quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Universidades federais ofertam cursos de idiomas à população



Vinculadas ao MEC, as universidades federais oferecem aulas de inglês, espanhol, Libras e outras línguas para a comunidade. Saiba como acessar as opções no seu estado

 

Alunos do curso de inglês básico da Ufam, em prática comunicativa e exercício de vocabulário. Foto: Divulgação



Em todo o país, as universidades federais, vinculadas ao Ministério da Educação (MEC), são responsáveis por formar profissionais e produzir pesquisa, tendo como um de seus pilares a extensão, prática que devolve à sociedade o conhecimento sob a forma de serviços diretos para a população.
 

O MEC possui iniciativas de abrangência nacional focadas na promoção do aprendizado de línguas. É o caso do programa MEC Idiomas, que disponibiliza cursos gratuitos exclusivamente na modalidade on-line para estudantes e professores da educação básica e superior.
 

Complementando essa frente e fortalecendo o atendimento direto às comunidades, as universidades federais mantêm centros de línguas e projetos de extensão com foco na oferta de cursos presenciais e remotos à população local.
 

As aulas são oferecidas de forma gratuita ou a preços mais em conta do que os cursos privados, sendo abertas a qualquer cidadão, sem necessidade de vínculo prévio com a instituição. A oferta varia, abrangendo aulas de inglês, espanhol, francês, mandarim, italiano, alemão, japonês, Língua Brasileira de Sinais (Libras) e português para estrangeiros. Além do ensino regular, as universidades promovem testes de nivelamento, exames de proficiência, mesas de conversação e projetos de letramento acadêmico.
 

Caminhos para localizar o atendimento – A porta de entrada para a comunidade que busca os cursos de idiomas geralmente são a pró-reitoria de extensão, as secretarias de relações internacionais ou os institutos de letras de cada universidade.
 

Confira as iniciativas em destaque:

  • Universidade Federal da Fronteira Sul (Uffs): O Centro de Línguas (Celuffs) atua como laboratório de docência e oferta turmas gratuitas de espanhol para a comunidade e de português para estrangeiros. O centro também aplica exames de proficiência, como o Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras) e o Certificado de Español: Lengua y Uso (CELU). Mais informações podem ser conferidas no portal do Centro de Línguas da Uffs.
     
  • Universidade Federal de Alagoas (Ufal): O projeto Casas de Cultura atende à comunidade universitária e o público externo com cursos de espanhol, francês, inglês, Libras e português. A Ufal atua também com o programa Idiomas sem Fronteiras e o projeto Casas de Cultura no Campus, este voltado especificamente a estudantes de graduação.
     
  • Universidade Federal de Catalão (Ufcat): O Centro de Línguas da universidade possui turmas de inglês, espanhol, francês e Libras para pessoas a partir de dez anos. As mensalidades custam R$ 90 (comunidade externa), R$ 80 (comunidade interna) e R$ 70 (estudantes de letras). A matrícula exige documento oficial e comprovante de residência. Contatos: (64) 3441-5342, centrodelinguas@ufcat.edu.br e o Instagram @centrodelinguasufcat.
     
  • Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA): O Programa de Línguas Adicionais (PLA) oferta gratuitamente aulas básicas, de conversação e de cultura em espanhol, francês, italiano e Libras. O acesso é voltado a discentes, docentes, técnicos, terceirizados e membros da comunidade externa. Mais detalhes: Link.
     
  • Universidade Federal de Goiás (UFG): O Centro de Línguas atende interessados a partir de 15 anos com turmas de alemão, espanhol, francês, inglês e italiano. A taxa única semestral é de R$ 600 (público geral) ou R$ 480 (comunidade da UFG). Mais informações estão disponíveis no portal do Centro de Línguas da Faculdade de Letras da UFG. A instituição também abriga o Instituto Confúcio, focado no ensino de mandarim (R$ 550 por semestre para comunidade geral), e participa do programa gratuito Idiomas sem Fronteiras.
     
  • Universidade Federal de Jataí (UFJ): O Centro de Línguas oferece opções presenciais e remotas em espanhol, francês, inglês, italiano e Libras, sem mensalidade, cobrando apenas taxa de matrícula semestral de R$ 420 (externos) e R$ 380 (internos). Contatos: centrodelinguas@ufj.edu.br e o Instagram @centrolinguasufj. A UFJ também realiza testes virtuais de leitura em língua estrangeira via Projeto Sapiens, com aplicações individuais a R$ 280 (sapiens@ufj.edu.br e @proficiencia.ufj).
     
  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): O Centro de Extensão da Faculdade de Letras (Cenex/Fale) oferta idiomas como alemão, espanhol, francês, russo, coreano, Libras, grego, latim e português para estrangeiros. O curso regular custa R$ 1.053 à vista ou em parcelas. Mais informações, editais e testes de nivelamento podem ser conferidos no portal da Cenex. A UFMG abriga também o Instituto Confúcio, com aulas de mandarim (R$ 630 o semestre). Contatos: (31) 3409-5134, Whatsapp (31) 99846-2589 e icufmg@dri.ufmg.br.
     
  • Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop): O Centro de Línguas e Culturas (Clic) recebe inscrições entre 13 de julho e 27 de agosto para turmas de inglês presenciais em Ouro Preto e Mariana (MG) e on-line. O investimento é de R$ 450 (ou R$ 400 via PIX), reduzido para R$ 150 a alunos com bolsa permanência. Edital disponível na página da Diretoria de Relações Internacionais da Ufop.
     
  • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): O Núcleo de Línguas e Cultura tem turmas presenciais e remotas para maiores de 16 anos em inglês, francês, espanhol, japonês, alemão e português para estrangeiros. A taxa por módulo é de R$ 500 para a comunidade em geral e R$ 400 para público institucional. Contatos: (81) 2126-8961, nlc@ufpe.br e o Instagram @nlc.ufpe. A UFPE oferta ainda o Idiomas sem Fronteiras, voltado à sua própria comunidade (nucli.isf@ufpe.br).
     
  • Universidade Federal de Viçosa (UFV): O programa Curso de Extensão em Língua Inglesa (Celin) e Curso de Extensão em Língua Espanhola (Celes) atendem candidatos a partir de 15 anos. As matrículas nos módulos extensivos custam R$ 365. Contatos sobre o curso de inglês pelo e-mail celin@ufv.br e informações por meio do portal do Celin. Já para o curso de espanhol, é possível contatar pelo e-mail celes@ufv.br ou pelo portal do Celes. A UFV também oferece o Curso de Extensão em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celipe). A universidade disponibiliza o e-mail da instituição e o portal do Celipe para mais informações. Há políticas de bolsas para estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
     
  • Universidade Federal do ABC (UFABC): Oferta turmas presenciais gratuitas de espanhol, francês, inglês e português para estrangeiros (editais em: Link). A UFABC abriga ainda o projeto "Nossa Casa", voltado ao ensino gratuito de português como língua de acolhimento para refugiados e imigrantes na Grande São Paulo. Contato: idiomas.netel@ufabc.edu.br.
     
  • Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape): Disponibiliza cursos curtos e gratuitos de língua inglesa, de forma presencial e virtual, por meio da Rede Idiomas sem Fronteiras, voltados à comunidade acadêmica local, com seleção via edital.
     
  • Universidade Federal do Amazonas (Ufam): O Centro de Estudos de Línguas atende interessados a partir dos 13 anos com cursos de francês, inglês, japonês, Libras e português (para estrangeiros, surdos e preparação para concursos). O custo envolve taxa de R$ 130 e duas parcelas de R$ 120. Outras informações estão no portal do Centro de Estudos de Línguas (Projeto CEL). A instituição também promove o projeto Mesas de Intercâmbio Bilíngue, com encontros presenciais gratuitos de conversação, confira mais informações na página da Assessoria de Relações Internacionais e Interinstitucionais da Ufam.
     
  • Universidade Federal do Cariri (UFCA): O Núcleo de Idiomas da Pró-Reitoria de Cultura abre vagas semestrais para as comunidades interna e externa. A instituição também atua na rede gratuita do Idiomas sem Fronteiras. Dúvidas e informações sobre os editais: idiomas.procult@ufca.edu.br ou www.ufca.edu.br.
     
  • Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes): O Núcleo de Línguas oferta módulos extensivos de alemão, espanhol e francês voltados ao público adulto. O valor semestral, englobando 51 horas de aula, é de R$ 972 para pagamentos via boleto. Mais informações na página do Núcleo de Línguas.
     
  • Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT): A instituição oferta turmas de espanhol, inglês, russo e português para estrangeiros por meio do Idiomas sem Fronteiras. A oferta local presencial e on-line, com turmas de 32 horas, tem inscrições gratuitas abertas à comunidade acadêmica e ao público externo. A divulgação ocorre pelo site e redes sociais da universidade.
     
  • Universidade Federal do Pará (UFPA): Exigindo ensino médio completo, a instituição atua com turmas de alemão, espanhol, francês, inglês, além de Libras e introdução ao árabe. O investimento é de R$ 430 por semestre (matrícula de R$ 150 e quatro parcelas de R$ 70). Contatos: (91) 3201-7524 e cursoslivres@ufpa.br.
     
  • Universidade Federal do Paraná (UFPR): O Centro de Línguas e Interculturalidade (Celin) atende cidadãos com mais de 17 anos sob custo semestral de R$ 950 (externo) e R$ 720 (comunidade UFPR). Site: celin.ufpr.br. Projetos como o Idiomas em Movimento oferecem ensino gratuito a discentes vinculados à assistência estudantil. A instituição também possui forte atuação na rede Idiomas sem Fronteiras.
     
  • Universidade Federal do Rio Grande (Furg): O Centro de Línguas Estrangeiras (Cele) atende pessoas a partir de 14 anos com turmas totalmente gratuitas de espanhol, francês, inglês, Libras e português (como língua estrangeira e como língua de acolhimento). As inscrições ocorrem via portal www.sinsc.furg.br. Contatos: (53) 3233-6944 e ila.cele@furg.br.
     
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): O Núcleo de Ensino de Língua Estrangeira (Nele) atende cidadãos a partir de 17 anos (ingresso via sorteio) em turmas de alemão, grego clássico, japonês, latim, russo e inglês (R$ 535 semestrais). Contatos: nele@ufrgs.br e a página do Nele. Há também o Centro de Línguas Acadêmicas, focado em letramento acadêmico gratuito para pesquisadores (cla@ufrgs.br), e o Programa de Português para Estrangeiros, com módulos regulares a partir de R$ 675 (ileppe@ufrgs.br).
     
  • Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM): A universidade disponibiliza cursos gratuitos com foco acadêmico. Por meio do Idiomas sem Fronteiras, oferta turmas de espanhol e inglês. Oferece também português como língua estrangeira (PLE), como ação preparatória aos estrangeiros vinculados ao PEC-G. Mais informações podem ser conferidas na página Idiomas da Diretoria de Relações Internacionais da UFVJM.
     
  • Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra): O Programa de Ensino de Línguas (Proeli) atua com turmas de espanhol, francês, inglês (incluindo instrumental) e português para estrangeiros em níveis básico, intermediário e avançado. O investimento é de R$ 303 por semestre. Mais informações no portal do Proeli.
     
  • Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa): O Centro de Línguas (Celis) ministra módulos de 60 horas-aula para a comunidade. A isenção é garantida para alunos que compõem o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) da universidade. Para a comunidade externa (ampla concorrência), a taxa é de R$ 200 por semestre. Os interessados podem entrar em contato pelo e-mail: celis@ufersa.edu.br ou pelo site do Celis.

 

Com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)

domingo, 2 de agosto de 2026

Inscrições para formação continuada são prorrogadas até sexta (7/8)

Foto: Angelo Miguel Veiga/MEC

 


Até 7 de agosto, gestores, coordenadores e multiplicadores das redes de ensino podem confirmar a inscrição. A formação apoia a atualização dos projetos político-pedagógicos das escolas de tempo integral
 

 

Foram prorrogadas, até sexta-feira, 7 de agosto, as inscrições para a Formação Continuada 2026 de escolas de tempo integral. A iniciativa é voltada a gestores escolares e coordenadores pedagógicos de escolas que ofertam essa modalidade de ensino. Nos estados, no Distrito Federal e em municípios de maior porte, também podem se inscrever profissionais das redes de ensino que, a critério de suas respectivas redes, poderão atuar como multiplicadores da formação.
 

A formação tem como objetivo apoiar a qualificação e a atualização dos Projetos Político-Pedagógicos (PPPs) das escolas, em alinhamento às Diretrizes Operacionais para a Educação em Tempo Integral, publicadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), por meio da Resolução CNE/CEB nº 7, de 1º de agosto de 2025.
 

Inscrição – Nesta primeira edição da formação para gestores(as), serão atendidos ao menos dois cursistas de 4.487 redes municipais (que são aquelas com maior quantitativo de matrículas em tempo integral), bem como todas as redes estaduais e do Distrito Federal (neste caso, com duas vagas institucionais para o curso). A distribuição das vagas levou em consideração critérios regionais e o quantitativo de escolas e matrículas em tempo integral em cada rede de ensino.

O fluxo inicial para as inscrições seguirá estes passos:  

  1. 1. Acesso ao sistema
  • As secretarias de educação receberam mensagem de e-mail com as instruções para acesso ao sistema de inscrições da Formação ETI 2026. Não haverá um link único e público para o acesso; esse será individual por ente subnacional, por meio de um token de segurança encaminhado por e-mail.
  • O e-mail será encaminhado tanto para a conta institucional do ente quanto para a conta/e-mail de trabalho do secretário de Educação registradas no Sistema Habilita do FNDE (que envia as informações para o Simec/PAR4) – mas o token constará apenas neste último.
  • O acesso inicial deverá ser realizado pelo secretário de Educação ou por usuário autorizado a representar formalmente a secretaria no sistema.

No e-mail recebido na conta/e-mail de trabalho do Secretário de Educação, deve-se:

  1. a) Clicar no botão “ACESSAR O SISTEMA”;
  2. b) Visualizar a página de redirecionamento para acesso ao sistema;
  3. c) Preencher nessa página o código enviado no e-mail do secretário de Educação

(token de acesso);

  1. d) Registrar o endereço de e-mail do secretário de Educação;
  2. e) Clicar no botão “ACESSAR”

As orientações detalhadas sobre a etapa das inscrições estão disponíveis no portal do Ministério da Educação, na seção Documentos do Programa Escola em Tempo Integral.

 


quinta-feira, 30 de julho de 2026

IMPA recebe inscrições para intercâmbio de medalhistas da OBMEP na China

 Alunos de escolas públicas medalhistas de ouro da 20ª edição podem participar; inscrições vão até 31 de julho

 


As inscrições para o intercâmbio internacional na China destinado aos medalhistas nacionais de ouro da 20ª edição da OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), realizada em 2025, terminam nesta sexta-feira (31). Promovida pelo IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), a seleção oferece 26 vagas para estudantes de escolas públicas de todas as regiões do país.


O programa, que ocorrerá de 30 de novembro a 13 de dezembro de 2026 na Província de Zhejiang, incluirá atividades acadêmicas, científicas e culturais com intensa agenda em instituições de ensino e pesquisa chinesas. Todas as despesas da viagem serão custeadas pelo IMPA em parceria com o Departamento de Educação da Província de Zhejiang, incluindo passagens aéreas internacionais, hospedagem, alimentação, deslocamentos internos na China e seguro-viagem internacional.

 

O IMPA também custeará o deslocamento dos estudantes de suas cidades de origem até o aeroporto internacional de embarque no Rio de Janeiro, além do reembolso das taxas de emissão de passaporte e obtenção de visto consular.

Poderão se inscrever no processo seletivo os candidatos que atenderem aos seguintes requisitos:

  1. Ser medalhista de ouro em âmbito nacional da 20ª edição da OBMEP (2025).
  2. Ter idade mínima de 16 anos completos até 28 de novembro de 2026.
  3. Ter estado regularmente matriculado durante todo o ano letivo de 2025 em escolas da rede pública de ensino.
  4. Estar regularmente matriculado no Programa de Iniciação Científica Júnior (PIC) ou no Programa Mentores da OBMEP no ano de 2026.
  5. Apresentar frequência satisfatória nas atividades do PIC ou Programa Mentores.
  6. Apresentar condições de saúde física e mental compatíveis com viagem internacional de longa duração, incluindo deslocamentos frequentes e agenda intensiva de atividades.
  7. Demonstrar capacidade de autonomia pessoal, maturidade emocional e adaptação a contextos internacionais, avaliadas por meio de entrevista em grupo.

O processo seletivo será composto por duas etapas. Na primeira, será feita a análise das informações e documentações enviadas, bem como avaliação de desempenho e participação no PIC ou Programa Mentores e do histórico em olimpíadas científicas. A segunda etapa será uma entrevista em grupo com até seis candidatos por sessão, realizada online de forma remota e síncrona, conduzida pela Comissão de Seleção.

 

As 26 vagas serão distribuídas por representação regional, assegurando a participação de estudantes de todo o território nacional: Norte (5 vagas), Nordeste (7 vagas), Centro-Oeste (4 vagas), Sudeste (6 vagas) e Sul (4 vagas). O processo também observará a promoção da equidade de gênero, com a proporção preferencial de 50% das vagas para cada gênero, por autodeclaração do candidato. Clique aqui para se inscrever.

 

A 20ª edição da OBMEP reuniu mais de 18,5 milhões de participantes de 99,9% dos municípios brasileiros. A maior olimpíada do conhecimento do país é destinada a alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio.

Além do intercâmbio para medalhistas da OBMEP, graduandos do IMPA Tech e doutorandos do IMPA também estão participando de ações do Instituto com a China. O grupo da pós-graduação embarcou em 8 de julho para o país asiático para uma experiência acadêmica e cultural de um mês. Já os alunos da graduação viajam em agosto para um intercâmbio de seis meses.

 

Para o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, as iniciativas representam um passo significativo na cooperação científica entre Brasil e China e na formação dos jovens talentos brasileiros. “A China consolidou-se como uma das maiores potências científicas do mundo, e estar presente nesse ecossistema é fundamental para o IMPA. Queremos que nossos estudantes tenham contato direto com o que há de mais avançado em tecnologia e inovação, trazendo esse conhecimento para fortalecer a ciência brasileira”, afirmou Viana.



domingo, 26 de julho de 2026

MEC vistoria obras de expansão do Campus Zona Leste da Unifesp


 

Comitiva do Ministério da Educação acompanha andamento das intervenções do Instituto das Cidades, no Campus Zona Leste da Unifesp, em São Paulo, que contam com R$ 110 milhões em investimentos do Novo PAC

 

Foto: Bruna Araújo/MEC 


O ministro da Educação, Leonardo Barchini, cumpriu agenda de trabalho nesta sexta-feira (24/7), em São Paulo (SP), onde realizou vistoria técnica nas obras do Complexo do Instituto das Cidades, localizado no Campus Zona Leste da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

 

O projeto arquitetônico e estrutural do Campus Zona Leste contempla a recuperação e a adaptação de antigos galpões industriais para uso acadêmico. O primeiro bloco, com cerca de 3,5 mil metros quadrados, abrigará salas de aula, laboratórios, áreas administrativas e auditórios multifuncionais. Um segundo galpão passa por reformas para receber laboratórios didáticos e de pesquisa.

 

A obra do Complexo do Instituto das Cidades ampliará e qualificará espaços acadêmicos, laboratórios e auditórios multifuncionais, fortalecendo a infraestrutura para o ensino, a pesquisa e a inovação da Unifesp. O ministro da Educação destacou que a Unifesp desempenha um papel estratégico na formação de profissionais e na produção científica nacional.

 

“Até o final de 2027, entregaremos praticamente 80% do campus e, já neste ano, vamos conseguir entregar vários equipamentos, um motivo de muito orgulho e satisfação. Agora, esperamos que a população aqui da Zona Leste possa usufruir desse equipamento tão importante, que é a maior obra de metragem quadrada em execução, no momento, do Ministério da Educação”, assinalou Barchini. 

Investimentos no estado – As ações na Unifesp integram o conjunto de investimentos federais em infraestrutura educacional no estado de São Paulo. Na educação superior, estão direcionados a 17 obras de melhoria em 11 campi – contemplando além da Unifesp, a Universidade Federal do ABC (UFABC), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) – um novo campus da UFSCar e duas obras em hospitais universitários.

 

Ainda durante a agenda na capital paulista, o ministro assinou a Ordem de Serviço para o início das obras do Centro Cultural de Saúde (CCS), localizado no Campus São Paulo da Unifesp. A intervenção prevê a revitalização, modernização e ampliação da antiga biblioteca do campus para transformá-la em um espaço cultural e científico aberto à comunidade acadêmica, aos usuários do complexo de saúde e à população em geral. Com uma área de 4,6 mil metros quadrados, o projeto prevê a construção de auditório para 110 pessoas, áreas para exposições históricas, salas de estudo, estações digitais e adequações completas de acessibilidade e segurança, com término previsto para junho de 2027.

 

Ciência e Tecnologia – No período da tarde, o ministro Leonardo Barchini acompanhou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, em reunião com cerca de 40 pesquisadores e representantes de entidades científicas na sede da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na capital paulista.

 

O encontro com lideranças do sistema nacional de ciência e tecnologia abordou propostas elaboradas pela SBPC e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) para o fortalecimento do setor, a ampliação do financiamento à pesquisa e a organização da 78ª Reunião Anual da SBPC, prevista para ocorrer entre 26 de julho e 1º de agosto, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ).

 

Com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Exposição de Maria Auxiliadora Silva encerra temporada em Nova York ampliando debate sobre arte brasileira

 


Com curadoria de Bruna Grinsztejn, a mostra reuniu pinturas que despertaram discussões sobre memória, identidade, relações sociais, trabalho, e os processos de transformação vividos pelo Brasil ao longo do século XX

Após quase dois meses em cartaz no Hessel Museum of Art, no campus do Bard College, em Annandale-On-Hudson, Nova York, a exposição “Imprinted in My Mind”, dedicada à artista brasileira Maria Auxiliadora Silva (1935–1974), encerrou sua temporada, consolidando o interesse do público norte-americano por uma das mais singulares artistas brasileiras do século XX.

Com curadoria de Bruna Grinsztejn, a mostra reuniu pinturas que exploram as relações entre memória, imaginação e as experiências rural e urbana no Brasil das décadas de 1960 e 1970, articulando as paisagens construídas no limiar entre rememoração e imaginação por Maria Auxiliadora no interior de Minas Gerais às transformações sociais, culturais e urbanas de São Paulo.

Segundo a curadora, um dos aspectos mais marcantes da exposição foi a qualidade da relação estabelecida entre o público e as obras. A proposta expográfica foi pensada para criar um ambiente de contemplação e pausa, permitindo que os visitantes se aproximassem das pinturas em seu próprio ritmo e percebessem o vocabulário visual singular e as escolhas estéticas que caracterizam o trabalho de Maria Auxiliadora Silva.

“O que mais me surpreendeu foi perceber a diversidade de formas pelas quais o público se relacionava com as pinturas. Cada visitante parecia encontrar um percurso próprio pela exposição, guiado por detalhes diferentes que despertavam interesse e abriam novas possibilidades de reflexão sobre a obra”, afirma Bruna.

A recepção positiva do público também se refletiu no interesse pelas questões temáticas presentes nos trabalhos da artista. As obras despertaram discussões sobre memória, identidade, relações sociais, trabalho, e os processos de transformação vividos pelo Brasil ao longo do século XX.

Outro destaque da mostra foi a vitrine com documentos e materiais de arquivo que contextualizavam historicamente a trajetória de Maria Auxiliadora. O conjunto permitiu aos visitantes compreender não apenas a riqueza visual de sua produção, mas também os contextos culturais, sociais e históricos que atravessaram sua prática artística.

Há mais de uma década desenvolvendo projetos curatoriais e exposições em galerias e instituições culturais no Brasil, Bruna observa que muitos dos temas presentes na obra de Maria Auxiliadora Silva encontram ressonância no contexto norte-americano.

“Apesar das diferenças entre os contextos brasileiro e norte-americano, ambos compartilham questões fundamentais relacionadas aos legados da escravidão, às relações raciais e às permanências dessas experiências na cultura contemporânea. Esse terreno comum evidenciou como as questões mobilizadas pela obra de Maria Auxiliadora extrapolam o contexto brasileiro, encontrando forte ressonância junto ao público norte-americano.

Ao mesmo tempo, a obra de Maria Auxiliadora Silva desafia as categorias às quais historicamente foi associada, abrindo múltiplas possibilidades de interpretação e constituindo um campo fértil para novas pesquisas e leituras críticas”, explica.

A decisão de levar Maria Auxiliadora para os Estados Unidos também nasceu da percepção de que sua obra ainda tem muito a contribuir para as discussões internacionais sobre arte brasileira e modernidade. Com uma trajetória interrompida precocemente, aos 39 anos, sua produção permaneceu durante décadas menos conhecida do que a de outros nomes da arte brasileira.

“Maria Auxiliadora teve uma carreira muito curta, mas sua obra possui uma força extraordinária. Sua produção mobiliza questões que dialogam profundamente com debates contemporâneos e merece alcançar públicos cada vez mais amplos”, destaca a curadora.

SOBRE MARIA AUXILIADORA SILVA

Maria Auxiliadora Silva nasceu em 1935, em Campo Belo, Minas Gerais, e mudou-se ainda criança para São Paulo. Filha de Maria Almeida da Silva e João Cândido da Silva, cresceu em uma família numerosa e criativa, sendo incentivada pela mãe, também artista, a desenvolver atividades ligadas ao desenho, bordado e pintura.

Ela deixou de frequentar a escola aos 12 anos de idade para ajudar no sustento de sua família. Passou então a trabalhar como empregada doméstica, só retornando ao ensino formal em 1972, aos 37 anos. Com 19, trabalhava como bordadeira em uma fábrica no Brás, em São Paulo. 

Oriunda de uma família trabalhadora, conciliou por muitos anos sua produção artística com outras atividades profissionais até dedicar-se integralmente à arte a partir de 1968. Nesse período, passou a integrar um importante grupo de artistas negros da cidade de Embu das Artes, que promovia encontros, exposições e ações de circulação artística durante os anos da ditadura militar brasileira.

Sua obra se destaca pela construção de cenas densamente povoadas, pelo uso expressivo das cores e pela combinação singular de pintura, relevo e textura. Em seus trabalhos, retratou festas populares, celebrações religiosas, cenas do cotidiano, relações afetivas, trabalhadores rurais e a vida urbana brasileira, criando um universo visual marcado pela memória, imaginação e observação social.

Embora tenha falecido precocemente em 1974, aos 39 anos, Maria Auxiliadora deixou um legado artístico que vem sendo progressivamente redescoberto por museus, pesquisadores, curadores e instituições culturais no Brasil e no exterior. Atualmente, sua produção é reconhecida como uma contribuição fundamental para a história da arte brasileira do século XX, especialmente pela forma como articula questões de raça, classe, território, identidade e experiência urbana.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Edições Sesc São Paulo lançam Elza Soares: insurreição na garganta


No livro, a jornalista e pesquisadora Lígia Moreli analisa como Elza Soares transformou a própria trajetória, marcada por pobreza, racismo, misoginia e violência, em força criadora e ato político
 

 

Quatro anos após a morte de Elza Soares, em janeiro de 2022, as Edições Sesc São Paulo publicam Elza Soares: insurreição na garganta, da jornalista e pesquisadora Lígia Moreli. O livro propõe uma leitura da trajetória da cantora, investigando o que a autora chama de "estética-política", isto é, o modo como Elza transformou sua própria existência, marcada por pobreza, racismo, misoginia e violência, em força criadora e ato político.

O período entre o lançamento do álbum A mulher do fim do mundo (2015) e a apresentação no Rock in Rio de 2019, é o recorte escolhido por Moreli, justamente quando a cantora, perto dos 90 anos, vivia uma efervescência criativa renovada. Com parcerias com jovens músicos da cena paulistana e produção de Guilherme Kastrup, Elza soava mais contestadora do que nunca, articulando em suas canções questões sobre racismo, machismo, etarismo e violência de gênero, consolidando seu papel como uma das vozes políticas mais incisivas da música brasileira.

A trajetória reconstruída no ensaio vai da favela Moça Bonita, na zona oeste do Rio de Janeiro, ao palco do maior festival de música do país. Passa pela caloura que entrou no programa de Ary Barroso dizendo vir "do planeta Fome", pelas décadas de ostracismo nos anos 1970 e 1980, pelo resgate apoiado por Caetano Veloso e pela consagração internacional, quando a BBC de Londres a elegeu como "cantora do século XX". A análise apoia-se em referenciais que atravessam feminismo, psicanálise, política, mídia e estudos de imagem — entre eles Suely Rolnik, Jacques Rancière, Lélia Gonzalez, Paul Gilroy e Stuart Hall —, situando Elza como figura que articulou tecnologias ancestrais de resistência à cena cultural e política do século XXI.

Gestora de comunicação do Sesc São Paulo, Lígia Moreli acompanhou de perto as performances de Elza ao longo de anos na instituição. O livro é enriquecido por entrevistas realizadas entre 2022 e 2023 com artistas e pesquisadores que cruzaram com a cantora. O prefácio é assinado pela cantora e pesquisadora Fabiana Cozza. O volume reúne ainda fotografias do acervo da instituição, com design assinado pela Casa Rex.
 

SOBRE A AUTORA

Lígia Moreli é jornalista pela PUC-Campinas e mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Atua como gestora de comunicação no Sesc São Paulo desde 2023. Sua trajetória na instituição, onde também foi gerente adjunta das unidades de Sorocaba e Pinheiros, é marcada pelo desenvolvimento de projetos culturais, com ênfase na música.

sábado, 4 de julho de 2026

PND: inscrições são prorrogadas até 10/7

PND: inscrições são prorrogadas até 10/7

Participantes devem se inscrever no Sistema PND. Prazo também foi prorrogado para solicitações de atendimento especializado e uso de nome social. Prova será aplicada em 20 de setembro
 

Foto: Fábio Nakamura/MEC


As inscrições para a Prova Nacional Docente (PND) 2026 foram prorrogadas até o dia 10 de julho e devem ser realizadas, exclusivamente, no Sistema PND. O novo prazo também vale para as solicitações de atendimento especializado e para o uso do nome social. A taxa de inscrição é de R$ 85 e poderá ser paga até 14 de julho.
 

O resultado das solicitações de atendimento especializado será divulgado em 14 de julho, com período para interposição de recursos entre os dias 14 e 16 de julho. O resultado final dos recursos será divulgado em 20 de julho.
 

A aplicação da prova está mantida para o dia 20 de setembro, e o resultado final será divulgado em 15 de dezembro.
 

Cronograma:

Inscrições: até 10 de julho.

Solicitação de atendimento especializado e uso do nome social: até 10 de julho.

Pagamento da taxa de inscrição: até 14 de julho.

Aplicação da prova: 20 de setembro.

Divulgação do resultado final: 15 de dezembro.
 

PND – A avaliação é composta por duas partes. A parte de Formação Geral Docente conta com 30 questões objetivas e uma questão discursiva, que visa analisar aspectos como clareza, coerência, coesão, argumentação e domínio da norma-padrão da língua portuguesa. Já a parte de Componente Específico tem 50 questões de múltipla escolha, voltadas para situações-problema e estudos de caso da área de formação do participante. Serão avaliadas 21 áreas de licenciatura.
 

Por meio da prova teórica do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade das Licenciaturas), a PND tem como objetivo avaliar a formação de concluintes das licenciaturas. A avaliação também subsidia parte dos processos seletivos e concursos públicos realizados nos âmbitos federal, estadual e municipal para ingresso na carreira docente da educação básica pública.

 

Universidades federais ofertam cursos de idiomas à população

Vinculadas ao MEC, as universidades federais oferecem aulas de inglês, espanhol, Libras e outras línguas para a comunidade. Saiba como acess...