sábado, 9 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFSCar recebe inscrições em processo seletivo
O PPGS atua em três linhas de pesquisa, "Cultura, Diferenças e Desigualdades", "Estrutura Social, Poder e Mobilidades" e "Urbanização, ruralidades, desenvolvimento e sustentabilidade ambiental". Para o curso de mestrado, o candidato será submetido a uma prova sobre a teoria sociológica, análise do projeto de pesquisa e exame oral sobre o currículo, histórico e projeto de pesquisa. Para o curso de doutorado, serão avaliados o projeto de pesquisa, a proficiência em idioma estrangeiro e avaliação oral do currículo, histórico e projeto do candidato.
As inscrições podem ser feitas, pessoalmente, na Secretaria do PPGS, instalada no Departamento de Sociologia, localizado na área Sul do campus São Carlos, ou pelo Correio. A relação dos documentos necessários e outras informações sobre a seleção podem ser conferidas no site do PPGS, em www.ppgs.ufscar.br. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 3351-8673 ou pelo e-mail ppgs@ufscar.br.
São Carlos sedia neste mês o XI Encontro Regional de Ensino de Astronomia
O objetivo do evento é promover a melhoria no ensino da Astronomia por meio da abordagem de diferentes conteúdos e métodos, além de proporcionar a discussão educacional relacionada ao tema e à sistematização da produção na área. Serão realizadas palestras, oficinas, mesa-redonda e sessões de observação do céu. A programação completa está disponível no endereço www.erea.ufscar.br.
Os EREAs foram concebidos em 2009, durante o Ano Internacional da Astronomia (AIA). As escolas que tiverem professores participando do evento recebem um Galileoscópio, uma cópia de baixo custo do instrumento usado por Galileu há 400 anos, com objetivo de descobrir as crateras da Lua, as fases de Vênus, os satélites de Júpiter, e os anéis de Saturno. O exemplar do equipamento será doado se os educadores comparecerem à oficina especial sobre montagem e uso do Galileoscópio, que será ministrada pelo professor João Batista Garcia Canalle, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). As inscrições podem ser efetuadas somente pelo site do XI EREA, no endereço www.erea.ufscar.br. Mais informações pelo e-mail xierea@gmail.com ou pelo telefone (16) 3351-9795.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Dia das Crianças com Teatro de Mamulengos
Dia das Crianças com Teatro de Mamulengos
Cultura nordestina ajuda crianças na compreensão
de conceitos básicos para a defesa do meio-ambiente.
Levar conceitos básicos da defesa do meio-ambiente para as crianças é a proposta da peça, que utiliza elementos ricos em fantasia para conduzir de forma lúdica a história contada por mamulengos. Personagens da cultura nordestina, elementos do folclore brasileiro – com destaque para a "Bruxinha do Sertão" -, e animais da nossa fauna participam dos três atos que compõem o espetáculo teatral, dirigido por Marli Doroti, produzido por Bosco Maciel (responsável também pelas músicas) e interpretado por Antônio Carlos e José Carlos.
Com indicação livre, a peça tem duração prevista de 50 minutos O evento é gratuito. Vale lembrar que a entrada na BSP é feita mediante apresentação das carteirinhas de visitante ou usuário, que podem ser solicitadas na recepção.
Serviço
Teatro de cordel com mamulengos
Dias 12 e 24 de outubro, às 11h
Biblioteca de São Paulo
Parque da Juventude
Av. Cruzeiro do Sul, 2630 – Santana – São Paulo (SP)
Tel.: (11) 2089-0800
Site: www.bibliotecadesaopaulo.org.br
Blog: www.bibliotecadesaopaulo.blogspot.com
Twitter: www.twitter.com/spbiblioteca
Poemas cantados para crianças
| Poemas cantados para crianças |
| SescTV presta homenagem as crianças com o especial infantil "Crianças Crionças", que no dia 13 de outubro, às 22h |
| Poemas transformados em delicadas canções, projeções de animações e performances lúdicas compõem o Especial Musical Crianças Crionças - com direção geral para TV de Rodrigo Giannetto. No repertório, músicas do CD homônimo, gravado pelo Selo Sesc, com melodias destinadas ao público infantil. Com interpretações e arranjos do compositor e produtor Cid Campos, que também é diretor musical do espetáculo, algumas dessas canções são traduções dos poemas dos ingleses Edward Lear e Lewis Carroll, autor de "Alice no País das Maravilhas", em versões do poeta Augusto de Campos. Também são musicados poemas de Augusto e Haroldo de Campos, Paulo Leminski, Luis Turiba e Walter Silveira.
O projeto Crianças Crionças - que resultou em CD gravado pelo Selo Sesc e no espetáculo que o SescTV exibe no dia 13 de outubro, às 22h -, nasceu quando Augusto percebeu a facilidade de Cid em musicar os seus poemas, tornando-os comunicativos. Nessa época, fizeram juntos uma canção para o primeiro CD do "Palavra Cantada", em 1994, trabalho dos músicos Paulo Tatit e Sandra Peres, com participação de diversos compositores. A concepção da música instigou em Cid o desejo de criar um projeto destinado às crianças e, mais tarde, ele idealizou o Crianças Crionças.
Gravado ao vivo em dezembro de 2009, no Sesc Santana, capital paulista, o Especial Musical Crionças Crianças apresenta composições como: De Ninar, de Cid Campos e Augusto de Campos; A Pata e o Canguru, versão de Augusto de Campos; Garça, de Cid Campos e Walter Silveira; A Lua no Cinema, de Cid Campos e Paulo Leminski; Poema - Cauda, de Cid Campos e Lewis Carroll, versão de Augusto de Campos; A Mesa e a Cadeira, de Cid Campos e Edward Lear; e Canção da Falsa Tartaruga, versão de Augusto de Campos.
Elementos cênicos são agregados ao espetáculo através de performances lúdicas encenadas pelo ator Carlos Cesare.
SERVIÇO:
ESPECIAL MUSICAL Crianças Crionças Inédito: 13/12/ às 22h Classificação Indicativa: Livre Reapresentações: 14/10, às 16h; 15/10, às 10h; 16/10, às 19h; 17/10, às 16h e 23h
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| PARA SINTONIZAR O SESCTV Canal 3, da Sky. Nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro Canal 137, da NET Digital Siga o SescTV no twitter: http://twitter.com/sesctv
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Com a palavra os Candidatos...
domingo, 3 de outubro de 2010
Romance Zero de Ignacio de Loyola Brandão - 35 Anos de Nós Mesmos?

“É necessário estar sempre bêbado
para não sentir o fardo horrível do
tempo, que abate e faz pender à terra.
É preciso que nos embriaguemos sem cessar,
mas, de quê? De vinho, de poesia, ou de virtudes.
Como acharmos melhor, contanto que nos embriaguemos.
(Baudelaire)
Eu ainda mal-e-mal me exilando de Santa Itararé das Artes, interior de Sampa (hoje o falido estado todo um Samparaguai de tantos pinóquios de chuchus) estando ainda saindo da fase do guri que amava os Beatles e Tonico e Tinoco, quando literalmente me caiu de vereda nas mãos o diferenciado livro “Zero” do Ignácio Loyola Brandão que me embriagou, quando eu já me gabava de, rebelde sem causa com calca rancheira, ter o proibido “Livro Vermelho de Mao”, como quase sempre consegui ter & ler os proibidos, os malditos, os contestadores, que na verdade eram enormemente interessantes trabalhos literários de peso, de vanguarda, marcos literários deste nosso Brazyl S/A de muito ouro e pouco pão. Sim, meus irmãos, a vida violentou o muro mas também iluminou cabeças e Ignacio de Loyola Brandão clarificou a literatura desde então. O silêncio vem das bocas?. O romance Zero foi eleito um dos melhores romances do Século XX pela Revista Manchete. Já pensou a lucidez que mora nos desfechos? Viver em Sampa nunca foi só abanar o rabo.
De lá pra cá o Ignácio de Loyola Brandão tornou-se verdadeiramente o melhor nome da literatura brasileira, embriagando seus leitores, surpreendendo, novidadeiro, e o livro Zero virou lenda, e, acima de tudo uma espécie marcante de literatura brasileira pela visão, arrojo, lucidez criacional e obra fora de série com Grandes Sertões Veredas, Dom Casmurro, Incidente em Antares, só para citar alguns. O guri de Araraquara que tinha palavras para agitar colegas desde o primário, tinha loucamente antenado escrito um clássico histórico em plena treva ditatorial, do caos nascendo a luz. E nunca houve um outro trabalho igual o Zero. Escrito nos Anos 60 em que o país sofria o cravo do que Millôr Fernandes sabiamente rotulou de a Canalha de 64, o livro inteligentemente descreve de diversas maneiras, inclusive intertextuais, diferenciadas, experimentais com visão, o que foram os nossos tenebrosos anos de chumbo. A primeira edição foi publicada na Itália em 1974 e somente no ano seguinte saiu no Brasil. Em julho de 1976 recebeu da Fundação Cultural do Distrito Federal o prêmio de Melhor Ficção. Em seguida foi censurado pelo Ministério da Justiça e sua venda proibida em todo o território nacional por ser considerado um atentado à moral e aos bons costumes. Sua proibição, no entanto, fomentou entreveros, críticas, repercussões éticas, discórdias datadas contra o regime de arbítrio, resistências paisanas, permitindo um suporte para a apurada reação de escritores, quando artistas e intelectuais começaram a se manifestar contra a ditadura militar. “O artista é testemunha de seu tempo, de sua sociedade com tudo que ela tem de coisas boas e ruins. Principalmente ruins. Ele não pode cancelar uma realidade sob o pretexto que essa realidade é inoportuna ou desagradável”, assim se manifestou a escritora Lygia Fagundes Telles, uma das cabeças pensantes do grupo, num ato público em 1977 promovido pelo semanário Aqui São Paulo, do jornalista Samuel Wainer. Em 1979 finalmente o livro ZERO foi liberado pela censura e desde então, 12 edições foram vendidas no Brasil, além das traduções para o alemão, coreano, espanhol, húngaro, inglês e italiano. Ainda hoje, quase 35 anos depois, Zero continua atual, brilhante, feito um visionário vídeoclipe literário, surpreendendo os que buscam o que há de melhor de nossa literatura humanizada. Ignácio de Loyola Brandão é jornalista e escritor, já tendo publicado mais de vinte livros, mas ZERO que deve ser relançado agora em edição especial, como o marco de sua trajetória de escritor sensível, as vezes irônico mas sempre antenado com esta Sampa que cresce mal-e-mal quatro por cento, quando o Brasil (fora de SP), cresce muito mais, apesar da propaganda enganosa do governo de sp que diz que São Paulo está cada vez melhor, feito uma piada ordinária de mau gosto, com o professor paulista-paulistano, por exemplo, ganhando trinta por cento a menos do que o professor do Piauí. Ignácio de Loyola Brandão, a bem dizer, virou uma espécie assim de porta-voz dos que ainda pensam, sentem, criam, frente ao cinismo político o seu modelito neoliberal que incrementa as prizatizações-roubos (privatarias amorais sem auditoria) e a própria terceirização neoescravista em antros, máfias e quadrilhas que abundam em SP.
O processo de criação de "Zero" durou nove anos, entre 1964 e 1973, justamente um dos períodos mais truculentos do regime militar brasileiro que foi uma tragédia histórica e cujo preço social pagamos até hoje. Ignácio Loyola Brandão disse: "A obra trata das crueldades da ditadura, mas de forma metafórica, literária". Ignácio Loyola Brandão sentiu na pele as agruras da funesta ditadura. Trabalhando no jornal paulista Última Hora, o escritor enfrentou problemas com a censura dentro da redação. "Fui guardando as matérias censuradas, pensando em escrever um romance de amor. Sem querer, estava nascendo o 'Zero'", contou.
A obra surgiu inicialmente como uma série de fragmentos intertextuais sobre uma grande metrópole sob o peso do medo de uma caterva reacionária. Com o Ignácio Loyola Brandão notou que se tratava de um romance, logo deu estrutura ao trabalho de peso e criou um elo de ligação: o casal José e Rosa, que atravessava todas as histórias. "Zero" foi censurado pela ditadura brasileira mas teve sua primeira edição publicada na Itália. "Quando terminei o trabalho, nenhuma editora brasileira ousou publicá-lo. Passei por onze editoras e todas recusaram. Fui ficando angustiado".
Hoje, o escritor colhe o fruto de seu importante trabalho, faz sucesso com merecimento, faz palestras, congressos, debates, com o que embriaga com a sua coragem-lucidez e sua obra maior continua sendo lida e relançada em idiomas, que variam do alemão ao coreano, dando suporte significativo à sua carreira, uma das melhores cabeças pensantes atual. Além de "Zero", o brilhante Ignácio Loyola Brandão também é autor de outras obras de alto nível como "Não Verás País Nenhum", "O Ganhador", "O Anjo do Adeus", "Veia Bailarina e Anônimo Célebre", no seu realismo feroz, segundo o crítico Antonio Cândido.
O menino que vendia palavras na escola primária, agora se regala com o manejo delas, colaborando com jornais brasileiros, escrevendo seus livros, pondo sua veia para bailar prosas de alto nível. Do Zero ao infinito? Pois Inácio tem a cara, a coragem e o talento daqueles que enxergam longe, dão testemunho de seu tempo (e agruras de seu tempo), escrevendo crônicas que ilustram as páginas dos jornais brasileiros, clarificando corações e mentes.
35 Anos de ZERO, um épico neorelista extraordinariamente contemporâneo e atual, moderno e contundente ainda, e que também e por isso mesmo continua a nossa cara, o jeito de nós mesmos, a cara de São Paulo indo pra trás, contra a cara do Brasil saindo do ostracismo em âmbito mundial, os podres poderes que hoje estão na economia e em parte da mídia comprometida com agiotas do capital estrangeiro, para não dizer de Sampa cada vez mais “da força que ergue e destrói coisas belas” (Caetano Veloso), modelito tupiniquim de corrupção generalizada e impunidade tucano-liberal-do-DEMO exportado para o resto do país.
Ubiratan Brasil diz do clássico Romance Zero “A obra é especial para Ignácio de Loyola Brandão(...) Há de fato uma transgressão, mas não apenas no conteúdo como também na forma. É um fantástico jogo intelectual, com a ficção se confundindo com a realidade em meio a colagens de desenhos unidos por frases sem pontuação”.
Mas Sampa, paradoxalmente sobrevive e emerge entre o céu e o inferno, é um afrolatino estágio, ou luso-tupídico caldeirão lítero-cultural que também exporta Ignácio de Loyola Brandão contextualizando prismas letrais dessa louca megalópole que, como diz Tom Zé, “amodeio”.
Zero a Zero? 35 Anos de Nós mesmos é para se comemorar com Zero e com o Ignacio Loyola Brandão que anda mais criativo do que nunca, em alto astral, em paz com a consciência da vida, e deveria ter, isto sim, um congresso lítero-cultural só em homenagem a ele, chamando os nativos pro debate, pro forfé letral de um ZERO que passados trinta e cinco anos ainda é Nota Dez com louvor.
Murilo Mendes dizia que tinha de dar de comer ao poema. Pois Ignacio de Loyola Brandão dá de comer à ficção que escreve com sangue, suor, lágrimas, humor, musica e invencionices letrais de muito bom gosto.
Bebamos a isso!
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Silas Correa Leite, Jornalista Comunitário, Teórico da Educação, Conselheiro em Direitos Humanos – Santa Itararé das Letras-SP
Autor de CAMPO DE TRIGO COM CORVOS, Contos, Editora Design e Porta-Lapsos, Poemas, Editora All-Print - Blogue premiado do UOL: www.portas-lapsos.zip.net
E-mail: poesilas@terra.com.br
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