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sexta-feira, 20 de maio de 2011

EM TEUS OLHOS FLORESTAS



EM TEUS OLHOS FLORESTAS


Em teus olhos florestas
acendem palavras
demarcadas pelo espanto do invasor

O riso é flor em marcha
d’alma envolvida em dor

Em tua boca o território
se recolhe à taba
e escondes tua nudez
como fosse praga

A cicatriz já foi posta
em tua alma mata
e tua garganta vomita canções
de saudades vindas
e um passado que não deságua

Vontade de ser mãe
terra saudade da ausência
de quem ficou
nos limites extremos
entre a civilização e a farsa
e a falta de pudor
do explorador

A tua tribo se levanta
e o arco alcança
a flecha que não foi
arremessada atinge
o sangue do arremessador
-a submissão do braço
não confessa a fervura
da idéia

E teu canto graúna
assume a bravura
de uma graça que não era
para a guerra

Hideraldo Montenegro
http://hideraldo.montenegro.zip.net/

sábado, 12 de março de 2011

POEMA



Poema


A poesia é rima,
palavra e esgrima?
A poesia é artifício,
metro e vício?
A poesia é construção,
arquitetura sem paixão?
A poesia é luxo acadêmico,
que evita da pele o endêmico?
A poesia é esqueleto, carne, corpo
ou idéia, mente que sustenta o dorso?

HIDERALDO MONTENEGRO

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

CONSTATAÇÃO



CONSTATAÇÃO

Os mortos estão mortos
e os vivos estão para morrer

A vida corre pelos corredores
e todos vãos abertos estão
para a veia e a cova
somos tudo nada
somos nada tudo
em vão
sim e não
absolutamente
grão
fome e pão
somos não
Infinitamente
chão

Hideraldo Montenegro


HUMANO CANTO
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CONSUMADO



CONSUMADO

Não importa mais
estas veias, este sangue
esta teia, este mangue

Não importa mais
este dinheiro, este whisk,
este isqueiro, este trejeito

Não importa mais
Este nome, esta data
Esta farsa, esta falta

Não importa mais
estes olhos, esta pele
esta língua, este tinteiro

Não importa mais
porque todos os sentidos
agora são iguais

Hideraldo Montenegro


HUMANO CANTO
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

ÓRGIA FÚNEBRE




ORGIA FÚNEBRE

Comam-me todos os vermes
Façam a festa, se fartem
neste bacanal humano
que ofereço
Involuntariamente

Para mim,
pouco importa
os risos e os choros

-no fim
tudo é gozo
de alguém

Hideraldo Montenegro


HUMANO CANTO
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TRINCHEIRA



TRINCHEIRA

Que venham as cegonhas
Que venham os abraços abertos
Que venha o sorriso leve fixo certo
Que venham as mentiras as verdades e as vergonhas
Que venham o vôo e o pouso e os netos
Que venham todos os aeroportos
Que venham e passem todos
que preciso continuar em campo aberto
vivo ou morto

Hideraldo Montenegro


HUMANO CANTO
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

DESPEDIDA



DESPEDIDA

Não me esperem para o jantar
Não me esperem nas esquinas
Não sejam bestas em me esperar
Sigam em frente
Escovem os pés penteiem os dentes
Façam a festa
Cantem dancem
e soltem todos os seus fantasmas
de mim
e vela não precisam acender

Digam apenas adeus
e me deixem em paz
que daqui não saio mais

-Afinal, este meu silêncio
não é convincente?


Hideraldo Montenegro


HUMANO CANTO
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

REFLEXO



REFLEXO

Mas, nada me alcança sem razão
e todo foco me centraliza
no percebido

Percebo-me nas coisas que vejo
e sinto neste encontro
dos meus olhos com as coisas
um atingir
fundo de mim
com o outro que me fita

Dentro dos meus olhos
vivo dentro do outro que fito

sexta-feira, 2 de abril de 2010

HUMANO CANTO - O LIVRO



UM CANTO DEMASIADAMENTE HUMANO

O MAIS SIGNIFICATIVO E IMPORTANTE
LIVRO DE HIDERALDO MONTENEGRO


Depois de publicar Alquimia das Águas (escrito em 2002) e O Pássaro (2008) Hideraldo Montenegro publica agora o seu mais recente livro de poesias, escrito em 2009, onde o poeta fixa o seu amadurecimento estético numa poética chocantemente livre, com temas avassaladoramente instigantes.

Uma obra imprescindível e apaixonante para poetas e apreciadores.

UMA LEITURA IMPERDÍVEL!



VEM AÍ:

Acesso à internet em escolas da rede pública de São Paulo chega a 98,5% em 2025

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