PAZ E JUSTIÇA
Fiquei estarrecida ao ver as cenas de confronto entre a Polícia Civil e a Polícia Militar, pela Televisão. Irmãos, amigos e solidários, na luta em defesa da população.
Parabenizo o policial de camisa branca que subiu numa viatura da Polícia e pediu calma, atitude sensata e corajosa que impediu que a situação se agravasse.
Quero fazer um apelo ao Governo do Estado para que estude com carinho a situação salarial dos fucionários públicos, em geral; principalmente a dos policiais (que arriscam suas vidas) e a dos médicos que, como os policiais, também salvam vidas.
A maioria dos funcionários públicos tem um salário-base que, dependendo do caso, não chega a ser nem a metade de um salário mínimo; isto, independentemente de sua capacidade, de sua escolaridade e do seu tempo de serviço.
Paralelamente a esse sub-salário, estão as gratificações que, além de não abrangerem a todos os casos, igualmente; estão sujeitas a congelamento ou retirada em casos de transferência de Secretaria ou aposentadoria.
Há mais de dez anos coube ao funcionalismo público ser o alvo principal para equilibrar os gastos dos cofres públicos e o mais
prejudicado é o aposentado.
Só que, como para todos, as contas e os impostos não perdoam ninguém.
Segundo os últimos noticiários transmitidos pela tevê, os abonos são meros paliativos que também não abrangem a todos os funcionários, com a devida justiça.
Qual é, portanto, o privilégio, que tanto se fala, do funcionário público que se aposenta?
NAIR LÚCIA DE BRITTO
JORNALISTA
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008
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