quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Artigo/ Comemoração e compromisso no Dia Nacional do Livro, por Rosely Boschini
Memorial do Imigrante apresenta exposição especial sobre a França
Evento integra calendário oficial do Ano da França no Brasil e fica em cartaz até 15 de novembro
Por sua condição geográfica privilegiada na Europa por e seu passado como potência colonial, a França é um país de trajetória secular na questão da imigração. Por esse fator e em ocasião do Ano da França no Brasil, o Memorial do Imigrante,
A exposição, que na França se intitulou “Repères” (“Referências”) foi criada e instalada na Cité Nationale d’Historie de l’Immigration e tem como objetivo divulgar e reconhecer a história da imigração na França a partir do século XIX sob a visão da arte contemporânea. Ao total, o Memorial disponibiliza uma área de
“Para que essa exposição fosse viabilizada, o Ano da França no Brasil foi fundamental. Quando decidimos participar do calendário oficial, pensamos inicialmente em construir uma exposição sobre a presença francesa
A exposição “A imigração na França: Pontos de Referência”é organizada pela Associação de Amigos do Memorial do Imigrante e pela Cité Nationale d’Histoire de l’Immigration. Conta com o apoio de Accor, Air France, Areva, Caixa Seguros, CNP, Dassault, EADS, GDF-Suez, Alstom, Lafarge, PSA Peugeot Citroën, Renault, CCFB, Saint-Gobain, Safran, DCNS, Thales, Vallourec, Governo Federal do Brasil e República Francesa.
Os patrocinadores do Ano da França no Brasil ( http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/) são:
Comitê de patrocinadores franceses:
Accor, Air France, Alstom, Areva, Caixa Seguros, CNP Assurance, Câmara de Comércio França-Brasil, Dassault, DCNS, EADS, GDF SUEZ, Lafarge, PSAPeugeot Citroën, Renault, Saint-Gobain, Safran, Thales, Vallourec.
Patrocinadores brasileiros:
Banco Fidis, Banco Itaú, Bradesco, BNDES, Caixa Econômica Federal, Centro Cultural Banco do Brasil, Correios, Eletrobrás, Fiat, Gol, Grupo Pão de Açúcar, Infraero, Oi, Petrobras, Santander, Serpro.
Parceria: Ministério da Cultura, Ministério das Relações Exteriores, TV5Monde, Ubifrance, Aliança Francesa, CulturesFrance, TV Brasil, SESC, SESC SP.
Événement intègre le calendrier officiel de l’Année de
Par sa condition géographique privilégiée en Europe et par son passé de puissance coloniale,
L’exposition a été crée et installé dans
« L’Année de
L’exposition « Répères » est organisée par l’Association des Amis du Mémorial de l’Immigrant et par
Les mécènes de l´Année de
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Pesquisadores franceses de artes cênicas encontram-se em Belo Horizonte
Cerimonia de abertura do Encontro Mundial das Artes Cenicas, o ECUM, no espaco 104, no centro de Belo Horizonte, dentro da programacao do ano da Franca no Brasil.
Foto: Pedro Silveira / Entrelinhas
Comitê de patrocinadores franceses:
Accor, Air France, Alstom, Areva, Caixa Seguros, CNP Assurance, Câmara de Comércio França-Brasil, Dassault, DCNS, EADS, GDF SUEZ, Lafarge, PSAPeugeot Citroën, Renault, Saint-Gobain, Safran, Thales, Vallourec.
Patrocinadores brasileiros:
Banco Fidis, Banco Itaú, Bradesco, BNDES, Caixa Econômica Federal, Centro Cultural Banco do Brasil, Correios, Eletrobrás, Fiat, Gol, Grupo Pão de Açúcar, Infraero, Oi, Petrobras, Santander, Serpro.
Parceria: Ministério da Cultura, Ministério das Relações Exteriores, TV5Monde, Ubifrance, Aliança Francesa, CulturesFrance, TV Brasil, SESC, SESC SP.
Ano da França no Brasil leva obras primas de Rodin a Salvador
Comitê de patrocinadores franceses:
Accor, Air France, Alstom, Areva, Caixa Seguros, CNP Assurance, Câmara de Comércio França-Brasil, Dassault, DCNS, EADS, GDF SUEZ, Lafarge, PSAPeugeot Citroën, Renault, Saint-Gobain, Safran, Thales, Vallourec.
Patrocinadores brasileiros:
Banco Fidis, Banco Itaú, Bradesco, BNDES, Caixa Econômica Federal, Centro Cultural Banco do Brasil, Correios, Eletrobrás, Fiat, Gol, Grupo Pão de Açúcar, Infraero, Oi, Petrobras, Santander, Serpro.
Parceria: Ministério da Cultura, Ministério das Relações Exteriores, TV5Monde, Ubifrance, Aliança Francesa, CulturesFrance, TV Brasil, SESC, SESC SP.
Foto: Roberto Abreu/ Entrelinhas
Une affluente ouverture a couronné la procédure de sept ans qui unit les premiers accords faits entre la France et le Brésil pour l'arrivée des pièces du sculpteur français Auguste Rodin pour Bahia, et l'inauguration de l'exposition « Auguste Rodin, l'homme et le génie », qui restera ouverte au public pendant trois ans. C'est la première fois dans l'histoire que le Musée Rodin Paris est d'accord de céder pour une exposition, et pour un période si long, les pièces de l'artiste considéré comme le père de la sculpture moderne, ce qui a impliqué la réussite du projet de collaboration binationale qui dure déjà depuis dix ans et eut son apogée durant l'Année de la France au Brésil.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Bibliotecas de escolas de Rio Grande receberão livro sobre a importância da preservação da água
Escolas das redes públicas municipais e estaduais de ensino da cidade de Rio Grande (RS) vão receber cerca de 300 exemplares do livro Planeta Água, de Flávia Rossi para serem encaminhados às respectivas bibliotecas. A doação é uma das iniciativas
O livro
A obra de Flávia Rossi se comunica diretamente com crianças e jovens através de um texto leve e acessível. O que chama atenção à primeira vista são as ilustrações do grafiteiro Marcelo Eco, que atrai pela qualidade e por captar a linguagem do público que o livro quer atingir.
A mensagem central é fazer um alerta às crianças e jovens sobre como cuidar para que este bem não se esgote. O livro mostra que a importância vai além do abastecimento e alcança a manutenção do meio ambiente, sobrevivência de animais, lazer e até com importância cultural e mitológica, trazendo lendas brasileiras onde a água é o pano de fundo. "Eu quero mostrar, com o livro que a água não é só aquela que sai da nossa torneira, mas é a água do mundo responsável pela vida em nosso planeta", afirma a Flávia Rossi.
Artigo A campanha de Obama a minirreforma política brasileira, por Custódio Pereira
A campanha de Obama e a
minirreforma política brasileira
Custódio Pereira*
Depois da antológica eleição de Barack Obama à Presidência da República dos Estados Unidos, as campanhas eleitorais nunca mais serão as mesmas. Refiro-me ao fato de, pela primeira vez desde o seu advento, a internet ter contribuído de modo tão expressivo para determinar o resultado de uma eleição, e de um pleito com significado ímpar, pois estabeleceu um marco na história norte-americana. A campanha pela Web teve muito peso na estratégia de comunicação e na captação de recursos, fatores exponenciais para a vitória.
O revolucionário processo passa a interessar mais de perto os brasileiros a partir da minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Afinal, o item mais relevante da nova lei é a total liberação da internet para as campanhas, incluindo o debate entre candidatos com regras mais flexíveis do que no rádio e na TV. A analogia, portanto, é inevitável.
Mais do que isso, é interessante que os partidos políticos, os especialistas em comunicação eleitoral, assessores de imprensa e relações públicas brasileiros estudem mais a fundo como se deu a formidável estratégia de Obama na rede mundial de computadores. Boa oportunidade para conhecer melhor um pouco mais a inovadora utilização política da Web é a presença no Brasil de Steve Hildbrand, captador de recursos da campanha do presidente norte-americano. Ele estará em São Paulo por ocasião do Congresso Hemisférico de Captação de Recursos Fundraising, de 6 a 8 de novembro, no auditório da Fundação de Rotarianos. É a primeira vez que o evento realiza-se no Brasil.
Hildbrand relatará a vitoriosa experiência. Vitoriosa e inédita, pois, embora desde o ano 2000, a internet já fosse utilizada em disputas eleitorais, nada até então comparou-se ao que ocorreu na campanha presidencial dos Estados Unidos em 2008. Assistiu-se ao surgimento de uma nova maneira de abordar os eleitores, arrecadar dinheiro, organizar grupos de voluntários, monitorar e convencer eleitores. Também se encontrou na Web um modo muito eficaz de rebater ataques dos adversários, desqualificando-os em uma portentosa rede formadora de opinião.
A estratégia foi tão eficiente que, conforme noticiaram os veículos de comunicação norte-americanos, sensibilizou até mesmo numerosos cidadãos que jamais haviam exercitado anteriormente o direito de votar, principalmente no universo de público dos adultos jovens. A comunicação tela a tela, pessoa por pessoa, teve um imenso efeito multiplicador, chegando a milhões de pessoas. No final, além da vitória, resultou num mailing gigantesco de e-mails de gente que doou dinheiro, participou do debate e se mostrou aberta à abordagem política. A internet parece ter promovido, como nenhuma outra mídia, o engajamento ideológico das pessoas. Elas sentiram-se participantes diretas do processo, à medida que interagiam individualmente em um grande processo coletivo. Deixaram de ser espectadoras e se tornaram protagonistas!
Com a minirreforma política, os partidos e candidatos brasileiros poderão adotar estratégias semelhantes à utilizada na campanha de Barack Obama. As possibilidades são enormes a partir da legalização da Web como mídia legítima para o processo de propaganda e mobilização eleitoral. Assim, que se utilize de modo competente e adequado essa ferramenta, possibilitando o avanço da participação democrática, do debate de propostas e da disputa, com criatividade e dignidade, pelo voto dos brasileiros.
*Custódio Pereira é diretor-geral das Faculdades Integradas Rio Branco e presidente do Grupo de Trabalho da OAB-SP que produziu o anteprojeto do Programa Nacional de Incentivo à Educação.
sábado, 24 de outubro de 2009
O peso da nossa Alma
Gosto de passar os dias a resolver aqueles problemas comezinhos, quase sempre cansativos, mas necessários, num correria sem fim entre compras, dentistas, médicos, tempo perdido nos bancos e conversa fiada com os amigos na Jade Joalheria e na Praça Augusto Silva, a sombra de suas árvores frondosas.
As noites e as madrugadas são especiais, de maior intimidade, introspecção e momentos em que libero toda a minha criatividade.
Agora, mais do que nunca, isso vai acontecer, pois estou resgatando um velho sonho de plantar no nosso pequeno jardim uma dama-da-noite, que pensava ser uma bromélia e agora vim saber que é um arbusto, que exala um aroma inebriante de suas flores...
Pesquisando para um projeto de um novo romance sou obrigado a conviver com o fio da navalha representado pelos limites entre o bem e o mal, o que não é grande novidade, pois esses pontos críticos da condição humana estão presentes a séculos na produção intelectual.
Para tipificar tais personalidades não basta examinar a conduta de um assassino qualquer ou a bondade da velhinha da esquina.
É preciso aprofundar o máximo possível e estudar ícones como o austríaco Adolf Hitler e a cândida Madre Teresa de Calcutá e com perspicácia separar atitudes humanas das sobrenaturais.
Nessa azáfama dou de cara com uma informação científica que conhecia de muito tempo atrás e não me recordava mais de onde havia lido.
Todos nós sabemos de cor e salteado o peso desta massa material, mais ou menos harmônica que é o nosso corpo. Somos fanáticos por uma balança de farmácia.
Porém, se concordamos que existem forças extras físicas que determinam nossas ações no Planeta Azul, somos obrigados a aceitar que sejam denominados de Espíritos ou Almas.
Para os espíritas a Alma é o Espírito reencarnado.
Essas são deduções até mesmo fáceis de ser aceitas sobre o ponto de vista filosófico ou religioso por qualquer um de nós.
No entanto, esta espécie que evoluiu e conseguiu progressos que nenhuma outra alcançou não se satisfaz com meras deduções e num mundo altamente tecnológico queremos provas cabais de tudo que nos envolve.
Em 1902, em Massachusetts, o cientista Dr. Duncan Mac Dougall, acompanhou seis tuberculosos em estado terminal até o último momento e verificou que todos apresentaram uma perda de peso aproximada de 21 gramas, equivalente ao de um beija-flor. O mais curioso é que fez o mesmo experimento em animais e o fato não ocorreu.
Existem milhares de conjeturas que podem justificar esta perda de 21 gramas na massa corpórea na hora da morte.
Mesmo na dúvida, constato que a existência da Alma ou Espírito será um dia comprovada de forma mais cabal.
E tenho a certeza que sua existência em determinadas pessoas vem a tona com mais facilidade.
É o caso do companheiro Martiniano, das andanças da “Campanha do Quilo” pela cidade, sempre com um livro a tiracolo e uma idéia na cabeça, absolutamente convicto das suas idéias espíritas.
E da Aná, irmã do meu amigo Herculano Pinto, católica convicta e que em tempos outros que passei pela Rádio Cultura de Lavras me presenteou com uma pequena imagem de Santa Clara, protetora da comunicação e que repousa desde então em uma posição privilegiada no meu quarto.
A ausência dessas Almas/Espíritos que nos deixaram cheios de saudades e recordações e de suas atitudes exemplares diante da Vida será sempre lembrada independentemente de qualquer comprovação física ou não de sua existência...
Pedro Coimbra
ppadua@navinet.com.br
Black or White
Santista de nascimento e time, Pelé e Coutinho eram ícones, adjetivos para a perfeição individual e em grupo. Adhemar Ferreira da Silva era o grande bicampeão olímpico. Mas não era só no Brasil que havia referências que contrariavam a lógica imbecil da discriminação racial:Os shows de Nat King Cole e Earl Grant foram grandes acontecimentos, para os quais as emissoras de televisão destacavam seus apresentadores mais populares, e desde os anos de 1950, nomes como: B. B. King, Chubby Cheker e tantos outros povoavam filmes e programações de rádio, disseminando o rock, o soul, o blues pelo mundo.Os anos de 1960 colocaram a Motown na estratosfera, com um dos maiores elencos já reunidos: The Supremes, The Four Tops e, mais para o final da década, um grupo de garotos, que provocaram uma revolução com seus cabelos “Black Power” e coreografias inovadoras: o “Jackson Five”. O principal vocalista era um menino de voz aguda e afinada, mal saído das fraldas, que sabia agitar, em músicas como “ABC”, ou embalar rostos colados, com “I’ll be there”. No início de sua carreira solo, ele conseguiu transformar o tema musical de um filme totalmente absurdo num sucesso estrondoso: “Ben”.Dizem que seu pai era uma pessoa difícil e, ainda criança, os compromissos praticamente não davam espaço para apenas crescer. Os traumas de infância são difíceis de superar, mas ele adorava a música e o estrelato. Só que esse mundo é cruel, e quando ele chegou à adolescência, disseram que a mudança de voz acabaria com sua carreira. Mas ela pouco mudou. Mistério...
Ele, no entanto, mudou para melhor: passou a investir em repertório de qualidade, vídeos inovadores, coreografias próprias e parcerias simpáticas (Paul McCartney).Aí, começaram as mutações visuais, que já não eram mais de idade. Mas nada que afetasse suas performances ou abalasse a idolatria dos fãs ou o reconhecimento dos críticos, pois cada nova aparição era multiplamente surpreendente! Então veio o álbum “Thriller”: que disco fantástico! E ele virou o “Rei do Pop”. Só que os reis do mundo artístico não são intocáveis. Além disso, apesar de todo seu poder, ele aparentava ser uma pessoa extremamente frágil, exceto quando subia ao palco. Ele criou a fundação “Heal the World”, mas sua saúde parecia cada vez mais debilitada.As mudanças faciais ficaram mais evidentes: ele até mudou de cor! Disse que era vitiligo...
“Black or White”? Isso não deveria importar, mas ele estava levando isso às últimas consequências. Também começaram a achar que ele era realmente “Bad”: separações, escândalos... Como se esconder quando se é uma personalidade tão visada? Como confiar em amizades sinceras num meio onde pululam segundas e terceiras intenções?Ele buscou isolamento, mas vieram os problemas financeiros...
E como ficar longe da arte e dos palcos? Ele quis voltar e seus fãs os queriam de volta: 50 shows programados, com ingressos esgotados! Ele precisou ver vídeos antigos, para reaprender alguns de seus passos. Como seria? Não foi...
Talvez agora Michael Jackson encontre descanso em sua nova “Neverland”...
Marketing Pessoal = Sucesso Profissional
( Chuck Lieppe-Publicitário)
Importante perceber que quando se faz o marketing pessoal, obtêm-se como resultado o sucesso profissional. Pensando assim, sua imagem pessoal deve ser tratada com muito cuidado, pois a mesma vale ouro.
Releva notar que as pessoas deixam as suas marcas onde quer que estejam e são lembradas de forma positiva e/ou negativa conforme a vivência deixada. Podemos dizer que, de forma negativa, são lembradas pelo seu pessimismo diante da vida, atitudes de promiscuidade, mediocridade, maldade, fingimento, egoísmo e individualidade, pela visível inveja, pela maneira rude de tratar com as pessoas, pela miserável desonestidade e pelas famosas “fofocas” destacando-se por ser um “ás” nessa triste “habilidade”, etc.
Por outro lado, são lembradas de forma positiva quando assumem uma postura diferenciada da vida, tais como a maneira otimista de encarar a vida, de se relacionar com os demais, por sua simpatia, educação e gentileza ao tratar com as pessoas, por preocupar e cuidar da aparência, por ser um bom ouvinte, pelo seu equilíbrio emocional, por estar sempre atencioso, solidário, companheiro, receptivo e aberto às pessoas, por gostar de fato do que se faz e entregar-se de corpo e alma ao trabalho, pela sua honestidade, sinceridade e transparência, etc.
Por essa razão, torna-se importante ressaltar que as características acima citadas estão atreladas ao seu caráter e que ninguém consegue atuar como um ator por muito tempo; um dia a máscara irá cair, e quando cair, sua reputação profissional já terá ido para o ralo, comprometendo assim toda sua imagem profissional perante o mercado. Em contrapartida, a boa notícia é que podemos mudar, bastando apenas o querer. Convém ressaltar que psicopatas não mudam, mas tão somente se adaptam temporariamente a uma situação adversa para posteriormente voltarem às suas características habituais.
Estima-se que 4% da população são de pessoas com as características de personalidade anti-social (popularmente chamados de psicopatas). Felizmente apenas uma pequena parcela deles se transforma nos assassinos em série (os serial killers). As pessoas com perfil de psicopata estão espalhadas em todos os níveis e esferas da sociedade, tais como no trabalho, na família, nas relações sociais, etc.
Frisa-se que, em meio à era selvagem da competição, o profissional deve ficar sempre atento à construção de sua marca, razão pela qual deve ficar “antenado” e vigilante quanto às suas atitudes e comportamentos, bem como quanto ao seu visual; portanto, o profissional deve não somente preocupar-se com sua entonação de voz, sua maneira de falar, sua forma de agir e conduzir os fatos, de andar e de se assentar, reeducando sempre que possível em prol da melhoria contínua, mas deverá também ter bom senso e sabedoria de adequar seu traje ao conteúdo do cargo. Igualmente deve ter particular esmero quanto ao ambiente em que se encontra, tendo o cuidado para não descuidar de sua aparência, mas tendo cautela para não cometer exageros, pois em se tratando de marketing pessoal sua aparência conta e muito.
Assim sendo, todo e qualquer profissional deve fazer uma auto-análise quanto aos seus comportamentos, atitudes e conhecimentos, procurando transformar seus pontos negativos em positivos, fazendo das ameaças oportunidades e, assim, melhorando, desenvolvendo e crescendo cada vez mais, alcançando desta forma um novo posicionamento no mercado através do marketing.
Em adição, é importante lembrar que devemos cuidar de nosso networking, pois, nossa rede de relacionamentos é de suma importância em nossa vida profissional. Devemos nos esforçar para manter o interesse em conquistar mais e mais pessoas, sendo que isso deve fazer parte de nossa rotina. Por conseqüência, o profissional deve sempre dar um jeito de ser lembrado, enviando e-mails, telefonando, freqüentando feiras, congressos, coquetéis e outros eventos, de forma a não somente manter, mas a ampliar sua rede de relacionamentos.
Desta forma, assim como as empresas se preocupam em destacar-se no mercado através do marketing, torna-se de fundamental importância que o profissional tenha uma incessante preocupação relacionada ao seu marketing pessoal. Considera-se decisivo que ele tenha toda sabedoria e cautela ao se expor no mercado, estando sempre atento ao seu estilo, elaborando um bom plano e traçando estratégias para se tornar conhecido neste mercado global. Com essa prudente estratégia ele permite que o mercado conheça suas habilidades, conhecimentos e talentos, para assim destacar-se e fazer o diferencial em sua carreira, e desta forma alcançar o seu tão sonhado alvo.
Ante o exposto, é de suma importância perceber que hoje temos uma grande aliada – a internet – que é nossa grande parceira, à medida que permite que o profissional divulgue o seu trabalho e torne não somente conhecido em todo o mundo, mas amplie seu networking utilizando seus contatos para fazer grandes negócios, mostrando suas qualidades. A internet permite ainda mostrar o que você sabe fazer de melhor, contribuindo desta forma para que se faça não somente a divulgação de sua imagem, mas a consolidação de sua marca, neste mercado altamente competitivo e globalizado.
Finalmente concluímos que, em meio à era globalizada onde impera tamanha competitividade, não é suficiente saber fazer, é preciso aparecer, sobretudo com estil
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
ENTREVISTA ESPECIAL: ZYGMUNT BAUMAN (TERCEIRA PARTE)
Notisa A parcela de nossa população que "não se importa" com o que ocorre dentro das favelas pode estar contribuindo, mesmo que inconscientemente, para uma forma de democídio (assassinato perpetrado pelo Estado contra pessoas em geral)?
ZYGMUNT BAUMAN A capitulação tipicamente brasileira da separação espiritual entre estranhos, o preconceito mútuo, a desconfiança e a inimizade é o "medo do 'morro" e o "desdém por aqueles aqui de baixo" os "residentes do asfalto".
Oscar Newman, um urbanista e arquiteto americano, sugeriu, em 1972, em um artigo com um título auto-explicativo Espaço defensável, pessoas e design na cidade violenta que o remédio preventivo contra o medo da violência urbana é a demarcação clara de limites uma ação que desencorajaria ações invasivas de estranhos. A cidade é violenta e repleta de perigos porque assim dizem Newman e seus apóstolos está cheia de estranhos. Quer evitar infortúnios? diz Newman: mantenha os estranhos a uma distância segura. Torne seu espaço compacto, brilhantemente iluminado, fácil de ser observado, possível de ser visto "através de" e seus medos irão desaparecer, você saboreará, finalmente, o maravilhoso gosto da segurança...
Como a experiência demonstrou, no entanto, os esforços para tornar espaços "defensíveis" levaram a aumentos agudos em preocupações com segurança. Arautos e sintomas da segurança "sendo um problema" continuam nos lembrando de nossas inseguranças... Como Ana Minton argumentou em seu estudo recente: "O paradoxo da segurança é que, quanto melhor funciona, menos deveria ser necessária. Ainda assim, ao invés disso, a necessidade de segurança pode ser tornar viciante..." De proteção e segurança nunca há o bastante; uma vez que se começa a desenhar e fortificar fronteiras, não há retorno. O principal beneficiário é nosso medo: ele prospera e se torna exuberante, alimentando-se de nossos esforços por desenhar e armar fronteiras.
Em uma das mais afiadas oposições imagináveis à opinião de Newman estão as recomendações postas no papel por Jane Jacobs: é precisamente na multidão das ruas da cidade e na profusão de estranhos ao redor que encontramos socorro e nos libertamos do medo que exala a cidade, aquele "grande desconhecido". A palavra que define esse elo, diz ela, é confiança. A confiança na reconfortante segurança das ruas da cidade é destilada da multiplicidade de encontros e contatos rápidos nas calçadas... O sedimento e traço duradouro de contatos públicos casuais é um tecido de malhas de união-em-público compostas por respeito e confiança civis. A falta de confiança é um desastre para uma rua de cidade conclui Jacobs.
Há a falta de comunicação e de laços que compartilham vidas na ausência de confiança; e a falta de confiança leva à indiferença moral despreocupada com o que acontece com 'eles', os que estão 'lá fora', não importa o quão atroz e repelente possa soar, se aplicado a 'nós' ou a 'pessoas como nós'. A premonição de Jacobs pode assim se comprovar certa, se nada for feito para impedi-la...
Mas algo está sendo feito, mesmo se o que foi feito até agora ainda não seja o bastante para cortar o nó górdio firmemente amarrado durante décadas, se não séculos. Veja por exemplo o Viva Rio, a maravilhosa iniciativa de resistência à violência, com a introdução de escolas em distritos anteriormente privados de instituições educacionais, incentivando trocas humanas entre "favela e asfalto", empréstimos de baixos interesses, para encorajar pequenos negócios dentro das favelas etc., objetivos levados bravamente e com sucessos que não podem ser considerados insignificantes, alguns anos atrás, por Rubem César Fernandes... Ou sua extensão lógica, o Viva Favela, com a intenção explícita (para citar Sorj uma vez mais) "de mudar a maneira como a mídia retrata as favelas, para criar novas histórias que não se concentram simplesmente no assunto da violência, mas mostrar a plena realidade da vida nas favelas sua riqueza humana e cultural e os esforços da maioria de seus habitantes para levarem uma vida com dignidade". Pequenos passos, talvez, que não sopram forte o bastante para quebrar a armadura do ressentimento mútuo e a indiferença moral lançada e reforçada por anos entre os moradores "do morro" e "do asfalto" do Rio de Janeiro mas mesmo assim um início. A escolha é, afinal, entre erigir paredes de pedra e aço, ou desmantelar as cercas espirituais. E por favor, tomemos nota de que cada uma das duas escolhas opostas, uma vez tomadas, tendem a desenvolver capacidades autopropulsoras e "auto-intensificantes".
(Bibliografia utilizada pelo entrevistado, mantida no formato original)
Teresa Caldeira, 'Fortified Enclaves: The new Urban Segregation', in Public Culture 1996, pp.303-28. 29
Nan Elin, 'Shelter from the Storm, or Form Follows Fear and Vice Versa', in: Nan Elin (ed.), Architecture of Fear, Princeton Architectural Press 1997, pp.13, 26. 30
Steven Flusty, 'Building Paranoia', in: Architecture of Fear,pp.48-52. 31
Richard Sennett, The Uses of Disorder: Personal Identity and City Life, Faber & Faber 1996, p. 39, 42.
Anna Minton, Ground Control: Fear and Happiness in the twenty-first-century City, Penguin 2009, p.171
Jane Jacobs, The Death and Life of Great American Citie, Random House 1961
Artur Domosławski, Swiat Książki, Gorączka Latynoamerykańska (Latin-American Fever), Warszawa 2004.
Agência Notisa (science journalism jornalismo científico)
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