segunda-feira, 14 de junho de 2010

Memórias do Rádio Esportivo


Comecei a acompanhar narrações esportivas mais atentamente por volta dos 11 anos de idade, no início da década de 1970.
O tipo de narração era mais ou menos padrão: um speaker de voz poderosa e rápida, estilo turfe; um comentarista de voz lenta e doutoral; e um ou dois repórteres de campo, além do plantão esportivo, que informava resultados de outros jogos.
Em Santos, eu costumava escutar a Rádio Atlântica, cujo narrador era Walter Dias, com comentários de Jorge Shammas e reportagens de João Carlos, o corisco dos repórteres. É verdade que várias vezes a torcida já estava gritando gol e o narrador ainda estava no meio de campo. Lembrando disso, me veio à mente o impagável esquete do narrador de futebol gago, imortalizado por Zé Vasconcellos...

Quando o Santos FC jogava clássicos, no entanto, eu preferia ouvir a Rádio Nacional de São Paulo, que tinha Pedro Luiz, Mário Moraes, Juarez Suares e Roberto Carmona.
Aí, um dia, eu passeava pelo dial do rádio de pilha quando descobri a Jovem Pan.

O estilo narrativo era irresistível, a começar por Osmar Santos, que reinventou a transmissão esportiva, trazendo a ?firula? do campo para a voz. Não foi à toa que passou a ser chamando de Pai da Matéria.
Os outros narradores da Pan eram apenas José Silvério e Edemar Anusek! Os comentaristas também eram supimpas: Orlando Duarte e Cláudio Carsughi, com seu sotaque italiano indefectível, ainda mais preciso quando acompanhava o Velho Barão, Wilson Fittipaldi, nas corridas de Fórmula 1, nos tempos de Emerson, Wilsinho e José Carlos Moco Pace. No campo, desfilavam Fausto Silva (o Faustão) e Wanderley Nogueira; equipe que teve, mais tarde, o aporte de um jovem cabeção de Muzambinho: um tal Milton Neves... Mas, o que mais me surpreendeu foi o que veio depois do futebol e antes do Terceiro Tempo, que na época era um noticiário geral, de fim de domingo da emissora. O nome desse programa resumia com absoluta perfeição o que ele era: Show de Rádio. Seus protagonistas: Estevam Sangirardi, Nelson Tatá Alexandre, Carlos Roberto Escova, Odayr Batista e, algum tempo depois, Serginho Leite. Eles personificavam personagens hilários, que representavam, entre outros, cada time grande de São Paulo: o Palmeiras tinha a Nona, o Fumagalli e o cachorro Vardema Fiúme; o Corinthians tinha o Zoca Zifio, o Pai Jaú e a Nega; o São Paulo tinha o Lorde Didu Morumbi e seu mordomo corintiano, sistematicamente assim chamado: - Archibald! Archibáaáaáaáald!; e o Santos tinha dois portuários: o Zé das Docas e o Lança-Chamas, este invariavelmente bebaço e, entre um cochilo e outro, perguntando: - O Santos joga hoje?

Os domingos e quartas-feiras terminavam mais felizes, e eu, ainda menino, tinha a ilusão da eternidade das coisas boas... Até que a Rádio Globo de São Paulo, sucessora da Nacional, resolveu contratar Osmar Santos e, de quebra, levou Faustão, Tatá e Escova, provocando o que foi uma das maiores disputas entre emissoras da época, com direito a editoriais e acusações de assédio.
Osmar Santos, que vivia a dizer para os jogadores mascarados: Desce daí! Desce daí, que você não ta com essa bola toda!, virou o Pai do merchandising, mandando tanto Oi, fulano! Oi, sicrano!; que a torcida já estava gritando gol, quando ele se tocava que tinha um jogo em andamento. Na nova casa foi criado o Largo da Matriz, programa nos moldes do Show de Rádio e, logo em seguida, Faustão, Tatá e Escova começaram a apresentar a primeira versão do caótico Perdidos na Noite, na TV Gazeta, que depois foi para a Band e, mais adiante, o então gordinho (Ô loco, meu!) foi sozinho para perpetrar o Domingão do Faustão, na Globo.

As transmissões esportivas radiofônicas voltaram a ficar resumidas aos jogos, plantões esportivos e programas muito parecidos entre si, cujo diferencial único estava num narrador ou comentarista mais espirituoso.
Ainda bem que existe o Na Geral, da Rádio Bandeirantes, que conta com um gênio Beto Hora. É impressionante como ele consegue interpretar três personagens brigando entre si, ao mesmo tempo! Mudar de um tipo para outro, entre dezenas, sem perder o rumo! E ainda dar opiniões sérias por esses alteregos.

Esse é um dos muitos fascínios do rádio, talvez o maior deles, só comparável à leitura: mexer com nossa imaginação!

Esse é um dos muitos fascínios do rádio, talvez o maior deles, só comparável à leitura: mexer com nossa imaginação!

Por essas e por outras é que, em suas múltiplas e dinâmicas facetas, o rádio vive em constante processo de reinvenção de si próprio e, quando bem utilizado: informa, entretém, educa e também sabe ouvir.

Aula de Campo

Professores da PUC-Campinas fazem um balanço ambiental de cinco anos de atividades em Cananéia

 

Uma vez por ano, os alunos da Faculdade de Ciências Biológicas da PUC-Campinas, trocam a sala de aula pela cidade de Cananéia, no litoral sul, em São Paulo. A atividade, chamada "Aula de Campo", tem como objetivo colocar em prática tudo o que os alunos estudam dentro de sala e nos laboratórios. O local visitado apresenta um ambiente rico em biodiversidade, ou seja, fauna e flora que oferecem amplos estudos num só local. 

 

Neste semestre, a "Aula de Campo" foi realizada no mês de maio e todos os alunos do 3º ano foram convidados. Bruna Aparecida Strazza não perdeu a oportunidade e embarcou com a turma. "Achei superinteressante. Na Faculdade temos todos os organismos para estudo, mas mortos. Lá pude vê-los vivos e em seus habitats naturais. Além disso, houve mais integração entre os professores e alunos", contou a estudante. A aluna Danielle Sousa Pereira disse que a atividade superou suas expectativas. "Vivenciar o que estudo, me fez entender melhor a profissão que escolhi", disse.

 

Antes e depois

 

A "Aula de Campo" é realizada pelo quinto ano consecutivo, em Cananéia, e tem despertado preocupação com o gerenciamento costeiro, haja vista as mudanças identificadas pelos professores que acompanham a atividade. O professor Jodir Pereira da Silva visita o local, desde 1992, e conta que há uma especulação imobiliária na região. "Naquela época, existiam apenas duas pousadas e um hotel. Hoje, são mais de vinte instalados, além da concentração de condomínios e residências", comentou.

 

Com o aumento na quantidade de visitantes, também cresce a interferência que eles provocam no ambiente, a começar pela quantidade de lixo espalhado na água e no solo. Segundo a professora Luciane Kern Junqueira, o plástico é o material mais encontrado, principalmente em garrafas. "Essa falta de cuidado com o mangue pode fazer com que os caranguejos, por exemplo, desapareçam e provoquem um desequilíbrio, já que eles estão na base da cadeia alimentar", alertou a professora.

 

O excesso de turistas também tem provocado o desaparecimento de algumas plantas nativas, como os xaxins e as baunilhas naturais. Elas têm dado lugar à plantas "invasoras", levadas pelos próprios visitantes. "Durante as atividades encontramos grama no lugar de samambaias, que ocupavam a área anos anteriores. Essa substituição de espécies quebra a hegemonia de sucessões ecológicas", revelou a professora Gislei Cristina Gonçalves. Ela também conta que os fungos bioindicadores apontam para uma forte poluição no local. "A cor natural deles é vermelha, mas estão marrons e verdes. Isso significa, por exemplo, o excesso de gás carbônico no ambiente e uma das maneiras de ser emitido é por meio dos veículos que vão até lá", acrescentou a professora. 

 

Apesar da urbanização e de suas consequências, Cananéia reserva grandes espetáculos naturais. O professor Jodir relata que, desde a primeira visita, encontra uma população de golfinhos e nessa última, ainda foi surpreendido. "Pela primeira vez encontramos guarás – aves de coloração rosa. Os moradores locais me contaram que eram apenas duas ou três aves e, agora, já são pelo menos vinte", relatou. Esses atrativos naturais seduzem ainda mais os turistas. "Essa região não tem tratamento de esgoto e se o turismo continuar crescendo, o ecossistema poderá sofrer danos irreparáveis. É preciso gestão pública, imediatamente, antes que um problema se instale", advertiu o professor.

 

Ainda assim, todas as transformações, mudanças e adaptações da biodiversidade de Cananéia contribuem para a formação dos alunos da Faculdade de Ciências Biológicas. A região é considerada pelos professores ideal para estudos multidisciplinares, pois apresenta diferentes tipos de ecossistemas terrestres e aquáticos e deve continuar recebendo os estudantes pelos próximos anos, como uma forma de aproximá-los de uma vivência prática da profissão.  "Naquela época (1992), existiam apenas duas pousadas e um hotel. Hoje, são mais de vinte instalados, além da concentração de condomínios e residências", explicou o professor.
Assesoria de comunicação da PUC

Praça da Cachaça reúne principais produtores artesanais na Feira em Brasília

 

14/06/2010 16:52

Por Lucio Pereira Mello/Assessoria de Comunicação Social MDA/Incra



Engasga-gato, pinga, marvada, água que passarinho não bebe. Os nomes da cachaça mudam em cada região, mas a essência é a mesma: uma bebida bem brasileira que ganha mercado no Brasil e no exterior pela qualidade. Acompanhando esta valorização, a VII Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária - Brasiul Rural Contemporâneo vai oferecer, pela primeira vez em Brasília(DF), a Praça da Cachaça, um espaço exclusivo para amadores, degustadores, representantes e fornecedores que, de acordo com especialistas, é essencialmente artesanal.

Sucesso desde que passou a fazer parte da feira, a Praça da Cachaça reúne os sabores e as variedades da aguardente brasileira, oferecendo um espaço especial aos amadores, degustadores, representantes e fornecedores. Com mais de 15 produtores de todo o Brasil os estandes do espaço com 100m² conta com uma decoração especial para os amigos se reunirem e "prosearem" enquanto "molham a palavra". Para se ter uma ideia da diversidade, estarão representadas as cachaças de estados como o Rio Grande do Sul, Goiás, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e, obviamente, Minas Gerais.

Além da diversidade regional, os diferentes tipos de cachaças de produção tradicional prometem atender a todos os gostos. Além de "purinhas", das envelhecidas em tonéis de carvalho, de emburana e outras madeiras brasileiras, uma das novidades deste ano são as cachaças com sabor de frutas tropicais. A Praça da Cachaça é o local perfeito para todos os apreciadores da bebida autenticamente brasileira e está ganhando um grupo de apreciadores cada vez mais exigentes

Se beber...

Sempre respeitando a máxima: se beber não dirija; se dirigir, não beba, a organização do Brasil Rural Contemporâneo recomenda moderação. Para os apreciadores que "se empolgarem" ou "passarem um pouquinho do ponto" é recomendável o uso da carona solidária, o transporte público, táxi, ou serviço de transporte gratuito do evento. A cada 15 minutos uma van liga o Terminal Rodoviário do Plano Piloto com a Concha Acústica, inclusive nos horários dos shows. Beba com moderação.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

II Encontro Catarinense de Escritores

A Academia de Letras do Brasil/SC

 e a Academia de Letras e Artes de Alfredo Wagner

 convidam V. Sª para o II Encontro Catarinense de Escritores de Alfredo Wagner a ser realizado no dia 30 e 31 de julho de 2010. Na ocasião serão empossados os acadêmicos da Academia de Letras e Artes de Alfredo Wagner e diplomados diversos Escritores. Sendo ainda conferido o diploma de \"Amigo da Cultura\" a personalidades municipais, estaduais e nacionais. Contamos com a presença e o decidido apoio de V. Sª. Pedimos entrar em contato com

 Mauro Demarchi (48) 32761211 Prefeitura Municipal de Alfredo Wagner/ SC

 ou pelo site:
www.familia.demarchi.nom.br/encontrodeescritores.htm

Livro de Poemas Memórias dum Hiperbóreo, de Oleg Almeida


Pequena Resenha Crítica

A Portentosa Poética Neohedônica-Tropical de Oleg Almeida, no Diferenciado Livro de Poemas “Memórias dum Hiperbóreo”


“... A ironia é o meu último refugio... ”

Gregório Bacic, in, Olhares Plausíveis




Por todos os Deuses! A poesia de Oleg Almeida tem uma vertente neohedônica-tropical que arrebata. A lira-delirante de um viajoso-peregrino, por terras do além-longe, onde ele se impregna-clarifica de um lirismo-neohedônico que capitula telúrico em terras afro-tupí-davidicas. Será o impossível? Pois é! Hiperbóreo, do título, vem de como os gregos denominavam um povo que segundo eles moravam acima do vento norte. Pois um bielo-russo, o autor, Oleg Almeida comprou o mote e empreendeu viagens feito uma espécie assim muito bem agregada de gregonauta em terras brasilis gerais, tabuleiro-mosaico em que se cantando tudo há.

Memórias-derramas? Devaneios-fugas? Exercícios de libertações? A arte como fuga-tronco? O Parnaso é o lugar que somos-estamos-permanecemos? Que vento varre as hélices da alma quando nos defrontados num descaminho do longe, se não sabemos que lar nos habita e que propriamente lar somos e estamos? Devaneios de sensibilidade. Alimentamo-nos de nossas neuras e as transformamos em versos e pólos rítmicos de versações?

Que Estação Nada é um porto-lei? Remos em ventos: poemas. As aventuras ins/piram versos... Holderlin, o mágico de Hypérion no vestíbulo da prisão em que foi posto e condenado, acusado de loucura, quando exibia o mais alto grau de lucidez: “E no entanto tu brilhas, Sol! Terra sagrada, não cessas de reverdecer, o fluxo das torrentes escorre ainda para o mar, e no calor do meio dia a sombra das folhagens murmura ainda!”. Mares nunca dantes navegados? Por que mares, lares, bares e ares, segue a fluidez louca de Oleg Almeida?. É difícil ancorar um navio no espaço, disse a poeta-suicida Ana Cristina César. Qual é a filosofia vivencial de Oleg Almeida? Aí tem poesia. Ai de tida vida errante!

Poemas-crônicas, poemas-romances, retratos raros, poemas-historiais, poemas quadros cênicos, poemas e a paleta do olhar do criador trans/figurado. Que viagem é dar esqueleto estético a versos que ganham molduras em vidas, cores, tintas e panos, sentidos e consistências, a poética-texto que proseia o mar lusco-fusco entre a poesia propriamente dita e as memórias nem sempre tão doces, mas vertentes verdejantes de um ser como que, enclausurado numa dor lancinante, quando se purga a escrever o derredor delas, antes, depois, e, pior, dentro delas: eis o livro. Para Holderlin, como para os gregos, um Píndaro, por exemplo, a arte é artesania. É o chamado mechané dos poetas antigos que Oleg faz macadames de idéias-poemas, de situações-conflitos-poesia, de narrações-poéticas que criam fundos, ermos, variações, dimensões que a leitura mergulha, bebe, rende harmonia. A poesia é exigência, diz Saint-John Perse. Pois no caso de Oleg Almeida é exigência de contar, narrar, descrever, arrancar, criar-se ainda assim da memória, verter-se, dar o que pensar em seio, berço, eio; e pinturas com magnífico nuance novidadeiro de punho e cunho clássico.

............................................
“Olhai, Senhor, para mim
Com vosso sorriso bondoso e complacente.
Dai-me um pouco de luz olímpica;
Perdoai a vontade insana
De ler o final da historia, antes que seja escrito
DE quebrar, com alarde, a casca de noz sagrada
E comer o miolo
De penetrar o impenetrável”

(in, pg 10, Poema Numeral UM)

Essa é a poética de Oleg Almeida talvez neohedonista. Delirante. Delirante?. Melhor: assustadoramente poética, viajosa, fora do normal – se é que normal quer dizer alguma coisa – sem títulos; numeradas, como páginas de rostos, capítulos de uma mesma epopéia a criar diários, registros, delações, visões, com/figurações. O molusco tirado da concha em bólides e desafios faz-se homem no escreViver... Hiperbóreo...

E trabalha o verso que uni-(verso), o longe, o perto (o dentro), mais, a chaga do tempo, como se quisesse estar onde não está, e quisesse ser o que não pode ser, ou se quisesse escrever-se para refazer-se e incluir naquilo que lhe foi tirado, talvez o vento-tempo: “O tempo nos mata – Não a pauladas(...) mas à sorrelfa/Com rugas, doenças e cartas de despedidas/Pouco a pouco.” O tempo e suas cartas náuticas-poéticas. Navegar/Escrever é preciso, existir não é preciso?

“O azul foi a cor da infância
Do lépido céu que servia de teto(...)
Dos olhos de minha vó
Das histórias por ela contadas(...)
Foi o azul do menino(...)

(pg 21, in Verso V)

Assim é Oleg Almeida. Narrador-contador(cantador) que veste a roupa do que pensa, inventa, sente, e isso dói. Escrever é derrubar paredes? O Poema IX é lindo! Fragmento: “Do dia em que morreste, meu velho(...)/De capa branca, imaculada, e de sandálias pretas/Que nunca usarás em vida/Tu foste embora/Seguindo o caminho que todos os homens igualaria nos seus direitos/O da eternidade.” (pg. 39). Alexandre Dumas, em suas Memórias, dizia que era um menino entendiado, entendiado até as lágrimas. Quando sua mãe o encontrava assim, chorando de tédio, perguntava-lhe: -E por que é que Dumas está chorando? Então o menino de seis anos respondia: -Dumas está chorando porque tem lágrimas.

Os poemas hiperbóreos são as lágrimas hedônicas-tropicais de Oleg Almeida em peregrinação pelo mundo que re-descobre a cada ver-se? Ei-lo exatamente nu e lacrimal in versus: “Cheguei e, no meio do desespero/Vi todas as coisas, que conhecia desde o berço, ilesas/As flores a recamarem o teu sepulcro eram bonitas/O vinho tomado para coibir os prantos, gostoso/A lua recém-nascida, amarela/Mas tu não vivias/Ou tinhas entrado, talvez, nessas coisas/E nelas te radicarás/Virarás crepúsculos, raios e sons/Integrarás a natureza/Em cujas feições delicadas, daí para a frente/As tuas se encarnariam.” Bravo! Quadro cênico de pura poesia, a mortalha cênica de um olhar sensível-dor. As perdas (as ausências) alimentam sensibilidades lírico-meditativas que soçobram entre rumos, remos, resmas, iras e criações desta ordem. Que pátria é a infância? Que poesia é nossa cara-pátria? As caras e as coragens (e as fugas-devaneios) do mundo:

“O mundo de hoje não se parece com nada(...)
Aliás, eu também nada tenho de grego
Tirante meu hedonismo mal-sucedido
E as questões
Quem sou eu? Donde venho? Aonde vou?!
(pg. 67 Verso XV)
........................................................................

Ítalo Calvino dizia: “Entre os valores que gostaria que fossem transferidos para o próximo milênio está principalmente este: o de uma literatura que tome para si o gosto da ordem intelectual e da exatidão, a inteligência da poesia juntamente com a da ciência e da filosofia(...).” Oleg Almeida é um caótico itinerante? Já o dramaturgo e poeta Antonio Miranda diz que toda poesia é impura (...) e instaura-se no caos do qual não pretende se libertar... E sobre o escritor Oleg Almeida, o literato Antonio Miranda se manifesta verdadeiramente profético-poético: “Surpreendente o domínio da língua portuguesa por um poeta eslavo! Degusta as palavras e os sentidos em poesia que lida com a prosa, de forma direta, confessional, sutil mas, ao mesmo tempo, incisiva. Aposto no talento dele.”

Feito um Homero querendo voltar para casa, Oleg Almeida procura o que se pode chamar de seu – entre sangue, suor e criação - de casa (o que se pode chamar de lar?); lar, lugar, estar, ser, origem, raiz, talvez despertencimento - ele mesmo a sua própria casa-lugar/ser, o próprio caminhar (fazer a casa), assim luz e lágrima – e verso. Zeus ajuda quem cedo se aventura? O tempo o que é? Tempo-palhaço (até no circo das idéias poéticas), ladrão de mulher, ladrão de nós mesmos, acima dos ventos, das peregrinações ilusórias, dos ícaros, quando o próprio farol de Alexandria pode ser apenas um ponto de exclamação acima das nuvens-ventos, indicando idas e vidas como lugares nenhuns, o ser feito vinagre na peregrinação como alma-andaluz. O lar divino é aquele em que nos deixamos; lastro e rastro, estrelas e trilhas, ilhas e edições de. Vinho, chocolate, recordação, prazer, status paradisíaco de ser-estar-permanecer-continuar!. Carpe Diem. E Poesia, claro, porque Oleg Almeida, filosófico e lingüístico, feito um novo Odisseu pós-moderno (e pós tudo?) faz a sua própria diferença: aventurar-se. Eis o repertório no verbo VIVER se encantando no umbral de novas ilíadas vivenciais e parnasos boêmios consagrados a Orfeu. Colocando poemas-viagens no poetar as buscas de si mesmo, hiperbóreo. Escrever é compor a solidão de poesia/Para ter companhia? Ah a dura viagem de existir! Não somos todos Ulisses?

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Silas Correa Leite – Escritor, Membro da UBE-União Brasileira de Escritores, Teórico da Educação, Jornalista Comunitário, Conselheiro em Direitos Humanos

Autor de Porta-Lapsos, Poemas, e Campo de Trigo Com Corvos, Contos, a venda no site
www.livrariacultura.com.br

E-mail:
poesilas@terra.com.br

Blogue:
www.portas-lapsos.zip.net




quinta-feira, 10 de junho de 2010

Bate Papo com Silas Corrêa Leite

Lágrimas de Luz, Poema de Silas Correa Leite




Lágrimas de LuzSerá que você se lembrará de mimDo meu rostoQuando me encontrar numa outra vida?Será que você saberá que me amouQuando me verNo outro lado da luz no paraíso?Você caminhará sobre as nuvensE encontrará vários anjos entre líriosSerá que você me reconheceráE arrastará as suas asas pro meu lado?Será que você saberá que sou euAquele que partiuE que estará lhe esperando do outro lado do céu?Eu estarei nalgum lugar do altoEsperando por vocêNuvens de luzes muito além de tantas lágrimas...

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Silas Correa Leite

domingo, 6 de junho de 2010

reflexões

Quantas vezes deixamos de dizer palavras afetuosas para as pessoas que amamos. Para não nos sentirmos " por baixo", para não fortalecer o "inimigo" e como conseqüência, quantas demonstrações de verdadeiro afeto deixamos de receber!
E como nos sentimos mais fracos e frágeis pela ausência de carinho, de nos sentirmos amados! Quanta dificuldade temos, em expressar os sentimentos bons que trazemos dentro de nós! Como, muitas vezes, é bem mais fácil sermos ríspidos e agressivos com as pessoas com as quais convivemos. Para reforçar a carência, o sentimento de baixa auto-estima dos "adversários", e assim me fazer ter a falsa impressão de que "estou por cima", na frente, "dando as cartas", detendo o poder! E nós ficamos querendo e tendo tanto amor guardado, nos sentindo tão carentes, tão necessitados de afeto e respeito.
E com toda certeza, quem está do nosso lado também! 
Maria Aparecida Francisquini

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Lula quer que federações de esportes apresentem metas para a área até 2014

Yara Aquino

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje (4) ao ministro do Esporte, Orlando Silva, que cobre dos presidentes de federações de esportes a apresentação de planos de metas com ações previstas até 2014. Com metas definidas, o presidente lembrou que será mais fácil fiscalizar a aplicação dos recursos. "Porque todo dinheiro a gente tem que colocar com base num plano de metas a ser perseguido por eles [dirigentes de federações] e fiscalizado por todos nós", disse Lula, ao participar da 3ª Conferência Nacional do Esporte.

Lula também falou sobre a necessidade de convencer prefeitos e governadores da importância de garantir espaços públicos para a prática de esportes. "Nós precisamos convencer os quase 6 mil prefeitos desse país a acreditar que o esporte é um das possibilidades que temos de encaminhar corretamente a juventude brasileira. Os espaços públicos para práticas de esportes são quase inexistentes".

Aos participantes da conferência, Lula relatou a emoção vivida na cerimônia em que o Brasil foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016 e disse que o evento será uma prova de fogo para o país. "Quando chegar as Olimpíadas, nossa cara vai aparecer do jeito que nós somos. Se trabalharmos corretamente, vamos sair na foto com uma cara bonita, se ficarmos esperando que a natureza dê conta das coisas, vamos ficar com uma cara feia". 

A meta da 3ª Conferência Nacional do Esporte, que começou ontem (3) e vai até domingo (6), é discutir e aprovar um plano decenal com ações para consolidar o esporte e o lazer como política de Estado. O tema do plano é 10 Pontos em 10 Anos para Projetar o Brasil entre os 10 Mais. Os fundamentos para elaborar o documento foram discutidos em conferências municipais e estaduais de acordo com dez linhas estratégicas tais como: financiamento do esporte, infraestrutura esportiva, formação e valorização profissional e esporte de alto rendimento.


Edição: Lana Cristina


Programa Caixa de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro - Biênio 2011/2012

 

NOTA DA CAIXA

 

 

A Caixa Econômica Federal informa que estão abertas as inscrições para o Programa Caixa de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro – Biênio 2011/2012. O programa tem por objeto a seleção para patrocínio de projetos que visem assegurar a acessibilidade e a preservação do patrimônio cultural brasileiro.

 

As inscrições serão recebidas até 30 de julho de 2010 via internet, por meio do site www.caixacultural.com.br/editais.

 

02/06/2010

Assessoria de Imprensa

Caixa Econômica Federal

(61) 3206-9895

www.caixa.gov.br/caixacultural 

 

CORPUS CHRISTI

 

Corpus Christi


Todos os anos, na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade,

comemora-se o dia de Corpus Christi; expressão latina que significa o

Corpo de Cristo.


Segundo pesquisa, esta data é celebrada desde meados do ano de 1270, relembrando a Última Ceia, quando Jesus, à mesa, disse aos seus apóstolos:

"Este é meu corpo... este é meu sangue. Fazei isto em memória de mim",

e comeu o pão e bebeu o vinho, compartilhando-os com eles.


Brasil e Portugal festejam a Santa Eucaristia, que é também o momento

mais importante da missa, com tapetes coloridos, de motivos religiosos

nos desenhos, e que ornamentam as ruas por onde passa a procissão.


Em São Paulo, na cidade de Porto Ferreira, a festa é compartilhada com

as três paróquias da cidade; só que em vez de usar serragem para os enfeites

(como fazem a maiorias das cidades), este município usa de sabedoria e

de bom senso, enfeitando as ruas com alimentos doados pelo povo e que,

depois de ornamentar as ruas, são destinados às pessoas que realmente

precisam e que são assistidas por pastorais; como a Pastoral da Criança

e a Pastoral da Saúde. Esta iniciativa inteligente começou em 2008.


Minha opinião é que todos os brasileiros deveriam seguir o exemplo

de Porto Ferreira, eliminando o tradicional uso da serragem para formar

os tapetes, devido os danos que o pó da serragem pode causar à saúde; o

trabalho desnecessário da Prefeitura para efetuar a árdua limpeza (quando

tanto já há por fazer); e o desgaste inútil de seus funcionários.


Segundo pesquisa, o pó da serragem está entre outros tipos de poeira que contém substâncias nocivas à saúde e que penetram no nosso organismo

com facilidade e, além de tudo, prejudica o meio-ambiente.


A poeira é um grande inimigo da saúde por conter bactérias, fungos, tabacos.

O pulmão é o órgão responsável para filtrar essas substâncias a fim de que elas

não entrem no nosso organismo. Entretanto o trabalho do pulmão é bastante

limitado e quando essas substâncias invadem o nosso corpo podem causar asma,

bronquite, alergias, câncer de pulmão e pneumoconioses ocupacionais. Estas

provocam a inflamação do pulmão; substituição do tecido normal do qual o

órgão é constituído por um tecido fibroso; que, por sua vez, endurece o órgão.

Quando o problema evolui ao máximo o pulmão pára de funcionar.


Em Portugal os festejos em comemoração a Corpus Christi são um pouco diferentes. Antigamente festejava-se com danças, brincadeiras,

ao som de gaitas de fole e outros instrumentos musicais.

Atualmente faz-se procissões pela manhã e à tarde; e, ao meio-dia, uma missa.

A expressão máxima das festividades acontece em Braga, Porto e Lisboa.


Também é tradição em Braga, o comparecimento em massa de todos os escuteiros do Corpo Nacional de Escutas (Escutismo Católico Português),

que se formou em 1923.


O que é Escutismo?, eu também não sabia... Vejam que interessante!

"O Escutismo é um movimento cuja finalidade é educar a próxima geração como

cidadãos úteis e de vistas largas. A nossa intenção é formar homens e mulheres

que saibam decidir por si próprios, possuidores de três dons fundamentais:

Saúde, Felicidade e Espírito de Serviço."


Os princípios do Movimento Escutista são: dever para com Deus, lealdade aos

princípios espirituais; dever para com os outros; lealdade para com seu país;

dever para consigo mesmo; responsabilidade pelo seu próprio desenvolvimento.


"Isto é ser escuteiro!" Eu acrescentaria: este é um bom exemplo!


NAIR LÚCIA DE BRITTO

Jornalista


Fonte de Pesquisa: Wikipédia, Portal Unimeds e Agrupamento 643 cne

(www.cne643.blogspot.com).


 

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Seja Vendedor

A atividade profissional de vendas é uma das mais antigas do mundo. O comércio mundial sempre foi motivo para novas conquistas e até guerras. A profissão de vendas é uma mistura de arte e ciência. Arte pelo aspecto comportamental onde atributos como carisma, persistência e entusiasmo são reconhecidos como fundamentais para quem quer se dar bem nessa área e ciência porque requer o uso de técnicas de gestão, como o planejamento, marketing ou softwares específicos.
Mas como muitos já perceberam, goste ou não, todos somos vendedores. Para conquistar aliados precisamos vender nosso peixe, inspirar confiança e literalmente efetivar a venda.


Vamos ver como algumas técnicas de venda podem ajudar a sua carreira independente da sua área de atuação.
Conheça seu cliente. Todo vendedor que se preze conhece o seu cliente. Na hora do trabalho esqueça um pouco o lado da amizade e pense em seu próximo como um cliente que precisa ser bem atendido. Procure ter certeza e de forma clara o que o seu cliente interno necessita. Use e abuse da comunicação, levante da cadeira e vá conhecer a realidade do seu cliente. Faça com que todos de sua equipe tenham a mesma mentalidade e transforme o seu setor em um fornecedor de primeira linha.


Pesquise o seu cliente. Uma experiência muito válida seja ela individual ou em equipe é ir perguntar ao cliente o que ele espera ou do que precisa. Conheça os prazos do cliente, para quem ele está fornecendo, enfim, procure ter uma visão do todo. É uma rede e quanto mais você conhecer sobre ela melhor. Sugiro que você crie na sua empresa a Semana do Cliente. Uma semana onde todos possam visitar e conhecer um pouco mais sobre o trabalho alheio. Será ainda melhor se puderem conhecer o cliente externo também.

Faça o pós-vendas. Na basta entregar, tem de se certificar se ficou a contento. Tenha o hábito de após a entrega do trabalho ou produto perguntar se está tudo bem ou o que pode ser melhorado. Dê um show no atendimento e deixe claro que o seu cliente pode sempre contar com você.

Faça parte da solução e não do problema. Não complique as coisas e seja maleável. Aprenda a negociar e a ceder também, não fique o tempo todo querendo implementar somente a sua ideia. Dê sugestões de melhoria e seja ativo no processo. Integre sua equipe com a do seu cliente, faça com que todos se conheçam melhor, inclusive com atividades de integração e lazer. Quando as pessoas se conhecem tudo fica mais fácil e aquele chopinho de sexta-feira faz milagres na solução de problemas.


Surpreenda o cliente e tenha entusiasmo. Dê ao seu cliente o que ele não espera. Não faça somente o básico. Pense em como aprimorar o trabalho, ajudar de forma efetiva. Demonstre entusiasmo por estar participando desse projeto ou por estar ajudando. Mostre que você se importa e seja o maior exemplo. O entusiasmo é altamente contagiante é vai fazer com que todos de sua equipe tenham a mesma visão. Evite rixas ou briguinhas tolas com o cliente. Caso não dê para atender diga a razão de forma clara e mostre a ele os seus problemas para não fazer determinada tarefa. Aprender a dizer não é uma forma de ser honesto com o próximo.


O cliente existe para todos. Sempre fornecemos algo para alguém e a empresa moderna é aquela que tem o foco no cliente e do cliente. Este processo tem e começar de dentro para fora da empresa. Faça a sua parte. Você vai ver que logo, logo será um expert em vendas


Paulo Araújo
Conteúdo, interação e bom humor em suas palestras!
Conheça seus livros, artigos, palestras e clientes no site www.pauloaraujo.com.br
Entre em contato e peça uma proposta de palestra pelo telefone (41) 3267 6761 - Curitiba - PR ou pelo e-mail contato@pauloaraujo.com.br

Seja Vendedor

A atividade profissional de vendas é uma das mais antigas do mundo. O comércio mundial sempre foi motivo para novas conquistas e até guerras. A profissão de vendas é uma mistura de arte e ciência. Arte pelo aspecto comportamental onde atributos como carisma, persistência e entusiasmo são reconhecidos como fundamentais para quem quer se dar bem nessa área e ciência porque requer o uso de técnicas de gestão, como o planejamento, marketing ou softwares específicos.
Mas como muitos já perceberam, goste ou não, todos somos vendedores. Para conquistar aliados precisamos vender nosso peixe, inspirar confiança e literalmente efetivar a venda.


Vamos ver como algumas técnicas de venda podem ajudar a sua carreira independente da sua área de atuação.
Conheça seu cliente. Todo vendedor que se preze conhece o seu cliente. Na hora do trabalho esqueça um pouco o lado da amizade e pense em seu próximo como um cliente que precisa ser bem atendido. Procure ter certeza e de forma clara o que o seu cliente interno necessita. Use e abuse da comunicação, levante da cadeira e vá conhecer a realidade do seu cliente. Faça com que todos de sua equipe tenham a mesma mentalidade e transforme o seu setor em um fornecedor de primeira linha.


Pesquise o seu cliente. Uma experiência muito válida seja ela individual ou em equipe é ir perguntar ao cliente o que ele espera ou do que precisa. Conheça os prazos do cliente, para quem ele está fornecendo, enfim, procure ter uma visão do todo. É uma rede e quanto mais você conhecer sobre ela melhor. Sugiro que você crie na sua empresa a Semana do Cliente. Uma semana onde todos possam visitar e conhecer um pouco mais sobre o trabalho alheio. Será ainda melhor se puderem conhecer o cliente externo também.

Faça o pós-vendas. Na basta entregar, tem de se certificar se ficou a contento. Tenha o hábito de após a entrega do trabalho ou produto perguntar se está tudo bem ou o que pode ser melhorado. Dê um show no atendimento e deixe claro que o seu cliente pode sempre contar com você.

Faça parte da solução e não do problema. Não complique as coisas e seja maleável. Aprenda a negociar e a ceder também, não fique o tempo todo querendo implementar somente a sua ideia. Dê sugestões de melhoria e seja ativo no processo. Integre sua equipe com a do seu cliente, faça com que todos se conheçam melhor, inclusive com atividades de integração e lazer. Quando as pessoas se conhecem tudo fica mais fácil e aquele chopinho de sexta-feira faz milagres na solução de problemas.


Surpreenda o cliente e tenha entusiasmo. Dê ao seu cliente o que ele não espera. Não faça somente o básico. Pense em como aprimorar o trabalho, ajudar de forma efetiva. Demonstre entusiasmo por estar participando desse projeto ou por estar ajudando. Mostre que você se importa e seja o maior exemplo. O entusiasmo é altamente contagiante é vai fazer com que todos de sua equipe tenham a mesma visão. Evite rixas ou briguinhas tolas com o cliente. Caso não dê para atender diga a razão de forma clara e mostre a ele os seus problemas para não fazer determinada tarefa. Aprender a dizer não é uma forma de ser honesto com o próximo.


O cliente existe para todos. Sempre fornecemos algo para alguém e a empresa moderna é aquela que tem o foco no cliente e do cliente. Este processo tem e começar de dentro para fora da empresa. Faça a sua parte. Você vai ver que logo, logo será um expert em vendas


Paulo Araújo
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terça-feira, 1 de junho de 2010

Triste, não mais me encontrarei com você


Pedro Coimbra

         Acelerou o carro para ultrapassar um bando de motoqueiros a sua frente. No sábado havia morrido Dennis Hopper, diretor e ator de Sem Destino, filme que marcou toda uma geração, um cara que conseguiu vencer seu envolvimento com drogas e álcool, passando por momentos difíceis.
         O grupo parecia ter saltado diretamente das telas, com as mesmas máquinas e indumentárias.
         “Loucura!” Pensou Márcio. Easy Rider acontecera a mais de três décadas atrás.
         Naquela tarde ele estava ouvindo “My sweet Lord”, do tributo ao ex-Beatle George Harrinson, quando Melissa o chamou pelo telefone. Queria saber o que iriam fazer no final de semana.
-Vou pro rancho = ele disse. E logo emendou a frase: “Sem você”.
- Por que? – ela perguntou.
- Por  que estou triste e triste, não mais me encontrarei com você.
       Em 1974, resolvera comprar uma moto. Achava que essas máquinas podiam lhe devolver a liberdade perdida.
Escolheu uma motocicleta de 500cc, Kawasaki, com a carenagem verde e foi fazer um “test drive” numa avenida.
Quando se extasiava com o vento batendo no seu rosto, a chuva caiu. Um dos desses temporais repentinos e voltou para a revenda. Naquele dia fez um propósito de nunca mais andar nesses veículos de duas rodas, mesmo que tivesse que andar a pé.
O grupo de motociclistas seguia um triciclo cheio de bandeiras e caveiras que parecia conduzir seu líder.
Um seu amigo que trabalhava na Polícia Rodoviária Federal, uma vez lhe contara que vez ou outra paravam esses dinossauros e sempre encontravam drogas. Por uma dessas taras da existência humana ele colecionava fotos de acidentes com motoqueiros. Um dia ligou o computador e logo que mostrou as duas primeiras fotos Márcio sentiu mal, com ânsia de vômito.
1969 foi o ano que tudo aconteceu: Sem Destino, Woodstock e a contracultura. No Brasil, no final de 1969, o líder da ALN, Carlos Mariguella, foi morto pelas forças de repressão em São Paulo e começava a ditadura Medíci.
Melissa me dizia que não entendia essas ondas de tristeza que tomavam conta dele. Pudera! Ela era muito jovem, cheia de vida e sua maior tristeza foi a morte de Frederico, o peixinho que eu criava em um aquário.
Num ponto ela tinha razão ao criticar meus ataques de nostalgia. A vida sempre continuava com seus altos e baixos.
Como naquele dia que Márcio e os amigos foram para a Chapada caçar veados. Não viram nem um animal, beberam muita cachaça e acabou sendo vitimado na perna por um tiro de espingarda disparada por Pezão. Doeu muito e ele acabou manco para sempre.
“Fica assim não, Márcio”,  ela dizia e o abraçava com seu frescor juvenil.
                   Uma moto desgarrou da fila dupla e ele viu que era uma Indiana, uma marca muito antiga que devia ter sido recuperada. O garupeiro olhou bem nos seus olhos e não conseguiu identificar se era um homem ou uma mulher. Fez um gesto obsceno e dispararam atrás do líder.
Seu desejo imediato foi enfiar seu carro em cima deles, passar por cima, destroçá-los.
Eles tinham toda a liberdade que ele não tinha e se organizavam em grupos de cinqüenta ou mais máquinas, escapamentos abertos, perdidos em suas divagações...
Pouco a pouco eles foram se afastando. Colocou um CD para tocar e logo a voz de Bob Dylan o fez voltar a realidade.
“Desculpe-me, Melissa, minha princesa! Gostaria muito de estar com você, mas hoje é dia de juntar toda a tralha perdida pelo caminho”, pensou.
Nada demais. Afinal seria apenas um final de semana afastados, longe dos passatempos idiotas, dos jogos de baralho, das brincadeiras de adivinhações e das dificuldades para resolver os problemas culinários.
Na segunda-feira ela faria uma cara desolada e ele lhe diria mais uma vez: Triste, não mais me encontrarei com você...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

EU ESCREVO - Prosa Poética Silas Correa Leite




EU ESCREVO

Eu escrevo o meu mundo particular, talvez para tentar apagar o mundo que me deram, que recebi ao nascer, pois se nascer fosse bom a gente não chorava ao sair do Planeta Barriga de Mãe.Talvez escrever seja a minha maneira de tentar refazer o mundo com o qual eu sonho, com um espírito comunitário – sentir a dor do outro – pincelado de algum surrealismo. Para assim de alguma forma fugir da triste vida como ele é; dando também algum toque de realismo fantástico para, no meu estágio telúrico - o qual como um pobre lobo de estepe fui condenado a pagar a dura pena de existencialização – e finalmente então eu possa sentir o transcendental; o “mim” além de mim, acreditando numa outra dimensão superior, muito além do vale da sombra da morte, e nesse sonhado lugar - em que a morte matará a morte - possamos então realmente sobreviver muito melhor do que entre os meros humanos” Silas Correa Leite –E-mail:
poesilas@terra.com.brwww.portas-lapsos.zip.net

Especial, direto de Dublin - Na rua, Irlandeses condenam ataque de Israel

31/05/2010


Quase 2000 manifestantes irlandeses condenam ataque a navios e exigem expulsão de embaixador israelense

Autoridades confirmam que havia oito cidadãos da Irlanda no navio atacado.


Gustavo Oliveira*

AGÊNCIA NOTISA especial de Dublin Em mais uma condenação pública à última ação de força cometida pelo Estado de Israel, cerca de 1.700 pessoas de diferentes idades, etnias e nacionalidades se reuniram no centro de Dublin (República da Irlanda) contra o ataque aos navios de ajuda humanitária que se destinavam à Faixa de Gaza.

O protesto, organizado pela organização não-partidária Ireland Palestine Solidarity Campaign (IPSC – em português,  campanha de solidariedade à Palestina), teve início às 18h (14h em Brasília) e marchou por aproxidamente 6km até a embaixada Israelense em Dublin.

Além das tradicionais palavras de ordem – "Free, Free Palestine!" –, os manifestantes exigiram a expulsão do embaixador de Israel do país, em repúdio à política do país. Manifestações públicas contra o incidente também foram realizadas em outras cidades tais como Cork, Derry, Sligo, Waterford, Galway e Belfast (Irlanda do Norte).

Os políticos locais presentes à marcha celebraram a união em torno do tema dos diferentes partidos irlandeses, que criticaram a ação militar contra a ajuda humanitária e seu resultado catastrófico. Eram previstos que dois parlamentares irlandeses estivessem a bordo dos navios atacados, mas foram impedidos de embarcar por autoridades cipriotas.

Posição oficial

De acordo com informações do Irish Times, o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, exigiu que uma investigação em torno do tema seja levada a cabo, alegando que o bloqueio à ajuda humanitária conduzido por Israel é ilegal segundo as leis internacionais."Embora o governo israelense tenha se retirado de Gaza, eles continuam uma força ocupante de fato visto que decidem quem entra e quem sai de lá", afirmou e acrescentou: "a razão desse problema está diretamente relacionado ao fato de que há um bloqueio humanitário. Eu acredito que isso é uma violação da lei internacional. Pessoas têm o direito à ajuda humanitária".

Na mesma linha, o ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Micheál Martin, convocou o embaixador israelense no país, Dr. Zion Evrony, para discutir o incidente, e declarou estar "gravemente preocupado" com o assalto aos navios. "Os relatos de que até 15 pessoas foram mortas e 50, feridas, se confirmados, constituiriam uma resposta totalmente inaceitável por parte do exército israelense a uma missão humanitária buscando entregar suprimentos muito necessários ao povo de Gaza", disse.

Ao todo, o governo da República da Irlanda confirmou a presença de oito cidadãos irlandeses a bordo dos navios, além de outros quatro indivíduos com dupla cidadania que possuem passaporte do país. Até o momento, as informações disponíveis indicam não haver irlandeses mortos ou feridos no incidente.

*Subeditor da Agência Notisa



Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

terça-feira, 25 de maio de 2010

EdUFSCar lança livro para compreender a importância da troca de conhecimento para educação

 
Obra discute sobre uma das principais tarefas da educação, o estímulo à experiência com a alteridade

A Editora da Universidade Federal de São Carlos (EdUFSCar) lança a obra "Educação e Alteridade", organizada pelas professoras Ettiène Guérios, do Departamento de Teoria e Prática de Ensino da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e Tânia Stoltz, do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPR. De acordo com as autoras, o processo educativo tem valor emancipatório em si e não é apenas instrumento para a garantia da sobrevivência ou para a ascensão social. Assim, a educação tem como meta o desenvolvimento do ser no plano corpóreo, mental e espiritual, preparando-o para o autoaprendizado e para a construção de um sentido para a sua existência, sendo que esse desenvolvimento humano passa necessariamente pela alteridade, ou seja, troca com o conhecimento do outro.
O livro "Educação e Alteridade" tem como objetivo fomentar o debate a partir de diferentes enfoques teóricos e pesquisas sobre a relação educação e alteridade, de caráter interdisciplinar. O conjunto de capítulos sobre o tema pontua o papel do outro nos processos educativos a partir dos seguintes eixos: Discussões teóricas sobre a relação educação e alteridade e Pesquisas empíricas envolvendo a contribuição do outro no processo educativo. 
Entre os artigos, o livro conta com o "Tolerância e respeito à alteridade em uma educação democrática", do professor Celso de Moraes Pinheiro, da UFPR. O artigo aponta que se a educação pretende o desenvolvimento do espírito cidadão e democrático torna-se imprescindível uma formação que insira a tolerância como fundamental no processo de educação. Assim, o autor entende que o reconhecimento do pluralismo representa o início da ideia de tolerância, que vai além do respeito a leis e regras. 
O "Educação e Alteridade" já está disponível para venda na Livraria da EdUFSCar, localizada na área Norte do campus São Carlos e também pela Internet, em www.editora.ufscar.br. Outras informações pelo telefone (16) 3351-8962.

Terreiro de Breque, sábado, na Lapa (grátis)

 
 
Terreiro de Breque, sábado, na Lapa (grátis)


A próxima edição da já tradicional roda de samba quinzenal do Terreiro de Breque, no botequim Vaca Atolada, a Embaixada Carioca, acontece no próximo sábado (29/5), a partir das 20h, com entrada franca.


Serviço
Vaca Atolada, a Embaixada Carioca
Endereço: Rua Gomes Freire, 533 - Lapa, Centro, Rio de Janeiro
(na quadra entre a Rua do Rezende e a Rua da Relação)
Data: 29/5 (sábado), 20h
Entrada Franca



Terreiro de Breque
O Terreiro de Breque é uma confraria de boêmios inveterados, reunidos para tocar e cantar o samba, especialmente em seus matizes menos explorados, como o samba de terreiro, o samba-de-breque e o sincopado. No repertório, sambas inéditos, muito lado B dos compositores mais famosos e músicas de autores menos conhecidos e também de componentes do grupo, com espaço também para marchinhas e maxixes.

Vaca Atolada
Cerveja gelada, petiscos deliciosos e o clima de quem conhece os ensaios, as rodas e os desfiles da Sociedade Carnavalesca Embaixadores da Folia, o bloco de maior fôlego do carnaval carioca. Esta é a cara do bar Vaca Atolada, a Embaixada Carioca. Ao contrário de diversas casas noturnas da "nova Lapa", o lugar faz juz ao título de autêntico botequim, sem frescuras e também sem a "simplicidade de boutique" da qual foge o verdadeiro frequentador de botecos.

domingo, 23 de maio de 2010

AGRADECIMENTO



PREZADOS AMIGOS,
 
APRESENTO O NOVO MEMBRO DA DA NOSSA PEQUENA FAMÍLIA.
 
ROCCO, NASCIDO A 05 DE MARÇO DE 2010
 
ABRAÇOS
 
FERNANDO
 
Junto, meus agradecimentos ao DON
e a todos que se interessaram em ajudar.
nair lúcia de britto.
 


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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Audiência Pública sobre Lan Houses

CÃO LABRADOR PARA ADOÇÂO

Encaminhado por Nair Lúcia de Britto.
 

CAROS AMIGOS,
 
Meu cachorro o Buck, um weimaranner de 10 anos, morreu dia 12 de maio.
 
Caso alguém saiba de um cão labrador macho, de até um ano de idade para adoção/doação.
 
Grato,
 
Fernando.
 
Caso alguém possa fazer esta doação, por favor, envie um e-mail para:
 
 


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ICL defende aprovação urgente do PL 1482 para endurecer combate ao roubo de combustíveis em dutos

      O Instituto Combustível Legal (ICL) defende a aprovação urgente do PL 1482, proposta que busca dar uma resposta mais firme e proporcio...