Mostrando postagens com marcador Natal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Natal. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Natal!



Época em que, muitas pessoas naturalmente, outras automaticamente (levadas pela magia do espírito natalino, ou talvez pelos apelos das propagandas), deixam aflorar sentimentos, que no decorrer do ano ficaram esquecidos ou mesmo reprimidos.

A solidariedade, a fraternidade, o comportamento gentil, muitas vezes aparecem em pessoas que, em outra época do ano, são constantemente egoístas, individualistas e arrogantes.

Que bom, se ao longo do ano, mais pessoas se comportassem como nesta época! Que maravilha, se estas pessoas perdessem o medo e a vergonha de serem boas, honestas, fraternas, solidárias e gentis. Que mundo realmente melhor, poderíamos ajudar a construir..

Se os pais, que apesar de todos os compromissos, fizessem como fazem nesta época, quando arrumam um tempinho para comprar o presente do filho, e ao longo do ano, arrumassem também um tempinho para darem atenção para estes filhos!

Se os casais que trocam presentes, trocassem ao longo do ano, gestos e palavras carinhosas!

Se a alegria com que tantas famílias preparam e comemoram a festa do Natal, se incorporasse à rotina, e em todas os dias do ano, as pessoas se abraçassem mais, distribuíssem mais sorrisos, fossem afetuosas naturalmente!

Se as confraternizações em locais de trabalho, não se restringissem meramente a uma comemoração de final de ano, mas fossem extensivas a todos os dias! 

Não desisto de desejar, que este espírito de generosidade que aflora em boa parte da humanidade nesta época do ano crie raízes profundas e se torne uma árvore frondosa e frutífera durante o ano inteiro, e em todos os anos...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Natal de Curitiba-Galeria de Luz

Fotos 01 e 02 - crédito de Jaelson Lucas
Fotos 03 e 04 - crédito de Pedro Ribas 

CURITIBA SE ILUMINA PARA O NATAL
Com o espetáculo da Galeria de Luz, cidade se consolida como Capital do Natal
Tempo de compartilhar amor, esperança, paz e solidariedade. Uma data de confraternização e de reencontros para relembrarmos o nascimento de Jesus Cristo. Uma ocasião para celebrarmos a vida. Afinal, é Natal. E para tornar essa época ainda mais especial, Curitiba recebe um espetáculo inédito em todo o Brasil: a Galeria de Luz.
Composta por uma sequência de arcos e portais luminosos que proporcionam efeitos de perspectiva e profundidade, seguindo um esquema arquitetônico desenhado originalmente por Leonardo Da Vinci, a Galeria é uma obra do designer e artista italiano Valerio Festi, reconhecido por seus trabalhos no exterior, como a homenagem realizada no aniversário do terremoto de Kobe, no Japão, e a arquitetura de luz das Galeries Lafayette, em Paris, na França. As mais de 50 mil lâmpadas utilizadas criam desenhos que se revelam a cada passo do público.
Instalada em uma tradicional via da cidade, a Rua XV de Novembro, entre as ruas Barão do Rio Branco e Marechal Floriano Peixoto, a Galeria faz parte das atrações especiais que a Prefeitura de Curitiba, através do Instituto Municipal de Turismo, preparou para mais uma vez fazer de Curitiba a Capital do Natal. "É um espetáculo maravilhoso, surpreendente e que, com certeza, vai agradar a todos. Além de encantar curitibanos e turistas, esperamos fazer com que os visitantes permaneçam mais tempo na cidade", afirma Juliana Vosnika, presidente do Instituto.
O Desfile da Luz também integra o espetáculo, que tem incentivo da Lei Rouanet e apoio da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Bailarinos e malabaristas locais percorrem toda a Galeria em 20 palcos móveis, levando magia e emoção para os espectadores através de um conto natalino inspirado na Itália do século XV que resgata toda a emoção do verdadeiro significado do Natal. São 50 artistas empenhados no show, que conta com a participação de bailarinos da Companhia de Dança Masculina Jair Moraes e coreografia do mâitre do Ballet Teatro Guaíra, Jair Moraes. A história é narrada pelo ator curitibano Luís Melo. "Também procuramos valorizar os artistas locais. 90% dos que participam do espetáculo são do Paraná", diz Juliana.
Além disso, no local também é possível fazer o Natal de alguém mais feliz. Ao lado da Galeria, há um painel de "Pinheiros de Luz", iluminado através de doações do público. A cada contribuição, a pessoa recebe uma lâmpada para instalar no grande painel. Com a ajuda de todos, um lindo mural luminoso será criado, e toda a renda arrecadada entregue a instituições parceiras da Fundação de Ação Social (FAS) e do Instituto Pró-Cidadania de Curitiba (IPCC).
         Programação completa
A Galeria de Luz fica em Curitiba até o dia 06 de janeiro. O Desfile da Luz acontece até 23 de dezembro, de terça a quinta-feira às 20h15 e sexta-feira às 21h30. Nos dias em que não há espetáculo, a Galeria também fica acesa e tem sonorização especial.
Além disso, o Instituto Municipal de Turismo preparou um portal exclusivo que reúne informações sobre todas as apresentações, feiras, decorações, exposições, manifestações religiosas, ações solidárias e os presépios que acontecem na cidade. "Dessa forma, fica muito mais fácil, para turistas e moradores de Curitiba, se programar para conferir os espetáculos desejados. Basta acessar www.curitibacapitaldonatal.com.br", explica Juliana.
Serviço:
Galeria de Luz
De 01 de dezembro a 06 de janeiro
Desfile da Luz
De 01 a 23 de dezembro - Terça a quinta-feira às 20h15 e sexta-feira às 21h30
Curitiba Capital do Natal

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Obrigado pelo Natal

Pedro Coimbra
ppadua@navinet.com.br


Márcio pediu a sua enésima Brahma ao Ademar, dono do “Bar Cisne” e ficou olhando para a moreninha de cabelos cacheados, nariz arrebitado, decote exagerado, sentada a sua frente e que não parava de falar.
Havia se assentado naquela mesa no começo da tarde, morto de fome e pedira um frango assado na “vitrine de cachorro”.
- É o mais saboroso da cidade – disse a moreninha e sem ser convidada refestelou-se em uma das cadeiras vazias à mesa, servindo-se de cerveja e saboreando uma asinha do frango.
Ele pensou que ela não precisava lhe dizer isso, pois freqüentava aquele botequim muito antes de se mudar para Beagá. Chamava-se então “Bar Recreio”, o dono era o Mauro e era bem mais simpleszinho. Naquela época vivia da mesada do pai e não poderia beber nem um pouco daquelas muitas cervejas .
Fosse um dia normal e não se importaria com a presença da moreninha pegando no seu pé.
Mas, aquele era um dia especial. Era Natal...O primeiro Natal longe de Linda...
No último Natal estava com ela no apartamento de um amigo, na rua Voluntários da Pátria, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Fazia um calor infernal, o apartamento parecia uma caixa de fósforos de tão pequeno e acabaram avisando aos outros que iriam até o Sendas, antes que fechasse, comprar algumas coisas para ceia.
Lá fora caía uma chuva forte que molhou nossos corpos e lavou nossas almas de toda a poluição humana..
Ela sabia o quanto eu era rude, um brutamonte com diploma e me falou nos ouvidos que o Natal significava não só o nascimento do Menino Jesus, mas o nosso renascimento e das nossas esperanças...
Era uma mulher profundamente espiritualizada e que tinha convicções arraigadas sobre o sentido e o propósito da vida.
Compramos algumas comidinhas próprias da época, ela escolheu um bom vinho chileno, uma pequena caixeta de uvas e uma boa porção de rabanada, que eu detestava.
Na portaria do prédio uma sombra na escuridão moveu-se na nossa direção.
Atento, preparei-me para o ataque de um assaltante vindo do Morro Santa Martha ou de um pedinte mais audacioso.
Para minha surpresa era um garotinho de pouco mais de oito anos, de cara suja, olhos brilhantes, enrolado em um cobertor maltrapilho.
- Moça. Ajudem a gente a comer! – disse com voz rouca.
Como sempre acontecia, nem mesmo tive tempo de raciocinar e Linda tomou-me as sacolas das mãos e entregou-as ao pivete.
- Obrigado pelo Natal! – ele gritou sorrindo e correndo sumiu na escuridão.
Fazia bastante tempo que Linda esse vale de lágrimas, mas não podia esquecer seu desprendimento e amor fraterno aos seres humanos.
Levantou-se cambaleante, abraçou e beijou a moreninha, agradecido por sua companhia.
- Obrigado pelo Natal...-disse finalmente.




segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Natal - Fé na humanidade

As alterações climáticas me preocupam. A insensatez inconsequente da maioria dos governantes e empresários globais, também. Mas o que mais me assusta é a proliferação de arautos do caos, que procuram tirar máximo proveito da fragilidade emocional e ingenuidade de crianças, adolescentes e pessoas simples. Esses indivíduos proclamam o fim de tudo, como se mais nada houvesse a fazer, a não ser cuidar da alma, mas nunca esquecem de “passar a sacolinha”, cuja coleta investem em bolsas de valores, paraísos fiscais, redes de TV...


Para que dinheiro e propriedades, se não ficará pedra sobre pedra? Além disso, em tempos atribulados, as pessoas deveriam buscar aproximação com o semelhante, solidariedade, e não o egoísmo de uma salvação exclusiva, pessoal ou sectária, que pregam.


Há, no entanto, sintomas preocupantes nesse contexto:


Será que as pessoas perderam a esperança num mundo melhor? Será que ignoram que tudo de bom e de ruim que a humanidade fez, faz e fará é obra de gente de toda raça, ideologia e religião? Será?


Mas, se não há esperança, porque continuam a trabalhar, estudar, fazer planos, comprar bens materiais e, principalmente, gerar descendentes?


Filhos... Não seria melhor poupá-los física e psicologicamente desses dias de aflição a ranger de dentes?


Parece que alguns acham que não e até dão graças a Deus quando um deles se imola em nome de suas crenças! Será que eles não temem a morte porque a vida lhes é tão cheia de medos e preconceitos, e lhes fazem crer tão profundamente que nada podem fazer para mudar positivamente as coisas, que deixar esse mundo seria uma benção.


Se essa é a lógica do tempo presente, então as mortes deveriam ser vingadas, mas comemoradas, e os nascimentos, pranteados por mil carpideiras!


Mas não é assim: pais amorosos, pelo mundo afora, continuam a desejar o nascimento e cuidar com carinho de seus filhos. Fazem isso porque, apesar de toda a alienação imposta por fanáticos e oportunistas, materialistas ou religiosos, guardam em si a semente divina da esperança na humanidade: máxima criação de Deus!


Esperança... Benção... Nascimento... Renascimento... Transformação!


O ser humano nasceu para viver! A morte é uma certeza, mas nunca deve ser uma meta!


Jesus poderia ter nascido e morrido, pelas condições do parto ou pelas mãos dos infanticidas de Herodes. As portas do céu teriam sido abertas do mesmo jeito, para o Filho de Deus! Mas ele precisava viver para anunciar a esperança a todos os seres humanos, para lembrar-lhes do livre-arbítrio, para dizer-lhes que as bênçãos de Deus eram universais e não um privilégio ou critério de poucos. Graças a Ele, a humanidade renasceu!


Por isso o Natal é um tempo tão importante e sempre bem vindo. E isso, não pelos presentes materiais, às vezes totalmente desprovidos de bons sentimentos, mas pela inexplicável e benfazeja sensação de esperança no futuro, de um renascer constante que contamina quem ainda não deixou esse brilho divino ser apagado em seu coração.


Enquanto houver fé e esperança, consubstanciadas no natal diário de cada pequeno Cristo, não temos o direito de desacreditar do projeto de Deus. Ele nunca desistiu de nós! Até enviou seu filho unigênito para prová-lo!


Assim, em nome Dele, de Seu e de nossos filhos, é preciso crer na humanidade e na vida, em pensamentos, atos e palavras.


Então, filhos de Deus de todas as raças, credos, gêneros e sei lá mais o quê; desejo a todos: felizes, transformadores, renovadores e infinitos Natais!

14 filmes e animações para estimular o senso crítico em crianças e adolescentes

  Com cinema brasileiro em destaque no cenário internacional, especialistas apontam obras que ajudam crianças e adolescentes a desenvolver r...