quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

P A S S I O N E

PASSIONE

 

Por nair lúcia de britto

 

Bem inteligente a trama da novela Passione, de Silvio de Abreu,

que logo despertou o interesse dos telespectadores pelo

desenrolar intrigante e fluente; sem nunca pecar pela monotonia.

Excelente escolha do elenco de atores; já consagrados, na maioria.

A maior estrela da novela foi Mayana Moura que interpretou Melina,

a personagem mais coerente da novela, apesar dos erros que

cometeu por amor. Alguns telespectadores reclamam que ela

não merecia terminar com o confuso e atrapalhado Mauro

(Rodrigo Lombardi). Eu já acho que ela merecia alguém mais

determinado!


A "Pituquinha" (Irene Ravache) e o "Mimoso" (Francisco Cuoco)

formaram o casal mais adorável da novela.


Reynaldo Gianecchini (Fred) aprimorou-se como ator e

Simone Gutierres (Lurdinha) revelou-se como uma excelente

atriz, bailarina espetacular e comediante rara.

 

Quanto ao roteiro, certos diálogos foram muito pesados

e grosseiros, como por exemplo entre a personagem

Clara (Mariana Ximenes) e a avó Valentina (Dayse Lúcide).


Os temas fortes e cenas de sexo, apresentados, foram exagerados,

rudes e chocantes. Os alertas são válidos. Só que o autor

deveria ter sido mais hábil e discreto ao focar situações graves,

decorrentes da miséria e do desleixo moral.

 

A bigamia também não tem desculpa e é um péssimo exemplo,

que só existe nos países menos desenvolvidos. Na vida de toda

pessoa o amor é único e eterno. Relações paralelas são paixões

carnais e passageiras. 


Crianças e adolescentes gostam de assistir as novelas da Globo,

assim como os adultos; e os pais não conseguem retirá-las da

frente da televisão, quando oportuno. Daí porque é imprescindível

que tanto as emissoras de tevê quanto os autores de novela

lembrem-se desse público jovem que os assistem, ao criar e

apresentar uma novela; que pode, inclusive, auxiliar na educação

e no conhecimento.

 

Fred vai para a cadeira pelo crime que Clara cometeu; e, ela, apesar

de tanta maldade, tem um final feliz.


Seja na vida real ou na arte é inadmissível o mal vencer o bem.



 

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