sábado, 14 de agosto de 2010

Salve a Rádio e TV Cultura

Movimento Salve a Rádio e TV Cultura ganha força e adesão
Sindicato dos Jornalistas de São Paulo
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13 de agosto de 2010

José Augusto Camargo (Guto) e Sérgio Ipoldo

Jornalistas, radialistas, artistas, intelectuais e sindicalistas de diversas entidades como a CUT/SP, CTB, ETESP, Sindicato dos Radialistas de São Paulo, entre outras, participaram do lançamento do Movimento Salve a Rádio e TV Cultura, realizado no auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, na noite desta quinta-feira, 12 de agosto.


Rose Nogueira durante fala no debate
O movimento pretende resistir e protestar contra as (más) intenções do governo do Estado de São Paulo, através do presidente da Fundação Padre Anchieta (gestora da RTV Cultura), João Sayad, de liquidar com a única TV pública existente do Estado, patrimônio cultural do povo paulista e demitir cerca de 1.500 funcionários, entre jornalistas, radialistas e setor administrativo.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, José Augusto Camargo (Guto) disse que a sociedade está se mobilizando contra o desmonte da TV Cultura. Na tarde de quinta-feira (dia 12), o dirigente esteve reunido com o presidente da Fundação Padre Anchieta (gestora da Rádio e TV Cultura), que disse que não vai haver demissões. “O Sindicato, em sua função institucional, preocupa-se com os empregos dos trabalhadores. Mas não pode deixar de se manifestar contra o fim de um espaço que não pertence a uma gestão da Fundação e sim a todo o povo paulista”.
Já o representante do Sindicato dos Radialistas de São Paulo, Sérgio Ipoldo, disse que é funcionário da TV Cultura há 23 anos e que sempre, quando há troca de diretoria, há ameaças de demissões. 
Durante o debate, a diretora de Comunicação do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Rose Nogueira, relembrou a história da TV Cultura de qual fez parte. Ela era repórter na TV quando o jornalista Vladimir Herzog foi detido pela repressão em 1975 e foi torturado e assassinado nas dependências do DOI-CODI.
A representante do Movimento Salve Manos e Minas, Maria Amélia Rocha Lopes, que foi funcionária da TV Cultura há anos e que retornou recentemente à emissora como PJ, também presente no encontro. Ela relatou a maneira que a TV Cultura acabou com o programa, de uma hora para outra e que ficou sabendo de seu fim pela imprensa. O programa dava voz a cultura de rua e a periferia. “O Manos e Minas, da TV Cultura, foi o veículo dessa voz que agora está sendo calada. João Sayad, o presidente da Fundação Padre Anchieta, tirou Manos e Minas do ar – o único programa que mostrou que periferia não é sinônimo de bandidagem. Ali nascem também artistas, trabalhadores e músicos, gente que faz Cultura de verdade”, diz o texto do abaixo-assinado criado pelo movimento.
Várias mensagens de apoio chegaram ao e-mail criado para apoiar o Movimento Salve a Rádio e TV Cultura. Eles não param de chegar no salvertvcultura@sjsp.org.br . Se você ou sua entidade pretendem aderir, mande sua mensagem. Veja abaixo algumas delas:

“Nossas entidades apóiam o movimento Salve a TV Cultura, uma TV que até hoje se preocupa em produzir e transmitir programas de real comprometimento de conhecimento para a sociedade”.  - Associação Cultura Arte e Movimento – ACARMO; Comissão Nacional dos Pontos de Cultura – Mobilização e Gênero – CNPC; Ponto de Cultura da Biblioteca do Fórum Social Mundial _ PCBSM e Rede Nacional da Promoção e Controle da Saúde das Lésbicas Negras – Rede Sapatá

“Como ouvinte e telespectadora constante da Rádio e TV Cultura, apoio integralmente todo e qualquer movimento que vise a preservar suas características como entidade pública, exclusivamente voltada para o aprimoramento cultural do nosso povo. Nesse sentido, firmo minha adesão ao Movimento Salve a Rádio e Televisão Cultura”, Pérola de Carvalho, tradutora.
“Sou doutora em comunicação pela Universidade do Rio de Janeiro e quero aqui deixar meu protesto quanto à possibilidade da extinção da TV Cultura. Considero-a uma boa televisão com uma programação rica em vários aspectos. Não tirem esse veículo do ar, não privem o telespectador dessa opção televisa”. Lilian Fontes Moreira, professora doutora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
"Por favor, salvem a TV Cultura da amputação, do economismo, da facilidade. Um cultor da cultura para salvá-la"! Renata Pallottini, escritora.

Extraído do site do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo http://www.sjsp.org.br/

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