sábado, 20 de agosto de 2011

Somos todos pedestres



O assunto está na boca do povo, mas ainda não atingiu as mentes dementes dos motoristas nem a dos pedestres que continuam dando sopa ao azar e pensando que estão mesmo em um lugar civilizado

Meu grande amigo de visual punk sempre atravessava a rua apressado, impositivo, quase se jogando suicida no meio do violento trânsito de São Paulo. Quando estávamos juntos, eu ficava louca e ao mesmo tempo boba de ver os carros parando, educados e solícitos, como se ele fosse o próprio guarda de trânsito encarnado com bloquinho na mão ou fosse as demarcações de faixas dos países onde isso funciona - você põe o pé para fora da calçada e os carros param. "Você acha que alguém vai querer me atropelar? Já pensou o furdunço que ia ser?" - e caía na gargalhada. Funcionava.

Passado o tempo, não sei se ele ainda faz isso, mas sei que está bem, lindo e diferente, com seu cabelo espetado e tatuagens em todo o corpo, sempre aprontando alguma coisa especial - agora são festas que libertam o fetiche interior de cada um. Lembrei-me dele também porque nos últimos dias o assunto pedestre anda fervendo. Por vários motivos. Por causa da campanha a favor, das multas milionárias impostas a quem é pego sacaneando, e por causa de pesquisas que dizem que a maioria dos brasileiros se locomove é a pé, ao contrário do que podíamos pensar. Pensei também por causa das muitas marcas de sangue nos asfaltos da vida - o moço inteligente que voltava para casa a pé e foi atropelado por uma Land Rover desgovernada, uma professorinha aposentada atropelada na faixa e dezenas de outros anônimos, que não voltaram, todos mortos no espaço de um tempo de atravessar, de uma calçada a outra. Será menos perigoso atravessar um rio de jacarés?

Ser pedestre é mesmo uma das coisas mais perigosas e também uma das mais democráticas. Todo mundo é pedestre. E uma hora atravessa a rua, ou alguma coisa. Igual aquela velha piadinha que perguntava "Por que o frango atravessou a rua?" - seguida de várias respostas. Uma criança: Por que sim. Aristóteles: É da natureza do frango cruzar a avenida. Marx: O atual estágio das forças produtivas exigia uma nova classe de frangos, capazes de atravessar a rua. Martin Luther King: Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os frangos serão livres para cruzar a estrada sem que sejam questionados seus motivos. Einstein: Se o frango atravessou a rua ou se a rua se moveu sob o frango, depende do ponto de vista. Tudo é relativo. Heloisa Helena: A culpa é das elites estelionatárias,caucasianas e aristocráticas que usurpam a população de frangos e mostra a sua capacidade de luta em defesa dos seus direitos.

A infâmia sobrou até para o Paulo Maluf: O meu governo foi o que construiu mais passarelas para frangos. Quando for eleito novamente vou construir galinheiros deste lado para o frango não ter mais que atravessar a rua. E um pouco para o Lula e sua sabedoria: Atravessou porque queria se juntar aos outros mamíferos.

Não importa como, por que, onde, contra quem. Um dia atravessamos. Pedestre pode ser estátua, soldado do Rio de Janeiro, e até a linguagem rasteira. Mas há uma guerra nas ruas, isso há. No momento em que o pedestre vira motorista, do motorista que esquece que também é pedestre -há um pega pra capar. O cara do carro de trás que buzina, chato, e que acha que você o está atrasando na vida porque deu passagem ao velhinho, e parou para não matar. E nessa guerra, também democrática, há o próprio pedestre que vem maluco ao seu encontro, para te atropelar como se fosse ele uma jamanta de lata, ou um blindado. Ou mero suicida. Deviam aprender com os viralatas mais espertos que só faltam apertar o botão do semáforo.

Ouvi dizer que vão vender a "mãozinha" em miniaturas, no comércio popular. A mãozinha é uma, de papelão ou plástico, como um tchauzinho na ponta de uma vara, que alerta com um PARE e que está sendo usada nos cruzamentos paulistanos - uma bem grande - para conscientizar a população dos dois lados.

Mas esse personagem da cidade, o pedestre, é sui generis. Nunca vi fazerem teste de bafômetro em alguns, mas deveria ter. Nunca os vi serem multados por atravessarem fora das faixas, na diagonal, falando ao celular, mandando SMS (isso eu já vi!), mascando chicletes, olhando para a sua cara cinicamente, balançando a bunda, andando com roupa toda preta no escuro, surgindo de trás de postes e árvores. Também nunca vi pais, mães, babás serem multados por primeiro colocar os coitadinhos na frente, como se o carrinho dos pequeninos fosse armadura.

Também são eles, os pedestres, e assim somos nós todos, que são assaltados, que se machucam nas calçadas, que viram o pé, escorregam, tropeçam e se estabacam nas mal cuidadas vias e infinidades de minas terrestres das grandes cidades, onde até bueiros voam pelos ares, cachorros podem morder, e portões de garagem podem abrir ou fechar nas suas cabeças.

Mas nem tudo é ruim assim, não. Andando, o pedestre consome mais calorias e emite menos gás carbônico na atmosfera desse mundo tão horrivel. Andando, pode observar melhor as belezas dessa vida e virar o pescoço quando uma dessas passa, também pedestre, com um bom rebolado, e isso até pode virar uma composição de sucesso - olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é ela, menina, que vem e que passa...

Pode ir devagar, ou ligeiro, correndo, andando. Mas, solto, nesta solitária atividade, também pode encontrar um amor como nas propagandas de tevê, onde isso é comum. Pode encontrar um amigo. Dar chance à vida. Uma chance que só ocorrerá quando todos lembrarem que é só uma questão de tempo e espaço. Há quadrúpedes inveterados. Mas todos somos pedestres.

São Paulo, lufa-lufa, 2011


(*) Marli Gonçalves é jornalistaPedestre. Não gosta que peguem no pé. Motorista. De vez em quando esquece de por a flechinha quando vai virar.



E-mails:
marli@brickmann.com.br
marligo@uol.com.br

Memórias do Rádio Esportivo


MEMÓRIAS DO RÁDIO ESPORTIVO
 
Comecei a acompanhar narrações esportivas mais atentamente por volta dos 11 anos de idade, no início da década de 1970.
O tipo de narração era mais ou menos padrão: um speaker de voz poderosa e rápida, estilo turfe; um comentarista de voz lenta e doutoral; e um ou dois repórteres de campo, além do plantão esportivo, que informava resultados de outros jogos.

Em Santos, eu costumava escutar a Rádio Atlântica, cujo narrador era Walter Dias, com comentários de Jorge Shammas e reportagens de João Carlos, o corisco dos repórteres. É verdade que várias vezes a torcida já estava gritando gol e o narrador ainda estava no meio de campo. Lembrando disso, me veio à mente o impagável esquete do narrador de futebol gago, imortalizado por Zé Vasconcellos...

Quando o Santos FC jogava clássicos, no entanto, eu preferia ouvir a Rádio Nacional de São Paulo, que tinha Pedro Luiz, Mário Moraes, Juarez Suares e Roberto Carmona.
Aí, um dia, eu passeava pelo dial do rádio de pilha quando descobri a Jovem Pan.

O estilo narrativo era irresistível, a começar por Osmar Santos, que reinventou a transmissão esportiva, trazendo a ?firula? do campo para a voz. Não foi à toa que passou a ser chamando de Pai da Matéria.
Os outros narradores da Pan eram apenas José Silvério e Edemar Anusek! Os comentaristas também eram supimpas: Orlando Duarte e Cláudio Carsughi, com seu sotaque italiano indefectível, ainda mais preciso quando acompanhava o Velho Barão, Wilson Fittipaldi, nas corridas de Fórmula 1, nos tempos de Emerson, Wilsinho e José Carlos Moco Pace. No campo, desfilavam Fausto Silva (o Faustão) e Wanderley Nogueira; equipe que teve, mais tarde, o aporte de um jovem cabeção de Muzambinho: um tal Milton Neves... Mas, o que mais me surpreendeu foi o que veio depois do futebol e antes do Terceiro Tempo, que na época era um noticiário geral, de fim de domingo da emissora. O nome desse programa resumia com absoluta perfeição o que ele era: Show de Rádio. Seus protagonistas: Estevam Sangirardi, Nelson Tatá Alexandre, Carlos Roberto Escova, Odayr Batista e, algum tempo depois, Serginho Leite. Eles personificavam personagens hilários, que representavam, entre outros, cada time grande de São Paulo: o Palmeiras tinha a Nona, o Fumagalli e o cachorro Vardema Fiúme; o Corinthians tinha o Zoca Zifio, o Pai Jaú e a Nega; o São Paulo tinha o Lorde Didu Morumbi e seu mordomo corintiano, sistematicamente assim chamado: - Archibald! Archibáaáaáaáald!; e o Santos tinha dois portuários: o Zé das Docas e o Lança-Chamas, este invariavelmente bebaço e, entre um cochilo e outro, perguntando: - O Santos joga hoje?

Os domingos e quartas-feiras terminavam mais felizes, e eu, ainda menino, tinha a ilusão da eternidade das coisas boas... Até que a Rádio Globo de São Paulo, sucessora da Nacional, resolveu contratar Osmar Santos e, de quebra, levou Faustão, Tatá e Escova, provocando o que foi uma das maiores disputas entre emissoras da época, com direito a editoriais e acusações de assédio.
Osmar Santos, que vivia a dizer para os jogadores mascarados: Desce daí! Desce daí, que você não ta com essa bola toda!, virou o Pai do merchandising, mandando tanto Oi, fulano! Oi, sicrano!; que a torcida já estava gritando gol, quando ele se tocava que tinha um jogo em andamento. Na nova casa foi criado o Largo da Matriz, programa nos moldes do Show de Rádio e, logo em seguida, Faustão, Tatá e Escova começaram a apresentar a primeira versão do caótico Perdidos na Noite, na TV Gazeta, que depois foi para a Band e, mais adiante, o então gordinho (Ô loco, meu!) foi sozinho para perpetrar o Domingão do Faustão, na Globo.

As transmissões esportivas radiofônicas voltaram a ficar resumidas aos jogos, plantões esportivos e programas muito parecidos entre si, cujo diferencial único estava num narrador ou comentarista mais espirituoso.

Ainda bem que existe o Na Geral, da Rádio Bandeirantes, que conta com um gênio Beto Hora. É impressionante como ele consegue interpretar três personagens brigando entre si, ao mesmo tempo! Mudar de um tipo para outro, entre dezenas, sem perder o rumo! E ainda dar opiniões sérias por esses alteregos.

Esse é um dos muitos fascínios do rádio, talvez o maior deles, só comparável à leitura: mexer com nossa imaginação!
Por essas e por outras é que, em suas múltiplas e dinâmicas facetas, o rádio vive em constante processo de reinvenção de si próprio e, quando bem utilizado: informa, entretém, educa e também sabe ouvir.

As cidades e o mundo


 
Na Antiguidade e até boa parte da Idade Média não existiam países, mas cidades-estados, reinos e impérios, que digladiavam entre si, em busca de matérias-primas, escravos, riquezas, poder.

Nas guerras, as cidades vencidas eram saqueadas e queimadas. Reinava a força das armas e do misticismo, a dominação física e psicológica.
A consolidação das fronteiras geográficas dos países atuais foi estabelecida pela diplomacia, pela ganância ou pela violência, sendo que algumas ainda permanecem frágeis, por sua artificialidade, ou separadas por “terras de ninguém”.
As crises econômicas e suas consequências usuais – preconceitos, inclusos – transformaram essas fronteiras em perímetros de tensão, com rígido controle para o acesso de imigrantes: rígido no concreto dos muros, na ação de polícias e na definição de políticas. Assim, o mundo ainda vive em meio a barreiras físicas e psicológicas, só que o poder econômico tende a superar as guerras convencionais, embora elas ainda persistam, convenientemente, sob forma de velado controle populacional ou descarado lucro para traficantes de armas.
Mas, se os limites físicos impedem o ir e vir entre nações, nem tudo acata essas regras territoriais: as alterações climáticas, por exemplo.

E o que os países fazem para mitigá-las? Bem, ainda pouco, talvez porque seus dirigentes estejam distantes do povo, preocupados com macro-questões, se bem que os efeitos das alterações climáticas também são globais.
Talvez em razão disso, algumas cidades resolveram encarar a questão de forma direta, criando o C40 Cities Climate Leadership Group, que congrega várias delas, com mais de 3 milhões de habitantes ou cujas iniciativas sejam marcantes no âmbito da mitigação dos efeitos das alterações climáticas. O Brasil é representado por São Paulo e Curitiba.

Tive a oportunidade de participar do C40 São Paulo Summit, onde pude conhecer mais a fundo as propostas e iniciativas desse grupo. Ali, encontrei representantes de vários países, raças e credos. Roupas e rostos exóticos coloriam as atividades desenvolvidas, que incluíam apresentações de estudos e experiências no enfrentamento de problemas que afligem a todos.

Prefeitos, políticos, cientistas, técnicos, estudantes e público em geral ali estavam para se posicionarem, consciente do desafio de equilibrar questões econômico-financeiras, tecnológicas, sociais e ambientais na complexa equação da preservação do planeta e da humanidade.

O mundo se reuniu sob forma de cidades, para discutir: energias renováveis, destinação de resíduos, edifícios e cidades inteligentes, cidades compactas e outras iniciativas ambientalmente sustentáveis. Também vi sentados à mesma mesa, trocando experiências e oferecendo auxílio técnico e financeiro, países que até bem pouco tempo se engalfinhavam em guerras sangrentas. E os olhares eram amistosos, francos, interessados e proativos!

É claro que existem interesses econômicos envolvidos, mas as cidades parecem menos preocupadas com o que tem distanciado países, e mais interessadas em resolver problemas e desafios comuns, em parceria.

Quem sabe esse exemplo sensibilize os dirigentes mundiais, para que também busquem diálogo e aproximação mais objetivos e menos intransigentes, na busca de soluções para as macro-questões, das quais as ambientais são inadiáveis, sob pena de comprometimento das futuras gerações. Quem sabe assim, um dia, nossos filhos e netos conheçam um mundo onde as fronteiras sejam apenas limites administrativos, e não mais barreiras de intolerância.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Reorientação Curricular: a Gestão Democrática na garantia do direito à aprendizagem

O IV Interconselhos de Gestão Compartilhada de Osasco será realizado neste sábado (13), no Centro de Formação dos Professores do município, com o tema “Reorientação Curricular: a Gestão Democrática na garantia do direito à aprendizagem”.

objetivo é criar um espaço para a reflexão sobre as implicações na gestão da escola, com a intencionalidade de fortalecer os atores sociais da comunidade educacional e do entorno para o exercício da cidadania.

O encontro contará com a participação de representantes dos Conselhos de Gestão Compartilhada (CGC) das Unidades Educacionais do município, educadores do Instituto Paulo Freire (IPF), pais e alunos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

As temáticas 
a serem discutidas nos círculos serão: Contribuição das crianças no CGC; Avaliação dialógica das ações nas unidades educacionais; Participação e mobilização no CGC; A participação da escola, família e comunidade na educação das crianças: Conferência Lúdica; Assembleias escolares e o CGC; Plano Municipal de Educação e Reorientação Curricular.
Na busca de garantir a participação da comunidade na gestão escolar, a Secretaria Municipal da Educação de Osasco vem promovendo ações onde os segmentos dialogam e formulam propostas para a melhoria do ensino e da aprendizagem. O Interconselhos de Gestão Compartilhada é realizado anualmente a fim de assegurar a troca de experiências, a integração comunitária e a formulação de ideias, de proposições e reflexões de políticas públicas, sobretudo da política educacional.
Histórico - O primeiro Interconselhos de Gestão Compartilhada de Osasco foi realizado em 2008, com cerca de 300 participantes (representando 116 escolas), na EMEF Marechal Bittencourt. Na ocasião, foram discutidos temas relacionados aos Conselhos e à comunidade escolar, desde a participação da comunidade na gestão escolar até a educação inclusiva e participação das crianças na escola.
A segunda edição ocorreu em maio de 2009, no contexto da Conferência Nacional da Educação (CONAE), quando o município de Osasco sediou a etapa intermunicipal desta conferência. Os conselheiros foram desafiados a discutir e analisar o documento referência da Conferência, que foi levado e defendido na CONAE – 2010.

O terceiro Interconselhos foi em maio de 2010 com o objetivo de s
ocializar as propostas relativas ao Eixo 2 da CONAE-2010 e discutir a Lei 4136/07 que cria o CGC, o encontro contou com a participação de 313 conselheiros, representantes de 102 unidades educacionais.As discussões nos círculos de cultura resultaram em propostas significativas de alteração da Lei do CGC. 

Diálogos Sobre o Sonho Brasileiro

 

Seminário revela a perspectiva dos jovens sobre o Brasil

Evento realizado no Itaú Cultural discutirá o estudo "Sonho Brasileiro", realizado pela Box1824

 

O que os jovens de 18 a 24 anos pensam sobre política, economia, educação e cultura? Conheça o novo significado que eles dão para estes temas no seminário Diálogos Sobre o Sonho Brasileiro, organizado pelo Itaú Cultural. No evento, que ocorre entre os dias 15 e 16, serão debatidos projetos e ideias de grande impacto no Brasil, a partir do ponto de vista desta geração. A ação tem como base a pesquisa "Sonho Brasileiro", realizada pela Box1824, que investigou como os jovens ressignificam as diversas esferas da sociedade. Durante o seminário, os profissionais da Box1824 – uma das principais empresas de mapeamento de mercado e tendências de comportamento de consumo da América Latina - participarão das quatro mesas de debate que abordarão o ponto de vista dos jovens sobre: a economia da felicidade, a educação informal, a nova cultura criativa e ainda o novo engajamento político. O mediador será Luiz Algarra e o evento contará com a participação de jovens transformadores - mapeados pela pesquisa – e convidados como Dagmar Garroux (Tia Dag), Gilberto Dimenstein, Luis Fernando Guggenberger, Affonso Romano Santanna, Pablo Capilé, Flávio Paiva, entre outros. Serão duas mesas por dia, sendo a primeira às 10h15 e a segunda às 14h30, no espaço Itaú Cultural (SP). A entrada é gratuita, com distribuição de ingressos 30 minutos antes.

 

Programação

Mediação: Luiz Algarra

 

Dia 15

MESA 1 - 10h15 às 12h30

IMPERIO DAS CORES: Economia da felicidade

Com Affonso Romano Santanna, João Cavalcanti e Raísa Almeida Feitosa

 

MESA 2 - 14h30 às 16h30

SABEDORIA NATURAL: Educação informal

Com Luis Fernando Guggenberger, Dagmar Garroux (Tia Dag), Carla Mayumi e André Gravatá

 

Dia 16

MESA 1 - 10h15 às 12h30

FUSÕES CRIATIVAS: Nova cultura criativa

Com Flávio Paiva, Reinaldo Pamponet, Marcelo Noah e Júlio César Oliveira de Oliveira

 

MESA 2 - 14h30 às 16h30

PODER HUMANO: Novo engajamento político

Com Gilberto Dimenstein, Pablo Capilé, Gabriel Milanez e Daniela B. Silva

 

PERFIL DOS PALESTRANTES

 

IMPERIO DAS CORES: Economia da felicidade

·         Affonso Romano Santanna

Com mais de 40 livros publicados, pensa o Brasil e a cultura do seu tempo, e se destaca como teórico, poeta, cronista, professor, administrador cultural e jornalista.

·         João Cavalcanti

É um dos criadores da Box824, LIVEAD (voltada à inovação em comunicação) e da TALK INC (empresa de pesquisa online) e BUSK.com.

·         Raísa Almeida Feitosa

Estudante pernambucana de design gráfico pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE), realiza trabalhos gráficos e trabalha com teatro e literatura. Também se envolve ativamente em mobilizações sociais e culturais.

 

SABEDORIA NATURAL: Educação informal

·         Luis Fernando Guggenberger

Gerente da área Debate e Conhecimento e Novos Projetos da Fundação Telefônica no Brasil. Responsável pela criação dos ciclos de Seminários A Sociedade em Rede e temas relevantes, desenvolvimento de projetos na área de educação e inovação. É Netweaver de Redes Sociais e de Inovação Social. Formado em Publicidade e Propaganda, e especialização em Relações Públicas. Professor universitário.

·         Dagmar Garroux (Tia Dag)

Pedagoga, fundadora da Casa do Zezinho, no bairro do Capão Redondo, em São Paulo, que atende mais de 1200 crianças e jovens de 6 a 21 anos.

·         Carla Mayumi

Sócia da Box 1824. Atualmente dirige o núcleo de inovação e projetos especiais da Box, trabalhando com clientes como Itaú, Pepsico, C&A e COB. Nos últimos dois anos foi uma das coordenadoras da pesquisa Sonho Brasileiro, o maior projeto da história da empresa que deu corpo a esse evento.

·         André Gravatá

O estudante de jornalismo, de Embu das Artes, já realizou várias intervenções urbanas buscando estimular a reflexão nas pessoas e incitá-las a ver o cotidiano de outra maneira. Atualmente escreve um livro sobre arte participativa, cujo foco é o poder de emancipação da arte 2.0, que convoca o espectador a ocupar o papel do artista. É um dos organizadores do TEDxJovem@Ibira.

 

FUSÕES CRIATIVAS: Nova cultura criativa

·         Flávio Paiva

Jornalista, colunista semanal do Diário do Nordeste, autor de livros e CDs infanto-juvenis e ativistas de mobilização social e cidadania orgânica.

·         Reinaldo Pamponet

Deixou a Microsoft em 2003 para se dedicar a projetos culturais envolvendo jovens, como a Eletrocoperativa e a Rede Itsnoon. Defende uma abordagem que dá liberdade ao jovem e reconhece o conhecimento de cada um na criação da cultura.

·         Marcelo Noah

Formado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul(UFRGS), tem mestrado em Escrita Criativa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS). Poeta e radialista, ele produz e apresenta o programa Teorema na rádio Ipanema FM de Porto Alegre e se dedica à criação e direção da rádio Minima.fm, com lançamento previsto para setembro deste ano.

·         Júlio César Oliveira de Oliveira

Ministra oficinas e participa de shows e campeonatos da dança e da cultura hip hop.

 

PODER HUMANO: Novo engajamento político

·         Gilberto Dimenstein

Formado na Faculdade Cásper Líbero, é colunista da Folha de S.Paulo e da rádio CBN. Foi diretor da Folha na sucursal de Brasília e correspondente internacional em Nova Iorque daquele periódico. Trabalhou também no Jornal do Brasil, Correio Braziliense, Última Hora, revista Visão e Veja. Foi acadêmico visitante do programa de direitos humanos da Universidade de Columbia, em Nova York.

·         Pablo Capilé

Coordenador de planejamento dos festivais Calango e Grito Rock e um dos fundadores do Espaço Cubo, instituto cultural cuiabano que desenvolve ações no campo da cultura em todo o Brasil. É sócio-fundador da associação Casas Associadas e um dos articuladores do Circuito Fora do Eixo, rede que integra hoje dezenas de coletivos dedicados ao setor em todo o Brasil.

·         Gabriel Milanez

Um dos diretores de planejamento e pesquisa da BOX1824 desde 2007, trabalhou em agências de propaganda como Fischer América e Lew,Lara. É graduado em Comunicação Social e em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP). Também estudou Sociologia na Universidade Sorbonne Paris IV, na França. 

·         Daniela B. Silva

Diretora da Esfera, na Casa de Cultura Digital, que articula grupos na sociedade para participarem de novas possibilidades de abertura e participação política por meio das tecnologias em rede e de práticas de liberdade, autonomia e compartilhamento. Coordena a comunidade Transparência Hacker,que usa dados governamentais e tecnologias abertas para criar e implementar projetos de interesse público na rede.

 

Serviço

Diálogos Sobre o Sonho Brasileiro

 

Quanto: Entrada gratuita (distribuição de ingressos 30 minutos antes de cada mesa de discussão)

 

Onde: Sala Itaú Cultural - Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô

Estacionamento com manobrista: R$ 8,00 a primeira hora; R$ 4,00 a segunda hora; e R$ 2,00 por hora adicional

Estacionamento gratuito para bicicletas                

Acesso para deficientes físicos / Ar condicionado

 

Telefone: (11) 2168-1776/1777


 


Exposição de fotos Cidade Adoniran começa 2ª no SESC Consolação

Fotógrafo Otavio Valle mostra como a obra de Adoniran Barbosa continua viva nas ruas de São Paulo.

Uma exposição com 20 fotos da cidade de São Paulo, inspiradas nas músicas de Adoniran Barbosa (1910-1982), começa na segunda-feira, dia 15, no SESC Consolação, na Capital paulista. 

O fotógrafo Otavio Valle desenvolveu o projeto Cidade Adoniran a partir das histórias contadas pelo sambista. "Adoniran  foi um dos grandes cronistas de São Paulo. O artista traduziu como ninguém a alma dos paulistas. Sua obra traz uma infinita coleção de retratos da gente que ajudou construir a metrópole", conta o autor do trabalho que estará exposto até 30 de setembro.

Otavio Valle escolheu homenagear Adoniran especialmente em função da história de vida do artista. "Distante dos aristocráticos círculos de intelectuais da sua época, o poeta e compositor popular encarnou em seus personagens e canções a mistura da cultura de caipiras, negros, nordestinos, estrangeiros que moldou a capital", aponta. "A vida dura e pobre dos imigrantes, as experiências nos cortiços, os trabalhos informais que experimentou contribuíram muito na construção dos personagens que povoam o universo de seus sambas."

Sobre Adoniran Barbosa - Filho de imigrantes italianos, Adoniran Barbosa nasceu em 1910 em Valinhos (SP). Seu nome de registro era João Rubinato. Antes de ser artista, foi entregador de marmitas, mascate, pintor, encanador, garçom e chofer. Em 1932, vivendo em São Paulo, começa a compor e adota o nome artístico: Adoniran, emprestado de um amigo dos Correios, e Barbosa, do músico Luiz Barbosa. Em 1936, casa-se com Olga Rodrigues e grava seu primeiro samba: "Agora pode chorar". No ano seguinte, nasce a filha, Maria Helena Rubinato. Em 1951, os Demônios da Garôa gravam sua primeira interpretação de Adoniran, o samba "Malvina" e, nesse mesmo ano, Adoniran grava "Saudosa Maloca" - considerado um dos maiores sucesso do artista, a música "estourou" com os Demônios em 1955. A consagrada "Trem das Onze" também deve seu sucesso ao grupo, que a gravou em 1964. Foi só em 1974 que Adoniran gravou seu primeiro LP.
A carreira  artística de Adoniran não se limitou à música. Ele passou pela Rádio Cruzeiro do Sul, pela Rádio e TV Record e pela TV Tupi, onde participou da primeira versão da novela "Mulheres de Areia", em 1971. No cinema, vale mencionar sua atuação nos filmes "Pif-Paf" (1945), de Adhemar Gonzaga; "O Cangaceiro" (1953), do Lima Barreto; e na pornochanchada "Elas são do baralho" (1976), com Vera Fischer.

Sobre o fotógrafo - Otavio Valle nasceu em São Paulo em 1972. Formado em jornalismo pela Unesp de Bauru em 1993, sempre dedicou-se ao foto-jornalismo. Foi professor da Unesp Bauru, de 1997 a 2000, e editor do Diário da Região em São José do Rio Preto (SP), de 2000 a 2007. Atualmente, desenvolve o projeto Olho no Celular (http://olhonocelular.blogspot.com/), oferece oficinas de Fotografia e é editor assistente do jornal Agora São Paulo/Grupo Folha.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A FORÇA LITERÁRIA DAS PALAVRAS

SHAKESPEARE, AFFONSO SANT´ANNA, PAULO COELHO... A FORÇA LITERÁRIA DAS PALAVRAS



ZACARIAS MARTINS, MARCEL FRANCO, GIVALDO FRANCO, SHAKESPEARE, AFFONSO SANTA’ANNA, PAULO COELHO, GILBERTO (Revista Parte), AUGUSTO CURY, BRUNO RESENDE, PAULO VALENÇA, ANDRÉ ALBUQUERQUE, ISSAAC BUGARIM, MILTON FILHO, CEZAR UBALDO, JORGE XEXES, NAHA NAGA, CHICO CHAVIER, VINICIUS DE MORAES...  A FORÇA LITERÁRIA DAS PALAVRAS.

 Uma crônica em agradecimento as estes grandes colaboradores da literatura brasileira.


Autor: Dhiogo José Caetano



Hoje usarei as palavras para falar a respeito destes homens que de forma literária buscam trabalhar a temática do existir em um contexto complexo e ricamente importante para a transformação do cotidiano.
Sábios, pensadores, poetas, professores, pais, amigos...  Poetas que procuram reunir seus fragmentos e reconstruir na só sua vida, mas a vida da humanidade.
Homens, que na plenitude do saber se transformam em “profetas da filosofia”.
Seus discursos são históricos, suas ideias, tesouros raramente encontrados.
Carregam dentro de si o dom de poematizar à vida, emocionando a todos com as palavras, arrancando da alma até do mais insensível às lágrimas, sorrisos, suspiros, saudades e libertação.
 Estudiosos empíricos, que desvendam os mistérios, vergando a sua cruz, a vida afora!
                   Sendo ele, o próprio carrasco, o seu império...
Autores, que buscam a “verdade”, a razão, a arte de poematizar o existir!
Pesquisadores que suavizam o mundo a sua volta e elimina a tua fúria...
Homens fortes que criam novas ideias constroem e destroem conceitos.
Verdadeiros guerreiros prontos e altivos a enfrentar a batalha.
Lutadores que podem até perder, mas que também podem conquistar novos horizontes através da escrita.
Grandes aventureiros literários que buscam suavizar o viver e levar a arte do “bem viver” como prática do cotidiano.
Verdadeiros formadores de opiniões; seres que promovem a diferença por onde passam.
Pensadores que descrevem com propriedade a complexidade do existir, escritores que escrevem com alma; em meios às lágrimas e júbilo, buscam tranqüilizar a ansiedade, eliminar o medo, romper com a sanidade e a loucura.
São eles os simples seres que de forma grandiosa levanta a bandeira da igualdade, da revolução, da arte da escrita e da leitura. Estes são os grandes escritores que transformam o drama em comédia e colocam grandes ideias em circulação por diferentes regiões do globo.




dhiogocaetano@hotmail.com

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

"Adultos"


Por que será, que à medida que vamos crescendo, nos tornando aquilo que comumente chamamos de “adultos”, ficamos cada vez menos felizes e mais amargos?

Por que será, que temos a mania de acreditar que para ser adulto, devemos parecer adultos, com aquelas características que não sei quem determinou como sendo obrigatórias em adultos: devemos constantemente estar super atarefados e consequentemente estressados, e assim, tendo tantos comportamentos que nada mais são, do que atitudes que muitas vezes nos fazem tão tristes, reprimidos, amargos, com o corpo tensionado, enrijecido.

E o que é pior, doentes! Aliás, haja analgésico para tantas dores! 

Fica parecendo, que à medida que as pessoas crescem, elas diminuem o espaço na vida para a felicidade, e o mais preocupante, é que as pessoas insistem em demonstrar que são “crescidas” e “adultas”, cada vez mais cedo! 

Perdem muitas vezes a chance de viver, e passam por aqui, negando a vida, perambulando, rígidos, como fantasmas tristes. Mas responsáveis e eficientes!

E consequentemente doentes!

O PENSADOR

Um tesouro mais que maravilhoso



Pedro Coimbra

            O francês GamalielChantal nem bem pisou as terras brasileiras tomou duas atitudes: descobrir como encontrar uma expedição que o levasse para o Campo dos Goitacás e marcar com a lâmina o rosto do sujeito que o chamou de “Pintarroxo”.
            A segunda mostrou-se totalmente ineficaz, pois nunca mais se livrou do apelido que detestava motivado por uma enorme mancha sanguínea no lado direito da face.
            Tantas fez que acabou, depois de muitas andanças,no Planalto de São Paulo onde se engajou na bandeira de Fernão Dias Paes Leme.
            Começou então a mostrar suas qualidades de fidalgo sempre ao lado dos poderosos, principalmente os religiosos que acompanhavam a expedição.
            Ficou conhecido como comprador do ouro e dos diamantes que aos poucos eram encontrados.
            Enquanto os portugueses e os “brasileiros” aniquilavam os selvagens que encontravam, fez amizade com eles, o que lhe garantia facilidade de mantimentos em suas aventuras.
            Foi quando construiu, com toda sua inventividade, sua primeira igreja, na verdade uma capela, num ermodo Caminho Velho.
            Passou então a ser procurado e transformou-se num grande edificador de templos, cuja fama ia além da Província.
            Mas, continuava com seus negócios mais ou menos escusos, com aqueles homens que escavavam o chão a procura da fortuna.
            Tudo que amealhava colocava numa grande caixa de madeira de lei que todos denominavam como a “Arca” e que ele levava nas suas andanças, sempre debaixo do seu olhar de coruja, que tudo percebe.
            Um belo dia foi chamado para os Campos do Senhor, apesar de em vida ser um grande herege.
            Não se soube mais de sua “Arca” repleta de riquezas.
            Começou então a lenda do tesouro de Pintarroxo, desaparecido em terras tão estranhas e pelo qual muitos homens e mulheres entregaram sua vida.
            Anos depois, em Guapé, cidadezinha de Minas Gerais, José Militão, um auxiliar de topógrafo veio a conhecer a história e apaixonou-se por ela e enfou na cabeça encontrar a herança do francês GamalielChantal.
            Por esse sonho abandonou posses e a família, tudo o que muitas vezes parecia impossível e de outras muito real.
            Tantas fez o mineiro rude e xucro que acabou encontrando aIgreja de São José dos Pobres, última obra do galego.
            O lugar já havia sido escavado e esquadrinhado por todos os cantos por diversos aventureiros.
            Foi então que Militãoideiou que o tesouro talvez não estivesse guardado numa arca de madeira, uma grande caixa, mas num pequeno relicário, mais fácil de ser escondido.
            Numa tarde de uma sexta-feira descobriu o que procurava assentado em dos pilares da igreja. Ávido por riquezas abriu-o e só encontrou folhas manuscritas.
Nelas o “Pintarroxo” dizia ter devolvido para as profundezas o ouro e as pedras preciosas, guardando apenas um tesouro mais que maravilhoso, o seu amor a Deus.
            José Militão, o Zé Doido, como hoje é conhecido, maltrapilho e macerado, pregando as riquezas do Reino pode ser encontradoperdido pelas cidades e arraias de  Minas Gerais...

O exemplo de "cima"

Dizem que “o exemplo vem de cima” ou que “vale mais do que mil palavras”. Também falam que “nem tudo o que se diz se faz” e que “as aparências enganam”.
O fato é que existem muitas pessoas consideradas da “elite social” que, apesar do discurso, crêem que seus atos estão acima da lei ou do semelhante.
Isso, infelizmente, é cada vez mais comum entre os que escolhem a política como “profissão”. Mas não podemos esquecer que somos nós que os elegemos e, como isso, também estamos dando um mau exemplo. Aliás, embora não concorde plenamente com isso, falam que os políticos representam o povo. Se assim for, o que pensar da sociedade? Considerando as generosas doações de empresas e instituições a campanhas eleitorais, o que dizer da “alta sociedade”? Ela desaprova, pactua ou ignora a corrupção, em troca de banquetes “benemerentes” e tráfico de influência?

As “elites” podem ser minoria, mas são elas que ditam as regras!
No entanto, todos têm parcelas variáveis de participação, consciente ou inconsciente, nesse contexto. Qualquer que seja a condição social, crença, raça ou profissão, nossos atos, efetivos ou falhos, são exemplos.
A ascensão social ou profissional traz vantagens, ascendência; mas também importa responsabilidades, que alguns preferem ignorar, por conveniência, formação ou desvio de caráter, optando por tirar proveito daquilo que lhes interessa, desprezando o direito do outro.
É correto um ex-militar e toda a sua família dirigirem na contramão, para encurtar o acesso à sua casa? E o que dizer de quem critica e despreza um sem-teto que urina e defeca na rua, mas leva seu tótó para fazer o mesmo na porta dos outros, sem coletar a “caca” e, quando alguém reclama ainda retruca, cheio de razão, que a rua é pública?
Se for verdade que donos e cães são parecidos, e que “quem sai aos seus não degenera”, o que impedirá seus filhos de duas patas, com “pedigree”, de saírem por aí praticando seus vícios, vontades, “tradições” e “direitos”, com a benção e proteção paterna ou da “elite” a que pertencem?

Esses “pequenos” maus exemplos podem parecer pouco significativos perante as grandes mazelas da sociedade; mas, essa falta de respeito às leis e ao próximo pode ser o primeiro passo para outras irregularidades, cada vez mais graves. E quanto maior a ascensão de quem age assim, pior! Acreditando ser exemplo, na verdade estará se considerando superior, exceção, interpretando as regras sempre ao seu favor e, dependendo de seu poder, fazendo leis em benefício próprio.
Pode não haver regra sem exceção, mas quando a exceção negativa se torna regra temos uma sociedade injusta, imoral ou amoral, onde não haverá presídios suficientes para abrigar seus criminosos e a impunidade será regra!
Uma sociedade cheia de leis não é necessariamente uma sociedade justa. Bastariam poucas, se as pessoas simplesmente respeitassem regras básicas de convivência. Nesse sentido, o bom exemplo precisa vir de cima!
 

14 filmes e animações para estimular o senso crítico em crianças e adolescentes

  Com cinema brasileiro em destaque no cenário internacional, especialistas apontam obras que ajudam crianças e adolescentes a desenvolver r...