quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

CHICO XAVIER, o filme...

Quero agradecer à Rede Globo por estar
transmitindo o filme de Chico Xavier.
Já assisti no cinema e estou vendo de novo!
 
nair lúcia de britto

 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

CHICO XAVIER

CHICO XAVIER (Brasil – 2010)

Por nair lúcia de britto


Este filme é mais do que um filme de amor, do mais puro amor do qual

Jesus falou, quando veio aqui à Terra. É uma bandeira branca, a mais linda

bandeira de PAZ, dessa paz que o mundo está precisando tanto!...

Conta a história de Chico Xavier, "o mineiro do século", como narra

o jornalista Luciano Napoleão e Silva, que cobriu vários eventos

relacionados à vida do maior médium do mundo. Ficou tão encantado e

surpreendido com o que viu que resolveu escrever um livro, publicado pela

Editora Lachátre (Bragança Paulista, 2004), para transmitir a outras pessoas

o encantamento que ele sentiu.

Marcos Bernstein foi quem escreveu o roteiro do filme, baseado na obra

literária de Marcel Souto Maior "As Vidas de Chico Xavier";

e Daniel Filho, com muita competência, o dirigiu. O filme está emocionando milhares de pessoas e sugerindo uma nova perspectiva de vida. A mensagem é fazer entender que os laços de família não se perdem com a morte

porque a alma é eterna, assim como o amor.

Os verdadeiros laços de família são eternos tanto na Terra como na Espiritualidade; fortificam-se e se renovam à cada reencarnação, desde que sejam laços de afeto.

Ou seja: "A afeição real da alma é a única que sobrevive à destruição do corpo, porque os que se unem apenas pelos sentidos não têm motivo algum para se procurarem no mundo dos espíritos.", diz o Evangelho, segundo Allan Kardec.

Chico Xavier já era médium desde menino, quando a mãe que ele perdera ainda

criança vinha conversar com ele, a fim de suavizar o sofrimento pelo qual Chico passava com os maltratos da madrasta. Nem o garoto, nem ninguém entendia os fenômenos que ocorriam com ele; nem mesmo o padre da sua paróquia.

Somente Emmanuel, seu mentor espiritual, iluminou-o, ajudando-o a cumprir

a nobre missão que lhe fora destinada.

"Tudo é amor, até o ódio que julga ser a antítese do amor é o amor que adoeceu gravemente"

"Nós precisamos do humorismo ou entraremos num clima de tensão que seremos considerados loucos."

"Um dos maiores pecados do mundo é diminuir a alegria dos outros"

Foram estas e muitas outras mensagens de Emmanuel, através de Chico.


 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

P A S S I O N E

PASSIONE

 

Por nair lúcia de britto

 

Bem inteligente a trama da novela Passione, de Silvio de Abreu,

que logo despertou o interesse dos telespectadores pelo

desenrolar intrigante e fluente; sem nunca pecar pela monotonia.

Excelente escolha do elenco de atores; já consagrados, na maioria.

A maior estrela da novela foi Mayana Moura que interpretou Melina,

a personagem mais coerente da novela, apesar dos erros que

cometeu por amor. Alguns telespectadores reclamam que ela

não merecia terminar com o confuso e atrapalhado Mauro

(Rodrigo Lombardi). Eu já acho que ela merecia alguém mais

determinado!


A "Pituquinha" (Irene Ravache) e o "Mimoso" (Francisco Cuoco)

formaram o casal mais adorável da novela.


Reynaldo Gianecchini (Fred) aprimorou-se como ator e

Simone Gutierres (Lurdinha) revelou-se como uma excelente

atriz, bailarina espetacular e comediante rara.

 

Quanto ao roteiro, certos diálogos foram muito pesados

e grosseiros, como por exemplo entre a personagem

Clara (Mariana Ximenes) e a avó Valentina (Dayse Lúcide).


Os temas fortes e cenas de sexo, apresentados, foram exagerados,

rudes e chocantes. Os alertas são válidos. Só que o autor

deveria ter sido mais hábil e discreto ao focar situações graves,

decorrentes da miséria e do desleixo moral.

 

A bigamia também não tem desculpa e é um péssimo exemplo,

que só existe nos países menos desenvolvidos. Na vida de toda

pessoa o amor é único e eterno. Relações paralelas são paixões

carnais e passageiras. 


Crianças e adolescentes gostam de assistir as novelas da Globo,

assim como os adultos; e os pais não conseguem retirá-las da

frente da televisão, quando oportuno. Daí porque é imprescindível

que tanto as emissoras de tevê quanto os autores de novela

lembrem-se desse público jovem que os assistem, ao criar e

apresentar uma novela; que pode, inclusive, auxiliar na educação

e no conhecimento.

 

Fred vai para a cadeira pelo crime que Clara cometeu; e, ela, apesar

de tanta maldade, tem um final feliz.


Seja na vida real ou na arte é inadmissível o mal vencer o bem.



 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A trajetória do herói.



                   Autor: Nelson Tanuma

Onde quer que nos encontremos, seja numa grande metrópole ou morando numa caverna no meio de uma selva inóspita, viver é passar pelos mesmos estágios, da infância à maturidade sexual, a transformação da dependência para a responsabilidade, o namoro e o casamento, a velhice com a perda gradual da capacidade física, até a morte, estes foram os desígnios de nossos antepassados e certamente serão os nossos. 
         Na infância, nos identificamos com determinados super-heróis fictícios pelos quais nutrimos simpatia e criamos afinidade por algum motivo particular, e tendemos a sair pela vida procurando alguém que possa encarnar esses nossos heróis, porém, corriqueiramente nos deparamos com verdadeiros heróis encarnados que muitas vezes passam despercebidos, embora sejam elas as pessoas que fazem a diferença em nossas vidas.
          Sempre que pergunto às pessoas, quem seriam aquelas que fizeram verdadeiramente diferença na vida delas, invariavelmente obtenho como resposta o nome da mãe, pai, avô, avó, irmão, irmã ou alguma pessoa próxima e querida, que  tiveram interação afetiva e positiva na vida delas, especialmente na infância. Raras vezes ouço o nome de algum ídolo que seja:  cantor, ator, esportista, político, cientista ou de qualquer pessoa famosa.  A bem da verdade, os verdadeiros heróis são as pessoas, de carne e osso que cuidam de nós e que se preocupam conosco, as quais estiveram presentes em nossas vidas nos bons e maus momentos. São os verdadeiros amigos, sejam eles consangüíneos ou não, são aqueles que catalizaram os pontos altos de nossas vidas.  São pessoas, normais, que por méritos próprios tornam-se nossos referenciais de virtude, gracas ao seu bom caráter e valores éticos e morais evidentes.
          Eu tenho como heroína a figura da minha mãe, a senhora Ko Tanuma, que conta hoje com noventa e um anos de idade, que é meu exemplo de vida. Ela que tem estatura que não chega a um metro e meio, e peso inferior a 50 quilos, superou a dor da saudade pela distância de todos os seus familiares, quando abandonou a vida modesta e humilde, porém tranqüila, que tinha na cidade de Kiryu-shi, província de Gumma-Ken no Japão, e, aos vinte um ano de idade veio para o Brasil, na condição de imigrante, para casar-se com meu pai aqui no Brasil. Ela superou a dificuldade adaptação com a cultura brasileira que lhe era muito estranha, passando a viver, o restante de sua vida, bem longe do seio da sua família. Ela criou e educou oito filhos, trabalhando duro, sol-a-sol na lavoura, e durante mais de dez anos de sua vida trabalhou como vendedora ambulante, carregando uma sacola em cada mão, indo de porta em porta para vender ovos e verduras superando inclusive a dificuldade de comunicação já que não conhecia bem a língua portuguesa. Viveu durante grande parte da sua vida em casa de madeira, sem piso, sem energia elétrica, sem água encanada, onde no lugar da privada havia um buraco coberto de madeira onde todos nós fazíamos nossas necessidades fisiológicas. Foi agricultora, feirante, costureira, e frequentou e concluiu o  ensino fundamental com quase 70 anos de idade, tendo recebido diploma recolhecido pelo Ministério de Educacão e Cultura - MEC. Ela nunca deixou se abater pelas vicissitudes da vida apesar das enormes dificuldades financeiras. Ela me educou com amor e carinho e sempre me incentivou a estudar, embora a vida não lhe tenha oferecido muitas oportunidades para ela própria estudar. Hoje em dia ela ainda zela por um de um de seus netos chamado Renê, que conta com 29 anos de idade,o qual sofreu paralisia cerebral por complicação no parto, e em virtude disso teve como seqüelas, a paraplegia e o retardamento mental.  Minha mãe  e realmente um ser humano fantástico, a quem eu presto minhas homenagens e a quem eu reverenciarei como minha eterna heroína.
          O valor do ser humano não pode ser medido pelos seus atributos físicos ou pelos bens materiais acumulados, o dinheiro por si só não faz o herói, mas o bom caráter, a responsabilidade, o exemplo, a capacidade de superação e de fazer a coisa  certa, a capacidade seguir, ouvindo a voz interior, respeitando os próprios valores mais nobres. É a capacidade de continuar lutando quando é mais fácil ceder e entregar os pontos, ou seja, a capacidade de fazer as escolhas certas é que faz o herói.
          Os ídolos são voláteis e estão relacionados aos modismos midiáticos, mas os heróis de verdade tem o condão de deixar para nós um legado eterno na forma de ensinamentos e exemplos de vida.

           Os heróis, com toda sua sabedoria, sensibilidade e coerencia,  são possuidores de um profundo sentimento de estar no caminho certo, mesmo enfrentando as dificuldades da inexperiência, da incerteza em relação ao futuro, das barreiras e dificuldades da vida cotidiana,  elas seguem o chamado da voz interior que os impelem a avançar em busca daquilo em que acreditam, correm atrás dos seus sonhos e estão dispostas a pagar o preco das escolhas; e seguindo esse chamado, observa-se que as portas vão se abrindo, não se sabe como, de onde nem portas existiam. E assim, o poder do propósito passa a prevalecer na vida desses heróis. Tudo envolve um mergulho no âmago do seu próprio, e o faz obter autoconhecimento, como consequência de profundas reflexões.

          Falando de heróis:  conforme escreveu o dramaturgo William Shapeskeare: “O herói é aquele que fez a escolha pela coisa certa, quando a coisa certa é a única coisa que deveria ser feita”.    
          Presto minhas homenagens, a todos os pais e mães heróis, que estendo a todos os heróis anonimos que não são dotados de superpoderes, são pessoas comuns, que apesar de suas limitacões humanas, são capazes de fazer a diferenca na vida de alguém, e que, com seus amores incondicionais, sabedoria e comprometimento em prol do bem comum e de nossas futuras gerações, têm sido capazes de tornar a vida das pessoas ao seu redor um pouco melhores, sendo capazes de fazer uma crianca sorrir, e  que deixam como legado, a esperança na possibilidade de se fazer do planeta terra um lugar melhor e mais justo para se viver.
     (Nelson Tanuma que é especialista pós-graduado em Desenvolvimento do Potencial Humano pela PUC, há mais de 10 anos vem ministrando cursos e palestras pelo CIESP/FIESP, SEBRAE-SP, Fundação Bradesco, UMC, Universidade Corporativa ACMC e organizações diversas,  e tem  artigos publicados periodicamente em 15 veiculos de comunicacão, sendo eles:  jornais, revistas, portais e sites informativos, de várias cidades do Brasil)

fonte: www.nelsontanuma.com.br

A trajetória do herói.



                   Autor: Nelson Tanuma

Onde quer que nos encontremos, seja numa grande metrópole ou morando numa caverna no meio de uma selva inóspita, viver é passar pelos mesmos estágios, da infância à maturidade sexual, a transformação da dependência para a responsabilidade, o namoro e o casamento, a velhice com a perda gradual da capacidade física, até a morte, estes foram os desígnios de nossos antepassados e certamente serão os nossos. 
         Na infância, nos identificamos com determinados super-heróis fictícios pelos quais nutrimos simpatia e criamos afinidade por algum motivo particular, e tendemos a sair pela vida procurando alguém que possa encarnar esses nossos heróis, porém, corriqueiramente nos deparamos com verdadeiros heróis encarnados que muitas vezes passam despercebidos, embora sejam elas as pessoas que fazem a diferença em nossas vidas.
          Sempre que pergunto às pessoas, quem seriam aquelas que fizeram verdadeiramente diferença na vida delas, invariavelmente obtenho como resposta o nome da mãe, pai, avô, avó, irmão, irmã ou alguma pessoa próxima e querida, que  tiveram interação afetiva e positiva na vida delas, especialmente na infância. Raras vezes ouço o nome de algum ídolo que seja:  cantor, ator, esportista, político, cientista ou de qualquer pessoa famosa.  A bem da verdade, os verdadeiros heróis são as pessoas, de carne e osso que cuidam de nós e que se preocupam conosco, as quais estiveram presentes em nossas vidas nos bons e maus momentos. São os verdadeiros amigos, sejam eles consangüíneos ou não, são aqueles que catalizaram os pontos altos de nossas vidas.  São pessoas, normais, que por méritos próprios tornam-se nossos referenciais de virtude, gracas ao seu bom caráter e valores éticos e morais evidentes.
          Eu tenho como heroína a figura da minha mãe, a senhora Ko Tanuma, que conta hoje com noventa e um anos de idade, que é meu exemplo de vida. Ela que tem estatura que não chega a um metro e meio, e peso inferior a 50 quilos, superou a dor da saudade pela distância de todos os seus familiares, quando abandonou a vida modesta e humilde, porém tranqüila, que tinha na cidade de Kiryu-shi, província de Gumma-Ken no Japão, e, aos vinte um ano de idade veio para o Brasil, na condição de imigrante, para casar-se com meu pai aqui no Brasil. Ela superou a dificuldade adaptação com a cultura brasileira que lhe era muito estranha, passando a viver, o restante de sua vida, bem longe do seio da sua família. Ela criou e educou oito filhos, trabalhando duro, sol-a-sol na lavoura, e durante mais de dez anos de sua vida trabalhou como vendedora ambulante, carregando uma sacola em cada mão, indo de porta em porta para vender ovos e verduras superando inclusive a dificuldade de comunicação já que não conhecia bem a língua portuguesa. Viveu durante grande parte da sua vida em casa de madeira, sem piso, sem energia elétrica, sem água encanada, onde no lugar da privada havia um buraco coberto de madeira onde todos nós fazíamos nossas necessidades fisiológicas. Foi agricultora, feirante, costureira, e frequentou e concluiu o  ensino fundamental com quase 70 anos de idade, tendo recebido diploma recolhecido pelo Ministério de Educacão e Cultura - MEC. Ela nunca deixou se abater pelas vicissitudes da vida apesar das enormes dificuldades financeiras. Ela me educou com amor e carinho e sempre me incentivou a estudar, embora a vida não lhe tenha oferecido muitas oportunidades para ela própria estudar. Hoje em dia ela ainda zela por um de um de seus netos chamado Renê, que conta com 29 anos de idade,o qual sofreu paralisia cerebral por complicação no parto, e em virtude disso teve como seqüelas, a paraplegia e o retardamento mental.  Minha mãe  e realmente um ser humano fantástico, a quem eu presto minhas homenagens e a quem eu reverenciarei como minha eterna heroína.
          O valor do ser humano não pode ser medido pelos seus atributos físicos ou pelos bens materiais acumulados, o dinheiro por si só não faz o herói, mas o bom caráter, a responsabilidade, o exemplo, a capacidade de superação e de fazer a coisa  certa, a capacidade seguir, ouvindo a voz interior, respeitando os próprios valores mais nobres. É a capacidade de continuar lutando quando é mais fácil ceder e entregar os pontos, ou seja, a capacidade de fazer as escolhas certas é que faz o herói.
          Os ídolos são voláteis e estão relacionados aos modismos midiáticos, mas os heróis de verdade tem o condão de deixar para nós um legado eterno na forma de ensinamentos e exemplos de vida.

           Os heróis, com toda sua sabedoria, sensibilidade e coerencia,  são possuidores de um profundo sentimento de estar no caminho certo, mesmo enfrentando as dificuldades da inexperiência, da incerteza em relação ao futuro, das barreiras e dificuldades da vida cotidiana,  elas seguem o chamado da voz interior que os impelem a avançar em busca daquilo em que acreditam, correm atrás dos seus sonhos e estão dispostas a pagar o preco das escolhas; e seguindo esse chamado, observa-se que as portas vão se abrindo, não se sabe como, de onde nem portas existiam. E assim, o poder do propósito passa a prevalecer na vida desses heróis. Tudo envolve um mergulho no âmago do seu próprio, e o faz obter autoconhecimento, como consequência de profundas reflexões.

          Falando de heróis:  conforme escreveu o dramaturgo William Shapeskeare: “O herói é aquele que fez a escolha pela coisa certa, quando a coisa certa é a única coisa que deveria ser feita”.    
          Presto minhas homenagens, a todos os pais e mães heróis, que estendo a todos os heróis anonimos que não são dotados de superpoderes, são pessoas comuns, que apesar de suas limitacões humanas, são capazes de fazer a diferenca na vida de alguém, e que, com seus amores incondicionais, sabedoria e comprometimento em prol do bem comum e de nossas futuras gerações, têm sido capazes de tornar a vida das pessoas ao seu redor um pouco melhores, sendo capazes de fazer uma crianca sorrir, e  que deixam como legado, a esperança na possibilidade de se fazer do planeta terra um lugar melhor e mais justo para se viver.
     (Nelson Tanuma que é especialista pós-graduado em Desenvolvimento do Potencial Humano pela PUC, há mais de 10 anos vem ministrando cursos e palestras pelo CIESP/FIESP, SEBRAE-SP, Fundação Bradesco, UMC, Universidade Corporativa ACMC e organizações diversas,  e tem  artigos publicados periodicamente em 15 veiculos de comunicacão, sendo eles:  jornais, revistas, portais e sites informativos, de várias cidades do Brasil)

fonte: www.nelsontanuma.com.br

Artigo: A trajetória do herói

 

         Autor: Nelson Tanuma 

Onde quer que nos encontremos, seja numa grande metrópole ou morando numa caverna no meio de uma selva inóspita, viver é passar pelos mesmos estágios, da infância à maturidade sexual, a transformação da dependência para a responsabilidade, o namoro e o casamento, a velhice com a perda gradual da capacidade física, até a morte, estes foram os desígnios de nossos antepassados e certamente serão os nossos. 

         Na infância, nos identificamos com determinados super-heróis fictícios pelos quais nutrimos simpatia e criamos afinidade por algum motivo particular, e tendemos a sair pela vida procurando alguém que possa encarnar esses nossos heróis, porém, corriqueiramente nos deparamos com verdadeiros heróis encarnados que muitas vezes passam despercebidos, embora sejam elas as pessoas que fazem a diferença em nossas vidas.

         Sempre que pergunto às pessoas, quem seriam aquelas que fizeram verdadeiramente diferença na vida delas, invariavelmente obtenho como resposta o nome da mãe, pai, avô, avó, irmão, irmã ou alguma pessoa próxima e querida, que  tiveram interação afetiva e positiva na vida delas, especialmente na infância. Raras vezes ouço o nome de algum ídolo que seja:  cantor, ator, esportista, político, cientista ou de qualquer pessoa famosa.  A bem da verdade, os verdadeiros heróis são as pessoas, de carne e osso que cuidam de nós e que se preocupam conosco, as quais estiveram presentes em nossas vidas nos bons e maus momentos. São os verdadeiros amigos, sejam eles consangüíneos ou não, são aqueles que catalizaram os pontos altos de nossas vidas.  São pessoas, normais, que por méritos próprios tornam-se nossos referenciais de virtude, gracas ao seu bom caráter e valores éticos e morais evidentes.

          Eu tenho como heroína a figura da minha mãe, a senhora Ko Tanuma, que conta hoje com noventa e um anos de idade, que é meu exemplo de vida. Ela que tem estatura que não chega a um metro e meio, e peso inferior a 50 quilos, superou a dor da saudade pela distância de todos os seus familiares, quando abandonou a vida modesta e humilde, porém tranqüila, que tinha na cidade de Kiryu-shi, província de Gumma-Ken no Japão, e, aos vinte um ano de idade veio para o Brasil, na condição de imigrante, para casar-se com meu pai aqui no Brasil. Ela superou a dificuldade adaptação com a cultura brasileira que lhe era muito estranha, passando a viver, o restante de sua vida, bem longe do seio da sua família. Ela criou e educou oito filhos, trabalhando duro, sol-a-sol na lavoura, e durante mais de dez anos de sua vida trabalhou como vendedora ambulante, carregando uma sacola em cada mão, indo de porta em porta para vender ovos e verduras superando inclusive a dificuldade de comunicação já que não conhecia bem a língua portuguesa. Viveu durante grande parte da sua vida em casa de madeira, sem piso, sem energia elétrica, sem água encanada, onde no lugar da privada havia um buraco coberto de madeira onde todos nós fazíamos nossas necessidades fisiológicas. Foi agricultora, feirante, costureira, e frequentou e concluiu o  ensino fundamental com quase 70 anos de idade, tendo recebido diploma recolhecido pelo Ministério de Educacão e Cultura - MEC. Ela nunca deixou se abater pelas vicissitudes da vida apesar das enormes dificuldades financeiras. Ela me educou com amor e carinho e sempre me incentivou a estudar, embora a vida não lhe tenha oferecido muitas oportunidades para ela própria estudar. Hoje em dia ela ainda zela por um de um de seus netos chamado Renê, que conta com 29 anos de idade,o qual sofreu paralisia cerebral por complicação no parto, e em virtude disso teve como seqüelas, a paraplegia e o retardamento mental.  Minha mãe  e realmente um ser humano fantástico, a quem eu presto minhas homenagens e a quem eu reverenciarei como minha eterna heroína.

         O valor do ser humano não pode ser medido pelos seus atributos físicos ou pelos bens materiais acumulados, o dinheiro por si só não faz o herói, mas o bom caráter, a responsabilidade, o exemplo, a capacidade de superação e de fazer a coisa  certa, a capacidade seguir, ouvindo a voz interior, respeitando os próprios valores mais nobres. É a capacidade de continuar lutando quando é mais fácil ceder e entregar os pontos, ou seja, a capacidade de fazer as escolhas certas é que faz o herói.

         Os ídolos são voláteis e estão relacionados aos modismos midiáticos, mas os heróis de verdade tem o condão de deixar para nós um legado eterno na forma de ensinamentos e exemplos de vida. 
 
           Os heróis, com toda sua sabedoria, sensibilidade e coerencia,  são possuidores de um profundo sentimento de estar no caminho certo, mesmo enfrentando as dificuldades da inexperiência, da incerteza em relação ao futuro, das barreiras e dificuldades da vida cotidiana,  elas seguem o chamado da voz interior que os impelem a avançar em busca daquilo em que acreditam, correm atrás dos seus sonhos e estão dispostas a pagar o preco das escolhas; e seguindo esse chamado, observa-se que as portas vão se abrindo, não se sabe como, de onde nem portas existiam. E assim, o poder do propósito passa a prevalecer na vida desses heróis. Tudo envolve um mergulho no âmago do seu próprio, e o faz obter autoconhecimento, como consequência de profundas reflexões. 

          Falando de heróis:  conforme escreveu o dramaturgo William Shapeskeare: “O herói é aquele que fez a escolha pela coisa certa, quando a coisa certa é a única coisa que deveria ser feita”.   

         Presto minhas homenagens, a todos os pais e mães heróis, que estendo a todos os heróis anonimos que não são dotados de superpoderes, são pessoas comuns, que apesar de suas limitacões humanas, são capazes de fazer a diferenca na vida de alguém, e que, com seus amores incondicionais, sabedoria e comprometimento em prol do bem comum e de nossas futuras gerações, têm sido capazes de tornar a vida das pessoas ao seu redor um pouco melhores, sendo capazes de fazer uma crianca sorrir, e  que deixam como legado, a esperança na possibilidade de se fazer do planeta terra um lugar melhor e mais justo para se viver.

           
(Nelson Tanuma que é especialista pós-graduado em Desenvolvimento do Potencial Humano pela PUC, há mais de 10 anos vem ministrando cursos e palestras pelo CIESP/FIESP, SEBRAE-SP, Fundação Bradesco, UMC, Universidade Corporativa ACMC e organizações diversas,  e tem  artigos publicados periodicamente em 15 veiculos de comunicacão, sendo eles:  jornais, revistas, portais e sites informativos, de várias cidades do Brasil)
 fonte: www.nelsontanuma.com.br


Artigo: A trajetória do herói

 

         Autor: Nelson Tanuma 

Onde quer que nos encontremos, seja numa grande metrópole ou morando numa caverna no meio de uma selva inóspita, viver é passar pelos mesmos estágios, da infância à maturidade sexual, a transformação da dependência para a responsabilidade, o namoro e o casamento, a velhice com a perda gradual da capacidade física, até a morte, estes foram os desígnios de nossos antepassados e certamente serão os nossos. 

         Na infância, nos identificamos com determinados super-heróis fictícios pelos quais nutrimos simpatia e criamos afinidade por algum motivo particular, e tendemos a sair pela vida procurando alguém que possa encarnar esses nossos heróis, porém, corriqueiramente nos deparamos com verdadeiros heróis encarnados que muitas vezes passam despercebidos, embora sejam elas as pessoas que fazem a diferença em nossas vidas.

         Sempre que pergunto às pessoas, quem seriam aquelas que fizeram verdadeiramente diferença na vida delas, invariavelmente obtenho como resposta o nome da mãe, pai, avô, avó, irmão, irmã ou alguma pessoa próxima e querida, que  tiveram interação afetiva e positiva na vida delas, especialmente na infância. Raras vezes ouço o nome de algum ídolo que seja:  cantor, ator, esportista, político, cientista ou de qualquer pessoa famosa.  A bem da verdade, os verdadeiros heróis são as pessoas, de carne e osso que cuidam de nós e que se preocupam conosco, as quais estiveram presentes em nossas vidas nos bons e maus momentos. São os verdadeiros amigos, sejam eles consangüíneos ou não, são aqueles que catalizaram os pontos altos de nossas vidas.  São pessoas, normais, que por méritos próprios tornam-se nossos referenciais de virtude, gracas ao seu bom caráter e valores éticos e morais evidentes.

          Eu tenho como heroína a figura da minha mãe, a senhora Ko Tanuma, que conta hoje com noventa e um anos de idade, que é meu exemplo de vida. Ela que tem estatura que não chega a um metro e meio, e peso inferior a 50 quilos, superou a dor da saudade pela distância de todos os seus familiares, quando abandonou a vida modesta e humilde, porém tranqüila, que tinha na cidade de Kiryu-shi, província de Gumma-Ken no Japão, e, aos vinte um ano de idade veio para o Brasil, na condição de imigrante, para casar-se com meu pai aqui no Brasil. Ela superou a dificuldade adaptação com a cultura brasileira que lhe era muito estranha, passando a viver, o restante de sua vida, bem longe do seio da sua família. Ela criou e educou oito filhos, trabalhando duro, sol-a-sol na lavoura, e durante mais de dez anos de sua vida trabalhou como vendedora ambulante, carregando uma sacola em cada mão, indo de porta em porta para vender ovos e verduras superando inclusive a dificuldade de comunicação já que não conhecia bem a língua portuguesa. Viveu durante grande parte da sua vida em casa de madeira, sem piso, sem energia elétrica, sem água encanada, onde no lugar da privada havia um buraco coberto de madeira onde todos nós fazíamos nossas necessidades fisiológicas. Foi agricultora, feirante, costureira, e frequentou e concluiu o  ensino fundamental com quase 70 anos de idade, tendo recebido diploma recolhecido pelo Ministério de Educacão e Cultura - MEC. Ela nunca deixou se abater pelas vicissitudes da vida apesar das enormes dificuldades financeiras. Ela me educou com amor e carinho e sempre me incentivou a estudar, embora a vida não lhe tenha oferecido muitas oportunidades para ela própria estudar. Hoje em dia ela ainda zela por um de um de seus netos chamado Renê, que conta com 29 anos de idade,o qual sofreu paralisia cerebral por complicação no parto, e em virtude disso teve como seqüelas, a paraplegia e o retardamento mental.  Minha mãe  e realmente um ser humano fantástico, a quem eu presto minhas homenagens e a quem eu reverenciarei como minha eterna heroína.

         O valor do ser humano não pode ser medido pelos seus atributos físicos ou pelos bens materiais acumulados, o dinheiro por si só não faz o herói, mas o bom caráter, a responsabilidade, o exemplo, a capacidade de superação e de fazer a coisa  certa, a capacidade seguir, ouvindo a voz interior, respeitando os próprios valores mais nobres. É a capacidade de continuar lutando quando é mais fácil ceder e entregar os pontos, ou seja, a capacidade de fazer as escolhas certas é que faz o herói.

         Os ídolos são voláteis e estão relacionados aos modismos midiáticos, mas os heróis de verdade tem o condão de deixar para nós um legado eterno na forma de ensinamentos e exemplos de vida. 
 
           Os heróis, com toda sua sabedoria, sensibilidade e coerencia,  são possuidores de um profundo sentimento de estar no caminho certo, mesmo enfrentando as dificuldades da inexperiência, da incerteza em relação ao futuro, das barreiras e dificuldades da vida cotidiana,  elas seguem o chamado da voz interior que os impelem a avançar em busca daquilo em que acreditam, correm atrás dos seus sonhos e estão dispostas a pagar o preco das escolhas; e seguindo esse chamado, observa-se que as portas vão se abrindo, não se sabe como, de onde nem portas existiam. E assim, o poder do propósito passa a prevalecer na vida desses heróis. Tudo envolve um mergulho no âmago do seu próprio, e o faz obter autoconhecimento, como consequência de profundas reflexões. 

          Falando de heróis:  conforme escreveu o dramaturgo William Shapeskeare: “O herói é aquele que fez a escolha pela coisa certa, quando a coisa certa é a única coisa que deveria ser feita”.   

         Presto minhas homenagens, a todos os pais e mães heróis, que estendo a todos os heróis anonimos que não são dotados de superpoderes, são pessoas comuns, que apesar de suas limitacões humanas, são capazes de fazer a diferenca na vida de alguém, e que, com seus amores incondicionais, sabedoria e comprometimento em prol do bem comum e de nossas futuras gerações, têm sido capazes de tornar a vida das pessoas ao seu redor um pouco melhores, sendo capazes de fazer uma crianca sorrir, e  que deixam como legado, a esperança na possibilidade de se fazer do planeta terra um lugar melhor e mais justo para se viver.

           
(Nelson Tanuma que é especialista pós-graduado em Desenvolvimento do Potencial Humano pela PUC, há mais de 10 anos vem ministrando cursos e palestras pelo CIESP/FIESP, SEBRAE-SP, Fundação Bradesco, UMC, Universidade Corporativa ACMC e organizações diversas,  e tem  artigos publicados periodicamente em 15 veiculos de comunicacão, sendo eles:  jornais, revistas, portais e sites informativos, de várias cidades do Brasil)
 fonte: www.nelsontanuma.com.br


sábado, 8 de janeiro de 2011

ATIRE...

 

ATIRE A PRIMEIRA PEDRA AQUELE

QUE NUNCA PECOU...


Por: nair lúcia de britto


 

Quem não conhece essa célebre frase? Pois bem, ela é quase tão conhecida quanto ignorada. Isto porque um dos mais graves defeitos da humanidade é ver os erros dos outros e esquecer de olhar os seus.


Segundo São Mateus, Jesus pergunta: Por que vedes um argueiro

no olho do vosso irmão e não vedes a trave no vosso olho?


Para poder julgar a si próprio seria preciso se olhar no espelho,

se observar e se julgar como se estivesse olhando, observando e julgando

uma outra pessoa. Qual seria a conclusão desse julgamento?


Mas, por orgulho, é preferível não ver. É mais fácil dar uma importância exagerada aos defeitos dos outros;

por menores que sejam. Esta não é uma atitude compatível

com a caridade porque a verdadeira caridade é indulgente,

simples e modesta.


A caridade orgulhosa é um contra-senso porque o orgulho é um dos maiores obstáculos ao progresso; é também o pai de muitos vícios e a negação de muitas virtudes. Daí porque o orgulho é contrário às leis divinas.


Não julgueis para não seres julgados, porque sereis julgados segundo houverdes julgado os outros (São Mateus).


Isto não quer dizer que não devemos combater o mal. Reprimir o mal é quase um dever desde que o objetivo seja o bem-estar social.

O que é muito diferente de criticar alguém pelas suas más ações,

conduzido pelo sentimento de orgulho ou rancor, com a cega intenção de destruir a pessoa em questão, em vez

de tentar salvá-la.



(Texto inspirado no Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec)


 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

CINE ARTE POSTO 4 - DE 7 A 13 DE JANEIRO DE 2011 - OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

Encaminhado por
Nair Lúcia de Britto
 



De 7 a 13 de Janeiro
"Os Homens Que Não Amavam As Mulheres"
(Män Som Hatar Kvinnor)
Dinamarca, Alemanha, Suécia / 2009/ 152 minutos / cor /  35mm
Gênero - Suspense
Direção – Niels Arden Oplev
Elenco - Michael Nyqvist, Noomi Rapace, Lena Endre, Peter Haber.
Inadequado para menores de 16 anos

homens_montagem.jpg


Harriet Vanger (Ewa Fröling) desapareceu há 36 anos, sem deixar pistas, na ilha de Hedeby. O local é de propriedade quase exclusiva da família Vanger, que o torna inacessível para a grande maioria das pessoas. A polícia jamais conseguiu descobrir o que aconteceu com a jovem, que tinha 16 anos na época do sumiço. Mesmo após tanto tempo, seu tio ainda está à procura de Harriet. Ele resolve contratar Mikael Bomkvist (Michael Nyqvist), um jornalista investigativo que trabalha na revista Millennium. Mikael não está em um bom momento, pois enfrenta um processo por calúnia e difamação. Ele aceita o trabalho, recebendo a ajuda de Lisbeth Salander (Noomi Rapace), uma investigadora particular incontrolável e anti social.

Sessões 16:00  e 20:00 horas



CRÍTICA - CELSO SABADIN - CINECLICK

Num primeiro momento, a simples menção de que um filme é co-produzido por Suécia, Dinamarca, Alemanha e Noruega pode provocar no imaginário coletivo a ideia de que se trata de uma produção lenta, talvez fria, provavelmente arrastada. Se este for seu caso, pode deixar o preconceito de lado: Os Homens que Não Amavam as Mulheres é um drama policial investigativo com mais sabor de cinema americano que propriamente de europeu.

Baseado no best seller homônimo de Stieg Larsson, o filme tem como personagem principal o jornalista investigativo Mikael, contratado pelo poderoso magnata Henrik para uma missão, no mínimo, curiosa: descobrir o paradeiro de sua sobrinha Harriet, desaparecida, talvez morta, em 1966. O milionário tem razões para acreditar que foi alguém de sua própria família - cruel e numerosa - o causador do desaparecimento da (então) garota. Caberá a Mikael descobrir quem, como e por quê. Pelo caminho, o jornalista passará a contar com a colaboração da estranha e violenta Lisbeth, uma bela garota também com segredos a esconder.

Como entretenimento, Os Homens que Não Amavam as Mulheres funciona. Há um certo clima de mistério sublinhado pelas gélidas e nebulosas paisagens suecas. Há um subtexto intrigante que remonta ao nazismo da Segunda Guerra, embora alguns momentos de violência sexual cheguem a perturbar.

Para apreciar melhor o filme, porém, é preciso fazer vistas grossas em alguns momentos, e baixar um pouquinho a bola do senso crítico: incomoda um pouco, por exemplo, a total facilidade com que os investigadores encontram registros policiais fartamente disponíveis (e em perfeito estado de conservação) de casos ocorridos há meio século. Mas são detalhes. Provavelmente os arquivos policiais suecos sejam bem mais organizados e limpos que os nossos. De uma maneira geral, são duas horas e meia que fluem com facilidade.

O roteiro bebe nos clichês do gênero policial sacramentado pelo cinema americano, com direito a uma dupla improvável de protagonistas/antagonistas que acabam se aproximando no final, quantidades industriais de informações disponíveis pela internet em rápidos segundos, e flashbacks explicativos de comportamentos doentios. Há até uma rápida perseguição automobilística no final... mas bem rápida... São cânones que aproximam esta produção europeia dos desgastados padrões norte-americanos, com leves delizes aqui e ali, mas sem se render totalmente ao puramente convencional. Ou seja: um filme com pretensões comerciais, sim, mas sem perder a dignidade narrativa.

Curiosidade: o autor do livro, assim, como o personagem principal do filme, também é um jornalista dono de uma revista, processado por um empresário.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Dia de Reis

MEC vai comprar 10 milhões de dicionários para escolas públicas


06/01/2011
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai comprar 10 milhões de dicionários de português para serem distribuídos às escolas públicas de educação básica em 2012. O órgão, uma autarquia do Ministério da Educação (MEC), é responsável pela aquisição e distribuição dos livros didáticos aos alunos da rede. O edital convocando as editoras será divulgado amanhã (7) noDiário Oficial da União.
Os dicionários deverão observar as novas regras estabelecidas pelo acordo ortográfico que entrou em vigor em 2009. A última vez que o FNDE distribui esse material foi em 2006, antes das mudanças. O prazo de adaptação às novas normas termina em 2012, de acordo com o decreto assinado há dois anos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o diretor de Ações Educacionais do FNDE, Rafael Torino, os livros didáticos distribuídos, em 2009 e 2010, para alunos do ensino fundamental são adaptados. Agora, falta adequar os materiais dos estudantes do ensino médio. “Em 2012, renovaremos os livros do ensino médio e, então, teremos 100% dos materiais dentro da nova regra”, disse.
O custo previsto no edital para adquirir os dicionários é de R$ 100 milhões. As obras não ficarão nas bibliotecas – cada sala de aula de ensino fundamental e médio receberá um kit com dez títulos. Serão comprados dicionários de quatro tipos, com especifidades diferentes de acordo com a série dos estudantes: do 1° ano do ensino fundamental, do 2° ao 5 ano, do 6° ao 9° ano e das três séries do ensino médio. Os dicionários destinados às turmas do 1º ano do fundamental, que recebe crianças a partir de 6 anos para alfabetização, serão mais simples, com menos verbetes e letras maiores.
Torino calcula que o custo médio de cada exemplar será de R$ 10. As editoras terão 90 dias para inscrever as obras e os materiais serão distribuídos no início de 2012 para serem utilizados no próximo ano letivo.


Edição: Lana Cristina

Amargura

 

Amargura

 

Nada de amargura, só o gosto da erva

crua no espírito do doente por dentro,

mantendo os meus olhos abertos, para

essa negra realidade de homens e...

 ...mulheres que conseguem viver sem solidariedade,

mergulhados até a boca no sangue do iniquidade.

Nada de tristeza só a sombra da maldade

rondando as portas dos lares e conquistando

soldados para o exército capitalista.

Precisa-se de um coração com um mapa na

mão para achar um bom lugar para se fazer

uma oração até se chegar a uma epifania

durante esta estadia aqui neste mundo.

Deus não é o dinheiro, é o sentimento que

te leva a razão.

 

José Luiz Grando é poeta em Itajaí

E-mail: grandojl@yahoo.com.br


 

 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

poesia

 

A TUA CHEGADA

 

Quando tu apareceste na minha vida,

Eu era um pouco infeliz,

Vivia sem felicidade,

Só existia um pouco de saudade,

Que o outro amor deixou fixado...

No meu peito tão amargurado.

 

Mas agora, com a tua chegada,

Chegou à luz para iluminar meus escuros dias,

Minhas noites sem luz,

Minha vida vazia.

 

Amor, eu te agradeço...

Por tudo que estas fazendo,

Estás me modificando!

Estás a me transformar!

Graças a Deus amor.

Que te encontrei para me amar.

                                                          Vivaldo Terres

 

 

 


 

Se certificó que el correo entrante no contiene virus.
Comprobada por AVG - www.avg.es
Versión: 8.5.449 / Base de datos de virus: 271.1.1/3356 - Fecha de la versión: 01/04/11 07:34:00

HISTÓRIA DO PECADO - LISBOA ED. GUERRA E PAZ


Encaminhado por
Nair Lúcia de Britto
Data: Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011, 23:15

THOMSON, Olivier, Historia do Pecado. Lisboa: ed. Guerra e Paz, 2010 (Ca. 372 pp. e 18 euros)
"Era delito comer carne à sexta-feira na Inglaterra isabelina, [séc. XVI - nota de Kriu] provavelmente devido à vontade de apoiar a frota pesqueira " (p. 63)

 
"Do mesmo modo, faz sentido seguir Aristóteles e Buda na escolha do «meio termo», nem demasiado puritano nem demasiado permissivo (...) : a História indica claramente que as sociedades extremadas têm sido as menos estáveis. Já vimos a importância de não deixar que a componente estatal de um sistema moral se torne dominante; as sociedades em que o patriotismo e outras virtudes machistas sejam considerados mais importantes tendem a precipitar-se em crises e prejudicar o sistema moral que pretendem proteger." (352)

"O desafio para o séc. XXI está em construir um novo ethos de maturidade baseado em objectivos positivos e não negativos; um ethos que tenha em conta a crise que o planeta e a população enfrentam, um código edificado na compaixão e não somente no medo" (p. 353)




--
Publicada por Blogger em Kriu a 1/03/2011 10:24:00 PM
 

 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Você se lembra de quando Esperança foi embora?


Pedro Coimbra


            A turma estava no Barzinho do Toinzinho jogando sinuca quando o ônibus da “Mardita”, que era como foi apelidado, aproximou-se, os freios cantando e debaixo de uma nuvem negra que saía do escapamento.
            Geralmente só desciam no ponto moradores da corruptela que tinham saído para fazer compras em Sant´Ana ou procurar os serviços médicos em outros locais.
            Mas desta vez desceu uma loura esbelta, de vestido enfeitado e o motorista mal encarado, retirou várias malas do bagageiro.
            Esperando alguém sentou-se num banco e cruzou as pernas roliças enquanto calmamente retocava o batom vermelho nos lábios.
            Apareceu então Godofredo, “seu” Godô, suando por todos os poros e se dirigiu até a mulher.
            - Acabou o mistério – disse Paulinho e todos concordaram.
            “Seu” Godô era reconhecido como uma espécie de “gerente” e faz tudo da “Taça de Ouro”, a mais famosa casa de tolerância da região.
            Imitação de um castelinho alemão ficava no alto de um morro por detrás do cemitério, num lugar bem isolado e suas luzes vermelhas na portaria eram vistas até alta madrugada.
            O lugar era freqüentado por gente abonada, principalmente fazendeiros e comerciantes que apareciam vindos de todos os cantos nos finais de semana.
            O poeta P,R. dizia com a boca cheia que ali se reunia a fina flor das Gerais enquanto sorvia sua enésima cerveja casco escuro.
            Ninguém sabia de onde a Esperança viera, mas começaram a inventar histórias sobre sua vida.
            A mais acreditada dizia que era viúva de um comandante da Nacional Vias Aéreas, morto por Antônio, um português amásio dela.
            A verdade é que ela transformou o ambiente do “Taça de Ouro” e os homens entravam ali e depois não queriam mais sair.
            Foi ela quem inventou os pequenos shows onde as mulheres valorizavam seus corpos em performances públicas.
            - No Rio de Janeiro isso chama-se “strip-tease” – confidenciou para Paulinho, seu companheiro de horas perdidas.
            Mas seu acompanhante de todos os dias era o Tabelião Onésimo, que usava sobretudo de lã e chapéu Prada.
            De repente começou a correr um boato que sua mulher, Dona Assunção estava a frente de um abaixo assinado solicitando o fechamento do estabelecimento e a expulsão das mulheres de vida fácil.
            Como as autoridades não se pronunciavam um bando de mulheres ensandecidas, lideradas por Dona Assunção, que até mesmo barba tinha, subiram o morro e invadiram o castelinho.
            Os homens correram até mesmo pelados para a matinha e Esperança e suas companheiras apanharam muito do grupo de beatas e sacripantas..
            Depois as colocaram todas na “Mardita” e as enviaram com o que sobrou das roupas do corpo, para um destino ignorado.
            Nas barbas de “seu” Godô atearam fogo no “Taça de Ouro” e suas memórias.
            Paulinho nunca se esqueceu daquele Ano Novo, quando a Esperança foi embora para sempre da cidade...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Bilhões de motivos para apostar na Copa do Mundo

 

Por Marcelo Gonçalves*

 

A realização no Brasil da Copa do Mundo de 2014 deverá provocar um impacto de R$ 183,2 bilhões na economia brasileira. Esta é a previsão do BNDES, instituição oficial que será responsável por financiar boa parte das obras para receber o maior evento do futebol mundial. O valor estimado equivale a quase 6% de toda a riqueza produzida no país em 2009, quando o PIB somou R$ 3,143 trilhões. Somente na área de turismo, a expectativa é receber ao longo do evento 600 mil estrangeiros e movimentar outros 3,1 milhões de brasileiros pelas cidades-sede do torneio.

 

Trata-se de uma notícia muito estimulante para o trabalhador e empreendedor brasileiro, já que a movimentação de recursos tão vultosos beneficiará diversos segmentos de nossa economia, em especial os setores de serviços e produtivo, gerando também milhares de empregos.

 

As perspectivas são especialmente boas para os jovens que estão entrando ou que iniciaram há pouco sua jornada no mercado de trabalho. As oportunidades a serem geradas até 2014 envolvem postos na construção civil; área de logística e transportes; indústrias de materiais de construção, produtos esportivos, eletroeletrônicos e brindes; prestação de serviços; segurança; educação; comunicação; alimentação; lazer; e turismo, entre outros.

 

O mercado de trabalho demandará profissionais nos mais variados estágios de formação, desde aprendizes, até pessoas experimentadas, com formação acadêmica e atividade prática de destaque. Para quem ainda estuda, os estágios e programas de trainee são o caminho mais direto para obter uma colocação em empresas que se envolverão com o evento. Os jovens profissionais terão a oportunidade de participar e contribuir com os projetos específicos destinados à Copa, ampliando sua experiência e diversificando a atuação. Já as pessoas mais experimentadas serão requisitadas para áreas de gestão, planejamento, supervisão e consultoria de apoio aos trabalhos.

 

Além das possibilidades com a geração de empregos, o momento da Copa do Mundo é ideal para o empreendedorismo. Um evento tão grande como esse é especialmente receptivo às novidades, ao diferencial, a ideias e produtos criativos e a novas opções de serviços. Mas há espaço também a atividades tradicionais e já consolidadas, desde que aplicadas e oferecidas de forma competente e com qualidade. Uma opção interessante nesse sentido é proporcionada pela abertura de unidades de franquia de negócios já estabelecidos, especialmente em áreas que serão estimuladas comercialmente pela realização da Copa, como as de alimentação e lazer.

 

As oportunidades são inúmeras, variadas e exigirão dedicação, envolvimento, conhecimento e competência daqueles que buscam uma colocação nesse momento diferenciado do país. Aos estudantes, profissionais e empreendedores caberá se preparar plenamente para que o mercado disponha de adequada oferta de mão de obra à demanda que evoluirá significativamente até 2014.

 

*Marcelo Gonçalves é sócio-diretor da BDO, responsável pela área de training no Brasil.

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

  Foto: Ivanna Suzarte A vitrine de tecnologias está passando pelos últimos ajustes para o evento Mais uma vez, a  Embrapa  marca presença n...