sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Enem 2026 amplia locais de aplicação do exame

Com cerca de 10 mil novos locais de prova, edição busca aproximar o exame dos estudantes. Estimativa do Inep é de que a maioria dos concluintes da rede pública façam as provas na própria escola onde estudam

 

Foto: Ângelo Miguel/MEC

 

“Eu não preciso me deslocar para outro lugar. Não preciso me preocupar tanto com transporte, trânsito e acabar atrasando”. Para a estudante Maria Eduarda, de 18 anos, fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 na própria escola representa mais tranquilidade em um momento importante. Aluna do Centro de Ensino Médio Ave Branca, em Taguatinga (DF), ela realizará as provas na instituição onde já conhece os espaços, os caminhos e a rotina.
 

A experiência de Maria Eduarda reflete uma das mudanças desta edição do Enem: a ampliação dos locais de aplicação. São cerca de 10 mil novos pontos em todo o país, com a estratégia de aproximar o exame dos participantes e facilitar o acesso às provas. A estimativa divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é de que aproximadamente 80% dos estudantes concluintes do ensino médio da rede pública realizem o exame na própria escola em que estudam.

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Institutos Federais devem chegar a mil unidades em todo país, afirma ministro da Educação

 

No “Bom Dia, Ministro” desta quarta-feira (4/11), Leonardo Barchini destacou a previsão de entrega da unidade número 800 até o fim do ano e a expansão de mais 200 institutos. Ele também ressaltou os impactos das bets na vida acadêmica e financeira dos estudantes

 

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou, no programa Bom Dia, Ministro, a meta de ampliar em mais 200 unidades a rede de Institutos Federais (IFs). Foto: Foto: Diego Campos/Secom-PR

 

Entrevistado do programa “Bom Dia, Ministro” desta quarta-feira (4/11), o titular da Educação, Leonardo Barchini, destacou a meta de ampliar em mais 200 unidades a rede de Institutos Federais (IFs), chegando a mil em todo o Brasil. Até o fim de 2026, o Governo Federal deverá entregar o IF de número 800. 
 

Segundo Barchini, o Ministério da Educação (MEC) já iniciou o planejamento da expansão, que considera as necessidades de cada localidade que poderá receber uma nova unidade. A definição dos cursos leva em conta as características econômicas e sociais de cada região, com participação das comunidades. 

 

“Uma coisa muito importante do Instituto Federal é que os cursos ofertados dialogam com a comunidade. Então, o que a comunidade precisa, qual a mão de obra necessária para aquela localidade, é discutido em audiências públicas e, só então, são lançados os cursos vocacionados para aquela região”
Leonardo Barchini
Ministro da Educação 

 

“Uma coisa muito importante do Instituto Federal é que os cursos ofertados dialogam com a comunidade. Então, o que a comunidade precisa, qual a mão de obra necessária para aquela localidade, é discutido em audiências públicas e, só então, são lançados os cursos vocacionados para aquela região”, afirmou o ministro.
 

Barchini ressaltou que os Institutos Federais são uma prioridade do presidente Lula, que conhece, por experiência própria, como um curso profissionalizante pode mudar a vida de uma pessoa. Um dos diferenciais da rede é o modelo de ensino verticalizado, que permite ao estudante ingressar no ensino médio integrado à formação técnica e, posteriormente, seguir para a graduação, o mestrado e o doutorado na mesma área de conhecimento.

 

 

INVESTIMENTOS EM EDUCAÇÃO – O ministro lembrou que, entre 2016 e 2022, o Ministério da Educação sofreu uma redução de mais de R$ 120 bilhões em seu orçamento, período em que obras ficaram paralisadas e a expansão da rede federal foi interrompida.
 

A partir de 2023, o Governo Federal retomou os investimentos e ampliou a rede em 100 unidades. Nesse período, foram destinados mais de R$ 4 bilhões à consolidação dos Institutos Federais, além da construção de mais de 270 restaurantes estudantis. O MEC também liberou 15 mil vagas para técnicos na rede federal de ensino, que contempla institutos e universidades.
 

“É muito importante que a gente não tenha cortes na educação. Por isso a importância do presidente Lula, que é um presidente que se preocupa muito com a educação, para que a gente possa continuar esse processo de expansão oferecendo uma educação pública gratuita e de qualidade para os brasileiros”, disse Leonardo Barchini.
 

IMPACTO DAS BETS – O ministro também abordou os efeitos das apostas on-line sobre a educação. Segundo ele, estudantes do ensino médio já estavam expostos ao risco de comprometer recursos do programa Pé-de-Meia com apostas, situação que prejudicava a concentração e o rendimento escolar.
 

O impacto, no entanto, também alcançou o ensino superior privado. De acordo com pesquisas mencionadas pelo ministro, quase 1 milhão de estudantes que já cursavam faculdades particulares tiveram dificuldades para pagar as mensalidades por causa das apostas. Outros mais de 1 milhão enfrentaram dificuldades para ingressar no ensino superior porque já tinham dívidas relacionadas às bets.
 

“Então aquela pessoa que estava planejando entrar numa faculdade, reservar um dinheirinho para uma mensalidade, não estava entrando também, porque estava com problema, havia apostado, estava com esse problema de vício das bets”, afirmou.
 

Barchini avaliou que o fim das apostas terá efeitos positivos para a educação e defendeu a manutenção da medida. Ele também destacou a necessidade de atuação conjunta do Governo Federal para enfrentar o endividamento já existente. Segundo o ministro, o MEC acompanha os casos em diálogo com instituições de ensino superior privadas e trabalha em conjunto com os ministérios da Saúde e da Fazenda.
 

QUEM PARTICIPOU – O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira a Rádio Bandnews FM (BA), Portal Nd+ (SC), Rádio Módulo FM (MG), Rádio Bandeirantes (SP), Portal Click 24h (PI), Grupo IG (RJ), Rádio Gaúcha (RS) e Rádio Aldeia FM (AC).

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Pesquisas do Prêmio CAPES de Tese premiadas no Sudeste vão do câncer de pulmão à robótica

 



Região reúne 25 teses premiadas e 56 menções honrosas, com estudos sobre diagnóstico molecular, aprendizado de robôs e reparação de desastres da mineração

 

 

Uma alteração no material genético de um tumor pode ajudar a explicar como o câncer de pulmão se comporta e responde ao tratamento. Para o biólogo Rodrigo de Oliveira Cavagna, investigar essas diferenças levou a um resultado concreto. A pesquisa contribuiu para a implantação de um novo painel de análise molecular e para mudanças na rotina de diagnóstico do Hospital de Amor, em Barretos (SP).


O trabalho está entre as 25 teses de instituições do Sudeste reconhecidas na premiação principal do Prêmio CAPES de Tese 2026. Realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior vinculada ao Ministério da Educação (CAPES/MEC), a iniciativa também premiou pesquisas sobre o aprendizado de robôs e os desafios da reparação de desastres da mineração.

São Paulo reúne 15 trabalhos vencedores, seguido por Minas Gerais, com seis, e Rio de Janeiro, com quatro.

Na categoria Menção Honrosa, outras 56 teses foram reconhecidas em instituições dos quatro Estados da região, incluindo o Espírito Santo. Ao todo, são 81 trabalhos contemplados nas duas categorias.


Das diferenças entre tumores ao diagnóstico

Rodrigo Cavagna desenvolveu o mestrado e o doutorado em oncologia molecular no Hospital de Amor. O interesse pelo câncer de pulmão surgiu da diversidade de alterações moleculares associadas à doença e da participação ainda limitada da população brasileira nos grandes estudos sobre o tema.


A pesquisa, premiada na área de Medicina I, investigou alterações genéticas em cerca de mil pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas. O estudo relacionou o perfil molecular dos tumores a características como histórico de tabagismo e ancestralidade genética, para compreender melhor a doença nos pacientes estudados.
 

“Assim, nós buscamos entender melhor quais alterações moleculares estão presentes nos pacientes brasileiros e qual o impacto clínico dessas alterações”, explica Cavagna.
 

O pesquisador também investigou o perfil molecular de pacientes sem histórico de tabagismo e a relação entre determinadas mutações e as respostas aos tratamentos. Segundo Rodrigo Cavagna, os resultados contribuíram para a adoção de um novo painel voltado à detecção de fusões gênicas, alterações que envolvem a união de partes de genes.

 

Desenvolvida sob orientação de Rui Manuel Vieira Reis e coorientação de Letícia Ferro Leal, a tese aproximou a investigação científica das necessidades do diagnóstico na instituição.
 

Para o biólogo, o reconhecimento recebido também aponta para a continuidade desse percurso. “Para mim também representa mais motivação e confiança para seguir na pesquisa e contribuir para o cuidado dos pacientes”, afirma Cavagna.


As vozes na reparação dos desastres

Em Minas Gerais, os rompimentos de barragens em Mariana e Brumadinho deram origem a processos de reparação que mobilizam comunidades, empresas, instituições públicas e organizações sociais. Compreender o que acontece depois de desastres dessa dimensão orientou a pesquisa de Gustavo Schiavinatto Vitti, desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


Ao acompanhar esses processos, o pesquisador percebeu que as disputas envolviam a reparação dos danos, as formas de interpretar os acontecimentos e o espaço para a crítica. Essa observação deu origem à tese A política da lama: estratégias empresariais de gestão da crítica em contexto de desastres de mineração em Minas Gerais, vencedora na área de Planejamento Urbano e Regional/Demografia.


O estudo mostra como decisões sobre a reparação também envolvem tensões sobre quais perspectivas serão consideradas na construção das respostas aos desastres. Para Gustavo, tornar essas relações visíveis ajuda a compreender os desafios enfrentados pelas populações atingidas.


“Ao tornar essas tensões e as estratégias empresariais mais visíveis, a pesquisa busca contribuir para uma melhor compreensão dos desafios enfrentados pelas populações atingidas”, observa Vitti.
 

A tese teve orientação de Henri Acselrad e coorientação de Pierre Gautreau. O resultado reúne anos de investigação sobre conflitos relacionados à mineração e de diálogo com pessoas e organizações que acompanham os territórios atingidos.


“Para mim, esse prêmio também abre novas possibilidades para continuar pesquisando e contribuindo para esse campo”, avalia Gustavo Vitti.


Robôs que aprendem com o mundo

Observar como as pessoas aprendem também pode abrir caminhos para desenvolver máquinas. Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Letícia Mara Berto encontrou no desenvolvimento humano, especialmente no dos bebês, uma inspiração para investigar o aprendizado de robôs.


A curiosidade sobre os aspectos cognitivos do comportamento a acompanhava desde a graduação em Ciência da Computação. Ao conhecer a robótica cognitiva e do desenvolvimento, a pesquisadora reuniu esse interesse à paixão pelos robôs e passou a estudar como eles poderiam ampliar suas capacidades por meio da interação com o ambiente e com outros agentes.


“Decidi, então, dedicar minha pesquisa a criar robôs cognitivos capazes de aprender e evoluir de forma incremental, por meio da interação com o mundo e com outros agentes”, conta.


Premiada na área de Computação, a tese propõe um modelo baseado em motivação intrínseca, inspirado na curiosidade e no interesse que orientam parte do aprendizado humano. A proposta permite que agentes artificiais aprendam a agir e ajustem suas estratégias conforme o ambiente e o contexto.


Segundo Letícia, esse caminho é especialmente relevante para a robótica social, dedicada à interação entre pessoas e robôs. A pesquisa também permite testar teorias sobre cognição em agentes artificiais e ampliar a compreensão de processos de aprendizagem.


O trabalho foi desenvolvido sob orientação de Esther Luna Colombini e coorientação de Ricardo Ribeiro Gudwin. Para a pesquisadora, receber o prêmio reconhece essa trajetória e amplia a visibilidade da participação feminina na produção científica.


“Fico feliz em representar as mulheres nas áreas da ciência, tecnologia, engenharia e matemática”, afirma. “Acredito que o prêmio será importante para minha carreira acadêmica, ao reconhecer a excelência do trabalho realizado e fortalecer minha trajetória na pesquisa.”


Os 25 representantes vinculados a instituições do Sudeste na categoria principal:*

Frederico Pereira Tenchini da Silva — Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio);

Anna Carolina Raposo de Mello — Universidade de São Paulo (USP);

Gustavo Roberto Fonseca de Oliveira — Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Botucatu;

Silvia Sayuri Mandai — Universidade de São Paulo (USP);

Mariana de Oliveira Barcoto — Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro;

Letícia Mara Berto — Universidade Estadual de Campinas (Unicamp);

Camilla Cavalcante de Souza Machuy — Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), Rio de Janeiro;

Fernando Barotti dos Santos — Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);

Luan Michel Soares Pereira — Universidade de São Paulo (USP);

Rafael Resende Assis Silva — Universidade Federal de São Carlos (UFSCar);

Thales Augusto Fagundes — Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos;

Carolina Higuita Ramirez — Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro;

César Augusto Roque Borda — Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araraquara;

Gabriel Chiarotti Sardi — Universidade de São Paulo (USP);

Lucas Arantes Lemos Oliveira — Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG);

Wesley Quaresma Cota — Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);

Rodrigo José da Silva — Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ);

Rodrigo de Oliveira Cavagna — Hospital de Amor, Barretos (SP);

Marina Vidal dos Santos — Universidade de São Paulo (USP);

Henrique Lopes Costa — Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);

Rodrigo Stein Pizani — Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), campus de Limeira;

Gustavo Schiavinatto Vitti — Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);

Yuri Gontijo Rosa — Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);

Marcelo Ryngelblum — Universidade de São Paulo (USP);

Luíza Antunes Dantas de Oliveira — Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Os 56 representantes vinculados a instituições do Sudeste na categoria Menção Honrosa:

João Lucas Hana Frade — Universidade de São Paulo (USP), campus de Ribeirão Preto;

Guilherme Alessandro Lemos da Silva Moreira — Universidade Federal de São Carlos (UFSCar);

Lorena Maia Resende — Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);

Amanda Beatriz Palma de Carvalho — Universidade de São Paulo (USP);

Caio Vaz Pereira de Brito — Universidade Federal Fluminense (UFF);

Marco Antonio Chiminazzo — Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Botucatu;

Wilfredo Rondan Huaman — Universidade Federal do ABC (UFABC);

Daiane Bortolote Ferreira — Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de São José do Rio Preto;

Ticiana de Oliveira Alvares — Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);

Hugo Machado Rodrigues — Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ);

Jaqueline Aparecida de Oliveira — Universidade Federal de Viçosa (UFV);

Ana Carolina Mendes dos Santos — Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);

Antonio Carlos Farrapo Junior — Universidade Federal de São Carlos (UFSCar);

Fernando Silva Ribeiro — Universidade de São Paulo (USP);

Lays Cordeiro Guimarães — Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);

Eliene dos Santos Lopes — Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);

Herbert Guimarães de Sousa Silva — Universidade Federal de São Paulo (Unifesp);

Adelaide de Faria Pimenta — Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas);

Guilherme Camargo de Oliveira — Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de São José do Rio Preto;

Vanessa Coutinho Martins — Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF);

Maria Julia Alencastro Veiga — Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), São Paulo;

Felipe Moraes Cornelio — Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);

Pedro Picchetti — Insper Instituto de Ensino e Pesquisa;

Franceila Auer — Universidade Federal do Espírito Santo (UFES);

Paula da Cruz Peniche — Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);

Marina Pegoraro Baroni — Universidade Cidade de São Paulo (Unicid);

Karina Sichieri — Universidade de São Paulo (USP);

Fernando Arrais Romero Dias Lima — Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);

Gabriel Silva Dias — Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe);

Erico de Souza Prado Lopes — Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio);

Ezequias Adolfo Domingas Cassela — Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP);

Lucas Victor Pereira de Freitas — Universidade de São Paulo (USP), campus de Ribeirão Preto;

Fernanda Goncalves Proenca Susemihl — Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);

Stella Pires de Moraes Santos Ribeiro Godoy — Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe);

João Victor Rossetti Brancato — Universidade Estadual de Campinas (Unicamp);

Julimar del Carmen Mora Silva — Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio);

Luana Fontel Souza — Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);

Claudemir Alcantara dos Santos Junior — Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio);

Carlos Roberto Takaessu Junior — Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos;

Marielena Vogel Saivish — Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp);

Maura Lima Pereira Bueno — Universidade Estadual de Campinas (Unicamp);

Bassam Bachour Junior — Universidade de São Paulo (USP), campus de Ribeirão Preto;

Scarleth Silva Costa — Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);

Danielle Cristina Honorio Franca — Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Botucatu;

Kaiana Recchia — Universidade de São Paulo (USP);

Francine Rafaela Fernandes da Silva — Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);

Matheus Lotto de Almeida Souza — Universidade de São Paulo (USP), Faculdade de Odontologia de Bauru;

Marcia Frias Pinto Marinho — Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);

Patrícia de Cassia Carvalho Campos — Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);

Lucas Leão Nascimento — Universidade Federal de Uberlândia (UFU);

Julia Adorno Barbosa — Universidade de São Paulo (USP), campus de São Carlos;

Camila Reboucas Fernandes — Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rio de Janeiro;

Aline Elisa Maretto Lang — Universidade Federal do Espírito Santo (UFES);

Leonardo Dias Alves — Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);

Eduarda Lorena de Almeida — Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);

Robson Mateus Freitas Silveira — Universidade de São Paulo (USP), Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq).

MEC divulga resultado da seleção de projetos de extensão da Rede Federal

 


Chamada pública destinará recursos para apoiar acesso, permanência e êxito de estudantes nos institutos federais, no Colégio Pedro II e em demais instituições que integram a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica
 

Foto: Divulgação/Ifma

 

O Ministério da Educação publicou, nesta terça-feira, 3 de novembro, o resultado do Edital nº 5/2026, que trata da seleção de propostas de projetos de extensão voltados ao acesso, à permanência e ao êxito dos estudantes no âmbito da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A chamada pública selecionou iniciativas nas áreas temáticas de Inclusão e Diversidade, Ciência e Tecnologia, Sustentabilidade, Cultura, Arte, Esporte e Cooperativismo.
 

O secretário de educação profissional e tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli, destacou a abrangência do projeto e as temáticas contempladas. "Este investimento em acesso, permanência e êxito dos estudantes é resultado do compromisso do governo federal com esta pauta. A iniciativa é a extensão na prática, uma vez que também atende à comunidade externa dos institutos federais, o território onde os campi estão inseridos", afirmou Bregagnoli.

 

Simpósio em São Paulo destaca a história das tranças afro durante o Novembro Negro



Simpósio em São Paulo destaca a história das tranças afro durante o Novembro Negro


Encontro gratuito promovido pelo projeto Trançando Arte acontece no CEU Parque Novo Mundo, e vai reunir escolas e comunidade para conversar sobre ancestralidade, identidade negra e geração de renda


Projeto Trançando Arte celebra o mês da Consciência Negra com Simpósio sobre as tranças afro


No dia 13 de novembro de 2026 (sexta-feira), das 10h às 12h, com entrada gratuita, o projeto Trançando Arte (@trancandovidas_) promove o Simpósio Novembro Negro 2026 – Tranças: Resgate e Afeto Ancestral, no Teatro do CEU Parque Novo Mundo, na Zona Norte de São Paulo.


O projeto convida estudantes, professores, equipes escolares e a comunidade para palestras e debates sobre a importância das tranças na cultura africana e afro-brasileira. Entre os temas abordados estão autoestima, identidade negra, protagonismo feminino, empreendedorismo e geração de renda por meio da arte de trançar. 


Realizado durante o mês da Consciência Negra, o Simpósio tem como objetivo valorizar a história das tranças afro, uma tradição que passa de geração em geração e representa muito mais do que beleza. As tranças carregam a cultura, a identidade e a ancestralidade do povo negro. A iniciativa também quer aproximar os estudantes da história e da cultura da população negra, contribuindo para o debate sobre educação antirracista e respeito à diversidade dentro e fora das escolas.


O evento faz parte das ações do Projeto Trançando Arte, que oferece formação profissional para mulheres da periferia por meio das técnicas de tranças afro. Além de aprender a trançar, as participantes têm contato com conteúdos de empreendedorismo, marketing digital e desenvolvimento pessoal, ampliando suas possibilidades de trabalho e geração de renda. Até hoje cerca de 95 mulheres já se formaram ou estão em processo de capacitação como trancistas. 


Recentemente, o projeto inaugurou um Salão Comunitário no Parque Novo Mundo, criado para aproximar ainda mais a iniciativa dos moradores da região. No espaço, as mulheres que participam da formação podem praticar as técnicas aprendidas e ganhar experiência profissional, enquanto a comunidade tem acesso a atendimentos gratuitos, realizados mediante agendamento.


“Queremos que crianças e jovens conheçam a história das tranças afro e entendam que, além da beleza, elas guardam histórias, fortalecem nossa identidade e mantêm viva a conexão com nossos ancestrais. Um conhecimento que valoriza nossas raízes e faz com que essa história continue passando de geração em geração”, afirma Juliana Belmiro, fundadora do Projeto Trançando Arte.


O Projeto Trançando Arte é viabilizado pelo ProAC ICMS, com patrocínio da Viação Cometa e parceria estratégica do Instituto JCA.




Serviço: Simpósio Novembro Negro 2026 – Tranças: Resgate e Afeto Ancestral

Realização: Projeto Trançando Arte - Instagram: @trancandovidas_

Data: 13 de novembro de 2026, sexta-feira - Horário: das 10h às 12h

Local: Teatro do CEU Parque Novo Mundo, São Paulo (SP) - Av. Ernesto Augusto Lopes, 100 - Parque Vila Maria, São Paulo - SP, 02169-030 

Grátis. Para participar do simpósio basta se inscrever através do número de contato 11 97187-5054.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Escolas têm até o dia 31 de outubro para selecionar livros da Educação Infantil para o triênio 2026-2029


Instituições devem escolher obras para crianças da creche e da pré-escola, além de materiais de apoio pedagógico para professores, com registro pelo sistema PNLD Gestão


A escolha das obras do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) – Educação Infantil para o triênio 2026-2029 começou nesta terça-feira (13/10). As escolas públicas têm até 31 de outubro para selecionar obras literárias e informativas para crianças da creche e da pré-escola e materiais de apoio pedagógico para professores da educação infantil, pelo sistema PNLD Gestão.

O programa é responsável pela avaliação, seleção e aquisição de livros e outros materiais didáticos, voltados à prática educativa nas escolas públicas. Nesta edição, a escolha contempla obras literárias e informativas para crianças da creche e da pré-escola, além de materiais de apoio pedagógico destinados aos professores da educação infantil.

COMO ESCOLHER – A escolha deve ser realizada conjuntamente pelo corpo docente e pelo dirigente da escola, com base nas informações disponíveis no Guia Digital do PNLD Educação Infantil (2026-2029). A análise deve considerar a adequação das obras à faixa etária das crianças e sua pertinência em relação à proposta pedagógica da unidade escolar. A seleção está organizada em três categorias:

● Categoria 1 – Creche: obras literárias e informativas;
● Categoria 2 – Pré-escola: obras literárias e informativas;
● Categoria 3 – Professores: obras de apoio pedagógico para docentes da educação infantil.

ACERVOS – Os acervos são destinados às bibliotecas e aos espaços de leitura das escolas. A quantidade disponibilizada será definida de acordo com o número de estudantes atendidos em cada categoria. Os conjuntos da categoria 1 são compostos por 46 a 47 obras, enquanto os da categoria 2 reúnem de 50 a 52 obras. Os acervos estão organizados em ordem alfabética, e a escola pode selecionar o mesmo acervo mais de uma vez. Caso a unidade escolar opte por não receber os livros literários do PNLD Educação Infantil, deverá registrar a opção “NÃO DESEJO RECEBER” no sistema.

COMO ACESSAR O PNLD GESTÃO – O acesso ao sistema é realizado exclusivamente pela plataforma Gov.br, com o CPF e a senha pessoal e intransferível do diretor da escola. Somente os diretores estão autorizados a acessar a plataforma para registrar a escolha das obras.

Para utilizar o sistema, é necessário ter cadastro ativo com o perfil “Gestor de Unidade de Ensino”. A Secretaria de Educação responsável deve analisar e aprovar as solicitações de acesso dos diretores.

As escolas devem realizar testes prévios de acesso para identificar eventuais problemas antes do início ou durante o período de escolha. O sistema permite solicitar cadastros e atualizar acessos ao longo de todo o ano. Em caso de dúvidas ou dificuldades, as escolas podem entrar em contato com o FNDE pelo e-mail livrodidatico@fnde.gov.br.
 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

União lança Desenrola MEI Pequeno Valor e outros 7 editais para renegociação de dívidas tributárias e não-tributárias

 

Transações por adesão contemplam microempreendedores, pessoas físicas, produtores rurais, empregadores e ex-bolsistas de pesquisa de CNPq e Capes

 

A Advocacia-Geral da União (AGU), por meio da Procuradoria-Geral Federal (PGF) e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), anunciou nesta terça-feira (29/9) o lançamento e a prorrogação de editais de transação de débitos federais que contemplam dívidas tributárias e não tributárias de pessoas físicas, microempreendedores, produtores rurais, empregadores e ex-bolsistas de pesquisa.

A PGFN vai abrir o Desenrola MEI Pequeno Valor, programa de negociação voltado para créditos devidos pelos Microempreendedores Individuais (MEIs) com débitos de até cinco salários mínimos, ou seja, R$ 8.105,00. A janela de negociação estará aberta de 01/10/2026 até 31/01/2027. A entrada, sem desconto, será de 5%. O saldo remanescente pode ser dividido em até 55 meses, com desconto de 50%.

Também pela PGFN será lançado edital de transação voltado a empregador pessoa física ou jurídica com passivo consolidado de até R$ 45 milhões em débitos inscritos em dívida ativa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou da União, no caso da Contribuição Social da LC nº 110, de 2001. Não será autorizada a adesão de contribuintes inseridos no cadastro de empregadores com trabalho análogo ao de escravo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Além dos dois novos editais, outros três programas de negociação terão seu prazo de adesão prorrogado pela PGFN.

Será prorrogado até 29/01/2027 o prazo de transação para qualquer pessoa física e jurídica com passivo consolidado de até R$ 45 milhões em débitos que foram inscritos em dívida ativa até o dia 03/03/2026, ou até 01/06/2025 para a categoria de pequeno valor. Os descontos podem chegar a 100% aplicados apenas sobre juros, multas e encargos legais (vedado desconto sobre o principal) mas limitam-se a 65% do valor total da dívida. Grupos prioritários (pessoas físicas, MEIs, microempresas, EPPs, cooperativas e Santas Casas) contam com limite de desconto ampliado para 70% do valor total. O Desenrola Rural e o Desenrola MEI também serão prorrogados até 29 de janeiro de 2027.

O Desenrola Rural é dividido em três modalidades: transação por capacidade de pagamento (Capag), débitos de difícil recuperação ou irrecuperáveis e transação de pequeno valor. Os descontos podem chegar a 100% aplicados apenas sobre juros, multas e encargos legais (vedado desconto sobre o principal), mas limitam-se a 65% do valor total da dívida. Grupos prioritários (pessoas físicas, MEIs, microempresas, EPPs, cooperativas) contam com limite de desconto ampliado para 70% do valor total.

O Desenrola MEI é direcionado a microempreendedores individuais que possuam débitos inscritos em dívida ativa da União no valor total de até R$ 20 mil. Os descontos podem chegar a 100% aplicados apenas sobre juros, multas e encargos legais (vedado desconto sobre o principal), mas limitam-se a 70% do valor total da dívida.

AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS — Microempreendedores Individuais (MEI), que possuem dívidas com autarquias e fundações públicas federais, também terão a oportunidade de quitar seus débitos. A AGU, por meio da Procuradoria-Geral Federal (PGF), também está lançando edital de transação por adesão específico para esses microempreendedores que possuem dívidas de até cinco salários mínimos, de natureza tributária ou não tributária, o que abrange órgãos como ANTT, ICMBio, DNIT, Anatel, ANP, Incra e FNDE

A oportunidade, que inclui créditos inscritos em dívida ativa até 28 de setembro de 2025, tem prazo de adesão de 16/10/2026 a 31/03/2027, e oferece redução de 50% com pagamento em até 60 meses. O desconto incide sobre o valor consolidado do crédito, incluídos o principal, os juros, as multas e os encargos legais.

Ainda por meio da PGF, a AGU lançou dois editais de transação por adesão para ex-bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que possuem dívidas com essas entidades, relacionadas a bolsas no país ou exterior. A oportunidade, que inclui créditos inscritos em dívida ativa, tem prazo de adesão de 16/10/2026 a 31/03/2027, e oferece várias opções de redução: desde 70% para pagamento à vista, até 30% para pagamento em 84 meses. O desconto incide sobre o valor consolidado do crédito, incluídos o principal, os juros, as multas e os encargos legais, mas não poderá resultar num valor inferior ao montante principal do crédito.

As transações para Capes e CNPq decorrem do reconhecimento, pela AGU, da presença de relevante interesse regulatório para equacionamento das dívidas de ex-bolsistas dessas entidades, nos termos da Portaria Normativa AGU nº 214, de 31 de março de 2026, que regulamentou o art. 22-C, § 2º, da Lei nº 13.988, de 2020.

Esses são os primeiros editais realizados sob a modalidade de transação por relevante interesse regulatório.

O reconhecimento contou com manifestações de Capes e CNPq, que apontaram a necessidade desse equacionamento, inserindo-se no contexto de fomento às políticas públicas por elas tuteladas. Com a iniciativa, promove-se a oportunidade de reinserção de pesquisadores na rede de ensino e pesquisa e no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, com efeitos positivos ao ambiente acadêmico e científico do país.

EDITAL ATÉ NOVEMBRO — Em agosto, a PGF já havia prorrogado, até 30 de novembro de 2026, dois editais de transação para dívidas de pequeno valor, de até sessenta salários-mínimos, com autarquias e fundações públicas federais, sendo que um deles é específico para as dívidas não tributárias do IBAMA. Os prazos de adesão permanecem abertos, com opções de pagamento à vista, com desconto de 50%, ou em até 60 meses, com 20% de desconto.

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

Enem 2026 amplia locais de aplicação do exame

Com cerca de 10 mil novos locais de prova, edição busca aproximar o exame dos estudantes. Estimativa do Inep é de que a maioria dos concluin...