segunda-feira, 25 de maio de 2026

Prêmio Impacta Mais: Tecnologia para regeneração das águas vence como Negócio de Impacto do Ano

 



Além do Negócio do Ano, conheça os vencedores das 7 categorias da premiação
 

Desenvolvida pela Infinito Mare, a Caravela Ecológica, uma tecnologia azul brasileira para regeneração das águas urbanas, foi vencedora do Prêmio Impacta Mais, na principal categoria: Negócio de Impacto do Ano. A infraestrutura flutuante utiliza algas nativas como biofiltro ecológico, removendo contaminantes e gerando biomassa com potencial de economia circular. Além de produzir dados e caracterização ambiental das águas, promove serviços ecossistêmicos, educação ecológica, ciência cidadã e interação com o território, fortalecendo a cultura da água e o cuidado com os ecossistemas.
 

Em seu primeiro ano de operação comercial, as Caravelas estiveram presentes em 7 territórios de 4 estados brasileiros — Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná — incluindo lagoas urbanas, rios, baías, áreas portuárias e patrimônios ambientais. Em todos esses contextos, a tecnologia atuou como um laboratório vivo (“living lab”), promovendo regeneração ecológica, geração de dados ambientais e inteligência aplicada à gestão das águas.
 

Fundada em 2019, a startup também recebeu o prêmio na categoria Economia Azul e Soluções Baseadas na Água. “O reconhecimento do Impacta Mais reforça algo que acreditamos profundamente: cuidar da água também é cuidar das cidades, da cultura e das relações das pessoas com os territórios. A Caravela nasce desse desejo de tornar as águas novamente visíveis para a sociedade”, afirma Bruno Libardoni, fundador e CEO da Infinito Mare.
 

O Prêmio Impacta Mais é realizado pela Companhia de Impacto e pela Certificadora Social e, em sua primeira edição, busca dar visibilidade a projetos, negócios e organizações que colocam o impacto social e ambiental no centro de sua atuação econômica, contribuindo diretamente para o enfrentamento dos principais desafios do país. Ao todo, o Prêmio Impacta Mais recebeu inscrições de mais de 80 iniciativas de todo o Brasil.

 

“Ver o nível dos projetos inscritos nesta primeira edição nos dá a certeza de que a economia de impacto no Brasil já é uma realidade madura e vibrante. Premiar iniciativas como a Infinito Mare e as demais vencedoras reforça o nosso compromisso de dar visibilidade e escala a soluções que unem viabilidade financeira e transformação social e ambiental profunda, mostrando que o futuro dos negócios passa, obrigatoriamente, pela sustentabilidade e pela regeneração”, afirma Pablo Handl, sócio-fundador e diretor do Impact Hub São Paulo, organização por trás do Impacta Mais.


Além da Infinito Mare, que venceu nas categorias Negócio de Impacto do Ano e Economia Azul e Soluções Baseadas na Água, outros seis negócios foram premiados nas demais categorias: Generation Brasil (SP), em Inclusão Produtiva e Desenvolvimento Territorial; Biovalor (CE), em Cadeias Sustentáveis e Economia Circular; KAATECH (PA), em Inovação Climática, Bioeconomia e Transição Energética; Mais1Code Educação Tecnológica (SP), em Inteligência Artificial e Tecnologia para Impacto; Associação Estímulo 2020 (SP), em Investimento de Impacto Socioambiental e SOMA Negócios Inclusivos (SP), em Negócios de Impacto e Governo.


 

Fórum de Economia de Impacto

Durante dois dias, a inovação, os negócios de impacto e a sustentabilidade foram os grandes destaques do Impacta Mais 2026. Organizado pelo Impact Hub São Paulo, empresa que integra o grupo Companhia de Impacto, o fórum foi dedicado a debater investimentos com propósito, reunindo um público superior a 3.000 participantes e mais de 150 palestrantes entre representantes de governos, empresas, universidades e ecossistema socioambiental, nos dias 20 e 21 de maio, no Pro Magno Centro de Eventos, em São Paulo. Ao todo, a programação ofereceu mais de 20 horas de conteúdo exclusivo, distribuídas em mais de 50 atividades como palestras, workshops e painéis de debate.
 

O Impacta Mais também se consolidou como uma vitrine vital para negócios que já geram transformação real em suas regiões. Na Feira de Empreendedores, mais de 35 estandes de startups e empresas vindas de estados como Amazonas, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro e São Paulo apresentaram soluções ao mercado. A feira abrangeu setores diversos, incluindo Alimentação e Bebidas, Artesanato, Casa e Construção, Cosméticos, Educação, Gestão de Resíduos Orgânicos, Moda e Acessórios, Papelaria, Saúde, Sustentabilidade e Tecnologia.
 

O desenvolvimento da iniciativa é viabilizado por meio de uma rede de patrocínios e parcerias estratégicas, que reúne lideranças de diversos segmentos econômicos e sociais. O projeto conta com o patrocínio e o apoio institucional do Governo do Brasil e das empresas e organizações: Siemens Energy, Caixa, Fundação Grupo Boticário, Porto, Fundo Vale, BNDES, CNPq, Instituto Coca-Cola, RD Saúde, Sebrae, Irani e Instituto Sabin.


14 filmes e animações para estimular o senso crítico em crianças e adolescentes

 

Com cinema brasileiro em destaque no cenário internacional, especialistas apontam obras que ajudam crianças e adolescentes a desenvolver repertório cultural e pensamento crítico

Após a vitória de ‘Ainda Estou Aqui’ no Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025 e das quatro indicações de ‘O Agente Secreto’ na edição de 2026, o cinema brasileiro vive um momento de destaque no cenário internacional. Esse contexto pode ser um bom argumento para despertar o interesse de crianças e adolescentes pelo cinema e aproximá-los do universo artístico.

Desenhos animados e filmes podem ser ferramentas importantes para ajudar os pequenos — e os não tão pequenos — a compreender melhor o mundo. Segundo o assessor de Arte da Aprende Brasil Educação, Rafael Pawlina, esses conteúdos funcionam como uma ponte que dialoga diretamente com o universo sensível dos mais jovens. “Os filmes não são apenas uma forma de ilustrar temas específicos, eles também criam experiências significativas que ampliam o repertório, favorecem a escuta e o diálogo e abrem espaço para debates importantes sobre cultura, identidade, história e criatividade”, explica.

Quando o professor acompanha os alunos, o filme vira uma ferramenta de aprendizado, ajudando os jovens a pensar, interpretar e formar opiniões. Por isso é importante mudar a ideia de que exibir filmes em sala de aula é “matar tempo” - e isso não se limita apenas à escola. Ver filmes em família também pode ser uma boa forma de gerar trocas e conversas, além de fortalecer o vínculo familiar.

O especialista preparou uma curadoria de filmes pensada para aproximar os estudantes da sétima arte e estimular a curiosidade e o pensamento crítico em diferentes faixas etárias. Cada título representa uma oportunidade de ver, ouvir, sentir e pensar o mundo de forma artística.

Despertando a imaginação (6 a 10 anos)

Nessa fase, as crianças se encantam com cores, formas, personagens e histórias envolventes. Os filmes estimulam a imaginação e introduzem conceitos visuais e culturais de maneira acessível e sensível:

  • “O Menino e o Mundo” (2013) – Animação brasileira que aborda temas sociais por meio de desenhos simples, poéticos e musicais, estimulando o olhar para o traço e a expressão visual. Disponível no Prime Video e Claro TV+.
  • “O Pequeno Príncipe” (2015) – Adaptação visualmente encantadora da obra clássica, que mistura animação stop motion com animação 3D e aborda temas como criatividade, infância e sensibilidade. Disponível no Prime Video, Globoplay, Telecine, YouTube (compra ou aluguel) e Claro TV+.
  • Curtas do canal Minhocas e Peixonauta – Produções brasileiras que incentivam a curiosidade e o desenho como forma de expressão e descoberta. Minhocas - disponível na Claro TV+; Peixonauta - disponível no Prime Video, Globoplay, Claro TV+ e YouTube.
  • “Kiriku e a Feiticeira” (1998) – Filme sensível que apresenta uma estética africana rica, ampliando o repertório visual das crianças. Disponível periodicamente no MUBI.

Instigando o senso crítico (11 a 14 anos)

“Nessa fase, os pré-adolescentes já conseguem refletir criticamente sobre o que assistem. Por isso, escolher filmes que abordam arte de maneira mais simbólica, histórica ou conceitual pode ser mais interessante”, explica Pawlina.

  • “O Mistério de Picasso” (1956) – Documentário que mostra Picasso pintando em tempo real, revelando o processo artístico como experimentação constante. Disponível periodicamente na Apple TV.
  • “Com Amor, Van Gogh” (2017) – Animação feita inteiramente com pinturas a óleo que retrata a vida e obra do artista, ideal para discutir cor, pinceladas e linguagem artística. Disponível no Prime Video (compra ou aluguel), YouTube (compra ou aluguel) e Mercado Play.
  • “As Aventuras de Tintim” (2011) – Além da estética inspirada nos quadrinhos, possibilita debates sobre composição, narrativa visual e linguagem híbrida. Disponível no Prime Video (compra ou aluguel).
  • “Persépolis” (2007) – Animação em preto e branco com estética gráfica que aborda a cultura iraniana e a liberdade de expressão (indicada para o 9º ano, com mediação adequada). Disponível periodicamente no MUBI e Prime Video.
  • Curtas da Pixar com foco em arte – Dois bons exemplos são “Lava” e “Piper”, que exploram a narrativa visual com alto apuro estético. Disponível no Disney+.

Adultos no debate

“Para aprofundar debates e inspirar planejamentos, pais e professores também podem se encantar com filmes que refletem sobre a arte, o fazer artístico e o papel do artista na sociedade, transformando esses temas em conversas com crianças e adolescentes”, destaca o especialista.

  • “Frida” (2002) – Um retrato da vida e da arte de Frida Kahlo, que combina estética surrealista com questões políticas, de gênero e identidade. Disponível no Mercado Play e Paramount+.
  • “Camille Claudel” (1988) – História da escultora francesa e sua relação com Rodin, abordando temas como a invisibilidade das mulheres nas artes. Disponível periodicamente no MUBI.
  • “Big Eyes” (2014) – Filme sobre Margaret Keane e a apropriação de sua obra pelo marido, um ótimo ponto de partida para discutir autoria. Disponível no Mercado Play.
  • “Pollock” (2000) – Aborda a vida de Jackson Pollock e o expressionismo abstrato. Disponível periodicamente no MUBI.
  • “Exit Through the Gift Shop” (2010) – Documentário provocador sobre Banksy e a arte urbana. Disponível periodicamente no Prime Video (compra e aluguel).

Dia do Orgulho Geek

 

Foto: Freepik

Dia do Orgulho Geek: livros de ficção científica e fantasia aproximam jovens da literatura 

Ao abordar temas como autoritarismo político e o avanço desenfreado das tecnologias, as obras podem estimular o pensamento crítico de crianças e adolescentes

Comemorado em 25 de maio, o Dia do Orgulho Geek é uma oportunidade de celebrar a cultura geek e grandes obras de fantasia e ficção científica. O termo, que já foi considerado uma ofensa, hoje carrega um forte senso de pertencimento e comunidade. Mais do que uma simples comemoração, a data também convida jovens a conhecerem clássicos do cinema e da literatura nerd.


A escolha do dia remete ao lançamento do primeiro filme da franquia Star Wars, lançado em 1977. Mais de 40 anos depois, a história de Darth Vader e Luke Skywalker segue como uma das sagas mais importantes da cultura pop. Também comemorado na data, o “Dia da Toalha” remete à série de livros O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, que satiriza a sobrevivência no espaço ao transformar a toalha em um dos itens mais essenciais para qualquer viajante intergaláctico.


Um clássico da literatura, a obra de Adams foi um sucesso absoluto na década de 1980, sendo responsável pela introdução aos livros de muitos jovens e adolescentes. Ainda hoje, obras distópicas e de ficção científica continuam exercendo esse papel.


Para Laura Vecchioli do Prado, coordenadora de Literatura e Informativos do Editorial de Educação Básica da SOMOS Educação., ao tratar temas complexos como o autoritarismo, o avanço das tecnologias e os impactos das transformações sociais, essas obras aproximam os adolescentes de debates atuais e os atraem à literatura por meio de narrativas envolventes, com universos imaginativos e personagens com os quais podem se identificar.


“Ao transportar esses debates para histórias fictícias, os livros conseguem aproximar adolescentes de discussões complexas de uma maneira menos engessada do que outros formatos tradicionais. Além de estimular o hábito da leitura, essas obras ainda têm o poder de incentivam o pensamento crítico e a reflexão sobre as estruturas do mundo em que vivemos e viveremos”, complementa. 


Exemplo disso é o livro 1984 (Editora Ática), de George Orwell, que traz em um romance distópico uma reflexão coletiva sobre a organização da sociedade. Baseado nas violências dos regimes totalitaristas, a obra retrata uma nação governada pelo Partido e pelo Grande Irmão. Já em Viagem ao centro da Terra (Editora Ática), Júlio Verne desperta a curiosidade dos leitores passeando por áreas como geologia, paleontologia e exploração científica. 


Na literatura brasileira, o livro da Série Vaga-lume Os marcianos (Editora Ática), de Luiz Antonio Aguiar, aborda temas como censura, apagamento histórico e isolamento social em uma sociedade futurista ambientada em Marte. Em meio a astronaves, estações espaciais e escavações arqueológicas, a obra utiliza a ficção científica para refletir sobre controle da informação, agorafobia e a reclusão juvenil provocada pelo universo virtual.

Embrapa lança nova cultivar de soja e apresenta novas opções para os produtores do Cerrado

 

Novos materiais de soja e maracujá apresentados na AgroBrasília 2026 oferecem alternativas com alta produtividade, resistência a doenças e oportunidades em mercados diferenciados.
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Produtores do Planalto Central contam com uma nova cultivar soja desenvolvida pela Embrapa Cerrados para diversificar e fortalecer seus sistemas de produção. A BRS 7583, lançada nesta quinta-feira na AgroBrasília 2026, é um material convencional que se destaca pela alta tolerância a nematoides de galha (Meloidogyne javanica) e pelo elevado potencial produtivo, com rendimento superior a 70 sacas por hectare, ultrapassando 90 sacas em algumas regiões.

A nova cultivar surge como opção para atender a uma demanda internacional. “Por ser um material convencional, a BRS 7583 vai atingir esse nicho de mercado para soja livre de transgênico, que eventualmente pode pagar algum bônus ao produtor rural, chegando a 30% do valor do produto”, destaca o pesquisador da Embrapa Cerrados, André Pereira. O pesquisador Sebastião Pedro reforça esse diferencial: “É um mercado premium que não concorre com commodity. Ela será vendida para clientes especiais”.

Adaptada às principais regiões produtoras, a BRS 7583 é recomendada para Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia e Distrito Federal. A planta tem porte médio, boa resistência ao acamamento, estabilidade de produção e ciclo variando entre 105 e 121 dias.

Sebastião Pedro também chama atenção para a arquitetura da planta e sua sanidade. “É uma variedade que cresce bem, não acama, tem excelente potencial produtivo e é muito sadia. Em uma época de altos custos de produção, é um material que exige menos defensivos e apresenta resistência superior a outros disponíveis no mercado”, ressalta.

O presidente da Fundação Cerrados e da Associação Soja Livre, Luiz Fiorese, destaca a qualidade dos materiais da Embrapa. Ele relata um caso observado em Sinop (MT), onde um produtor testou a cultivar: “Ele plantou essa soja em uma área de abertura, no pior lugar da fazenda, e ainda assim colheu 12 sacas a mais que os outros materiais. Além disso, ela tem qualidade de grão, podendo ser armazenada, o que a difere dde outras”.

Cláudio Malinski, diretor técnico da Coopa-DF, ressaltou a estabilidade dos materiais desenvolvidos. “A Embrapa não lança cultivares que são excelentes em um ano e apresentam baixa produção no seguinte. Essa estabilidade permite ao produtor planejar, fazer orçamento com segurança e atingir seus objetivos”. Ele cita como exemplo o trigo BRS 264, há mais de 20 anos no mercado e ainda entre os mais produtivos.

Os visitantes da feira também conheceram, em primeira mão, a BRS 8282, cultivar com alta concentração de ácido oleico, substância que confere maior qualidade ao óleo, equiparando-o aos chamados óleos especiais. “Esse material produz um óleo semelhante ao azeite de oliva ou ao óleo de uva. Com isso, apresenta alta estabilidade para fritura e também para a produção de biodiesel de alta qualidade”, explica o pesquisador André Pereira. A cultivar também é convencional, altamente produtiva, e deve chegar em breve ao mercado.

Nova opção de maracujá para os fruticultores brasileiros

A cultivar de maracujazeiro silvestre da espécie Passiflora maliformis L. — BRS Maracujá Maçã — está entre as novidades apresentadas pela Embrapa. O material tem tripla aptidão: consumo in natura, processamento industrial e uso ornamental.

Ainda pouco conhecida no Brasil, a espécie produz frutos com polpa mais doce, leve acidez e aroma intenso. A BRS Maracujá Maçã gera frutos pequenos, com cerca de 80 gramas, mas apresenta alto rendimento de polpa e elevada produtividade. Nas condições do Distrito Federal, pode produzir de 10 a 20 toneladas por hectare ao ano. Com manejo adequado e plantio adensado, chegou a alcançar 30 toneladas por hectare ao ano na Unidade Demonstrativa em Flores de Goiás.

A casca da BRS Maracujá Maçã permanece verde mesmo quando os frutos estão maduros. Destinada ao mercado de frutas especiais, a cultivar surge como alternativa especialmente para pequenos produtores. Na Colômbia, a espécie é bastante conhecida e chamada de cholupa e é utilizada tanto na indústria de polpa quanto no mercado de frutas frescas, para consumo direto ou em sucos.

“Nós buscamos, com o melhoramento genético, obter plantas interessantes para o produtor e para o consumidor. Alta produtividade, qualidade química e física dos frutos, vigor, longevidade, adaptabilidade às diversas regiões do Brasil, menor dependência de polinização manual e produção na entressafra são características prioritárias no nosso trabalho”, afirma o pesquisador da Embrapa Cerrados, Fábio Faleiro.

Segundo Faleiro, um dos diferenciais do novo material é a resistência aos principais problemas fitossanitários da cultura, como virose, bacteriose e fusariose. Após a apresentação, os visitantes puderam conhecer a cultivar na vitrine tecnológica da Embrapa e provar o suco da fruta.

O pesquisador lembrou que existem cerca de 500 espécies de maracujá no mundo, das quais 200 ocorrem no Brasil. Apenas 70, porém, produzem frutos comestíveis. No banco de germoplasma da Embrapa, segundo ele, há 80 espécies da fruteira, incluindo tipos azedo, doce, silvestre, medicinal e ornamental, utilizados no programa de melhoramento genético da cultura.

Também foram citados outros materiais já disponíveis no mercado, como os maracujás ornamentais — bastante valorizados na Europa, mas ainda pouco conhecidos no Brasil, além de BRS Pérola (silvestre), BRS Mel do Cerrado (doce), BRS Sertão Forte, tolerante ao estresse hídrico e desenvolvido em parceria com a Embrapa Semiárido, os minimaracujás roxo e amarelo e o BRS Vita Fruit.

Outra tecnologia disponível para os produtores são os porta-enxertos de espécies silvestres, como as cultivares BRS Terra Nova e BRS Terra Boa, resistentes à fusariose.

"Shine" é o novo álbum de Fito Páez


O trabalho reúne 13 faixas que reforçam a essência primal do rock e celebram as relações humanas, acima da superficialidade dominante

Com a força do Rock N’ Roll, R&B e Soul como base essencial, Shine funciona como uma declaração de Fito ao mundo que nos cerca.

Ao longo de 13 músicas inéditas, Páez confronta o entorpecimento social atual, construindo um universo paralelo com identidades que defendem abraços, amizades e relações humanas fraternas.

Este trabalho simboliza, de certo modo, o renascimento de Fito Páez. No início de setembro de 2025, o músico argentino sofreu um acidente doméstico que resultou na fratura de nove costelas e exigiu uma cirurgia.

Após um delicado período de meses de repouso absoluto e o cancelamento de alguns shows e gravações, a música, e este disco em especial, ressignificou o poder de estar vivo, lúcido e contribuindo com arte para a vida.

Por isso, nas composições de Shine, convivem texturas sociais profundas com afetos e sensibilidades esperançosas, formando um álbum equilibrado que convida a dançar, ser feliz e, ao mesmo tempo, refletir sobre como estamos vivendo hoje.

Shine é composto por treze explorações de paixões e conflitos, caos, sinais e redenções de pessoas que atravessaram grande parte da experiência humana e, ao final, encontram um ponto em comum: oferecer luz e sentimentos fecundos diante da insensibilidade do mundo.

Com este lançamento, o músico reafirma seu papel como compositor atento ao mundo ao redor, em uma ação estimulante que amplia raízes musicais e sociais em meio a um universo de alienação tecnológica.

Shine está disponível em todas as plataformas digitais e também em formato físico em CD e vinil.

Foto: Guido Adler


Faixa a faixa:

“Girl T. Rex” é uma canção embalada por um groove de funk contagiante que convida a dançar, narrando as aventuras de uma jovem na cidade de Buenos Aires, hoje. Em “Shine”, já não se descreve tanto a cidade, mas sim o mundo atual, com ares de Lennon produzido por Phil Spector, trabalhada com a crueza dos anos 70.

“Nuestro templo” é um reggae vibrante, que fala sobre o lugar onde vivemos e como o vivemos. Ao mesmo tempo, expressa o desejo de como queremos viver daqui em diante. Em um trecho, diz: “Olha esses dois jovens que se beijam devagar entre a areia e o sal, hoje o mundo é uma imensa fogueira de vazio e solidão, estamos esquecendo de amar.”

Com “Prueba de amor”, abre-se um portal quântico entre Capuletos e Montéquios na Verona de 1500, transportando a narrativa para a Rosário de hoje. Um registro ambicioso em termos de tragédia amorosa.

“Río Místico” acompanha o processo de uma pessoa que precisa tomar decisões para não voltar atrás e não depender de ninguém. É sobre atravessar aquela fina galeria onde, se você não se ajuda, ninguém o fará.

“Las fuerzas armadas del amor” é uma ode à amizade, atravessada pelo relato em primeira pessoa do acidente em Madrid que Fito sofreu e do qual conseguiu se recuperar graças às suas forças armadas do amor.

Em “Planeta azul”, surge um dos momentos mais intensos do disco. A canção tem caráter de epopeia, a dos “bravos amantes que pensam chegar até o fim”. Essa atmosfera épica também se sustenta em “La esquina del sol”, onde a redenção e a avaliação do passado, presente e futuro se aproximam com um desejo de esperança: encontrar-se na esquina do sol e ser feliz; e em “El honor de los lobos”, onde a retrospectiva de vida organiza, coloca as coisas em seu lugar e imprime caráter, sem perder a essência trazida desde a infância: resistir, lutar para viver, como o próprio “honor de los lobos”.

“Universo” é dedicada a Pablo Milanés. A melodia se inspira em sua obra e pensa sua figura dentro da cosmogonia universal, contribuindo com seu grão de areia em meio ao caos.

Como abertura, interlúdio e encerramento do disco, há três peças instrumentais com Fito sozinho ao piano. Cada uma termina com a palavra Hablame. De certo modo, esses Hablame e essa música maravilhosa que paradoxalmente se sente em silêncio refletem o período de recuperação física e espiritual que Fito teve de atravessar, culminando em Shine

Conab prevê produção de café em 66,7 milhões de sacas na safra 2026, alta de 18%

 


Crescimento é apoiado pelo ciclo de bienalidade positiva, pela entrada de novas áreas em produção e pela combinação das condições climáticas mais favoráveis; Caso o resultado seja confirmado, o volume representa um novo recorde na série histórica

A produção de café deve apresentar um crescimento de 18% na safra 2026 frente ao volume colhido na temporada passada, sendo estimada em 66,7 milhões de sacas. Caso o resultado se confirme ao final do ciclo, este será o maior já registrado na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), superando em 5,74% a colheita registrada em 2020, quando foram colhidas 63,08 milhões de sacas. A área total destinada à cafeicultura deverá também registrar um aumento de 3,9%, chegando a 2,34 milhões de hectares, sendo 1,94 milhão de hectares em produção e 401,7 mil hectares em formação. A produtividade média nacional das lavouras também deve apresentar recuperação de 13%, sendo prevista em 34,4 sacas por hectare. Os dados fazem parte do 2º Levantamento da Safra de Café 2026, divulgado nesta quinta-feira (21) pela Companhia.

Para o arábica, a Conab prevê uma produção de 45,8 milhões de sacas, aumento expressivo de 28% sobre o ano anterior e a terceira maior registrada na série histórica, atrás apenas dos resultados obtidos em 2020 e 2018. A alta é explicada pelos efeitos positivos do atual ciclo de bienalidade, o que influencia na maior área destinada à produção, aliada às condições climáticas favoráveis.

No caso do conilon, a expectativa é que sejam colhidas 20,9 milhões de sacas, o que representa uma alta de 0,8% sobre a safra anterior. O crescimento é influenciado pela maior área em produção, projetada em 388,22 mil hectares, o que compensa a queda de 3,5% no desempenho médio nacional das lavouras de conilon, estimada em 53,9 sacas por hectare.

Produção nos estados – Apenas em Minas Gerais, principal produtor de café no país e estado que registra a maior área destinada para o arábica, a produção é estimada em 33,4 milhões de sacas, somadas as duas espécies, o que representa um aumento de 29,8% em comparação ao volume total produzido na safra anterior. O bom resultado é justificado pelo ciclo de bienalidade positiva aliada à melhor distribuição das chuvas, principalmente, nos meses precedentes à floração, além do clima favorável até março, o que proporcionou uma boa granação, fatores que contribuem para uma boa produtividade.

A Conab também prevê alta na produção nos principais estados produtores de café. No Espírito Santo, segundo maior produtor do grão, a estimativa é de uma alta de 3% na produção, podendo chegar a 18 milhões de sacas. O resultado positivo é justificado pelo ciclo de alta bienalidade nas lavouras da espécie arábica, que apresentam um crescimento de 27,9% na produtividade, com a produção prevista em 4,4 milhões de sacas. Já as lavouras de conilon, devem registrar uma colheita de 13,6 milhões de sacas, redução de 4,2%, em relação ao ano anterior. Essa queda é explicada pelo elevado desempenho registrado em 2025, situação que limitou o potencial produtivo para a atual temporada. Além disso, as temperaturas registradas ao longo do ciclo produtivo do conilon no estado capixaba estiveram abaixo da média, o que também afeta a fisiologia da planta refletindo no desempenho apresentado. Ainda assim, a atual produtividade estimada pela estatal é a segunda maior da série histórica verificada no Espírito Santo.

Na Bahia, a regularidade climática, o maior investimento dos produtores em manejo e a entrada de novas áreas em produção refletem em um crescimento na safra de 5,9%, com expectativa de uma colheita total de 4,7 milhões de sacas, sendo 1,2 milhão de sacas de arábica e 3,5 milhões de sacas de conilon.

Já em São Paulo, estado onde o cultivo é exclusivo de arábica, é esperado um aumento de 24,6% na produção, estimada em 5,9 milhões de sacas. No caso de Rondônia, a produção é exclusiva de conilon, e a safra prevista é de 2,8 milhões de sacas, elevação de 19,4% em comparação ao volume obtido na safra passada. A renovação do material genético por plantas clonais mais produtivas, que vem ocorrendo nas últimas safras, aliada às condições climáticas favoráveis desde o início do ciclo, justificam o acréscimo observado.     

Mercado – O Brasil exportou 11,5 milhões de sacas de 60 quilos de café no acumulado de janeiro a abril de 2026, o que representa uma queda de 22,5% na comparação com igual período do ano passado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Essa redução na exportação brasileira de café nos primeiros meses de 2026 reflete o quadro de baixo patamar dos estoques internos. A limitação da produção nos anos anteriores, combinada a uma demanda exportadora aquecida, influenciou a redução dos estoques internos. Mesmo com a queda, a perspectiva é de recuperação da exportação brasileira de café no segundo semestre do ano, favorecida pela estimativa de crescimento da produção nacional.

Já no mercado internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) espera uma alta de 2% na  produção mundial de café no ciclo 2025/26, prevista em 178,8 milhões de sacas de 60 quilos. Apesar do aumento na produção, não são esperadas reduções expressivas nas cotações em razão do baixo patamar do estoque remanescente do ciclo anterior e também pela expectativa de crescimento de 1,3% na demanda mundial pelo grão, prevista em 173,9 milhões de sacas.

Acesse o Boletim completo da Safra Brasileira de Café no site da Conab.

A Tolice e a Ignorância criam muitas Superstições Loucas

 


O amor da escola à TIS inventa muitos problemas insolúveis

O Pesquisador da Ciência do Ler, Ricardo Hecker Luz – PhD em Linguística, ‘descobre’ o ler inicial e fácil com o todo da palavra. Ele garante que o amor da escola e do professor à TIS (a soma infeliz e triste da Tolice com a Ignorância e a Superstição) cria confusões insolúveis para muitas crianças iletradas. As tradições loucas de ensinar a leitura com a escrita e com os nomes das letras não faz sentido algum. É confundir efeito e causa o tempo inteiro em sala de aula. A soma dos nomes exige um manipular mental complexo.

Lição 1 [b]=/’bê/ Lição 2 [a]=/’a/ Lição 3 [b+a]=/’ba/

Essa alucinação confunde leitura com escrita. E exige muito da criança em muitas coisas complexas, difíceis e nada inteligíveis. Em primeiro lugar, há uma mutação cerebral imperceptível e bem difícil de se obter no letramento. O nome falado da letra se transformaria nos fonemas dos grafemas. O fixo vira móvel. O invariável vira variável. E se obriga a criança ‘apagar’ o fone /ê/ na Lição 3. Nem todos serão capazes dessas ações ‘mágicas’. E o erro doido da escola e do professor será transferido só para os alunos.

O ensinar sem saber algum ignora a essência objetiva do ler e da leitura e provoca delírios insanos, como decodificar o que nunca é codificado antes. O voltar sem ir. E muitas crianças frequentam todo o ano escolar e são incapazes de ler uma única palavra e o nome que aprendem a escrever. E os professores e as escolas têm a covardia de acusar as vítimas inocentes por seus ‘crimes doidos e irracionais’. E as crianças iletradas serão as únicas responsáveis pelos erros infinitos e incorrigíveis de professoras e professores.

Eles obrigam as crianças a somar letras e a montarpalavras e sílabas’ para ler. E nunca ensinam a leitura do todo e com uma palavra montada e pronta, como [bola] [Ravi] e [Maria Clara]. E inserir o ensino da escrita antes da leitura é não compreender nada de muito pouco. Os professores e as professoras só repetem as tradições da Tolice, da Ignorância e da Superstição – a TIS. E as autoridades políticas não se interessam em corrigir tais erros. Ricardo Hecker Luz alerta os políticos desde 2007 e nada ocorre.

Se o sistema funciona com a maioria, pensam os ‘gênios’ com a ignorância e a tolice, os problemas de aprendizagem só podem estar na criança. Nunca na escola, no professor ou no método de ensino. A confusão entre escrita e leitura ocorre o tempo todo em aula. E, pior, eles nunca olham para isso e para os seus erros crassos em tudo. E acusam as crianças por erros didáticos desta confusão inaceitável entre escrita e leitura. E muitas crianças vão fracassar na leitura em 2026 e nunca haverá lição didática distinta.

E elas vão receber ‘tudo igualzinho mais uma vez’. O mesmo se dará em 2027 e em 2028. E os professores não sabem auxiliar um pouco os que não aprendem nada do ler e da leitura com as letras isoladas e soltas. A maioria das crianças, insiste Luz, se torna letrada ou quase letrada com o alfabeto. Os professores, a escola, os cientistas e as autoridades não sabem explicar o sucesso da maioria que ‘aprende’ tudo da leitura com a escrita. E, com isso, falham com milhares de crianças que não se tornam letradas.

Mais Informações www.abc100abc.com

Praia do Rosa, 24 de Maio de 2026.

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