segunda-feira, 8 de junho de 2026

Museu do Jardim Botânico celebra o Dia Mundial do Oceano com fórum especial sobre biodiversidade marinha


Evento reúne pesquisadores e comunicadores para atividades educativas, debates e lançamento de documentário inédito sobre os recifes de Abrolhos

 

Crédito: Renato Mangolin

 

No Dia Mundial do Oceano, celebrado em 8 de junho, o Museu do Jardim Botânico recebe uma edição especial do Fórum de Biodiversidade dedicada à ciência, à conservação marinha e ao futuro dos oceanos. Com programação gratuita ao longo de todo o dia, o evento acontecerá das 10h às 18h e reunirá pesquisadores, gestores, comunicadores e o público em geral em uma jornada de aprendizado, reflexão e conexão com a biodiversidade marinha brasileira.
 

A programação começa pela manhã com uma série de atividades interativas voltadas para todas as idades. Os visitantes poderão participar da experiência “Toque nos Corais”, conduzida por pesquisadoras da UFRJ, que permitirá o contato direto com esqueletos e pequenas colônias de corais para conhecer sua biologia, reprodução e importância ecológica. Também estarão disponíveis uma exposição interpretativa de imagens marinhas, conduzida por pesquisadores da universidade, experiências de mergulho com óculos de realidade virtual promovidas pelo Instituto Mar Urbano e uma mostra de animais marinhos preservados, acompanhada de atividades lúdicas de educação ambiental.
 

À tarde, o evento será aberto por Ricardo Gomes, presidente do Instituto Mar Urbano e biólogo-marinho com mais de três décadas de atuação na divulgação científica e conservação dos oceanos, e por Sérgio Besserman, presidente do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
 

Em seguida, será realizado o painel “Abrindo Janelas para o Oceano: cooperação, ciência e economia azul”, que discutirá caminhos para fortalecer a conservação marinha por meio da integração entre pesquisa, inovação e desenvolvimento sustentável. Participam do debate Leonardo T. Salgado, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro; Sylvia Alqueres, microbiologista da OceanPact especializada em soluções biotecnológicas para restauração de ambientes costeiros; e Carla Campos, assessora técnico-científica da Fiocruz para a Agenda 2030 e coordenadora de projetos em Uma Só Saúde.
 

Um dos destaques da programação será a exibição inédita do documentário “Abrolhos: Um Recife no Tempo”, dirigido por Ricardo Gomes e produzido pelo Instituto Mar Urbano, com patrocínio da OceanPact. Com duração de 15 minutos, o curta acompanha o trabalho de pesquisadores que monitoram, há mais de duas décadas, o Banco dos Abrolhos, considerado o maior e mais biodiverso ecossistema coralíneo do Atlântico Sul.
 

Após a exibição, especialistas participarão do painel “Os desafios da pesquisa e conservação do maior complexo coralíneo do Brasil”, com mediação de Rodrigo L. Moura, professor de Biologia Marinha da UFRJ e coordenador do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD Abrolhos). O debate contará com a participação de Lélis A. Carlos Junior, professor da PUC-Rio e doutor em Ecologia; Fernando C. Cardoso, pesquisador do PELD Abrolhos e doutorando em Ecologia pela UFRJ; e Patricia Bourguignon Soares, gerente de projetos da Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST).
 

O Fórum de Biodiversidade é coordenado por um conselho de especialistas do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) e promove o debate sobre conservação da biodiversidade e temas ambientais essenciais. O evento também é transmitido ao vivo pelo canal do JBRJ no YouTube, com emissão de certificado de participação para o público presencial.

 

O Museu do Jardim Botânico conta com patrocínio master da Shell Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A gestão é do idg - Instituto de Desenvolvimento e Gestão. Inaugurado em março de 2024, o Museu apresenta ao público, por meio de exposições, conteúdos interativos e programação educativa e cultural, o trabalho pioneiro do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro na pesquisa e conservação da flora brasileira.

 

Serviço

Fórum de Biodiversidade – Especial Dia Mundial do Oceano

Data: 8 de junho
Horário: das 10h às 18h
Local: Museu do Jardim Botânico
Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico, Rio de Janeiro
Entrada gratuita
 

Programação

10h às 12h
• Toque nos Corais
• Exposição de Imagens Marinhas
• Mergulho com Óculos de Realidade Virtual
• Exposição de Animais Marinhos e atividades de educação ambiental

15h
Painel 1 – Abrindo Janelas para o Oceano: cooperação, ciência e economia azul

15h45
Exibição do documentário “Abrolhos: Um Recife no Tempo”

16h
Painel 2 – Os desafios da pesquisa e conservação do maior complexo coralíneo do Brasil

Museu do Jardim Botânico
Visitação: quinta a terça-feira (fechado às quartas) / 10h às 17h (permanência até as 18h)
Acesso pela Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico
Entrada gratuita.

Fique por dentro das novas regras do Reforma Casa Brasil

 

Entre as novidades está o aumento do limite de renda familiar mensal para até R$ 13 mil e a redução dos juros para menos de 1% ao mês

 

 

O Reforma Casa Brasil está com novidades que já estão valendo desde o começo de maio para ajudar famílias a fazer melhorias nas moradias. A partir de agora, o programa está com novas regras que aumentaram o limite de renda familiar para até R$ 13 mil por mês, diminuíram os juros para menos de 1% ao mês, e fizeram o prazo para pagamento das parcelas subir para até seis anos, com financiamento que pode chegar até R$ 50 mil.

 

 

Criado em 2025, o Reforma Casa Brasil integra o Minha Casa, Minha Vida e apoia famílias que já possuem imóvel, mas vivem em moradias que precisam de adequação para garantir mais segurança, conforto, acessibilidade e qualidade de vida. A medida reforça a estratégia do Governo do Brasil , por meio do Ministério das Cidades, de enfrentar o déficit habitacional também pela melhoria das casas onde famílias já vivem e não apenas pela construção de novas unidades.

 

 

PRIMEIRO PASSO – O primeiro passo para as famílias interessadas em ingressar no programa é ir até uma agência da Caixa Econômica Federal e fazer uma análise de crédito. Em seguida, é preciso garantir que o imóvel que será reformado esteja em uma área segura, sem risco de enchente, deslizamento ou problemas graves na estrutura. Por fim, é importante conferir o limite de idade, já que a idade da pessoa responsável pelo financiamento e o prazo do contrato não pode ultrapassar 80 anos. Apesar da regra, a conta da Caixa pode estar no nome de qualquer membro que compõe a renda familiar.

 

 

DIVERSOS PROJETOS – Os interessados em participar do Reforma Casa Brasil podem usar os recursos para diversos projetos no imóvel, desde pintura nas paredes e troca de piso até construção de cômodos, trocar portas e janelas ou instalar energia solar. Além disso, também está inclusa a possibilidade de melhorias na acessibilidade na moradia, como implantação de rampas, corrimãos e barras de apoio. O valor pode ser utilizado para comprar o material de construção, elaboração de projetos, orientação técnica e contratação de mão de obra.

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

 

Conab doa cerca de 900 quilos de alimentos a mulheres camponesas em Brasília

 Apoio da estatal ajuda a garantir refeições para cerca de 300 mulheres participantes da II Mostra Nacional da Produção e Ciência das Mulheres Camponesas

Uma ação articulada entre a Companhia Nacional de Abastecimento, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) proporcionou a doação, nesta quarta-feira (3), de quase 900 quilos de alimentos à II Mostra Nacional da Produção e Ciência das Mulheres Camponesas – Sociobiodiversidade e Bem-Viver. Os produtos foram adquiridos pela Conab por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e entregues à Cozinha Popular do Cerrado, responsável pelo preparo de cerca de 900 refeições (café da manhã, almoço e lanche) para cerca de 300 participantes do evento.

“Para nós é fundamental estarmos presente aqui nessa parceria do MDA, do MDS e da Conab, com o PAA. Aqui tem uma diversidade incrível e nós estamos conseguindo trazer legumes, verduras, arroz, feijão, carne para abastecer a cozinha solidária que está garantindo o acesso à alimentação durante os dias do encontro a essas mulheres que estão aqui mostrando para o Brasil, para Brasília, a sua história, a sua trajetória e a relevância das mulheres camponesas para o campo”, disse o presidente da Companhia, Sílvio Porto, durante visita ao evento. Além do presidente da estatal, estiveram na Mostra o secretário-executivo do MDA, Eric Moura, a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Lilian Rahal, e a diretora de Política Agrícola e Informações (Dipai) da Conab, Naiara Bittencourt. 

Os alimentos foram adquiridos por meio do PAA, na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), com recursos do MDS com investimento aproximado de R$ 13,5 mil. A ação da Conab incluiu a entrega de alimentos frescos e orgânicos do Programa como abóbora, alface, banana, batata-doce, arroz, feijão, leite em pó, carne de boi entre outras frutas e hortaliças, ampliando a diversidade nutricional e a qualidade da alimentação.

Segundo o secretário-executivo do MDA, levar os produtos da agricultura familiar ao evento promovido pelo Movimento de Mulheres Camponesas é reconhecer o trabalho dessas agricultoras na produção de comida para o país. “Toda essa comida que estamos vendo aqui no evento do PAA é fruto de uma parceria da Conab, do MDA e do MDS, que nesses 3 anos e meio de governo já investiu cerca de R$ 2 bilhões no programa, principalmente em projetos da agricultura familiar liderados por mulheres, pois essa é a orientação do nosso governo para que a gente possa priorizar quem realmente cultiva, planta e colhe, e faz isso com todo um cuidado e um carinho muito especial para que a nossa agricultura familiar avance, que são as mulheres produtoras”, frisou Eric.

“A Conab, com apoio do MDS, doou toda a alimentação para que essa Mostra pudesse acontecer. Esses alimentos também possibilitam que a gente consiga fazer esses eventos de promoção, de formação, de capacitação das mulheres, de mostra de ciência e tecnologia produzida pelas mulheres nos territórios. Esse é o PAA. O PAA mostra a potência da agricultura familiar nos territórios”, destacou Bittencourt. “Esses alimentos são majoritariamente provenientes das mulheres agricultoras. A gente sabe que são as mulheres agricultoras, as camponesas que conseguem gerir com mais organização, com mais responsabilidade as suas unidades familiares. São as mulheres que conseguem aplicar esse recurso, essa geração de renda onde mais é preciso”, reforçou a diretora da Conab. 

Para Julciane Inês Anzilago, dirigente nacional do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), o apoio da Conab ao evento é apenas uma amostra da parceria que a agricultura familiar, por meio das associações e cooperativas, tem com a estatal concretizadas nas políticas públicas voltadas para as mulheres do campo. 

“Fornecer comida para os eventos é uma ponta daquilo que a gente tem feito. As políticas públicas que articulam isso são muito maiores. E isso se expressa numa feira, mas o PAA, o PNAE, toda essa questão da comercialização, ela está concreta na vida das mulheres. Elas mesmas produzem e geram renda. E isso é muito importante.  Então o acesso às políticas públicas de comercialização é central na vida das mulheres porque garante a missão da produção de alimentos e, com a comercialização, a geração de renda para as famílias, em especial para as mulheres”, disse Anzilago.

Já Lilian Rahal frisou o potencial que a agricultura familiar, principalmente a agricultura familiar praticada e produzida por mulheres, tem para entregar à sociedade. “O campo brasileiro é um campo também onde as mulheres produzem, comercializam, e facilitam o acesso a alimentos para quem mais precisa. Quando a gente coloca no PAA, por exemplo, 50% das compras para as mulheres, a gente vê que a demanda é muito maior do que isso. É importante ter um apoio específico para que as mulheres possam entrar e se beneficiar efetivamente das políticas públicas de desenvolvimento rural, de segurança alimentar, para que nós tenhamos cada vez mais mulheres livres, com autonomia econômica para poder manter suas vidas, suas famílias. Ter esse trabalho reconhecido como um trabalho que não só reproduz, mas produz e produz muito no nosso campo”, explicou a secretária do MDS.

A Mostra - A II Mostra Nacional da Produção e Ciência das Mulheres Camponesas – Sociobiodiversidade e Bem-Viver é organizada pelo MMC e pela Associação Nacional de Mulheres Camponesas (ANMC). O encontro acontece no centro de Brasília, no espaço cultural Birosca do Conic, e vai reunir mulheres de diferentes regiões do país, organizações parceiras, representantes institucionais e movimentos sociais. A Mostra tem como objetivo visibilizar a produção, os saberes e as experiências construídas pelas mulheres camponesas em seus territórios, reafirmando a agroecologia, a soberania alimentar, a sociobiodiversidade e o Bem-Viver como dimensões centrais da luta do MMC. A programação contará com o lançamento dos projetos “Quintais Produtivos” e “Da Terra à Mesa”, além de mostra da produção e ciência das mulheres camponesas, apresentações culturais, tenda de produtos do MMC e estandes informativos.

81% dos municípios do NE aderem à política de educação inclusiva



Todas as cidades de Acre e Roraima se inscreveram. Redes de ensino estaduais e municipais que ainda não manifestaram interesse em fazer parte da política podem fazê-lo até segunda (8), por meio do Simec
 

Foto: Angelo Miguel/MEC


As redes de ensino estaduais, municipais e do Distrito Federal têm até a próxima segunda-feira, 8 de junho, para realizar a adesão à Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (Pneei). De acordo com levantamento realizado pelo Ministério da Educação (MEC) nesta quarta-feira, 3 de junho, o Nordeste aparece como a região com o maior número de municípios que já aderiram à política, com participação de 81,2%. Entre os estados, Acre e Roraima aparecem no topo da lista, com 100% de seus municípios participando da política.
 

Os estados que têm o menor volume de adesão são Paraná (38,60%), seguido por Santa Catarina (52,54%), Minas Gerais (53,93%), Mato Grosso do Sul (56,96%) e São Paulo (58,29%). Por outro lado, as regiões que aparecem com menor índice de adesão são a Sul (49,87%) e a Sudeste (58,57%).
 

Instituída pelo Decreto nº 12.686/2025, a Pneei busca a construção de um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, as etapas e as modalidades da educação, com o intuito de assegurar aos estudantes da educação especial o direito à educação de qualidade, em condições de igualdade com os demais alunos. A adesão deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec).
 

Desde 2023, o MEC está investindo no fortalecimento da educação especial inclusiva. Ao todo, foram destinados R$ 1,2 bilhões entre 2023 e 2026 para o Programa Dinheiro Direto na Escola Equidade (PDDE-Equidade) – Sala de Recursos Multifuncionais (SRM), para a estruturação do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e para as ações de formação continuada.
 

A implementação da Pneei tem como base a inclusão de estudantes com deficiência, autistas e estudantes com altas habilidades ou superdotação em classes e escolas comuns da rede regular, com o apoio necessário para garantir participação, permanência e aprendizagem de todos os estudantes.
 

A política é um avanço na concepção de educação inclusiva, com base no preenchimento de lacunas que impõem barreiras ao acesso, à permanência, à aprendizagem e à plena participação dos estudantes da educação especial inclusiva, por meio da conjugação de esforços da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal.
 

Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva – O MEC publicou, na segunda-feira, 18 de maio, a Portaria nº 421/2026, que estrutura a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (Reneei), estabelecendo competências e formas de composição de cada um dos seus eixos estruturantes. A rede também foi instituída pelo Decreto nº 12.686/2025.
 

Com a Reneei, o MEC cria um desenho bem formulado e detalhado das ações que serão adotadas dentro da Pneei. Ao final, objetiva assegurar o direito à educação sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades para os alunos. A rede será composta por:

  • Estratégia de Articulação Intersetorial: rede de governança, que contará com 2.003 articuladores intersetoriais para ajudar as redes e as escolas em atividades. Eles atuarão como pontos focais do MEC nos territórios, apoiando as redes na elaboração e aprovação de normativos da política, além de promover e coordenar as atividades de formação em cada Unidade da Federação (UF). Haverá também o apoio à União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e às secretarias estaduais de educação no planejamento e na implementação do plano de ação para a formação de gestores e professores, dentre outros.
  • Centros de Referência em Formação Continuada e em Serviço: serão 27 centros, um em cada UF, que ofertarão formação em serviço de modo contínuo para atender às especificidades das redes de cada estado.
  • Observatório da Educação Especial Inclusiva: será efetivado por meio de parceria com uma universidade federal e deverá estar articulado aos centros de formação e à rede de governança.
  • Núcleos de Apoio Técnico e Acessibilização de Materiais: responsáveis pela produção de materiais acessíveis, tecnologias assistivas e orientações de profissionais da educação. Esses núcleos já estavam previstos em legislação.
  • Rede Nacional de Autodefensoria contra o Capacitismo: movimento protagonizado por autodefensoras e autodefensores, membros de organizações representativas das pessoas com deficiência intelectual, síndrome de Down e autismo, com a finalidade de realizar ações de sensibilização coletiva sobre o combate ao capacitismo no contexto escolar.

Pneei – A Política Nacional de Educação Especial Inclusiva, instituída por meio dos Decretos nº 12.686/2025 e 12.773/2025, visa reafirmar o compromisso com um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidades, assegurando o direito à educação de qualidade e condições de igualdade com os demais estudantes. A Pneei define a educação especial como uma modalidade oferecida na rede regular de ensino, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, para estudantes com deficiência, estudantes autistas e estudantes com altas habilidades ou superdotação, assegurando recursos e serviços educacionais para apoiar, complementar e suplementar o processo de escolarização. 
 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Relógio inteligente detecta ansiedade e estresse em tempo real

 

Elton Alisson, de Londres | Agência FAPESP – Um relógio de pulso capaz de perceber que o usuário está ansioso antes mesmo que ele se dê conta disso. O que parece ficção científica está se tornando realidade nos laboratórios do Viva Bem: inteligência artificial para saúde e bem-estar– um Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) financiado pela FAPESP e pela Samsung na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Pesquisadores vinculados ao Viva Bem desenvolveram um software de inteligência artificial que identifica estados de ansiedade com mais de 80% de precisão a partir de sinais corporais captados por smartwatches.

Os resultados do trabalho foram apresentados por Anderson Rocha, professor da Unicamp e coordenador do CPA, durante a FAPESP Week Londres, realizada de 2 a 4 de junho na capital britânica.

“Desenvolvemos uma técnica inicial, que já foi publicada, e agora estamos aprimorando uma nova, que está em avaliação pela Samsung [responsável pelo hardware]”, contou Rocha à Agência FAPESP.

A tecnologia integra, entre outros indicadores, dois tipos de dados coletados continuamente pelo relógio: o eletrocardiograma – que registra a atividade elétrica do coração – e a acelerometria, que mapeia os movimentos do braço ao longo do dia. Esses sinais formam o que os pesquisadores chamam de “assinatura de dados” do usuário, um padrão individual que a IA aprende a reconhecer e monitorar.

Para ensinar os algoritmos a distinguir o estado de repouso do estado ansioso, a equipe desenvolveu protocolos clínicos que induzem o estresse de forma controlada. Em um dos testes, os participantes recebem a tarefa de calcular mentalmente, em 30 segundos, o resultado de multiplicações como 309 por 17 enquanto assistem a uma contagem regressiva no próprio relógio.

“Inevitavelmente as pessoas ficam ansiosas nessa situação”, explica Rocha. “Medimos como o corpo delas está respondendo a esse exercício e treinamos os algoritmos para identificar isso.”

A aplicação não pretende substituir médicos ou psicólogos, sublinha o pesquisador. A proposta do projeto é oferecer uma camada de monitoramento proativo: se o relógio detectar episódios ansiosos recorrentes, enviará um alerta recomendando que o usuário consulte um especialista.

“A ideia não é fazer o diagnóstico, mas ser uma ferramenta de alerta”, ressalta Rocha. A mesma lógica vale para outras condições monitoradas pelo projeto, como hipertensão, diabetes, Parkinson e risco de quedas em idosos. A IA agiria como uma sentinela silenciosa, cabendo ao usuário decidir o que fazer com a informação.

“O objetivo final é que, com os sinais captados pelos smartwatches, consigamos identificar os primeiros sintomas de diferentes condições de saúde, de modo que possamos ajudar as pessoas a terem uma melhor qualidade de vida”, afirmou Rocha.

Os resultados do projeto ainda estão em avaliação e melhoria contínua. Quando forem considerados maduros o suficiente, será solicitada autorização às autoridades competentes, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para testes com usuários reais, informou Rocha.


Na mesma palestra, Anderson Rocha (Unicamp) apresentou o projeto Horus, voltado para o que a equipe chama de “realidades sintéticas” – o universo de imagens, vídeos e textos gerados por inteligência artificial (foto: Elton Alisson/Agência FAPESP)

Realidades sintéticas

Na mesma palestra, Rocha apresentou o projeto Horus, voltado para o que a equipe chama de “realidades sintéticas” – o universo de imagens, vídeos e textos gerados por inteligência artificial. O laboratório já desenvolveu ferramentas para detectar deepfakes, ataques via mensagens de SMS e Whatsapp e falsificações em publicações científicas biomédicas, além de rastrear conteúdos ligados ao tráfico de crianças e à pornografia infantil.

Uma das soluções para identificação de falsificações em publicações científicas na área biomédica está em uso pelo Escritório de Integridade Científica do governo dos Estados Unidos e é disponibilizada como software de código aberto. Outra ferramenta, voltada à verificação de imagens, já é usada por agências de checagem de fatos, como Lupa, Aos Fatos e G1, e foi acionada para analisar registros visuais de conflitos recentes no Oriente Médio – casos que chegaram a ser reportados pela Reuters e pela Agence France-Presse.

Para Rocha, saúde e combate à desinformação convergem em torno de um mesmo valor: a confiança. “A IA centrada no ser humano é fundamental para fortalecer a resiliência e o bem-estar”, afirmou.

Mais informações sobre a FAPESP Week Londres em: fapesp.br/week/2026/london.
 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Embrapa levará soluções tecnológicas e inovações à Aquishow 2026


Foto: Divulgação: Aquishow
Divulgação: Aquishow - Embrapa levará tecnologias do projeto BRS Aqua para o evento, que acontecerá em Uberlândia (MG)

Embrapa levará tecnologias do projeto BRS Aqua para o evento, que acontecerá em Uberlândia (MG)

A Embrapa participa da Aquishow 2026, entre os dias 9 e 11 de junho, com um portfólio robusto de tecnologias voltadas a impulsionar a cadeia produtiva do pescado no Brasil. A empresa também concorre em três categorias do Prêmio de Inovação Aquícola, além de disputar o Prêmio Aline Brun e Geraldo Bernardino Personalidades Brasileiras da Aquicultura – 2026. O evento acontecerá em Uberlândia (MG).

No estande da instituição, os visitantes poderão conhecer de perto alguns dos resultados do BRS Aqua — projeto coordenado pela Embrapa, que conta com o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca do Ministério da Pesca e Aquicultura (SNA / MPA) e apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O projeto reúne 22 centros de pesquisa e dezenas de parceiros públicos e privados.

 

Tecnologias para o campo e gestão inteligente

Entre os destaques, a Embrapa apresenta o TambaPLUS 1.0, um painel de marcadores genéticos (SNPs) para identificação de relações de parentesco entre animais, testes de paternidade e identificação individual de reprodutores.

Voltado para os pequenos aquicultores, o Sistema de criação de tambaquis em tanques-rede em pequena escala consiste em um conjunto de práticas de manejo para o cultivo de tambaqui em tanques-rede, tais como determinação da densidade de estocagem e o volume do tanque, visando à obtenção de melhores indicadores zootécnicos e econômicos. 

Para facilitar o gerenciamento de pisciculturas, será apresentado o aplicativo Aquicultura Certa, que utiliza inteligência artificial para a gestão inteligente de pisciculturas, permitindo monitoramento contínuo e ajustes precisos no manejo de tilápias e tambaquis. O objetivo é tornar a operação mais eficiente, sustentável e lucrativa.

Outro sistema que será levado à Aquishow é o Ater+ Digital: Peixes, voltado para produtores e extensionistas. Nele são disponibilizadas informações, recomendações e dicas sobre piscicultura em diversos formatos de mídia, como imagens, vídeos, textos e infográficos.

 

Capacitações

No evento também será lançada a terceira e última parte do Aquacompete, uma trilha de aprendizagem composta por três níveis de cursos EAD

O primeiro dos três cursos, "Aquicultura Competitiva e Mercado Externo" foi lançado em julho do ano passado.  “Na primeira etapa, discutimos aspectos mais amplos da competitividade, seus fatores, a importância de compor arranjos produtivos e falamos sobre os conceitos atuais que pautam o mercado mundial. No segundo curso, a troca de ideias visa compartilhar conhecimentos sobre a conformidade da cadeia e a importância da implementação dos protocolos de autocontrole e formas de integração entre os seus elos”, explica Renata Melon, veterinária da Embrapa Pesca e Aquicultura, responsável pelos cursos.

Já no Aquacompete 3, são apresentadas ferramentas de inteligência comercial aplicadas à aquicultura, com foco na análise de tendências de consumo, mapeamento de concorrentes e identificação de nichos de maior valor agregado e interpretação de fluxos internacionais de comércio. 

Além do lançamento do Aquacompete 3, também haverá a apresentação do Curso EAD: Compostos nitrogenados em cultivo de camarão marinho. O treinamento traz uma introdução à carcinicultura marinha com foco em sistemas de produção e gestão de compostos nitrogenados. O objetivo é assegurar a produtividade por meio de um manejo que minimize perdas e riscos sanitários.

 

Inovações para a indústria 

Para a indústria, a Embrapa leva produtos de alto valor agregado, como o patê e a salsicha de tilápia enriquecidos com fibra de abacaxi, desenvolvidos com baixo teor de sódio.

Outra novidade é a embalagem bioativa, composta por polímeros (goma e quitosana) e outras substâncias naturais, que promove menor taxa de oxidação e menor crescimento microbiano durante a armazenagem refrigerada do pescado. É indicada para tilápia e camarão.

A parte de análises laboratoriais também serão contempladas no estande da Embrapa. Será apresentado o NIR para análise bromatológica de ração para peixes, que consiste em modelos matemáticos de calibração incluindo banco de dados de espectros de infravermelho próximo e amostras de ração para tilápia das três fases produtivas (alevinos, crescimento e engorda). Se aplicam na previsão de propriedades bromatológicas para a avaliação da qualidade nutricional de rações para peixe voltadas para a adequação de dietas na cadeia produtivo de tilápia. A análise bromatológica determina o valor nutricional (proteínas, carboidratos, gorduras, minerais e vitaminas), o valor calórico, a digestibilidade e a presença de possíveis contaminantes ou toxinas. 

 

Políticas públicas

No âmbito das políticas públicas, serão apresentados o Centro de Inteligência e Mercado em Aquicultura (CIAqui) e a Rede de Extensão e Inovação Aquícola (REAQUA), ferramentas estratégicas para apoiar a tomada de decisão governamental e a transferência de tecnologia no setor.

Ainda no espectro de políticas públicas, também será apresentado o Drawback Exportações de Tilápia - incentivo fiscal à exportação que permite a importação ou a aquisição no mercado interno, desonerada de tributos (II, IPI, PIS, Cofins e ICMS), de insumos a serem empregados na produção de bens destinados à exportação.

 

Programação técnica e premiações

A Embrapa também participará da programação técnica do Aquishow 2026. No dia 11, a pesquisadora Flavia Tavares participará da mesa-redonda “Regulação em Transformação, Modernização e Avanços – Uso compartilhado das águas, licenciamento e segurança jurídica na produção de pescados”. O debate reunirá também especialistas do Ministério da Pesca e Aquicultura, (MPA) e do Ministério de Minas e Energia (MME).

Por fim, a Embrapa terá seu reconhecimento científico celebrado ao estar na lista de finalistas do Prêmio Inovação Aquícola, nas categorias academia e sustentabilidade. Além disso, o pesquisador Manoel Xavier Pedroza Filho é também um dos finalistas ao prêmio Personalidades Brasileiras da Aquicultura 2026.

 

Elisângela Santos (19.500-RJ)
Embrapa Pesca e Aquicultura

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Inscrições para a Olimpíada Mirim-OBMEP terminam em 8 de junho


Promovida pelo IMPA, olimpíada de matemática é para alunos do 2º ao 5º ano do ensino fundamental

 

Foto/Divulgação: IMPA

 

Escolas públicas e privadas de todo o país têm até a próxima terça-feira (8) para inscrever seus alunos na 5ª Olimpíada Mirim-OBMEP. Promovida pelo IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), com apoio da B3 Social, a iniciativa é voltada para estudantes do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental e busca despertar o interesse pela matemática de forma lúdica, estimulando o raciocínio lógico, a criatividade e a curiosidade. As inscrições devem ser realizadas pelas escolas no site oficial da olimpíada: olimpiadamirim.obmep.org.br.

 

“Nosso objetivo é oferecer às crianças uma experiência que fortaleça a confiança para resolver problemas, explorar ideias e desenvolver habilidades que serão importantes ao longo de toda a vida", explica o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana.

 

Criada em 2022, a Olimpíada Mirim é a versão da OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) destinada aos estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Em quatro edições, mais de 15 milhões de crianças já participaram da competição em todo o país, e se envolveram com atividades que apresentam a matemática de maneira divertida e acessível.

 

Entre os medalhistas da Olimpíada Mirim está Lucca Azeredo, de 11 anos, que conquistou uma medalha de bronze e outra de prata nas edições de 2024 e 2025. Para ele, a iniciativa é uma oportunidade de enfrentar desafios diferentes daqueles encontrados na escola.

 

“Acho que a Olimpíada é uma boa forma de desafiar alunos, tanto da escola pública quanto da privada. Diferente das provas da escola, tem cálculo, lógica e estimula um jeito diferente de pensar”, afirma.
 

O diretor-adjunto do IMPA e gerente de olimpíadas, Jorge Vitório Pereira, destaca o impacto da competição na formação dos estudantes. “A Olimpíada Mirim chega às crianças pelo lado que elas conhecem bem: o do jogo, da curiosidade, do desafio. Um bom problema encanta em qualquer idade, e é por aí que a matemática entra na vida delas desde os primeiros anos da escola. Quando isso acontece, a sala de aula ganha uma energia nova, o professor ganha um aliado, e a trajetória até a OBMEP tem início.”

 

Para Fabiana Prianti, head da B3 Social, apoiar a Olimpíada Mirim-OBMEP é investir diretamente no futuro da educação brasileira e na formação de milhares de jovens. “Essa iniciativa representa uma oportunidade concreta de despertar o interesse pela matemática e impulsionar o aprendizado, fortalecendo habilidades essenciais e contribuindo de forma significativa para a redução das desigualdades educacionais no país”.

 

Como funciona Olimpíada Mirim-OBMEP

 

A Olimpíada é composta por duas fases, ambas aplicadas pelas próprias escolas. A primeira etapa será realizada em 25 de agosto e consiste em uma prova classificatória com 15 questões objetivas de múltipla escolha. Os estudantes classificados seguem para a segunda fase, marcada para 10 de novembro, também com 15 questões múltipla escolha. Veja um exemplo:

1ª fase Olimpíada Mirim-OBMEP 2025

 

As provas são elaboradas de acordo com o nível de escolaridade dos participantes, divididos em duas categorias: Mirim 1, para alunos do 2º e 3º anos do Ensino Fundamental, e Mirim 2, para estudantes do 4º e 5º anos.

 

Como forma de reconhecimento, a Olimpíada Mirim-OBMEP concederá certificados digitais correspondentes a medalhas de ouro, prata e bronze aos alunos mais bem colocados de cada escola participante.

 

Inscrições são feitas por instituições de ensino ou secretarias de educação

 

Para participar, as escolas devem acessar o site olimpiadamirim.obmep.org.br e utilizar o código MEC/INEP para criar uma senha de acesso. O login será feito com esse código e a senha cadastrada no momento da inscrição.

 

As inscrições são gratuitas para escolas públicas municipais, estaduais e federais e para secretarias de educação. Já as instituições privadas devem efetuar o pagamento da taxa de inscrição dentro do prazo estabelecido.

 

No momento da inscrição, é necessário informar apenas o número total de alunos participantes em cada nível (Mirim 1 e Mirim 2), não sendo exigida a inscrição nominal dos estudantes.

 

A Olimpíada Mirim-OBMEP é uma realização do IMPA, com apoio da B3 Social, da CAPES e do CNPq, e promoção do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC). A iniciativa faz parte das ações do IMPA voltadas para os anos iniciais do Ensino Fundamental. Em 2026, o Instituto fará também uma competição para os professores: a 1º Olimpíada de Professores da OBMEP Mirim. Saiba mais.

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