segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Econotas: Enchentes e pequenas ações

Econotas: Enchentes e pequenas ações: "ReciclagemExiste uma estreita relação entre pobreza e degradação ambiental, e a sociedade precisa desenvolver estratégias e programas que ..."

Projeto proíbe censura a biografias

Projeto proíbe censura a biografias

 

            O deputado federal Newton Lima (PT-SP) quer garantir a divulgação de imagens e informações biográficas sobre pessoas de notoriedade pública, mesmo sem autorização. Ontem (15), o deputado apresentou o Projeto de Lei 393/2011, que altera o artigo 20 do Código Civil (Lei 10.406/2002).

“A posição de destaque de personalidades públicas, como políticos, esportistas e artistas serve de paradigma para toda a sociedade. Suas vidas são como um espelho para um grande número de pessoas. É preciso garantir a divulgação dessas biografias”, justifica Newton Lima.

            O projeto é inspirado em proposta do ex-deputado federal Antônio Palocci Filho (PT-SP), que havia sido retirado da pauta e ficou parado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara (CCJ).

            A lei diz que salvo se autorizadas, ou se em caso de justiça ou manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas. Terá direito à indenização a pessoa cujas informações tenham sido divulgadas sem a devida autorização e se atingirem sua honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se destinarem a fins comerciais.

            O projeto de Newton Lima resguarda esse direito ao prejudicado e ao cônjuge, ascendentes, ou ascendentes. Mas, inclui um parágrafo à lei na qual diz que a ausência de autorização não impede a divulgação de imagens, escritos e informações com finalidade biográfica de pessoa cuja trajetória pessoal, artística ou profissional tenha dimensão pública ou esteja inserida em acontecimentos de interesse da coletividade.

            “O projeto é necessário para que a legislação brasileira se adeque à realidade internacional, visto que a informação transcende fronteiras nacionais e, para ser plena, não pode encontrar limitações como a que existe na atual redação do artigo 20 do Código Civil”, explica Newton Lima.

 

 

domingo, 27 de fevereiro de 2011

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Adilson Batista não é mais treinador do Santos FC

Adilson Batista não é mais treinador do Santos FC

Mensagem da ministra da Cultura pelo falecimento de Moacyr Scliar


Foi uma perda inestimável para a cultura brasileira a morte do grande escritor Moacyr Scliar. Além de suas qualidades inegáveis como intelectual, que fizeram dele um autor reconhecido pelo público e crítica, Scliar sempre contribuiu com ações de incentivo à leitura, tendo colaborado, desde o início, com o Plano Nacional de Livro e Leitura, onde atuava como membro do Conselho Diretivo.
Ana de Hollanda
Ministra da Cultura

Ipea divulga estudo de percepção social sobre educação nesta segunda (28)



Data: 25/02/2011
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresenta nesta segunda-feira (28), às 10h, em Brasília, o Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre “Educação”. O indicador mostra a percepção dos brasileiros por região, faixa etária, raça ou cor, renda e sexo. O lançamento do estudo terá transmissão ao vivo, pela internet, para todo Brasil. 


A edição do SIPS de educação buscou captar a percepção atual da população em relação à educação pública, de forma geral, além da opinião sobre ações públicas entendidas como importantes para uma educação de qualidade: Conselhos Escolares, Programa do Livro Didático, Programa da Merenda Escolar e Programa Universidade para Todos (ProUni).


O sistema de indicadores permite que o setor público estruture suas ações para uma atuação mais efetiva, de acordo com as demandas da população brasileira. Já foram divulgadas edições sobre justiça, cultura, segurança, igualdade de gênero, bancos, mobilidade urbana, trabalho e renda, e saúde.


A pesquisa é feita presencialmente. Para a elaboração do indicador, foram ouvidos 2.773 brasileiros em todos os estados do País. A técnica usada é a de amostragem por cotas, que garante representatividade e operacionalidade e mantém a variabilidade da amostra igual à da população nos quesitos escolhidos. A margem máxima de erro por região é de 5%, e o grau de confiança é de 95%.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A POSSE E OS PLANOS DA NOVA DIRETORIA DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS

 

A nova diretoria da Academia Paulista de Letras (APL) tomou posse ontem, dia 24, em solenidade realizada em seu Teatro, no Largo do Arouche. Deixando a presidência da casa, José Renato Nalini ressaltou que “a Academia está renovada material e conceitualmente”, acrescentando que o processo de abertura iniciado em sua gestão deverá prosseguir com a posse de Antonio Penteado Mendonça e sua equipe. Nalini também se mostrou animado com a juventude e a combatividade do presidente eleito que conduzirá a Academia aos destinos sonhados por seus antecessores.

 

O novo presidente destacou a gestão de Ives Gandra Martins como um divisor de águas no comando da Casa. “A APL decidiu que era hora de mudar de postura. “Os novos tempos, pautados principalmente por uma sociedade globalizada e cada vez mais interativa, interligada pela internet e pela velocidade alucinante de todos os tipos de comunicação e informação, exigiram uma postura até então não abordada”, afirmou

 

 

A nova diretoria foi eleita para o Biênio 2011/2012 e é composta por:

 

- Antonio Penteado Mendonça, presidente

- José Renato Nalini, secretário-geral

- Dom Fernando Antonio Figueiredo, Primeiro Secretário

- Anna Maria Martins, Segunda Secretária

- Paulo Nathanael Pereira de Souza, Primeiro Tesoureiro

- José Pastore, Segundo Tesoureiro

- Gabriel Chalita, Comissão de Contas

- Hernâni Donato, Comissão de Bibliografia e Publicações

- Francisco Marins, Comissão de Lexicografia

 

Ipea mede percepção social sobre educação

Estudo mostra como a população avalia a qualidade da educação e ações específicas no Brasil

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresenta na próxima segunda-feira, 28, às 10 horas, em Brasília, o Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre educação. O indicador mostra a percepção dos brasileiros por região, faixa etária, raça ou cor, renda e sexo.  O lançamento será feito em entrevista coletiva na sede do Instituto em Brasília (Setor Bancário Sul, quadra 1, bloco J, edifício BNDES/Ipea, auditório do subsolo) com transmissão ao vivo, pela internet, para todo o Brasil.

Na edição sobre educação, buscou-se captar a percepção atual da população em relação à educação pública, de forma geral, além da opinião sobre ações públicas entendidas como importantes para uma educação de qualidade: os Conselhos Escolares, o Programa do Livro Didático, o Programa da Merenda Escolar e o Programa Universidade para Todos, o ProUni.

 

SIPS

O sistema de indicadores permite ao setor público estruturar as suas ações para uma atuação mais efetiva, de acordo com as demandas da população brasileira. Já foram divulgadas edições sobre justiça; cultura; segurança; igualdade de gênero; bancos; mobilidade urbana; trabalho e renda; e saúde.  

 A pesquisa é feita presencialmente. Para a elaboração do indicador, foram ouvidos 2.773 brasileiros em todos os estados do País. A técnica usada é a de amostragem por cotas, que garante representatividade e operacionalidade e mantém a variabilidade da amostra igual à da população nos quesitos escolhidos. A margem máxima de erro por região é de 5% e o grau de confiança é de 95%.

 

Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

 www.ipea.gov.br

Para o que servem as mulheres. Por Marli Gonçalves

Coisinha chata esta de querer diminuir a importância das coisas pondo carimbo "Mulher" para diferenciá-las, e pior ainda em situações que nada têm a ver com o formato dos órgãos sexuais, se para dentro ou puxadinhos.

 

Vou tentar não desfiar feminismo por aqui, até porque para variar um pouco vai ter gente atirando impropérios, de um lado e de outro, os desacordados, que ouviram cantar o galo e a galinha, mas não sabem de onde vem o som. De um lado, a importância das conquistas de espaço das mulheres, uma batalha secular comemorada no dia 8 de março. De outro, a maldita divisão: gente homem e gente mulher.

Por exemplo, outro dia teve "muié" se matando para ganhar votos para um tal Destaque Mulher Imprensa. Tratava-se de algo a ver com matérias e reportagens sobre a condição da mulher? Não! Tratava-se de algo importante? Não! Era apenas para escolher quem é a "queridinha" do momento, entre os jornalistas. Mas vou eu falar que é machismo, concessão, utilização indevida !?! Psiu, calada!. E, claro, nada contra quem ganhou - até porque houve... Votação!

Com a chegada de Dilma Rousseff à Presidência a situação está ficando atordoantemente chata, repetitiva, samba de uma nota só, e espero que todos estejam preparados para a avalanche de mensagens edificantes sobre Mulher que receberemos, ouviremos e que entrarão por todos os nossos buracos nos próximos dias. Mulher, mãe dadivosa. Mulher, Rainha do Lar. Mulher, esposa e pétala de rosa. Mulher, o mundo é seu. Afinal, para que servem as mulheres?

Depois de Dilma - e antes também, claro, mas piorando agora que virou "tendência" - qualquer coisinha é isso, mulher para lá, mulher para cá. Não é porque é a melhor, a mais competente, estudiosa, técnica, cientista, campeã. É porque é mulher; porque precisava de uma mulher. O que não vemos é no que isso muda o respeito, que ainda não chegou junto com tantas alvíssaras. Continuamos sendo mortas, violentadas, tendo calças e calcinhas arriadas contra a vontade, engolindo até coisas piores como definiu de forma lapidar a ex-Bruna Surfistinha, ao falar na vida das ruas, de quando era garota de programa. "Tucanaram" até a prostituição, para tornar a profissão mais dourada, mais "família".

Vou dizer. Foi um choque. Já pensava sobre isso quando uma amiga me chamou a atenção para um fato bem louco, e que ela inclusive está vivendo na pele. Até na tal Lei do Cão o papel da mulher varia de acordo com o que os homens precisam. A esposa vira só uma fêmea quando eles se metem em maus bocados; elas não podem dar muito palpite. Quem pode - a Mulher - é a mãe. Tanto que quando a polícia precisa agir em casos com reféns, em geral é exatamente quem vai buscar: a mãe. Assim, bandidos perigosos viram carneirinhos puxados pela orelha.

Logo que pensei nisso fui dar uma olhada por aí e dei de cara com essa bomba rítmica: "Mulher só serve para duas coisas: Fazer falta e fazer raiva. Se está longe faz falta. Se está perto só faz raiva". Achei também um livro, cujo autor se autodenomina Bráulio Pinto, e uma chamada nos sites de venda: "Como você descobre que sua mulher morreu? Sua vida sexual continua igual, mas a cozinha fica cheia de louça suja. Esta é uma das piadas mais leves desta divertida coletânea para machistas inveterados". Ah, o acabamento do tal livro é brochura.

A partir daí, só achei coisas correlatas tipo "Para que serve o difusor de cabelos?" e uma moça posando com uma camiseta com dizeres em inglês: "W.I.F.E: Washing, Ironing, Fucking, Etc." (Esposa, WIFE: lavando, passando, e fucking, que todo mundo sabe o que é, etc.).

Pois então vou dizer para o que eu acho que servem as mulheres. Para manter o mundo em equilíbrio, para criar, para mostrar que têm, sim, uma linguagem particular, formas diferentes de ver e ajustar o mundo, uma intuição sem igual. Todas têm. Com a vida moderna estão é mostrando isso cada vez mais, na batalha, sozinhas, se impondo, criando filhos, famílias e agora também na versão vivendo livremente suas relações com outras mulheres, construindo futuros. Isso é novidade até nas ruas. Antes, mulher com mulher era aceitável só para deleite e fantasias sexuais. Existia, mas pouco se via. Só se falava entredentes. Também não são mais só aquelas caricaturas. Há mulheres lindas e completas vivendo com outras mulheres lindas e completas. Não foi por "falta de homem".

Mais do que X, Y, Z. As mulheres servem para manter o mundo unido. Servem para lutar junto com todos, gatos, sapatos, homens e etceteras, pela sobrevivência, usando cada um as suas peculiaridades. E as qualidades femininas são indispensáveis. Incluindo o olhar, a beleza dos seus corpos, a cadência do seu andar e aquela jogada de cabelo que, não adianta, só mulher dá. Tanto que os travestis fazem verdadeiro treino olímpico para chegar pelo menos perto de tal atuação.

O avanço foi e será cada dia mais inevitável. Por isso já é chegada a hora de aposentar o carimbo discriminatório: MULHER! Não precisa.

Ou, para não perder o costume, cutuco: você acha que não está existindo preconceito de gênero no atual governo, que está tudo resolvido? Na esquerda? Ledo engano. Pare e perceba: há os grupos das moças, nas atividades sociais e onde é necessário ter governantas. Palocci à frente (destronado no governo anterior justamente por "gostar tanto de mulher"), reúne em outra sala, vizinha, os homenzinhos, os coronéizinhos, a economia, o pesado, a negociação dá-lá-toma-cá.

Sabia? Em alguns casos, nem que queiram, os homenzinhos conseguem ultrapassar a barreira para pedir a benção da grande-mãe na sala principal do terreiro. Rolaria ciúmes.

E ciúmes de homem coisa boa não é.

São Paulo, rosa, azul, preto e branco, arco-íris, 2011



(*) Marli Gonçalves é jornalista. Feminista. Está nisso faz muito tempo. No Brasil o 8 de Março só chegou em 1975. E parece que ainda não entrou completamente na cabeça das pessoas o seu verdadeiro sentido.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Romance Juca Peralta: Sergio Mudado Escreveu um Clássico





Pequena Resenha Crítica


Um Romance Fora de Série:
“Os Negócios Extraordinários de um Certo Juca Peralta”
Do Literato Sergio Mudado

Que a literatura moderna é perigosa
é algo inconteste. A única resposta
digna da crítica que ela suscita, é que
essa literatura venenosa exige um novo
tipo de leitor: um leitor que ‘responda’

Paul Ricouer, Pensador Francês

-Eu sou macaco de auditório do médico-literato Sergio Mudado, desde que me deliciei com o livraço Vassalu, que tive o prazer de resenhar e que, acho, vertida para o inglês, devidamente encaminhado para um agente literário dos Estados Unidos daria um filme clássico muito melhor do que Tróia e Gladiador, e que, em tese, trata do mesmo tema, época e idade média da história. Estupenda obra prima.
-Por isso, quando recebi “Juca Peralta”, Romance, custei a me preparar para a leitura que teria que ser especial, prazerosa, e que, certamente iria mexer com meus botões sensoriais. Vivendo época pessoal difícil, de amarga caminhadura, finalmente entrei de vereda na leitura que prometia, aqui e ali parando, indo e vindo, até que finalmente tomei pé definitivo e dali em diante, escolado, salve-se-quem-puder, caí no fluxo narrativo e babei. Baba baby, diria a canção. Pois foi por aí...
-A narrativa de Sergio Mudado cativa, seduz, empolga, pega o ledor feroz pela mão, leva-o para passear no parque temático das contações, uma linguagem ao mesmo tempo em que cult e pop, lembrando aqueles historiadores e cronistas mineiros que deitam falatório e seduzem, aplainam, e, levados da breca, fazem o leitor seduzido curtir, gostar, “cerrir” (como se diz lá em Itararé), e outros prosopopéias de mais um clássico da literatura brasileira que o Sergio Mudado é mesmo o numero um atualmente. Só senti o mesmo prazer quando li O Baudolino do Umberto Eco, Sergio Mudado no mesmo patamar, no mesmo nível.
-Contações com esmero, dados filosóficos e místico-conceituais, passando pela história de Minas e suas semeaduras gerais, do Brasil de muito ouro e pouco pão, do mundo que Brecht rotulou como em tempos tenebrosos, como se o autor inventasse uma toda própria memória recorrente de idas e vi(n)das, alguns dados místicos, e, toma-lá-da-cá, o bendito boêmico personagem principal Juca Peralta que pinta e borda alardeios e mesmo insanidades, e bota suspensório em cascavel, aprontando das suas peraltices, entre prazeiranças e contentezas de um livraço. Muito prazer de ler, acreditem. Sergio Mudado narra com uma baita maestria, que dá o que sentir, curtir, florir-se. O próprio pensador francês Paul Ricouer ainda reafirma, a propósito do livro e de seu prumo literário: “Não temos a menor idéia do que seria uma cultura em que não se soubesse mais o que significa ´narrar,”
-Sergio Mudado dá show. Romance pontuado com causos do arco da velha – o escritor um grande mentiroso? – e o leitor entra de mala e cuia e mente lavada, e vai sendo bombardeado pelo implícito, explicito, internarrativas, ora sob um enfoque, ora sobre outro, na garupa do historial o leitor é conduzido e monta a galope o romance-quase-novela todo. Será o impossível? Pois, a acredite, se quiser, o livro de mais de 400 páginas cumpre a missão maravilhosamente, Sergio Mudado no auge, esmerilhando mitos, lendas, fofocas, mentiras e, claro, o conhecido e magnífico fluxo narrativo que é como se o doutor médico, também aí incluído importante (com prisma todo próprio) também uma persona en-passant no livro, e ainda assim por isso mesmo nos trouxesse mentes, corações, sentimentos, perdas e drenos, sob a sua ótica-criação de primeira grandeza, em belos horizontes, trilhas, errações, contrações e bravezas. Bravo.
E em troca de e-mail com o literato Sergio Mudado, dele tirei dados, pondo pimenta-camari na minha leção: “...No Juca Peralta você chegará a um capítulo no qual Juca e Noel Rosa passeiam pela noite da cidade em (1936), e a atmosfera é de pura magia. O livro, admito, não é de leitura fácil e contém alguns segredos que podem ser desvendados ou não. Noge é o inverso de Egon, e é justamente um alter-ego do grande memorialista Pedro Nava (José Egon de Barros). Ele se torna o senhor do tempo podendo ir e vir, passado e futuro. Cleópatra é Ísis, deusa maior do panteão egípcio. O rádio Matador existiu como foi descrito. A Leitora, que acompanha quem narra, também existiu (e existe) de verdade, acompanhou a feitura do romance. Existe assim um espécie de realismo mágico. O livro começa em janeiro de 1939 e termina em setembro quando inicia-se o II conflito mundial. Nele entram, além de Pedro Nava, Guimarães Rosa, Thomas Mann, Joyce, Proust, Kayan e outros. O universo do romance é complexo, mas não indecifrável.... Bem, eu me diverti muito, escrevendo-o. Minha mulher, que não é leitora "profissional" foi colhida pelo livro, o que me tranqüilizou... (...)”
-Wesley Duke Lee disse que "O que realmente me interessa é a qualidade da ilusão." No caso de Sergio Mudado ainda é a qualidade excepcional da imaginação, sentição, “dom de iludir”, cultura histórica, conhecimento dos descaminhos e configurações interioranas da matreira Minas, dando voz a figurinhas carimbadas de sertões, ruas, bares, quintais e zonas das mulheres de difíceis vidas fáceis, altares, quebradas, monturos, escombros e purezas, como no caso do viajante companheiro que é o Fábio, um aprendiz de Juca em mundos e cafundós.
-Entre magias, feitiços, mágicas, zonas de meretrício, cabarés, bares, crônicas, derramas, poemas, muita MPB e Noel Rosa cifrando todo o livro, mais poemas, insinuações paraletrais de quadrinhos, cantilenas, dados folclóricos, mineirices e pujanças, Juca Peralta pelo seu criador Sergio Mudado vai indicando dados dicas de rincões e suas tipicidades, curas, remédios, purgações, bacilos, pachorras, intermediações, matadores de aluguel, bares, comidas e comilanças, mais acidentes de percurso de amor que é cego e carecido, prostitutas, amantes, perigos, acidentes; um mosaico interiorano dessa Minas que muito bem representa a nossa brasilidade mestiça, entre imigrantes, lugares aonde o Judas perdeu o All-star, e vai por aí o bolero, as acontecências, bravatas e impertinências de percurso, feito um bem-bolado daquele que, certamente, é sim um dos maiores escritores atuais de Minas Gerais, um médico romancista. Já pensou?.
-Sobre o maravilhoso livro do cavaleiro medieval de Sergio Mudado eu já tinha escrito (fragmento): “A história é uma pedra na consciência da civilização. Van Tieghem diz que a categoria social e a importância do escritor crescem em forma notória. Deve ser isso. Os privilégios dos caminhos da literatura contra os sandeus do absurdo que ainda impunemente viçam e mandam. Milton Hatoum diz que o escritor passa a vida inteira tentando dizer uma verdade profunda através de uma invenção literária. Sergio Mudado acertou e brilha na sua obra. Aliás, o próprio dia de brilhar (ilha de edição?) vive dentro dele, espelha ele, está no romance dele, Vassalo. Carne e coragem. Idade Média destilada como sangria letral. Por fim, como muito bem observou a amiga Maria Ilsen na apresentação do livro no site da Livraria Cultura, só a consciência da finitude explicaria a busca da continuidade muito além da vida, além dos sentidos. Alguns se tornam vassalos desta busca. Outros, plantam árvores, criam filhos, deixam obras importantes como Vassallu, A Saga de um Cavaleiro Medieval (de Sergio Mudado)”.
-Pois “O Negócios Extraordinários de um Certo Juca Peralta” é desde logo um clássico. Já no prefácio Benedito Nunes diz do realismo grotesco de Juca Peralta, e comenta: “Nas conversas dos personagens(...) intercalam-se o tempo todo versos das modinhas de Noel Rosa, também feito personagem. O próprio romance é um híbrido conjunto fragmentado, que é persegue e perseguido pelo Tempo e suas loucuras. Em contraponto com as peripécias de Juca Peralta, estão as idas e vindas da própria narrativa, que se divide em três partes dentro de um período datado – a partir de janeiro de 1939, ano fatídico, já instalado o Estado Novo por Getulio Vargas. Não esqueçamos (...) que essas idas e vindas é o próprio Tempo em seu fluir invisível, que se elabora como matéria prima da própria narrativa,m o Tempo vertiginoso, que tem medida desigual(...)”
-A Orelha de Juca Peralta já alerta a proposta: “Uma parceria – Semeei-te em mim - diz, quem narra e lê”, selando um pacto entre o leitor/narrador/autor, “perigo, musica e perfume(...) a atmosfera do texto”. E explicita ainda na orelha: “O leitor que ousar acompanhar quem narra, terá, se sobreviver aos perigos que o espreitarão ao longo da jornada, a oportunidade única de sair de si mesmo e contemplar outro universo(...). Sentirá no espírito, ao mergulhar neste mundo fantástico mundo de palavras alinhadas, imenso deleite. E,s e for arguto, poderá reconhecer nesses resquícios de literatura uma declaração de amor a palavras e aos gênios que a transformam: Nava, Rosa, Mann, Proust, Joyce... (...) Romance saboroso, regido pelo antigo deus que, ainda hoje, ilumina a existência dos amantes da arte, dos leitores capazes de ouvir no vento de estrelas a sinfonia cósmica do Senhor do tempo, da Magia e da palavra”
-O vendedor-Inspetor Juca Peralta, caixeiro-viajante, o aspirante a vendedor Fábio, o rádio Matador feito uma metáfora que se comunica, fere, brinca e se expande literalmente, mais expressões, doenças, filosofias, mitologias, fantasmas, tudo impregnando as facetas do livro que são várias, vários prismas, vários espaços cênicos, tudo um verdadeiro vislumbre para quem adora literatura de alta qualidade criadora e narrativa impecável, entre tantos personagens que vão, voltam, somam, dramatizam, ironizam, recheiam o livro, com viagens de trens, estações e paragens, baldeações (inclusive trans-narrativas) citações bíblicas, ou outras em latim, francês, um verdadeiro destrinche das facetas dos personagens, técnicas de narrar e mesmo confeito criacional do autor, fora de série mesmo. Não é qualquer um que pode criar uma obra assim. Não é qualquer dia que uma jóia preciosa assim nos cai na graça ledora impertinente de se deixar encantar. Mil maravilhas.
-Tuberculose, loucuras? Juca Peralta é o “jogo de amarelinhas “(Fidalgas...) de Sergio Mudado? "Cada romance tem de ser um objeto único. O enredo ordena a sua forma. A estrutura do relato segue a intensidade da narração.", diz Juan José Saer. Por fim, falando sério, deixo que o leitor procure o seu exemplar do belo livro, corra atrás, vá ser também Juca e Peralta atrás de seu comboio, lugar-tenente de ilusões, culturas e artes lítero-culturais fantásticas, trem noturno ou não. Porque, de uma forma ou de outra, assim na terra como no céu, loucos ou saradinhos – de perto ninguém é normal, cantou Caetano Veloso – somos todos filhos de estações de trens; afinal, já no passado não cantou o Ministro da Cultura Gilberto Gil, sobre o benfazejo Expresso 2222 da Central do Brasil?

-Sim, há um trem para as estrelas... E em Juca Peralta a vida é um comboio engatando acontenças, e a visão pode ser só um ponto de partida ou de chegada. Deste e de outro mundo.

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Silas Correa Leite - Santa Itararé das Artes/Samparaguai, Fevereiro 2011
Poeta, Ficcionista, Teórico de Educação, Conselheiro em Direitos Humanos, Jornalista Comunitário, Premio Lygia Fagundes Telles Para Professor Escritor
Pós-Graduado em Literatura na Comunicação (ECA/USP)
Autor de Porta-Lapsos, Poemas, e Campo de Trigo Com Corvos, Contos premiados, finalista do Prêmio Telecom, Portugal, à venda no site www.livrariacultura.com.br
E-mail: poesilas@terra.com.br
Blogue premiado do UOL 2009/2010: www.portas-lapsos.zip.net
Site de sua aldeia natal: www.artistasdeitarare.blogspot.com
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Vitrine do Giba: O sono de Sofia

Vitrine do Giba: O sono de Sofia: "Sofia sofre. As dores nas costas aumentam a cada dia que passa. Não bastasse os pés doloridos, calejados pela jornada de anos e anos a fio a..."

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cachaça boa, é cachaça velha


Segundo pesquisadores da Unesp, técnicas de envelhecimento trazem melhor sabor e aroma à bebida.

AGÊNCIA NOTISA – A cachaça é a terceira bebida destilada mais consumida no mundo e a primeira no Brasil. Segundo o estudo “Efeito do envelhecimento na qualidade da cachaça produzida por pequenos produtores”, publicado em 2010 na revista Ciência e extensão, a produção nacional é em torno de 1,3 bilhões de litros por ano, sendo que cerca de 75% desse total é proveniente da fabricação industrial e 25%, da forma artesanal.

Realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o estudo mostra que, embora a produção industrial ainda seja muito superior, o grande destaque do setor nas últimas duas décadas é o progressivo crescimento e consolidação da fabricação artesanal, a chamada agroindústria de alambique (operada por pequenos produtores).

“Trata-se de um segmento que vem se adaptando às novas condições de concorrência, ao mesmo tempo em que tem conquistado competitividade e preço”, dizem Ricardo Augusto Barboza e colegas no artigo.

Dentre os principais fatores que contribuem para esse processo, o estudo destaca o reconhecimento da denominação cachaça e a definição de normas e selos de qualidade nas várias esferas (nacional, estadual e regional).

Porém, os pesquisadores ressaltam que uma prática importante para a qualidade do produto, e que ainda não é muito difundida e aplicada, principalmente por micro e pequenos produtores, é o envelhecimento da cachaça.

Segundo eles, isso se dá porque essa não é uma etapa obrigatória da produção. Porém, argumentam que uma maior difusão dessas técnicas pode propiciar um ganho mercadológico importante e alavancar a produção da bebida brasileira no mercado internacional.

O estudo explica que o processo de envelhecimento ou maturação consiste basicamente em armazenar a bebida destilada em barris de madeira por um tempo determinado (12 meses, no mínimo) e em condições adequadas (barris com capacidade entre 200 e 700 litros). E essa ação traz mais qualidade já que a cachaça recém-destilada, além de não apresentar cor, possui sabor picante, áspero e seco, por melhor que tenha sido realizado o processo de produção em todas as suas etapas (fermentação e destilação).

“O processo de envelhecimento produz mudanças na composição química, no aroma, na cor e é responsável pala diminuição do sabor alcoólico e agressividade da bebida, com simultâneo aumento da doçura e sabor de madeira, tornando-a sensorialmente mais agradável”, destacam os autores.
Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

Projeto Leitura Criança Feliz






Apoie essa ideia!

"LITERATURA-ARTE E CULTURA- SEMENTE QUE DEVE SER CULTIVADA COMO CERTEZA DE HERANÇA DAS CRIANÇAS DE AMANHÃ!"

www.ninarocha.com.br

 

 

 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Possíveis contribuições da sala de leitura para promoção de uma educação multicultural

Neste presente trabalho, busco compreender possíveis contribuições atribuídas ao multiculturalismo e que podem fazer diferença nas práticas educacionais, mais precisamente, nos espaços reservados as salas de leitura nas instituições escolares. Em um primeiro momento, caracterizo multiculturalismo e as contribuições para educação. Analiso o espaço físico reservado as salas de leitura nas instituições escolares e a que se dedicam. Finalizo refletindo se as salas de leituras podem mesmo promover uma educação multicultural.
Palavras-chave: Multiculturalismo, salas de leitura, práticas pedagógicas.


http://www.partes.com.br/educacao/educacaomulticultural.asp

Universia divulga inscrições para bolsas de estudo da Fundação Estudar

Há opções de graduação e pós no Brasil e no exterior com inscrições que variam de 1º a 20 de março

O Portal Universia está divulgando as inscrições para o Programa de Bolsas da Fundação Estudar, referente ao Processo Seletivo 2011. Por meio do site www.universia.com.br estudantes brasileiros que desejam realizar seus estudos no país ou no exterior, podem obter todas as informações sobre as oportunidades de bolsas em cursos de graduação ou pós.
No Brasil, as bolsas de graduação são destinadas aos cursos de Administração de Empresas, Ciências Econômicas, Direito, Engenharias e Relações Internacionais. No exterior, as oportunidades são para cursos de Administração de Empresas, Ciências da Computação, Ciências Econômicas, Ciências Políticas, Engenharias, Matemática e Relações Internacionais.

Para pós-graduação, podem se inscrever alunos das áreas de Administração de Empresas, Administração Pública, Artes, Direito, Políticas Públicas e Ciência. Nesta modalidade, as bolsas são direcionadas apenas aos cursos de mestrado.
Para participar do processo seletivo é necessário ser aluno de graduação já aprovado no vestibular para 2011 ou cursando (do primeiro ao penúltimo ano) o Ensino Superior presencial em instituições com bons desempenhos no ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). O prazo final da candidatura é dia 20 de março para os programas de graduação e 01/03 para pós.
Mais informações sobre inscrições, universidades apoiadoras da Fundação Estudar e países onde há instituições de ensino, acesse o site: www.universia.com.br
Sobre o Universia  
Universia é uma rede de cooperação universitária que reúne 1.176 instituições de ensino superior, em 23 países da Ibero - América, congregando 72% do público universitário, com 13.5 milhões de alunos e professores. Tem como parceiro financeiro-estratégico o Grupo Santander.
O objetivo da Rede Universia é contribuir com serviços de valor agregado às universidades, apoiando o desenvolvimento de projetos comuns e a geração de novas oportunidades para a comunidade universitária, contribuindo, dessa forma, para o desenvolvimento sustentável dos países onde a Rede está presente. 
Universia desenvolve suas atividades impulsionando ações dentro e fora do espaço virtual e trabalha em quatro linhas estratégicas:
Emprego: Estágios, emprego e desenvolvimento profissional
Formação: Informação para a aprendizagem e apoio a formação continuada
Observatório: Observatório do futuro da ciência e da educação superior
Redes Sociais: Comunidades para o lazer e o tempo livre universitário

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Coleções!!!

Maria Aparecida Francisquini
publicado em 10/02/2011

Ser humano tem mania de colecionar, juntar. São muitas as variedades. A coleção geralmente começa com uma paixão, que rapidamente se torna mania. Algumas pessoas colecionam objetos antigos os mais variados: louças, móveis, carros, e uma infinidade de itens a mais. Existem aqueles colecionadores (a maioria deles) empenhados em sempre aumentarem cada vez mais o acervo. Fazem loucuras para terem aquele item considerado raro, valioso, pelos que colecionam determinados objetos

Coleta Seletiva em uma empresa de limpeza pública de Maceió (AL)

Angélica Kelly S. PIMENTEL1 (1); Kássia Karina S. ARAÚJO* (2); Marcela V. ROCHA* (3)
publicado em 03/02/2011

 

RESUMO

Este artigo aborda a implantação da coleta seletiva em uma empresa de limpeza urbana na cidade de Maceió, com o objetivo de minimizar o descarte inadequado de materiais com grande potencial de reciclagem. Trata-se de um estudo de caso, onde a metodologia utilizada abrange disponibilização de lixeiras, educação ambiental e monitorado nos setores. Com a implantação do projeto o lixo passou a ser separados e os materiais recicláveis doados, trazendo benefícios de ordem social, econômica e ambiental.
Palavras-chave: coleta seletiva, educação ambiental, materiais recicláveis, empresa.

Poesia

Amor Perdido
  
Nair Lúcia de Britto
  
publicado em 10/02/2011

EJA: Elementos que se destinam a (Re)construção dos seus educandos

Valmaria Lemos da Costa Santos1
publicado em 12/02/2011
RESUMO:
Este trabalho evidencia o perfil dos egressos na Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal Leís Gomes de Oliveira, localizada no Município de Serrinha dos Pintos-RN. Objetiva-se com este traçar as especificidades e características dessa modalidade de ensino nesta escola buscando, concomitantemente refletir algumas questões inerentes, tais como evasão escolar, metodologia de ensino aprendizagem, dentre outras. Ademais, buscamos trazer reflexões sobre uma realidade ainda desconhecida, nesse município, o que revelou um pouco de suas características e especificidades.
 
Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos; perfil; ensino; Serrinha dos Pintos-RN.

Educação a Distância, Sociedade, Tecnologia e Ensino: uma nova cultura educacional na minimização do espaço e na democratização do acesso ao Ensino Superior

Silvio Profirio da Silva*
publicado em 12/02/2011

Resumo:
 Nas últimas décadas, a sociedade tem passado por grandes avanços tecnológicos. Esses avanços têm se refletido no âmbito educacional, o que ocasionou o surgimento de uma nova modalidade de ensino: a EaD. Essa modalidade, nos últimos anos, propagou – se em nosso país, ocasionando a minimização do espaço, na medida em que chega a diversas cidades de interior. Este trabalho tem por objetivo abordar o importante papel das Universidades Federais na democratização do acesso ao Ensino Superior, por meio da EaD.
Palavras - chaves: Sociedade, tecnologia, ensino, democratização

Avaliação Escolar: Desafios e Perspectivas

As perspectivas e desafios sobre avaliação escolar, que serão brevemente apresentadas nesse artigo, têm o intuito de tentar apontar caminhos, e não apenas mostrar o que está ocorrendo de maneira equivocada na avaliação escolar. A pesquisa caracteriza-se como sendo de cunho bibliográfico. A avaliação escolar ainda é percebida de maneira “quantitativa”, sendo reduzida a números, porém se faz necessário que a avaliação, que seja compreendida como um processo de ensino e aprendizagem, que ocorrem de forma contínua, cumulativa e sistemática.
Palavras – chave: Avaliação Escolar; Aspectos quantitativos; Aspectos qualitativos; Educandos. http://www.partes.com.br/educacao/avaliacaoescolar.asp

sábado, 12 de fevereiro de 2011

LEI DO PROGRESSO

 

LEI DO PROGRESSO


por: nair lúcia de britto



A lei do progresso é uma lei natural que abrange a humanidade inteira.

Através dela o homem se aperfeiçoa à medida que pode melhor compreendê-la

e praticá-la. Com relação ao homem, lei natural e estado natural têm significados diferentes.

Quer dizer: o estado natural é o estado primitivo do homem, incompatível

com a civilização. Ao passo que a lei natural contribui para o progresso

da humanidade.


O homem não pode permanecer como criança; assim como não pode permanecer

em seu estado primitivo; do qual só se liberta através do progresso e da civilização.

Conforme o homem vai progredindo, ele também vai criando mais necessidades para

si mesmo que antes não tinha. Nem por isso ele pode retroceder; tem que progredir incessantemente e, se ele progride, é porque Deus quer assim.


O homem pode evoluir por si mesmo, naturalmente. Só que nem todos

progridem ao mesmo tempo e nem da mesma forma. Então os mais avançados

ajudam os demais através do contato social.


Progredindo intelectualmente o homem pode colaborar com o progresso moral,

mas isso nem sempre acontece, infelizmente. Existem povos que apesar de serem

mais esclarecidos são também os mais pervertidos. O progresso ocorre lentamente

porque o homem só progride passo a passo; até que consegue desenvolver

o senso de moral dentro de si.


A moral e a inteligência são duas forças que só se equilibram entre si com o tempo.

Ninguém pode impedir o progresso da humanidade que segue a uma lei natural,

mas é possível criar-se um entrave quando o homem usa de sua inteligência para

fazer o mal. Nesse caso, ele terá que prestar contas a Deus.


As leis criadas pelos homens devem ser compatíveis com as leis divinas que são

justas e feitas tanto para o mais forte como para o mais fraco.


A perversidade do homem e suas terríveis consequências mostra a necessidade

que existe do Bem estar sempre acompanhando o progresso; e das

transformações que se fazem necessárias para a humanidade.


O maior obstáculo ao progresso da humanidade são o orgulho e o egoísmo.

Outro entrave é quando o progresso intelectual desenvolve nas pessoas uma

ambição desmedida e um amor sem sentido às riquezas materiais, em

detrimento dos verdadeiros valores da alma.


Quando o homem compreender que existe uma felicidade infinitamente maior e infinitamente mais durável do que aquela, passageira, oferecida pelos bens

terrestres, então o progresso se realizará mais plenamente e o mundo

será bem melhor!


(Texto baseado no Livro dos Espíritos, de Allan Kardec)

 

Ilustração: Céu estrelado - segredodosplanetashan.blogspot.com


 

Textos em contextos




O ensino da língua escrita é um tema especialmente oportuno. Refletir sobre as contribuições teóricas que modificaram a compreensão sobre a escrita, a aprendizagem e as práticas pedagógicas é o melhor aval para o enfrentamento dos desafios que hoje se colocam a todos os educadores: a erradicação do analfabetismo e a superação dos baixos níveis de letramento no país.
Com o objetivo de discutir a temática em sua complexidade, esta obra usa o referencial socioconstrutivista para relacionar teoria e prática em diferentes abordagens: as concepções de ensino e de escrita, as trajetórias escolares na alfabetização de crianças e adultos, os processos cognitivos na aprendizagem da escrita, a produção textual na infância e adolescência, os desafios da transposição didática e a formação de professores alfabetizadores.
Verdadeiro convite à reflexão e à transformação da escola brasileira, o livro é destinado a educadores, professores e estudantes de graduação ou pós-graduação das áreas de pedagogia, letras ou linguística aplicada.
***
Silvia M. Gasparian Colello é mestre e doutora em Pedagogia pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Feusp), onde atua como docente. Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização e Letramento (Geal-Feusp). É autora de Alfabetização em questão (Paz e Terra, 2004) e A escola que (não) ensina a escrever (Paz e Terra, 2007), e coautora de Alfabetização e letramento: pontos e contrapontos (Summus, 2010).


O ensino da língua escrita é um tema especialmente oportuno. Refletir sobre as contribuições teóricas que modificaram a compreensão sobre a escrita, a aprendizagem e as práticas pedagógicas é o melhor aval para o enfrentamento dos desafios que hoje se colocam a todos os educadores: a erradicação do analfabetismo e a superação dos baixos níveis de letramento no país.
Com o objetivo de discutir a temática em sua complexidade, esta obra usa o referencial socioconstrutivista para relacionar teoria e prática em diferentes abordagens: as concepções de ensino e de escrita, as trajetórias escolares na alfabetização de crianças e adultos, os processos cognitivos na aprendizagem da escrita, a produção textual na infância e adolescência, os desafios da transposição didática e a formação de professores alfabetizadores.
Verdadeiro convite à reflexão e à transformação da escola brasileira, o livro é destinado a educadores, professores e estudantes de graduação ou pós-graduação das áreas de pedagogia, letras ou linguística aplicada.
***
Silvia M. Gasparian Colello é mestre e doutora em Pedagogia pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Feusp), onde atua como docente. Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização e Letramento (Geal-Feusp). É autora de Alfabetização em questão (Paz e Terra, 2004) e A escola que (não) ensina a escrever (Paz e Terra, 2007), e coautora de Alfabetização e letramento: pontos e contrapontos (Summus, 2010).


O ensino da língua escrita é um tema especialmente oportuno. Refletir sobre as contribuições teóricas que modificaram a compreensão sobre a escrita, a aprendizagem e as práticas pedagógicas é o melhor aval para o enfrentamento dos desafios que hoje se colocam a todos os educadores: a erradicação do analfabetismo e a superação dos baixos níveis de letramento no país.
Com o objetivo de discutir a temática em sua complexidade, esta obra usa o referencial socioconstrutivista para relacionar teoria e prática em diferentes abordagens: as concepções de ensino e de escrita, as trajetórias escolares na alfabetização de crianças e adultos, os processos cognitivos na aprendizagem da escrita, a produção textual na infância e adolescência, os desafios da transposição didática e a formação de professores alfabetizadores.
Verdadeiro convite à reflexão e à transformação da escola brasileira, o livro é destinado a educadores, professores e estudantes de graduação ou pós-graduação das áreas de pedagogia, letras ou linguística aplicada.
***
Silvia M. Gasparian Colello é mestre e doutora em Pedagogia pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Feusp), onde atua como docente. Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização e Letramento (Geal-Feusp). É autora de Alfabetização em questão (Paz e Terra, 2004) e A escola que (não) ensina a escrever (Paz e Terra, 2007), e coautora de Alfabetização e letramento: pontos e contrapontos (Summus, 2010).


NOITE DE AUTÓGRAFOS
A Summus Editorial e a Livraria da Vila convidam para o lançamento do livro no dia 2 de março (quarta-feira), das 18h30 às 21h30, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915 - Piso térreo). Informações pelo telefone (11) 3814-5811.

Enc.p/nlb 
Grupo Editorial Summus
Rua Itapicuru, 613, 7º andar - Perdizes CEP 05006-000 - São Paulo - SP
Tel.: (11) 3872-3322 - Fax (11) 3872-7476
NOITE DE AUTÓGRAFOS
A Summus Editorial e a Livraria da Vila convidam para o lançamento do livro no dia 2 de março (quarta-feira), das 18h30 às 21h30, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915 - Piso térreo). Informações pelo telefone (11) 3814-5811.




Pedagogia da transgressão, de Ruy Cezar do Espírito Santo


 Nas últimas décadas, a relação ensino-aprendizagem vem sendo duramente criticada. Professores desmotivados, estudantes que não veem relação entre o conteúdo apresentado em sala de aula e o cotidiano que vivenciam, autoritarismo, profissionais que se tornam docentes sem saber como transmitir seus conhecimentos. Como mudar essa realidade? 
De acordo com Ruy Cezar do Espírito Santo, é preciso apostar na pedagogia da transgressão – proposta baseada no desenvolvimento de um ensino que leve em conta as diferenças individuais dos educandos, confrontando a escola tradicional. O que Ruy propõe é, assim, um novo paradigma para a educação.
Neste livro – destinado a educadores de todos os níveis e a estudantes de pedagogia –, o autor apresenta as transgressões que permearam seus quarenta anos de experiência docente nos diversos níveis de ensino, buscando caminhos alternativos para a educação e "transgredindo" as práticas pedagógicas antigas. Depoimentos dos alunos sobre o caráter transformador do trabalho de Ruy Cezar coroam a obra de forma magistral.
***
Ruy Cezar do Espírito Santo é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela USP, mestre em Educação pela PUC-SP e doutor em Filosofia da Educação pela Unicamp. Leciona na PUC-SP, na Faap e na pós-graduação lato sensu da Unimesp. Publicou pela Editora Ágora Histórias que educam e O autoconhecimento na formação do educador.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

R E F L E T E

 

Por: Emmanuel



Ante as provas difíceis

Jamais te desesperes.


A tempestade agora

É o ar limpo depois.


A pedra é bruta,

Sem o buril que a fere.


Silencia, trabalha

E o melhor chegará.


Se dispões de uma vela

Podes banir a sombra.


Não há mal que te alcance

Se confias em Deus.


(Texto psicografo por Chico Xavier)


 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ignácio de Loyola fala sobre literatura e futebol no Cartão Verde

 

O escritor senta ao lado de Vladir Lemos, Sócrates, Xico Sá e Vitor Biner, nesta terça (8/2), na TV Cultura

 

São Paulo, 7 de fevereiro de 2011 – Um dos mais respeitados programas esportivos da tevê, o Cartão Verde, da TV Cultura, promove nesta terça-feira (8/2), às 22h, o encontro entre a literatura e o futebol. O escritor Ignácio de Loyola Brandão, autor de Zero, é o convidado da atração.

 

Com extensa trajetória no mundo das letras, incluindo passagens em revistas, Loyola publicou, em 1982, a obra É gol, uma narrativa em homenagem ao futebol. Em 2000, conquistou o Prêmio Jabuti de Melhor Livro de Contos, com O homem que odiava a segunda-feira. Em 2008, levou o mesmo prêmio para casa com o romance O Menino que Vendia Palavras, na categoria Melhor Livro de Ficção. O escritor também já recebeu programa especial desta emissora – Autor por autor / Ignácio de Loyola Brandão –, retratando sua vida e obra.

 

Entre os assuntos que devem nortear o programa está o amistoso entre Brasil e França, que acontece nesta quarta-feira , 9/2, no Stade de France, em Paris. O técnico Mano Menezes leva para dentro de campo uma seleção com sete jogadores remanescentes da última Copa do Mundo, comandada por Dunga. Também deve entrar na pauta desta edição a partida da Seleção Brasileira sub-20 contra o Equador, em Arequipa, no Peru, também nesta quarta. O grupo comandado por Ney Franco não contará com o atacante Neymar, que está suspenso.

 

Partes Mirim: MARÇO... 08 de março, Dia Internacional da Mulher!...

Partes Mirim: MARÇO... 08 de março, Dia Internacional da Mulher!...Publicar postagem

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

...O OLHAR CÔMICO DA ARTE

O OLHAR CÔMICO DA ARTE

A arte ou um saber sobre o plágio. Esta ciência maldita que rí de suas invenções "inúteis" (para a disciplina do circuito cotidiano). O artifício do riso é um meio de desfazer o compromisso do homem com a ideologia da seriedade. Tudo é possível para tornar visível a obscuridade do fazer social e cultural. Ao artista é concedido o direito de mudar e dissimular o valor e a ordem das coisas e do mundo.
Ele inventa ilusões, relações, e "inutilidades" para ironizar os desencantos de um determinado lugar da vida. O artista tem o bom senso de falsificar simbolicamente, sob o olhar do vigilante, sem ludibriar a vítima.

PENSE O JOGO: Um campo de futebol com uma única trave no centro. O futebol tem suas regras, mas neste campo perverso há uma sugestão de um possível jogo onde suas regras não estão explícitas. Fica com o espectador a difícil tarefa de imaginar hipóteses de impossíveis soluções. Uma sutil ironia aos dois jogos o do gramado e do território da arte.

CASA PARA VOYEUR: Uma casa com cômodos interligados por pequenos buracos, impossível à penetração do corpo, apenas o fluxo do olhar percorre os seus espaços. No jogo da arte o olho é um instrumento privilegiado, primeiramente a obra de arte é destinada ao olhar. A imaginação e o humor inventam problemas e o aparelho riso entra em funcionamento. - (1975)

BANCO ALMANDRADE: Uma surda gargalhada contra o rito da sociedade de crédito. Para que serve um cheque de um banco falso? A garantia é a marca do artista, mas essa marca não pertence ao circuito das
instituições bancárias. Sem dúvida é uma fraude, aceito com risos no meio de arte de onde emergem suas significações críticas. - (1977)

SEM CRUZEIRO Uma nota falsa e sem valor. Um problema imaginário que encontra no riso uma provável solução. Pode até insinuar uma crítica a sociedade da moeda, da troca e da própria arte. Mas ela escapa a todas as leituras e se afirma como uma nota que não compra nada, mas que pode ser vendida, por um destino irônico, já que o mercado de arte vende tudo. A garantia de sua autenticidade é a assinatura do artista. - (1976 e versão 1986)

FOTOGRAFIAS DE PAISAGENS BRASILEIRAS: Uma legenda para quatro fotografias que não foram reveladas. Fotos talvez, de uma câmara sem visor ou de um turista que capta a paisagem sem história, para o
espetáculo de uma recordação momentânea. Trata-se de signos e códigos. Uma legenda para um signo icônico que não aparece. Alguém ri. Onde estão as paisagens? Eis a questão, para o olho e o riso.- (1978)
Almandrade (artista plástico, poeta e arquiteto)
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Almandrade (Antônio Luiz M. Andrade)
Artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano e poeta.
Participou de várias mostras coletivas, entre elas: XII, XIII e XVI
Bienal de São Paulo; "Em Busca da Essência" - mostra especial da XIX
Bienal de São Paulo; IV Salão Nacional; Universo do Futebol (MAM/Rio);
Feira Nacional (S.Paulo); II Salão Paulista, I Exposição Internacional
de Escultura Efêmeras (Fortaleza); I Salão Baiano; II Salão Nacional;
Menção honrosa no I Salão Estudantil em 1972. Integrou coletivas de
poemas visuais, multimeios e projetos de instalações no Brasil e
exterior. Um dos criadores do Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia
que editou a revista "Semiótica" em 1974. Realizou cerca de vinte
exposições individuais em Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Brasília e
São Paulo entre 1975 e 1997; escreveu em vários jornais e revistas
especializados sobre arte, arquitetura e urbanismo. Prêmios nos
concursos de projetos para obras de artes plásticas do Museu de Arte
Moderna da Bahia, 1981/82. Prêmio Fundarte no XXXIX Salão de Artes
Plásticas de Pernambuco em 1986. Editou os livretos de poesias e/ou
trabalhos visuais: "O Sacrifício do Sentido", "Obscuridades do Riso",
"Poemas", "Suor Noturno" e Arquitetura de Algodão". Prêmio Copene de
cultura e arte, 1997. Tem trabalhos  em vários acervos particulares e
públicos, como: Museu de Arte Moderna da Bahia e Pinacoteca Municipal
de São Paulo.

O DEUS DA DOR E DA PERDA

Revista Partes : A sua revista virtual - ISSN 1678-8419 P@rtes (São Paulo) Julgar uma cultura que não é a nossa é sempre muito difícil, pa...