segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Marketing Pessoal = Sucesso Profissional

Por Adm. Marizete Furbino



"Aparentar ter competência é tão importante quanto a própria competência".
( Chuck Lieppe-Publicitário)




Importante perceber que quando se faz o marketing pessoal, obtêm-se como resultado o sucesso profissional. Pensando assim, sua imagem pessoal deve ser tratada com muito cuidado, pois a mesma vale ouro.



Releva notar que as pessoas deixam as suas marcas onde quer que estejam e são lembradas de forma positiva e/ou negativa conforme a vivência deixada. Podemos dizer que, de forma negativa, são lembradas pelo seu pessimismo diante da vida, atitudes de promiscuidade, mediocridade, maldade, fingimento, egoísmo e individualidade, pela visível inveja, pela maneira rude de tratar com as pessoas, pela miserável desonestidade e pelas famosas “fofocas” destacando-se por ser um “ás” nessa triste “habilidade”, etc.



Por outro lado, são lembradas de forma positiva quando assumem uma postura diferenciada da vida, tais como a maneira otimista de encarar a vida, de se relacionar com os demais, por sua simpatia, educação e gentileza ao tratar com as pessoas, por preocupar e cuidar da aparência, por ser um bom ouvinte, pelo seu equilíbrio emocional, por estar sempre atencioso, solidário, companheiro, receptivo e aberto às pessoas, por gostar de fato do que se faz e entregar-se de corpo e alma ao trabalho, pela sua honestidade, sinceridade e transparência, etc.



Por essa razão, torna-se importante ressaltar que as características acima citadas estão atreladas ao seu caráter e que ninguém consegue atuar como um ator por muito tempo; um dia a máscara irá cair, e quando cair, sua reputação profissional já terá ido para o ralo, comprometendo assim toda sua imagem profissional perante o mercado. Em contrapartida, a boa notícia é que podemos mudar, bastando apenas o querer. Convém ressaltar que psicopatas não mudam, mas tão somente se adaptam temporariamente a uma situação adversa para posteriormente voltarem às suas características habituais. Estima-se que 4% da população é de pessoas com as características de personalidade anti-social (popularmente chamados de psicopatas). Felizmente apenas uma pequena parcela deles se transforma nos assassinos em série (os serial killers). As pessoas com perfil de psicopata estão espalhadas em todos os níveis e esferas da sociedade, tais como no trabalho, na família, nas relações sociais, etc.



Frisa-se que, em meio à era selvagem da competição, o profissional deve ficar sempre atento à construção de sua marca, razão pela qual deve ficar “antenado” e vigilante quanto às suas atitudes e comportamentos, bem como quanto ao seu visual; portanto, o profissional deve não somente preocupar-se com sua entonação de voz, sua maneira de falar, sua forma de agir e conduzir os fatos, de andar e de se assentar, reeducando sempre que possível em prol da melhoria contínua, mas deverá também ter bom senso e sabedoria de adequar seu traje ao conteúdo do cargo. Igualmente deve ter particular esmero quanto ao ambiente em que se encontra, tendo o cuidado para não descuidar de sua aparência, mas tendo cautela para não cometer exageros, pois em se tratando de marketing pessoal sua aparência conta e muito.



Assim sendo, todo e qualquer profissional deve fazer uma auto-análise quanto aos seus comportamentos, atitudes e conhecimentos, procurando transformar seus pontos negativos em positivos, fazendo das ameaças oportunidades e, assim, melhorando, desenvolvendo e crescendo cada vez mais, alcançando desta forma um novo posicionamento no mercado através do marketing.



Em adição, é importante lembrar que devemos cuidar de nosso networking, pois, nossa rede de relacionamentos é de suma importância em nossa vida profissional. Devemos nos esforçar para manter o interesse em conquistar mais e mais pessoas, sendo que isso deve fazer parte de nossa rotina. Por conseqüência, o profissional deve sempre dar um jeito de ser lembrado, enviando e-mails, telefonando, freqüentando feiras, congressos, coquetéis e outros eventos, de forma a não somente manter, mas a ampliar sua rede de relacionamentos.



Desta forma, assim como as empresas se preocupam em destacar-se no mercado através do marketing, torna-se de fundamental importância que o profissional tenha uma incessante preocupação relacionada ao seu marketing pessoal. Considera-se decisivo que ele tenha toda sabedoria e cautela ao se expor no mercado, estando sempre atento ao seu estilo, elaborando um bom plano e traçando estratégias para se tornar conhecido neste mercado global. Com essa prudente estratégia ele permite que o mercado conheça suas habilidades, conhecimentos e talentos, para assim destacar-se e fazer o diferencial em sua carreira, e desta forma alcançar o seu tão sonhado alvo.



Ante o exposto, é de suma importância perceber que hoje temos uma grande aliada – a internet – que é nossa grande parceira, à medida que permite que o profissional divulgue o seu trabalho e torne não somente conhecido em todo o mundo, mas amplie seu networking utilizando seus contatos para fazer grandes negócios, mostrando suas qualidades. A internet permite ainda mostrar o que você sabe fazer de melhor, contribuindo desta forma para que se faça não somente a divulgação de sua imagem, mas a consolidação de sua marca, neste mercado altamente competitivo e globalizado.



Finalmente concluímos que, em meio à era globalizada onde impera tamanha competitividade, não é suficiente saber fazer, é preciso aparecer, sobretudo com estilo.

De quatro em quatro...

Recentemente, em conversa com um comandante militar, ouvi dele que nos próximos cinco anos o Brasil tornar-se-á, sem maiores esforços, a quinta economia global.






Tudo leva a crer que ele não está enganado, ainda mais depois da descoberta das reservas de gás e petróleo do “pré-sal”. Por analogia, o país seguiria, no âmbito nacional, caminho semelhante ao da Petrobras, como empresa.






No caso do Brasil, essa previsão de que tal evolução independeria de ações estratégicas, ou seja, seria quase que decorrência de inércia física, levou-me a perguntar: “E se houver iniciativas?”, e ouvir a resposta já esperada: “Imagine, então!”.






Essa euforia permeou e ainda permeia boa parte dos discursos eleitorais, reduzindo ainda mais o espaço para ideologias radicais, tanto que se fala mais em socializar a pobreza, mas em transformar o Brasil num país de classe média! Viva!






Mas meu maior temor, em meio a real expectativa de desenvolvimento que se afigura para o Brasil, não está na capacidade do povo brasileiro de se adaptar às demandas futuras, presentes ou em atraso. Anos de sofrimento tornaram nosso povo modelo de resiliência e superação. Já demos tanta volta por cima que estamos aptos e bem treinados para dar saltos ainda maiores, desde que nos dêem condições para tanto!






Mas nem tudo está em nossas mãos, pois, embora decidamos quem vai legislar e governar, não controlamos seus atos. Nosso voto simples vira “voto de qualidade” em suas mãos, mas não necessariamente para atender aos anseios do povo. Assim, minha maior preocupação não é com a capacidade de nosso país evoluir cientifica, tecnológica e economicamente, mas com a postura da maioria de nossos políticos no que se refere à evolução moral e ética.






Ninguém nega a importância do voto, obrigatório ou não! Mas qual a qualidade desse voto para o povo? Em que medida, de fato, ele vale para mudar algo que não está bom?






Até que ponto certas decisões podem ser tomadas sem um referendo popular? Por que não nos é dado definir algumas coisas de suma importância, como obrigar nossos legisladores ao voto sempre aberto, nominal, para que saibamos se eles cumprem seus votos eleitorais? Por que a transformação de territórios em estados e, depois, sua mutilação em reservas não pode ser definida em plebiscitos?






Mas só podemos apresentar projetos populares - o que dá um enorme trabalho! – ou votar. Mas tem quem vote “em branco” ou nulo, como forma de protesto ou por estar votando e andando para as eleições. Mas nem sempre quem vota num candidato o faz por opção: muitas vezes o faz por falta de opção.






Mas, o pior é que muitos políticos acreditam que os votos que os elegem lhes conferem “carta branca”, inclusive para esquecer promessas de campanha; mas nunca crêem que uma vitória apertada seja um “cartão amarelo” e uma derrota, um “cartão vermelho”. Outros, só pensam nas suas “bases” como suporte, em tempos de eleição, que logo após voltam a ser mero assoalho.






O Brasil vai “bombar”, sim! Mas o fará ainda mais se seu povo tiver cada vez melhores condições de estudo, saúde e trabalho. O céu será o limite, então, quando não precisar mais de assistencialismos e exceções para aprender a ultrapassar cada obstáculo que lhe for apresentado ou imposto apenas por sua competência, mérito e solidariedade!






No entanto, essa condição ideal depende de uma nova consciência nacional e de cidadania, que exige igual comprometimento de quem planeja e dirige o destino do país!






O povo brasileiro quer e merece mais! E nossos políticos têm que respeitar esse desejo, expresso pelo voto, mais do que suas “tradições”, “lealdades” e “ideologias”! Têm que ser ativos e diligentes na concretização desse auspicioso futuro, e não apenas nos quadrienais discursos requentados, deixando os eleitores de joelhos ou “de quatro” nesse entremeio.














Adilson Luiz Gonçalves



Mestre em Educação



Escritor, Engenheiro, Professor Universitário e Compositor






Ouça textos do autor em: www.carosouvintes.org.br (Rádio Ativa)






Leia outros textos do autor e baixe gratuitamente os livros digitais: Sobre Almas e Pilhas e Dest Arte em: www.algbr.hpg.com.br






Conheça as músicas do autor em: br.youtube.com/adilson59






E-mails: algbr@ig.com.br e prof_adilson_luiz@yahoo.com.br

MAIS ARTE NA PUBLICIDADE...

Por: Nair Lúcia de Britto

É impressionante a falta de criatividade e de educação que existe em algumas publicidades veiculadas pela televisão.
Quando uma publicidade não se faz à base de uma gritaria infernal, que obriga o telespectador a tirar o som da televisão; apela-se para uma exposição exagerada de nádegas e pernas femininas que, presumo,
deve enjoar até os admiradores mais compulsivos... 

Só por curiosidade fiz uma pesquisa sobre o termo devassa, ultimamente muito ouvido na televisão. Significa pessoa corrupta, livre de qualquer peia moral, depravada, libidinosa, desregrada, sem qualquer escrúpulo,
libertina, licenciosa e por aí vai... Isso é nome que se dê a uma bebida?

Outra propaganda que repudio é a de um refrigerante.
Um garoto adolescente está sentado à mesa, na casa do amigo dele, e contempla com olhar lascivo e abobalhado a mãe desse mesmo amigo.
E, pior, esta, envaidecida, exibe-lhe o decote ousado.

Acho que a publicidade é um campo maravilhoso para criar uma arte com humor, música e beleza... ou que dê alguma informação útil ao telespectador. Por sua vez, as empresas deveriam também ter um olhar
mais crítico sobre o que estão patrocinando. Têm filmes que são uma lástima!  

Certa vez elogiei uma propaganda muito linda e inteligente do xampu Seda.
A cena interpretada com requinte era silenciosa; acompanhada de uma linda canção francesa. Não sei por quê, logo em seguida, tiraram a propaganda de cartaz!

Também discordo quanto à escolha dos protagonistas, que geralmente são pessoas famosas, bem-sucedidas em outras áreas e que, absolutamente, não precisam da publicidade para sobreviver... Quando existem tantos talentos brasileiros, no ramo artístico, que estão sem trabalho ou que não têm nenhuma oportunidade de aparecer!

Acho necessário um regulamento que proteja os atores que se dedicam à publicidade, abrindo um espaço que realmente lhes pertença e lhes amplie o campo de trabalho. Seria como o primeiro patamar na carreira dos atores até que pudessem alçar vôos mais altos...

Outro regulamento necessário é quanto ao teor não só na publicidade como em qualquer espetáculo que apenas deseduque e que nada tenha a ver com arte.

Afinal, deseducação não é nem nunca será liberdade de expressão!

domingo, 31 de outubro de 2010

Blog da Revista Virtual Partes: Sagrado Testamento Corpóreo de um Pós-Poeta, Silas...

Blog da Revista Virtual Partes: Sagrado Testamento Corpóreo de um Pós-Poeta, Silas...: "Sagrado Testamento Corpóreo de um Pós-Poeta Poeta Silas Correa Leite Quando eu morrer, quero deixar meu corpo todo, para, em meu nom..."

Sagrado Testamento Corpóreo de um Pós-Poeta, Silas Correa Leite




Sagrado Testamento Corpóreo de um Pós-Poeta



Poeta Silas Correa Leite


Quando eu morrer, quero deixar meu corpo todo, para, em meu nome, em nome do meu historial humanista de vida, fazer minhas últimas ações póstumas em defesa da ética, dos excluídos sociais, sempre protestando contra as riquezas impunes, os lucros injustos, as propriedades roubos, o cínico estado mínimo, e o câncer do neoliberalismo e suas privatarias, a globalização da miséria informal e o neoescravisno da terceirização amoral:

Vamos por Partes:

01)-Minha orelha esquerda deixarei para ser enviada ao Congresso Nacional Brasileiro, para ajudar que sejam ético-humanistas os ouvidores dos clamores das massas populares, já que o poder em nome do povo deve ser exercido, e assim possam customizar as leis para prover os Sem Teto, Sem Terra, Sem Trabalho e Sem Amor, os descamisados... mais as florestas e os povos das florestas;

02)-Meu olho esquerdo deverás ser enviado à ONU-Organização das Nações Unidas, para dizer que, mesmo depois de morto, feito uma metáfora de aviso, estou e estaremos de olho no trabalho oficial para que seja mais humanitária e menos reprodutora de injustiças dos países dominantes, do poderio financeiro e bélico deles, e criem efetivamente mecanismos de reprodução de riquezas e lutem contra oligarquias e monopólios que aumentam injustiça, geram a miséria e obtém lucros com a fome;

03)-Minha orelha direita deverá ser exposta no mais alto patamar de Itararé, minha aldeia natal, Santa Itararé das Artes, para ali poder ouvir, sentir e captar as vozes todas do ambiente, céus, rios, florestas, chuvas e espaços geofísicos naturais que me permitam estar simbolicamente atento ao clamor dos sentidos da vida em seu mais puro habitat humanizado;

04)-Meu fígado deverá ser embalado a vácuo e enviado ao bairro do Bixiga em Samparaguai, como um representante ético-humanista de boêmio pela própria natureza, e deverá assim estar sempre ao lado do que representa a vox populi da fauna notívaga e assim então poder ser acalentado pelas vozes dos artistas de rua, de bares e de tantos forfés em contentezas e prazeiranças da área etílica, pois, como disse o Chico Buarque de Hollanda, a seco, ninguém segura esse rojão;

05)-Meu coração de Andorinha será enterrado no Cemitério Lágrimas do Céu de Itararé, no mesmo túmulo de minha Mãe Eugenia, e ao lado dele brotarão flores de lágrimas, em memória de quem me deu a vida, e também em memória de meu pai Maestro Antenor que me deu inspiração, e também das pessoas que amei e partiram primeiro, e que me foram a razão de lutar, de ser e de sobreviver;

06)-Meu polegar esquerdo será enviado virado pra baixo, para as pessoas ou instituições que maltratarem animais, no sentido de expressar minha tristeza, meu protesto e meu gesto negativo contra todas as formas de deterioração de vida, inclusive da vida humana banalizada pelo consumo insano e dentro das infovias efêmeras a hipocrisia do ter valendo mais do que o Ser:

07)-Meu polegar direito deverá ser enviado à entidade, instituição, associação ou núcleo humanista que mais fizer em prol da vida, da defesa da vida, das causas sociais, da vida com compromisso ético e sócio-inclusivo, do humanismo enquanto defesa da liberdade, da democracia, da cultura para todos, pois a gente não só quer só comida, a gente quer prazer, diversão e arte como libertação;

08)-Meus pés serão transformados em ornamento, como um símbolo de busca de evolução, de aprimoramento espiritual, de sentido filosófico-existencialista ao verbo caminhar, pois somos, estamos e permanecemos, no sentido da grande busca que é a paz para todos, a provisão de luz para os espíritos viajosos carentes na espiritualidade do arco-íris atrás da estrada de tijolos amarelos, e contra todas as formas de opressão e mesmo do estado ineficaz em dezelo público;

09)-Meu dedo indicador será apontado contra as potências que fazem dos armamentos as piores formas de opressão, de domínio, buscando poder com sangue, destruindo vidas humanas em favor de estados bélicos, e será sempre inquisidor em sentido da busca pela paz no mundo, paz com justiça e pão, paz com justa distribuição de renda, paz em que não haja mais fronteiras, bandeiras, estados de guerra, como muito bem cantou John Lennon;

10)-Minha pele de Itarareense boêmio pela própria natureza, será transformada em produtos de couro, para num sentido lembrar sempre ao mundo que a pele de todos os animais ou do próprio ser humano são a mesma coisa; devemos preservar todas as vidas no planeta terra, em nome de uma sobrevivência conciliadora como o sonho de Shangri-lá, de Pasárgada ou de uma Jerusalém Celeste, em que o leão paste com o cordeiro, todas as vozes se unam, sejamos todos irmãos e todos por todo, na alegria e na tristeza;

11)-Dos meus ossos então finalmente queimados serão feitos cinzas, em memória de Luther King, de Gandhi, de Maiakovski e de outros mitos que foram mortos ou se mataram por causa da fé, pela loucura de compreender e humanizar a vida como um todo; contra a opressão de qualquer tipo ou em nome de Deus, religião ou situação emergencial, e para que todos saibam que somos todos iguais, voltaremos ao pó, e em memória dos que cantaram o amor ao próximo, o amor à vida, ou à arte, e assim finalmente ficarão minhas cinzas para comporem o sagrado corpo de terra, a serem atiradas na curva do Rio Itararé, o rio que banha a minha aldeia-ninhal, o mais belo rio que banha o meu berçário-raiz;

12)-Meus cadernos de rascunhos, já perto de mil, quantos forem à época de minha travessia, deverão ser doados ao núcleo de filosofia ou de letras da USP-Universidade de São Paulo, para estudos, pesquisas, acertos, tentas edições possíveis e abertas, e todos os proventos de percurso, além de sustentarem uma fundação cultural de Itararé, Cidade Poema, terão seus direitos reservados para serem providos a instrumentalizações de inclusão social, defesa da vida, do meio ambiente, da auto-sustentabilidade que essa instituição precisa e deve em meu nome e historial representar;

13)-Meus restos, por fim, o que restar ao final de tudo, nessa empreita, plantem em vasos de flores e deixem pelas ruas de cacau quebrado de Itararé, terra-mãe, meu reino encantado, para que um aqui e um ali, leve para si, para seu canto, para seu lar, para o seu sonho, as pétalas de meu lado sentidor, proseador, meu lado sobrevivente, porque, afinal de tudo, apesar de tudo, a maior vingança é ser feliz, e só somos felizes mesmo quando todos possam ter o que comer, haja justiça transparente e o direito de protestar contra tudo e contra todos seja sagrado, pois, afinal, já disse o poeta, o importante é que a emoção sobreviva, e o amor é comunitário e serviçal.

E tenho dito – está escrito: Maktub

– Itararé/Sampa/31/10/2010


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Poeta Silas Correa Leite - E-mail:
poesilas@terra.com.br - Site
www.portas-lapsos.zip.net

sábado, 30 de outubro de 2010

Vitrine do Giba: Drummond, 108.

Vitrine do Giba: Drummond, 108.: "Amanhã, quando os brasileiros irão às urnas, você, mineirinho, completará 108 anos, justo tú que quando nasceu 'um anjo torto desses que viv..."

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Livro todo dia

Rosely Boschini*


No Dia do Livro, comemoramos o crescimento
do hábito de leitura no cotidiano dos brasileiros.

Há 199 anos, mais exatamente em 29 de outubro de 1810, quando a Corte portuguesa encontrava-se no Brasil protegida da guerra imperialista de Napoleão Bonaparte, registrou-se a transferência da Real Biblioteca para o Rio de Janeiro. Nosso país nunca mais foi o mesmo, pois os livros têm o poder de mudar a história, ao preservar memórias, transmitir conhecimento, formar consciências e garantir aos cidadãos o direito essencial da liberdade de expressão, pensamento e da formação de juízo de valores.
Contribuiu para a difusão da leitura no então Vice-Reino, o nascimento da indústria gráfica, surgida em 1808, também na Cidade Maravilhosa, com a instalação da Imprensa Régia. Repetiu-se no Brasil fenômeno semelhante ao que se observara cerca de 350 anos antes, na Europa, quando o alemão Gutenberg criou os tipos móveis e passou a imprimir. O primeiro trabalho que saiu de seus prelos foi uma Bíblia. Um dos exemplares originais, aliás, encontra-se no acervo da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, aquela mesma que um dia recebeu as coleções da família real, compostas por 60 mil peças, entre livros, manuscritos e mapas.
Para se ter idéia da capacidade transformadora da leitura, por volta de 1450, o Velho Continente tinha cerca de 50 milhões de habitantes, dos quais apenas oito milhões alfabetizados. A transformação do livro de privilégio em algo mais acessível, propiciada pela impressão mecânica, multiplicou por três, em poucos anos, o número de europeus que sabiam ler e escrever.
Por isso, é importante comemorar com ênfase cada aniversário da chegada da Biblioteca Real ao Brasil. A data, 29 de outubro, foi oficializada como o Dia Nacional do Livro. Atualmente, nosso país produz 386,4 milhões de exemplares anuais (pesquisa “Produção e Vendas do Mercado Editorial Brasileiro 2009”, realizada pela Fipe/USP, para a CBL e o SNEL). O estudo, que também aponta significativa queda de preços, evidencia os esforços das editoras, livrarias, distribuidores e do segmento de venda porta-a-porta para que a leitura seja cada vez mais parceira do desenvolvimento.
       Há, ainda, duas iniciativas emblemáticas da CBL que apresentam consistente resultado no tocante à disseminação do livro: a Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Este ano, em sua 21ª edição, tivemos a presença de 743 mil pessoas. A resposta dos visitantes ao empenho em prol do estímulo ao hábito de leitura foi estimulante, pois, segundo o Instituto Datafolha, 80% dos presentes compraram livros na feira; e o Prêmio Jabuti. Este, criado em 1959, chegou em 2010 à 52ª edição e, mais uma vez, como já ocorrera em 2009, estabeleceu novo recorde absoluto de participação, com 2.867 inscrições.    
         Não menos importantes são as ações de divulgação do mercado editorial brasileiro no exterior. Este ano, com apoio do convênio Brazilian Publishers, firmado pela Apex-Brasil e a CBL, a participação brasileira na Feira do Livro de Frankfurt, a mais importante do mercado editorial do mundo, teve grande visibilidade e resultou na venda de direitos autorais no valor de 550 mil dólares. No âmbito institucional, neste evento a Câmara firmou acordo com Frankfurter Buchmesse (organizadora da Feira de Frankfurt), para que o Brasil seja o País tema em 2013.
São prioritários, ainda, programas capazes de facilitar o acesso ao livro pelas crianças e jovens matriculados na rede pública de ensino. Nesse sentido, além da ampliação das ações federais (como o Programa Nacional do Livro Didático — PNLD e Programa Nacional Biblioteca da Escola), são necessárias mais iniciativas conjuntas entre União, estados e municípios e a iniciativa privada. Exemplo bem-sucedido da viabilidade desse objetivo é o projeto Minha Biblioteca, iniciado em 2007 na cidade de São Paulo, com forte apoio e participação da CBL.
Ainda é imenso o desafio relativo à meta de converter o Brasil num país de leitores e, portanto, mais desenvolvido, livre e justo! No entanto, os avanços verificados no âmbito dessa meta nos permitem afirmar, sem dúvida, que o livro, não só em 29 de outubro, já é presença marcante no dia a dia dos brasileiros.

*Rosely Boschini é presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

CEDECA RJ lança cartilha de educação política para adolescentes com participação do cientista político Jairo Nicolau

  Publicação “Quem cuida… da minha cidade? do meu estado? do meu país?” explica, em linguagem acessível, o funcionamento dos cargos político...