segunda-feira, 15 de março de 2010

Aberta as Inscrições para o Prêmio Jabuti

JABUTI 2010

 

INSCRIÇÕES AO PRINCIPAL PRÊMIO DA LITERATURA BRASILEIRA ESTÃO ABERTAS

 

 O Prêmio Jabuti chega à 52ª edição, abrangendo 21 categorias. Este ano,

a Câmara Brasileira do Livro (CBL) prestará homenagem

aos países de língua espanhola.

 

A premiação ainda apresenta mais duas novidades: a entrega

de uma estatueta ao profissional de comunicação que se destacar

pela sua atuação em prol do livro e da leitura; e a entrega de

prêmio popular com votação pela internet.

 

 

Em 8 de março, a Câmara Brasileira do Livro abriu inscrições para a 52ª edição do Prêmio Jabuti. A participação é aberta a editores, escritores, autores independentes, tradutores, ilustradores, produtores gráficos e designers. As categorias são as seguintes: Tradução; Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes; Teoria/Crítica Literária; Projeto Gráfico; Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil; Ciências Exatas, Tecnologia e Informática; Educação, Psicologia e Psicanálise; Reportagem; Didático e Paradidático; Economia, Administração e Negócios; Direito; Biografia; Capa; Poesia; Ciências Humanas; Ciências Naturais e Ciências da Saúde; Contos e Crônicas; Infantil; Juvenil; Romance; e Tradução de Obra Literária Espanhol-Português. As inscrições se encerram no dia 31 de maio. Mais informações pelo site www.premiojabuti.org.br

 

Os três primeiros colocados em cada uma das categorias concorrem aos prêmios de Livro do Ano de Ficção e Livro do Ano de Não-Ficção. Em sua 51ª edição, em 2009, o Jabuti teve como vencedores, respectivamente, Moacyr Scliar, com o romance “Manual da Paixão Solitária” (Cia. das letras), e Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini, com “Monteiro Lobato: Livro a Livro” (Unesp/Imprensa Oficial).

 

Podem concorrer ao Prêmio Jabuti 2010 apenas obras inéditas, editadas no Brasil, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2009. A comprovação da data da publicação deverá constar do colofão (inscrição final na qual o tipógrafo indica a data e o lugar da feitura da obra) do livro. Se o colofão não especificar a data, a editora deverá apresentar, juntamente com o livro, uma cópia da nota fiscal da gráfica como comprovante.

 

Este ano, o mais importante prêmio literário do País prestará homenagem às nações de idioma espanhol, na categoria “Tradução de Obra Literária Espanhol-Português”. A iniciativa, que está definitivamente incorporada ao concurso, foi realizada pela primeira vez no ano passado, tendo a França como homenageada.

Além disso, será entregue no dia da cerimônia de premiação a “Distinção Jabuti de Comunicação” como reconhecimento ao profissional de comunicação que se sobressair no País pela sua atuação cotidiana em prol do livro e da leitura. O objetivo é passar a valorizar as pessoas com dedicado trabalho na promoção da literatura.

Também como novidade do Jabuti deste ano, será entregue o prêmio “Voto Popular” - votação do público aberta pela internet das obras vencedoras do prêmio (1º, 2º e 3º lugares em cada categoria). Nesse caso, o objetivo é aproximar os leitores da premiação. Mais à frente divulgaremos como o leitor pode participar de nosso “júri popular”.

Obs.: Participarão do voto popular as mesmas categorias que participam do Livro do Ano Ficção e Não-Ficção:

Ficção — Romance, Contos e Crônicas, Poesia, Infantil e Juvenil

Não-Ficção — Teoria/Crítica Literária; Reportagem, Ciências Exatas, Tecnologia e Informática; Economia, Administração e Negócios; Direito; Biografia; Ciências Naturais e Ciências da Saúde; Didático e Paradidático; Educação, Psicologia e Psicanálise; Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes.

 

O DEVER

O dever é uma obrigação moral. Primeiro do homem para consigo mesmo,
depois para com as pessoas à nossa volta. 
Refere-se tanto às pequenas atitudes como às de maior importância.
 
Quando se trata de sentimentos é difícil cumprir o dever porque às vezes
essa obrigação moral não concorda com os interesses e desejos do
coração. 
 
"O homem que cumpre com seu dever ama a Deus mais do que as
criaturas; e, as criaturas mais do que a si mesmo. Ele é ao mesmo tempo
o juiz e o escravo em sua própria causa."
 
O dever cumprido dignifica o homem e o eleva espiritualmente;
mas como saber quando começa o dever?
 
Quando se ameaça a felicidade ou tranquilidade do outro é o momento
exato do homem cumprir com seu dever. 
O cumprimento do dever é uma vitória diante das fraquezas humanas.
E essa vitória dá à alma o vigor que ela tanto precisa.
 
                                                  NAIR LÚCIA DE BRITTO
                                                           Jornalista
 
Fonte: LÁZARO, Paris, 1863)  


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domingo, 14 de março de 2010

IMPULSIVO








IMPULSIVO


Mas, a palavra que me assusta
sobe garganta acima
e explode na boca
vergonhosamente
como bomba em Hiroshima
e arrasa quarteirões

E, entre mortos e feridos
sigo cambaleante
na vida

sábado, 13 de março de 2010

LEI DO TRABALHO

 

Por ser uma lei natural, o trabalho é uma necessidade do homem. Mas a civilização

induz o homem a trabalhar mais do que deveria e, por consequência, o homem

aumenta suas necessidades da mesma forma que aumenta seus prazeres.


O trabalho não é apenas uma atividade física porque o espírito trabalha

junto com o corpo. O trabalho é uma consequência da natureza corporal do homem; uma expiação, mas ao mesmo tempo, uma forma de aperfeiçoar o espírito. Isto quer dizer que, sem o trabalho, o homem permaneceria na infância da inteligência.


A nessecidade do homem de trabalhar para o seu sustento, sua segurança e seu bem-estar é uma imposição natural para que ele desenvolva a sua inteligência. Os

seres menos resistentes à força física, geralmente são dotados de maior inteligência

para desenvolver um trabalho intelectual, o que, claro, não o desmerece em relação aos mais fortes.



Até os animais trabalham, com a diferença de que tanto o trabalho como a inteligência deles são limitados, por isso o trabalho dos animais não os levam ao progresso. Mas, mesmo que inconscientemente, os animais trabalham para atender suas necessidades materiais e, ainda que o homem não perceba um resultado imediato no trabalho dos animais, estes estão também dando uma precisosa colaboração para a preservação da Natureza.


Já o trabalho do homem tem uma finalidade dupla: a conservação do seu

corpo e o desenvolvimento da inteligência que, bem conduzida, o eleva espiritualmente.


A natureza do trabalho é relativa às respectivas necessidades do homem. Quanto

menos necessidades materias menor será o trabalho material. Mas isso não quer

dizer que o homem deve procurar ficar inativo e inútil. A ociosidade seria para

ele um suplício e não um benefício; como se poderia erroneamente supor.


O homem que já possui bens sufientes para se manter poderia, talvez, ficar

isento do trabalho material; mas tem o dever de trabalhar pelo aperfeiçoamento da

sua inteligência bem como da inteligência dos outros. Dessa forma ele será

útil para si mesmo e para com os seus semelhantes.

Quanto mais desenvolvida a sua inteligência, maior será a oportunidade

de fazer o bem. Todos, porém, podem e devem ser úteis conforme às aptidões que

possuem por mais simples que sejam.

O que o homem nunca deve fazer é entregar-se voluntariamente à ociosidade;

e manter sua existência graças ao trabalho dos outros.


Os pais trabalham para os filhos; assim como os filhos também podem

trabalhar pelos pais. Essa troca é o resultado natural, nascido do amor paternal e do

amor filial. Ligados por uma afeição recíproca os membros de uma mesma família

podem e devem ajudar-se mutuamente, mas essa lei natural é completamente

ignorada pela sociedade atual, que se julga avançada.

 

NAIR LÚCIA DE BRITTO

Jornalista

 

 

Texto baseado nos Princípios da Doutrina Espírita, de Allan Kardec



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Nota Oficial - Salão de Humor - Morre Glauco

 

 

CONSELHO CONSULTIVO DO

SALÃO INTERNACIONAL DE HUMOR DE PIRACICABA

 

NOTA OFICIAL

VIOLÊNCIA MATA GLAUCO,

GRANDE CARTUNISTA BRASILEIRO.

 

        A violência em São Paulo, mais uma vez, mata e empobrece a cultura brasileira. Aos 53 anos, no auge de sua produção artística, morre assassinado por assaltantes em sua casa o cartunista paranaense Glauco Villas-Boas, radicado em Osasco.

        Glauco, como era conhecido, foi descoberto pelo jornalista José Hamilton Ribeiro, então diretor do “Diário da Manhã”, em Ribeirão Preto, interior paulista. Lá começou a publicar suas tiras cômicas.

        Mas, foi na 4ª edição do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, em 1977, ao conquistar um dos prêmios, que Glauco foi projetado no cenário artístico brasileiro e internacional. Com seu imenso talento, criatividade, estilo único e, em especial, humor inteligente baseado no comportamento da nossa sociedade, que Glauco saltou, ainda no mesmo ano, para as páginas da “Folha de S. Paulo”.

        Em 1984, a mesma “Folha” abriu espaço diário para a nova geração de cartunistas brasileiros. Glauco estava entre eles e, assim, ficou conhecido em todo o País. Surgiram seus principais personagens: Geraldão, Zé do Apocalipse, Dona Marta, Doy Jorge, Casal Neuras, Geraldinho e outros. Multimídia, Glauco também era músico e se apresentava em bandas de rock. Integrou a equipe de redatores do “TV Pirata” e do “TV Colosso”, programas apresentados pela TV Globo. Publicou livros de humor.

        Em plena Era Digital Glauco continuava fiel à prancheta, desenhando à mão com nanquim. Usava o computador apenas para colorir os trabalhos, depois de escanear cada um deles. Glauco registrou, a cada momento, as transformações pelas quais passou o mundo, o Brasil. Era um profundo conhecedor e critico da alma humana, mas sempre de maneira bem humorada, provocando reflexões.

        O Brasil e o mundo perdem um de seus maiores cartunistas.

        Restam, diante de mais esta tragédia, as perguntas:

        ¾ Senhores governantes, até quando?

        ¾ Quantas vidas ainda faltam para que seja colocado um basta na violência?

 

RICARDO VIVEIROS

Presidente do Conselho Consultivo

do Salão Internacional de Piracicaba

 

ZÉLIO ALVES PINTO

Vice-presidente do Conselho Consultivo

do Salão Internacional de Piracicaba

sexta-feira, 12 de março de 2010

O HOMEM E O JACARÉ...

 

QUAL DELES É O MAIS PERIGOSO?



ONTEM (11/03/2010) VI PELA TELEVISÃO A NOTÍCIA DE MAIS UMA MALDADE PRATICADA CONTRA OS ANIMAIS.


TRATA-SE DE UM "ESPORTE" NO QUAL O "ESPORTISTA" LUTA, DENTRO DE UMA PISCINA, COM UM JACARÉ ATÉ LEVÁ-LO À EXAUSTÃO, E POR FIM CONSEGUE DOMINÁ-LO.


ESSA CRUELDADE É RECOMPENSADA COM MUITOS DÓLARES!


EU JÁ CONSIDERO O "BOX", "LUTA LIVRE", OU OUTRO ESPORTE QUE O VALHA, UMA VIOLÊNCIA GRATUITA E IRRACIONAL. MAS DIZEM QUE É BONITO... ENFIM, É UMA PRÁTICA VOLUNTÁRIA ENTRE HOMENS, QUE ESTÃO PLENAMENTE CONSCIENTES DOS SEUS ATOS E SE COMPRAZEM COM ESSES ESPORTES VIOLENTOS, QUE SÓ AGRIDEM A ELES MESMOS.


POR ISSO, POR MAIS ABSURDO QUE ME PAREÇA SER, EU RESPEITO.


MAS E O JACARÉ?


O POBRE ANIMAL NÃO TEM ESCOLHA AO SER SUBJUGADO

PELO HOMEM QUE O OBRIGA A ESSA LUTA INÚTIL QUE CERTAMENTE O ESTRESSA;  MACHUCA-O PISICOLOGICA E FISICAMENTE...


AH!, QUERIDO POETA PEDRO NAVAS, QUANDO SERÁ QUE OS HOMENS VÃO SE HUMANIZAR?!!!!


NAIR LÚCIA DE BRITTO

Jornalista



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quinta-feira, 11 de março de 2010

O AMOR UNIVERSAL

 

 

QUANDO SÃO FRANCISCO DE ASSIS NOS DISSE QUE O AMOR NÃO AMADO NOS CONDUZIRÁ A DEUS, ELE NÃO SE REFERIU ESPECIFICAMENTE A ESSE AMOR EXISTENTE ENTRE UM HOMEM E UMA MULHER, O QUAL ABRANGE TAMBÉM O AMOR FÍSICO; CRIADO POR DEUS PARA A PROPAGAÇÃO DA ESPÉCIE.


O SANTO QUE SE TORNOU CONHECIDO COMO PROTETOR DOS ANIMAIS REFERIU-SE, SIM, AO AMOR UNIVERSAL, OU SEJA: ÀQUELE AMOR MAIS PURO QUE NASCE NAQUELES QUE SÃO PUROS DE CORAÇÃO...


CREIO QUE NINGUÉM MELHOR QUE O FILÓSOFO PLATÃO PARA TRADUZIR EM POUCAS PALAVRAS A GRANDIOSIDADE DESSE SENTIMENTO...


"O AMOR ESTÁ EM TODA PARTE NA NATUREZA, QUE NOS CONVIDA A EXERCITAR A NOSSA INTELIGÊNCIA; É ENCONTRADO ATÉ NOS MOVIMENTOS DOS ASTROS.


É O AMOR QUE ORNA A NATUREZA DE SEUS RICOS TAPETES; ELE SE ENFEITA E FIXA SUA MORADA LÁ ONDE ENCONTRA FLORES E PERFUMES.


É AINDA O AMOR QUE DÁ PAZ AOS HOMENS, A CALMA AO MAR, O SILÊNCIO AOS VENTOS E O SONO À DOR."


NAIR LÚCIA DE BRITTO

Jornalista



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quarta-feira, 10 de março de 2010

AMAR... SIMPLESMENTE AMAR!

 
O AMOR NÃO AMADO HÁ DE SER...
 
O CAMINHO QUE NOS LEVARÁ A DEUS!
 
OU PERDEREMOS A GLORIOSA OPORTUNIDADE
 
DE SUBLIMAÇÃO.
 
 
SÃO FRANCISCO DE ASSIS.
 
 
Encaminhado por Nair Lúcia de Britto. 


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terça-feira, 9 de março de 2010

MISSÃO DA MULHER...

 
A MISSÃO FEMININA
É ESPINHOSA...
MAS, EFETIVAMENTE,
SÓ A MULHER TEM
BASTANTE PODER PARA
TRANSFORMAR...
ESPINHOS EM FLORES!
 
                       
                    
      (ISABEL CAMPOS)
 
 
Encaminhado por Nair Lúcia de Britto


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sábado, 6 de março de 2010

NOSSA MÃE

 
CERTA MULHER existe em nosso mundo,
Anjo do nosso pão de cada dia,
Ela foi ver-me quando eu mais sofria,
Inspirada no amor puro e profundo.
 
Desejo retratá-la e me confundo
A palavra terrestre não me guia
"Veio estender-me luz e a dor fugia...
Ao lembrá-la de bençãos me circundo",
 
Levantei-me e indaguei: - Ah! Quem seria
Alguém da Terra que eu não conhecia?
Sei que era um Anjo em estrelas de Luz!...
 
Um mendigo me disse: -- Era MARIA...
Céus!... Eu vira a Nossa Mãe e não sabia
Era sim, NOSSA MÃE, MÃE DE JESUS!
 
                        Cornélio Pires
 
(mensagem psicografada por Francisco Xavier)
 
Encaminhada por Nair Lúcia de Britto
 
 


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sexta-feira, 5 de março de 2010

LEI DA DESTRUIÇÃO

 

LEI DA DESTRUIÇÃO


A Filosofia Espírita explica que quando ocorre uma destruição, na verdade, trata-se de uma oportunidade de renascimento e regeneração. Portanto, destruição não significa exatamente

o que a palavra diz por si mesma. O termo mais correto seria transformação, cujo objetivo é a renovação e melhoramento

dos seres vivos.


Naquilo que chamamos destruição, somente o envoltório é que é destruído. Esse envoltório nada mais é que o acessório da parte principal. A parte principal é o princípio inteligente; e o princípio inteligente não só é indestrutível, como também se aperfeiçoa nas diferentes metamorfoses que vivencia.


A Natureza, porém, nos cerca de meios de preservação e

conservação para que a destruição não ocorra precocemente.

Quando o homem não se utiliza dos recursos que possui com o

objetivo de preservação, ele antecipa esse fenômeno.

 

Uma vez antecipada, a destruição, em vez de aperfeiçoar,

torna-se um entrave para o desenvolvimento do princípio

inteligente.


O homem tem o dever de prolongar sua existência na Terra,

mesmo que ciente de que uma outra vida bem melhor o espera

(refiro-me aos homens justos). Todo homem temo dever de

prolongar sua existência neste planeta a fim de concluir

a tarefa que lhe foi destinada.. Daí o seu instinto de conservação

que o acompanha nas situações difíceis e sem o qual ele se

sentiria facilmente desencorajado.


A voz secreta que vem do seu interior que o motiva a defender a própria vida é um sinal de que ele ainda pode fazer algo pelo seu adiantamento moral.

Quando um perigo o ameaça é uma advertência para que o homem defenda os bens que naturalmente possui; mas, frequente e infelizmente, o homem não entende esse aviso.

 

 

NAIR LÚCIA DE BRITTO

Jornalista.



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quinta-feira, 4 de março de 2010

Esporte ajudou a consolidar identidades no Brasil

 

04/03/2010

Esporte ajudou a consolidar identidades no Brasil

O livro "História do esporte no Brasil: do Império aos dias atuais" revela que o esporte desempenhou funções sociais e mesmo políticas, no Brasil e no mundo.

 

AGÊNCIA NOTISA - Sede da Copa de Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos dois anos depois (2016), o país não só é destaque global absoluto no futebol, como, segundo pesquisadores, os esportes podem ser considerados em sua prática e divulgação como formadores de identidade e unidade nacional. Neste sentido, o livro "História do esporte no Brasil: do Império aos dias atuais", recém lançado pela editora Unesp e organizado pela historiadora e professora Mary Del Priore (Universo/Niterói) e pelo historiador e professor de Educação Física Victor Andrade de Melo (UFRJ), pode ser uma alternativa eficaz para um conhecimento mais abrangente sobre o assunto, no momento, inclusive, em que setores das sociedades civil e política se mobilizam para discutir incrementos às políticas esportivas.   

 

O release enviado pela assessoria de imprensa da Editora da Unesp afirma que a publicação "percorre todos os contextos históricos no qual o esporte está inserido, desde o século 19 até os dias atuais, mostrando o quanto este assunto está ganhando espaço entre os meios de comunicação e as principais publicações". Além disso, seu objetivo principal seria "ajudar a entender melhor a História do Brasil".

 

De acordo com o texto do informe "a publicação mostra a reunião de diversos tipos de classe, gênero e etnia em uma ideia de nação única, em um país que é tão reconhecido pelo seu futebol, principalmente, e seu grande  destaque e sucesso nas diferentes modalidades esportivas". Em entrevista exclusiva para a Agência Notisa, o autor Victor Andrade de Melo faz considerações sobre a pesquisa e a importância do esporte.

 

Notisa – Baseado em suas pesquisas, quais papéis o esporte desempenhou ao longo da história, nas diversas regiões do Brasil?

 

Victor – Não só no Brasil, mas no mundo, o esporte desempenhou várias funções. Políticas, por exemplo, tanto no sentido de organização – mesmo para contraposição de idéias majoritárias (exemplo, equipes de certas categorias profissionais que queriam afirmar suas bandeiras de luta) – quanto no sentido de encaminhar propostas de controle (exemplo, o uso do esporte no âmbito do Governo Vargas, para fins políticos). Mas, talvez seja possível afirmar que a principal função do esporte foi ajudar na consolidação de identidades (de gênero, de classe, de categorias profissionais, bem como locais e nacionais).

 

Notisa – Para o senhor, o esporte desempenhou (e desempenha) uma função de catalisador do sentimento de nação no Brasil?

 

Victor – Sim e é provável que tenha sido um dos principais elementos nacionais a contribuir para a construção do sentimento de nação, graças, fundamentalmente, a seu papel de "performance" pública internacional. No Brasil tal processo fica demonstrado desde o governo Vargas, inserido nas peculiaridades históricas daquele momento e no diálogo com as idéias do antropólogo e escritor Gilberto Freyre, (acerca de um suposto "jeito brasileiro de jogar futebol").

 

Notisa - Além do futebol, os outros esportes também assumem uma posição histórica importante?

 

Sim, assim como o futebol, outros esportes assumiram funções semelhantes. No Brasil, nenhum outro no mesmo grau, com a mesma duração e mesmo com a relevância do velho esporte bretão, mas é bom lembrar que em outros países do mundo, outros esportes ocupam a função de "esporte-rei".

 

Nota da redação: a divisão do livro por capítulos com os respectivos autores está disponibilizada no site do Laboratório de História do Esporte e Lazer do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ em  http://www.sport.ifcs.ufrj.br/destaques/hbesporte2009.html.

 

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

terça-feira, 2 de março de 2010

Tous Les Garçons...

Acabei de fazer cinquenta anos... E daí?




Daí que dizem que todos os “meninos” de minha idade ficam meio nostálgicos.




Em verdade, tenho pensado muito mais no futuro, para o qual tenho muitos planos, apesar de insistência de alguns em tentar frustrá-los. Mas, o gosto do fel a de fazer o mel parecer ainda mais doce.




Mesmo assim, não pude deixar de relembrar alguns períodos desse meu já longo percurso pela vida. De repente, me vieram à mente músicas que eu ouvia quando estudei na França, entre 1985 e 86. Aquele um ano de solidão teve no rádio um companheiro indispensável!




Lembrei de Alain Souchon, Daniel Balavoine, Etienne Daho, France Gall, Renaud e outros. Para não esquecer, até trouxe algumas fitas cassete (lembram delas?), mas vinte e tantos anos se encarregaram de detoná-las.




Felizmente, falem bem ou mal dele, hoje temos o Youtube, que nos permite viajar ao passado.






Nessa viagem virtual, voltei ainda mais no tempo e fui buscar vídeos dos anos de 1960, com Johnny Hallyday, Eddy Michel, Charles Aznavour, Jacques Brel... Essas lembranças trouxeram outras, da mesma época:






A TV de então exibia atrações francesas. Lembro de um show de Sacha Distel entre outros. Além disso, as rádios tocavam músicas em francês, italiano e espanhol, apesar do inglês já ensaiar monopólio de mercado. Havia maravilhosas opções culturais!






E por falar em maravilha, como esquecer Françoise Hardy?






Eu sempre considerei Carly Simon a melhor cantora romântica, mas ao “reler” Françoise percebi que não dá para eleger apenas uma. Sua voz era de uma sensualidade ingênua e sua beleza... Bem, o que dizer de sua beleza? Era de fazer hipnótico silêncio! Era tão bonita que deveria pagar imposto!






Numa época de penteados armados, cílios postiços enormes e maquiagem exagerada, Françoise Hardy exibia longos e lisos cabelos, que adornavam seu rosto angelical.






Ouvi seu primeiro sucesso: “Tous les garçons e les filles” (1962). Quase adormeci com “Le premier bonheur du jour” (1963). Depois, acordei e me diverti com o ritmo e a letra de “Comment te dire adieu?” (1968), com rimas em “ex”, inclusive “pyrex”. Um dos vídeos dessa música, aliás, mostrou-a ao lado de outra das mulheres mais belas de então: a inglesa Jane Birkin. Covardia!






Lembram que o Jornal Hoje, da Globo, encerrava com música, nos anos de 1970? Pois é, uma delas era “La question” (1971), composta pela brasileira Tuca, que tanta falta faz. Uma das mais belas canções românticas que conheço!






Por fim, matei a saudade da música que essa parisiense lançou quando eu morava na França, V.I.P. (1986).






Curioso, resolvi buscar informações atualizadas sobre essa musa de minha infância. Encontrei-a ainda bela, como se o tempo tivesse passado mais lentamente para ela. E continua a gravar!






Dizem que mesmo em tempos de guerra nascem preciosas flores... Françoise Hardy nasceu em 1944. Com certeza é uma delas!






Realmente, recordar é viver! Mais que isso, é um estímulo para continuar a sonhar, não importa a idade ou os contratempos da vida; para amar e ser amado, sempre pensando que: “Tous les garçons et les filles de mon âge font ensemble des projets d'avenir” (todos os meninos e meninas da minha idade fazem, juntos, projetos para o futuro). Tenho ainda muitos projetos com a minha amada, que sempre gosta quando sussurro em francês, ao pé do ouvido!






Viver também é, por princípio, nunca deixar de crer e amar!

segunda-feira, 1 de março de 2010

TV CULTURA - QUANDO A TELEVISÃO FAZ BEM!...

QUERO PARABENIZAR A TV CULTURA PELO EXCELENTE E PRIMOROSO DOCUMENTÁRIO DESTACANDO A NECESSIDADE DE TRABALHAR PELO 
BEM-ESTAR DOS ANIMAIS.
 
PARABÉNS A TODOS DEPOIMENTOS BASTANTE ESCLARECEDORES,
REPÓRTERES, CINEGRAFISTAS, ENFIM A TODOS QUE ELABORARAM
ESSE TRABALHO MOSTRANDO QUE SE CUIDARMOS BEM DOS
ANIMAIS E DA NATUREZA ESTAREMOS FAZENDO UM BEM
A NÓS MESMOS, SERES HUMANOS!
 
GOSTARIA DE REVER ESSE DOCUMENTÁRIO E QUE ELE SE REPETISSE
VÁRIAS VEZES PARA CONSCIENTIZAR A POPULAÇÃO E OS GOVERNANTES
DO MUNDO TODO!
 
TODOS NÓS TEMOS O DIREITO DE SER FELIZES; OS ANIMAIS TAMBÉM.
 
A NÓS, SERES HUMANOS, JAMAIS CABERÁ O PAPEL DE ALGOZES!
 
OBRIGADA TV CULTURA! TENHO APRENDIDO MUITO COM VOCÊ!
 
NAIR LÚCIA DE BRITTO
Jornalista.


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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A POESIA DA CABALA - LIVRO DE HIDERALDO MONTENEGRO

INDISFARÇÁVEL

Mas, a língua que toca
o céu
da tua boca
embota
a fala
que se espalha
nos teus olhos
- sala aberta da palavra



CANTO

Uma palavra com gosto de passa
que vem e encaixa no céu
a asa é fala
instiga e não cala


A POESIA DA CABALA


Uma incursão poética ao universo da Cabala. Um mergulho metafísico no mundo abstrato do ser humano, tendo a criação como busca da compreensão existencial. A elaboração poética sustentada pela busca espiritual e a consciência como alvo do crescimento humano. Uma poética voltada para o despertar através de uma poesia centrada, sintética, abstrata e simbólica, forjada por meio de imagens e metáforas.


PARA ADQUIRIR O LIVRO ACESSE:
http://www.artexpressaeditora.com.br/produtos.asp?produto=109

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A PSICOPATIA ESTÁ NO AR

 

"A psicopatia está no ar!", revelou a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, na sua obra "Mentes Perigosas". Lendo esse livro entendi, afinal, que o preconceito racial e sexual; o maltrato aos animais; as guerras e até brigas de futebol: tudo é desculpa para a satisfação dos psicopatas.

A psicopatia ganha aliados nos filmes de violência e "entretenimentos", que torturam animais. As cenas recentes de agressão e assassinato tendo como desculpa o futebol é um exemplo.

Se os órgãos públicos responsáveis não bloquearem toda e qualquer manifestação psicopática, disfarçada de entretenimento, teremos um futuro estarrecedor. Afinal, é um dever dos governantes proteger a sociedade.


NAIR LÚCIA DE BRITTO

Jornalista



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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Evento contará com os colaboradores da obra e com o ex-jogador Pepe, companheiro de Pelé nas épocas áureas do Santos

           Será lançado no próximo dia 6 de março, às 17h, na livraria Cultura do Shopping Bourbon, em São Paulo (SP), o livro Pelé 70, em homenagem ao aniversário de 70 anos do Rei, em 23 de outubro. Idealizado por José Luiz Tahan, da Editora Realejo, e Pedro Saad, da Editora Brasileira, a obra mostra imagens raras da carreira do Rei com depoimentos marcantes de personalidades que acompanharam de perto passagens históricas do maior jogador de futebol de todos os tempos.

        Além dos editores, estarão presentes os jornalistas Michel Laurence, Roberto Muylaert e Xico Sá, colaboradores da publicação, e também o ex-jogador José Macia, o Pepe, segundo maior artilheiro da história do Santos, que também registrou sua marca na publicação com uma história sobre o primeiro encontro que teve com Pelé na Vila Belmiro.

Para o editor José Luiz Tahan, que tem experiência no mercado editorial como livreiro há 20 anos, a fotobiografia pode ser considerada uma obra de arte. “Pelé 70 tem formato totalmente diferenciado, com fotos e fatos inéditos da carreira dele, alguns inusitados e que surpreenderam até mesmo o próprio Pelé”, disse. 

“No ano de Copa do Mundo na África do Sul, um sonho do Rei,  do aniversário de 40 anos do tricampeonato do Brasil em 70, nada mais apropriado do que uma fotobiografia do maior do mundo como um presente para o povo brasileiro, que é apaixonado por futebol”, explica José Luiz Tahan, editor da Realejo, e idealizador da Tarrafa Literária. “Como Pelé é querido mundialmente, Pelé 70 já sai em edição bilíngüe”, completa Tahan. Durante o evento, escritores, editores e colaboradores autografarão exemplares da obra, que terão a opção de dez capas diferentes. 

Serviço:

Evento: Lançamento Livro Pelé 70

Editoras: Realejo e Brasileira (Santos)

Idealizador: José Luiz Tahan e Pedro Saad

Preço: R$ 149,90

Data: 6 de março

Horário: 17h00

Local: Livraria Cultura do Shopping Bourbon

Endereço: Rua Turiassu, 2100, Pompéia, São Paulo

Fotos: Tres das dez opções de capas disponíveis

Crédito: Divulgação

Museu do Futebol apresenta série "Brasil nas Copas"

 

Museu do Futebol apresenta série “Brasil nas Copas”

 

De fevereiro a maio, oito encontros discutirão a participação brasileira nas Copas, desde 1930 até 2006.

 

O Museu do Futebol – instituição do Governo do Estado de S. Paulo, localizado no Estádio do Pacaembu - inicia no dia 27 de fevereiro a série Brasil nas Copas, um ciclo de atividades que discute a participação do Brasil em cada uma das 17 Copas do Mundo disputadas pela seleção canarinho. A série conta com a presença de jornalistas e pesquisadores que irão debater o tema em oito sessões. Os encontros também contam com a exibição de filmes ligados ao assunto.

 

Para inaugurar a série Brasil nas Copas, o jornalista e pesquisador Max Gehringer comanda um debate sobre o tema “Copas do Pré-Guerra”, abordando o desempenho brasileiro nos três primeiros mundiais da história do futebol: 1930, 1934 e 1938. Todos os encontros são abertos ao público e terão distribuição de senhas 30 minutos antes do início.

 

Sobre o Museu do Futebol – O Museu do Futebol é uma organização social vinculada à Secretaria de Cultura do Governo do Estado. Sua realização se deu com recursos do próprio Governo do Estado e da Prefeitura de São Paulo – por meio da Secretaria de Esportes e da São Paulo Turismo – a partir de projeto concebido pela Fundação Roberto Marinho em parceria com Telefonica, Ambev, Visanet, Santander e Rede Globo, sob os auspícios da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. 

 

 

Programação completa – Brasil nas Copas:

 

27/02

Tema: Copas do Pré-Guerra (Copas de 1930, 1934 e 1938)

Horário: 10 às 12 horas

Convidados: Max Gehringer

 

06/03

Tema: Complexo de Vira-Lata (Copas de 1950 e 1954)

Horário: 10 às 12 horas

Convidados: Roberto Muylaert e Geneton Moraes Neto

 

20/03

Tema: O Bicampeonato (Copas de 1958 e 1962)

Horário: 10 às 12 horas

Convidados: Francisco Michielin e José Carlos Asberg

 

27/03

Tema: A Volta Por Cima (Copas de 1966 e 1970)

Horário: 10 às 12 horas

Convidados: Antônio Carlos Napoleão (a confirmar)  e Ivan Soter 

 

10/04

Tema: Nos Tempos da Ditadura (Copas de 1974 e 1978)

Horário: 10 às 12 horas

Convidados: Valmir Storti e Rafael Casé

 

24/04

Tema: A Era Telê (Copas de 1982 e 1986)

Horário: 10 às 12 horas

Convidados: André Fontenelle e Marcelo Unti

 

08/05

Tema: A Era Dunga (Copas de 1990, 1994 e 1998)

Horário: 10 às 12 horas

Convidados: Maurício Noriega (a confirmar) e Gustavo Carvalho

 

29/05

Tema: Século XXI (Copas de 2002, 2006 e 2010)

Horário: 10 às 12 horas

Convidados: Vladir Lemos e Milton Leite (a confirmar)

 

 

Serviço:

Série “Brasil nas Copas” no Museu do Futebol

Data: 27/02 – sábado

Horário: das 10 às 12 horas

Local: Auditório Armando Nogueira (Museu do Futebol – Praça Charles Miller, s/nº)

Entrada gratuita (senhas serão distribuídas 30 minutos antes)

Site: www.museudofutebol.org.br

Telefone: (11) 3664-3848

Economia e a Política

Correio da Cidadania

 

Economia e a Política

Escrito por Waldemar Rossi

12-Fev-2010

Entramos em 2010, ano das eleições nacionais e estaduais, e já deu pra notar que a mídia burguesa já nos impôs sua pauta: através das "pesquisas eleitorais" os meios de comunicação estão condicionando o povo a conversar sobre quem será o próximo presidente ou governador. Discute-se a superficialidade dessa gangorra chamada "Pesquisa de intenção de voto", uma verdadeira isca que esconde o anzol que vai camuflado. E o povo vai beliscando a isca pouco a pouco até o momento de engoli-la por inteiro, e aí estará fatalmente fisgado.

Desde há muito os processos eleitorais são uma farsa, um verdadeiro processo de despolitização das massas, que passam a jogar no tabuleiro dos interesses do capital: escolher quais os políticos que irão gerenciar a economia nacional ou estadual direcionadas para atender aos interesses das grandes empresas da construção, do agronegócio, das montadoras, do petróleo e seus derivados e, sobretudo, dos grandes bancos privados e ou privatizados.

O que mais nos faz lamentar tal situação é a disposição da chamada militância partidária em nos enfiar goela abaixo seus candidatos, sem o menor escrúpulo, sem o menor interesse pela verdadeira educação política. Cada um desses "cabos eleitorais" tentará convencer os eleitores de que seu candidato é "o bom" e que o outro "tem uma prática política ruim". Sem explicar o que é ser bom ou o que é ter uma prática política ruim. Pura adjetivação, meros chavões desprovidos de conteúdos.

Algo que tais cabos eleitorais não fazem, porque não conhecem, é o fornecer aos eleitores o esclarecimento do papel da economia na vida política nacional ou estadual e na qualidade de vida do próprio povo. Não abordarão as questões centrais dos desvios do dinheiro dos orçamentos (nacional ou estadual) para fins criminosos, como pagamento da agiotagem da "dívida" pública, financiamento de empresas em via de falência, sustentação do agronegócio exportador, construção de hospitais e escolas particulares, mensalões, e outros "ões" mais. Não vão explicar que esse dinheiro sai do nosso bolso e que deveria voltar para o povo em forma de saúde e educação públicas de qualidade e em quantidade necessária ao atendimento universal (isto é, para todos). Não explicarão que esse dinheiro que vem sendo desviado deveria retornar ao povo em forma de transporte nacional ferroviário, em reforma agrária, em saneamento básico. Mas irão justificar a construção de estádios de futebol e de ginásios esportivos para o circo da Copa do Mundo e das Olim"piadas"- que nada mudarão nas estruturas política, econômica, social e cultural deste país. Os candidatos e seus cabos eleitorais farão mil e uma promessas que, já sabemos muito bem, jamais se cumprirão.

Assim, aos poucos, envolvidos emocionalmente pela propaganda eleitoral acabarão torcendo por este ou aquele candidato, sem jamais entender o porquê dessa "escolha" que vai lhes sendo impingida, enfiada goela abaixo.

Não sabe, a imensa maioria dos nossos eleitores, que a base de um governo está no seu projeto de política econômica, se esse projeto está voltado para o atendimento às necessidades vitais do povo, voltado para resolver os gargalos que impedem o verdadeiro desenvolvimento econômico e social do país. E não sabe por que não foi educado a entender minimante de economia política. Muito pelo contrário: vem sendo "educado" há anos para pensar que é incapaz de entender de economia, vem sendo "educado" para ser ignorante e ter complexo de inferioridade. Assim, escolhe entre aqueles que os "sabidos" lhes apresentam como "os bons".

É chegada a hora, o momento histórico de ajudarmos nosso povo a compreender que "economia não é bicho de sete cabeças"; que, se cada um dedicar alguns preciosos minutos diários e ler sobre economia política, se participar de alguns debates com gente séria e entendida, em pouco tempo passará a saber o básico, o essencial da política e da economia política e, com tal entendimento, terá forças para se unir a tantas outras pessoas que também estarão fazendo tal aprendizado, passará a exigir, com o conhecimento adquirido, tudo o que é direito do povo e dever do Estado.

Em bom e oportuno momento, as Igrejas Ecumênicas lançaram – este ano – a Campanha da Fraternidade com o tema "Economia e Vida", um Texto Base que fornece ótimos instrumentos para fazer o intróito nesse suposto labirinto da economia e a sua relação com a vida do povo. Oxalá todos os clérigos e cristãos mais conscientes dediquem bons momentos de estudos e reflexões sobre o tema e propiciem oportunidades a que os seus irmãos na fé se apropriem do conteúdo. Oxalá muitos políticos de carteirinha façam o mesmo com seus eleitores. Para o bem do povo. Pois, como diz o lema da CF-10, Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro.

Waldemar Rossi é metalúrgico aposentado e coordenador da Pastoral Operária da Arquidiocese de São Paulo.





Senhores pais, familiares, professores e amigos das crianças :
*Pela vivência, erramos, acertamos e estamos aprendendo sempre!
Com muito menos experiência, o mesmo acontece no universo infantil
e é por isso que os pequeninos dependem de conteúdos pedagógicos,
da linha didática que desenvolve os valores essenciais à humanidade,
do espelhamento que devemos ser para cada um deles!
Para que sejam melhores do que um dia fomos!
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