quinta-feira, 24 de maio de 2012

Treino cognitivo e envelhecimento


Do USP Online
A Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP recebe nos dias 29 e 30 o seminário Treino Cognitivo e Envelhecimento, com coordenação da professora Mônica Yassuda.
No dia 29, a palestra será “Relações entre transtorno de humor e cognição” com a professora Samila Batistoni, da EACH, “Os efeitos da atividade física no desempenho cognitivo entre idosos saudáveis” com a professora Ruth Melo, da EACH,  entre outras. No dia 30, haverá “Train-the-trainer Workshop” com a profesora Robin Lea West, da Universidade da Flórida (Estados Unidos), que terá o objetivo de oferecer formação para pessoas interessadas em treino cognitivo para idosos.
O evento é gratuito e as inscrições devem ser realizadas pelo e-mail cognicaoeenvelhecimento@gmail.com. O endereço é Rua Arlindo Béttio, 1000, Ermelino Matarazzo, São Paulo.
Mais informações: e-mail cognicaoeenvelhecimento@gmail.com

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Elifas Andreato assina pôster de divulgação do Prêmio Vladimir Herzog

 A comissão organizadora do 34º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos elegeu por unanimidade o pôster que será usado na divulgação da edição deste ano da premiação. A obra eleita é uma reprodução de “Guernica Brasileira”, que protesta contra o assassinato do jornalista, exposta pela primeira vez em 1981, durante as comemorações do centenário do nascimento de Pablo Picasso. De autoria do artista plástico Elifas Andreato, uma referência no meio intelectual, jornalístico e artístico nacional, a obra é considerada importante expressão da história política brasileira representada na figura de Vladimir Herzog.
Participaram do concurso profissionais das áreas de design, criação, artes gráficas e plásticas. Além de ser a marca visual do prêmio, o trabalho rendeu ao autor R$ 500,00 em dinheiro.
A comissão responsável pela organização do Prêmio Vladimir Herzog e que selecionou o pôster para a divulgação de sua 34ª edição é formada por onze entidades: Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – ABRAJI; Associação Brasileira de Imprensa – Representação em São Paulo – ABI/SP; Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil – UNIC Rio; Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo; Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP; Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ; Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo; Instituto Vladimir Herzog; Ordem dos Advogados do Brasil - Seção São Paulo – OAB/SP, Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo e Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo. Mais informações serão divulgadas no site www.vladimirherzog.org.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Docentes apontam dificuldade em ensinar conceitos ambientais


Por Mariana Melo - mariana.melo@usp.br
Em uma avaliação do ensino de práticas ambientais em escolas públicas, a bióloga Claudia Ferreira constatou que a aplicação desses conceitos em sala de aula está aquém do orientado por políticas públicas de educação ambiental e materiais específicos emitidos pelo Ministério da Educação (MEC). O trabalho foi desenvolvido entre 2009 e 2011 na Faculdade de Educação (FE) da USP, sob orientação da professora Myriam Krasilchik e defendido em fevereiro de 2012.
Criações em material reciclável feitas por crianças de uma das escolas da pesquisa
Por seis meses, Claudia assistiu às aulas de várias disciplinas, principalmente Ciências e Geografia, em todas as séries do Ensino Fundamental II de três escolas públicas da região da zona sul de São Paulo. Além disso, entrevistou professores e procurou observar a integração entre eles e o material complementar de ensino produzido pelo MEC.
Houve, também, um levantamento das opiniões e reflexões sobre meio ambiente de dois docentes e da coordenadora de uma das escolas estudadas. Essa metodologia pretendia identificar a concepção desses profissionais sobre causas ambientais e verificar se os professores introduziam as orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) em suas aulas.
A pesquisadora também acompanhou, na Secretaria de Educação de São Paulo, a elaboração de materiais didáticos, que abrangem tanto assuntos presentes no currículo escolar tradicional quanto temáticas atuais. Este material demonstra a tentativa de o governo de incrementar a educação nacional com temas transversais como ética, trabalho e meio ambiente. A bióloga também esteve nas Diretorias de Ensino encarregadas de encaminhar esse material para escolas da zona norte e zona sul de São Paulo, a fim de observar o fluxo de distribuição.
Impacto social
Claudia detectou dificuldades dos professores em abordar o tema ambiental e lidar com o material fornecido pelo governo. Segundo a bióloga, “Os professores sentem-se despreparados”. A maioria não aplicava totalmente o conteúdo das apostilas, pois não havia recebido orientações de como utilizar esses materiais, além de alegar falta de tempo para cumprir os programas. Algumas unidades do material ficavam intocadas devido ao atraso no recebimento e na quantidade insuficiente enviada. Ainda, os problemas de infraestrutura das escolas estudadas dificultavam o trabalho deles no enriquecimento de suas aulas.
Mesmo assim, em uma das escolas, a pesquisadora acompanhou uma exposição sobre o meio ambiente. Esta escola foi a que apresentou mais projetos e suscitou mais debates ambientais. Claudia observou que os respectivos alunos  passavam os pontos destes debates a seus pais e que os novos conceitos introjetados ajudaram os moradores de uma comunidade próxima, socioeconomicamente desfavorecida, a reconhecerem problemáticas envolvendo meio ambiente e condições sanitárias.
Este esclarecimento os levou a buscar melhorias no seu bairro, o que mostra o alcance do ensino de temas transversais. Claudia acredita que o investimento em tal assunto no ambiente escolar pode beneficiar imediatamente a sociedade, e também influenciar políticas públicas, pois os questionamentos da população aumentam as cobranças sobre secretarias governamentais. “A educação ambiental demonstra a complexidade do homem com a natureza e impele a sociedade civil a mobilizar-se na defesa do ambiente”, finaliza.
Imagem cedida pela pesquisadora
Mais informações: email claudiaeferreira@bol.com.br, com Claudia Ferreira

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Programa do MEC para alfabetizar alunos até os 8 anos vai investir na formação de professores


Daniel Mello

Repórter da Agência Brasil
São Bernardo do Campo (SP) – Deve entrar em funcionamento, no ano que vem, o Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), do Ministério da Educação (MEC). Segundo o secretário de Educação Básica da pasta, Cesar Callegari, na próxima semana o ministério enviará uma correspondência a todos os prefeitos e governadores explicando os detalhes do programa, que pretende garantir a alfabetização de todos os alunos até os 8 anos de idade tendo como principal foco a melhora na formação dos professores que lecionam nos três primeiros anos do ensino fundamental.
“O Ministério da Educação está decidido a trabalhar de maneira colaborativa com cada um dos municípios e estados brasileiros para que nós possamos realizar essa tarefa, absolutamente indispensável para o sistema educacional brasileiro”, ressaltou Callegari para uma plateia composta de secretários municipais de todo país no Fórum Nacional Extraordinário dos Dirigentes Municipais de Educação.
O foco da iniciativa é melhorar a formação dos 244 mil professores que lecionam no três primeiros anos do ensino fundamental. Entre as ações previstas está a distribuição de bolsas de incentivo para que os professores participem de cursos de capacitação fora do horário de trabalho.“É absolutamente indispensável valorizar esses profissionais. E a melhor maneira de valorizar esses profissionais é proporcionando um lugar de destaque na suas carreiras e um processo de formação continuada”, disse o secretário.
Callegari espera que todos os gestores municipais e estaduais enviem as demandas necessárias para a execução do programa até julho para que os recursos necessários sejam incluídos no orçamento de 2013.
Edição: Fábio Massalli

Pesquisador apresenta dissertação comparando mídia exterior nas cidades de Buenos Aires e São Paulo


Aparecimento da mídia exterior esta ligada ao modelo de desenvolvimento de cada  cidade


Em dissertação a ser apresentada esta semana através do Programa de Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (USP), o pesquisador Sérgio Rizo lança o olhar para as diferentes formas de apresentação da mídia exterior em duas cidades que têm como característica primordial a centralização do potencial econômico de seus países – Brasil e Argentina. Desta observação surgem ligações entre o modelo de crescimento adotado em cada metrópole e os tipos de mídia exterior. Em São Paulo, os tipos de painéis vão se adaptando ao desenho urbano da cidade que passou por repetidos momentos de renovação urbana, em que se coloca “tudo abaixo” para sobreposição de “novos” elementos. Assim, a partir da década de 70, empresários paulistanos estabelecem padrões como o brasileiríssimo “outdoor”.  Já na capital portenha, a preservação arquitetônica de prédios históricos coincide com a manutenção de antigas formas de publicidade que convivem até hoje com os mais modernos painéis luminosos e eletrônicos, criando no ambiente urbano uma colcha de retalhos de formas e estilos.
A partir do levantamento sistemático de matérias do jornal Folha de São Paulo e dos argentinos Clarín e La Nación, Rizo analisa problemas recorrentes ao tema da mídia exterior no cotidiano das duas cidades. Através da interpretação dos discursos apresentados nas publicações, o pesquisador organiza uma sequencia de eventos que demonstram possíveis jogos de interesse que justificam a existência ou não da mídia exterior nestas cidades.
Se hoje a publicidade exterior parece estar ligada à ideia de poluição, em São Paulo ela já foi sinônimo de modernidade e prosperidade. Buenos Aires, por sua vez, ainda alimenta o sonho iluminado de reproduzir a “Time Square” em terras Sul-americanas. Ainda no campo do imaginário a escolha do termo "Cidade Limpa" parece ser a reedição do bem sucedido jargão “varre, varre vassourinha” de Jânio Quadros. Simbologias à parte, este projeto transformou São Paulo na única metrópole do mundo sem mídia exterior. Essa excepcionalidade permite o desenvolvimento de um grande processo de licitação que pode trazer para a capital a maior receita já paga para fornecimento e gestão de mobiliário urbano.
O trabalho apresenta ainda o mapeamento e inventário fotográfico dos painéis publicitários mais representativos das avenidas Nove de Julho, em Buenos Aires, e Paulista, em São Paulo. Na capital paulista Rizo encontra novas formas de mídia exterior como alternativas às tipologias proibidas. Sejam marcas “patrocinadoras” em guaritas policiais e faixas de eventos, ou cartazes em bancas de jornal. “A pesquisa indica que empresas multinacionais do segmento de mobiliário urbano podem ter influenciado decisivamente para a eliminação da mídia exterior convencional de São Paulo, visando criar uma situação excepcional onde estes equipamentos se tornam o único meio de mídia no ambiente público”, explica.
Sobre o pesquisador  
Sérgio Rizo é geógrafo formado pela USP e autor do livro “A mídia Exterior na Cidade de São Paulo”, editora Necrópolis (2009). Para ele, o principal ponto desta nova pesquisa é que “ao comparar a mídia existente em situações distintas percebemos que sua mera existência, fruto de impasses entre empresários e o poder público, não deixa de ser uma expressão da sociedade, servindo assim como objeto de interpretação do modo de vida de determinada população”.
Serviço
O que: Defesa da dissertação "Estudo comparativo da mídia exterior em São Paulo e Buenos Aires" de Sérgio Ávila Rizo. Orientado por Dra. Margarida Maria Krohling Kunsch – Escola de Comunicações e Artes – ECA/PROLAM/USP
Quando: 18 de maio, às 10h
Local: PROLAM/USP - Rua do Anfiteatro, 181 - Colméia - Favo 1
Mais informações sobre o autor: http://about.me/sergiorizo
Assessoria de Imprensa

Equipe de pesquisadores da UFSCar desenvolve jogos para o ensino de música


Games já estão disponíveis nas versões on e offline e também para dispositivos móveis que utilizem o sistema operacional Android

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está desenvolvendo uma série de jogos virtuais para o ensino e a aprendizagem da música. O objetivo é permitir que alunos dos cursos de Licenciatura em Educação Musical (oferecido na modalidade a distância) e Licenciatura em Música da Universidade possam aprender de forma lúdica e agradável.
Em 2011, a partir das pesquisas realizadas na UFSCar, quatro jogos foram desenvolvidos por uma empresa de software, que permitem o aprimoramento da leitura de notas de partitura, a percepção dos intervalos musicais e de escalas musicais e a montagem de acordes. Todos eles apresentam diferentes níveis de dificuldade e o conteúdo musical torna-se mais completo e complexo a cada fase, de modo que, ao final, o jogador atinge grande evolução no aprendizado de música. Os jogos trazem, além dos desafios, uma seção de fundamentos na qual o usuário pode se aprofundar na teoria musical tratada.
Já no começo de 2012, o professor Glauber Lúcio Alves Santiago, do Departamento de Artes e Comunicação da UFSCar, e os ex-alunos do curso de Licenciatura em Música, Larissa Amurov Korsokovas e Terence Peixoto dos Santos, responsáveis pela concepção musical e conceitual dos quatro primeiros jogos, decidiram desenvolver, na própria Universidade, mais um game que pudesse servir como ferramenta inovadora e criativa para o ensino de música. Foi então criado o "Incrível Músico das Neves", um jogo que trabalha conceitos musicais e que, em sua primeira versão, apresenta o tema Intervalos Harmônicos qualificados em justos, maiores, menores, aumentados e diminutos.
O jogo possui dois modos: no primeiro, Modo História, o jogador é convidado a participar da aventura de Lânio, um rapaz que desejava muito aprender música e que acabou explorando o gélido território de Vallis Pulchrae; no segundo, Modo Desafio, o jogador testará suas habilidades exploratórias e nos intervalos abordados.
Os cinco games estão disponíveis tanto nas versões on e offline e também para dispositivos móveis que utilizem o sistema operacional Android e são utilizados pelos alunos da UFSCar em algumas disciplinas dos cursos de Música, mas podem ser acessados por qualquer pessoa interessada em se aperfeiçoar musicalmente.
Os jogos podem ser acessados no endereço http://educacaomusical.sead.ufscar.br/jogos/ e, em breve, uma nova versão do "Incrível Músico das Neves" será lançada com novos conteúdos e propostas de interação e aprendizado.

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