quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Resenha Crítica Livro CAMPO DE TRIGO COM CORVOS, de Silas Correa Leite

O autor e os seus livros, no Lançamento, CPP de Itararé-SP


RESENHA LIVRO CAMPO DE TRIGO COM CORVOS CONTOS
ALGUNS SÍMBOLOS DA PERPLEXIDADE

“O vôo rasante dos corvos
debicando/Não as espigas
maduras/Mas os olhos ...”

-Jorge Sousa Braga, in
“O Lírio que há no Delírio”

O título, sumamente concreto e substantivo, impele ostensivamente para zonas sensoriais e pictóricas. No entanto, “Campo de Trigo com Corvos” não é mera reprodução do quadro de Van Gogh onde o trigo, amarelo, eivado das chamas loucas do pintor, escorraça de seu seio o bando negro dos corvos. Aqui, no livro, muito para além dos afugentados, corvos há que permanecem pairantes ou, mais ainda, baixando ao rés do solo jogam-se contra as pessoas provocando a clivagem (ou a carnagem). E esta fórmula aproxima os textos de uma realidade mais humana, ainda que desumana em função de traumatismos de que se tece a evolução vital e biológica. Mas, na arte de contar estórias, e é um pouco do que se trata aqui, o texto recorre globalmente a técnicas específicas da pintura. Designadamente, dos seguintes modos: Os fatos sucedem-se em tom linear, contíguos ou adjacentes, em direção a um desfecho, previsível ou não, podendo-nos apropriar neste caso da imagem do rio que decorre e atravessa a paisagem rumo à foz. A disposição da narrativa procede à colocação ou disposição de cenas paralelas, quadros que se encostam na vertical, ou na horizontal, às vezes na diagonal. Lembrando um pouco os vitrais medievais que ainda hoje se encontram nas catedrais. Postado na posição do personagem, o narrador reavém e sintetiza em frases-cristais largas faixas de vida transcorrida. São parágrafos breves, como riscos impressionistas e apressados, que intentam ou ensaiam remover um vulto de episódios para um mínimo centro, na vã tentativa de os aprisionar. De tudo dizer, sem ceder ao uso da gordura das palavras, muitas palavras, o “contar palha” da gíria. Por outro lado, mais do que abordagens textuais que imitam ou pretendem imitar técnicas fílmicas ou de vídeo, nota-se um apropriar de materiais atinentes ao teatro. Desde logo, na encenação criteriosa e fiel de palcos que suportam os personagens, a reconstrução de sítios, locais, ambientes ou atmosferas. Em que tem papel fenomenal o fluxo da enumeração. Neste exemplo, utilizaremos o conto nodal, que dá título ao livro, “Campo de Trigo com Corvos” para promover a tipificação: “Contratou peões de fora, tipos mal encarados de outras plagas, outras praças, gaúchos, catarinas, ˝barrigas-verdes˝”. Observemos como se delineiam outras estilísticas da arte de talma: O imprevisto é um dos recursos que pode fazer balançar o espectador na cadeira. Ele é aqui arremessado, quer surgindo de-vereda, o designado “causo”, bem assim o pandareco, quer atribuindo um rumo à história totalmente inverso, ou ao menos diverso da lógica que as teias já desarmadas anunciavam. O equívoco é, como se sabe, o banquete de muitas peças de teatro. De algumas em exclusivo. Ele provoca o espectador, obriga-o à concentração e à reflexão (e ao riso ou sorriso), mantém vivo o desenrolar do evento e o esforço dos atores. Aqui também ele atua, burilando surpresa nos personagens, dando lastros de ironia às vidas encenadas, apanhando na contra-mão o leitor. Quiçá, o próprio autor terá aberto olhos quando da elaboração dos textos. Alguns títulos, algumas frases, preparam para ocorrências posteriores do conto. É uma espécie de levantar do véu, destapar de roupas femininas, jogo de sedução e permeio. Que muitas vezes pode desaguar num dos recursos anteriores, anulando ou aparelhando os efeitos: o imprevisto. Mas, o mais robusto de todos os recursos é o golpe-de-teatro. Repare-se que a própria palavra de que vimos falando integra a nova palavra, esta, aliada a golpe. Quando tudo se encaminhava no rumo certo, quando a rotina ou a monotonia se estavam solidificando, eis que de supetão tudo se desmorona, tudo se transtorna, ficamos submersos nas estrias que estouraram sobre nossas cabeças, fica tudo de pernas ao ar, a mesa, a casa, o livro, o corpo, a mente. Apesar de usado e abusado, o conto produz-se hoje em doses avulsas. A despeito de sua condenação, final da história e seus componentes-trave: narração, tempo e espaço, decretados pelo noveau-roman. Não basta hoje dispor magnanimamente da arte de contar. Não basta, como a Silas Corrêa Leite, ser um domador de estórias. É condição, ainda e nomeadamente, inventar histórias, seu entrechocar, prover à invenção de uma “história nova”. Isso aconteceu muitas vezes neste livro. Mas vejamos algumas das várias fórmulas de história com que nos deparamos: Existe a história que é canto, beco e síntese em “Boêmio”. Existe a história que se traduz inteira e integral em “O Enterro”. Existe a que se senta na paragem, recusa avançar de momento e aguarda o porvir em “Quando a Tragédia Bate em sua Porta”. Existe a história que se metamorfoseia em lenda, veste-se mágica, irreal, em “O Inventor”. Existe a história contida, espelho de deserto dos tártaros, com tempestade iminente mas que não desaba em “Campo de Trigo com Corvos”. Mas todo livro é ou pretende ser uma obra literária. E é só isso que importa. Obtê-lo, consegui-lo, é todo o mérito e o valor acrescentado possível. Também aqui se obteve largamente esse desiderato. Observemos alguns dos meios. Ou fins. Deitando mão de uma linguagem que, afora o popular, o linguajar, a gíria, agarra os elementos específicos de dialetos, sintaxe indígena, eivando a escrita de vocábulos originados do tupi. Exercitando uma experiência genialmente rasgada noutros países de língua de expressão portuguesa por Mia Couto e Luandino. Dando o braço à metáfora, à imagem em novos moldes, revitalizando os textos. E desse modo obtendo o viço, a chispa, o engaste de muitas frases. Alongando a metáfora, expandindo-a, cingindo-a a personagens inteiros ou à globalidade do conto. Metáfora que se transforma em alegoria. Exemplo seguro de tudo que fica dito são os Corvos de “Campo de Trigo com Corvos” e o “Muro,” ou em “Anistia”. Lançando as palavras umas contra as outras, quando contíguas, provocando choque, conflito, traumatismo, mas também colo, enlace, anel. E neste particular merece realce a intensa e não pretensa construção de novos vocábulos. Fruto de tentativas ou abordagens díspares. Usando a colagem, a composição, errônea em aparência mas sempre imprevista, como no caso de “esposa-vítima”, “vento-coisa”, “nuvem-lesma”, “instante-trevas” ou “lebre-dor”. Recorrendo à síncope, como se verifica em “marra” e “garra”. Provocando a junção, de que poderemos enunciar “enfebre”, “nágua” e “cinzazul”. Adstringindo a preposição, prefixada, em “de-vereda”, “de-assim” e “de-primeiro”. Neste campo, de trigo literário, em que muitas letras são corvos, entendo que o mais subtil e profundo recurso resulta do germinar de vocábulos novos, que estimulam os acordes da sintaxe, da fonologia e da morfologia. Realizando cambiâncias, muito pouco vistas e nada pouco inesperadas. Ousando obter o substantivo a partir do verbo, do adjetivo, ou mesmo do próprio substantivo. Obtendo ligas que só ao alquimista são permitidas. Vejamos. Do inúmero número de vocábulos em que se verifica um processo de alteração da categoria sintática, ou manutenção sintática por força de novo vocábulo, quer por ação da base quer do derivado, topamos estas nominalizações deverbais: “acontecência”, “havência”, “pertencimento”, “andação” ou “conhecença”. Como apodo de nominalização denominal, poder-se-ia citar “mentirança” e “medaço”. Para não jazer nas plagas do vazio, eis também uma adjectivalização denominal: “encrenqueira”. Recuando: perante o impasse da estória, notória se torna a premência da exploração de técnicas e moldes e dados inovadores. Porque não basta à ficção reproduzir a realidade ou ser espelho do real. Isso já se fez ou é horta de outras artes. Da perícia autoral depende a superação do real. Mais: a sua subversão. E é o que acontece substantivamente em “Campo de Trigo”. Podemos apontar o irreal em “O Inventor”; o surreal em “Anistia”; a subversão do real (pelas palavras) em “Justiça”. Estas e outras estórias é que provocam o avanço. Deixando as restantes coladas, como pinto recém-nascido a casca-de-ovo, a correntes literárias recentes. E já que entramos na corrente, deveremos referir a mais ousada ousadia presente neste livro. Algo que apelidaríamos de transrealismo. Obter do texto a superação do real, a sua mistificação, submeter e soterrar normas, o erigir de um outro real. Isso acontece aqui e ali, mas de forma exemplar no conto mais de todos escatológico: “O Osso” (também em “Congonha”). De que retiramos três análises resumíticas: a mulher que se dá ao pai e depois ao filho, sendo carne para o primeiro e osso para o segundo; o homem que, elo em Kafka, devém canino, o filho-cão; a habituação a baixas desumanidades que impede um ser humano de reverter após uma vivência animalesca. Falávamos de artes plásticas. De artes cênicas. De linguística. E, sobretudo, de arte literária. E corrente. Literária, claro, mas não só. Tudo muito apreciado. Mas então, e a vida? Porque é o sangue dela que muitos pretendem, ou preferem ver escorrer das letras dos livros. Diria: Existe, como metáfora da terra, e dela, a vida, um extenso campo de trigo. E pequenos pontos negros no meio do trigo, os corvos. Este é o palco, é aqui que tudo decorre. Com o sol por testemunha ou sob o céu noturno. Os pequenos pontos negros por vezes exaltam-se.
Rebelam-se. Ficam loucos. Pode dar na destruição de todo o enorme campo. De trigo.
E é assim que a vida se eleva (mesmo quando derrubada).


Porque ela é em simultâneo


Luz e escuro
Branco e negro
Gozo e dor
Água e fogo

Campo de Trigo e Corvos.


-0-


Antero Barbosa – Literato de Porto, Portugal (Poema, Ficção, Ensaio). Licenciado em Estudos Portugueses, Diretor de Escola de Ensino Superior. Crítico Literário, autor dos livros “Contextos” (Contos) e “Ramos e de Repente (Poemas). Prêmio de Poesia Brétema, 1990, e Prêmio Trindade Coelho, 2005.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Desafio para 2011 é ligar o esporte à educação, afirma ministro Orlando Silva

Vladimir Platonow

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O ministro do Esporte, Orlando Silva, afirmou hoje (13) que o desafio a partir de 2011 será ligar o esporte à educação, proporcionando aos milhões de estudantes brasileiros a prática esportiva como meio de inclusão social. O ministro também destacou que é preciso buscar novos talentos olímpicos. Ele participou do lançamento do Viradão Esportivo, que prevê 33 horas de atividades variadas, em 2 mil eventos, em diversos bairros da cidade e da região metropolitana. A abertura ocorreu aos pés do Cristo Redentor, com uma apresentação de judô reunindo crianças e medalhistas olímpicos.
“Para 2011, o desafio estratégico e central é ligar mais o esporte à educação. Nós avançamos ainda em passos tímidos e será necessário dar passos mais ousados para que se tenha um desenvolvimento esportivo sustentado. É a capilaridade. Para se ter um modelo sustentável de desenvolvimento em várias modalidades é preciso atuar em várias frentes”, afirmou Orlando Silva, rodeado por crianças de comunidades cariocas praticantes de judô.
Vestindo um quimono com o seu nome bordado, o ministro posou para fotos ao lado dos judocas e lembrou que é importante garantir legados sociais e esportivos dos grandes eventos que acontecerão no país, como os Jogos Mundiais Militares de 2011, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
“O legado é o desafio principal. No Rio de Janeiro esperamos uma revitalização do centro e da região do porto. Mas o legado mais difícil e mais importante é estimular o hábito na população brasileira de ter atividades físicas para sua melhor qualidade de vida”, disse o ministro.
Orlando Silva fez ainda um balanço positivo da política esportiva nos dois governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Nesses últimos oito anos nós fizemos um esforço de superar um déficit de infraestrutura esportiva no Brasil. Nesse período assinamos perto de 13 mil contratos para reformar ou construir equipamentos esportivos em todos os estados e trabalhamos para colocar o Brasil na rota dos grandes eventos esportivos. Realizamos o Pan e o Parapan, valorizamos o esporte como fator de desenvolvimento e de inclusão social e tivemos a elevação do nível técnico do esporte de alto rendimento”, analisou o ministro.
A secretária de Esportes do estado do Rio de Janeiro, Márcia Lins, também enfatizou a importância de se apostar nas crianças e nos adolescentes como futuros campeões olímpicos. Ela citou o projeto Rio 2016, que oferece, em 650 núcleos, práticas esportivas em 30 modalidades a 130 mil jovens.
“Nosso objetivo é triplicar esse número até 2016. Nossas crianças e nossos jovens são a promessa de um futuro mais saudável e com mais medalhas. O esporte é a ferramenta que leva a cidadania de forma mais rápida para a sociedade”, afirmou a secretária.

Edição: Lílian Beraldo

ALIMENTAÇÃO É TAMBÉM :) EQUILÍBRIO!


REFLEXÕES




sábado, 13 de novembro de 2010

AS DUAS FLORES

Quando eu era criança: uns quatro ou cinco anos, mais ou menos, lembro-me que mamãe comprava-me um almanaque infantil chamado Tico-Tico, que continha uma seleção de histórias em quadrinho, além de textos e poesias, lindamente ilustrados. Quando eu não sabia ler, mamãe lia para mim... Ela própria gostava muito de ler. E uma das poesias que ficou marcada fundo na minha lembrança era As duas flores, que eu queria porque queria reler, mas não me lembrava nem do título, nem o nome do autor.

Hoje finalmente eu a encontrei no site www.poemasdecoração.blogspot.com.
Ao referido site, o meu muito obrigada!

AS DUAS FLORES

Por: Castro Alves

São duas flores unidas
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol
Vivendo no mesmo galho
Da mesma gota de orvalho
Do mesmo raio de sol

Unidas, bem como as penas
Das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu...

Unidas, bem como os prantos
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar
Como o suspiro e o desgosto
Como as covinhas do rosto
Como as estrelas do mar...

Unidas... Ai quem pudera!
Numa eterna Primavera
Viver qual vive essa flor
Na rama verde e florida
Na verde rama do amor!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Jogadores de futebol estão mais propensos à desidratação



Estudo mostra que uma das causas é a falta de paradas regulares durante as partidas.

AGÊNCIA NOTISA – A hidratação é um fator de extrema importância no rendimento de qualquer atleta. No futebol, ela pode ser prejudicada por vários fatores. É o que mostra o estudo “Fatores que influenciam na hidratação de atletas de futebol”, publicado em junho do ano passado na revista Arquivos em movimentos.
Os autores, Fabio Benvenuti, Henry Schneck e Lili Niehues, explicam que a dimensão do campo e as regras atuais do futebol são fatores que não permitem uma otimização da reidratação, visto que não existe o tempo técnico, ou seja, os atletas correm quarenta e cinco minutos com a possibilidade de ingerir líquido somente quando existe parada para atendimento dentro do campo.
“Sem uma adequada ingestão de líquido durante o exercício, os atletas podem sofrer aumento da temperatura corporal e nos batimentos cardíacos. Essa desidratação acontece devido à necessidade que o organismo tem em manter a temperatura corporal próxima ao repouso, cerca de 37°C”, explicam.

Segundo eles, uma temperatura corporal mais alta que 41°C danifica as células e aos 42°C proteínas são coaguladas, resultando na morte da célula. “Existem vários mecanismos para eliminar o calor produzido pelo exercício, o mais importante deles é através da transpiração ou sudorese, que nada mais é do que a perda de líquidos através da pele, manobra que de certa forma age como válvula de escape para o calor”, contam.
O estudo também mostra que altas temperaturas (típicas no Brasil) associadas à alta umidade relativa do ar são fatores que promovem um desgaste maior – embora as taxas de suor variem de acordo com tamanho corporal, temperatura ambiente, umidade, aclimatização, sexo, idade, nível de treinamento e nível de glicogênio muscular.

“A perda de glicogênio muscular é a principal causa da perda do desempenho durante as partidas de futebol, principalmente no segundo tempo, onde há maior incidência de gols marcados e sofridos”, explicam. Por essa razão, eles aconselham que antes, durante e após os jogos e treinamentos os atletas façam a ingestão de carboidrato para manter os níveis glicêmicos altos, evitando assim o surgimento prematuro da fadiga.

Também é importante, segundo eles, a reposição de eletrólitos como sódio e potássio, já que a falta desses minerais está associada a câimbras nos jogadores. Os pesquisadores não recomendam a ingestão de água pura durante e após a partida, pois ela é um elemento pobre em energia e eletrólitos e irá retardar a reidratação.

“A ingestão de bebidas contendo carboidratos, bem como sódio e potássio, demonstra ser mais eficiente na recuperação de atletas de futebol bem como a não retardar o esvaziamento gástrico”, explicam.

O estudo também alerta para a importância do monitoramento constante do peso dos atletas. “Antes e após jogos e treinamentos, faz-se necessário que o atleta suba na balança para ser quantificada sua perda hídrica. É importante, também, prestar atenção aos sintomas físicos. Se a fadiga for acentuada, apresentando dores de cabeça, o atleta pode estar cronicamente desidratado”, explicam.

Os autores acreditam que é de grande relevância que os atletas tenham consciência da importância de estar sempre bem hidratados. “Para isso é necessária a atuação conjunta da comissão técnica com os departamentos de nutrição e médico, afim de educar os jogadores sobre as vantagens de uma boa hidratação”, concluem no artigo.

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

Dia Nacional da Alfabetização

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

DE ARTISTA E DE LOUCO

De médico e de louco todo mundo tem um pouco!

Esta expressão está associada à obra de Stevenson, "O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde", que ganhou notoriedade ainda maior quando uma adaptação do cinema mudo escolheu como título "O Médico e o Monstro".


No livro, o cientista criou uma fórmula para separar a razão do instinto, mas, em nome da dramaticidade, associou essa irracionalidade à amoralidade. Assim, esse passou a ser o imaginário da loucura. E os loucos em geral, muitos deles frutos do excesso de racionalidade ou da ação de outros "loucos", passaram a ter um único destino: o hospício! E muitos manicômios ficaram famosos em função disso: "Ficou Pinel!", "Teu lugar é no Juqueri". Até música fizeram: "Brrrrum! Preciso me cuidar, senão eu vou pra Jacarepaguá!". E muitos "loucos" passaram a ser classificados por conveniência:

Rebeldia virou loucura! Protestar contra poderosos também, afinal: "Manda quem pode. Obedece quem tem juízo. "Acesso de loucura" virou atenuante para crimes premeditados, mas ser "louco" também virou desculpa para afastar pessoas "indesejáveis" do convívio social, ou para atenuar os excessos das classes dominantes: "Pobre é louco. Rico é excêntrico". No entanto, o médico Simão Bacamarte, da obra "O Alienista", de Machado de Assis, ao perceber que quatro quintos da cidade eram internos em seu hospício, resolveu soltar todos e trancafiar os considerados "sãos"...

O fato é que, até bem pouco tempo, qualquer distúrbio ou limitação mental, sobretudo nas classes menos favorecidas, tinha como destino certo o manicômio, com direito a procedimentos que, em outras circunstâncias, seriam considerados tortura, desumanidade!


Então, recentemente, fui encarregado da programação de palestras do Rotary Club de Santos-Porto...

Pensei logo em convidar o Arte-Educador Renato di Renzo, que em 1989 revolucionou o Brasil com suas experiências no Hospital Anchieta, criando o Projeto "TAMTAM" (o tambor africano!).


Pensei que seria difícil, mas ele prontamente aceitou o convite, já escolhendo o tema: "TAMTAM: Saúde Mental, Arte e Cidadania".

No dia, ele dispunha de apenas 15 minutos para sua apresentação... Poderia ter falado por horas!

Santista nato, ele confessou estar muito feliz em ali estar porque, passados mais de 20 anos da ação no Anchieta, tornada referência mundial, poucas vezes fora convidado a falar sobre seus projetos em sua cidade natal.


Depois, falou apaixonadamente sobre seus conceitos e crenças, lembrando que a loucura nada mais é do que uma paixão desenfreada, daquelas que quase todos já tivemos; instantes em que convenções perdem seu poder limitador, abrindo espaço para os instintos, quando a criatividade humana atinge seu ápice e a arte se manifesta em estado puro.


Sua proposta no Projeto TAMTAM, hoje transformado em ONG, é de usar manifestações artísticas, que tem seu quê de loucura em relação à realidade, como ponte terapêutica para fazer o caminho inverso, melhorando a qualidade de vida de milhares de pessoas, reintegrando-as à sociedade.

A repercussão dessa proposta foi tão significativa que fundamentou a lei antimanicomial em vigor!

Concluiu com sincera emoção, relatando seus outros projetos de arte-educação e resgate de cidadania, como o "E aí, beleza?", que já levou ao palco do Teatro Coliseu gente que revelou jamais ter sonhado sequer passar diante dele, quanto mais nele atuar. Inclusão social!


Que belo trabalho, Renato! Que doida e contagiante paixão essa de ser louco por arte, pela arte e destarte transformar loucura em arte, auxiliando na cura, sem descartar, isolar ou continuamente dopar seres humanos!

Você mais do que nos provou que de médico, de artista e de louco todos precisamos ter um pouco!

 

Adilson Luiz Gonçalves

Mestre em Educação

Escritor, Engenheiro, Professor Universitário e Compositor

Museu do Futebol celebra o Dia da Consciência Negra


Atividades culturais e horário estendido fazem parte da programação

No Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, o Museu do Futebol – instituição da Secretaria de Estado da Cultura, localizado no Estádio do Pacaembu – oferece ao público atividades culturais ministradas pelo Núcleo Educativo do Museu que relembram o papel dos negros no futebol e na sociedade brasileira.

Do início do século XIX - quando o futebol chegou ao Brasil pelas mãos do inglês Charles Miller - até a década de 1920, houve imensa resistência à presença de negros e mulatos nos elencos de clubes brasileiros. Esse futebol elitizado, no entanto, acabou vencido pelo talento único dos jogadores negros, que se tornaram maioria no rol dos grandes ídolos do futebol nacional.

Atividades

A atividade “Mapa Mundi”, que tem início às 11 horas, promove discussão sobre a globalização do futebol e os seus efeitos, como a intensa transferência de jogadores negros e os processos de naturalização (países com pouca tradição no futebol costumam recorrer à naturalização de jogadores negros - como é o caso do moçambicano Eusébio, até hoje o maior nome da história da seleção de Portugal). Os visitantes poderão visualizar esses dois processos através de um mapa-mundi que demonstrará a migração de jogadores.  

Às 14 horas, na Sala das Copas do Mundo, os visitantes relembram a inserção dos negros na sociedade brasileira a partir do final do século XIX e revisitam o papel do futebol nesse processo. As atividades Jogo da Memória e Caça Detalhes permitirão que os visitantes conheçam a história de algumas personalidades negras nacionais e internacionais presentes na exposição permanente da Sala das Copas do Mundo.

Virada Esportiva

No dia 20, por conta da Virada Esportiva de São Paulo, o Museu do Futebol funcionará em horário diferenciado, com abertura às 10 horas e fechamento às 21 horas.

Serviço – Dia da Consciência Negra

Museu do Futebol: Estádio do Pacaembu (Praça Charles Miller, s/n).
Estacionamento: Praça Charles Miller – Zona Azul (posto de venda oficial Museu do Futebol).
Mais informações: www.museudofutebol.org.br
Ingressos: R$ 6,00 (inteira)/R$ 3,00 (meia-entrada)
Horário de funcionamento: 10 às 21 horas (bilheteria até as 20 horas)

Programação – 20/11
·         Atividade: Mapa Mundi
Horário: 11 horas
Local: Sala das Copas do Mundo
·         Atividade: Jogo da Memória e Caça Detalhes
Horário: 14 horas
Local: Sala das Copas do Mundo

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Memoria da educação paulista


Memória da educação paulista

9/11/2010
Agência FAPESP – O Arquivo Público do Estado de São Paulo acaba de lançar o Memória da Educação, um novo site temático sobre a educação paulista que abriga documentos raros dos séculos 19 e 20.
O site é direcionado a pesquisadores e interessados em história da educação. São disponibilizados relatórios, dados estatísticos, instruções pedagógicas, revistas, trabalhos escolares, além de imagens e outros documentos raros.
Cada documento traz um pouco da história da educação no campo, na cidade e no litoral, contada por alunos, professores, inspetores, diretores.
A partir deles, é possível conhecer melhor os métodos pedagógicos, as modificações na estrutura física e patrimonial da educação pública e diversos aspectos da vida cotidiana da sociedade, por meio de suas relações com o meio escolar.
Fatos históricos marcantes – como a utilização dos prédios de vários grupos escolares e escolas como quartéis nas Revoluções de 1930 e 1932 – são destacados.
O site traz também curiosidades da época, como uma prova realizada pela aluna Maria Carolina Marins, matriculada em 1896 no 4º ano do Grupo Escolar Antonio Padilha, em Sorocaba, interior de São Paulo.
Na prova da aluna são apresentados os conhecimentos adquiridos pela aluna no decorrer do ano letivo. A prova dissertativa, aplicada ao fim de cada ano, baseava-se em teste escrito sobre disciplinas escolares como física, botânica, mineralogia, língua estrangeira, língua portuguesa e música, entre outras áreas.
Segundo o Arquivo Público, novos documentos serão acrescentados gradativamente, cobrindo outros períodos e níveis de ensino.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Vitrine do Giba: Estou Proibido

Vitrine do Giba: Estou Proibido: "Hoje acordei proibido de sonhar qualquer tipo de proibição. Acordei proibido. Sonhei um sonho proibido, deste malandramente vedado.Não posso..."

domingo, 7 de novembro de 2010

anjinho amarelo

 

ANJINHO AMARELO


Chamo de anjinho amarelo, um inocente gato de cor amarela,

que apareceu não sei de onde, todo machucado.

Tentamos fazer algo por ele, uma vizinha e eu, mas a violenta

agressão que o bichano sofreu não permitiu.

Dentro da caixa improvisada que arrumamos para ele,

olhou-nos com um olhar infinitamente meigo e agradecido.

Morreu momentos depois, nas mãos da veterinária que

não conseguiu salvar o gato amarelo, vítima de mais um ato de

irresponsabilidade e violência.


Esse relato é um apelo que faço novamente: mais humanidade

para com os animais. É necessário criar a Delegacia dos Animais,

e um Pronto Socorro para acudir animais numa emergência.


Os animais sofrem como nós, e têm até mais sentimentos.

Sendo dependentes e mais frágeis, cabem às leis humanas

protegê-los.

 

Nair Lúcia de Britto.

 

PROJETO DE LEITURA CRIANÇA FELIZ NO COLÉGIO UMBRELLA EM 06/11/10




































sábado, 6 de novembro de 2010

A PAZ NO TRÂNSITO É UMA RESPONSABILIDADE DE TODOS NÓS!




A última intervenção médica foi em 21/10, para a retirada de placa e parafusos da perna esquerda. O instrumentador relatou que um jogador do CORITIBA fez fratura idêntica que afetou tíbia e fíbula. Agora a Fernanda já está vencendo com os primeiros passos. Quinta, 04/11, foram retirados os pontos da cirurgia pelo acidente de trânsito. A PAZ NO TRÂNSITO É UMA RESPONSABILIDADE DE TODOS NÓS!



































Os "pontos" foram retirados, a vida continua com expectativas somadas aos desejos de Deus!






Agradecemos a solidariedade e amizade de todos com UM GRANDE ABRAÇO DE PAZ E AMOR.


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

III Seminário Internacional de Pesquisa em Educação.

III Seminário Internacional de Pesquisa em Educação

Entre os dias 23 e 26 de novembro, a Uninove realizará o III Seminário Internacional de Pesquisa em Educação. As inscrições com trabalho vão até o dia 08/11 e as inscrições para as conferências livres até o dia 19/11.

Mais Informações: http://www4.uninove.br/seminariointernacional/

terça-feira, 2 de novembro de 2010

MUSEU AFRO BRASIL: EXPOSIÇÃO A ARTE DO POVO BRASILEIRO - QUATRO OLHARES . abertura dia 30 de outubro. Grátis

 
Exposição "A Arte do Povo Brasileiro. Quatro Olhares. Uma homenagem" mostra a autenticidade de  artistas e artesãos de todo o  País no Museu Afro Brasil

 

Exposição apresenta mais de 100 obras e homenageia Maria Cândido Monteiro, artista popular cearense, que morreu no mês de agosto

 

Duração: 30 de outubro a 27 de fevereiro de 2011

Local: Museu Afro Brasil – Parque Ibirapuera – Portão 10

Abertura: 30 de outubro, às 11 horas

Visitação: de terça a domingo, das 10 às 17 horas

Informações: 11. 3320-8900

 

A exposição " A Arte do Povo Brasileiro. Quatro Olhares. Uma Homenagem" será inaugurada neste sábado, dia 30 de outubro, às 11 horas, pelo Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura e Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo destacando a espetacular e autêntica arte popular brasileira. São cerca de 100 obras feitas em barro, madeira e tecido com colorido e lirismo que representam cenas do cotidiano religioso, de festas populares e do imaginário do povo brasileiro. Com curadoria do artista plástico, Emanoel Araujo, Diretor-Curador do Museu Afro Brasil apresenta obras de  Maurino Araujo (esculturas de madeira),  Lafaete Rocha (esculturas de madeira), Madalena Reinbolt (tapeçarias), Agnaldo Manoel dos Santos (esculturas de madeira), Maria Cândido Monteiro (barro), Heitor dos Prazeres (pintura),  Nhô Caboclo (esculturas de madeira), Nino (esculturas de madeira), Noemisa (barro), Mestre Vitalino (barro), Família Julião (esculturas de madeira), entre outros.

 

Nesta exposição 30 obras são assinadas por Maria Cândido Monteiro (1961-2010), uma das principais artesãs brasileiras, que morreu em agosto deste ano, e tão bem soube representar através da arte a vida de sua gente.  Nascida em Juazeiro do Norte (CE) começou a produzir suas peças aos oito anos de idade.  Por trabalhar o barro em conjunto com a mãe, Maria de Lourdes Cândido e a irmã, Maria do Socorro, ficaram conhecidas como "as três Marias". Seus trabalhos sempre apresentaram semelhanças entre si, embora cada artista mantivesse sua produção própria. Maria Cândido preocupava-se em produzir peças bem acabadas, inspiradas em fotos de revistas, jornais ou em outros materiais visuais com os quais tinha contato, misturando-os à sua imaginação. Não raro, ela começava a modelar o barro, sem qualquer intencionalidade e, ao final, surpreendia-se com os resultados obtidos. Além das placas decorativas, que chamava de "temas", fazia reisados, quadrilhas e lapinhas. Em uma entrevista para o livro "Em nome do Autor – Artistas e Artesãos do Brasil" (Proposta Editorial), Maria Cândido revelou que quando pequena ganhou de um professor um livro de Patativa do Assaré, poeta nordestino. "Fiz 25 temas sobre isso. Coisas da gente, eu gostei muito. Fica bem gostoso assim de fazer a história", disse.

 

A mostra também é composta de textos, referências bibliográficas  e painéis de quatro grandes incentivadores da arte popular brasileira, são eles: Clarival do Prado Valladares, Lélia Coelho Frota, Jacques Van de Beuque e Janete Costa.

 Clarival do Prado Valladares (1918 – 1983),   crítico de arte e historiador nascido em Salvador. Fez o curso de medicina em Recife recebendo o diploma de médico na Bahia em 1941, defendeu o doutoramento em 1952 e fez logo depois o curso de pós-graduação em Patologia na Harvard University. Deu aula na UFBA como docente de Anatomia Patológica e depois História da Arte em 1962. Foi crítico do Jornal do Brasil e editor dos Cadernos Brasileiros. Dentre suas publicações destacamos: Presciliano Silva: um estudo biográfico e crítico (1974), Rio Barroco (1978), Rio Neoclássico (1978), Arte e Sociedade nos Cemitérios Brasileiros. Aspectos da Arte Religiosa no Brasil (1981) e Nordeste Histórico e Monumental (1982-1983).  

Lélia Coelho Frota (1937 – 2010),   escritora e crítica de arte que dedicou mais de 30 anos a pesquisas sobre a arte popular brasileira. Suas obras são fontes de pesquisa indispensáveis para quem quer compreender a arte popular enquanto uma manifestação de arte para além de uma visão meramente folclórica ou turística. Ela é autora de dezena de livros, dentre os quais se destacam: "Mitopoética de 9 artistas brasileiros (1975), "Paisagem Intemporal de Cândido López" (1977), Mestre Vitalino (1988), Tiradentes, retrato de uma cidade (1993), Pequeno Dicionário da Arte do Povo Brasileiro (2005). 

Jacques Van de Beuque (1922 – 2000),  colecionador francês que coletou por todo o país, com ajuda de amigos,  uma imensa quantidade de objetos artísticos de cultura popular. Ao longo de 40 anos conseguiu formar um acervo de milhares de peças, que serviram de base para a criação do Museu Casa do Pontal (Rio de Janeiro). 

Janete Costa (1932 – 2008), arquiteta, designer e grande incentivadora das artes populares. Fez a curadoria das exposições: "Fiesp/Ciesp", em São Paulo (1985), da "Bienal de artesanato" no Centro de Convenções em Recife (1986), da exposição "Viva o povo brasileiro" no Museu de Arte Moderna-MAM, RJ (1992), "Arte popular brasileira", no Riocult, Rio de Janeiro (1995), "Arte Popular Brasileira e Arte Popular dos Estados" no Carreau du Temple em Paris, (2005), "Que Chita Bacana", no Sesc Belenzinho em São Paulo, (2005), "Somos-Criação Popular Brasileira" no Santander Cultural em Porto Alegre (2006), "Do Tamanho do Brasil" no Sesc Avenida Paulista em São Paulo (2007) entre outras.

Sobre o Museu Afro Brasil

O Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura, vinculado à Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo, é um espaço de preservação e celebração da cultura, memória e da história do Brasil na perspectiva negro africana, assim como na difusão das artes clássicas e contemporâneas, populares e eruditas, nacionais e internacionais.

Localizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, foi inaugurado em 23 de outubro de 2004 e possui um acervo de mais de cinco mil obras. Parte das obras, cerca de duas mil, foram doadas pelo artista plástico e curador, Emanoel Araujo, idealizador e atual Diretor Curador do Museu. A biblioteca do museu, cujo nome homenageia a escritora, "Carolina Maria de Jesus", possui cerca de 6.800 publicações com especial destaque em uma coleção de obras raras sobre o tema do Tráfico Atlântico e Abolição da Escravatura no Brasil, América Latina, Caribe e Estados Unidos. A presença negra africana nas artes, na vida cotidiana, na religiosidade, nas instituições sociais são temas presentes na biblioteca.

O museu mantém um sistema de visitação gratuita para todas as exposições e atividades que oferece; um Núcleo de Educação com profissionais que recebem grupos pré-agendados, instituições diversas, além de escolas públicas e particulares. Através do Núcleo de Educação também mantém o programa "Singular Plural: Educação Inclusiva e Acessibilidade", atendendo exclusivamente pessoas com necessidades especiais e promovendo a interação deste público com as atividades oferecidas.

 

Diretor curador: Emanoel Araujo

Diretor executivo: Luiz Henrique Marcon Neves

Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº

Parque Ibirapuera- Portão 10

São Paulo- SP - Brasil

CEP: 040094-050

Fone: 55 11 3320-8900

www.museuafrobrasil.org.br

Funcionamento: de terça a domingo, das 10 às 17 horas (permanência até às 18h)

Estacionamento: Portão 3 – Zona Azul

Entrada: Grátis

Para maiores informações: faleconosco@museuafrobrasil.org.br

Para agendar visitas: agendamento@museuafrobrasil.org.br ou

Fone: 55 11 3320-8900 ramal 121

 

 

 

 

CRIANÇAS NO CÉU

 

CRIANÇAS NO CÉU


Especialmente hoje quero homenagear as crianças que estão no céu e

tranquilizar seus respectivos pais que estão na Terra. Justamente nesta

semana eu vi um livro Crianças no Além, que me chamou a atenção e

creio que a mensagem desse livro pode trazer conforto e esperança para

muitos pais saudosos.


O livro, editado pela Emmanuel S/C Editora, relata uma mensagem

psicografada por Chico Xavier. A mensagem é de Marcos, um menino que

perdeu a vida, juntamente com seus dois irmãosinhos, num acidente de

carro, em 1975, na estrada de Perus.

Os pais ficaram terrivelmente abalados e a tristeza os acompanhava em todos

os dias que se seguiram àquele episódio incompreensível.

O casal tinha outra religião, mas aconselhado por uma vizinha, foi buscar

ajuda em Uberaba, com Chico Xavier. Os pais mostraram a foto das

crianças ao Chico, mas de momento não ocorreu nenhuma mensagem.

 

O casal, porém persistiu, voltando ali por quatro vezes. Até que a mensagem

veio, sem que Chico Xavier soubesse de nenhum detalhe a respeito da família.

 

Achei oportuno repassar aqui alguns trechos da mensagem do pequeno

Marcos, esperançosa de que poderão ser como uma luz a outros pais que

sofrem. Eis, pois, as anotações dos trechos que considerei mais importantes:


"Minha querida Mamãe, meu querido Papai,

Estou obedecendo ao meu avô Joaquim que me trouxe para escrever.

Peço para que me abençoem. A senhora pede notícias que rogou tanto,

perante as orações, que me vejo aqui para trazer a esperança ao seu

coração e fortalecer em meu pai a confiança na vida.

 

Não sei como fazer isso direito: escrever, falando o que se passa. Meu

avô está me auxiliando..."

 

"Rogo a vocês que não se deixem dominar pelo sofrimento, embora

este conselho deva ser ditado para mim mesmo...

"Desde que acordei aqui, ouço os seus gritos do coração... Mas peço à senhora

para viver com fé em nosso reencontro...

"Mamãe, se não fosse a falta que a gente experimenta de casa, se não fosse

a voz da senhora e do papai por dentro de mim, eu diria que tudo está bem.

 

Mas posso dizer, agora, que tudo melhorará quando melhorarem a paciência

e a confiança...

 

"Estamos num parque de crianças que vieram para cá apressadamente. Temos

tratamentos, exercícios, lições e muito carinho.

 

"Peço a você – a você que é nosso querido anjo-da-guarda – entregar a Deus

os acontecimentos. Não chore mais com desânimo e aflição...

"Um dia estaremos todos juntos, mas não deseje vir para cá como quem força

a entrada de uma casa desconhecida.

 

"Temos tantos irmãos nas calçadas, pedindo auxílio. Sejam eles, também,

filhos do seu coração

 

"Pouco a pouco entenderemos as razões por que tudo aconteceu...

 

"Não se queixem. Vamos cultivar a saudade na igreja do amor ao próximo.

 

"Em nome dos irmãos e em meu nome, deixo a vocês o nosso beijo de

respeito e amor. Com um abraço do avô Joaquim."

 

MARCOS


Uberaba, 12 de dezembro de 1975.


 

ICL defende aprovação urgente do PL 1482 para endurecer combate ao roubo de combustíveis em dutos

      O Instituto Combustível Legal (ICL) defende a aprovação urgente do PL 1482, proposta que busca dar uma resposta mais firme e proporcio...