domingo, 28 de novembro de 2010

Problemas, Problemas e mais Problemas

Paulo Araújo

Meu primeiro chefe costumava dizer que os dias ficam mais cinzentos quando estamos cheios de problemas. 
Mas afinal o que é um problema? E todo problema é ruim?

Na vida e na carreira não tem como fugir dos problemas. Eles estão por toda a parte, perseguindo e até mesmo o fato de não ter um problema, posso garantir que já é um problema.


Nossa relação com os problemas começam cedo. Quando crianças temos problemas demais em montar brinquedos difíceis ou em conseguir comida na hora da fome. Depois chega a vida escolar e começamos a ter problemas com notas, provas, lições esquecidas, bagunça na sala e descobrimos que matemática se aprende como? Resolvendo problemas!

Mas é injusto culpar os problemas por todas as mazelas e como é praticamente impossível livrar-se deles melhor é tentar conviver e a aprender com os fatos problemáticos da nossa vida.

A primeira coisa a fazer e assim mudar sua perspectiva é separar os problemas em duas categorias:
1. Problemas que não agregam valor, e;
2. Problemas que agregam valor.
Simples assim!
Os problemas que não agregam valor são aqueles que de uma forma ou outra poderiam ser evitados. O carro quebrou? Pergunte: a revisão estava em dia? A apresentação com o cliente foi péssima? Pergunte: Eu estava preparado? Eu tenho certeza que para a maioria dos problemas que não agregam valor um dos motivos para ter acontecido em 99% das vezes é sempre o mesmo: falta de tempo. E falta de tempo está relacionado diretamente com o que você considera prioritário na sua vida. Para reduzir drasticamente os problemas que não agregam valor você precisa rever suas prioridades de vida e não querer ter tudo ao mesmo tempo. Problemas que não agregam valor só geram passivos, nos fazem perder dinheiro e tempo, resultando tudo isso em mais... Isso mesmo: problemas!
Os problemas que agregam valor são aqueles que surgem devido a ações que o levam a um círculo virtuoso. Estudar muito e falar inglês fluentemente leva a novas propostas de emprego. Trocar de emprego é um problema? Sim, mas neste caso um problema bom. A empresa acertar em cheio no lançamento de um produto e se as vendas superarem as expectativas é muito melhor do que não vender nada e ficar com todo o estoque encalhado. Problemas que agregam valor têm como característica trazer satisfação a quem os criou, seja ela profissional, pessoal, espiritual ou financeira. Esse tipo de problema traz novos desafios, aprendizado, mas cuidado para não transformar um problema que agrega valor em um que não agrega valor.

O problema maior dos problemas é que as pessoas enxergam todos como pesos, dificuldades e não separam os que agregam dos que não agregam valor e assim por preguiça, falta de tempo, visão e foco passam a vida resolvendo em grande parte só os problemas que não agregam valor. E isso cansa demais!


Classifique já os problemas da sua vida e perceba para quais deles você deve demandar mais tempo e esforço em suas soluções, priorize e prepara-se para criar mais problemas que agregam do que não agregam. E simples assim, complicando o mínimo possível seus dias cinzentos que passarão a ser mais ensolarados com um belo céu azul. Isso é um problema? Só para quem não gosta da cor azul ou vive acinzentando a própria vida.

Paulo Araújo

Problemas, Problemas e mais Problemas

Paulo Araújo

Meu primeiro chefe costumava dizer que os dias ficam mais cinzentos quando estamos cheios de problemas. 
Mas afinal o que é um problema? E todo problema é ruim?

Na vida e na carreira não tem como fugir dos problemas. Eles estão por toda a parte, perseguindo e até mesmo o fato de não ter um problema, posso garantir que já é um problema.


Nossa relação com os problemas começam cedo. Quando crianças temos problemas demais em montar brinquedos difíceis ou em conseguir comida na hora da fome. Depois chega a vida escolar e começamos a ter problemas com notas, provas, lições esquecidas, bagunça na sala e descobrimos que matemática se aprende como? Resolvendo problemas!

Mas é injusto culpar os problemas por todas as mazelas e como é praticamente impossível livrar-se deles melhor é tentar conviver e a aprender com os fatos problemáticos da nossa vida.

A primeira coisa a fazer e assim mudar sua perspectiva é separar os problemas em duas categorias:
1. Problemas que não agregam valor, e;
2. Problemas que agregam valor.
Simples assim!
Os problemas que não agregam valor são aqueles que de uma forma ou outra poderiam ser evitados. O carro quebrou? Pergunte: a revisão estava em dia? A apresentação com o cliente foi péssima? Pergunte: Eu estava preparado? Eu tenho certeza que para a maioria dos problemas que não agregam valor um dos motivos para ter acontecido em 99% das vezes é sempre o mesmo: falta de tempo. E falta de tempo está relacionado diretamente com o que você considera prioritário na sua vida. Para reduzir drasticamente os problemas que não agregam valor você precisa rever suas prioridades de vida e não querer ter tudo ao mesmo tempo. Problemas que não agregam valor só geram passivos, nos fazem perder dinheiro e tempo, resultando tudo isso em mais... Isso mesmo: problemas!
Os problemas que agregam valor são aqueles que surgem devido a ações que o levam a um círculo virtuoso. Estudar muito e falar inglês fluentemente leva a novas propostas de emprego. Trocar de emprego é um problema? Sim, mas neste caso um problema bom. A empresa acertar em cheio no lançamento de um produto e se as vendas superarem as expectativas é muito melhor do que não vender nada e ficar com todo o estoque encalhado. Problemas que agregam valor têm como característica trazer satisfação a quem os criou, seja ela profissional, pessoal, espiritual ou financeira. Esse tipo de problema traz novos desafios, aprendizado, mas cuidado para não transformar um problema que agrega valor em um que não agrega valor.

O problema maior dos problemas é que as pessoas enxergam todos como pesos, dificuldades e não separam os que agregam dos que não agregam valor e assim por preguiça, falta de tempo, visão e foco passam a vida resolvendo em grande parte só os problemas que não agregam valor. E isso cansa demais!


Classifique já os problemas da sua vida e perceba para quais deles você deve demandar mais tempo e esforço em suas soluções, priorize e prepara-se para criar mais problemas que agregam do que não agregam. E simples assim, complicando o mínimo possível seus dias cinzentos que passarão a ser mais ensolarados com um belo céu azul. Isso é um problema? Só para quem não gosta da cor azul ou vive acinzentando a própria vida.

Paulo Araújo

Evento em São Carlos aborda as recentes políticas na Educação Básica



O "3º Seminário sobre Financiamento da Educação Básica" acontece no dia 2 de dezembro, na UFSCar, e será aberto a todos os interessados

No dia 2 de dezembro acontece na UFSCar o 3º Seminário sobre Financiamento da Educação Básica "Balanço de Financiamento da Educação Básica no governo Lula: avanços e retrocessos", organizado pelos professores Flávio Caetano, do Departamento de Educação da UFSCar, e José Marcelino de Rezende Pinto, do Departamento de Psicologia e Educação da USP-Ribeirão Preto. O evento é aberto a todos os interessados e as inscrições podem ser feitas até o dia 29 de novembro.
Durante o Seminário serão analisadas as políticas de financiamento da Educação Básica, em especial as políticas públicas adotadas nos últimos quatro anos. O evento tem inicio às 9 horas e será aberto com a palestra "As políticas de indução e a nova lógica gerencialista do financiamento da Educação Básica no Brasil", apresentada pelo professor Flávio Caetano. A partir das 14 horas, o professor José Marcelino ministra a palestra "Qualidade e Financiamento na Educação Básica em tempos atuais". Após as apresentações será aberto um espaço para debates e perguntas para os palestrantes. A entrega dos certificados de participação será feita ao final do Seminário.
O evento será realizado no Anfiteatro Bento Prado Júnior, na área Norte do campus São Carlos da UFSCar. Mais informações e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail 3seminario.financiamento@gmail.com.

São Carlos sedia na próxima semana Colóquio de Estudos Africanos


Evento será realizado na UFSCar e conta com a presença de pesquisadores que desenvolvem estudos em torno de textos literários de autores africanos e portugueses

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) sedia a segunda edição do "Colóquio de Estudos Africanos" nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro. O objetivo do evento é promover o contato entre os pesquisadores e alunos, a fim de estabelecer os primeiros caminhos de pesquisa na área dos estudos africanos e literários. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o início do evento.
A primeira edição do Colóquio contou com a presença de escritores africanos e, neste ano, o evento terá a presença de pesquisadores da área que desenvolvem estudos em torno de textos literários de autores africanos e portugueses, que refletem as relações entre Portugal e África. O Colóquio terá a participação da professora Laura Cavalcante Padilha, da Universidade Federal Fluminense, que tem experiência em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa e é uma das principais formadoras dos pesquisadores e professores da área; e da professora Luci Ruas Pereira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que atua na área de literatura portuguesa, sobretudo no contexto da ficção contemporânea.
Os interessados podem se inscrever antecipadamente na secretaria do Departamento de Letras (DL) da UFSCar ou na secretaria da coordenação do curso de Letras, ambas localizadas na área Sul do campus São Carlos. Também serão aceitas as inscrições realizadas no dia do evento com os monitores. Serão concedidos certificados aos participantes que obtiverem, no mínimo, 75% de aproveitamento nas atividades do Colóquio.
A atividade é uma realização do Centro de Educação e Ciências Humanas, Grupo de Estudos Literários Portugueses e Africanos, Departamento de Letras e Pró-Reitoria de Extensão da UFSCar. A programação completa já está disponível no endereço http://www2.ufscar.br/uploads/estudos_africanos.pdf. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 3351-8358.

Inmetro desenvolve sistema para nova classificação hoteleira


Regulamento será publicado até o final do ano. Copa do Mundo e Olimpíadas antecipam mudanças no setor

A proximidade da Copa do Mundo de 2014 e da Rio 2016 irá implementar importantes mudanças no país, sobretudo no setor hoteleiro. A pedido do Ministério do Turismo (MTur), o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) desenvolve o Regulamento de Avaliação da Conformidade para  o Sistema de Classificação dos Meios de Hospedagem, a partir das considerações do setor hoteleiro, da sociedade e partes interessadas feitas durante as oficinas realizadas para cada tipo de meio de hospedagem e durante o  período de consulta pública. O regulamento deve ser disponibilizado até dezembro de 2010, quando o Inmetro publicará a Portaria com o Requisito de Avaliação da Conformidade, que visa a alterar a matriz que classifica por estrelas, possibilitando competitividade justa entre os meios de hospedagem do país e auxiliar os turistas em suas escolhas. O novo sistema de categorização de acomodação será de adesão voluntária. Para solicitar a nova classificação, o meio de hospedagem deve estar em situação regular no Cadastur, Sistema do Ministério do Turismo.

“Hoje são cerca de 15 mil meios de hospedagem no país, mas apenas sete mil são cadastrados. Não há um padrão. Queremos colocar o Brasil como um dos principais pontos turísticos do mundo, até mesmo para eventos internacionais. Para isso, precisamos expandir, melhorar a qualidade dos serviços e regularizar o setor. O turista vai poder pagar pela escolha dele e não mais ser surpreendido. Já consolidamos os comentários da consulta pública com a Comissão Técnica e o regulamento final será publicado até o final do ano”, resumiu Luciane Lobo, analista da Divisão de Programas de Avaliação da Conformidade e uma das responsáveis pelo Programa.

A nova classificação traz novidades na tipologia, dividida em sete categorias: hotel; hotel fazenda; hotel-histórico; pousadas; flats; resorts; e cama e café (hospedagem domiciliar). Os meios de hospedagem serão identificados por estrelas, de uma a cinco – Sistema extinto em 1997 e que agora será aplicado até mesmo às pousadas –, e deverão atender a itens obrigatórios  e eletivos (flexíveis). O Sistema foi construído após a análise da experiência em 24 países, além da participação de empresários, acadêmicos e a sociedade civil, inclusive no período de consulta pública.

Três conjuntos serão considerados na avaliação: infraestrutura – como tamanho do quarto e da cama, banheiros, elevador; serviços – como recepção, internet, lavanderia e piscina; e sustentabilidade, nos aspectos relacionados com meio ambiente, sociedade e satisfação do hóspede.

Os proprietários podem se submeter ao processo de classificação mediante a cadastro prévio no site do MTur (www.turismo.gov.br) com informações sobre o estabelecimento. Solicitação realizada, o representante da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade do Inmetro no estado irá ao local conferir e avaliar a estrutura – todos os órgãos da Rede já receberam treinamento específico para desenvolver esta avaliação. A classificação do empreendimento terá validade de três anos.

Hotel modelo no Campus
Além dos Sistemas de Classificação dos Meios de Hospedagem para o MTur, o Inmetro também está em fase preliminar de elaboração do projeto do Hotel Conceito, no Campus de Laboratórios, em Xerém. O hotel será construído em uma área de 7 mil m² e vai apresentar modelos de todos os tipos de hospedagem. O espaço servirá de laboratório para novos empreendedores do setor que queiram conhecer o padrão de qualidade. Ali, poderão ver as acomodações adequadas para adaptar seus negócios aos requisitos do novo modelo de classificação.

22 DE NOVEMBRO: A REVOLTA DA CHIBATA COMPLETA 100 ANOS


No mês da Consciência Negra, comemora-se o centenário da Revolta da Chibata, que teve como líder o marinheiro João Cândido Felisberto. O objetivo do levante foi atingido, mas a anistia da Marinha, que prendeu e perseguiu o "Almirante Negro", só veio 39 anos após a sua morte, em 2008.
De frente para as águas da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, de costas para o antigo entreposto de pesca que lhe garantiu o sustento até o fim da vida, depois da Revolta da Chibata, em 22 de novembro de 1910, João Cândido Felisberto não tem mais apenas as pedras pisadas do cais como monumento — como registra a letra de "Mestre sala dos mares", de João Bosco e Aldir Blanc. A homenagem ao "Almirante Negro", como ficou conhecido João Cândido está ali na Praça Quinze para lembrar que a luta por melhores condições de trabalho e pelo fim dos castigos físicos na Marinha não foi em vão. O objetivo do levante foi atingido, mas a anistia da Marinha, que prendeu e perseguiu o "Almirante Negro", só veio 39 anos após a sua morte, em 2008. A reparação, porém, foi incompleta. No ano do centenário da Revolta da Chibata, João Cândido e os outros revoltosos continuam sem as devidas promoções e seus familiares sem receber indenização.

No livro João Cândido, da Selo Negro Edições, o jornalista Fernando Granato resgata a história desse líder negro que se tornou o símbolo da luta contra a opressão no Brasil. Resultado de dois anos de pesquisa - nos arquivos da Marinha e da Biblioteca Nacional e em entrevistas com familiares de João Cândido -, o livro pretende iluminar um período pouco conhecido da sua história: a fase que vai de sua absolvição até a sua morte, no Rio de Janeiro, em 1969, aos 89 anos. "A fama de ‘perigoso’ não reflete suas convicções políticas, muito menos encontra respaldo na vida que passa a levar após o fim da revolta", afirma o autor. Uma época marcada, segundo ele, pela perseguição política, pela penúria e pelas tragédias pessoais. "De marinheiro a trabalhador braçal, recluso e doente, tem a polícia vigilante até mesmo em seu enterro", complementa.

Inédito em sua abordagem, o livro traz, em cinco capítulos, a trajetória de João Cândido desde a infância, em Rio Pardo, no interior do Rio Grande do Sul. Filho de ex-escravizados, ele deixa cedo a vida na fazenda e alista-se na Marinha. Ali, ganha experiência viajando pelo Brasil e pelo mundo. Com bom trânsito entre os oficiais e admirado pelos companheiros, o jovem acaba liderando uma das mais importantes rebeliões populares do Brasil.

No capítulo "A Revolta da Chibata", por exemplo, o jornalista conta, com detalhes, como aconteceu o movimento deflagrado pelos marinheiros contra os maus-tratos, que paralisou o coração do Brasil por quatro dias e custou a vida de dezenas de pessoas, entre civis e militares. Ele explica que a punição pela chibata era um hábito herdado da Marinha portuguesa. Os castigos tinham a função de educar na marra os supostos maus elementos que compunham os quadros inferiores.

Traídos, presos e torturados, os revoltosos foram expulsos da Marinha. A biografia mostra também os duros tempos para os marujos que participaram da revolta. "A anistia não durou dois dias. A imprensa noticiou rumores de um golpe contra os marujos", conta o autor. João Cândido é um dos que mais sofreram perseguições, vindo a morrer muito pobre e doente. "A sua prisão na Ilha das Cobras, por um lado, é marcada por atrocidades e barbaridades. Por outro, em uma ironia do destino, salva-lhe a vida", revela o jornalista. Ele explica que João Cândido deveria embarcar na chamada "viagem da morte" rumo ao norte do país. "Pela notoriedade que ganhara durante a revolta, no entanto, o governo tem medo e resolve deixá-lo preso na masmorra", complementa.

A biografia aborda ainda as dificuldades enfrentadas por João Cândido depois da prisão e seus últimos anos de vida. Mostra os problemas financeiros pelos quais passou, em função da perseguição que sofreu ao longo da vida por parte da Marinha; o seu envolvimento no cenário político do país e a filiação ao integralismo de Plínio Salgado, na década de 1930; a dura rotina de trabalho descarregando peixe durante a noite e de madrugada, no entreposto da Praça XV, no Rio de Janeiro; as perdas trágicas da mulher e da filha e as recaídas constantes da tuberculose. O enterro do "Almirante Negro", em pleno regime militar, vigiado pela polícia, e a luta dos compositores João Bosco e Aldir Blanc pela liberação da canção "O mestre-sala dos mares", driblando as barreiras impostas pela censura, na década de 1970, também estão contemplados na obra.

Fonte:

Fernando Granato é jornalista e escritor paulista. Já trabalhou nas redações dos jornais mais importantes do país e ganhou o prêmio Embratel de Jornalismo pela série "Memórias do Sertão", sobre Guimarães Rosa. Para escrever João Cândido, Fernando Granato pesquisou durante dois anos nos arquivos da Marinha Brasileira, na Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, decifrando com apuro e clareza uma documentação preciosa.

UMA OUTRA VERDADE


A adolescência é, por si só, uma fase complexa. Porém, quando o jovem se descobre homo ou bissexual, as dificuldades aumentam. Especialista em sexualidade juvenil, Claudio Picazio responde neste livro às dúvidas mais comuns feitas por pais e educadores sobre homossexualidade na adolescência.
A homossexualidade é genética? É possível evitar que uma criança se transforme em um adulto homossexual? De que forma o educador deve lidar com a homossexualidade na sala de aula? Como conversar com os pais de adolescentes homossexuais que sofrem preconceito na escola? Estas e outras perguntas são respondidas por Claudio Picazio, um dos maiores especialistas brasileiros em sexualidade juvenil, no livro Uma outra verdade (104 p., R$ 29,90), lançamento das Edições GLS. Sem apelar para explicações fáceis nem recorrer a julgamentos de valor, ele responde às dúvidas mais comuns feitas por pais e educadores sobre homossexualidade na adolescência. O objetivo é transmitir ao leitor informações claras e diretas, eliminando o "achismo" e o senso comum, ajudando a combater, assim, qualquer forma de discriminação. O lançamento acontece no dia 18 de novembro, quinta-feira, das 18h30 às 21h30, na Livraria Cultura - Loja das Artes - Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073 - São Paulo - SP).

O livro, segundo o autor, nasce da necessidade de esclarecer algumas questões que ainda geram dúvidas e, consequentemente, preconceito por parte de pais e educadores. "Quando pais e professores conseguem entender a questão, percebendo que a homossexualidade não é desvio e sim uma outra verdade da expressão da nossa sexualidade, tudo fica mais claro, tornando mais fáceis a quebra do preconceito e a formação de um novo paradigma", afirma Picazio.

Para o autor, é essencial que se mantenham programas que capacitem educadores e pais para que possam, cada um em seu papel, ampliar o respeito pelas diferentes formas de sentir e expressar a sexualidade. Por isso, o livro foi dividido em duas partes. Na primeira, Picazio dá explicações fundamentais sobre homossexualidade. Na segunda, aponta a importância da escola como agente de combate ao preconceito e esclarece as dúvidas dos educadores.

Explicando o que é preconceito e homofobia, por exemplo, Picazio apresenta dados recentes sobre a homossexualidade. Segundo pesquisas feitas por organizações que lutam pelos direitos homossexuais e entidades de direitos humanos, a cada três dias, uma pessoa é morta simplesmente por ser homossexual. Além disso, o Brasil é campeão mundial em crimes contra homossexuais. "O triste é constatar que essa violência começa em casa. Muitos pais rejeitam e até expulsam do lar filhos e filhas que não correspondem ao comportamento e ao desejo sexual esperado. A violência física e psicológica torna-se a estrutura de um estigma fragilizado. São enormes a vergonha e o preconceito internalizados em um gay que conviveu com essa atitude familiar", diz.

O índice de suicídios na adolescência é três vezes maior no caso de homossexuais. "Em minha experiência clínica, atendi um casal de pais cujo filho cometera suicídio e havia deixado um bilhete com os seguintes dizeres: ‘Desculpa pai, mãe, não quero decepcionar vocês. Sou homossexual e isso magoaria muito vocês. Beijos’. Nenhum pai, nenhuma mãe, acredito, gostaria de ver essa cena; mas, infelizmente, profetizam tal ação quando dizem alto e bom som que prefeririam um filho morto a um homossexual."

Para eliminar preconceitos, segundo Picazio, temos inicialmente de procurar respostas científicas acuradas e adquirir informação. Em segundo lugar, é preciso estar aberto para reorganizar valores e crenças. "Criticar aquilo que, para nós, estava certo não é tarefa fácil nem confortável. As certezas e convicções ficam registradas em nossa história, e transformá-las significa mudar todo um modo de ver o mundo e se relacionar com ele", conclui.

O autor

Claudio Picazio é formado pela Universidade São Marcos e especialista em sexualidade humana e em violência doméstica e abuso sexual infantil pelo Instituto Sedes Sapientiae. Psicólogo clínico desde 1983, atende adolescentes e adultos e oferece terapia a casais homo e heterossexuais. Também desenvolve grupos de estudos e de pais. Foi consultor do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação no projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE). Atuou no projeto Tecer a Vida, do Unicef, onde deu supervisão a profissionais da instituição e da rede pública que atendiam adolescentes e adultos soropositivos (primeira geração), visando à reintegração familiar. É cofundador da Atos, oscip que atua na diminuição da vulnerabilidade social, e autor dos livros Diferentes desejos: adolescentes homo, bi e heterossexuais e Sexo secreto - Temas polêmicos da sexualidade, ambos das Edições GLS.

Título: Uma outra verdade - Perguntas e respostas para pais e educadores sobre homossexualidade na adolescência
Autor: Claudio Picazio
Editora: Edições GLS
Preço: R$ 29,90
Páginas: 104
ISBN: 978-85-86755-58-3
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: www.edgls.com.br

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