quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Num "Pixar" de olhos

Tenho andado meio tenso, por conta de alguns problemas que poderiam ser facilmente resolvidos, mas que dependem da boa vontade de terceiros. A saúde sofreu reflexos com isso e a motivação para escrever também. Não conseguia produzir uma linha sequer, talvez porque, como só escrevo o que sinto, não expressaria nada “edificante”.
Nessas horas é que eu dou ainda mais valor a minha mulher e meu filho!
E por falar em filho, eu estava em meio a uma batelada de exames clínicos, quando ele, cinéfilo como eu, sugeriu, para me distrair, que assistíssemos “UP ALTAS AVENTURAS” (Up, EUA, 2009).

Filme infantil? Não, nenhum filme da Pixar é infantil: todos são para públicos do ventre materno à eternidade!
Outra marca desse fantástico estúdio é que todas as suas produções são obras-primas visuais e de roteiros, mesmo quando não se diz uma única palavra, como é o caso dos curtas iniciais: filmes-mudos modernos!
Fomos à primeira seção vespertina, na esperança de encontrar um ambiente isento dos incômodos que eu, por mais que tente evitar, “atraio”.
Momentos de tensão: havia uma fila de crianças de três a quatro anos de idade, acompanhadas de “tias”! Até aí, nada a fazer, pois o filme era livre e crianças dessa idade ainda não têm noção de como comportar-se em público. Para minimizar eventuais problemas, sentamos na penúltima fileira, a uma distância “segura”.

As luzes se apagaram e a projeção dos “trailers” começou... Surpresa: a partir daí as crianças tiveram comportamento exemplar! Mas, de repente, em meio à escuridão, uma massa indefinida e rumorosa galgou as escadas, assustadoramente em nossa direção...
Comecei a rezar para todos os santos, mas não teve jeito: o grupo de adolescentes, de uns dezesseis anos, com a sala praticamente vazia, resolveu sentar bem atrás de nós...
Quando o filme começou, no entanto, a maioria deles passou a assisti-lo: aquilo que normalmente se faz num cinema. Mas a alegria durou pouco... Dois deles, um rapaz e uma moça, resolveram mostrar suas “qualidades” sociais, logo atrás de quem?

Pois é... Ele devia se achar engraçado imitando a toda hora o “Freddy Mercury Prateado”; ela, literalmente, só falava m... Para piorar, a donzela apoiava os pés na minha poltrona, sacudindo-a repetidamente.
Como um dos exames que eu faria no dia seguinte exigia que eu evitasse estresse, e eles não se contiveram nem com indiretas, precisei mudar de lugar para, assim, poder apreciar melhor esse fantástico filme, perfeito em detalhes e magnificamente dublado, principalmente por Chico Anísio, que emprestou sua voz ao personagem principal.

Mais uma vez, a Pixar se superou! Contou uma estória que vai da infância à idade avançada, sem envelhecer. Comoveu e fez rir com e no tempo preciso. Nos fez sonhar e pensar no mesmo sonho, na mesma aventura vertiginosa, com uma trama perfeita.
Os filmes da Pixar, por seus personagens e roteiros, passam a impressão de que seus profissionais, além de extremamente competentes, devem ser pessoas muito legais!
Vale assistir mais de uma vez, mesmo que os inevitáveis chatos, de plantão ou rodízio, teimem em atrapalhar... Num “pixar” de olhos, você estará totalmente envolvido!

Um novo olhar

Apesar de experiências ditas pré-históricas a fotografia mesmo surgiu no verão de 1826, na França, através do inventor e litógrafo francês Joseph Nicéphore Niépce e dois anos depois com Louis Daguerre, de Paris, que mostrou seu interesse em gravar imagens. Em 1829, tornaram-se sócios, mas Niépce morre em 1833.
Em 7 de janeiro de 1839, Louis Daguerre comunica à Academia Francesa de Ciências um processo que originava as fotografias ou os daguerreótipos que eram imagens impressas em lâminas de vidro, sendo que alguns exemplares delas podem ser vistos no Museu Bi Moreira, em Lavras.
Começou então o grande sucesso da fotografia que tornou-se uma teconologia em ascensão.
Homens estranhos, com verdadeiras trapizongas nos ombros começaram a registrar imagens, a princípio no ar livre e logo a seguir em estúdios improvisados, utilizando-se da iluminação de magnésio.
Até então a fotografia era considerada por muitos uma atividade ligada a magia, capaz de apreender a alma das pessoas e muitos se opunham a se expor as lentes primitivas.
Mas foi em 1988 que o norte-americano George Eastman deu um caráter industrial ao invento e popularizou a fotografia com a câmera Kodak., leve e fácil de usar. Com a vantagem de poderem as fotos serem processadas em um laboratório profissional.
Como o sistema era muito eficiente o homem passava a contar com uma visão própria das coisas do mundo, independente da interpretação do estilo dos pintores.
No final da década de 50, minha irmã Sueli conseguiu seu primeiro emprego e surgiu em nossa casa com um caixotinho, uma máquina fotográfica Kapsa, de fabricação brasileira, mas bem eficiente. que lhe permitiu formar álbuns de flagrantes de sua juventude. E me deixar cada vez mais curioso com os mistérios da fotografia.
Aos poucos fui entendendo que aqueles aparelhos maravilhosos, as câmeras Pentax, Canon, Nikon e outras que eram nosso objeto de desejo podiam além de registrar momentos únicos, ser capazes de permitir várias interpretações do cotidiano.
Foi o tempo de admirar e estudar as composições do francês Henry Cartier-Bresson, que criou paulatinamente uma nova linguagem.
Depois disso enfrentei a fase da necessidade de conhecer todas as técnicas de laboratório e os melhores equipamentos.
E uma visão estética de tudo que se poderia fotografar.
Junto com Maurício Andrés Ribeiros, um talentoso fotografo, e outros amigos acabei evoluindo para o cinema, a imagem em movimento.
Mas a evolução tecnológica e industrial não para e com o desenvolvimento da eletrônica surgiu a fotografia digital.
E como era um método seguro, sem muitos detalhes, barato, de captar imagens acabou banalizando-se.
Hoje eu que me recusei a participar dessa mania globalizada capitulei e ando por todos os cantos com uma maquininha digital que resolve meus problemas imediatos.
Porém não abandonei as idéias de Henry Cartier-Bresson:
"A fotografia por si só não me interessa, mas a reportagem sim, a comunicação entre o mundo e o homem com este instrumento maravilhoso do tamanho da mão que nos faz passar desapercebidos. E assim participamos. É uma dança entende? É uma grande alegria fotografar assim".
Pois é preciso sempre lançar um novo olhar em derredor de nós e esquecer de nossos umbigos...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Artigo/ Comemoração e compromisso no Dia Nacional do Livro, por Rosely Boschini


 Comemoração e compromisso

no Dia Nacional do Livro

                                                                   Rosely Boschini*

Há 199 anos, mais exatamente em 29 de outubro de 1810, quando a Corte portuguesa encontrava-se no Brasil protegida da guerra imperialista de Napoleão Bonaparte, registrou-se a transferência da Real Biblioteca para o Rio de Janeiro. Nosso país nunca mais foi o mesmo, pois os livros têm o poder de mudar a história, ao preservar memórias, transmitir conhecimento, formar consciências e garantir aos cidadãos o direito essencial da liberdade de expressão, pensamento e da formação de juízo de valores.
Contribuiu para a difusão da leitura no então Vice-Reino, o nascimento da indústria gráfica, surgida em 1808, também na Cidade Maravilhosa, com a instalação da Imprensa Régia. Repetiu-se no Brasil fenômeno semelhante ao que se observara cerca de 350 anos antes, na Europa, quando o alemão Gutenberg criou os tipos móveis e passou a imprimir. O primeiro trabalho que saiu de seus prelos foi uma Bíblia. Um dos exemplares originais, aliás, encontra-se no acervo da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, aquela mesma que um dia recebeu as coleções da família real, compostas por 60 mil peças, entre livros, manuscritos e mapas.
Para se ter idéia da capacidade transformadora da leitura, por volta de 1450, o Velho Continente tinha cerca de 50 milhões de habitantes, dos quais apenas oito milhões alfabetizados. A transformação do livro de privilégio em algo mais acessível, propiciada pela impressão mecânica, multiplicou por três, em poucos anos, o número de europeus que sabiam ler e escrever.
Por isso, é importante comemorar com ênfase cada aniversário da chegada da Biblioteca Real ao Brasil. A data, 29 de outubro, foi oficializada como o Dia Nacional do Livro. Atualmente, nosso país produz 340,2 milhões de exemplares anuais (pesquisa "Produção e Vendas do Mercado Editorial Brasileiro 2008", realizada pela Fipe/USP, para a CBL e o SNEL). No período de 2006 e 2008, foram lançados aproximadamente 57 mil novos títulos e impressos mais de um bilhão de exemplares. O estudo, que também aponta significativa queda de preços, evidencia os esforços das editoras, livrarias, distribuidores e do segmento de venda porta-a-porta para que a leitura seja cada vez mais parceira do desenvolvimento.
Outro exemplo desse empenho é o fato de as entidades do setor terem acabado de formalizar entendimento com o Ministério da Cultura para a criação do Fundo Pró-Livro. O mercado editorial, cumprindo compromisso assumido há quatro anos, destinará um por cento de seu faturamento a essa finalidade. A contribuição do setor privado à meta de estimular a leitura também está expressa na qualidade. Nesse sentido, as iniciativas do setor livreiro estão ancoradas em consistente trabalho de pesquisa, realizado pelo Ibope Inteligência, por solicitação do Instituto Pró-Livro, criado pela CBL, SNEL e Abrelivros. O principal estudo — "Retratos da Leitura no Brasil" — permite dimensionar o mercado. Delineia necessidades e demandas e aponta caminhos e soluções eficazes para que mais pessoas leiam.
       Há, ainda, duas iniciativas da CBL que apresentam consistente resultado: a Bienal Internacional do Livro de São Paulo e o Prêmio Jabuti. Este, criado em 1959, chegou em 2009 à 51ª edição, contemplando 21 categorias e atingindo número recorde de inscrições, com 2.574 obras. Não menos importantes são as ações de divulgação do mercado editorial brasileiro no exterior. Em 2009, com apoio do convênio Brazilian Publishers, firmado pela Apex-Brasil e a CBL, a participação brasileira na Feira do Livro de Frankfurt, a mais importante do mercado editorial do mundo, teve mais visibilidade. No âmbito institucional, neste evento a Câmara firmou significativo acordo com Frankfurter Buchmesse (organizadora da Feira de Frankfurt) que visa à realização de atividades centradas no desenvolvimento da cadeia produtiva do livro no Brasil.
São prioritários, ainda, programas capazes de facilitar o acesso ao livro pelas crianças e jovens matriculados na rede pública de ensino. Nesse sentido, além da ampliação das ações federais (como o Programa Nacional do Livro Didático — PNLD e Programa Nacional Biblioteca da Escola), são necessárias mais iniciativas conjuntas entre União, estados e municípios e a iniciativa privada. Exemplo bem-sucedido da viabilidade desse objetivo é o projeto Minha Biblioteca, iniciado em 2007 na cidade de São Paulo, com forte apoio e participação da CBL.
Há, portanto, boas razões para se comemorar o Dia Nacional do Livro neste 29 de outubro. Porém, ainda é imenso o desafio relativo à meta de converter o Brasil num país de leitores e, portanto, mais desenvolvido, livre e justo! Como "a vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal" (Machado de Assis), é preciso reiterar a cada manhã o compromisso de outorgar a todo brasileiro o direito de repetir a instigante frase de Clarice Lispector: "A palavra é o meu domínio sobre o mundo".

*Rosely Boschini é presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Memorial do Imigrante apresenta exposição especial sobre a França

Memorial do Imigrante apresenta exposição especial sobre a França
Evento integra calendário oficial do Ano da França no Brasil e fica em cartaz até 15 de novembro

Por sua condição geográfica privilegiada na Europa por e seu passado como potência colonial, a França é um país de trajetória secular na questão da imigração. Por esse fator e em ocasião do Ano da França no Brasil, o Memorial do Imigrante, em São Paulo, apresenta, até o dia 15 de novembro, a exposição “A Imigração na França: Pontos de Referência”.

A exposição, que na França se intitulou “Repères” (“Referências”) foi criada e instalada na Cité Nationale d’Historie de l’Immigration e tem como objetivo divulgar e reconhecer a história da imigração na França a partir do século XIX sob a visão da arte contemporânea. Ao total, o Memorial disponibiliza uma área de 1.100 m² dividida em oito capítulos, em um percurso temático que conta histórias individuais e que envolveram toda a sociedade francesa.

“Para que essa exposição fosse viabilizada, o Ano da França no Brasil foi fundamental. Quando decidimos participar do calendário oficial, pensamos inicialmente em construir uma exposição sobre a presença francesa em São Paulo. Mas como tínhamos excelentes contatos com a Cité Nationale d’Histoire, eles nos ofereceram essa exposição. Apoiamos a idéia não só pelo fato de ela tratar da imigração de uma forma mais artística, mas por ser um país que vive atualmente um problema sério em relação a esse tema”, afirmou a coordenadora de projetos do Memorial, Soraya Moura.

A exposição “A imigração na França: Pontos de Referência”é organizada pela Associação de Amigos do Memorial do Imigrante e pela Cité Nationale d’Histoire de l’Immigration. Conta com o apoio de Accor, Air France, Areva, Caixa Seguros, CNP, Dassault, EADS, GDF-Suez, Alstom, Lafarge, PSA Peugeot Citroën, Renault, CCFB, Saint-Gobain, Safran, DCNS, Thales, Vallourec, Governo Federal do Brasil e República Francesa.

Os patrocinadores do Ano da França no Brasil ( http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/
) são:

Comitê de patrocinadores franceses:
Accor, Air France, Alstom, Areva, Caixa Seguros, CNP Assurance, Câmara de Comércio França-Brasil, Dassault, DCNS, EADS, GDF SUEZ, Lafarge, PSAPeugeot Citroën, Renault, Saint-Gobain, Safran, Thales, Vallourec.

Patrocinadores brasileiros:
Banco Fidis, Banco Itaú, Bradesco, BNDES, Caixa Econômica Federal, Centro Cultural Banco do Brasil, Correios, Eletrobrás, Fiat, Gol, Grupo Pão de Açúcar, Infraero, Oi, Petrobras, Santander, Serpro.

Parceria: Ministério da Cultura, Ministério das Relações Exteriores, TV5Monde, Ubifrance, Aliança Francesa, CulturesFrance, TV Brasil, SESC, SESC SP.


Realização:
Governo Federal do Brasil e República Francesa



Mémorial de l’Immigrant présente exposition spéciale sur la France
Événement intègre le calendrier officiel de l’Année de la France au Brésil et reste ouvert au public jusqu’au 15 novembre

Par sa condition géographique privilégiée en Europe et par son passé de puissance coloniale, la France est un pays de trajectoire séculaire dans la question de l’immigration. Pour cette raison et en occasion de l’Année de la France au Brésil, le Mémorial de l’Immigrant, à São Paulo présente jusqu’au 15 novembre, l’exposition « Repères », ou « L’Immigration en France : Points de Référence ».

L’exposition a été crée et installé dans la Cité Nationale d’Historie de l’Immigration et son objectif est diffuser et reconnaître l’histoire de l’immigration en France depuis le XIXème siècle sur une vision d’art contemporaine. Le Memorial dispose d’un superficie de 1.100 m² divisée en huit chapitres, dans un parcours thématique qui raconte des histoires individuelles et celles qui ont ont engagé toute la société française.

 « L’Année de la France au Brésil a été fondamental pour viabiliser cette exposition. Quand nous avons décidé de participer du calendrier official, on a imaginé initialement dans le montage d’une exposition sur la présence française à São Paulo. Mais comme nous avons des très bonnes rélations avec la Cité Nationale d’Histoire, ils nous ont offert cette exposition. Et leur idée a été subventionnée d’imédiat, car l’exposition parle de l’immigration d’une façon plus artistique et aussi parce que la France est un pays qui passe par un problème très sérieux par rapport à cette thématique », a affirmé la coordinatrice de projets du Memorial, Soraya Moura.

L’exposition « Répères » est organisée par l’Association des Amis du Mémorial de l’Immigrant et par la Cité Nationale d’Histoire de l’Immigration. Elle compte aussi avec l’appui d’Accor, Air France, Areva, Caixa Seguros, CNP, Dassault, EADS, GDF-Suez, Alstom, Lafarge, PSA Peugeot Citroën, Renault, CCFB, Saint-Gobain, Safran, DCNS, Thales, Vallourec, Gouvernement du Brésil et Répúblique Française.

Les mécènes de l´Année de la France au Brésil (
http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/) sont:

Comité des mécènes français:
Accor, Air France, Alstom, Areva, Caixa Seguros, CNP Assurance, Chambre de Commerce France-Brésil, Dassault, DCNS, EADS, GDF SUEZ, Lafarge, PSA Peugeot Citroën, Renault, Saint-Gobain, Safran, Thales, Vallourec.

Mécènes brésiliens:
Banco Fidis, Banco Itaú, Bradesco, BNDES, Caixa (Econômica Federal), Centro Cultural Banco do Brasil, Correios, Eletrobrás, Fiat, Gol, Grupo Pão de Açúcar, Infraero, Oi, Petrobras, Santander, Serpro.

Partenaires:
Ministère de la Culture du Brésil, Ministère des Relations Extérieures du Brésil, TV5Monde, Ubifrance, Alliance Française, Culturesfrance, TVBrasil, SESC, SESC SP.

Opérateurs :
Gouvernement Fédérale du Brésil et République Française 


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Pesquisadores franceses de artes cênicas encontram-se em Belo Horizonte

Pesquisadores franceses de artes cênicas encontram-se em Belo Horizonte
O Ecum – Centro Internacional de Formação e Pesquisa em Artes Cênicas realiza o Programa de Oficinas de 2009 dentro do Ano da França no Brasil





26.10.2009 - Belo Horizonte/ Minas Gerais / Brazil.
Cerimonia de abertura do Encontro Mundial das Artes Cenicas, o ECUM, no espaco 104, no centro de Belo Horizonte, dentro da programacao do ano da Franca no Brasil.
Foto: Pedro Silveira / Entrelinhas
 



Entre 26 e 31 de outubro, Belo Horizonte recebe o Programa de Oficinas 2009, do ECUM – Centro Internacional de Formação e Pesquisa em Artes Cênicas, que faz parte do calendário do Ano da França no Brasil. O programa traz cinco oficinas mais um momento de reflexões ministrado por famosos pedagogos e artistas franceses.

No evento de abertura, Guilherme Marques, coordenador geral do ECUM contou que o programa recebeu inscrições de atores de 11 estados brasileiros e 100 vão participar das oficinas. "Ao longo dos anos, os encontros do ECUM foram tomando grandes proporções o que nos levou a consolidar o sonho de ter um Centro de Formação e Pesquisa em Belo Horizonte. E contamos com o apoio do Ano da França no Brasil para esse primeiro projeto", explicou. "Como sempre contamos com a participação francesa nas nossas oficinas, foi natural que eles estivessem presentes no primeiro projeto do centro. As escolas francesas de arte cênicas são tradicionais em pesquisa e formação de atores", completou o coordenador de projeto Fernando Mencarelli.

De acordo com a adida de Cooperação e Ação Cultural na Embaixada da França em Belo Horizonte, Sylvie Debs, o fato de o encontro bienal ter se desdobrado em um centro de pesquisa é muito importante. "Ficamos felizes em saber que a cooperação entre os dois países no Ano da França no Brasil vai se tornar algo permanente, com projetos além desse ano."

Os curadores desta edição são Béatrice Picon-Vallin (diretora de pesquisas sobre as artes do espetáculo do CNRS - Centre National de la Recherche Scientifique e professora de História do Teatro no Conservatoire Supérieur d'Art Dramatique de Paris) e Jean-François Dusigne (professor em Artes do Espetáculo, Teatro e Etnocenologia na Universidade Paris 8 e co-diretor artístico da ARTA - Associação que Pesquisa as Tradições do Ator). Béatrice esteve várias vezes no Brasil em palestras e eventos e acha que o encontro entre pesquisadores e estudantes é enriquecedor para todos.

"Como professores e pesquisadores aprendemos muito trabalhando com uma cultura diferente. Senti os alunos brasileiros com muita curiosidade e vontade de aprender", garantiu a curadora.
Alexandre del Peruggia, pedagogo no Conservatoire National Supérieur d'Art Dramatique de Paris, ministra uma das oficinas. Ele acredita que possibilidades de encontros entre dois países como o Ano da França no Brasil ajudam a fortalecer as relações. "Uma forma de enriquecer os trabalhos de pesquisa e possibilitar a criação de projetos conjuntos."

Outro professor convidado foi o artista circense e pesquisador de artes cênicas Philippe Goudard, depois de ministrar sua primeira aula, ele estava contente com o retorno dos alunos. "É minha primeira vez no Brasil e acho que essa será uma boa oportunidade para trocar com os artistas brasileiros."

Um dos alunos das oficinas é o ator e diretor Júlio Vianna, de 36 anos. Participante frequente do ECUM, Júlio ficou feliz em ter como professores profissionais franceses de tanto renome e com um currículo internacional muito vasto. "Temos uma oportunidade de estar bem próximos e aprender bastante. A expectativa para essa semana é muito boa."

Os patrocinadores do Ano da França no Brasil ( http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/) são:

Comitê de patrocinadores franceses:
Accor, Air France, Alstom, Areva, Caixa Seguros, CNP Assurance, Câmara de Comércio França-Brasil, Dassault, DCNS, EADS, GDF SUEZ, Lafarge, PSAPeugeot Citroën, Renault, Saint-Gobain, Safran, Thales, Vallourec.

Patrocinadores brasileiros:
Banco Fidis, Banco Itaú, Bradesco, BNDES, Caixa Econômica Federal, Centro Cultural Banco do Brasil, Correios, Eletrobrás, Fiat, Gol, Grupo Pão de Açúcar, Infraero, Oi, Petrobras, Santander, Serpro.

Parceria: Ministério da Cultura, Ministério das Relações Exteriores, TV5Monde, Ubifrance, Aliança Francesa, CulturesFrance, TV Brasil, SESC, SESC SP.


Realização:
Governo Federal do Brasil e República Francesa



Les chercheurs français des arts du spectacle sont réunis à Belo Horizonte
Le ECUM - Centre International de Formation et de Recherche des Arts du Spectacle organise le Programme d'Ateliers 2009 dans le calendrier de L'Année de la France au Brésil 

Entre le 26 et octobre 31, Belo Horizonte reçoit le Programme D'ateliers 2009 du ECUM - Centre International de Formation et de Recherche des Arts d'Espetacle, qui fait partie du calendrier de l'Année de la France au Brésil. Le programme comporte cinq ateliers, ainsi qu'un moment de réflexions, enseigné par des artistes et éducateurs français renommée. 

Dans l'ouverture de l'événement, Guilherme Marques, coordinateur général de l'ECUM a dit que le programme a reçu des demandes provenant des artistes de 11 états brésiliens et 100 vont participer à des ateliers. "Au fil des ans les réunions du ECUM prenaient des proportions importantes qui nous a conduit à consolider le rêve d'avoir un centre de formation et de recherche en Belo Horizonte. Et nous avons l'appui de l'Année de France au Brésil pour ce premier projet", remarqua le coordinateur général. "Nous avons eu toujours la participation française dans nos ateliers, il était naturel qu'ils étaient aussi présents au premier projet du centre. Les écoles françaises d'art du spectacle sont traditionnels dans recherche et la formation des acteurs », expliqua le coordinateur du projet Fernando Mencarelli. 

Selon l'attachée de Coopération et d'Action Culturelle de l'Ambassade de France à Belo Horizonte, Sylvie Debs, le fait que la réunion biennale a été déployé sur un centre de recherche permanente est très importante. «Nous sommes heureux que la coopération entre les deux pays dans l'Année de la France au Brésil sera devenu permanente, avec des projets au-delà de cette année." 

Les curateurs de cette édition sont Béatrice Picon-Vallin (directeur de la recherche sur les arts de la scène CNRS - Centre National de la Recherche Scientifique et professeur d'histoire du théâtre au Conservatoire Supérieur d'art dramatique de Paris) et Jean-François Dusigne (enseignant dans les Arts du spectacle, théâtre et Etnocenologia à l'université Paris 8 et co-directeur artistique de ARTA - Association of Research Traditions acteur). Béatrice était en plusieurs fois au Brésil au cours de conférences et d'événements et pense que la rencontre entre les chercheurs et les étudiants est enrichissante pour tous. «Les enseignants et les chercheurs ont beaucoup à apprendre en travaillant avec une culture différente. Je sent que les étudiants brésiliens ont une grande curiosité et volonté d'apprendre », a-t-elle dit.

Alexandre del Perugia, professeur au Conservatoire National Supérieur d'Art Dramatique de Paris, ministre un des ateliers. Il croit que le rencontre entre deux pays comme l'Année de la France au Brésil aide à renforcer les relations. «Un moyen d'enrichir les travaux de recherche et de permettre la création de projets communs." Un autre enseignant invité est l'artiste des arts du cirque et chercheur Philippe Goudard. Après avoir livré sa première conférence, il était heureux du retour des étudiants. "C'est ma première fois au Brésil et je pense que c'est une bonne occasion d'échanger avec des artistes brésiliens." 

Un des étudiants de ces ateliers est l'acteur et réalisateur Julio Vianna, 36 ans. Il participe fréquemment au ECUM et était heureux d'avoir comme maîtres professionnels très renommé et avec de très large expérience internationale. "Nous avons la possibilité d'être très proches et apprendre beaucoup. L'expectative pour cette semaine est très bonne."

Les mécènes de l´Année de la France au Brésil (http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/) sont:

Comité des mécènes français:
Accor, Air France, Alstom, Areva, Caixa Seguros, CNP Assurance, Chambre de Commerce France-Brésil, Dassault, DCNS, EADS, GDF SUEZ, Lafarge, PSA Peugeot Citroën, Renault, Saint-Gobain, Safran, Thales, Vallourec.

Mécènes brésiliens:
Banco Fidis, Banco Itaú, Bradesco, BNDES, Caixa (Econômica Federal), Centro Cultural Banco do Brasil, Correios, Eletrobrás, Fiat, Gol, Grupo Pão de Açúcar, Infraero, Oi, Petrobras, Santander, Serpro.

Partenaires:
Ministère de la Culture du Brésil, Ministère des Relations Extérieures du Brésil, TV5Monde, Ubifrance, Alliance Française, Culturesfrance, TVBrasil, SESC, SESC SP.

Opérateurs :
Gouvernement Fédérale du Brésil et République Française 

Ano da França no Brasil leva obras primas de Rodin a Salvador

Ano da França no Brasil leva obras primas de Rodin a Salvador
Exposição inédita "Auguste Rodin, homem e gênio" ficará em cartaz por três anos no Palacete das Artes, com gratuidade garantida por um ano


Uma concorrida festa de inauguração coroou o processo de sete anos que unem os primeiros acordos feitos entre França e Brasil para a vinda das peças do escultor francês Auguste Rodin para a Bahia, e a abertura da exposição "Auguste Rodin, homem e gênio", que permanecerá aberta a visitação pública por três anos. Esta é a primeira vez na história que o Museu Rodin Paris concorda em ceder para uma exposição, e por tanto tempo, as peças do artista considerado o pai da escultura moderna, o que envolveu um bem sucedido esquema de colaboração binacional que já dura quase uma década e teve seu ápice durante o Ano da França no Brasil.

Em sua primeira noite, as 62 esculturas, avaliadas em R$ 26 milhões e que foram cedidas em comodato de três anos pelo governo francês para a realização da exposição, receberam a visitação de cerca de 1,5 mil pessoas. O Projeto Rodin Bahia foi aberto pelo governador do Estado, Jacques Wagner, que esteve acompanhado da primeira-dama, Fátima Mendonça, e de membros da sua administração, como o secretários da Cultura, Marcio Meirelles, e do Turismo, Domingos Leonelli; o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia – IPAC, Frederico Mendonça; e o diretor do Palacete das Artes - Museu Rodin Bahia, o também artista plástico Murilo Ribeiro.

 "Para nós todos é um motivo de orgulho. Pela primeira vez essas peças saem do Museu Rodin Paris por um período tão longo, o que mostra a deferência da França em relação à Bahia", declarou Jacques Wagner, durante a coletiva que se seguiu à inauguração. "Espero que todos os visitantes possam ser inspirados, que desperte vontades artísticas e possa estabelecer trocas culturais e científicas entre o Brasil e a França", completou.

Também estiveram presentes Chantal Haage, conselheira de Cooperação e Ação Cultural Adjunta da Embaixada da França no Brasil e Irène Kirsch, adida cultural da França na Bahia. O conservador geral do Patrimônio e diretor do Museu Rodin Paris, Dominique Viéville, enfatizou a importância de inaugurar esta exposição dentro do Ano da França no Brasil, visto que o comodato que trouxe as obras é fruto de uma ação inédita dentro das relações binacionais França-Brasil.

"Fazer parte do Ano da França no Brasil é importante dentro de um contexto de descentralização da cultura francesa, em um nível internacional", colocou Viéville, que cita outras iniciativas de museus que fizeram itinerância de seus acervos dentro da França, como o Museu do Louvre e o Centro Georges Pompidou. "São projetos diferentes e complementares, que provocam o olhar de outra cultura sobre a cultura francesa e vice versa. Esta cooperação franco-brasileira vai dar uma nova vida às obras primas de Rodin", arrematou o diretor do Rodin Paris.

Aline Magnien, conservadora em chefe do patrimônio e responsável do serviço de coleções do Museu Rodin Paris ressaltou o empenho do governo baiano e francês para que o projeto de trazer ao Brasil as peças do maior escultor do século. "É um conjunto de sucessos, desde o restauro do casarão, até a cenografia bela e inteligente que foi feita para receber as peças. Estamos muito felizes com o resultado".

Para o secretário de Cultura, Marcio Meirelles, o fato de a exposição "Auguste Rodin, homem e gênio" ter sido aberta durante o Ano da França no Brasil tem uma dimensão acentuada pela relação histórica entre os dois países. "A Bahia foi um dos estados que teve os maiores eventos dentro deste projeto e a inauguração das obras de Rodin na Bahia evoca a contemporaneidade e a história".

"Aconteceu muita coisa na Bahia no contexto do Ano da França no Brasil, e a inauguração do Museu Rodin neste contexto foi uma coincidência feliz", ponderou Irène Kirsch, adida cultural da França na Bahia. "É uma oportunidade completamente inédita, com impacto nacional e além fronteiras no mercado de turismo e cultural. A vinda destas peças é uma história de desejo, o epílogo feliz de um processo de negociação que envolveu dois governos, quatro Ministérios da Cultura em ambos os países e é uma forma de a França dizer eu te amo, dos dois lados", completou.

"Para além de uma coincidência feliz, essa inauguração neste ano não seria possível sem o empenho e a chancela do Ano da França no Brasil, que otimizou, oportunizou e transformou esta noite em inesquecível", enfatizou o diretor do Palacete das Artes – Museu Rodin Bahia, Murilo Ribeiro. "Se não fosse ao Ano da França no Brasil não conseguiríamos chegar a este resultado tão importante e bem sucedido que vemos aqui esta noite. É uma exposição que vai alavancar a linguagem da escultura na Bahia e a visitação aos outros museus baianos. O Rodin pretende ser catalisador de arte e cultura".

A museóloga responsável pelo Rodin Bahia, Heloísa Helena Costa, relembrou o histórico anterior à inauguração da exposição: "O projeto começou em 2002, com Jacques Villain, diretor do Museu Rodin Paris, e Emmanoel Araújo. E o projeto cresceu primeiro recuperando um patrimônio da Bahia e do Brasil, que é o casarão Martins Catarino, e depois levando a termo a vinda das obras. O Ano da França no Brasil é um evento primoroso, que faz com que a gente cada vez mais estreite as relações entre a França e o Brasil, que ficaram um pouco perdidas no tempo", acrescenta. "Essa retomada de trocas culturais e científicas com a França fazem muito bem ao brasileiro, que vai buscar um pouco na sua origem anterior a maneira de olhar a vida cultural e científica com mais cuidado e atenção".

Já Chantal Haage, conselheira de Cooperação e Ação Cultural Adjunta da Embaixada da França no Brasil, posiciona a inauguração de "Auguste Rodin, homem e gênio" como um dos eventos mais importantes do Ano da França no Brasil. "Ele é único, dentro de coisas tão importantes e interessantes que aconteceram neste projeto até aqui. Uma exposição deste estilo, com obras primas de Rodin, que é um artista extraordinário, com esta duração, é um exemplo único no contexto do Ano da França no Brasil. Ela vai desembocar em outras exposições, há todo um pensamento científico e cultural que acompanha esta apresentação, o que propiciará uma verdadeira troca entre os artistas brasileiros e franceses".

O conjunto de obras que ficará, por um período, aberto a visitação gratuita, é composto por originais que são registrados no inventário das coleções públicas francesas, sendo consideradas propriedade inalienável do Estado Francês. As peças devem voltar a Paris ao fim de 2012, podendo ser feito um novo contrato com outras coleções do autor.

As 62 peças foram esculpidas em gesso, em uma tradução da técnica de Rodin, que costumava trabalhar com este material, deixando que seus assistentes fundissem o metal para finalização e reprodução de suas obras. Para Rodin, somente o gesso era capaz de moldar sobre o que já fora criado, o metal ou o mármore impediam as torções e contornos necessários a sua representação artística.

Entre os destaques da exposição, estão obras como "O Beijo", "O Pensador", "O Escultor e Sua Musa", "Eva", "A Defesa", "O Desespero", "Terceira Maquete para a Porta do Inferno", "Glaucus", "O Sono", "A Meditação", "A Eclesiástica" e a "Danaide".

O projeto Rodin é uma iniciativa do governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura e do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado, e conta com o apoio do Governo Federal do Brasil, da República Francesa e do Museu Rodin Paris.

Os patrocinadores do Ano da França no Brasil ( http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/) são:

Comitê de patrocinadores franceses:
Accor, Air France, Alstom, Areva, Caixa Seguros, CNP Assurance, Câmara de Comércio França-Brasil, Dassault, DCNS, EADS, GDF SUEZ, Lafarge, PSAPeugeot Citroën, Renault, Saint-Gobain, Safran, Thales, Vallourec.

Patrocinadores brasileiros:
Banco Fidis, Banco Itaú, Bradesco, BNDES, Caixa Econômica Federal, Centro Cultural Banco do Brasil, Correios, Eletrobrás, Fiat, Gol, Grupo Pão de Açúcar, Infraero, Oi, Petrobras, Santander, Serpro.

Parceria: Ministério da Cultura, Ministério das Relações Exteriores, TV5Monde, Ubifrance, Aliança Francesa, CulturesFrance, TV Brasil, SESC, SESC SP.


Realização:
Governo Federal do Brasil e República Francesa




Année de la France au Brésil apporte chefs d'oeuvre de Rodin à Salvador
L'exposition inédite « Auguste Rodin, l'homme et le génie » restera à l'affiche trois ans dans le Palacete das Artes, avec entrée gratuite pendant la première année.


 26/10/2009 - Salvador - Brazil - Salvador recebe obras do escultor francês Auguste Rodin por três anos Exposição inédita Auguste Rodin, homem e gênio ficará em cartaz no Palacete das Artes e integra a programação do Ano da França no Brasil.
Foto: Roberto Abreu/ Entrelinhas



Une affluente ouverture a couronné la procédure de sept ans qui unit les premiers accords faits entre la France et le Brésil pour l'arrivée des pièces du sculpteur français Auguste Rodin pour Bahia, et l'inauguration de l'exposition « Auguste Rodin, l'homme et le génie », qui restera ouverte au public pendant trois ans. C'est la première fois dans l'histoire que le Musée Rodin Paris est d'accord de céder pour une exposition, et pour un période si long, les pièces de l'artiste considéré comme le père de la sculpture moderne, ce qui a impliqué la réussite du projet de collaboration binationale qui dure déjà depuis dix ans et eut son apogée durant l'Année de la France au Brésil.

En leur première soirée, les 62 sculptures, évaluées vingt-six millions de reais, et qui ont été prêtées pour trois ans par le gouvernement français pour la réalisation de l'exposition, ont reçu la visite d'environ mille cinq cent personnes. Le Projet Rodin Bahia a été déclaré ouvert par le gouverneur de l'État, Jacques Wagner, qui était accompagné de la première dame, Fátima Mendonça, et de membres de son administration, comme les secrétaires de la Culture, Marcio Meirelles, et du Tourisme, Domingos Leonelli ; le directeur général de l'Institut du Patrimoine Artistique Culturel de la Bahia (IPAC), Frederico Mendonça ; et le directeur du Palacete des Arts - Musée Rodin Bahia, également artiste plastique, Murilo Ribero.

« Pour nous tous c'est un motif d'orgueil. Pour la première fois ces pièces sortent du Musée Rodin Paris pour une période aussi longue, ce qui montre le respect de la France concernant  Bahia », a déclaré Jacques Wagner, pendant la conférence de presse qui suivit l'inauguration. «J'espère que tous les visiteurs puissent être inspirés, que s'éveillent des volontés artistiques et puissent s'établir des échanges culturels et scientifiques entre le Brésil et la France », complète-t-il.

Étaient présentes également Chantal Haage, conseillère de coopération et action culturelle adjointe de l'Ambassade de la France au Brésil et Irène Kirsch, attachée culturelle de la France à Bahia. Le conservateur général du Patrimoine et directeur du Musée Rodin Paris, Dominique Viéville, a souligné l'importance d'inaugurer cette exposition dans le cadre de l'Année de la France au Brésil, vu que l'accord de prêt qui a permis d'amener les oeuvres est le  fruit d'une action inédite au sein des relations binationales France-Brésil.

« Faire partie de l'Année de la France au Brésil est important dans un contexte de décentralisation de la culture française, à un niveau international », rappelle Dominique Viéville, qui cite d'autres initiatives de musées qui ont prêté leurs fonds à l'intérieur de la France, comme le Musée du Louvre et le Centre Georges Pompidou. «Ce sont des projets différents et complémentaires, qui provoquent le regard d'une autre culture sur la culture française et vice-versa. Cette coopération franco-brésilienne va donner une nouvelle vie aux chefs-d'oeuvres de Rodin », conclut le directeur du Rodin Paris.

Aline Magnien, conservatrice en chef du Patrimoine et responsable du service des collections du Musée Rodin Paris souligne l'engagement des gouvernements de Bahia et de la France pour le projet d'apporter au Brésil les pièces du plus grand sculpteur du siècle. « C'est un ensemble de succès, depuis la restauration du Palais, jusqu'à la scénographie belle et intelligente qui a été faite pour recevoir les pièces. Nous sommes très heureux du résultat ».

Pour le secrétaire de la Culture de Bahia, Marcio Meirelles, le fait que l'exposition «Auguste Rodin, l'homme et le génie» ait été ouverte pendant l'Année de la France au Brésil a une dimension accentuée par la relation historique entre les deux pays. «Bahia a été un des États qui ont eu les plus grands événements à l'intérieur de ce projet et l'inauguration des oeuvres de Rodin à Bahia évoque la contemporanité et l'histoire ».

« De nombreux événements se sont produits à Bahia dans le contexte de l'Année de la France au Brésil, et l'inauguration du Musée Rodin dans ce contexte a été une coïncidence heureuse», considère Irène Kirsch, attachée culturelle de la France à Bahia. « C'est une occasion complètement inédite, avec un impact national et au-delà des frontières dans le marché du tourisme et de la culture. La venue de ces pièces est une histoire de désir, l'épilogue heureux d'un processus de négociation qui a impliqué deux gouvernements, quatre ministères de la culture dans les deux pays et c'est une forme, pour la France, de dire je t'aime, des deux côtés», complète-t-elle.

« Outre une coïncidence heureuse, cette inauguration en 2009 n'aurait été possible sans l'engagement et le paraphe de l'Année de la France au Brésil, qui a optimisé, rendu possible et  transformé cette soirée en moment inoubliable », a souligné le directeur du Palacete des Arts - Musée Rodin Bahia, Murilo Ribeiro. « Si ce n'était pas l'Année de la France au Brésil nous ne réussirions pas à arriver à ce résultat aussi important et réussi que nous voyons ici ce soir. C'est une exposition qui va être un levier pour le langage de la sculpture à Bahia et pour la visite aux autres musées de Bahia. Le Rodin prétend être catalyseur de l'art et de la culture ».

La muséologue responsable du Rodin Bahia, Heloísa Helena Costa, a rappelé l'historique antérieur à l'inauguration de l'exposition : « Le projet a commencé en 2002, avec Jacques Villain, directeur du Musée Rodin Paris, et Emmanoel Araújo. Et le projet a grandi, premièrement en récupérant un patrimoine de Bahia et du Brésil, qui est ce Palais Martins Catarino, et ensuite menant à terme la venue des oeuvres. L'Année de France au Brésil est un excellent événement, qui permet chaque jour un peu plus de rendre étroites les relations entre la France et le Brésil, qui étaient restées un peu perdues dans le temps », ajoute-t-elle.  «Cette reprise d'échanges culturels et scientifiques avec la France fait beaucoup de bien au Brésilien, qui va chercher un peu dans ses origines la manière de regarder la vie culturelle et scientifique avec plus de soin et d'attention ».

Ainsi,  Chantal Haage, conseillère de coopération et action culturelle adjointe de l'Ambassade de la France au Brésil, place l'inauguration d'«Auguste Rodin, l'homme et le génie» comme un des événements les plus importants de l'Année de la France au Brésil. « Il est unique, au sein des événements aussi importants et intéressants qui se sont produits dans ce projet jusqu'ici. Une exposition de ce style, avec des chefs-d'oeuvre de Rodin, qui est un artiste extraordinaire, sur cette durée, est un exemple unique dans le contexte de l'Année de la France au Brésil. Elle va déboucher sur d'autres expositions, il y a tout une pensée scientifique et culturelle qui accompagne cette présentation, ce qui rendra propice un véritable échange entre les artistes brésiliens et français ».

L'ensemble des oeuvres qui restera, pour une période, ouverte à la visite gratuite, est composé d'originaux qui sont enregistrés à l'Inventaire des collections publiques françaises, en étant considérées propriété inaliénable de l'État Français. Les pièces doivent retourner à Paris à la fin de 2012, un nouveau contrat pouvant alors être conclu avec d'autres collections de l'auteur.

Les 62 pièces ont été sculptées dans le plâtre, dans une traduction de la technique de Rodin, qui avait l'habitude de travailler avec ce matériel, laissant ses assistants fondre le métal pour la conclusion et la reproduction de ses oeuvres. Pour Rodin, seulement le plâtre était capable de mouler sur ce qui avait été déjà créé, le métal ou le marbre empêchaient les torsions et les contours nécessaires à sa représentation artistique.

Se détachent de l'exposition des oeuvres comme « le Baiser », « le Penseur », « le Sculpteur et sa muse », « Eva », « la Défense », « le Désespoir », la « Troisième Maquette pour la Porte de l'Enfer », « Glaucus », « le Sommeil », « la Méditation », « l'Ecclésiastique » et la « Danaïde ».

Le Projeto Rodin est une initiative du gouvernement de l'État de Bahia, à travers le Secrétariat de Culture (SECULT) et de l'Institut du Patrimoine Artistique et Culturel de l'État (IPAC), et compte avec l'aide du Gouvernement Fédéral du Brésil, de la République Française et du Musée Rodin Paris.

Les mécènes de l´Année de la France au Brésil (http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/) sont:

Comité des mécènes français:
Accor, Air France, Alstom, Areva, Caixa Seguros, CNP Assurance, Chambre de Commerce France-Brésil, Dassault, DCNS, EADS, GDF SUEZ, Lafarge, PSA Peugeot Citroën, Renault, Saint-Gobain, Safran, Thales, Vallourec.

Mécènes brésiliens:
Banco Fidis, Banco Itaú, Bradesco, BNDES, Caixa (Econômica Federal), Centro Cultural Banco do Brasil, Correios, Eletrobrás, Fiat, Gol, Grupo Pão de Açúcar, Infraero, Oi, Petrobras, Santander, Serpro.

Partenaires:
Ministère de la Culture du Brésil, Ministère des Relations Extérieures du Brésil, TV5Monde, Ubifrance, Alliance Française, Culturesfrance, TVBrasil, SESC, SESC SP.

Opérateurs :
Gouvernement Fédérale du Brésil et République Française 

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Bibliotecas de escolas de Rio Grande receberão livro sobre a importância da preservação da água

Bibliotecas de escolas de Rio Grande receberão livro sobre a importância da preservação da água 

 

 

             Escolas das redes públicas municipais e estaduais de ensino da cidade de Rio Grande (RS) vão receber cerca de 300 exemplares do livro Planeta Água, de Flávia Rossi para serem encaminhados às respectivas bibliotecas. A doação é uma das iniciativas em sustentabilidade do Tecon Rio Grande, empresa do Grupo Wilson, Sons, que patrocinou a obra.  

 

O livro

 

A obra de Flávia Rossi se comunica diretamente com crianças e jovens através de um texto leve e acessível. O que chama atenção à primeira vista são as ilustrações do grafiteiro Marcelo Eco, que atrai pela qualidade e por captar a linguagem do público que o livro quer atingir.

 

A mensagem central é fazer um alerta às crianças e jovens sobre como cuidar para que este bem não se esgote. O livro mostra que a importância vai além do abastecimento e alcança a manutenção do meio ambiente, sobrevivência de animais, lazer e até com importância cultural e mitológica, trazendo lendas brasileiras onde a água é o pano de fundo. "Eu quero mostrar, com o livro que a água não é só aquela que sai da nossa torneira, mas é a água do mundo responsável pela vida em nosso planeta", afirma a Flávia Rossi.

Prêmio Impacta Mais: Tecnologia para regeneração das águas vence como Negócio de Impacto do Ano

  Além do Negócio do Ano, conheça os vencedores das 7 categorias da premiação   Desenvolvida pela Infinito Mare, a Caravela Ecológica, uma t...