Mostrando postagens com marcador Santos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Santos. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de abril de 2012

SANTOS FC – CEM ANOS!


Sou santista desde que me conheço por gente!
Por quê?
Bem, certas coisas não têm nem precisam de explicação, sobretudo quando vêm do coração, quando é coisa de pele.
É verdade que eu nasci em Santos e daqui me ausentei por apenas um ano. E vim ao mundo quando o Santos FC já vencia tudo e era a corte de um rei coroado aos dezessete anos, nas terras da rainha Cristina.
Mas meu pai, um de meus irmãos mais velhos e tios eram, perdoem-me a palavra, corintianos. Argh! Ou torciam para a “burrinha”, Portuguesa Santista.
Só sei que naturalmente passei a torcer para o alvinegro praiano, fascinado pelo branco do uniforme n. 2 que virou n.1; pelo contraste dos deuses negros que reescreveram a história do futebol brasileiro, transformando o “complexo de vira-lata” de Nelson Rodrigues em Baleia, que colocou o Brasil no mapa; que conquistou três títulos mundiais de seleções e dois de clubes; que encantou o mundo, parou guerra, ganhou tudo o que disputou, mas que um dia um comentarista caquético e anacrônico anunciou, com prazer mórbido e sarcasmo, que havia acabado, porque seria apenas Pelé...
Tolo!
Antes do Rei, o Santos já havia sido santificado por Feitiço, Patuska, Antoninho, Vasconcellos, Pagão... Êta time ecumênico: até Feitiço e Pagão se converteram!
E com Pelé houve Coutinho, Edu, Mengálvio, Pepe, Dorval, Zito, Mauro, Clodoaldo, Gilmar, Tite, Carlos Alberto, Toninho, Cejas e tantos outros, que conquistaram mais títulos em poucos anos do que qualquer outro time.
O Santos acabou em 1974? Não! Só achou de deveria dar uma chance para os demais, talvez um pouco cansado de “carregar o piano”. Esse ano também foi o marco de um Brasil que perdeu a nobreza conquistada, quando resolveu jogar igual aos europeus. Perdeu o respeito por si próprio, que só foi reconquistado por Telê e Felipão, e hoje crê que é preciso jogar na Europa para “ganhar maturidade”... Quem acredita nisso, que vá trabalhar lá!
É verdade que tivemos um prolongado jejum de títulos... Mas jejuar também é coisa de santos! A gente faz isso para purificar e evoluir!
Desafio: alguém conhece um time que tenha sido berço de tantos craques?
Além dos já mencionados: Cláudio Adão, Juary, Pita, Diego, Robinho, Ganso, Neymar...
Por aqui também passaram alguns dos maiores maestros do meio de campo, como: Aílton Lira, Dema, Deodoro, Giovanni, Paulo Isidoro... E endiabrados como: Almir “Pernambuquinho” e Serginho “Chulapa”.
Um passado de glória - que já o era antes de Pelé & Cia. -; que sempre primou pelo futebol-arte, enfrentando o “Trio de Ferro” paulista ou o Real Madrid, de Di Stefano; que sempre ganhou seus títulos no campo de jogo!
O Santos criou a maioria de seus inúmeros e espetaculares craques.
A Baleia virou Peixe, pela voz de um radialista dos anos de 1970, mas nunca perdeu sua grandeza ou realeza, de um time que honra seu hino: “No Santos pratica-se o esporte com dignidade e com fervor, seja qual for a sua sorte, de vencido ou vencedor!”. O Santos não é apenas um time de raça, pois aqui todas sempre tiveram vez: brancos, negros, orientais, índios...! Ganhou o mundo “sin perder la ternura”, porque nunca se achou pequeno!
Será por isso que sou santista?
Pouco importa... Amor não precisa de explicação!
Parabéns por este centenário, Santos! Parabéns por cem anos de futebol-arte, Brasil!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Terceira história



A primeira história do Santos FC começou a ser contada em 1935, quando o Alvinegro conquistou seu primeiro Campeonato Paulista!
Ele já vinha incomodando os “grandes” da capital desde sua fundação e tinha uma característica diferenciada: não era time formado por colônia.
Sua segunda história, a mais brilhante até agora, começo a ser escrita em 1955, “carimbando” a faixa do campeão do IV Centenário, ganhando seu segundo título paulista e iniciando uma fase tão maravilhosa, que pode se dizer que só não ganhou todos os títulos que disputou porque preferiu correr o mundo, divulgando o futebol-arte!
Aliás, foi nessa fase que o futebol brasileiro perdeu o “complexo de vira-lata”, expressão cunhada por Nelson Rodrigues.
O time que começava com Gilmar, no gol, e terminada com o ataque mais temido da história do futebol: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe encantou o mundo, sendo o primeiro time que não era de capital a conquistar títulos importantes, tendo como ápice as Libertadores da América e Mundiais de 1962 e 63.
Será que as pessoas têm real noção do que isso significou e significa para o futebol brasileiro!
Obviamente, futebol - ainda mais para os brasileiros! - é pura paixão! Assim, as torcidas adversárias nunca darão o merecido valor às conquistas dos adversários, mesmo que esses tenham tantos diferenciais como é o caso do Santos FC.
Prova disso é que um antigo e anacrônico comentarista esportivo dos anos de 1970 - que entendia tanto de futebol que teve que passar “máquina zero” na cabeça, ao vivo, na TV, por ter perdido aposta em que afirmara que Mirandinha, do São Paulo, não marcaria gol no Palmeiras -, logo após Pelé parar sentenciou: “O Santos acabou!”.
De fato, o Alvinegro “pisou no freio” por algum tempo. Mesmo assim, conquistou alguns títulos de expressão em 1978, 84, 97 e 98.
E a terceira história?
Bem, esta começou a ser escrita em 2002, com o fantástico título brasileiro, que teve Diego e Robinho como protagonistas.
E para acabar de vez com o discurso batido dos adversários, de que “o Santos vivia de passado”, vieram mais um brasileiro, 2004; dois bicampeonatos paulistas: 2006/07 e 2010/11; a Copa do Brasil de 2010 e, enfim, a terceira Libertadores da América, ápice, até o momento, da geração de Neymar e Ganso.
É verdade que tomamos um “vareio” do Barcelona, para alegria dos adversários do Alvinegro. O Santos jogou com medo! Neymar, Ganso e Borges foram uma pálida imagem do que normalmente fazem, enquanto Messi & Cia. fizeram a apoteose do futebol, fazendo jus a tudo que se fala do fantástico time catalão.
Eu esperava muito mais do Alvinegro, não nego. No entanto, quem poderá negar os méritos que levaram o Santos à final do Campeonato Mundial Interclubes? Ou que o Alvinegro é um dos maiores times da história do futebol brasileiro?
Futebol é paixão e não dá para esperar racionalidade do torcedor apaixonado. Mas, a história não é escrita pela paixão...
Parabéns, Barcelona! Mas, em qualquer tempo, Santos, sempre Santos!

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

  Foto: Ivanna Suzarte A vitrine de tecnologias está passando pelos últimos ajustes para o evento Mais uma vez, a  Embrapa  marca presença n...