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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

eternaMENTE



eternaMENTE

O silêncio revelador da página em branco e a sua exploração espacial.

Apesar do título (ETERNAmente) sugerir alguma ligação com a tradição
concretista, seu conteúdo implícito remete justamente uma direção
contrária, abstrata: o tempo e a alma. A mente que se eterniza ao
perder qualquer relação concreta, objetiva, material e, assim, ao se
desprender da própria palavra (em sua simples estrutura e solidez),
rompe qualquer vínculo com o movimento estético concretista ao diluir
inclusive a forma, fixando uma poética essencialmente abstrata.

E, é daí que o poeta constrói sua poética na intenção de atingir uma
transcendência além da estrutura formal para falar da imortalidade da
alma.

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domingo, 11 de julho de 2010

O ESPELHO DE ALICE




Alice era muito magra, muito pálida e muito calada. Caminhava se encolhendo, tentando se esconder. Alice e o seu corpo eram uma dificuldade. Ele a limitava, a aprisionava, a castrava.

Mas, Alice era uma sonhadora. Bastava ficar em frente ao seu espelho que ela se transformava.

Para ela, a única coisa real na vida era aquele espelho. Ele, sim, é que refletia a sua verdadeira natureza e essência. Assim, sua vida era toda desenrolada na frente dele.

Nele, ela realizava sua história. Despia-se à vontade. Ria, chorava, cantava, gesticulava, fazia amor, segredava suas fantasias. Enfim, o espelho era a única coisa concreta em sua existência.

No espelho ela via sua beleza, sua força, seu talento, sua bondade, seu destino. Ele era mágico, pois, tudo nele era realizável. Nele, ela se reconhecia. Nele, ela se completava.


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sábado, 8 de maio de 2010

HUMANO CANTO





UM CANTO DEMASIADAMENTE HUMANO

O MAIS SIGNIFICATIVO E IMPORTANTE
LIVRO DE HIDERALDO MONTENEGRO


Depois de publicar Alquimia das Águas (escrito em 2002) e O Pássaro (2008) Hideraldo Montenegro publica agora o seu mais recente livro de poesias, escrito em 2009, onde o poeta fixa o seu amadurecimento estético numa poética chocantemente livre, com temas avassaladoramente instigantes.

Uma obra imprescindível e apaixonante para poetas e apreciadores.

A DEPURAÇÃO DO DISCURSO

O que podemos destacar neste Canto Humano
de Hideraldo Montenegro é que sua poética é limpa, clara, direta. Uma
poesia sem subterfúgios, sem truques, sem jogos (de palavras). Embora,
a temática deste livro seja forte, onde morte está no centro do
movimento, o discurso poético é leve e livre. Não segue nenhum padrão
estético. Não está amarrado a uma estrutura. Engraçado como Hideraldo
coloca a morte como liberdade e faz do seu discurso, ou seja, o
constrói de forma simples. E, é justamente isto o grande valor de o
Humano Canto. O poeta parece se libertar e nos convida a fazer o
mesmo. Um livro, segundo ele, interminável. Estará sempre sendo escrito.
Estará sempre se construindo. Bom lembrar o poema Indecifrável onde afirma: O poema que
não escrevi/jamais escreverei.

Leon K.

UMA LEITURA IMPERDÍVEL!


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sexta-feira, 16 de abril de 2010

HUMANO CANTO




PERSPECTIVA


Mas, não pensem vocês que vou me entregar fácil.
Meus pés ainda coçam percursos
e estradas se insinuam e desenham os seus traçados
Volto como se estivesse indo. Vou como estivesse voltando.
E refaço o trajeto em meus pés
mapeando histórias de idas e vindas


Tudo requer seu passaporte
e pago minha passagem
por esta vida
e durmo sobre travesseiros duros
de viajar minh’alma


Olho para o horizonte
que sempre está aos meus pés
e não consigo enxergar além
de mim mesmo
-este cemitério de paixões
loucas, atrevidas -
covas fundas
que vou cavando na vida


Um canto demasiadamente humano


Arrecadei um tempo para maturar os sons e os sentidos do Humano canto, de Hideraldo Montenegro: um pernambucano, natural de Moreno, que se reconhece aprendiz no universo da poesia - seus mistérios e mistificações. Confesso que me surpreendi com a força da palavra do seu livro e não poderia ser diferente; considerando que o poeta sabe, desde sempre, que é preciso estar atento aos movimentos da vida; atento aos sinais da escrita inventiva e sua função social. Um bom exemplo reside no poema Lembranças:


Coleciono palavras antigas
e um gosto estranho pelo bordado da caminhada
dos pés estradas pontes rios


Graça Graúna
Escritora, Professora universitária
na área de Literaturas de Língua Portuguesa
e Direitos Humanos.
Nordeste do Brasil, 29 de abril de 2009



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sexta-feira, 2 de abril de 2010

UMA VIAGEM AO CENTRO DO EU: A BUSCA DA LIBERDADE




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Em todas as Tradições a morte é colocada como elevação. Não é o fim, mas o começo. Contudo, é fundamental morrer consciente. O ser humano precisa alcançar a iluminação e libertar-se do seu ego para morrer na luz (ou seja, consciente). Quem, ou melhor, o que tem impedido a expansão e, portanto, a elevação da consciência é o ego. A morte do ego significa a libertação da alma. É o paradoxo: “morrer para alcançar a imortalidade”.

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Para Dante ascender ao paraíso primeiro teve que descer ao inferno. Dante, em sua iniciação, teve que ir ali para se purificar. O que viu Dante no inferno senão os grandes e tenebrosos egos representados por várias figuras históricas? O que ele teve que enfrentar senão os seus maiores medos e inimigos?

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Jesus torna-se Cristo (atinge a Consciência Cósmica) quando vai ao deserto e enfrenta o demônio (o seu ego) e todos os seus desejos impuros. A partir daí, pode afirmar: “eu e o pai somos um”. Sidarta também enfrenta Maya (a ilusão) para tornar-se Buda e encontrar a iluminação. A yoga, que quer dizer união, almeja esta harmonização com o Eu Interior e a sublimação do ego. A conclusão é que é necessário o ser humano libertar-se para atingir a plenitude dos céus. Como disse São Francisco de Assis: “é morrendo que se vive para a vida eterna”. Mas, é preciso saber morrer.

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E, é este aprendizado que o artista tenta conduzir através de sua poética. Ou seja, o artista utiliza a poesia como ferramenta desta morte e renascimento e, enfim, desta comunhão.

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O maior desafio para o artista neófito é a herança estética que herda. As regras estabelecidas, as normas e convenções estilísticas é um paredão, um desafio a ser ultrapassado pelo artista. Ele não pode ficar confinado às convenções. Precisa respirar livre. Precisa soltar o grito. E, para tanto, o poeta precisa criar uma expressão que o torne livre.

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O que seria um canto humano senão um canto de imperfeições, mas também de deslumbramento? A poética é um exercício libertário. Para se expressar o artista tenta romper tudo que o restringe. É preciso soltar o grito para representar com autenticidade o seu universo, ou melhor, o seu estar no mundo.

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Diferentemente de Augusto dos Anjos, com o seu marcante pessimismo, a morte é colocada aqui de uma forma otimista, como a grande esperança humana. Para tanto, o poeta vai tentando matar (ou sublimar) o seu ego para conseguir elevar a sua alma. E, para alcançar sua intenção, sua estética se esparrama num discurso livre, mas sem se desviar para o sentimentalismo.

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Este livro é um esforço do artista (o poeta) para libertar-se (espiritual e, consequentemente, esteticamente). Acima de tudo, o engajamento do artista é com a literatura (suas preocupações estéticas), contudo, ele retrata naturalmente o seu envolvimento com a espiritualidade, como também seu envolvimento com a espiritualidade lhe abriu o universo literário, mais especificamente com a poesia. Afinal, como acredita, fazer poesia é crescer espiritualmente. Crescer espiritualmente é apreender a poesia da vida, do viver.

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Humano Canto é um Canto à vida.*

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*o livro HUMANO CANTO será publicado no final de abril de 2010 pela Artexpressa Editora.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

ALQUIMIA DAS ÁGUAS





ESPELHO

Escrever com água
é permitir a fluidez das idéias
que se somam e modificam
o curso das palavras

Escrever com água
é matar a sede
dos que procuram contemplar-se
a si mesmos

Escrever com água
é se adaptar a todos os recipientes
e refletir o que todos sentem



Que mais poderia dizer, poeta, que ainda não saibas? Termino de ler
teu livro, Alquimia das Águas. Termino? Um livro não termina nunca.
Volto então ao primeiro poema. Retorno para beber na fonte, completar
um ciclo e não esquecer: “escrever com água é se adaptar a todos os
recipientes e refletir o que todos sentem”.

Parabéns Hideraldo, poeta! Sei de tua Palavra-Estrela. É luz que não
apaga.

Maria Pereira de Albuquerque
Poeta pernambucana

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Epitáfio


Matriz da Igreja Católica de Moreno - PE



EPITÁFIO





Terra, minha terra
eis que me devolvo:
tua poesia, teu ovo.

Devolvo-te os sorrisos escrotos
meus sonhos, meus brotos
minhas esperanças, meus mortos
e, agora, o meu inútil corpo

Devolvo-te o cheiro
destes eucaliptos que acenam
despedidas e boas vindas
aos filhos errantes, retirantes
nesta ilha latifundiária
e agreste de oportunidades
e sonhos delirantes

Devolvo-te tuas verdes colinas
o Societé, a Praça da Bandeira
as rochas, insensíveis, indiferentes
as Sevis, as Brandinas
os servis, a falsidade,
a dor de dente
o dinheiro pouco
para pagar a cantina
teu odor, tua latrina
o futuro e o presente

Devolvo-te o Poço da Nega
o schistosoma
a Travessa da União
a política coma
o engenho, o mel
e a ausência do pão

Devolvo-te o peito,
o sangue derretido, o veio
o clamor, o povo sofrido
o cordão umbilical, o pleito

Devolvo-te teus governantes
que fingem festas, festivais
votos e sorrisos bacanais
embora deixem deserdados
os irmãos natais

Devolvo-te o teu povo
que abre-se fabril
a outros abraços operários
- cicatriz anil
tecida em pele, pavio

Devolvo-te minhas noites,
meus açoites, o salário canavial,
a hipocrisia, a água batismal,
a pia, teu vazio cultural
teu sangue, teu corpo
tua gente, teu sal

Devolvo-te os puteiros
a tua falta de perspectiva,
e a pátria amada sepultada
pela enxada do coveiro
o grito incontido
o escritor, o tinteiro

Devolvo-te tudo
exceto tua moral
Belge Bresiliene
pacífica, morenense
e teu involuntário
abraço final
- cana de açúcar
teu bem, teu mal

A Terra dos Eucaliptos
finalmente receptiva
e acolhedora
abre a sua boca voraz
para me receber
quando não estou
mais nem aí
e não quero saber




Hideraldo Montenegro

sábado, 9 de maio de 2009

Cicatriz




CICATRIZ


para Graça Graúna



Solano sol
de cada manhã
a cor
do sol
doura a pele
de liberdade
a cada passo
a África
colada
à sola
da caminhada
é asa


Solano sol
poesia e rouxinol
canto da manhã
na cor
desterro e dor
de uma pátria
colada à sola
da caminhada
a cadência
marca
a fala
e fertiliza o chão
por onde a África
passa


Solano sol
da fala
a cor é flor
na marca
a pele
aberta
desabrocha o sorriso
na dor
como uma flor
nasce
no asfalto
como um assalto
um sobressalto
dos pés
na caminhada
que a pele
livre
carregada de sol
fez da cultura
humana
beija-flor



Solano Trindade nasceu no bairro de São José (Recife-PE), em 24 de julho de 1908. Filho do sapateiro Manuel Abílio e da quituteira Emerenciana, mais conhecida como Merença. Ele foi pintor, teatrólogo, folclorista, ator e, sobretudo, poeta da resistência negra. Em 1936, fundou a Frente Negra Pernambucana e o Centro de Cultura Afro-brasileiro.

sábado, 2 de maio de 2009

Demasiado

Demasiado



para Hideraldo Montenegro



humano
é poder apalpar o universo,
ainda que de longe
e sem fronteiras.

Consciente desta possibilidade,
o poeta expõe a tatuagem da solidão
contida em seu silêncio.

Graça Graúna

sexta-feira, 6 de março de 2009

Construção Diária


Salvador Dali




CONSTRUÇÃO DIÁRIA



E os sonhos recolhem
as migalhas diurnas
-desejos não realizados
não fogem aos
fantasmas das noites

E meu corpo
absorve
todo impacto
das minhas fantasias
mal dormidas

E toda manhã
tento juntar
os meus pedaços

Aos Domingos


Edouard Manet




AOS DOMINGOS



Aos domingos passeio
com meus pensamentos antigos

-Fantasmas do passado tão vivos!

Aos domingos como macarrão vejo filmes
e vou descansar de não-sei-o-quê

Aos domingos espero
o domingo passar
para me devolver o presente
amanhã

-Nos domingos estes vazios!

Aos domingos tiro feriado de mim

Pirataria




PIRATARIA


Meus olhos são aquáticos
Os pensamentos navegam
leves, soltos
Flutuam à deriva
-Tento ancorá-los-
Procuro um porto
onde possa abordá-los

Viagem


Caravaggio



VIAGEM



Esse sangue
esse poço
essa vontade
de me erguer
verticalmente
até o topo
de minha cabeça
definem o meu tamanho
dentro de mim

Fênix




FÊNIX


Dentro de mim
há uma fogueira
que separa as cinzas das cores
-o que renasce não é o corpo
mas o topo da transparência do meu ser

Trajeto





TRAJETO




E nesta altura
(da vida)
meus olhos acariciam
as ruas, os céus
e espero-me
asas e pés

volto desarmado
desta luta contra o nada
que existia em mim

As lembranças
são apenas lembranças
e não pisam o chão
nem moem o pão
-degusto os sabores
destas horas agora
e fico em paz

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Blog de Hideraldo Montenegro





CANTATA - HUMANO CANTO



O dia convida ao açoite
das palavras que se fazem vento

Tantos fantasmas invadem o dia
que a noite só resta o silêncio

Penso nas horas
que passam como vento
e voam pela janela

Penso nas crianças que hão de vir
e nas crianças que ficaram
presas na memória

O pó ocupa todos
os espaços
e não pára de correr
pelas frestas
da mente

Na quietude
o tempo corre mais veloz
e torna-se absoluto poente

Contemplo as flores que nascem
com as horas contadas
mas que se eternizam
no tempo

Os relógios não determinam o tempo
apenas demarcam os espaços
que o ponteiro percorre
entre um ponto a outro

Já é Outono e as flores
se despedem
e os seus abraços já não são os mesmos
desde janeiro

Espero a chuva cair
e o que passa são os olhos
-vitrines que se renovam
a cada estação

As manhãs acordam mornas
e esperam aquecer
a vida
Lá fora um trem passa
como se fosse apenas cumprir uma obrigação

Mas, sabemos dos olhares que observam
a paisagem que somos
-estática?

E o gado fixa-se no solo
e cerca o território com olhares
imóveis
no espaço

E não sabem do tempo
que o corrói

Mas é absoluto em sua certeza

Só o homem dobra os passos
e esquece das estrelas no céu

As rugas fixam-se em meu rosto
e contam histórias esquecidas

A tv desvia o olhar
do espelho
e vamos surdos para encontros
programados
com máscaras e sorrisos
avisos prévios
editais
e cenas de postais

Visto minhas horas
sem disfarces
e alcanço tuas mãos
entre espelhos diversos
e nenhum beijo te acorda

Meus pés são uma farsa
sobre a estrada
e sinto calafrios
dos teus beijos
-inevitável despedida futura

Você olha para mim
sem compreender a si mesma
e escuta o canto dos pássaros
na manhã

E os pássaros cantam na manhã
e os pássaros cantam na manhã

Mas, principalmente, os galos cantam
e desafiam as incertezas

As manhãs nascem do canto
e até mesmo o galo se espanta
da manhã que se levanta
no seu canto

E, como o galo, também me espanto
mas não consigo deter este canto

E o canto perdurará mesmo quando não houver
mais pássaros nas manhãs

Os homens oferecem pontes
aos pés que não levam
a um outro ponto
do universo

As pontes ligam
apenas o reverso da perspectiva
-ir e vir é a mesma coisa
e quem vai cruza com seu futuro
na volta de quem foi

Os rios foram feitos
para nos atravessar
-batismo purificador
das águas da fala

Configuro emoções
para este momento underline
e formato lembranças ideais

Formato meus prazeres
para você
e te ofereço flores
como oferecesse pão

Visto as palavras para criar universos
-Esta é minha forma de me abrir
como canteiros que se preparam
para as abelhas
que fecundarão o mel

E ofereço para ti
estas asas
abertas para o céu

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Constatação


Rembrandt



CONSTATAÇÃO



Os mortos estão mortos
e os vivos estão para morrer

A vida corre pelos corredores
e todos vãos abertos estão
para a veia e a cova
somos tudo nada
somos nada tudo
em vão
sim e não
absolutamente
grão
fome e pão
somos não
Infinitamente
chão


Hideraldo Montenegro:
http://hideraldo.montenegro.zip.net/arch2008-11-02_2008-11-08.html

Despedida




DESPEDIDA


Não me esperem para o jantar
Não me esperem nas esquinas
Não sejam bestas em me esperar
Sigam em frente
Escovem os pés penteiem os dentes
Façam a festa
Cantem dancem
e soltem todos os seus fantasmas
de mim
e velas não precisam acender

Digam apenas adeus
e me deixem em paz
que daqui não saio mais

-Afinal, este meu silêncio
não é convincente?

Hideraldo Montenegro:
http://hideraldo.montenegro.zip.net/

Trincheira


David - Michelângelo


TRINCHEIRA



Que venham as cegonhas
Que venham os abraços abertos
Que venha o sorriso leve fixo certo
Que venham as mentiras as verdades e as vergonhas
Que venham o vôo e o pouso e os netos
Que venham todos os aeroportos
Que venham e passem todos
que preciso continuar em campo aberto
vivo ou morto




Hideraldo Montenegro
http://hideraldo.montenegro.zip.net/

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