sábado, 4 de agosto de 2007

Clã Brasil no Roland Bolbrin


Minha amiga TAMAR, da Paraiba pediu e eu com muito gosto divulgo:

ZERO A ESQUERDA OU FORA DE SÉRIE?

ZERO A ESQUERDA OU FORA DE SÉRIE?
(Antonio Brás Constante)

Números. Números. Números. Não passamos de um conjunto numérico, perdido em uma equação qualquer. Uma equação ainda não totalmente resolvida, conhecida como vida. O ser humano na sua essência é feito de números. Somos compostos orgânicos com bilhões de células disto, sei lá mais quantos bilhões de outras células formando aquilo, etc.

Os números determinam padrões na sociedade. Somos classificados por um número variável chamado: “idade”, e nos dizem que devemos agir conforme esta idade. Ou seja, em alguns casos somos muito velhos, em outros nos acham muito novos e ainda em outros temos a idade certa, mesmo que seja para algo que naquele momento não nos interessa.

Apesar de não nos darmos conta, nós somos geralmente atraídos pelos números que compõe as outras pessoas. Por exemplo, na busca por relacionamentos amorosos, muitos procuram saber sobre a altura, peso, quadril, busto, idade e até conta bancária de seus pretendentes.

Ainda na parte dos relacionamentos, podemos imaginar a seguinte situação: você sai para passear com sua amada. Resolve levá-la a um lugar especial, onde possam namorar, trocando beijos e carícias. Então você, aproveitando aquele momento lindo, totalmente enlouquecido de amor, dá uma, duas, três, até quatro idéias de como o futuro seria maravilhoso se vocês ficassem juntos para sempre. É a matemática do amor, agindo nos pensamentos do enamorados.

Também no trabalho somos um mero número, conhecidos no sistema como o funcionário de matricula tal, que tem o RG tal e o CPF etecétera e tal. Em qualquer novo plano diretor, onde haja necessidade de cortes para maximizar custos, o fator humano é logo substituído por algum índice matemático, e de um instante para outro passamos de nove para seis, ou seja, nossa vida vira de cabeça para baixo.

A própria empresa é um emaranhado de números, que aparentemente parece ser feita de tijolos e movida através de carne e sangue, mas que no fim de cada semestre passa a ser um relatório contábil repleto de números e indicações positivas ou negativas, traçando geralmente perfis pouco amistosos sobre ações futuras.

Um assunto como este pode até causar insônia, algo que tentamos amenizar contando carneirinhos lanosos, que para desespero de qualquer fazendeiro, conseguem pular cercas com extrema facilidade. Em outros casos apenas contamos com algum tipo de calmante. Então percebemos que nossa saúde também é vista através de números, que medem pressão, batimentos cardíacos, taxa de glicose, entre outros tantos pontos que flutuam em nossos exames. Se notarmos, a própria política começa com a escolha de números, onde muitos se elegem apenas para fazer número e, principalmente, desviar números.

Sua classe social, sua localização em sua rua ou mesmo no universo (latitude e longitude), ou o máximo de caracteres que devo digitar neste texto, tudo é formado por números. Podemos dizer que Deus é um número. Talvez o número mais básico que exista e por isso tão complexo. Algo similar ao computador, que é capaz de efetuar maravilhas, feitas a partir da combinação de dois únicos dígitos (0s e 1s) que formam o código binário.

Enfim, na matemática da vida, não devemos ser apenas mais um número. Devemos somar esforços, dividir os problemas na busca de soluções, subtrair pensamentos negativos, e elevar a enésima potência às energias e ações positivas, passando a ser multiplicadores de algo melhor, deixando de ser um zero a esquerda para nos tornamos pessoas fora de série.

Frase do Autor: “Ninguém cometeu maior erro, do que aquele que errou ao fazer tudo errado”.

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(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc)

E-mail: abrasc@terra.com.br

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".

ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Namôro de Amizade

Hoje, 03/08/07, a crônica "Namôro de Amizade", de autoria do nosso colaborador Adilson Luiz Gonçalves, foi lida
na Rádio Bandeirantes, no Programa Grande Sampa. Quem desejar ouví-la, ao
som de bossa nova, basta acessar:
http://radiobandeirantes.terra.com.br/noticias.asp?PDT=55&ID=138

Dia Mundial Sem Carro

O Movimento Nossa São Paulo, que busca recuperar para a sociedade os valores do desenvolvimento sustentável, da ética e da democracia participativa, convida para o lançamento oficial da campanha para o Dia Mundial Sem Carro. A iniciativa é adotada em dezenas de países anualmente, sempre em 22 de setembro.


Neste ano, a campanha está sendo protagonizada pelo Movimento Nossa São Paulo e conta com o envolvimento das cerca de 600 organizações sociais, empresas e cidadãos que o integram. Um cardápio de atividades culturais, esportivas e de mobilização está sendo programado para todo o dia 22 de setembro (sábado, véspera do início da Primavera), nas regiões das 31 subprefeituras da capital paulista.


A idéia é promover a participação ativa e cidadã da população na melhoria da qualidade de vida da cidade a partir do tema transporte, saúde pública, segurança, qualidade do ar e do combustível e mobilidade viária.

Data: 08 de agosto, quarta-feira - 10h às 12h

Local: Espaço Rosa Rosarum - Rua Francisco Leitão, 416

Reforma da Previdência, a Auto-Avaliação da Gestão de Lula e a Base de Apoio "Fazendo Água”

Trasncrevo abaixo a carta do sociólogo William Gerab:

A Reforma da Previdência, a Auto-Avaliação da Gestão de Lula e a Base de Apoio "Fazendo Água” são questões que, pelo meu entendimento, podem nos indicar caminhos para entender e avaliar o momento político, que vivemos, contribuindo para que possamos melhor definir os nossos próximos procedimentos.


As posições do governo Lula têm demonstrado um grande desprezo por um projeto de desenvolvimento ambientalmente sustentável no Brasil, o que envolveria, também, a redução das desigualdades sócio-econômicas e injustiças sociais. Aí estão os exemplos do que está acontecendo com os nossos biomas e as ameaças a eles: arrendamentos das florestas, projetos e execução de obras de barragens e transposições de rios desvalorizando os necessários estudos prévios, abordagens descuidadas da problemática das usinas nucleares, apoio e incentivo às colossais monoculturas – lembremo-nos das posturas frente aos agronegócios e, agora, frente à idéia de produção de biodiesel e etanol. No campo sócio-econômico, podemos exemplificar com o descuido nas áreas da saúde, da segurança alimentar, do transporte, da educação, da moradia e do ainda alto desemprego. Atacar o direito de greve parece ter sido o disfarce escolhido para o governo esconder a sua falta de soluções.



Ascende-se, talvez tardiamente, a luz vermelha do apagão e dos acidentes aéreos. Os sinais dados sobre o péssimo desempenho na administração pública, com os grandes escândalos envolvendo corrupção, de tanta reincidência, parecem terem provocado calos de apatia na pele governamental. Primeiro as vaias na abertura do Panamericano-Rio-2007 e,agora,a emersão de movimentos dos setores sociais conservadores, como o “Cansei” e “CRIA”, começam a indicar, de forma inconfundível, que se Lula e o PT não resgatarem e fortalecerem o apoio dos setores populares, que elegeram e reelegeram o atual governo, podem acabar sofrendo uma queda vertiginosa do seu patamar de sustentação política, pois quem foi favorecido até agora pelas gestões ameaça retirar seu apoio.



Para quem olha esse labirinto, no qual se meteram Lula e o PT, do ângulo dos trabalhadores e demais setores oprimidos da sociedade, cabe não se deixar confundir com a oposição de direita, seja dos partidos no parlamento e instâncias do executivo nos estados e municípios, seja dessa base social, que depois de décadas recomeça a pretender tomar as ruas. Mas, a diferença entre os interesses e as ações haverão de mostrar com clareza qual a pretensão de cada manifestação e manifestação, não permitindo confusões. As atividades, que estão sendo organizadas, pela anulação do leilão da Cia. Vale do Rio Doce, contra a reforma da previdência do atual governo, o questionamento das dívidas externa e interna e das altas tarifas, particularmente, da de energia elétrica, devem evidenciar a diferença entre as oposições nessa situação.



Um abraço,

William

03/08/2007.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Roberto Amaral: "As empresas de aviação passaram a operar movidas apenas pela ganância do lucro"

Passados os primeiros dias de comoção da tragédia em Congonhas, a abertura da "caixa preta" do airbus da TAM revelou que houve falha no equipamento de freio do avião. Mesmo assim, parte da mídia insiste agora em culpar os pilotos - numa clara tentativa de encobrir o que está cada vez mais explícito: as razões da crise no setor vão além de questões pontuais. A discussão sobre as práticas selvagens das companhias aéreas em busca do lucro segue silenciada.Vice-presidente do PSB, o ex-ministro Roberto Amaral acompanha há anos o desenrolar da crise aérea brasileira. Segundo ele, o caos atual nos aeroportos "vem de longe", desde a desastrada privatização da extinta VASP. Para Amaral, são diversas as causas da colapso, entre elas o fato de as empresas de aviação, despreparadas e sem experiência, operarem hoje sob um regime de "quase-monopólio" privado, no limite de suas possibilidades, movidas apenas pela ânsia de lucro: "Redução de custos passou a ser a religião da aviação comercial brasileira", alerta o ex-ministro, em entrevista exclusiva ao Portal PSB.


Portal PSB: Quem fica mais prejudicado com o caos da aviação brasileira? Roberto Amaral: A crise da aviação comercial brasileira explodiu no colo do governo e atingiu mortalmente centenas de brasileiros. O inventário dos prejuízos - as irreparáveis perdas humanas, principalmente - e os danos materiais, os atrasos, os apagões, o desconforto dos passageiros, ainda está por ser feito e jamais será conclusivo. Se a derrubada do avião da Gol foi sua advertência, a queda do avião da TAM foi apenas o momento mais doloroso de uma seqüência de erros e omissões, que vêm de longe.

Portal PSB: A caixa preta do avião da TAM revelou falha do sistema de freio da aeronave... Que outras causas podem ser apontadas para o acidente? Roberto Amaral: A tragédia de Congonhas começou a ser montada com a desastrada privatização da VASP, uma companhia até então eficiente, com frota própria, e que se orgulhava, na propaganda de serviços, de alardear a pontualidade de seus vôos. Essa empresa foi vendida por alguns tostões a um empresário de ônibus de Brasília, evidentemente sem qualquer experiência na área, sem os necessários recursos e, principalmente, sem a necessária idoneidade. Mas era 'moderno' privatizar... A partir da posse dos novos mandatários, começou a empresa a exaurir-se, e seu fim era uma questão de tempo. Quando seus aviões ficaram presos ao solo - e é uma tristeza vê-los ainda parados, ao tempo, nas pistas dos aeroportos do país - ninguém pôde alegar surpresa, pois estávamos diante de uma morte anunciada. Mas foi lenta sua agonia, durante a qual o poder público revelou-se em impávida omissão. A mesma omissão que se repetiria com a também esperada falência da TRANSBRASIL, cujas aeronaves também permanecem nos pátios, paradas. O pano de fundo de tudo isso é a política neoliberal de fragilização do Estado, de redução de sua capacidade gestora, de precarização de nossa infra-estrutura, afetando portos, aeroportos, rodovias e a segurança do espaço aéreo.O último acidente nada tem a ver com as condições da pista; se tivesse, centenas de outros acidentes teriam ocorrido, como outros podem ocorrer, com aviões trombando em arranha-céus. Por que a concentração de vôos em Congonhas? Porque ele é mais lucrativo. O eixo de tudo: lucro.


Portal PSB: Como se desenvolveu o processo de privatização do setor aéreo?Roberto Amaral: Essas duas empresas, já inadimplentes, sujeitas a administrações depredadoras, foram aquinhoadas com rotas para o exterior, com o argumento de que ´precisavam se dolarizar´. A aventura se revelou um desastre, que só serviu para aumentar, pelo acordo da reciprocidade, a freqüência dos vôos de companhias internacionais para o Brasil. Assim, enquanto hoje - mal e porcamente - voamos aos Estados Unidos pela TAM, os americanos podem chegar ao Brasil pelas asas da American Airlines, pela Delta, pela Continental e pela United. Já vinha dessa época a agonia prorrogada da VARIG, a principal rede doméstica e praticamente a única bandeira internacional do país. E com ela se foi a experiência acumulada de mais de 75 anos!Na seqüência, o cartel TAM-GOL - que domina a malha doméstica - se transforma em quase-monopólio dos vôos internacionais, quando a GOL adquire a VARIG, tomando suas linhas e jogando na lata do lixo sua experiência. Nosso capitalismo é assim: não admite a concorrência e a imprensa que condena o monopólio público se cala diante do monopólio privado. Já estamos com saudades de um tempo não longínquo no qual o passageiro podia escolher a empresa de sua preferência e essa preferência era disputada pelas empresas com o aprimoramento dos serviços. Foi-se o tempo em que nossos céus conheciam as bandeiras da VARIG, VASP, TRANSBRASIL, Cruzeiro... Foi-se o tempo da concorrência comercial. É a vez do capitalismo monopolista.

Portal PSB: A iniciativa privada não é capaz de administrar companhias aéreas ao mesmo tempo lucrativas e seguras? Roberto Amaral: O caos aéreo verificado hoje mostra que não. Veja a concorrência que havia antes e que agora não existe mais... O que se colocou em seu lugar? Em meses, uma empresa até então pequena, regional, recordista em acidentes aéreos, transformou-se na principal companhia brasileira e hoje opera um número de aeronaves superior ao da VARIG em seu melhor momento. Concomitantemente, um outro grupo de empresários de ônibus (liderado por esse Nenê Constantino, sócio do Roriz em maracutaias) monta uma nova empresa aérea, fundada na precarização dos serviços de terra e bordo em nome da redução de custos operacionais, o que foi saudado pela imprensa como exemplo de administração moderna. Redução de custos, aliás, passou a ser a religião das duas empresas, que controlam a aviação comercial brasileira. Instalou-se o virtual monopólio privado. O fim da concorrência, com as duas empresas perseguindo segmentos distintos de público, determinou a queda dos serviços... Daí, a seqüência de overbooking (venda de mais passagens do que o número de assentos disponíveis nos vôos), superlotação, atrasos, queda no serviço de bordo, queda no atendimento de terra, manutenção precária e irresponsável teria de refletir-se, igualmente, na manutenção.


Portal PSB: Então a falta de concorrência conduz à falta de segurança, entre outras conseqüências... Roberto Amaral: É bom lembrar que estamos falando da exploração de serviço público especial, pois em um país de nosso tamanho - e sem opções de outras vias - o transporte comercial aéreo é item de segurança. Mas passou a ser dominado pela ganância, pelo desrespeito ao usuário, às leis, à ética, à educação. Eis a lição desse capitalismo selvagem: enquanto os serviços são precarizados, enquanto as aeronaves caem e matam, os lucros da TAM e da Gol se revelaram estratosféricos!
Portal PSB: Um conhecido liberal disse, certa vez, que tinha medo de avião porque o foco das empresas capitalistas é o lucro e não a segurança... Roberto Amaral: E esse é, também, o foco da chamada 'grande imprensa' brasileira. Ela, que se apresenta como defensora da 'modernidade', do capitalismo selvagem, do neoliberalismo, da privataria, olímpica, como se nada tivesse com nada, pairou soberana, a procurar responsáveis pela tragédia. Não apresentou nenhuma palavra sobre essa forma predatória de o capitalismo brasileiro privatizar o público.


Portal PSB: Ao explorar a comoção pública da tragédia, qual seria verdadeiramente o objetivo das emissoras? Roberto Amaral: Um amigo meu, o Jaime Cardoso, telefonou-me ontem lembrando o papel desempenhado pelos camioneiros chilenos na desestabilização do governo Allende e a preparação do golpe (ocorrido no Chile, na década de 70). Acho que ele está exagerando...

Os erros da cobertura apressada, segundo Nassif

Vale a pena ler hoje, no blog do Luis Nassif o comemtário Os erros da cobertura apressada Coluna Econômica – 02/08/2007
Veja alguns trechos:
No meu livro "O Jornalismo dos anos 90" relato quase duas dezenas de casos de cobertura da mídia em que o "efeito manada" produziu erros gigantescos. Aparentemente, não se aprende. A mais nova reedição do caso "Escola Base" está na cobertura do acidente com o Airbus da TAM, que vitimou mais de duzentas pessoas; o “japonês” do acidente aéreo foi um morto que não podia se defender: o piloto"
"Deixou-se de lado o jornalismo para se ficar numa ladainha única, em que nenhuma outra hipótese era investigada. E essa algaravia escondeu outras interpretações comentadas por especialistas, mas que não chegavam às páginas dos jornais. "

"O culpado passou a ser um morto, que não podia se defender. Com a divulgação dos diálogos registrados na cabine, muda o quadro. Um piloto alerta o outro que o reverso esquerdo estava paralisado; o outro concorda...."
"Semanas de cobertura intensiva desmentidas, todas as afirmações peremptórias desmascaradas, a voz do morto, saindo dos arquivos da caixa preta para absolvê-lo. Como ficamos? Como fica o jornalismo? Tem que haver limites para o show. "

Prêmio Impacta Mais: Tecnologia para regeneração das águas vence como Negócio de Impacto do Ano

  Além do Negócio do Ano, conheça os vencedores das 7 categorias da premiação   Desenvolvida pela Infinito Mare, a Caravela Ecológica, uma t...