sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Pinheirinho: Jornalistas denunciam cerceamento da liberdade de imprensa


liberdade
Após ação violenta contra moradores no processo de desocupação na área conhecida por Pinheirinho, em São José dos Campos/SP, comandada pela Polícia Militar, iniciada no último domingo, agora foi a vez da imprensa sofrer as consequências da ação truculenta. Segundo informações de jornalistas que estão no local, a PM está organizando e conduzindo grupos para realização de cobertura.
A imprensa só tem acesso ao que é determinado pela polícia, além disso, os profissionais não podem entrevistar os moradores que foram retirados da ocupação urbana e que estão alojados na prefeitura.
Para o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo a postura da Polícia Militar configura uma ação clara de cerceamento da liberdade de imprensa. “Esta tática tem como objetivo a manipulação da informação, pois há uma única versão dos fatos já que os moradores não podem ser ouvidos”, argumenta o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, José Augusto Camargo (Guto).
Os ex-moradores de Pinheirinho também estão sendo obrigados a usar números e pulseiras de identificação para serem controlados pela polícia e não têm notícias de seus pertences – um verdadeiro massacre psicológico.
Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo



Trabalho Escravo, um crime que persiste


NOTA PÚBLICA
Trabalho Escravo, um crime que persiste
Neste dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, 28 de janeiro, ao serem lembrados os oito anos da chacina de Unaí, MG, quando foram assassinados quatro servidores federais que atuavam na fiscalização das condições de trabalho no campo, a Coordenação Nacional da CPT, juntamente com a Coordenação Nacional da Campanha da CPT contra o Trabalho Escravo, vem a público para expressar sua indignação diante da escandalosa demora do processo judicial decorrente deste bárbaro crime.
Com credibilidade já fortemente questionada junto à sociedade brasileira, o Poder Judiciário mantém-se refém de procedimentos que o fazem andar a passos de tartaruga, não oferecendo as respostas ansiosamente esperadas pela sociedade.
O mesmo acontece com o Legislativo. Logo após o crime de Unaí, o Senado se apressou e aprovou em dois turnos a PEC 438/2001, que estabelece o confisco das propriedades nas quais foi constatada a existência do trabalho escravo e sua destinação para a Reforma Agrária. A Câmara Federal também a aprovou, em primeiro turno, no dia 10/08/2004, devendo ir para votação em segundo turno. A partir de então não foi mais posta em votação, apesar dos constantes apelos de movimentos e entidades da sociedade civil e do requerimento de vários deputados de diferentes partidos. Quando a Câmara Federal vai acordar do torpor em que se encontra e votar esta medida, viabilizando, assim, um instrumento altamente dissuasivo contra uma chaga que aflige ainda milhares de trabalhadores? Ou prefere capitular diante das exigências do agronegócio e de sua articulada bancada? Propriedade ou dignidade? Lucro ou vida? Eis o dilema. Vai o econômico mais uma vez se sobrepor aos mais elementares direitos, como é o direito a um trabalho digno e seguro?
Nestes dias, o Ministro do Trabalho, ao lançar o Manual de Combate ao Trabalho em Condições Análogas às de Escravo, afirmou que o Brasil está perto de vencer esta batalha. Realmente passos importantes já foram dados, mas muito sobra por fazer e a resistência é considerável.
Instituída pela Portaria 540/2004 do Ministério do Trabalho e Emprego e reforçada pela Portaria Interministerial 02/2011 - o cadastro dos empregadores que usam do trabalho escravo, conhecido como Lista Suja, está sendo questionado desde sua criação pela Confederação Nacional da Agricultura, CNA, por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. Caso vença tal ação, cairia por terra um instrumento eficiente na responsabilização dos atores econômicos e financeiros envolvidos ao longo das cadeias produtivas da escravidão moderna. Em fins de novembro passado, o relator do processo no Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Brito, liberou o processo para julgamento. O STF pode vir a julgar esta ação a qualquer momento.
Está na hora de se pôr um fim a esta exploração vergonhosa. Já dizia Tiago, em sua carta: “Vejam, o salário dos trabalhadores que fizeram a colheita nos campos de vocês, retido por vocês, esse salário clama, e os protestos dos cortadores chegaram aos ouvidos do Senhor dos Exércitos” (Ti 5,4).
Também clama pelo fim desta chaga que envergonha nossa nação o sangue derramado pelos servidores do MTE em Unaí. Este sangue exige dos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo que assumam de vez a defesa incondicional dos direitos da pessoa, quebrando as amarras que os subjugam ainda ao bel prazer do poder econômico. Está na hora da cidadania reinar em nosso País.  
Goiânia, 27 de janeiro de 2012.
Coordenação Nacional da CPT
Coordenação Nacional da Campanha da CPT contra o Trabalho Escravo

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mais da metade das vagas do Sisu sobram na primeira chamada


26/01/2012 - 14h57

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Dos 108 mil candidatos selecionados para as vagas em universidades públicas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), apenas 46 mil efetuaram matrícula. Isso significa que 57% das vagas não foram preenchidas – e serão redistribuídas na segunda chamada, divulgada hoje (26). Para o primeiro semestre de 2012, o Sisu ofertou 108 mil vagas em 95 instituições públicas de ensino superior. Para participar da disputa, o candidato precisa ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011. 
De acordo com o MEC, esse percentual de preenchimento da primeira chamada é normal e semelhante ao de anos anteriores. No ano passado, ao final de todas as convocações, 97% das vagas foram ocupadas. Os 62 mil estudantes convocados em segunda chamada deverão comparecer às instituições de ensino nos dias 30 e 31 de janeiro para fazer a matrícula. Caso ainda haja vagas disponíveis após esse período, o sistema vai gerar uma lista de espera que será disponibilizada para as instituições de ensino preencherem as vagas remanescentes. O candidato interessado em participar dessa lista deverá pedir a inclusão de hoje até 1° de fevereiro. 
Neste ano, o Sisu recebeu mais de 3,4 milhões de inscrições de 1,7 milhão de estudantes – cada participante podia escolher até dois cursos, indicando sua prioridade.
A Universidade Federal do Ceará (UFC) foi a campeã de inscrições - a instituição, que ofereceu mais de 4 mil vagas de ingresso para o primeiro semestre de 2012 recebeu 171.915 inscrições. Na lista das instituições mais procuradas estão ainda a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal do Piauí (UFPI), a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).

Edição: Lílian Beraldo

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Maria Aparecida Francisquini: Somos tão adaptáveis!!!

Maria Aparecida Francisquini: Somos tão adaptáveis!!!: Todos nós, temos várias capacidades que podemos usar, todas as vezes que julgarmos necessário, para vivermos bem. Ou mal! Uma delas, é a gr...

Imagens e textos reforçam direito à liberdade religiosa no Brasil

23/01/2012 - 7h40
Cultura
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (Ccir) lança hoje (23) à noite, no Palácio Gustavo Capanema, no Rio, o livro Caminhando a Gente se Entende, com fotografias que retratam as quatro caminhadas já realizadas em defesa da liberdade religiosa. Essas caminhadas ocorrem sempre no terceiro domingos de setembro, na orla de Copacabana, zona sul da cidade.

O porta-voz da Ccir, babalaiô Ivanir dos Santos, disse que a publicação envolve textos de vários segmentos religiosos, “na defesa da liberdade religiosa, do diálogo e do respeito às diferenças”.

O lançamento faz parte das comemorações do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, transcorrido no último sábado (21). Segundo Ivanir dos Santos, todos os segmentos que participam das Caminhadas em Defesa da Liberdade Religiosa consideram um “atentado contra a democracia” a perseguição a essas manifestações. “Se um segmento acha que é o único escolhido e passa a perseguir os outros, isso é um atentado”.

Ele lembrou que a Ccir defende a visão plural de religiões que existe no país. “O livro é, então, uma defesa dessa pluralidade, do respeito, e não de uma visão dogmática de um único segmento”. A ideia é mostrar à sociedade e ao mundo que existe a possibilidade de uma convivência pacífica e harmoniosa entre fiéis de diversas crenças.

Representantes dos ministérios da Justiça, Cultura e de Políticas de Promoção da Igualdade Racial estão confirmados no evento. O livro conta ainda com textos da Polícia Civil, do Ministério Público e do Tribunal de Justiça do Rio, parceiros do movimento em defesa da liberdade e da diversidade religiosa no estado.

Edição: Graça Adjuto

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

BBB a banalidade em nome da audiência

Por Dhiogo José Caetano Em pleno século XXI nos deparamos com um programa onde vale tudo em nome do destaque, do acesso e do ibope que deve ser sempre crescente. O BBB é uma das produções televisivas de maior sucesso da história da televisão brasileira, no entanto é um espaço onde culturalmente nada nos oferece além de baixaria, guerra de egos e a exposição banal do corpo. O programa se idealiza dentro de um contexto que se estrutura uma linguagem totalmente fora dos padrões que a nossa sociedade idealizou ao longo dos séculos. Os telespectadores se deparam com uma banalidade da vida em comunidade, onde ocorre o uso exacerbado do erotismo, a banalidade da relação entre indivíduos, algo que parte da particularidade, em direção ao público de forma alienante. É triste pensar na nossa realidade televisiva, que baixamente perde o seu caráter em nome da mídia. O BBB é um dos programas que envergonha a classe de profissionais que trabalham para promover o desenvolvimento de uma programação televisiva, mais democrática e aberta para os mais diferentes tipos de classes de telespectadores. Não sou telespectador deste programa que ridiculamente faz parte do grupo seleto de programas que compõe a programação da alienante rede globo, mas nos intervalos de um programa para o outro passo rapidamente pelo canal, além de encontrar um montante de lixo virtual e impresso que é obrigatoriamente jogado ao público de forma abusiva; voltando ao contexto do mesmo digo que o programa é algo inóspito, totalmente desclassificado para ser apresentado ao público brasileiro. O programa nada nos oferece de cultura, cidadania, ética ou entretenimento, entretanto o mesmo é recheado de intolerância um verdadeiro “lixo” que de forma negativa representa o cotidiano social vivido por um grupo de verdadeiros “canibais irracionais” do mundo capitalista. Boninho o diretor do programa trabalha claramente com uma linguagem anti-cultural; o mesmo durante vários anos, promove uma seletiva para resgatar entre os cidadãos, os piores “elementos”, aqueles considerados a parte podre da sociedade; pessoas que fazem “tudo” em nome do dinheiro; uma verdadeira jaula habitada por seres “alienados” que são direcionados por Boninho (um profissional que ao se deparar com uma cena de molestamento afirma: “... deixa para ver onde vai chegar...”). De forma simples venho registrar a minha indignação e evidenciar o que já foi apontado por inúmeros meios de comunicação. A marca BBB nunca foi vista com bons olhos e hoje a realidade da mesma é ainda mais conflitante. Como ser humano e profissional da área do saber, declaro que ser um BBB (grande irmão brasileiro) é um adjetivo de poucos. Pois a grandeza está presente na arte de fazer a diferença e de trazer novas abordagens. Um grande irmão é aquele que leva a diferença por onde passa; transformando e renova o meio a sua volta; se tornando um exemplo a seguir. Nascer no Brasil é um sonho de muitos e uma realização de poucos. Mas onde estão os que desafiam o peito a própria morte em nome da nação? Construir o conceito de grande é algo invariável, pois cada um de nós desenvolve papeis diferenciados. No entanto somos todos brasileiros. Um verdadeiro irmão brasileiro tem a compreensão de ouvir a voz dos bestializados; lutando pelo bem do outro, praticando uma atitude revolucionará em nome da nossa América. Grandiosidade é o conceito de amor entre irmãos que vivenciam a plenitude da união de uma grande nação que prega “ordem e progresso”. Um grande irmão, busca a ordem e progresso de seu povo se tornando um verdadeiro herói nacional. Afinal, está longe do BBB, ser um dos programas que de forma ricamente falando contribuí positivamente para o desenvolvimento intelectual da sociedade brasileira; assim deixo claro para todos os brasileiros que este famoso programa que há doze anos faz parte da programação da “alienante” rede globo nunca nos apresentou aquilo que o nome do mesmo anuncia: um grande irmão brasileiro.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Turismólogos: chegou o reconhecimento

Com a Lei 12.591, profissão dá o primeiro passo rumo à regulamentação 19/01/2012 Brasília, DF - Foi publicada hoje (19), no Diário Oficial, a portaria que reconhece a profissão de turismólogo e disciplina seu exercício. A lei atende a uma antiga reivindicação da categoria, apoiada pelo Ministério do Turismo, em especial pelo ministro do Turismo, Gastão Vieira: “Este é o primeiro passo para que a profissão seja regulamentada. O MTur sempre trabalhou pelo reconhecimento da atividade, o que acontece em boa hora, quando o país está para receber alguns dos mais importantes eventos do mundo, como a Copa e as Olimpíadas”. E completou Gastão Vieira: “Nosso trabalho não terminou. Continuaremos discutindo junto ao Congresso Nacional e às entidades representativas os requisitos necessários à atividade”. Depois de dez anos trabalhando pelo reconhecimento da profissão, a Associação Brasileira dos Turismólogos e Profissionais do Turismo também comemora. “A legislação é positiva, porque abre os caminhos para a regulamentação. Reconhecemos que o Ministério do Turismo trabalhou para que a lei fosse ainda mais ampla. Ainda assim, demos um passo importante rumo à consolidação das atividades que operacionalizam o turismo”, explicou a presidente da associação, Tania Omena. A Lei 12.591, de 18 de janeiro de 2012, considera atividades do turismólogo: planejar, organizar, dirigir, controlar, gerir e operacionalizar instituições e estabelecimentos ligados ao turismo; coordenar e orientar trabalhos de seleção e classificação de locais e áreas de interesse turístico, visando ao adequado aproveitamento dos recursos naturais e culturais, de acordo com sua natureza geográfica, histórica, artística e cultural, bem como realizar estudos de viabilidade econômica ou técnica; coordenar e orientar levantamentos, estudos e pesquisas relativamente a instituições, empresas e estabelecimentos privados que atendam ao setor turístico; entre outras. “O ministro Gastão Vieira tem uma visão de futuro, levando em conta as necessidades de um país que se afirma como importante destino no cenário turístico internacional”, concluiu a presidente da Associação Brasileira dos Turismólogos e Profissionais do Turismo. ASCOM

Dilma sanciona regulamentação das profissões de turismólogo e cabeleireiro

Iara Farias Borges Da Agência Senado A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta terça-feira (18) as leis que regulamentam as profissões de cabeleireiro, barbeiro, esteticista, manicure, pedicure, depilador e maquiador (Lei 12.592/12)e de turismólogo (Lei 12.591/12). A presidente, no entanto, vetou artigos dos projetos de lei que exigiam qualificação para o desempenho das atividades. Em sua mensagem de veto, Dilma explica que, de acordo com a Constituição, é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, cabendo apenas impor restrições na hipótese de a atividade ser passível de causar algum dano à sociedade. A decisão de vetar, ressaltou a presidente, foi tomada com base em consulta aos ministérios do Trabalho e Emprego, da Justiça, da Saúde, à Secretaria-Geral da Presidência da República e à Advocacia-Geral da União. Os dois projetos de lei foram aprovados em dezembro pelo Senado e encaminhados à sanção presidencial. O projeto de regulamentação da profissão de turismólogo (PLS 290/01) foi apresentado pelo então senador e hoje deputado federal Moreira Mendes (PSD-RO) e teve as emendas da Câmara aprovadas pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e pelo Plenário. Também a proposta que regulamentou as atividades de cabeleireiro, barbeiro, esteticista, manicure, pedicure, depilador e maquiador (PLC 112/07), de autoria do ex-deputado Marcelo Teixeira, foi aprovada pela CAS e pelo Plenário no final de dezembro

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Protesto interrompe obra de barramento do Xingu por uma hora



Organizações sociais de Altamira e ativistas do movimento OcupaSampa, que estão na cidade, realizaram nesta quarta-feira, 18, uma ação direta no Xingu em protesto contra a construção da primeira ensecadeira no rio, o barramento provisório que permitirá a construção do paredão da barragem de Belo Monte. Nesta segunda, o Movimento Xingu Vivo para Sempre noticiou o início das intervenções  no rio, e na terça o Ministério Publico Federal enviou um questionamento oficial ao Ibama, à Funai, à Agência Nacional de Água e à Norte Energia após receber denúncia dos índios Arara, cuja aldeia fica abaixo da ensecadeira, de que as águas que usam para beber, cozinhar e banhar estavam enlameadas e impróprias para o consumo.
Pela manhã, cerca de 30 pescadores, ribeirinhos, moradores dos bairros que serão alagados, freiras, estudantes, indigenistas e trabalhadores se dirigiram em três barcos à comunidade do Arroz Cru, que fica a poucos quilômetros do local onde a Norte Energia iniciou a construção da ensecadeira, para preparar o ato.
Por volta das 10h, os manifestantes chegaram de surpresa ao local da obra, no Sítio Pimental, com uma faixa de 40 metros de comprimento com os dizeres: "Belo Monte: aqui tem crime do governo federal", e interromperam os serviços que estavam sendo realizados pelos trabalhadores.
Uma comissão do ato conversou com todos os operários que estavam no local, para garantir a segurança e o caráter pacífico da manifestação. Em seguida, caminhões e tratores foram pintados com tinta vermelha, simbolizando o sangue do Xingu e de suas populações. "CCBM [Consórcio Construtor Belo Monte] assassino" e "isso foi só um recado", diziam alguns dos grafites que decoravam os veículos. Enquanto estudantes salpicavam os tratores com sangue simbólico, os operários bateram em retirada.
Durante o ato, os trabalhadores e encarregados apenas filmavam os manifestantes - alguns por curiosidade, outros por obrigação -, mas afirmaram que teriam sido orientados a não reagir.
Posteriormente, os manifestantes atravessaram os 430 metros do rio de uma margem à outra, na ilha do Pimental, onde a Norte Energia iniciou o desmatamento de 15 mil hectares (o equivalente a 15 mil campos de futebol) autorizados pelo Ibama, para verificar a extensão do estrago ambiental. "Hoje fizemos uma manifestação simbólica, paramos as obras da primeira intervenção no Xingu por uma hora, mas nossa revolta é enorme. A água já está poluída, as árvores estão tombando, e tudo isso acontece enquanto mais de 13 ações correm na Justiça por crimes envolvendo Belo Monte. Mas queremos deixar claro que, apesar do massacre moral que estão querendo nos impor, estamos prontos para uma guerra, pelo nosso rio, pela nossa gente, pela nossa vida", afirmou Antonia Melo, coordenadora do Movimento Xingu Vivo para Sempre.


NOTA DE ESCLARECIMENTO

A propósito da matéria “MinC nega favores políticos”, publicada nesta terça-feira (17/01), no Estadão, o MinC esclarece: 1- O autor do texto, Jotabê Medeiros, escreveu que “seria interessante que o MinC divulgasse a página do Diário Oficial em que estão celebrados tais convênios em 2010″, referindo-se a convênios assinados com o Consórcio Intermunicipal Culturando, questionados na semana passada pelo jornal como se fossem “trocas de favores” por parte da Ministra Ana. Para saber que tais convênios foram assinados antes da gestão da Ministra –o que desmontaria a matéria da semana passada– bastaria ao jornalista uma simples pesquisa no Diário Oficial da União dos dias 13/12/2010, página 37 (http://migre.me/7zCWj) e 21/12/2010, página 21 (http://migre.me/7zD7h). 2- Ele escreveu ainda que em 2011 o MinC atrasou o pagamento de parcela aos pontos de cultura do Estado de São Paulo. Na sua tese insustentada, a atual gestão de um lado prejudica os pontos de cultura, e, de outro, favorece uns poucos municípios no interior de São Paulo. Outra simples pesquisa novamente desmontaria a pauta: ocorreu, sim, atraso no pagamento de uma das parcelas devidas aos pontos de cultura, mas em 2010 —antes portanto da gestão atual. Mas tal atraso em 2010 se deveu não ao MinC, mas à circunstância de que a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo estava negativada na Secretária do Tesouro Nacional. 3- Esse impedimento foi solucionado com parecer da Consultoria Jurídica deste Ministério, de 01/04/2011, que fez indicativo para a quitação dos recursos da segunda parcela, liberados em 06/04/2011. A terceira parcela do convênio será paga em abril de 2012, de acordo com normativos que prevêem intervalo de 12 meses entre os pagamentos e a prestação de contas da liberação anterior. 4- O repórter cobra também “medida esclarecedora” do MinC para “negar efetivamente qualquer favorecimento político” para o Consórcio Culturando por parte da Ministra Ana. Aqui está: a demanda do Culturando chegou ao MinC em 17/05/2010, portanto muito antes de a ministra Ana de Hollanda assumir (além de os convênios terem sido assinados, como provado acima, em 12/2010). 5- O jornalista exige ainda “qual foi o parecer técnico que definiu” a criação do consórcio via uma ONG. Novamente, pesquisa indicaria que não se trata de ONG, mas de consórcio público legalmente constituído –frise-se, antes da gestão atual– com municípios da macrorregião de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e São Carlos, no interior do Estado de São Paulo. 6- O parecer que o repórter classifica de “inexistente” está registrado com o número 1.409/2010. Nele, a Consultoria Jurídica do MinC, subordinada à Advocacia Geral da União-AGU, dá “parecer técnico favorável”, com a menção de que o Consórcio Intermunicipal Culturando “demonstra capacidade operacional, institucional e financeira para a execução das ações propostas.” Assessoria de Comunicação do Ministério da Cultura

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Artigo / A importância do livro para a educação e o desenvolvimento


* Dieter Brandt

 

No final de 2011, quando as agências internacionais noticiaram que a economia brasileira já era a sexta do mundo, ultrapassando a da Inglaterra, num primeiro momento houve euforia. A seguir, analistas nacionais e internacionais ponderaram que ainda falta muito para o País chegar ao nível de qualidade de vida e infraestrutura existentes nas nações mais desenvolvidas.

 

Ao lado de fatores como renda per capita muito maisbaixa e problemas com transportes, saneamento (como mostram as recentes inundações, que se repetem todos os anos),  um especial se destacou: a educação. Hoje, no Brasil, um dos aspectos que ainda retardam o crescimento é a falta de mão de obra especializada e um ensino de alta qualidade. Ora, todos sabemos que só através do aprendizado conquistamos a verdadeira plenitude, que alia a qualidade de vida profissional e pessoal e nos completa como cidadãos.

 

Felizmente, nos últimos anos, notícias como a de que o brasileiro comprou mais livros em 2010, segundo dados da CBL – CâmaraBrasileira do Livro, ou que o FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação fechou, em agosto passado, negociação para a compra de 162,4 milhões de livros didáticos a serem utilizados por alunos da rede pública neste ano de 2012, mostram que os brasileiros estão atentos a esse aspecto.

 

Karine Pansa, presidente da CBL, declarou recentemente que "é gratificante observar que o preço do livro no Brasil vem mantendo uma tendência de queda. Isso estimula o crescimento do número de leitores e desenha um futuro com mais educação, cultura e efetivo desenvolvimento". A indústria gráfica brasileira está atenta e preparada para essa demanda da sociedade. Sabemos que um dos itens importantes de um país educado é o hábito de leitura.

 

Nesse sentido, o livro impresso, a despeito das mídias digitais, continua sendo o mais importante, completo e abrangente meio para a difusão de conhecimento com conteúdo didático, científico e literatura, contribuição para um país mais competitivo e com melhores condições de conseguir o verdadeiro progresso.

 

Tal condição é referendada em matéria no jornal New York Times de 20 de novembro de 2011, contendo a opinião de famílias e especialistas sobre as vantagens dos livros impressos. O jornal ouviu vários pais que, embora usem em sua vida diária os tablets, fazem questão que seus filhos pequenos sejamcercados por livros impressos, para que possam virar as páginas e ter a mesma experiência física com que eles mesmos aprenderam formas e cores.

 

Junlo Yokota, professor e diretor do Centro de ensino através de livros infantis da National Louis University, em Chicago, afirma que a forma e o tamanho do livro são muitas vezes parte da experiência de leitura. Páginas mais amplas podem ser usadas para transmitir paisagens amplas, ou um formato mais alto pode ser escolhido para histórias sobre arranha-céus, por exemplo.

 

 

O jornal termina a matéria com o que acreditamos seja um dos maiores elogios ao livro impresso como indutor de educação. Mateus Thomson, de 38 anos, executivo de um site de mídia social, acredita que seu filho de cinco anos irá aprender a ler mais rápido no papel impresso: "os sinos e assobios de um iPad se tornam mais uma distração. Quando vamos para a cama, ele sabe que é a hora da leitura. Se pegar o iPad, ele vai querer jogar um jogo. Desta forma, a concentração pela leitura sai pela janela".  Melhor explicado,impossível.

 

 

* Dieter Brandt é presidente da Heidelberg América do Sul. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

terça-feira, 27 de dezembro de 2011