhar créditos por ingerir vegetais de forma indireta através da carne bovina que acreditamos existir dentro de um suculento xis salada. Porém, devemos olhar as coisas sob uma ótica otimista, pois muito pior seria se nós tivéssemos que comer grama, tomando o cuidado para que as vacas não nos comessem.

Mas existem aqueles que desistem de emagrecer na base da dieta e partem para o ataque através dos exercícios físicos, trocando restaurantes por academias, desviando a atenção dos pratos quentes pelo calor das atividades físicas. Num piscar de olhos eles se vêm correndo e suando em esteiras que nada lembram uma confortável cadeira de praia, mas que são bons lugares para se pensar na vida, no mundo, e principalmente, em quanto tempo falta para encerrar aquele cansativo exercício.

Bom mesmo seria se pudéssemos praticar dietas físicas e exercícios alimentares, onde como dietas físicas se entenderia qualquer tipo de repouso que pudesse poupar o corpo (templo divino e ponto intermediário entre os macacos e os anjos), das agruras causadas pelo esforço através de atividades forçadas que causam mais suor que sorrisos, lembrando sempre que pessoas de fibra são sempre as preferidas pelos canibais que querem manter uma dieta salutar.

Quanto aos exercícios alimentares, eles poderiam ser considerados como toda e qualquer forma de ingestão prazerosa de iguarias, dessas que cativam os olhos, penalizando o resto de nossa carcaça de carne, onde dizem que está aprisionado algo chamado de espírito, e que geralmente acaba servindo de desculpa para nos acharmos melhores do que qualquer outro tipo de criatura viva que possa existir.

Enfim, o ideal seria conseguir tocar a vida através de exercícios alimentares e dietas físicas e dietas alimentares e exercícios físicos, conciliando prazer e saúde em uma única forma de viver.

E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".

ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Oi! Muito obrigada por ter vindo! Você alegrou o meu dia!




ESTIMULAÇÃO LITERÁRIA TRABALHANDO TEXTO: "DE HOJE EM DIANTE!"


De hoje em diante...

De hoje em diante eu quero ser melhor!
Quero acordar sorrindo e melhorar o meu conviver!
Quero firmar agradecimentos:
Agradeço o novo dia, agradeço a vida, agradeço você!
De hoje em diante, quero andar com a compreensão e por caminhos retos.
Não quero olhar para os outros do jeito que eu não gostaria para mim!
De hoje em diante, abraço a maturidade, a calmaria e a tranquilidade que tanto esperei!
De hoje em diante quero deixar um tempinho reservado só para contemplar as maravilhas
do universo, as criações divinas de Deus.
De hoje em diante, sei que não posso mais trabalhar como antes,
entre folhas e equipamentos, pois nenhuma análise retrata
a fidelidade da alma de um SER!
Partes Mirim












quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A Feira

Há uns quinze anos, ou mais, quando eu tinha meus nove, dez anos de idade, a feira de rua - nome que se dá ao comércio de frutas, verduras, mel, caldo de cana - chegava até a porta da minha casa.
Chegava e passava até a esquina. A Rua Correia de Oliveira, nossa rua, era conhecida como “feira da batata”, pois ficavam as calçadas, aos sábados, repletas delas.
O curioso é que o que mais me atraía a atenção era a sexta á noite. Quando de tardezinha as toldas de madeira escura e magrinhas começavam a serem montadas. A aventura tinha inicio às cinco da tarde, de forma que depois da janta a rua estava, de um lado e de outro, tomada por bancas.
Aquilo me fascinava, andar pelo corredor que elas faziam me confundia os afetos, quer sentindo medo, típico de menina pequena, pelo escuro e deserto que a rua ficava; quer me causando ansiedade, por tentar imaginar o que continha debaixo daquelas lonas pretas. Decerto que tinham frutas, mas parece que as sextas à noite eu esquecia, queria era tirar aquele plástico grosso e constatar com as mãos o que a razão já sabia.
Mas era uma garotinha comportada e só fiquei a olhar. Faz uns anos que não presencio a sexta à noite em minha cidade primeira, é a faculdade, o estágio, e os tantos compromissos que a gente passa a ter quando cresce. Já se foram cinco anos com pouquíssimas sextas-feiras à noite, nem sábados de feira.
Uma noite dessas minha mãe ligou e disse que estavam reformando a praça da matriz, que a feira tinha deixado a nossa rua. Saiu sem me contar o que aquelas toldas escondiam debaixo daquelas lonas pretas. A “feira da batata” deixou de nos acordar cedinho com seu zum zum zum. Foi embora carregada de lembranças, de sábados, de fantasia de menina, de passado.
Foi embora pra outra rua, onde não tem casas, onde ninguém mora. Deixou a Correia de Oliveira clara, limpa, silenciosa, porém, solitária. Muito sozinha, principalmente as sextas à noite. Que pena.

SAPINHO








Montagens gif








Constatação


Rembrandt



CONSTATAÇÃO



Os mortos estão mortos
e os vivos estão para morrer

A vida corre pelos corredores
e todos vãos abertos estão
para a veia e a cova
somos tudo nada
somos nada tudo
em vão
sim e não
absolutamente
grão
fome e pão
somos não
Infinitamente
chão


Hideraldo Montenegro:
http://hideraldo.montenegro.zip.net/arch2008-11-02_2008-11-08.html

Despedida




DESPEDIDA


Não me esperem para o jantar
Não me esperem nas esquinas
Não sejam bestas em me esperar
Sigam em frente
Escovem os pés penteiem os dentes
Façam a festa
Cantem dancem
e soltem todos os seus fantasmas
de mim
e velas não precisam acender

Digam apenas adeus
e me deixem em paz
que daqui não saio mais

-Afinal, este meu silêncio
não é convincente?

Hideraldo Montenegro:
http://hideraldo.montenegro.zip.net/

Trincheira


David - Michelângelo


TRINCHEIRA



Que venham as cegonhas
Que venham os abraços abertos
Que venha o sorriso leve fixo certo
Que venham as mentiras as verdades e as vergonhas
Que venham o vôo e o pouso e os netos
Que venham todos os aeroportos
Que venham e passem todos
que preciso continuar em campo aberto
vivo ou morto




Hideraldo Montenegro
http://hideraldo.montenegro.zip.net/

Revista Partes

http://www.partes.com.br/2017/11/01/poema-fora-de-moda/ Poema Fora de Moda Gilda E. Kluppel No vestuário comercial calças de boca de sino...