sábado, 18 de fevereiro de 2017

Primeiros discos do Nenhum de Nós são disponibilizados nas plataformas digitais


Foto: Marcelo Amaral

ÁLBUM DE ESTREIA DO GRUPO, DE 1987, NUNCA FOI EDITADO EM CD E AGORA ESTÁ DISPONÍVEIS PARA OS FÃS EM FORMATO DIGITAL
Em 25 de setembro de 1990, quando David Bowie cantou no Olympia, em São Paulo, no show mais exclusivo de sua primeira visita ao Brasil (os outros foram para multidões, na Praça da Apoteose, no Rio, e no Estádio Palestra Itália, em São Paulo), introduziu “Starman” sem precisar dizer o nome: “Esta é uma música que vocês já conhecem em português”. “O Astronauta de Mármore”, versão feita e gravada por um grupo com menos de três anos de estrada, o Nenhum de Nós, tinha sido a canção mais tocada no Brasil em 1989. A letra em português, que tomava liberdades criativas, sem se ater à literalidade, recebera aprovação do próprio Bowie. Foi apenas uma das façanhas da banda gaúcha no começo de sua invejável jornada que completou 30 anos em outubro de 2016.
Eles começaram sem pedir licença, furando a fila do sucesso entre formações com mais experiência e mais imprensa. Logo no disco de estreia, “Nenhum de Nós” (lançado em setembro de 1987), emplacaram o megahit “Camila, Camila”, que se tornaria um clássico do pop oitentista (regravado por Cazuza e Biquíni Cavadão, entre outros). Hoje, somando 15 álbuns de carreira, seguem sua invejável travessia pelo terreno acidentado do rock brasileiro com público fiel e forte identidade, renovada década após década com a exploração de novos territórios musicais, influências e parceiros (entre eles, ídolos inspiradores como Herbert Vianna e o argentino Fito Páez).
A Sony Music relança agora em formato digital os quatro primeiros álbuns do grupo: “Nenhum de Nós” (1987), raridade que nunca foi editada em CD; “Cardume” (1989), que traz “O Astronauta de Mármore (Starman)”, o inovador “Extraño” (1990), revigorado por influências regionais da cultura gaúcha e dos pampas, e “Nenhum de Nós” (1992), do hit “Ao Meu Redor” (eleito melhor clipe do ano pela audiência da MTV). Além das gravações originais, remasterizadas, a reedição inclui mais 19 faixas bônus, entre lados B, remixes e versões alternativas.
O trabalho de estreia mostra uma banda - na época, trio, com Thedy Corrêa (baixo e vocais), Carlos Stein (guitarra) e Sady Homrich (bateria) - muito jovem, mas que já sabia o que era bom. Thedy tinha como norte para os vocais Iggy Pop e Peter Murphy, do Bauhaus, e o pós-punk com tintas góticas era perseguido em várias composições e arranjos. Referências literárias cultas (Mishima, Oscar Wilde, Jorge Luis Borges, John Fante) salpicam as letras baseadas em angústia pós-adolescente, em mistura ocasionalmente certeira: velhos e novos fãs hão de redescobrir com prazer canções como “Homens-Caixa” e “Enquanto Conversamos”.
O prenúncio de um caminho original aparece em “Frio”, que tem sons adulterados de cuíca e interferência de Vitor Ramil ao telefone. Em outra frente, a punk-funkiada “Adeus” traz Edu K (do Defalla) em guitarra e vocais de apoio. “Camila, Camila”, de esperta arquitetura pop já a partir da concepção rítmica, conta com um pedal de distorção de guitarra emprestado por Fabio Golfetti (do Violeta de Outono), o que amplia o caráter “retrato de geração” do disco. Por outro lado, a abordagem do tema da letra, violência contra a mulher, não podia ser mais atual. Além da gravação incluída no LP original, uma versão em espanhol e quatro outras remixagens ressurgem em formato digital: a mais surpreendente é “Camila, Camila (speedversion)”, que começa com introdução tribal e descamba (no bom sentido) para uma doida acidhouse.
“Cardume” abre com a certeira “Eu Caminhava”, com o desenho melódico marcante da guitarra de Carlos Stein e ritmo que fazia ligação direta com “Camila, Camila”. Mas também traz participações que podem soar inusitadas: Wander Wildner faz vocais de apoio no refrão punk da faixa-título, e Giuseppe Frippi (do Voluntários da Pátria, entre outras formações do underground paulistano) contribuiu com guitarra em “O Astronauta de Mármore”. Na funky “Striptease Baby”, Júlio Cesar, da saudosa banda paulistana Gueto, divide o microfone com Thedy.
Mas o convidado que fez diferença na história do Nenhum de Nós foi Renato Borghetti, virtuose da gaita ponto (conhecida fora do Rio Grande do Sul como acordeão) que trouxe elementos gaúchos para a faixa "Fuga" (liricamente, uma continuação de "Camila, Camila").
Entre as oito faixas-bônus relacionadas a Cardume, dois remixes de "Eu caminhava" (um, "hard mix", com guitarra distorcida, e outro, "cathedralmix", com órgão), uma versão em espanhol de “Fuga” (intitulada “Chica”) e quatro tratamentos diferentes para o hit “O Astronauta de Mármore (Starman)”, todos voltados para as pistas. O mais radical deles, “Club DJ”, eficientemente puxado para a eletrônica em formato pop inferior a dois minutos.
O álbum Extraño, aclamado pela crítica desde o lançamento, demonstraum baita amadurecimento nas composições, mais bem acabadas em todos os aspectos (além da maior experiência, ajudou a boa mão de Veco Marques, incorporado ao time da banda) e com direito a passos ambiciosos como “O Inferno e o Céu” e o hit “Sobre o Tempo”. O disco marca definitivamente a guinada "pangauchesca", com influências tanto do nativismo quanto do rock argentino e de formações como Almôndegas e Saracura.
Isso não impede que sejam ouvidas blue notes em "Júlia", uma das pérolas escondidas do repertório, que inclui rocks retos como "As Mulheres que Eu Rasguei", "O Espelho do Cego" (que tem a marcante slide de Lulu Santos) e "Mentira" (com letra de Vitor Ramil), rescendendo a R.E.M.. Mas a personalidade maior surge na faixa-título e nos toques do gaiteiro Luis Carlos Borges, fundamental para o tango-rock "Algo que Não se Pode Tocar".  Nas quatro faixas-bônus, uma versão longa para "Sobre o Tempo" e três tesouros para os fãs: "Infância", "Ninguém pra Dizer Adeus"e "Dia de Inverno".
Lançado originalmente em 1992, o quarto álbum da banda, intitulado apenas Nenhum de Nós, também traz faixas com apelo de raridade, pois desde então não ganhou reedição.As letras retomam temas mais urbanos, aprofundando a "velha" angústia jovem dos primeiros trabalhos. Thedyse arrisca e cresce como vocalista, encontrando o tom certo das interpretações grandiloquentes que parte do repertório ("Jornais", "Duas Luas", a releitura de "Tente Outra Vez", de Raul Seixas) exige. A participação de Veco como compositor aumenta: assina sete músicas. O hit "Ao meu Redor" mostra o grupo (convertido em quinteto, com a adição de João Vicenti nos teclados e acordeão) em pleno domínio daartesania pop. E a regravação de “Sangue Latino” (clássico dos Secos & Molhados) é um deleite retrô, com órgão grooveado dando um molho mais do que especial. A faixa bônus “Sangue Latino (Dance version)” prolonga a mágica da dobra no tempo por mais de seis minutos, com direito ao toque de Midas do DJ Memê no fatbass eletrônico.
Com ou sem nostalgia, são ao todo 63 gravações que ressurgem com tratamento apropriado e recuperam parte importante da história do pop/rock brasileiro.

Capa dos discos relançados

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A Porca E Eu

Massa Folhada - blog de papel

Livro marca ações de Segurança Alimentar e Nutricional da Prefeitura de São Paulo


A publicação recebeu o apoio do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas. Experiências, perspectivas e desafios em torno da temática ‘segurança alimentar e nutricional, nortearam o projeto que foi amplamente abordado por meio das ações implementadas na capital paulista

Por Andréa Garbim
A Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE) realizou o lançamento do livro “Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na cidade de São Paulo: ações, desafios e perspectivas do papel da cidade na alimentação”, na última quinta-feira, 15/12, no Espaço Gourmet do Mercado Municipal Paulistano. A publicação contempla as políticas públicas que marcaram a gestão Haddad, nesta temática, chamando a atenção da população para os desafios que ainda precisam ser encarados. A obra já está disponível para download.
Segundo o secretário Artur Henrique, essa é uma iniciativa que tem como objetivo disseminar informações acerca do tema ‘segurança alimentar e nutricional’ para toda a população. “Tão importante quanto realizar ações, é registrar esse trabalho, com o apoio do Centro de Excelência Contra a Fome, do Programa Mundial de Alimentos da ONU, para que os próximos gestores conheçam o que foi feito e possam, de alguma maneira, dar continuidade a esse trabalho que tanto contribuiu para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas dentro dessa temática”, destaca.
Para o coordenador de Segurança Alimentar e Nutricional e organizador do livro, Marcelo Mazeta, o lançamento foi um marco no processo de implantação da política pública municipal de segurança alimentar e nutricional na cidade de São Paulo. “O livro veio coroar o nosso trabalho realizado com muito empenho e dedicação pela equipe do prefeito Fernando Haddad, desde 2013 – contando especialmente com o apoio de uma organização internacional e renomada como o Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU). Com certeza esse trabalho servirá de exemplo para alguns países e cidades, para que populações de diversas localidades do mundo possam conhecer essa exitosa experiência”, salientou Mazeta.
A presidente do Comusan, Christiane Araújo, afirmou que “o mundo está de olho nas nossas ações; em como funciona os circuitos curtos de produção e consumo em uma cidade como São Paulo, então este é um trabalho que precisamos reverenciar”. A representante do Programa Mundial de Alimentos da ONU no Brasil, Mariana Rocha, ressaltou o trabalho reconhecido internacionalmente. “Pessoas no mundo todo nos perguntam sobre as ações que estão sendo implementadas aqui em São Paulo. Essa ação vai contribuir muito para a divulgação de boas práticas e lições aprendidas na área de segurança alimentar, fortalecendo projetos em diversas cidades do Brasil”.
Com a participação de 27 autores das secretarias municipais da gestão do prefeito Fernando Haddad (2013-2016), a obra é resultado da parceria entre o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comusan), a Câmara Intersecretarial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN) da Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE) com o Programa Mundial de Alimentos.
A organização do livro conta com um resumo das principais iniciativas, sobre a implementação da lei nº 15.920/2013 - que institui os componentes municipais do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional; a Lei nº 16.140/2015 - que visa à inclusão de alimentos orgânicos na alimentação escolar; a criação da zona rural na cidade; o lançamento do 1º Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, entre outros projetos conquistados, além de um importante panorama sobre o papel da participação social na garantia da alimentação saudável para todos.
Compuseram a cerimônia do lançamento o secretário Artur Henrique, o coordenador de Segurança Alimentar e Nutricional da SDTE, Marcelo Mazeta, a coordenadora da São Paulo Carinhosa, Ana Estela Haddad, a representante do Programa Mundial de Alimentos da ONU no Brasil, Mariana Rocha, e a presidente do Comusan, Christiane Araújo.

Acesse o PDF completo do livro, clicando aqui.  

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

6 dicas para economizar água na limpeza

A Abralimp sugere técnicas e equipamentos que ajudam a economizar água na limpeza Com o calor excessivo, o consumo de água aumenta e junto com ele a necessidade de economizar este recurso tão precioso. Até bem pouco tempo nos deparamos com a falta de água, uma ameaça sempre presente. O grande desafio era e continua sendo o de economizar sem comprometer a eficácia da limpeza. E o mais importante: garantir a saúde das pessoas, pois limpeza e saúde estão diretamente ligadas. Atenta a isso, a Abralimp (Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional) preparou algumas dicas que ajudam empresas, condomínios e as pessoas em geral a adotarem processos e equipamentos mais eficazes, confira: 1) Enceradeiras industriais Por meio da enceradeira industrial, indicada para diferentes pisos, é possível limpar com eficácia e rapidez superfícies que somente com água, detergente e vassoura não seriam possíveis. Além disso, o equipamento possui uma ação mecânica excelente, trabalhando com pouquíssima água aliada ao produto químico adequado. 2) Lavadoras de alta pressão Grandes áreas como pátios, garagens e estacionamentos, por exemplo, precisam ser limpas constantemente e a lavagem é inevitável. Neste cenário, o uso das lavadoras de alta pressão é uma alternativa eficaz para a economia de água. Segundo os especialistas da Abralimp, a lavadora recebe a água da torneira, aumentando consideravelmente a pressão e diminuindo a vazão comparada a uma mangueira convencional. Com essa pressão maior, a limpeza é mais rápida, ou seja, o tempo é muito menor para lavar áreas próximas a piscinas, por exemplo, do que com a utilização de uma mangueira, além da melhor qualidade final. As vantagens sustentáveis deste equipamento não param por aí. Existem também outros grandes fatores positivos, como a redução do uso de produtos químicos, de tempo e de esforço físico. O usuário não precisa utilizar uma vassoura para esfregar, por exemplo, pois a lavadora faz o exercício físico em seu lugar. 3) Implantação do sistema de reuso de água em condomínios O reuso da água da chuva para fins não potáveis é uma ótima alternativa que os condomínios encontram para a diminuição do consumo de água. Atualmente, muitas edificações já contam com um sistema de captação de águas pluviais por meio de um reservatório. O que acontece é que essa água é bombeada para fora do condomínio, ou seja, para rua. Desta forma, sugere-se alterar essa saída para dentro do edifício, uma vez que a água captada poderá ser utilizada na limpeza das áreas comuns e na rega de jardins. 4) Sistemas de limpeza Spray Mop Os Mops são bastante versáteis tanto para recolher partículas soltas (pó), como para limpeza úmida e aplicação de ceras e acabamentos em superfícies lisas horizontais ou verticais. Utilizados nas tarefas de manutenção da limpeza, o sistema de spray aplica as soluções por meio de jatos dirigidos. O refil de microfibra encaixado na base promove uma limpeza mais eficaz por conta da capacidade de absorção e também da ação de limpeza mecânica que exerce sobre as superfícies. Podemos destacar também a vantagem de estar com solução sempre isenta de contaminação, além de um rendimento médio de 100m²/l. 5) Panos coloridos de microfibra e borrifadores Não soltam pelos e, diferente dos panos de algodão convencionais, absorvem mais água e sujidade. Recomenda-se a utilização de panos coloridos para separação por ambientes ou por tarefas. A lavagem pode ser realizada em um único passo: colocá-los juntos de molho em solução com detergente neutro líquido e depois torcer. Não utilizar amaciantes ou alvejantes. O borrifador também é um acessório pouco lembrado que faz muita diferença no processo, podendo ser usado com gatilhos coloridos para separação dos produtos utilizados, o que ajuda a evitar a contaminação cruzada, trazendo facilidade e economia de água. 6) Balde espremedor com divisórias para duas águas O equipamento é composto de balde duplo com divisória fixa, espremedor, cabo, refil mop e garra. Na parte dianteira do balde coloca-se a solução de água com produto de limpeza, a ser aplicada no piso; e na parte traseira a água limpa para enxague do refil mop. O balde espremedor promete utilizar apenas 30% do volume de água, se comparado à limpeza convencional. Este sistema também permite excelente ergonomia para o usuário. Garante uma limpeza mais eficiente e com uso racional de químicos e da própria água, resultando em duplo benefício com a diminuição do impacto ambiental e maior segurança para o usuário. Para mais informações sobre a Abralimp acesse: www.abralimp.org.br

sábado, 12 de novembro de 2016

UFSCar e MinC lançam Rede Pontos de Cultura no dia 19

 

Programa contemplará, com R$ 60 mil, seis entidades atuantes de São Carlos

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), lança a “Rede Pontos de Cultura – UFSCar São Carlos”. O evento será no dia 19 de novembro, sábado, a partir das 9 horas no Anfiteatro da Escola Estadual Dr. Álvaro Guião, localizado na Avenida São Carlos.
A rede de Pontos de Cultura faz parte do Programa Cultura Viva, criado pelo MinC em 2004 com o objetivo de incentivar as comunidades de todo o País ligadas à cultura a formar uma rede de criação e gestão cultural. “Em São Carlos, serão contempladas seis entidades culturais, que serão os Pontos de Cultura”, explica Wilson Alves-Bezerra, docente do Departamento de Letras (DL) e coordenador do projeto junto à Fundação de Apoio (FAI) da UFSCar, responsável pela gestão administrativa e financeira do projeto. Cada entidade contemplada receberá até R$ 60 mil em três parcelas para desenvolver ações culturais nos segmentos que atuam. Ao longo da execução do projeto serão mapeadas outras ações culturais da cidade e realizadas oficinas de formação.
As inscrições serão abertas a partir de 21 de novembro de 2016. Para concorrer, as entidades precisam estar constituídas e exercendo atividades e ações culturais há pelo menos 3 anos no município de São Carlos (SP). “O intuito deste projeto é fortalecer as entidades já existentes”, detalha Bezerra. Segundo o coordenador, no lançamento da Rede no dia 19 será feita uma apresentação do edital à comunidade cultural da cidade e, a partir das 14 horas, será oferecida uma Oficina de Elaboração de Projetos Culturais.
Entidades culturais ligadas à dança, teatro, música, artesanato, manifestações culturais LGBT, afro-brasileira, indígena, circenses, entre outras vertentes, podem participar. “Esperamos que a Rede de Pontos de Cultura – UFSCar São Carlos contribua ainda mais para fortalecer as entidades locais”, frisa Bezerra. Outras informações pelo site www.pontosdecultura.ufscar.br.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Cocriação é tema de novo episódio da série “Design Hoje!: Cidade-se”


Filme apresenta realizações no mundo e no Brasil impulsionadas por iniciativas baseadas na inteligência coletiva

 

"Na era da colaboração e da cocriação, a maior rede social são as cidades." Essa é uma das declarações de Gil Giardelli, professor de pós-graduação e MBA da ESPM, apresentadas no filme "A Era dos Makers", novo episódio da série "Design Hoje!: Cidade-se", exibido nas salas de cinema premium de São Paulo e do Rio de Janeiro. Os "makers", na linguagem popular, os realizadores, são tema do vídeo que aborda assuntos relacionados à cultura colaborativa e à cocriação contemporânea no Brasil e no mundo.

 

Mas, afinal, o que é cocriação? É muito mais que um conceito de marketing. Na prática, é quando cidadãos e corporações participam de um processo criativo que agrega valor à construção de algo, seja negócio ou produto, que pode beneficiar a comunidade em que estão inseridos. "Ter o conhecimento e não realizar é a mesma coisa que não saber. Trabalhando coletivamente, as pessoas podem prototipar, construir, consertar, modificar, fabricar distribuir e vender os mais diversos tipos de objetos e projetos", explica Giardelli.

 

O filme, uma realização da Gafisa, cita a feira mundial "Make Faire" e sua contribuição para a disseminação do conceito de cultura colaborativa no mundo. Outro tema abordado é o antigo centro de imprensa dos Jogos Olímpicos de Londres, que se tornou um espaço que abriga universidades, empresas de tecnologia e startups na capital da Inglaterra.

 

Além disso, Gil Giardelli reforça o poder da China como um país promissor para pessoas com ideias, "espaços hackers, aceleradores de softwares e startups, uma nova geração que gosta de correr riscos, com alto grau de estudo e extremamente criativa". Nos Estados Unidos, o governo criou  o manifesto "Uma Nação de Fazedores".  A iniciativa considera a "Revolução dos Makers" um caminho para a criação de novos empregos e indústrias nas próximas décadas.

 

Já no âmbito nacional, um fato relevante nesse cenário da cocriação mostrado na série teve início no litoral do estado de São Paulo. "Como ensinar matemática em uma escola pública onde a repetência é altíssima e os alunos estão desinteressados?". Esse foi o questionamento de um professor da cidade de Ubatuba que, com uma coloboração da NASA, encabeçou uma jornada da primeira escola da América Latina a colocar um nanosatélite em volta da Terra.

 

Na cidade de São Paulo, um empreendimento foi cocriado por meio de mensagens no Facebook. A Gafisa lançou nas redes sociais, em 2011, uma campanha em que as pessoas poderiam compartilhar opiniões sobre o que gostariam de ter em seu prédio. Os motes foram tecnologia, sustentabildade e lazer. As ideias selecionadas originaram o "Follow the Eureka Building", primeiro empreendimento construído a partir de contribuições de internautas, entregue esse ano.

 

Todos esses exemplos são realizações baseadas na inteligência coletiva, que vem ganhando cada vez mais espaço no debate contemporâneo. "Nossa cidade é um organismo vivo, que depende da sua ajuda para funcionar. E você é o fator principal", conclui Giardelli.

 

Por meio da série "Design Hoje!", que está na segunda temporada, "Cidade-se", a Gafisa segue acompanhando as tendências do mercado e os hábitos do consumidor. "A construtora sempre se preocupou em gerar conteúdo e tem buscado cada vez mais interagir com o seu público, embasada e preocupada com o futuro das cidades", reforça André Chagas, Gerente de Marketing Institucional da companhia.

 

O filme "A Era dos Makers" será veiculado até o dia 23 de novembro nos cinemas e também pode ser visualizado no canal do YouTube da Gafisa.

 

Para conferir, acesse:

https://www.youtube.com/watch?v=PCYLjWgzZNU

https://youtu.be/GRtHKPg6n_E








And the winner is...


.AND THE WINNER IS....Margarete Hülsendeger..O homem pode encontrar significado na vida, curta e perigosa como é, somente através de seu devotamento à sociedade..Albert Einstein..Todo o ano a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anu...

terça-feira, 1 de novembro de 2016

FINADOS

FINADOS4
FINADOS
Nair Lúcia de Britto
Não tenho o costume de frequentar cemitérios. Eu não gosto, tenho trauma e acho até que não deveriam existir.
Quando eu era pequena, mamãe não tinha com quem me deixar, por isso me levava em todos os lugares que ela ia. Era comum ela ir ao cemitério do Paquetá, em Santos, visitar a campa dos meus queridos avós e de uma tia muito especial para mim ( irmã dela); que para minha grande tristeza nos deixou aos dezesseis ou dezessete anos de idade.
Mas eu não me sentia bem ali, no meio de todas aquelas campas, imaginando aquelas pessoas queridas presas sob uma construção de tijolos e sofrendo os danos causados pela passagem do tempo, depois da partida.
FINADOS5O que mais me constrangia era, quando chegava alguém para ser enterrado, mamãe se juntava à família, para rezar, numa sala onde os parentes se despediam.
A única coisa que me consolava é que à saída do cemitério, mamãe comprava-me um doce, um puxa-puxa com gergelim, de um vendedor ambulante que fazia ponto ali. Nunca gostei de doces, mas aquele eu achava uma maravilha!
Certa vez, chegou ao cemitério uma mulher falecida, com uma expressão assustadora, dessas que só se vê em filmes de terror (que eu também não assisto).
Ao descobrirem seu rosto, a boca estava escancarada e os olhos esbugalhados; saltados e arregalados. Lembro-me como se fosse hoje que eu gritei, aterrorizada, suplicando que mamãe me levasse embora dali.
Foram muitas noites de pesadelo, de insônia, de medo de escuro.
E, assim, até hoje não vou a cemitérios e nem mesmo na minha partida eu pretendo ir.
Prefiro lembrar das pessoas com vida, alegres, brincando, sorrindo… E por todos que eu amo, mas já se foram, eu rezo todos os dias; ou coloco num retrato uma flor.
Nair Lúcia de Britto é poeta e jornalista
Nair Lúcia de Britto é poeta e jornalista

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Desaposentação, leis e a Torre de Babel

Desaposentação, leis e a Torre de Babel: .Desaposentação, leis e a Torre de Babel. .Johnny Notariano.notarian@usp.br....





 A Torre de Babel foi uma tentativa de o homem descobrir os segredos de
DEUS. Projetaram-na tão alta e depois sucumbiram aos infelizes
propósitos. Após muitas tentativas tiveram a resposta que não esperavam.
Céticos ou não DEUS existe, provou e prova a todo instante SUA
existência. Confundiu o idioma de todos de maneira a não se entenderem
e, com isso a TORRE DE BABEL foi simplesmente destruída. Entenda o Livre
Arbítrio e nunca mais questionará a existência de DEUS. O que estamos
vivendo hoje com tantas Leis; Advogados; Juízes e sentenças tem alguma
diferença ou semelhança com a TORRE DE BABEL?

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Dos neurônios aos cliques: a educação em rede

Por Camila Alexandrini*
Nosso cérebro se comporta de maneira surpreendente. Diferentemente do que se pensava, o processamento de informações não se dá somente por estímulo e resposta. Operam, nesse meio, as redes neurais, que são conjuntos de neurônios e os diferentes caminhos tomados pelas sinapses. Uma rápida busca no Google segue a mesma lógica: milhares de links surgem em milésimos de segundos, sugerindo centenas de sites sobre o assunto pesquisado. A forma como chegamos à informação, seja para a Medicina ou por técnicas de SEO, representa uma engrenagem bastante complexa. Contudo, a união dessas redes tem representado uma nova forma de aprendizado para as pessoas.  

O avanço da Internet e da tecnologia proporciona ferramentas que possibilitam não só o acesso ao conhecimento, mas também o compartilhamento para diferentes públicos. No Brasil, por exemplo, já são mais de 50% das casas com acesso à Internet, segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Isso mostra que mais pessoas estão consumindo informação e, consequentemente, participando de sua produção e divulgação. Esse comportamento aponta para uma nova realidade em que as pessoas tornam-se autoras e leitoras dos conteúdos que lhe são necessários. Dessa forma, a perspectiva sobre o uso de soluções tecnológicas no aprendizado deixa de ser algo temeroso e passa a ser vista como inovadora e apropriada para a sociedade no século 21.

Ainda que a Internet exija agilidade e, por isso, nos deixe com menos tempo para reflexão sobre as ações tomadas na web, isso não representa necessariamente que as pessoas são impulsivas, despreocupadas ou irresponsáveis. Elas podem ler uma manchete revoltante e compartilhar em suas redes sem se inteirar sobre o conteúdo completo. Contudo, é bem provável que no dia seguinte, ao conversarem com amigos e colegas de trabalho, retomem o tema para discussão – até mesmo voltando ao texto, ao vídeo e à reportagem para pensar e refletir mais. 

O professor Michael Horn, conhecido por suas propostas educacionais conhecidas como blended learning, afirmou em uma entrevista que disrupção é algo bem mais específico do que o sentido genérico por vezes utilizado. Significa uma inovação que tornou bem mais amplo, conveniente e simples algo caro, complicado e inacessível, e assim consegue atender diferentes pessoas. Dessa forma, parece que a tecnologia na educação ajudou mesmo a quebrar paradigmas e tem reformulado as formas de se aprender. 

É por meio das redes que aprendemos: entre neurônios, sites e pessoas que não necessariamente compartilham o mesmo espaço. No fundo, os contatos estabelecidos sempre serão instigantes e ricos se a aprendizagem, dentro ou fora da escola, levar em conta que as pessoas sempre estão reinventando os percursos até o conhecimento desejado. 

* Camila Alexandrini é professora de português e redação do MeSalva!, plataforma educacional que oferece cursos preparatórios para ENEM e concursos e reforço escolar para ensino médio e superior

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Imagem e Poder na campanha eleitoral 2016: uma análise da disputa pela prefeitura em São Paulo e Porto Alegre

Imagem e Poder na campanha eleitoral 2016: uma análise da disputa pela prefeitura em São Paulo e Porto Alegre: .Imagem e Poder na campanha eleitoral 2016: uma análise da disputa pela prefeitura em São Paulo e Porto Alegre. .Deysi Cioccari[1].Edson Rossi[2].....Resumo: O presente artigo pretende abordar como os jornais Zero Hora e Folha de S. Paulo re...



Imagem e Poder na campanha eleitoral 2016: uma análise da disputa pela prefeitura em São Paulo e Porto Alegre



Deysi Cioccari[1]
Edson Rossi[2]


Doutoranda em Ciências Sociais pela PUC/SP. E-mail: deysicioccari@gmail.com
Resumo: O presente artigo pretende abordar como os jornais Zero Hora e Folha de S. Paulo representaram
os candidatos à prefeitura de Porto Alegre e São Paulo,
respectivamente, no ano de 2016. Analisamos as matérias nas editorias Política e Poder
dos jornais referidos, desde 1 de junho de 2016 à 31 de setembro de
2016, véspera da votação de primeiro turno.  Buscamos entender a relação
entre mídia, imagem e poder. Nossa hipótese é de que a mídia contribui
decisivamente para a construção do personagem político.
Palavras-chave: Campanhas; Imagem; Comunicação; Poder; Espetáculo.
Abstract: This article aims
to address how the newspapers Zero Hora and Folha de S. Paulo
represented the candidates for mayor of Porto Alegre and São Paulo,
respectively, in the year 2016. We have analyzed the news in editorial
policy and power of the newspapers mentioned, from June 1, 2016 to
September 31, 2016, the eve of the first round vote. We try to
understand the relationship between media, image and power. Our
hypothesis is that the media contributes decisively to the construction
of political character.
Keywords: Campaigns; Image; Communication; Power; Show.