sexta-feira, 20 de março de 2026

Acesso à internet em escolas da rede pública de São Paulo chega a 98,5% em 2025

 

Dados do Censo Escolar indicam avanço de 10,3 pontos percentuais desde 2015 nas escolas de educação básica no estado

 

Subiu o número de escolas públicas com internet disponível para atividades de ensino e aprendizagem, assim como o número de escolas com computadores – desktops ou laptops – disponíveis para alunos. Foto: Layo Stambassi/MCom

 

São Paulo está muito próximo da universalização do acesso à internet em escolas públicas de ensino básico. Informações divulgadas pelo Censo Escolar 2025 indicam que o estado deu um salto de 10,3 pontos percentuais em dez anos. Em 2015, 88,3% das instituições públicas de ensino infantil, fundamental e médio estavam conectadas à internet em São Paulo. Em 2025, o percentual chegou a 98,5%. O percentual do estado supera a média nacional, que registrou 93,1% em 2025.
 

Levando em conta apenas as instituições em áreas urbanas, a evolução em São Paulo foi de 90,9% para 99,3% entre 2015 e 2025 (8,4 pontos percentuais). Já nas áreas rurais, o avanço foi de 32,7 pontos percentuais: saiu do patamar de 54,2% em 2015 para 86,9% em 2025. O mesmo fenômeno se refletiu em escolas quilombolas, indígenas e de educação especial. Nas indígenas, o percentual foi de 40,9% para 87,2% (salto de 46,3 pontos percentuais). Nas quilombolas, o avanço foi de 42,9 pontos percentuais, de 16% em 2015 para 58,3% em 2025. Na educação especial, o salto foi de 93,3% para 99% (5,7 pontos percentuais).
 

No plano mais diretamente conectado ao cotidiano dos estudantes de São Paulo, subiu 25,5 pontos percentuais (de 65,4% para 90,9%) o número de escolas públicas com internet disponível para atividades de ensino e aprendizagem entre 2019 (ano mais distante de referência neste quesito Censo Escolar 2025) e 2025, e cresceu 0,5 ponto percentual (de 66,9% para 67,4%) o número de escolas com computadores disponíveis para alunos (desktops ou laptops) entre 2015 e 2025.
 

ESTRATÉGIA NACIONAL – Os avanços observados no Censo Escolar dialogam com um conjunto de políticas federais implementadas nos últimos anos para ampliar o acesso à internet nas escolas públicas. Lançada em setembro de 2023, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) articula ações voltadas à expansão do acesso à internet de qualidade, à melhoria da infraestrutura elétrica e de rede interna (Wi-Fi) e à promoção do uso pedagógico das tecnologias digitais. Entre 2023 e 2025, foram destinados aproximadamente R$ 3 bilhões para ações de conectividade em escolas estaduais e municipais, em regime de colaboração com estados e municípios.

 

"Queremos a tecnologia na escola com fins pedagógicos, para auxiliar a aprendizagem do aluno e ser elemento complementar do professor. Há um esforço do governo de garantir 100% da conectividade para fins pedagógicos das escolas”

Camilo Santana, ministro da Educação

 

FINS PEDAGÓGICOS – “Nós queremos a tecnologia na escola com fins pedagógicos, para auxiliar a aprendizagem do aluno e ser elemento complementar do professor. Há um esforço do governo de garantir 100% da conectividade para fins pedagógicos das escolas”, afirmou o ministro Camilo Santana (Educação).
 

A Estratégia opera de forma integrada. Combina expansão da infraestrutura, monitoramento técnico da qualidade da conexão e apoio às redes de ensino para garantir que o acesso esteja associado a condições efetivas de aprendizagem e uso pedagógico.
 

“O censo apresenta a conectividade em geral, mas ela pode ser para a sala do professor, para o diretor, para a área administrativa. O que queremos é que o professor possa transmitir um vídeo em sala. E é por isso que criamos a Estratégia de Conectividade de Escolas, e passamos de 45% em 2023 para 70% este ano”, completou Santana.
 

COMO É FEITO – O Censo Escolar é realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e contabiliza 178,8 mil escolas de educação básica no Brasil. A divulgação dos resultados de 2025 foi realizada em 26 de fevereiro de 2026. O levantamento apresenta dados sobre escolas, professores, gestores, turmas e alunos de todas as etapas e modalidades de ensino.

 

Dados por estado: Link

 

PARA QUE SERVE – Os indicadores do censo são usados para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas. Os resultados servem, ainda, para a definição de programas e critérios para atuação do MEC junto às escolas, aos estados e aos municípios. Além disso, subsidiam o cálculo de indicadores, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e possibilita contextualizar os resultados das avaliações, bem como o monitoramento da trajetória dos estudantes desde seu ingresso na escola. A precisão dos dados é base para o repasse de recursos de federais, como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), no ano seguinte.
 

INDICADOR COMPLEMENTAR – Complementarmente ao Censo, o Ministério da Educação usa o Indicador Escolas Conectadas (INEC), no âmbito da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, para avaliar se essa internet atende às condições necessárias para o uso pedagógico. O indicador considera a velocidade da conexão, a presença de Wi-Fi nos ambientes escolares e a infraestrutura elétrica compatível, além de integrar diferentes fontes de informação, como medições de velocidade da internet, registros contratuais e dados validados por gestores.

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

Correios abre inscrições para o Programa Jovem Aprendiz 2026

 

Oportunidade une capacitação e atividades práticas na maior empresa pública do país
 
Brasília, 17/3/2026 – As inscrições para o Programa Jovem Aprendiz dos Correios começam na próxima segunda-feira (23). Ao todo, estão disponíveis 548 vagas, além de cadastro reserva, para todo o país. Podem se candidatar estudantes com idade entre 14 e 21 anos completos no ato da contratação, que estejam cursando, no mínimo, o 9º ano do Ensino Fundamental. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site dos Correios até o dia 11 de abril de 2026.
 
Do total de vagas ofertadas, 10% são destinadas a pessoas com deficiência, 25% a candidatos que se autodeclararem pretos ou pardos, 3% para indígenas e 2% para quilombolas.
 
O processo seletivo considerará critérios socioeconômicos informados no formulário de inscrição eletrônica, priorizando jovens em situação de vulnerabilidade social. A pontuação e demais regras estão detalhadas no edital.
 
A jornada de trabalho será de 20 horas semanais, distribuídas em quatro horas diárias, com atividades teóricas, realizadas em entidade qualificada em formação técnico-profissional, e práticas, desenvolvidas nos Correios. Os jovens aprendizes selecionados receberão salário-mínimo-hora, conforme o piso salarial de cada estado, além de vale-transporte, vale-refeição ou alimentação e uniforme.
 
Em 15 anos do programa, milhares de jovens tiveram a oportunidade de conquistar a primeira experiência profissional na maior empresa pública do país, com vivência prática aliada à capacitação e à preparação para o mercado de trabalho.
 
O processo seletivo terá validade de um ano, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período. Todas as informações estão disponíveis no site dos Correios.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Ministério de Portos e Aeroportos abre consulta pública para aprimorar sistema de embarque biométrico

  

Iniciativa deve tornar operações mais ágeis e seguras em aeroportos e terminais portuários e hidroviários

 

A nova política propõe a integração e a padronização de procedimentos, incorporando programas já existentes como o "Embarque + Seguro" - Foto: Divulgação/MPor


O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) abriu, nesta quarta-feira (21), consulta pública para receber contribuições voltadas ao aprimoramento da Política Nacional de Identificação Biométrica. A iniciativa tem como objetivo modernizar os processos de embarque em aeroportos e instalações portuárias e hidroviárias, utilizando tecnologias de verificação biométrica para aumentar a segurança e a eficiência operacional e diminuir o custo ao permitir mais agilidade no fluxo de passageiros.


A nova política propõe a integração e a padronização de procedimentos, incorporando programas já existentes como o "Embarque + Seguro" (aviação) e o "Porto Sem Papel" (portuário) como instrumentos oficiais da política pública. A meta é alcançar o conceito de "seamless travel" (viagem ininterrupta), eliminando a necessidade de apresentação repetitiva de documentos físicos e reduzindo filas.


“Teremos um ganho significativo na eficiência, melhorando a experiência de passageiros e reduzindo os riscos operacionais ao utilizarmos a identificação biométrica, em especial a facial, nos procedimentos de acesso a áreas sensíveis de aeroportos e terminais portuários e hidroviários. É ainda mais segurança para o setor”, explica o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.


A consulta pública está aberta até o dia 20 de fevereiro e pode ser acessada aqui.


Para o secretário executivo do MPor, Tomé Franca, a escuta da sociedade é fundamental para o aprimoramento do sistema. “É o momento de ouvirmos a sociedade para termos um programa bem-sucedido e que atenda à realidade do setor. Também é uma oportunidade para reafirmarmos nosso compromisso com a proteção de dados, pois as informações serão utilizadas apenas para fins de segurança”, afirma.


A minuta da portaria foi elaborada em observância à legislação nacional, especialmente à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O texto estabelece que todos os sistemas deverão adotar, desde a origem, os conceitos de Privacy by Design (privacidade desde a concepção) e Security by Design, com medidas robustas de criptografia e controle de acesso.


Para garantir a segurança das informações, os bancos de dados biométricos serão operados tecnicamente pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). A centralização no Serpro visa assegurar padrões elevados de governança, rastreabilidade e prevenção a fraudes, dispensando a necessidade de consentimento do usuário por se tratar de execução de política pública de segurança e infraestrutura crítica, conforme previsto na LGPD.


Padrão internacional

A proposta coloca o Brasil em sintonia com as melhores práticas globais, seguindo diretrizes da Organização da Aviação Civil Internacional (Icao) e da Organização Marítima Internacional (IMO). Antes de ser implantada em larga escala, a política prevê a criação de ambientes controlados para testes da nova tecnologia, permitindo a validação de protocolos de segurança e operação compartilhada.


A implementação será coordenada por um Comitê Técnico Interinstitucional, composto por representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) e outros órgãos, que definirá o plano de implantação e o cronograma de execução em até 90 dias após a publicação da portaria final.

sábado, 27 de dezembro de 2025

Governo do Brasil avança em proteção territorial e garantia de direitos a indígenas e quilombolas em 2025

 Ano foi marcado pela retomada das demarcações, regularização de territórios e ações integradas que levam dignidade, segurança e presença do Estado a populações historicamente marginalizadas

Ações do Governo do Brasil tiveram impactos diretos na redução de conflitos, na preservação ambiental e na promoção da dignidade de povos indígenas e comunidades quilombolas - Foto: Helder Rabelo / ASCOM MPI

Em 2025, o Governo do Brasil consolidou avanços significativos nas políticas de proteção territorial e garantia de direitos de povos indígenas e comunidades quilombolas. A retomada das demarcações de terras, o fortalecimento institucional e as ações de segurança e assistência reafirmaram a presença do Estado em territórios historicamente vulnerabilizados, com impactos diretos na redução de conflitos, na preservação ambiental e na promoção da dignidade.
 

As ações coordenadas envolveram desde o combate ao garimpo ilegal na Amazônia até a regularização fundiária de territórios quilombolas, integrando políticas de proteção territorial, direitos humanos, segurança pública e inclusão social.
 

Ministra Sonia Guajajara anuncia avanço na demarcação de terras indígenas, durante a COP30, em novembro. Foto: Divulgação/Leo Otero

DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDÍGENAS — Após anos de paralisia, a demarcação de Terras Indígenas (TIs) foi retomada e processos que estavam parados há mais de uma década voltaram a avançar. Entre 2023 e 2025, 51 terras indígenas registraram progressos na regularização fundiária, sendo:

  • 21 Terras Indígenas com Portaria Declaratória;
  • 20 Terras Indígenas homologadas;
  • 10 reservas indígenas oficialmente constituídas.
     

O resultado contrasta com o período de 2019 a 2022, quando nenhuma terra indígena foi declarada, homologada ou teve portaria de constituição de reserva.
 

A principal pauta é a demarcação das terras indígenas. Junto vem a proteção dos territórios, e estamos buscando essa proteção a partir das ações de desintrusão”

Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas
 

A demarcação é reconhecida como instrumento fundamental para a segurança jurídica, a paz territorial e a prevenção de conflitos, além de contribuir para a redução do desmatamento. No campo institucional, a política indigenista voltou a ser tratada como política de Estado, com a criação do Ministério dos Povos Indígenas — o primeiro da história do Brasil — e o fortalecimento da Funai, que teve orçamento ampliado e unidades reabertas.
 

A desintrusão de territórios invadidos, o envio da Força Nacional a áreas de conflito e o planejamento da primeira Universidade Indígena Federal estão entre as principais frentes de atuação do Governo do Brasil para a proteção dos povos originários.
 

“A principal pauta é a demarcação das terras indígenas. Junto vem a proteção dos territórios, e estamos buscando essa proteção a partir das ações de desintrusão”, destacou a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara.
 

DESINTRUSÃO E PROTEÇÃO — Em 2025, as operações de desintrusão ganharam escala e protagonismo, garantindo a proteção de mais de 60 mil indígenas em territórios da Amazônia Legal e impondo prejuízos significativos às redes criminosas que atuavam com garimpo, desmatamento e outras atividades ilegais. Essas ações, realizadas em conjunto por mais de 20 órgãos e agências federais, são coordenadas pela Casa Civil e atendem a determinações da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709, do Supremo Tribunal Federal.
 

Os resultados acumulados incluem:

  • Prejuízo de R$ 902 milhões a estruturas e insumos da logística criminosa, com destruição ou apreensão de motores, maquinários, embarcações e aeronaves;
  • Mais de 900 acampamentos desmontados e 44 aeronaves inutilizadas;
  • Apreensão de cerca de 250 kg de ouro, mais de 236 kg de mercúrio, além de 187 mil quilos de cassiterita e 205 armamentos;
  • Fiscalização de mais de 40 mil veículos e 545 aeródromos e mais de 4 mil autuações administrativas.
     

As operações atuaram em pelo menos cinco Terras Indígenas (Yanomami, Munduruku, Arariboia, Kayapó e Uru-Eu-Wau-Wau), com resultados consistentes na redução de atividades ilegais e na retomada da presença estatal efetiva.
 

Além de retirar invasores, as ações de desintrusão são planejadas para garantir permanência posterior, por meio de planos de manutenção territorial e atuação contínua do Comitê Interministerial de Desintrusão, prevenindo reinvasões e apoiando a gestão autônoma das comunidades.
 

A ministra Anielle Franco (Igualdade Racial) e o presidente Lula durante a assinatura, em novembro, de 28 decretos que declaram de interesse social, para fins de desapropriação, imóveis rurais abrangidos por territórios quilombolas Foto: Ricardo Stuckert / PR


“Todos os avanços sociais que conseguimos observar nessa gestão impactam diretamente na vida da nossa população negra, historicamente marginalizada e com menos acesso a uma vida digna. Podemos ver essa nova realidade se desdobrando como reflexo de nossas ações e trazendo desenvolvimento socioeconômico justo”

Anielle Franco ministra da Igualdade Racial
 

TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS – A agenda de igualdade racial e a regularização fundiária de territórios quilombolas também apresentaram resultados significativos desde 2023. A titulação é considerada uma política reparadora da violência histórica.
 

Os dados acumulados indicam que:

  • Desde 2023, foram titulados 72,25 mil hectares de territórios quilombolas.
  • Essas titulações beneficiaram 3,65 mil famílias em 41 comunidades.
  • Foram expedidos 65 títulos, sendo 32 pelo Incra e 33 por órgãos estaduais ou municipais.
  • Adicionalmente, o Incra publicou 83 portarias de reconhecimento do território, oficializando as áreas quilombolas.
     

“Todos os avanços sociais que conseguimos observar nessa gestão impactam diretamente na vida da nossa população negra, historicamente marginalizada e com menos acesso a uma vida digna. Podemos ver essa nova realidade se desdobrando como reflexo de nossas ações e trazendo desenvolvimento socioeconômico justo”, avaliou a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, na última reunião ministerial de 2025, na residência oficial da Granja do Torto, em Brasília (DF).
 

COMUNIDADE — Um dos principais desafios da regularização fundiária quilombola é a chamada "dupla afetação", quando os territórios tradicionais se sobrepõem a unidades de conservação. O reconhecimento dos direitos quilombolas, garantidos constitucionalmente, passa pelo respeito à autonomia das comunidades e pela sua inclusão em planos de manejo das unidades, conforme a Convenção 169 da OIT.
 

Em algumas comunidades, como São Roque (SC), já existe participação na elaboração do plano de manejo e autorização para turismo de base comunitária, conciliando a preservação tradicional com o desenvolvimento local.
 

“A gente sempre preservou a natureza e agora levamos as pessoas pelas trilhas e também preservamos nossa cultura, mostramos nossa música, culinária. É a nossa forma de cuidar da natureza que Deus deixou”, contou a presidente da associação da comunidade São Roque, Maria Rita dos Santos.
 

Em resumo, as ações do governo reforçam a diretriz de combater desigualdades estruturais, garantindo proteção territorial e ampliando o acesso a direitos básicos, com um foco renovado na presença estatal para a segurança e assistência das comunidades tradicionais.
 

YANOMAMI — Um dos focos principais das operações do governo tem sido a proteção da Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A Casa de Governo, instalada em Roraima e ativa desde março de 2024, articula diversas agências federais, como a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF) e Anac, com o objetivo de proteger os povos indígenas, defender o meio ambiente e enfrentar o garimpo ilegal.
 

No território Yanomami, onde a Casa de Governo mantém operações diárias desde março de 2024, houve queda de 98% da área de garimpo ativo e redução de 97% na abertura de novos garimpos. As ações seguem ativas e integradas, com foco na manutenção do controle territorial e na garantia de resultados concretos em segurança, saúde, meio ambiente e cidadania para os povos indígenas.
 

No âmbito da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709, também foram realizadas operações de desintrusão nas Terras Indígenas Apyterewa (PA), Trincheira Bacajá (PA), Karipuna (RO), Munduruku (PA), Arariboia (MA), Kayapó (PA), Uru-Eu-Wau-Wau (RO) e Yanomami (RR e AM). Embora não esteja no escopo da ADPF, a Terra Indígena Alto Rio Guamá (PA), objeto de outra ação judicial, também passou por processo de desintrusão em 2023.
 

CUIDADOS — Paralelamente às ações de desintrusão, o Governo do Brasil intensificou a resposta à crise humanitária Yanomami, marcando o retorno do Estado a regiões que viviam situação de abandono. As medidas incluíram o combate à desnutrição infantil e à malária, o enfrentamento da emergência alimentar, a reabertura de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e a inauguração de um centro de referência em saúde.
 

Equipes da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) foram deslocadas para áreas de difícil acesso, enquanto protocolos de proteção contra violências e abusos foram implementados. Programas de cozinhas solidárias e de fortalecimento da agricultura indígena sustentável também passaram a integrar a estratégia de cuidado contínuo.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

“A única coisa que a gente não pode perder é a esperança”, diz Lula na celebração de Natal de catadores e catadoras em São Paulo

 Encontro reforça atuação histórica do Governo do Brasil junto aos catadores de materiais recicláveis e amplia conjunto de iniciativas de economia circular, inclusão socioprodutiva, em articulação com políticas públicas

 

A ExpoCatadores 2025 reúne mais de três mil catadores brasileiros e 600 cooperativas, especialistas, organizações internacionais de catadores e representantes dos governos federal, estaduais e municipais - Foto: Ricardo Stuckert/Secom-PR

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta sexta-feira, 19 de dezembro, da cerimônia de encerramento da 12ª edição da Expocatadores, em São Paulo. Em seu discurso, o presidente reforçou o compromisso do Governo do Brasil em transformar decisões em ações concretas, para que as políticas públicas cheguem de maneira rápida à população.
 

“Nós estamos aqui tentando exercitar um novo jeito da gente fazer governança num país, estado ou cidade. Quando a gente decide, é para que a política pública seja colocada em prática imediatamente, porque se não as pessoas param de acreditar, perdem a esperança. E a única coisa que a gente não pode perder é a esperança”, afirmou o presidente.
 

Nós estamos aqui tentando exercitar um novo jeito da gente fazer governança num país, estado ou cidade. Quando a gente decide, é para que a política pública seja colocada em prática imediatamente, porque se não as pessoas param de acreditar, perdem a esperança. E a única coisa que a gente não pode perder é a esperança”

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Presidente da República
 

A cerimônia marcou a celebração do Natal dos catadores e catadoras, momento de grande simbolismo e união de um dos maiores movimentos populares organizados do país. “Vocês só podem gostar da gente se a gente fizer aquilo que a gente está prometendo de verdade, se chegar na casa de vocês, porque vocês já foram enganados por muito tempo e nós não viemos para enganar”, disse Lula.
 

Ao fazer um balanço dos quase três anos de mandato, o presidente também destacou os avanços do país em áreas como saúde, economia, educação e inclusão social. “Nós chegamos ao final do terceiro ano de mandato com o menor desemprego da história do Brasil, com a maior massa salarial da história do Brasil, com a maior política de inclusão social que esse país já conheceu”, destacou.
 

EXPOCATADORES 2025 — A ExpoCatadores 2025 reúne mais de três mil catadores brasileiros e 600 cooperativas, especialistas, organizações internacionais de catadores e representantes dos governos federal, estaduais e municipais. Durante o evento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou a importância do encontro como um momento de reflexão sobre o papel do Estado e o compromisso com a cidadania.
 

“Esse encontro nos faz lembrar das nossas responsabilidades, da nossa igualdade enquanto cidadãos brasileiros, que nós temos obrigações a cumprir e caminhos a trilhar. Esse é um exercício sempre muito importante para quem está mergulhado em papel lá em Brasília, não esquecer o que está fazendo lá”, afirmou Haddad.
 

RECICLAGEM POPULAR — O presidente Lula assinou o decreto que cria o Programa Nacional de Investimento na Reciclagem Popular (Pronarep). O objetivo é apoiar financeiramente, tecnicamente e socialmente catadoras e catadores de materiais recicláveis em todo o país. A iniciativa tem como foco a sustentabilidade, inclusão social, equidade, valorização do trabalho, economia circular e erradicação humanizada dos lixões. O novo programa de crédito, inspirado no Pronaf, receberá o montante de R$ 10 milhões da Caixa Econômica Federal.
 

DESTINAÇÃO DE MÓVEIS — Outra assinatura do presidente da República foi o decreto que atualiza as regras para a destinação de móveis, equipamentos e outros bens móveis que deixaram de ser utilizados pela administração pública federal. Com o novo decreto, o governo deixa de tratar esses bens classificados como inservíveis apenas como algo a ser descartado e passa a trabalhar com a lógica da economia circular.

Em vez de simplesmente comprar, usar e se desfazer do bem, a regra agora é tentar reaproveitar ao máximo o que já existe, consertar quando for possível, doar para quem precisa e só descartar o que realmente não tiver mais uso, sempre com cuidado ambiental.
 

POLÍTICA NACIONAL — Ainda durante o ato, Lula assinou o decreto que regulamenta a Lei nº 15.068/2024, que detalha a implementação da Política Nacional de Economia Solidária (PNES) e institui o Sistema Nacional de Economia Solidária (Sinaes). A norma define princípios e regras sobre autogestão, inclusão social, sustentabilidade, participação social e geração de trabalho e renda.
 

Há um ano, em dezembro de 2024, o presidente Lula sancionou a criação da PNES, que recebeu o nome do sociólogo, professor e economista Paul Singer por sua dedicação, durante duas décadas, ao estudo aprofundado do tema e sua atuação como secretário nacional de Economia Solidária — o que o tornou referência nacional e internacional em relação ao tema. Já o Sinaes é responsável por integrar esforços entre entes federativos e a sociedade civil, bem como monitorar a implementação da política.
 

APLICATIVO DE RECICLAGEM — Durante a cerimônia, foi assinado um protocolo de intenções para o desenvolvimento do aplicativo Cataki, que conecta pessoas e empresas que geram resíduos a catadores, fortalece a coleta seletiva, promove a economia circular e garante que a renda da coleta fique com o catador.
 

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, destacou que o aplicativo servirá para aumentar as opções de reciclagem para as pessoas. “Nós temos que estimular que as pessoas possam reciclar. Uma parte é a consciência ambiental, outra parte é você dar as condições. Como a maioria dos municípios não têm coleta seletiva, vamos criar em 2026 o Cataki.gov, espécie de Uber da reciclagem”, disse o ministro.
 

“O potencial que isso tem de ampliar a reciclagem no nosso país e, ao mesmo tempo, gerar renda para esses catadores autônomos, do que hoje está sendo enterrado em aterro sanitário, virando gás metano para contribuir para o aquecimento global, é gigantesco”, destacou.
 

RESPEITO — Boulos também afirmou que o catador deve ser visto como um profissional essencial, digno de reconhecimento, valorização e respeito. “Essa é a batalha que nós temos para acabar com o preconceito, fazer com que o catador nesse país seja tratado com o mesmo respeito que um empresário. Que o catador possa vencer o preconceito e seja aplaudido como merece pelo serviço ambiental que presta”, disse. O ministro da Secretaria-Geral destacou que o valor total anunciado no evento é de cerca de R$ 162 milhões, resultado da soma de aportes de diferentes órgãos e instituições.

Chamamento Público para a Seleção de Companhias e Grupos para a 1ª Mostra Gargalhão de Teatro Cômico e Máscaras

 

No centenário do nascimento de Dario Fo, realizaremos a 1ª Mostra Gargalhão De Teatro Cômico e Máscaras, de 10 a 25 de janeiro, no Teatro Commune, na Rua da Consolação, 1218, com 10 espetáculos, ao lado do metrô Higienópolis-Mackenzie, a preços populares. Inscrições até 31 de dezembro.

Não é um simples festival, mas um furacão cênico. Como herdeiros dos giullare e fabuladores medievais, acreditamos que o riso é a arma mais potente e perigosa: ele desmascara, desnuda e derruba os podres pilares do poder e nos faz renascer como coletivo.

O nosso palco é uma trincheira. A nossa máscara, um espelho. As nossas gargalhadas, o Gargalhão coletivo e estrondoso, é o grito de revolta que vira vulcão. Aqui, a plateia é nossa cúmplice. O absurdo da realidade, a nossa matéria-prima. Viemos para recuperar de volta a boca que nos tentaram calar e transformar os lamentos, as hipocrisias, as mentiras em revolução.

Sintam o tremor. O Gargalhão chegou para desmontar o manicômio do mundo com a força irresistível de quem ri muito e em uníssono. Como diziam os antigos: ridendo castigat mores! “rindo se corrigem os costumes”.

A mostra pretende oferecer ao público espetáculos de diversos formatos e linguagens, que passam pelo teatro cômico de texto e clássico, a comicidade física, a comédia de improviso, as máscaras cômicas e de Commedia Dell´ Arte, a máscara do clown, do bufão, entre outras.

O objetivo da mostra é possibilitar que artistas, grupos e companhas de diversos lugares de São Paulo e de outros estados e países possam ocupar o palco do Teatro Commune, no centro de São Paulo, durante o mês de janeiro, tendo acesso a novos territórios e públicos de modo a oferecer uma programação cômica diversa e de alta qualidade!

A mostra será também um importante momento de intercâmbio e troca de experiencias entre artistas que trabalham sobre a comicidade e a máscara.

Também é uma oportunidade única para o público entrar em contato com espetáculos que exploram linguagens pouco conhecidas do grande público, como é o caso das máscaras de Commedia Dell´ Arte entre outras.

“Este projeto foi contemplado pela XXª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo - Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa”

Abertas as inscrições para participar da 1ª Mostra Gargalhão De Teatro Cômico e Máscaras até 31 de dezembro de 2025.

Local: Teatro Commune

Período da mostra: 10 a 25 de janeiro de 2026

Inscreva-se pelo linkhttps://forms.gle/Xvj9YBPFKUoAiM8w9

Instagram @teatrocomunne

Edital https://drive.google.com/file/d/1YjyJL3xTrUZrMUHUkALQSNkOPJpr79ac/view?usp=drive_link

 

Assessoria de imprensa
Miriam Bemelmans

miriam@bemelmans.com.br
(11) 99969-0416
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Instagram: @mbemel

 

Governo Federal apresenta estudo e planejamento estratégico em infraestrutura


Plano Nacional de Logística (PNL 2025) orienta investimentos para modernização do transporte no Brasil
 

O estudo técnico apontou desafios que impactam diretamente a competividade do setor portuário e aéreo - Foto: Michel Corvello/MT
 

O Governo Federal apresentou, nesta quinta-feira (18), a Avaliação Estratégica do Plano Nacional de Logística (PNL 2050), documento que aponta um diagnóstico e o futuro da multimodalidade dos transportes no Brasil. O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) participou da construção do estudo, destacando a necessidade urgente de equilibrar a matriz de transportes, tirando a sobrecarga das rodovias e ampliando o uso de nossas hidrovias, da cabotagem e da infraestrutura aeroportuária.
 

O grande destaque da avaliação para o MPor é a diretriz de valorizar modais de alta capacidade e eficiência. O objetivo é conectar as áreas de produção aos portos e mercados internacionais através de corredores integrados, garantindo agilidade e redução de custos na ponta.
 

Tetsu Koike, diretor de Programa de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do MPor, celebrou o caráter evolutivo do projeto. “Temos em mãos uma ferramenta preciosa para orientação de ações e que desenha qual país queremos no futuro. Os transportes movimentam a economia e seus modais precisam estar integrados para termos eficiência logística, redução de custos e superarmos desafios históricos. É uma construção permanente e interfederativa”, comentou.
 

Para George Santoro, secretário executivo de Transportes, o PNL é um guia em constante modernização. “A cada cinco anos, atualizamos e aprimoramos os planos de transporte rodoviário e ferroviário. Com isso, conseguimos integrar os diversos modais de maneira mais lógica, conectando-os por meio de corredores logísticos. O PNL 2050 traz dados relevantes, com uma matriz que realmente retrata a realidade do país”, afirmou.
 

Gargalos e desafios
O estudo técnico apontou desafios que impactam diretamente a competividade do setor portuário e aéreo. Foram identificados gargalos logísticos na origem das cargas e dificuldades no escoamento para exportação, o que pressiona a eficiência dos portos brasileiros.
 

Já no transporte de passageiros, o PNL 2050 identificou a saturação de eixos aeroportuários importantes. Em resposta, o plano incorpora, de forma inédita, uma abordagem intermodal para o deslocamento de pessoas, buscando promover a integração territorial e melhorar a acessibilidade. Leonardo Ribeiro, secretário nacional de Transporte Ferroviário, ressaltou que, "hoje, portos, rodovias e ferrovias estão conectados à estratégia do PNL", evidenciando que os trilhos e estradas servem como artérias vitais para alimentar o sistema portuário exportador.
 

Consulta Pública
O PNL 2050 segue as diretrizes do Planejamento Integrado de Transportes (PIT), instituído pelo Governo Federal para aumentar a competitividade nacional. Para garantir que as demandas do setor aéreo e aquaviário sejam plenamente atendidas, a consulta pública sobre a Avaliação Estratégica do PNL está aberta e segue até 18 de janeiro de 2026 na plataforma Participa + Brasil.

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