Educação rural frente os desafios do colorido urbano: Incitando o êxodo dos talentos
Partindo do fato de que o meio rural apresenta os mais baixos índices de escolaridade, sendo o seu povo visto historicamente como um grupo social portador de toda uma gama de déficits culturais, intelectuais e linguísticos, realidade esta construída empiricamente e de inegáveis consequências para formação de uma parcela significativa de nosso povo, objetivou-se através deste trabalho volver os olhos para essa realidade e colocar a educação do campesino na pauta das discussões daqueles que fazem da reflexão sobre os problemas que nos envolve uma constante
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Educação Infantil: direito não atendido
*Célia Regina Batista
Serrão
A discussão sobre a
Educação Infantil no Brasil tem se intensificado nas últimas décadas e provocado
interessantes debates acerca de sua função social, educacional e sobre a ação do
poder público na proposição de políticas para o atendimento à primeira
infância.
Dados estatísticos
nos auxiliam a analisar esse cenário e a identificar tendências no processo de
expansão da oferta de vagas na primeira etapa da educação básica brasileira. A
situação atual traduz a complexidade da área, marcada por avanços
significativos, bem como ameaças de retrocessos. Segundo dados do SEADE -
Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, caminhamos a passos largos para a
universalização do atendimento às crianças de 4 e 5 anos, em dez anos
registramos um crescimento de 28 pontos porcentuais, atingindo, no estado de São
Paulo , em 2011, 86,5% de frequência na pré-escola. No entanto, a situação do
atendimento aos menores de 3 anos é bastante distinta, atualmente o índice de
frequência no estado é de apenas 31,9%.
O aumento da
participação da mulher na composição da população economicamente ativa, a
redução da taxa de fecundidade, estudos que indicam as contribuições da educação
infantil no desenvolvimento e educação das crianças pequenas são elementos
significativos para compreensão desse contexto. Porém, quando enfocamos a
educação infantil, oferecida em creches e pré-escolas, como um direito das
crianças à educação e um direito social de homens e mulheres trabalhadores,
temos condições de realizar tal discussão sob outro patamar: trata-se de uma
questão pública, vinculada aos direitos humanos, com enormes implicações na
formulação de políticas sociais e educacionais.
A Constituição
Federal, no art.208, inciso IV, estabelece que
o dever do Estado com a Educação será efetivado mediante a garantia de educação
infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade. Em
consonância com a Constituição, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
define que a Educação Infantil, como primeira etapa da Educação Básica, tem como
finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus
aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da
família e da comunidade (art. 29).
Nesta
perspectiva, Direito à Educação significa acesso às creches e pré-escolas para
que seja propiciado o desenvolvimento integral das crianças como ação
complementar à família e sociedade. “A educação infantil tem a sua justificação
nas próprias crianças, no seu desenvolvimento integral e na plenitude dos seus
direitos de proteção da identidade e prevenção de qualquer tipo de risco, de
provisão das necessidades básicas e de satisfação das condições de crescimento
saudável e com plena inclusão social, de participação na vida em comunidade”
(SARMENTO, 2013, p. 8-9)
Constituir-se
como a primeira etapa da Educação Básica confere à Educação Infantil um lugar no
sistema educacional brasileiro, portanto legitimidade como espaço de educação
das crianças pequenas, que deve ser regulado e supervisionado por órgãos do
sistema de ensino, ofertada em locais apropriados e por profissionais
habilitados para o exercício da docência. Consta na Resolução nº 5/2009, do
Conselho Nacional da Educação, que estabelece as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Infantil, que creches e pré-escolas “se caracterizam
como espaços institucionais não domésticos que constituem estabelecimentos
educacionais públicos ou privados que educam e cuidam de crianças de 0 a 5 anos
de idade no período diurno, em jornada integral ou parcial, regulados e
supervisionados por órgão competente do sistema de ensino e submetidos a
controle social”.
Assim,
asseverar a Educação Infantil como um Direito à Educação, instituído pela
Constituição Federal e regulamentado por legislações específicas, é rejeitar
propostas de políticas públicas de Educação Infantil que priorizam o atendimento
às crianças de 4 e 5 anos e/ou focalizam o atendimento das crianças de 0 a 3
anos nos grupos de maior vulnerabilidade social, ou, ainda, propostas
alternativas de atendimento – como bolsa creche, creche domiciliar e afins.
*Célia
Regina Batista Serrão é
professora do curso de Pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Doutoranda em Educação e membro do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Sociologia
da Infância e Educação Infantil da Faculdade de Educação da Universidade de São
Paulo.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
A coragem de mudar
*Padre Fabrício
Andrade
Chegamos
ao final de mais um ano. Dentro de poucos dias, celebraremos o Natal do Senhor.
Tempo forte de reflexão e mudança de vida. Como você viveu sua fé durante todo
este ano? Foi um ano muito exigente para você? Ou os meses passaram muito rápido
que você nem se deu conta? Também pode ser que você esteja dando graças por
acabar este ano, na esperança de que 2014 seja muito melhor.
O evangelho de Mateus (1, 18-24) mostra como a novidade do nascimento de Jesus pegou José de surpresa. Sem conseguir entender o que se passava, ele deixa que sua humanidade reaja na defensiva e toma a decisão de obedecer ao anúncio do anjo: “Quando acordou José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa”. José teve a coragem de mudar!
Muitas vezes impedimos que a vontade de Deus se realize em nossas vidas porque não aceitamos que nossos projetos sejam alterados, que nossas decisões não sejam respeitadas e até brigamos com Deus, quando Ele não nos obedece. Como se até Deus tivesse que nos consultar para saber se pode ou não mudar os projetos que tínhamos feito para a nossa vida ou para este ano que chega ao fim. José foi dócil, aceitou livremente que os rumos de sua vida fossem conduzidos por Deus.
Pode ser que na sua avaliação de vida, em 2013 tenha brigado com Deus e com todo mundo para que a sua opinião e as suas decisões fossem soberanas. Entretanto, os acontecimentos e fatos da sua história o conduziram por outros caminhos. Contra aquilo que não podemos mudar, resta-nos acolher! Veja que não estou convidando-o a um conformismo passivo. Porém, existem muitas situações que são maiores do que nós! São José não poderia ser obstáculo para o nascimento de Cristo, então acolheu aquela realidade e foi feliz.
A maturidade humana e cristã não reside no fato de atingirmos certo nível de crescimento onde jamais precisaremos reavaliar a vida e abraçar as novidades que nos visitam (algumas muito boas, outras não tão agradáveis). São José está no evangelho nos ensinando que ser capaz de ponderar, de pensar duas vezes antes de agir é virtude e não fraqueza. Agir no calor dos problemas sempre gera mais problema. Pensar, meditar e ouvir Deus cria o espaço necessário para uma resposta nova aos desafios que a vida nos traz.
Ajudados pela intercessão de São José, façamos nestes dias do último mês de 2013 uma reavaliação da nossa vida e das decisões que planejamos tomar e deixemos que a luz do Cristo que nasce revele os melhores caminhos. Você não está sozinho (a), Ele está com você: Emanuel – Deus conosco! Feliz Natal!!
*Padre
Fabrício Andrade é missionário da comunidade católica Canção
Nova, em Cachoeira Paulista/SP. É autor do livro “Fortes na Tribulação” pela
Editora Canção Nova.
twitter:pefabriciocn
blog.cancaonova.com/padrefabricio
blog.cancaonova.com/padrefabricio
sábado, 21 de dezembro de 2013
Sem violência, por favor!
(*) Por Keiko
Ota
É fato e não
representa motivo algum de orgulho. Em pleno século XXI, a violência contra a
mulher brasileira é assustadora. Ocupamos, infelizmente, a sétima colocação no
ranking internacional de homicídios cometidos contra a população feminina. Para
se ter uma ideia, ficamos atrás somente de El Salvador, Trinidad e Tobago,
Guatemala, Rússia, Colômbia e Belize, segundo o Mapa da Violência elaborado pelo
Instituto Sangari.
Nos últimos 30
anos, mais de 92 mil mulheres foram assassinadas no Brasil, sendo cerca de 44
mil somente na última década. O número de mortes, no período analisado, passou
de 1.353 para 4.465 – um salto de 230%! Diariamente, mais de 2 mil mulheres
registram queixa de violência doméstica praticada pelo marido, namorado ou
companheiro.
É preciso dar um
basta a esse quadro lamentável. Ainda mais no mês em que celebramos o Dia
Internacional de Luta contra a Violência à Mulher. Não podemos mais continuar a
ser vítimas contumazes. Até porque contamos com uma das mais avançadas
legislações do mundo no que se refere à proteção das mulheres. Falo da Lei Maria
da Penha, que enfrenta dificuldades de ser colocada em prática pelo poder
público.
Fui
vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Violência contra a
Mulher. Ao longo de 2012, estive em diversos Estados brasileiros para verificar
a qualidade dos serviços públicos destinados ao atendimento das mulheres
vítimas. Conversei com entidades, ONGs, gestores públicos, especialistas e
movimentos sobre a situação da população feminina. Em conjunto com os demais
integrantes da Comissão, realizamos audiências públicas, onde pudemos ouvir
diretamente a sociedade.
O resultado
desse trabalho mostrou que temos muito a avançar. Entre outras medidas, os
serviços de atendimento às vítimas precisam ser aperfeiçoados e ampliados. Além
disso, defendo leis mais duras para os crimes contra a vida, especialmente os
que são cometidos contra nós, e a aplicação efetiva da Lei Maria da Penha.
Definitivamente, a velha imagem da mulher como símbolo de sexo frágil precisa
ser abandonada, ainda mais quando vivemos uma situação em que a violência,
infelizmente, persiste com muita força no nosso dia a dia.
(*) A autora é
deputada federal. Contatos: dep.keikoota@camara.leg.br / www.keikoota.com.br / (61)
3215-5523
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
DECOLANDO PARA 2014!
2014 ESTA AÍ!
DECOLAMOS AO NOVO ANO PARA REALIZARMOS ALGUNS SONHOS OU
CONCLUIRMOS PROJETOS. EM FRENTE, DISPOSTOS, MOVIDOS PELA FÉ EM BOAS NOVAS, A NOSSA ALEGRIA É A CERTEZA DA VITÓRIA EM TODAS AS REALIZAÇÕES!
FELIZ 2014!
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Fascismo: a grande novidade política do século XX
Por Alcides
Leite*
O termo fascismo
tem origem na palavra italiana fascio, que significa feixe. O símbolo do
fascismo italiano era um machado envolto por um feixe de varas. Este símbolo
vinha do Império Romano e representava a autoridade e coesão do
Estado.
O Fascismo foi a
grande novidade política do século vinte. Outras correntes políticas, como
aquelas baseadas no conservadorismo, liberalismo e socialismo, já atuavam, de
forma consolidada, nas últimas décadas do século dezenove. Nesta época, a grande
maioria dos analistas políticos sequer imaginava que um movimento como o
fascismo poderia surgir e ganhar corpo em um momento em que a democracia se
fortalecia na maior parte dos países europeus. Friedrich Engels, companheiro de
Marx, no prefácio da edição de 1895 do livro “A Luta de Classes na França”,
afirmara: “no final do século dezenove nós conquistaremos a maior parte da
classe média, dos pequenos governos e dos operários, e aumentaremos o poder no
campo (....) não há outro caminho para os conservadores senão romper a ordem
democrática.”
Além de
inesperado, o fascismo teve outra característica surpreendente: uma data de
nascimento bem definida. No dia 23 de março de 1919, no salão da Aliança
Comercial e Industrial, na Praça do Santo Sepulcro em Milão, sob o comando de
Benito Mussolini, uma centena de pessoas se reuniu para fundar o movimento.
Faziam parte do grupo veteranos da primeira Guerra Mundial, sindicalistas e
intelectuais nacionalistas.
O programa
fascista apresentava pontos considerados avançados para a época, como a defesa
do voto feminino e do voto aos dezoito anos, o fim da monarquia, a jornada
diária de oito horas de trabalho, a participação dos trabalhadores na gestão das
empresas, a parcial expropriação de toda espécie de riqueza por meio de uma
pesada taxação sobre o capital e a limitação das propriedades da
Igreja.
A ascensão
política do fascismo foi meteórica. Pouco mais de três anos após sua fundação, o
partido já conquistara o poder central na Itália. Na Alemanha, o fascismo,
comandado pelos nazistas, chegou ao poder onze anos depois. Em ambos os países
contou como forte apoio popular e com financiamento dos maiores empresários
locais. Sem o apoio da maioria da população e, sobretudo, das lideranças
políticas, sociais e da burocracia do estado, o fascismo não teria conseguido se
estabelecer por tanto tempo no poder. A situação de descrédito nas instituições
liberais, a crise econômica do pós-guerra e a decadência dos partidos políticos
tradicionais contribuíram para o fortalecimento dessa
corrente.
Ao contrário dos
socialistas e liberais, os fascistas jamais se colocaram como defensores de uma
ideologia definida. Eles contavam com a liderança e voluntarismo de seus
expoentes. Robert Paxton, um dos principais historiadores do tema, em seu livro
“A Anatomia do Fascismo” diz: “O fascismo estava mais ligado a mobilizar as
paixões que moldassem a sua ação, do que a uma bem articulada filosofia. Na base
estava o apaixonado nacionalismo, aliado à conspiratória e maniqueísta visão da
história como uma batalha entre o bem e o mal, entre o puro e o impuro, na qual
a própria comunidade ou nação é a vítima. O fascismo no poder é um composto, um
poderoso amálgama de diferentes, mas misturáveis, ingredientes conservadores,
nacional-socialistas e radical-direitistas, unidos pelos inimigos e paixões
comuns com a finalidade de regenerar, energizar e purificar a nação, ao custo
das instituições livres e do estado de direito”.
Mesmo não
contando com uma ideologia definida, o fascismo apresentava características que
foram estudadas anteriormente por importantes pensadores. Nietzche havia atacado
o moralismo complacente e conformista dos burgueses em nome de uma forte e pura
independência de espírito. Ele idealizara um super-homem de espírito livre,
libertador, independente das crenças. Gustave Le Bon tinha escrito o famoso
livro “A Psicologia das Massas”, que mostrava que o coletivo poderia ter
comportamento diferente dos seus componentes, tomados individualmente. A massa,
portanto, poderia ser facilmente manipulada. Freud descobrira o poder do
subconsciente no processo de pensamento humano, enfraquecendo o pensamento
liberal sobre a independência racional das pessoas. A teoria da evolução de
Darwin contribuiu para justificar a existência de raças privilegiadas, tese
grata aos nazistas. Francis Galton, primo de Darwin, havia desenvolvido a
eugenia, que propagava a seleção dos melhores indivíduos como reprodutores.
Durkheim verificara ser a sociedade moderna uma massa sem laços sociais que
trocou a solidariedade orgânica (laços formados dentro das comunidades, da
família e da igreja), pela solidariedade mecânica (laços formados pela
comunicação moderna da propaganda e da
mídia).
No livro citado
acima, Robert Paxton define algumas característica importantes do fascismo. Diz
ele: “O fascismo pode ser definido como uma forma de comportamento político
marcado pela preocupação obsessiva com o declínio, a humilhação e o vitimismo da
comunidade e pela compensatória cultura da unidade, energia, e pureza, na qual
um partido popular, formado de comprometidos militantes nacionalistas
trabalhando em efetiva colaboração com as elites tradicionais, abandona as
liberdades democráticas e persegue com violência redentora e sem ética ou
restrição legal, objetivos de limpeza interna e expansão
externa”.
Embora tenha
deixado tristes e profundas marcas na primeira metade do século vinte, o
fascismo não pode ser considerado um fenômeno isolado. Esta forma de
autoritarismo encontra-se inoculada no organismo social. Sem uma contínua
vigilância, o enfraquecimento da democracia, motivado por crises econômicas e
morais, pode criar as condições para que o vírus do fascismo volte a se
manifestar e a se fortalecer sob uma nova roupagem. A lição da história deve nos
manter alertas para que nunca mais se repita as terríveis experiências
fascistas, sobretudo sob a forma repudiável do nazismo.
* Alcides Leite é
economista e professor da Trevisan Escola de Negócios
O mundo dos Smartphones
Que os smartphones dominaram o mundo da telefonia celular não é novidade para ninguém. Até por que, atualmente, ter um celular significa muito mais do que fazer e receber chamadas, ou mandar e receber sms. O celular é o meio por onde as pessoas passam a maior parte do tempo conectadas ao mundo através de várias redes sociais e aplicativos. Deste modo, quanto maior a velocidade e a memória do dispositivo, maior a procura por ele. Todos os dias aparecem modelos novos, de várias marcas e sistemas operacionais, que brigam pela preferência do público. E junto com os IOS, Androids e Windows Phones, os acessórios para os aparelhos fazem a cabeça da galera! Desde os cases e películas protetoras aos fones de ouvido, os acessórios representam a possibilidade de personalizar e até otimizar o aparelho. Independente de a intenção ser trocar o modelo por um mais moderno, ou só quer deixar o smartphone melhor e com sua cara, as opções do mercado são infinitas!
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