sexta-feira, 16 de abril de 2010

Por que Poesia?

Às vezes a gente pensa que não tem mais nada, mesmo acreditando ter tudo!

A riqueza e a pobreza parecem iguais quando olhamos o caminho percorrido até atingi-las. Quase sempre houve a renúncia do belo, o abandono da alma e perda do real sentido da vida. Conquistas e deserções absolutas fazem parte do paradoxo de um mundo cada vez mais regido por valores distorcidos, que desprezam os sentidos e sentimentos em nome de metas e aparências. Progressivamente, a humanidade vai perdendo sua aura de divindade e sua capacidade de abstrair. O ser humano é encarado como uma mera e substituível peça de um mecanismo de resultados físicos, frios e distantes. Pior: aceita essa condição e ainda busca superar esse plano traçado a sua revelia!

Escravidão consentida! Vida sem poesia!

Os atos mais simples deixaram se ser naturais e gratuitos... Há sempre uma segunda intenção, vil.
A inteligência e a racionalidade são exaltadas como principais virtudes humanas. As pessoas são avaliadas, graduadas, selecionadas, consumidas ou descartadas por critérios científicos e herméticos, num processo que lembra ora eugenia ora uma linha de montagem cibernética. Mas não é a capacidade de sonhar e de ver além das imagens que nos torna especiais? Não é a possibilidade de escolher caminhos que nos faz diferentes? Não é essa diversidade a razão poética do fascínio da humanidade?

Estamos trocando tudo isso por um adestramento coletivo tendo como contraponto, único, a rejeição explosiva e inócua. A intuição cede espaço ao condicionamento ou ao caos existencial. O ser humano germina, mas não frutifica!
Onde estão as metáforas? Onde estão a comunhão de almas e a sublimação da vida? Onde está a beleza explícita ou implícita dos gestos, das palavras e dos pensamentos?

Parece que estamos sendo conduzidos, inconscientemente, à negação da humanidade, em tempos difíceis ou não. Mas mesmo atingida essa sarjeta, virtual ou real, sempre será possível resgatar nossa natureza, bela e divina, pois ao revirar esse lixo existencial nada impede que encontremos uma rosa vermelha! Quem sabe nos lembremos de um jardim... Talvez de um amor sincero... Ou seus espinhos, numa distração do destino, façam aflorar nosso sangue e lembrem que a vida flui em nós com a métrica do coração, e que temos uma mente, milagre supremo da Criação, capaz de duvidar, imaginar e entender o universo, em prosa e verso! Assim, talvez tomemos essa rosa, a coloquemos na lapela e então, despertos e iluminados - como um cego que recobra o sentido da visão -, passemos a enxergar, com um sorriso na alma, a beleza, a esperança e a poesia que a cegueira de espírito ocultava.

Saibam que, mesmo na indigência, do ser ou do ter, não há rima pobre! Todos os sonhos e pensamentos vertidos em palavras são livres, preciosos e indispensáveis à vida! Todos carregam emoções e verdades capazes de, no momento certo e preciso, alegrar ou consolar, derrubar muros ou construir ideais! Com tal poder transformador, mesmo um poema gratuito não tem preço! Como pode haver pobreza para quem distribui tal riqueza?

Todos somos livres, ricos e poetas! Essa é a nossa condição fundamental!
Por que, então, poesia em tempos de indigência? Porque até as preces de aflitos, esperançosos e agradecidos são feitas em verso! Porque as epopéias que falam da superação de adversidades são descritas em verso! Porque mesmo o rigor de um dogma e a arrogância dos poderosos não resiste e cede passagem à ousadia de uma licença poética! Porque a razão nos guia no solo firme, mas é a poesia que nos faz voar e ver além da escuridão ou da linha do horizonte!

Em suma, porque a poesia precisa existir em qualquer tempo!

Adilson Luiz Gonçalves
Mestre em Educação
Escritor, Engenheiro, Professor Universitário e Compositor
Ouça as crônicas do autor no www.carosouvintes.org.br

HUMANO CANTO




PERSPECTIVA


Mas, não pensem vocês que vou me entregar fácil.
Meus pés ainda coçam percursos
e estradas se insinuam e desenham os seus traçados
Volto como se estivesse indo. Vou como estivesse voltando.
E refaço o trajeto em meus pés
mapeando histórias de idas e vindas


Tudo requer seu passaporte
e pago minha passagem
por esta vida
e durmo sobre travesseiros duros
de viajar minh’alma


Olho para o horizonte
que sempre está aos meus pés
e não consigo enxergar além
de mim mesmo
-este cemitério de paixões
loucas, atrevidas -
covas fundas
que vou cavando na vida


Um canto demasiadamente humano


Arrecadei um tempo para maturar os sons e os sentidos do Humano canto, de Hideraldo Montenegro: um pernambucano, natural de Moreno, que se reconhece aprendiz no universo da poesia - seus mistérios e mistificações. Confesso que me surpreendi com a força da palavra do seu livro e não poderia ser diferente; considerando que o poeta sabe, desde sempre, que é preciso estar atento aos movimentos da vida; atento aos sinais da escrita inventiva e sua função social. Um bom exemplo reside no poema Lembranças:


Coleciono palavras antigas
e um gosto estranho pelo bordado da caminhada
dos pés estradas pontes rios


Graça Graúna
Escritora, Professora universitária
na área de Literaturas de Língua Portuguesa
e Direitos Humanos.
Nordeste do Brasil, 29 de abril de 2009



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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Professor da Universidad Autónoma de México afirma que é necessário estabelecer sistemas educacionais especializados para comunidades indígenas

15/04/2010

Professor da Universidad Autónoma de México afirma que é necessário estabelecer sistemas educacionais especializados para comunidades indígenas

Segundo especialista, algumas experiências bem sucedidas em regiões do México já podem servir de modelo para projetos de educação governamental.

 

AGÊNCIA NOTISA - Na última quarta-feira, dia 14, o mestre e doutor em Educação pela universidade de Harvard e professor da Universidad Nacional Autónoma de México Hugo Aboites participou do "Colóquio Internacional: políticas educacionais e exclusão social na América Latina: desafios e alternativas democráticas", realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Em entrevista à Agência Notisa, ele conta os desafios enfrentados e os êxitos que o México vem obtendo na área da educação.

 

De acordo com o especialista, no México, "tentativas do governo de aprimorar os sistemas de educação no país através de recompensas em dinheiro para as escolas com melhores desempenhos falharam, e ainda agravaram as diferenças entre as instituições das regiões mais desenvolvidas e as áreas periféricas ou com grande população indígena". Para ele, "essas 'recompensas' tornaram ainda maior o abismo entre as instituições mais carentes e as mais visadas, além de haverem criado um conceito injusto e inadequado de monetarização da educação. A educação deveria ser guiada por princípios humanistas e universalistas e não ser transformada em um regime diferenciado excludente".

 

O professor também critica tentativas de aprimorar o sistema educacional através da introdução de tecnologias como quadros interativos com acesso à internet e declara que "no México, em algumas regiões, sequer há eletricidade. Como o governo pretende mudar alguma coisa com medidas dessa natureza? Nessas regiões não há energia, internet e os alunos algumas vezes sequer falam a língua dos professores. Ainda assim, existem os defensores incontestáveis dos quadros interativos para aprimorar a educação".

 

Hugo denuncia, por outro lado, a aplicação de exames nacionais para avaliação do desempenho escolar em seu país porque "por muitos anos, têm sido feitas essas avaliações, no entanto, não são tomadas quaisquer medidas sensatas para aprimorar os resultados. É como se o médico medisse a temperatura do paciente enfermo todos os dias, sabendo de sua febre, mas sem receitar nenhum remédio. Isso é irracional. Mesmo assim, nas escolas onde o ensino é realizado para contemplar somente essas avaliações, perde-se o próprio sentido de educar. O que também não faz sentido. Deveriam ser melhorados outros elementos, como a infraestrutura dos colégios – luz, água, etc -, a remuneração dos professores, e as condições que permitissem aos alunos frequentar escolas e serem inclusos no processo, como os subsídios para transporte dos alunos (que deve ser gratuito) e professores que falem a língua dos estudantes, literalmente".

 

Para o professor, existem experiências bem sucedidas que conseguiram aprimorar as condições de ensino em seu país, como no caso de algumas comunidades que ingressaram recentemente em movimentos rebeldes. "Nessas regiões, o ensino nas escolas comunitárias recentemente estabelecidas é realizado por professores capacitados, mas da mesma origem que os alunos, que também ensinam conteúdos relacionados com as próprias origens dos grupos em questão. O desempenho e mesmo as taxas de presença desses alunos mostram melhoras consideráveis. Governos de países com problemas similares aos do México poderiam seguir em alguns casos o exemplo dessas experiências, especialmente para pequenas comunidades com origens étnicas específicas", conclui o especialista.

 

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

PLATÃO, ARISTÓTELES, EPICUNO, AGOSTINHO E RUBEM ALVES

TODOS ESSES FILÓSOFOS E EDUCADORES
SÃO IMPRESCINDÍVEIS NAS ESCOLAS, SIM.
PORQUÊ?
A RESPOSTA É ÓBVIA, MAS MESMO ASSIM
EU RESPONDO:
 
PELA CULTURA DOS BRASILEIROS;
PARA QUE SEJAM CIDADÃOS QUE SAIBAM
VALORIZAR OS SENTIMENTOS E A
DIGNIDADE HUMANA;
O RESPEITO MÚTUO, A ORDEM E A PAZ.
 
PARA QUE TOMEM CONHECIMENTO DE IDÉIAS,
LUMINOSAS DE GRANDES PERSONALIDADES DO PASSADO... E SEJAM GUIADOS POR ESSA LUZ,
A FIM DE APRENDEREM A REFLETIR, A AGIR,
SABER FORMAR O PRÓPRIO PENSAMENTO, QUE SE APRIMORA COM A REFLEXÃO E QUANTO MAIS SE ESTUDA.
 
O MATERIALISMO PURO, SEM O AUXÍLIO DAS CIÊNCIAS FILOSÓFICAS E DA LITERATURA, CONDUZ O SER HUMANO À GANÂNCIA, AO EGOCENTRISMO, À FALTA DE ÉTICA, À ILUSÃO DA IMPUNIDADE; AO DESRESPEITO PELO OUTRO, AO EGOÍSMO E ATÉ ÀS GUERRAS.
 
MAIS DO QUE NUNCA, PRECISAMOS DA SOCIOLOGIA E DA FILOSOFIA NAS ESCOLAS, PARA QUE O ESTUDANTE  SEJA EDUCADO DE FORMA QUE ELE POSSA COMPARECER AO ESTABELECIMENTO
DE ENSINO SEM O RISCO DE SER AGREDIDO
PELO PRÓPRIO  COLEGA; PARA QUE A AUTORIDADE DO PROFESSOR SEJA VALORIZADA E RESPEITADA; E PARA QUE AS ESCOLAS NÃO SEJAM DEPREDADAS PELOS PRÓPRIOS ALUNOS.
 
MATEMÁTICA E OUTRAS CIÊNCIAS EXATAS TAMBÉM
SÃO  NECESSÁRIAS, É CLARO; MAS PARA USO PRÁTICO E IMEDIATO; PARA O DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA E OUTRAS CIÊNCIAS AFINS.
 
MAS NEM SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM... POIS
ELE NÃO É SÓ MOVIDO PELO CORPO,
MAS TAMBÉM POR SUA ALMA.
 
 
                                              NAIR LÚCIA DE BRITTO. 

 

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Colóquio internacional discute políticas educacionais e exclusão social na América Latina

14/04/2010

Colóquio internacional discute políticas educacionais e exclusão social na América Latina

Tendo fim nessa quarta-feira, evento reúne palestrantes brasileiros e de outros países latino-americanos na UERJ.

 

AGÊNCIA NOTISA - Teve início na última segunda-feira, dia 12 de abril, o "Colóquio Internacional: políticas educacionais e exclusão social na América Latina: desafios e alternativas democráticas". O evento reuniu palestrantes latino-americanos que discutiram problemas e possíveis soluções para os sistemas educacionais de seus países, com destaque para a ligação entre as falhas nas políticas educacionais e a desigualdade social.

 

Os temas abordados no primeiro dia do evento incluíram os sistemas educacionais argentinos, as falhas dos modelos recentemente adotados no México e também os problemas da alta dependência existentes nos municípios brasileiros, quanto ao estabelecimento de políticas educacionais. No segundo dia, foram discutidos temas como políticas universitárias, exclusão e privatização, com palestrantes brasileiros, do Chile, Haiti e Peru. No último dia, que é hoje, serão abordados temas como o trabalho docente, precarização educacional e direito à educação.

 

 A última sessão do evento está ocorrendo no Teatro Noel Rosa, na UERJ. Seu início foi às três e meia da tarde, e tem seu término previsto para às 21:30. A última parte do colóquio contará com a participação de palestrantes como Hugo Aboites, professor da Universidad Autónoma Metropolitana do México, e Roberto Leher, professor da UFRJ.

 
Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

III Simpósio Internacional Trabalho, Relações de Trabalho, Educação e Identidade

Belo Horizonte, abril de 2010.

Prezado/a,

A comissão organizadora do III SITRE-2010 tem o prazer de convidá-los para participar do III Simpósio Internacional Trabalho, Relações de Trabalho, Educação e Identidade que acontecerá nos dias 17, 18 e 19 de maio de 2010.

O I Simpósio Internacional Trabalho, Relações de Trabalho, Educação e Identidade ocorreu em 2006, em Belo Horizonte , e teve como objetivo aproximar pesquisadores, professores, mestrandos e doutorandos dedicados à temática, visando um aprofundamento teórico e uma troca de experiências entre os pesquisadores. O CEFET-MG e a UFMG (Faculdade de Educação e Departamento de Engenharia de Produção), em parceria, reuniram cerca de noventa participantes. Decidiu-se durante este evento por uma periodicidade de 2 anos para o Simpósio, bem como ampliar o número de Instituições Públicas de ensino e pesquisa como suas promotoras.

O II Simpósio aconteceu em 2008, na mesma cidade, e teve seu público ampliado para 120 participantes. Contou, ainda, com parceria da Universidade Estadual de Minas Gerais (Faculdade de Educação) que somou esforços para a realização do evento.

Em 2010 chegamos à terceira edição deste Simpósio Internacional, que ganha importância no cenário acadêmico pela discussão e reflexão proposta sobre o atual estágio das pesquisas em trabalho e educação. Além das Conferências que contarão com a participação de professores estrangeiros e brasileiros, o Simpósio receberá trabalhos completos e pôsteres, dentro dos GTs abaixo relacionados:

Grupos de trabalhos - GTs

GT 1 – Formação de Adultos

GT2 – Ofícios e Profissões

GT3 – Identidade Profissional

GT4 – Sociedade, políticas públicas e educação profissional na cidade e no campo

GT5 – Tecnologia e Sustentabilidade

GT6 – Licenciatura: formação e identidade profissional

GT7 – Trabalho, Saberes e Experiência

GT8 – Formação profissional em engenharias e tecnologias

A data para a submissão de trabalhos vai até dia 12 de abril de 2010 e o resultado dos trabalhos aprovados sairá dia 23 de abril de 2010.

Além dessa programação que ocorrerá no auditório da FAE/UFMG, serão oferecidos 5 mini-cursos, distribuídos nas instituições parceiras do Simpósio. Acesse o site www.sitre.cefetmg.br para conferir a programação completa e demais informações sobre o evento ou entre em contato pelo e-mail sitre2010.cefetmg@gmail.com

Atenciosamente,

Comissão Organizadora do III SITRE

Bobagens obrigatórias

RUBEM ALVES 
Folha de S. Paulo, 14 de abril de 2010

Bobagens obrigatórias

E eu, que tinha a ilusão de que os livros que eu escrevia estavam ajudando professores e alunos a pensar

A REVISTA "Veja", na edição de 31 de março, publicou um artigo do senhor Marcelo Bortoloti com o título "Ideologia na Cartilha". Desejo retomar o assunto porque, como educador, considero que a tarefa mais importante das escolas é ensinar a pensar, e a ideologia é a negação do pensamento.
O que é pensar? Pensar é um processo mental que acontece quando nos defrontamos com um problema que a vida nos propõe e que precisa se resolvido. Pensamos para resolver problemas. Sem o desafio dos problemas, o pensamento ficaria dormindo, inerte. O pensamento, assim, acontece quando um "não saber" nos desafia. Se alguém se julga possuidor da verdade, não pensa. Pensar, pra que?
O que é "ideologia"? Ideologia é o oposto do pensamento. Ideologia é um conjunto de crenças tidas como verdade. Julgando-se possuidora da verdade, a ideologia torna desnecessário o trabalho de pensar. Ao invés de pensar, a ideologia repete as fórmulas. A ideologia, assim, tem a mesma função que têm os catecismos nas religiões. Catecismos são livros que contêm afirmações tidas como verdadeiras e que, por isso mesmo, devem ser aprendidas de cor e repetidas.
Lembro-me de uma experiência que tive logo que me tornei professor da Unicamp, lá pelo início da década de 70, quando a ideologia da esquerda sabia que "só o materialismo histórico é Deus e Marx, o seu profeta". Eu, sem conhecer direito as regras do jogo acadêmico, pus-me a conversar com um colega sobre ecologia e a crise ambiental -temas provocados pelo Clube de Roma- que eram assuntos proibidos pelo catecismo dominante.
Ele ficou em silêncio, mediu-me de alto a baixo e fulminou-me com uma verdade definitiva: "Tudo isso se resolve com a luta de classes..." Não era necessário pensar, porque a ideologia já tinha a resposta.
Como acho que o objetivo da educação é ensinar a pensar e a essa convicção dediquei toda a minha vida, alegro-me por encontrar no senhor Marcelo Bortoloti um aliado de lutas...
No seu artigo ele me fez o maior elogio que poderia ser feito a um filósofo. Numa coluna separada, ao lado direito do seu artigo, no lugar dedicado aos "referenciais teóricos", ele citou os filósofos pré-socráticos, Platão, Aristóteles, Epicuro, Agostinho (...) e eu, Rubem Alves!!
Elogio maior não poderia me ter sido feito, se não fosse pelo título que ele deu a essa coluna a que me referi: "Bobagens obrigatórias". Os filósofos que ele citou, mais o Rubem Alves, são... "bobagens obrigatórias". Não satisfeito, ele acrescentou uma última observação ao pé da página, logo após citar o meu nome: "Comentário: Rubem quem?"
Ah! Foi um terrível golpe no meu narcisismo... E eu, que tinha a ilusão de que os livros que eu escrevia estavam ajudando professores e alunos a pensar! Não passavam de ideologia...
Obediente ao juízo final do senhor Marcelo Bortoloti só me resta então jogar fora os livros que escrevi...
Adeus, meus livros! Adeus, filosofia da ciência... Adeus, a escola com que sempre sonhei... Adeus, por uma educação romântica... Adeus, vamos construir uma casa... Adeus, conversas sobre a educação... Adeus, fomos maus alunos, como o Gilberto Dimenstein... Adeus...
Só espero que da próxima vez ele não escreva o "quem" depois de escrever o meu nome...É humilhação de mais... 

terça-feira, 13 de abril de 2010

Promoção por mérito

Não somos contra a promoção por mérito
Ao contrário do que vem sendo noticiado, não somos contra a promoção por mérito. Temos, sim, várias restrições com relação à lei que implementou esse sistema no Estado de São Paulo. Vamos destacar, aqui, apenas uma.
Entende-se por promoção por mérito o sistema onde, definidos os requisitos e uma nota mínima na avaliação, todos aqueles que preencherem os requisitos e obtiverem a nota mínima serão promovidos.
Mas não é isso que ocorre com a LC 1.097/2009. Aqui, os professores e especialistas que preencherem os requisitos e forem aprovados na avaliação escrita não serão automaticamente promovidos; ou seja, apenas até 20% deles serão promovidos, levando-se em conta a situação financeira do estado.
Este é o grande problema: não é promoção meritória, é exclusão. Se todos os aprovados fossem promovidos, aí sim, seria promoção por mérito.

UDEMO - Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo

sexta-feira, 9 de abril de 2010

TEM MUITA VIDA PARA VIVER!

 

 

ONTEM, NO JORNAL NACIONAL DA REDE GLOBO DE TELEVISÃO,

FOI MUITO EMOCIONANTE O DEPOIMENTO DE UMA MENINA DE

APENAS OITO ANOS DE IDADE, QUANDO ELA NARROU O

MOMENTO EM QUE SUA CASA COMEÇOU A DESABAR...


FOI TUDO MUITO RÁPIDO, QUANDO ELA VIU A CASA ESTAVA

RUINDO E, NO MOMENTO SEGUINTE, ELA ROLOU JUNTO

COM A CASA; BATEU COM A CABEÇA NUMA PEDRA,

MAS NÃO DOEU NADA...


"FOI DEUS QUE ME AJUDOU, EU NÃO SENTI NENHUMA DOR,

SÓ OUVI MEU PAI DIZENDO:

PELO AMOR DE DEUS, FILHA, FICA BEM!"

DEUS OUVIU O APELO DESESPERADO DAQUELE PAI; E A MENINA

CONCLUIU:


"TENHO MUITO QUE AGRADECER A DEUS, EU ESTOU VIVA!

E AINDA TENHO MUITA VIDA PRA VIVER!"


PARECE INCRÍVEL QUE NUM PAÍS TÃO GRANDE COMO O BRASIL,

TANTAS PESSOAS NÃO TENHAM UM ESPAÇO DIGNO PARA MORAR.

É COMO SE UMA GRANDE FAMÍLIA MORASSE NUMA ENORME

MANSÃO, MAS TODOS TIVESSEM QUE SE AMONTOAR

NUM SÓ CANTO DA CASA...


O DESENVOLVIMENTO PRECISA SE EXPANDIR; A FAMÍLIA, SER PLANEJADA; O TRABALHO, VAROLIZADO; E OS TRABALHADORES, RECOMPENSADOS...

SÃO ELES QUE CONSTRÓEM ESSE PAÍS, E ELES TAMBÉM

TÊM MUITA VIDA PARA VIVER!!!


NAIR LÚCIA DE BRITTO



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quarta-feira, 7 de abril de 2010

PARTES MIRIM

"VIVENDO COM ALEGRIA"
______________________

SEJAM BEM VINDOS!

reflexo.jpg

DICAS PARA ORGANIZAR OS ARMÁRIOS DA COZINHA!






A limpeza dos armários é necessária para a saúde

e bem estar no lar. É importante explicar um detalhe

que nem todos percebem: O FATOR CONSERVAÇÃO!



________________



A dica principal é manter os armários limpos e forrados para evitar sujeiras e manchas,
e também observar o acondicionamento correto dos mantimentos
que devem ser colocados em potes com boa vedação evitando a
umidade. Este procedimento ajuda na conservação dos produtos
e torna prática a rotina na cozinha.





A DICA É MUITO BOA! APENAS UMA QUESTÃO DE HÁBITO

"chegar do supermercado e já deixar o feijão escolhido em um pote

evita a criação de bichinhos indesejados no saco plástico".

O mesmo ocorre com os farináceos, que depois de abertos, acumulam germes.


_____________



SUPORTE PARA O AZEITE



Quem cozinha sabe que o óleo deixa muitas manchas.

Por ser utilizado na maioria das vezes "diariamente",

indicamos que este produto seja guardado em um suporte.

No caso, um pote de iogurte cortado e decorado resolve a situação!



____________________





BOA SEMANA!



____
Partes Mirim.







segunda-feira, 5 de abril de 2010

Diretora de filmes oferece um mês de aulas grátis de Interpretação para TV e Cinema

A produtora de filmes Sandra Camillo, oferece curso de interpretação para  crianças, jovens e adultos que desejam  se tornar atores de Tv ou cinema. O curso tem a parceria da produtora de filmes e vídeos Agência Cinema Produções Cinematográficas.

O curso, aberto ao público em geral, terá como base o ensino da interpretação para o cinema, usando a linguagem do naturalismo, ajudando o ator a criar uma linha de interpretação para um determinado papel, buscar a verdade do personagem.

O curso será ministrado no mês de maio, para pessoas com a idade mínima 7 anos e que saiba ler fluentemente.

As aulas acontecerão  em uma locação na região da Vila Mariana na  capital paulista, próximo a estação Vila Mariana do metrô.

Serão sorteadas 20 bolsas.

Informações podem ser obtidas pelo e-mail:

cursos@agenciacinema.com.br

sábado, 3 de abril de 2010

POEMA DO AMOR

 

Se você tem amor no seu coração...

Somente o amor... o mais puro amor!

Você tem tudo que alguém pode desejar...

Aqui na Terra


É como se você tivesse uma pérola

Pedra pequenina, mas muito preciosa!

Tesouro tão especial...

Que nenhum ladrão jamais alcançará

Ela te guardará de todo mal à tua volta

Se você tem amor no seu coração!...


O amor é assim... é essa pérola...

Que apaga todo o sentimento impuro

Capaz de macular a alma


As pedras mais pesadas pelo caminho

Pouco a pouco ficam mais leves

E os obstáculos menos intransponíveis


Se você tem amor no seu coração

Você se sentirá livre e leve...

Como aquele pássaro que vôa... vôa... vôa...

Cada vez mais alto em direção ao infinito

Onde o céu é mais azul e muito mais bonito!...



NAIR LÚCIA DE BRITTO



 



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sexta-feira, 2 de abril de 2010

HUMANO CANTO - O LIVRO



UM CANTO DEMASIADAMENTE HUMANO

O MAIS SIGNIFICATIVO E IMPORTANTE
LIVRO DE HIDERALDO MONTENEGRO


Depois de publicar Alquimia das Águas (escrito em 2002) e O Pássaro (2008) Hideraldo Montenegro publica agora o seu mais recente livro de poesias, escrito em 2009, onde o poeta fixa o seu amadurecimento estético numa poética chocantemente livre, com temas avassaladoramente instigantes.

Uma obra imprescindível e apaixonante para poetas e apreciadores.

UMA LEITURA IMPERDÍVEL!



VEM AÍ:

UMA VIAGEM AO CENTRO DO EU: A BUSCA DA LIBERDADE




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Em todas as Tradições a morte é colocada como elevação. Não é o fim, mas o começo. Contudo, é fundamental morrer consciente. O ser humano precisa alcançar a iluminação e libertar-se do seu ego para morrer na luz (ou seja, consciente). Quem, ou melhor, o que tem impedido a expansão e, portanto, a elevação da consciência é o ego. A morte do ego significa a libertação da alma. É o paradoxo: “morrer para alcançar a imortalidade”.

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Para Dante ascender ao paraíso primeiro teve que descer ao inferno. Dante, em sua iniciação, teve que ir ali para se purificar. O que viu Dante no inferno senão os grandes e tenebrosos egos representados por várias figuras históricas? O que ele teve que enfrentar senão os seus maiores medos e inimigos?

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Jesus torna-se Cristo (atinge a Consciência Cósmica) quando vai ao deserto e enfrenta o demônio (o seu ego) e todos os seus desejos impuros. A partir daí, pode afirmar: “eu e o pai somos um”. Sidarta também enfrenta Maya (a ilusão) para tornar-se Buda e encontrar a iluminação. A yoga, que quer dizer união, almeja esta harmonização com o Eu Interior e a sublimação do ego. A conclusão é que é necessário o ser humano libertar-se para atingir a plenitude dos céus. Como disse São Francisco de Assis: “é morrendo que se vive para a vida eterna”. Mas, é preciso saber morrer.

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E, é este aprendizado que o artista tenta conduzir através de sua poética. Ou seja, o artista utiliza a poesia como ferramenta desta morte e renascimento e, enfim, desta comunhão.

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O maior desafio para o artista neófito é a herança estética que herda. As regras estabelecidas, as normas e convenções estilísticas é um paredão, um desafio a ser ultrapassado pelo artista. Ele não pode ficar confinado às convenções. Precisa respirar livre. Precisa soltar o grito. E, para tanto, o poeta precisa criar uma expressão que o torne livre.

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O que seria um canto humano senão um canto de imperfeições, mas também de deslumbramento? A poética é um exercício libertário. Para se expressar o artista tenta romper tudo que o restringe. É preciso soltar o grito para representar com autenticidade o seu universo, ou melhor, o seu estar no mundo.

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Diferentemente de Augusto dos Anjos, com o seu marcante pessimismo, a morte é colocada aqui de uma forma otimista, como a grande esperança humana. Para tanto, o poeta vai tentando matar (ou sublimar) o seu ego para conseguir elevar a sua alma. E, para alcançar sua intenção, sua estética se esparrama num discurso livre, mas sem se desviar para o sentimentalismo.

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Este livro é um esforço do artista (o poeta) para libertar-se (espiritual e, consequentemente, esteticamente). Acima de tudo, o engajamento do artista é com a literatura (suas preocupações estéticas), contudo, ele retrata naturalmente o seu envolvimento com a espiritualidade, como também seu envolvimento com a espiritualidade lhe abriu o universo literário, mais especificamente com a poesia. Afinal, como acredita, fazer poesia é crescer espiritualmente. Crescer espiritualmente é apreender a poesia da vida, do viver.

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Humano Canto é um Canto à vida.*

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*o livro HUMANO CANTO será publicado no final de abril de 2010 pela Artexpressa Editora.

FELIZ PÁSCOA

 


Ao Gilberto da Silva (editor da revista P@rtes)

Aos colaboradores

E queridos leitores...

Que nos gratificam com a sua atenção

FELIZ PÁSCOA!


A Páscoa é uma das mais importantes festas cristãs

Celebra o nascimento de uma nova vida!

É simbolizada com um ôvo, que é o início da vida,

e também pelo coelho que representa a

fertilidade!


Que todos nós sejamos férteis em paz e amor,

que a prosperidade vem logo a seguir...


Nair Lúcia de Britto

 



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quarta-feira, 31 de março de 2010

A mala misteriosa

Pedro Coimbra
ppadua@navinet.com.br


O entardecer já se aproximava quando a comitiva se aproximou da Igreja Matriz. A frente, Coronel Olegário, seguido de quatro capangas, com cartucheiras nas mãos.
O animais resfolegavam e por onde passavam as pessoas tratavam de se esconder por trás das janelas tal a fama do homem que usava uma longa capa Ideal, jogada sobre o lombo e pitava sem cessar um cigarro de palha.
Aproximaram-se da Casa Bancária Agrícola do Vale e os homens empurraram a porta, abrindo-a de sopetão.
Dois outros retiraram do lombo de um cavalo uma grande e pesada mala preta.
Seu Hilário, traquejado gerente correu a atender a ilustre figura.
- Coronel Olegário! Que honra ter o senhor no nosso humilde estabelecimento – disse.
Antônio João, contador da Casa Bancária Agrícola do Vale, levantou-se de sua mesa e estendeu a mão para cumprimentar o Coronel Olegário que não respondeu ao seu gesto amistoso.
Numa mesa no fundo da sala, Erasmo, um escriturário, olhava tudo por cima dos óculos.
- Preciso falar com o senhor – disse o Coronel Olegário e dirigiu-se com intimidade para a sala da gerência.
Conversaram poucos minutos e o Coronel Olegário saiu do recinto ordenando que seus homens trouxessem a mala e a colocassem dentro do cofre forte.
Seu Hilário fez um recibo e entregou-o ao Coronel Olegário que saiu de pronto para a rua e junto aos seus homens montaram nos cavalos.
Quinze dias depois voltaram a Casa Bancária e segundo notícia que correu logo pelo lugarejo retiraram do cofre forte uma mala vazia.
Possesso o Coronel Olegário agarrou o gerente, o contador e o escriturário, amarrou-os e os levou para o Vale das Flores.
Os habitantes da cidade diziam baixinho que muito dinheiro desaparecera da mala.
Os dois soldados que faziam parte do destacamento fugiram para suas casas ávidos de ficar longe daquela confusão.
Coronel Olegário e seus homens surraram os três funcionários da Casa Bancária Agrícola do Vale até a morte.
Depois com a cartucheira na mão ele atirou nos quatro capangas e esporeou o cavalo.
Um crime bárbaro e sem explicação, como todos diziam, pois nenhum dos três mortos teria coragem de colocar a mão em um tostão que não fosse deles.
Pouco tempo depois o corpo do Coronel Olegário apareceu boiando no córrego Real Grandeza, com uma corda e uma grande pedra amarrada no pescoço.
O mistério só foi resolvido anos depois quando Dirceu, um borra-botas que era faxineiro da Casa Bancária, num dia em que se encontrava muito bêbado, confessou que fora ele que abrira o cofre e depois a mala.
Para sua surpresa dentro dela só havia pedras, nem uma nota, só pedras.
- A fortuna do Coronel Olegário não existia – disse Dirceu que levou uma surra de mangueira dos soldados e depois foi mandado preso para a capital, para deixar de ser metido a gente grande...
Aquele casarão abandonado, refúgio de morcegos, é o que restou da Casa Bancária Agrícola do Vale...

Motivos para Vencer! (Palestrante Sérgio Dal Sasso)

Motivos para vencer!

“Tudo vale na produção dos sonhos, mas a capacidade só é justificada quando se transforma em competência e nisso, sempre se fará valer o preciosismo do observador diante dos detalhes para que esteja em linha direta com os objetivos.” (SDS)

Veja o vídeo: Textos de Sérgio Dal Sasso. Clique na figura abaixo!



“O ontem te avalia e pelo amanhã sempre será cobrado. Tenha intimidade pelo que pode fazer agora!” (SDS)

Sérgio Dal Sasso

Palestras Inteligentes em: Administração, Empreendedorismo, Vendas e Educação Profissional.

www.sergiodalsasso.com.br

Motivos para Vencer! (Palestrante Sérgio Dal Sasso)

Motivos para vencer!

“Tudo vale na produção dos sonhos, mas a capacidade só é justificada quando se transforma em competência e nisso, sempre se fará valer o preciosismo do observador diante dos detalhes para que esteja em linha direta com os objetivos.” (SDS)

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“O ontem te avalia e pelo amanhã sempre será cobrado. Tenha intimidade pelo que pode fazer agora!” (SDS)

Sérgio Dal Sasso

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terça-feira, 30 de março de 2010

LEI DE JUSTIÇA, DE AMOR E DE CARIDADE

 

Sob a visão filosófica explicada por Allan Kardec o sentimento de justiça está na própria Natureza; razão pela qual o homem de bem se revolta quando ocorre uma injustiça.

O progresso moral desenvolve o sentimento de justiça, mas foi Deus quem colocou essa semente no coração do homem. É por esse motivo que os homens mais simples e primitivos têm uma noção mais exata do sentimento de justiça do que aqueles mais privilegiados economicamente e os mais cultos.

Mesmo que a justiça seja uma lei natural o que se observa, comumente, são as opiniões divergentes entre os homens

em relação à justiça. Se a justiça é uma lei natural, por que,

então, ocorre essa divergência de pontos-de-vista?

A noção de justiça varia de pessoa para pessoa porque geralmente as pessoas se deixam influenciar por outros sentimentos não compatíveis com o sentimento de justiça e, assim, alteram o resultado verdadeiro. As paixões pelas quais o homem facilmente se deixa dominar, por exemplo, levam-no a ter um ponto-de-vista errado quanto ao que seja justiça. Como os sentimentos variam de uma pessoa para outra, ao fazer um julgamento, o senso de justiça se modifica respectivamente.

A justiça consiste em respeitar os direitos do homem. Esses direitos são determinados pela lei humana e pela lei natural. Na lei humana os homens tomam como base seus costumes e seu caráter para fazer suas leis. Essas leis podem variar à medida que o homem amplia seus conhecimentos e suas idéias progridem; então, progressivamente, ele também compreende melhor a justiça. Ou seja, algo que há um século lhe parecia justo, na atualidade, pode lhe parecer uma barbaridade. Da mesma forma, o que hoje se considera como sendo certo, no próximo século poderá ser considerado errado.

As leis humanas estão sempre mudando; elas só serão mais estáveis à medida que o ser humano se aproximar mais da verdadeira justiça, isto é uma lei igual para todos e que se identifique com a lei natural.

A lei natural, sim, é imutável e é igual para todos, independentemente das diferenças de classes, de raças, de sexos ou qualquer outra.

Numa sociedade em que a maldade e a degradação dos valores morais se instalam há necessidade de leis mais severas. Mais importante que punir o malvado, porém, é eliminar o mal da sociedade através da educação. Somente a educação poderá melhorar o homem. Melhorado o homem, não haverá mais maldades e nem a necessidade de leis tão rigorosas.

A educação pode ocorrer pela influência positiva do homem de bem sobre os maus. É responsabilidade de cada pessoa trabalhar sempre visando o bem comum. Seja no que for que o homem trabalhe, ele deverá se perguntar: Estou trabalhando para o meu próprio bem e para o bem do meu próximo?

As leis espíritas podem contribuir para o progresso do mundo destruindo o materialismo que é uma chaga da sociedade. O materialismo desvia o homem dos interesses da alma

que deve ser seu verdadeiro interesse assim como sua vida futura, quando deixar a Terra.

As leis espíritas pretendem destruir preconceitos

e unir os homens como irmãos através da solidariedade.


Mas qual é o critério a ser usado para se alcançar a verdadeira justiça?


"O critério da verdadeira justiça é desejar para os outros o que se desejaria para si mesmo; e não de desejar para si o que se desejaria para os outros, o que não é a mesma coisa." Quem vive em sociedade tem como dever principal respeitar os direitos dos outros. Todo aquele que souber respeitar esses direitos será um homem justo. A missão mais sublime da religião cristã é fazer o homem entender que deve sempre tomar como base seus próprios direitos para respeitar o direito dos outros.

Na incerteza de como a justiça deve ser feita em relação ao seu semelhante, numa determinada circunstância, o homem deve perguntar-se como gostaria que agissem com ele, numa situação idêntica. O guia mais seguro que Deus deu ao homem

é a sua própria consciência.

O amor e a caridade são sentimentos complementares

ao sentimento de justiça, porque sem eles não será

possível realizar a verdadeira justiça.


NAIR LÚCIA DE BRITTO



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O MAIS IMPORTANTE É ELIMINAR O MAL

 

O senador Gerson Camata tem um projeto no Senado pelo qual ele luta

desde 2007 que é de solucionar os crimes sexuais contra crianças através

de uma cirurgia que elimina esse instinto perverso. A própria pessoa

portadora dessa anomalia também é uma vítima porque não tem culpa

de ter nascido assim. Livre desse problema com uma cirurgia simples

ela poderá, quem sabe, ter uma vida normal, ser útil à sociedade e até ser feliz.

O senador têm toda razão em querer proteger as crianças, muitas já

tão sofridas pela desigualdade social e até pelo abandono dos pais.

Aqueles que estão contra o projeto do senador Gerson Camata alegam

que o certo é punir o criminoso e deixá-lo a mercê dos seus instintos.

Ora! Recentemente os noticiários da tevê informaram que um desses

criminosos cumpriu pena e, assim que saiu da prisão, fez mais uma vítima fatal.

Permitir a permanência desse instinto maléfico é o mesmo que dar o revólver

ao assassino.


"Quantas vidas não teriam sido poupadas se esse projeto tivesse sido aprovado

assim que ele nasceu!?", desabafou hoje o senador em entrevista à televisão.


Bem diz a Filosofia Espírita: "Muito mais importante que punir o criminoso é

eliminar o mal".


Nair Lúcia de Britto.



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sexta-feira, 26 de março de 2010

Recall: pior sem ele!

A recente onda de recalls de empresas montadoras do ramo automobilístico me fez lembrar do filme O Julgamento Final (Class Action, EUA, 1991).
No filme, um advogado, interpretado pelo magnífico Gene Hackman, aceita o caso de um homem que perdeu a família, os braços e as pernas num acidente automobilístico, e deseja acionar o fabricante do carro.

A causa, em princípio, poderia não ter maiores desdobramentos, mas as circunstâncias do acidente convenceram o advogado de que ali havia, literalmente, fumus boni iuris (fumaça do bom direito), pois, sem nenhum motivo aparente ou causa agravante, o carro se incendiara, sem dar chance de fuga aos seus ocupantes. Além disso, casos similares já haviam sido documentados sobre aquele mesmo modelo de veículo.
O maior problema do advogado, no entanto, estava no fato de sua filha atuar no escritório de advocacia que representava a montadora. A competentíssima jovem nutria terrível rancor pelo pai, que considerava culpado pela infelicidade e morte da mãe.

Isso, no entanto, não a impediu de perceber que havia, de fato, algo errado na postura do fabricante. Os depoimentos e laudos só contribuíram para aumentar sua desconfiança, o que a colocava constantemente em choque com questões de ética profissional.
Num determinado momento, após pressionar a empresa, esta esclareceu, a contragosto:
O modelo em questão era um sucesso de vendas, com dezenas de milhares de unidades vendidas ao longo de mais de dez anos, em várias versões. De fato, havia um problema no veículo, que só foi identificado depois de vários anos: um fio do sistema elétrico roçava no tanque de combustível e o atrito, como o tempo, desgastava o isolamento. Nestas condições, poderiam ocorrer faíscas elétricas, o que potencializava explosões e incêndios. O problema fora corrigido nos novos modelos.
Mas, e quanto aos anteriores?

O estarrecedor foi que, em resposta a esse questionamento, um dos executivos da empresa alegou que haviam pensado nisso, mas eram muitas unidades. Na época, eles fizeram um cálculo atuarial, para comparar os custos do recall, inclusive quanto a prejuízos de imagem que ele acarretaria, em relação a eventuais indenizações, em caso de sinistros. A conclusão foi de que, para a empresa, era preferível arcar com os custos das indenizações, caso perdessem as ações.
O filme teve um final feliz, o que nem sempre ocorre na vida real.
Transportando essa ficção para a realidade atual, a necessidade de recalls denota, sem dúvida, problemas de controle de qualidade nas linhas de produção, o que pode arranhar a imagem das empresas. O desconforto do proprietário também existe, pois ficará inseguro e isso talvez influencie sua tomada de decisão numa futura troca de veículo.

Mas, imaginem se não houvesse o recall, como no filme?
É certo que muitos deles ocorrem depois de acidentes que poderiam ser evitados, se o fabricante já tivesse conhecimento de anomalias. E é praticamente impossível que elas não ocorram em ao menos um lote dos milhares de componentes de um automóvel ou outro produto. Assumir publicamente uma falha e fazer um recall é, portanto, uma demonstração de preocupação com o consumidor. É óbvio que há prejuízos financeiros e de marketing, mas os patrimônios e vidas assim poupados são inestimáveis.
Fica daí, então, uma certeza quase proverbial:
Recall: ruim com ele, muito, muito pior sem ele!

 
Adilson Luiz Gonçalves
Mestre em Educação
Escritor, Engenheiro, Professor Universitário e Compositor

Final de Paixão

Pedro Coimbra
ppadua@navinet.com.br


Mário já nasceu com uma forte marca, pois seu parto, normal, ocorreu numa sexta-feira, 13, na Santa Casa de Misericórdia.
Sua mãe, Helena, era costureira e ele nunca soube com certeza quem era seu pai.
Pelo que diziam as comadres sempre foi um garotinho muito saudável, de bochechas avermelhadas e muito sapeca.
Com sete anos e pouco teve sua primeira paixão por uma coleção de caixas de fósforos de propaganda, presente do compadre Expedito, que sempre aparecia em sua casa.
Colocou-as todas em uma caixa de sapatos vazia, dedicando~lhes o máximo cuidado.
No seu aniversário de dez anos o compadre lhe deu grossos álbuns de sua coleção de selos.
Eram exemplares de todo o mundo e Mário deitava em sua cama e olhava-os um por um.
Foi sua mais forte paixão e com todos os trocados que arrebanhava engraxando sapatos na Praça Central, corria até a casa de Sr. Luís e comprava mais alguns.
Adolescente já contava sua coleção com mais de seis mil exemplares, pouco valiosos em sua maioria.
No Ginásio, um professor moderninho, pediu para ver seu acervo e surrupiou grande parte deles. Ficou de boca calada, sofrendo no íntimo, mas a família do homem mandava e desmandava na cidade.
Acabou por desistir da filatelia e atirou os selos que haviam sobrado da sanha gatunesca daquele facínora em uma lata de lixo.
Naquele tempo arranjou um emprego de escriturário com Sr. Venâncio Contador. Ganhando bem ajudava a mãe Helena e compadre Expedito que definitivamente agora fazia parte da família.
Mas, veio-lhe de novo a compulsão e passou a comprar inúmeras camisas na loja do Tufy. Era um freguês tão assíduo que o turco passou a lhe reservar todas as peças que chegavam.
Cheio os guarda-roupas e arcas passou a empilhá-las por toda a casa
Um dia, no salão de sinuca, lotado de jogadores, aconteceu-lhe encontrar-se com Paulinho Bancário, ostentando uma peça igual a sua.
O pior, porém foi ouvir alguém dizer, “Tal pai, tal filho”.
Juntou-as todas e entregou-as no Asilo, abandonando essa mania.
E danou-se a namorar, o mais galã da terrinha, o mais apaixonado: Isaura, Maria, Teresa, Clara, Maria Teresa, Eurídice, Eleonora, Mirthes, Carmem...
No final não mais se lembrava de seus nomes e de seus rostos.
Seus amigos, porém asseguravam que Carmem foi mesmo sua grande paixão, o amor de sua vida.
Pensava mesmo em casamento, até que numa manhã de carnaval ela tomou um trem e desapareceu de sua vida, ao lado de um caixeiro viajante.
Final de paixão...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Encontro de Poetas de Sao Carlos acontece neste sábado

Evento é aberto a toda a comunidade


No próximo sábado, dia 27 de março, a Biblioteca Comunitária (BCo) da UFSCar promove o XIII Encontro de Poetas de São Carlos. O evento é aberto a toda a comunidade da região e tem como objetivo incentivar a leitura, promover a troca de ideias e experiências, além de divulgar poesias de diversos autores.

Os participantes serão recepcionados, às 14h30, com a apresentação musical de "MPB, Samba e Poesia", composta pelos músicos Lucas Coluccini e Jorge Luiz. Às 15h, poetas irão declamar poesias e, em seguida, será a abertura da Exposição Varal Poético, com poesias de participantes enviadas antecipadamente.

Organizado pelo Departamento de Ação Cultural da BCo, o evento celebra o Dia Nacional da Poesia, comemorado no dia 14 de março, e também integra a programação da comemoração dos 40 anos da UFSCar. 

Os interessados em participar do evento devem se inscrever pelos telefones (16) 3351-8275 ou 3351-8747, ou pelo e-mail alexei@ufscar.br. As inscrições também podem ser feitas no início do evento.

O Encontro de Poetas tem início às 14h30 na Biblioteca Comunitária, localizada na área Norte do campus São Carlos da UFSCar.

A entrada para o evento é gratuita. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail ligiacastelli@ufscar.br ou pelo telefone (16) 3351-8747.



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quarta-feira, 17 de março de 2010

Espaços Mais Cultura


Edital é prorrogado até 29 de março para municípios com até 500 mil habitantes

O edital para a implantação de 20 Espaços Mais Cultura em áreas de vulnerabilidade social foi prorrogado para 29 de março. Podem concorrer municípios com até 500 mil habitantes. Os projetos devem ser enviados pelas prefeituras, o edital está disponível nos sites do Programa Mais Cultura - www.mais.cultura.gov.br - e do Ministério da Cultura - www.cultura.gov.br.

Cada espaço terá uma biblioteca, cineteatro e salas de oficina. O investimento é de R$ 9 milhões, sendo R$ 450 mil por equipamento. O objetivo é promover a melhoria da qualidade de vida da população residente em periferias e centros urbanos caracterizados por baixos indicadores sociais e marcados pela escassez de produtos e serviços culturais.

"A cultura é necessidade básica e direito de todo cidadão. Com os espaços estamos promovendo o acesso da população de baixa renda a equipamentos e serviços para a prática de atividades culturais, de criação, lazer e convívio social", destaca Silvana Meireles, coordenadora executiva do Programa Mais Cultura.

A participação social é uma das marcas do projeto. As comunidades envolvidas serão capacitadas a participar da gestão do equipamento. "Não basta colocar o espaço. É preciso que a comunidade se aproprie do equipamento, tornando-o um centro dinâmico e vivo", salienta Silvana.

As prefeituras deverão garantir contrapartida financeira de, no mínimo, 20% do valor total do projeto, além de terreno. Cada equipamento terá área construída de aproximadamente 266 metros quadrados.

(ASCOM/ SAI/MinC)

 

ICL defende aprovação urgente do PL 1482 para endurecer combate ao roubo de combustíveis em dutos

      O Instituto Combustível Legal (ICL) defende a aprovação urgente do PL 1482, proposta que busca dar uma resposta mais firme e proporcio...