terça-feira, 15 de maio de 2012

Declamação no Oswald destaca a poesia modernista


 Na foto à direita, o Concurso de Declamação 2011.

No ano em que completa 35 anos, o Colégio Oswald de Andrade, com três unidades em São Paulo – no Alto da Lapa, Alto de Pinheiros e Vila Madalena – transformou um de seus mais tradicionais eventos em uma homenagem ao Modernismo. O Concurso de Declamação, que sempre mobiliza toda a comunidade oswaldiana, este ano terá como tema central a revolução estética desencadeada por Oswald e Mário de Andrade e dezenas de outros artistas. “Além dos 35 anos do Colégio, em 2012 a Semana Modernista, em que Oswald de Andrade teve papel muito importante, completa 90 anos. Por isso resolvemos restringir a escolha dos poemas a um período específico”, explica Sandra Cutar, coordenadora Cultural do Oswald. Haverá 35 participantes, entre alunos do Ensino Fundamental II, Ensino Médio, ex-alunos, funcionários e pais de alunos. “O Concurso de Declamação acontece anualmente e tem como objetivo estimular nos alunos a leitura e o gosto pela poesia e a literatura em geral”, ressalta Sandra. O evento acontece no dia 19 de maio, a partir das 16h, no Teatro do Oswald, que fica na Rua Cerro Corá, 2.375, Alto da Lapa, em São Paulo.

Na foto à esquerda, o Concurso de Declamação 2011.
Para escolher o vencedor, os jurados analisam a expressão vocal (dicção, intensidade e impostação de voz), a expressão corporal (movimentação no palco e postura), a interpretação (adequação entre poema e resolução cênica) e a pronúncia, para declamação em língua estrangeira. Os professores de Teatro e Artes Visuais também estão envolvidos no processo de ensaio dos alunos, além dos responsáveis pelo ensino de Português e de Língua Estrangeira. 

Livro traz retrato da imigração árabe no Brasil



Quando os pioneiros chegaram ao Brasil, criaram uma propaganda positiva do país
Algumas crenças ligadas a imigração libanesa no Brasil foram sendo construídas ao longo do tempo. Uma delas diz que os mascates libaneses sempre enriquecem e se transformam em “doutores”. Já outra crença aponta que Dom Pedro II teria sido um grande incentivador dessa imigração. Ao estudar o tema em seu mestrado, a pesquisadora Samira Adel Osman constatou que essas crenças não passam de mitos.
“Essa história de que todo libanês que trabalha no Brasil como mascate acaba enriquecendo não é verdadeira. Segundo o mito, a primeira geração de libaneses foi trabalhar como mascate. A segunda geração se tornou comerciante. E a terceira, doutor. Apesar de existirem alguns casos em que isso realmente aconteceu, muitos deles ainda ganham a vida exercendo a função de mascate”, aponta a pesquisadora, que atua como professora de História da Ásia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
A pesquisa foi realizada no Núcleo de Estudos em História Oral (NEHO) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, sob a orientação do professor José Carlos Sebe Bom Meihy. O resultado do mestrado é o livro recentemente lançado “Imigração Árabe no Brasil: história de vida de libaneses muçulmanos e cristãos” (Editora Xamã) com apoio do NEHO/FFLCH. A obra traz o relato de vida de libaneses que saíram do Oriente Médio a partir de 1950 em busca de melhores condições de vida, e também de seus descendentes, nascidos aqui no Brasil.
No próximo dia 05 de junho, a partir das 17 horas, haverá um novo lançamento do livro, seguido de mesa-redonda, no Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos (Diversitas USP), localizado na Avenida Lineu Prestes, 159, Cidade Universitária, na Casa de Cultura Japonesa. Na ocasião também haverá o lançamento da obra “As mil e uma noites mal dormidas: a formação da Republica Islâmica do Irã”, de autoria do pesquisador Murilo Sebe Bom Meihy, historiador, doutorando em Estudios Árabes e Islámicos pela Universidade Autónoma de Madrid. O evento acontecerá no auditório e contará com a presença dos autores dos livros e também dos professores Zilda Márcia Grícoli Iokoi, coordenadora do Diversitas e do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades da USP, e de José Carlos Sebe Bom Meihy, coordenador do NEHO.
Samira conta que o Líbano é um país basicamente agrícola. As famílias árabes (tanto cristãs como muçulmanas) se organizam em verdadeiros “clãs”, onde além do pai, da mãe e dos filhos, há também os tios, os primos, os avós. A pesquisadora explica que, quando o jovem chega a vida adulta, ele percebe que não há terra para todo mundo. Além disso, a terra de lá é limitada e não é tão fértil. Então, ele sai em busca de melhores condições, pensando em retornar posteriormente para melhorar a vida da família, ou seja, pensando em uma imigração provisória. “O principal destino era a América, tanto os Estados Unidos como o Brasil. O pouco de dinheiro ganho era enviado para o Líbano e representava muito para os que recebiam”, diz.
Segundo a pesquisadora, essa questão de sair do Líbano em busca de melhores condições de vida já era visível no final do seculo 19. Com o final do Império Otomano, houve uma grande perseguição religiosa aos cristãos. No século 20, tivemos a 1ª e 2ª guerras mundiais, além da Guerra Civil de 1975”, conta Samira. “Esses aspectos econômicos foram importantes para que ocorressem as imigrações. Sempre que ocorre algum conflito lá, ou algum outro tipo de problema, muitos vem para o Brasil.”
Quebrando mitos: mascate nem sempre enriquece e Dom Pedro II não incentivou a imigração libanesa
Mascates
As imigrações libanesas do final do século 19 tiveram como destino o sudeste, especialmente São Paulo e Rio de Janeiro, para trabalhos nas lavouras de café, e na região norte, onde a borracha e a lavoura foram as atividades principais. “Outros chegaram ao Brasil e já começaram a trabalhar como mascates”, explica. A figura do mascate aliás, ainda não deixou de existir, segundo Samira: nas levas mais recentes, muitos vieram exercer o ofício.
Numericamente, os libaneses que atualmente exercem tal função não é tão expressiva, mas Samira constatou outras áreas de atuação como pequeno comércio e indústria têxtil, sobretudo de jeans, e movelar. Segundo ela, quando os pioneiros chegaram ao Brasil, criaram uma propaganda positiva do país e divulgaram entre os familiares, se tornando referência para os outros. “De uma certa maneira, quando se diz que o mascate virou “doutor” é um modo de confirmar o sucesso de uma imigração”, destaca a pesquisadora.
Dom Pedro II
Para averiguar se Dom Pedro II havia mesmo incentivado a vinda de libaneses para o Brasil, a pesquisadora foi pesquisar os diários do imperador no Arquivo do Museu Imperial, em Petrópolis. “Não encontrei nenhum material que confirmasse isso ”, diz. De acordo com Samira, o incentivo de D. Pedro II a imigração libanesa pode ser encontrada em alguns livros não acadêmicos escritos por imigrantes. “Alguns grupos repetiram tanto esta ideia como se ela fosse uma verdade. Por isso, muitos acreditam. Quando o ex-presidente Lula foi ao Oriente Médio, esse mito foi recuperado”, lembra.
As entrevistas foram feitas com 3 grupos familiares muçulmanos, totalizando 10 pessoas, e 2 grupos familiares cristãos, totalizando 7 pessoas.
Para os primeiros imigrantes que chegaram ao Brasil, uma das dificuldades iniciais foi entender a Língua Portuguesa. Mas uma forma interessante de aprendizado se deu por meio do contato com outros imigrantes, vizinhos de origem italiana e portuguesa por meio das atividades do cotidiano.
Samira destaca também o papel das mulheres, tanto nos libaneses cristãos como nos muçulmanos. A restrição ao trabalho delas era geral, mas muitas ajudavam seus maridos nas atividades de mascate. “Mas o grande destaque delas foi na filantropia. O Hospital Sírio-Libanês originou-se a partir da iniciativa de mulheres da comunidade libanesa”, finaliza a pesquisadora.
Imagem com montagem das bandeiras: Igor Máia/USP Imagens
Imagem da capa do livro: cedida pela pesquisadora
Mais informações: email sa.osman@uol.com.br, com a pesquisadora Samira Osman

Conciliações na área de direito de família evitam processo judiciais


Defensoria Pública de SP promove mutirão em 25 cidades do Estado na próxima sexta-feira (18/5)



Para celebrar o Dia Nacional da Defensoria Pública (19/5), Defensores Públicos paulistas irão promover um mutirão de conciliações em casos de direito de família na próxima sexta-feira (18/5), em unidades de todo o Estado.

A iniciativa deve gerar acordos em demandas de divórcios, uniões estáveis, pensões alimentícias, reconhecimentos de paternidade e afins. As conciliações frutíferas serão encaminhadas para homologação pelo Judiciário. Ao todo, há 716 casos pré-agendados em 25 cidades (veja lista abaixo).

A iniciativa faz parte da campanha nacional “Ensinar, prevenir, conciliar: Defensores Públicos pela garantia extrajudicial dos direitos”, promovida em todo o País pela Associação Nacional de Defensores Públicos (Anadep), com apoio da Associação Paulista de Defensores Públicos (Apadep). Clique aqui para mais informações sobre a campanha nacional.

O objetivo da campanha é demonstrar a atribuição da Defensoria de promover acordos entre as partes envolvidas, evitando a judicialização desnecessária de demandas e promovendo um desfecho mais célere e amigável para as partes.

Em 2011, a Defensoria promoveu 12.966 casos de mediações e conciliações. Além da atuação de Defensores Públicos, Psicólogos e Assistentes Sociais do quadro de apoio da Defensoria também auxiliam a composição entre as partes previamente ao ajuizamento de demandas.

No Estado de São Paulo, serão promovidas conciliações nas unidades da Defensoria das seguintes cidades: Capital, Araçatuba, Araraquara, Avaré, Bauru, Campinas, Carapicuíba, Franca, Guarulhos, Jaú, Jundiaí, Marília, Mogi das Cruzes, Osasco, Presidente Prudente, São Bernardo do Campo, São Carlos, São José dos Campos, São José do Rio Preto, São Vicente, Santo André, Santos, Sorocaba, Taubaté e Registro.

Na Capital, as atividades serão promovidas pelos Defensores Públicos na unidade de atendimento situada à Avenida Liberdade, nº 32, Centro – cem casos estão agendados para o período vespertino.

A campanha contará ainda com a distribuição de três mil cartilhas, banners, cartazes e adesivos.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Revista Partes - Colunistas - Adilson L. Gonçalves: As cores do TRI

Revista Partes - Colunistas - Adilson L. Gonçalves: As cores do TRI:   Perdoem-me os outros times, todos com grandes histórias, mas o Santos FC é um caso à parte. Raça é muito bom... Garra é muito legal.....

As cores do TRI

 
Perdoem-me os outros times, todos com grandes histórias, mas o Santos FC é um caso à parte.
Raça é muito bom... Garra é muito legal... Torcida grande faz número, o tal “décimo-segundo jogador”, que às vezes também tem décimo-terceiro, no apito, e décimo-quarto, no “tapetão”... Mas futebol-arte é o que tornou o Brasil referência mundial e o que faz a alegria dos estádios mundo afora!
E o que é futebol-arte?
Tem muito de magia ou, melhor, Feitiço! É coisa de pele ou, melhor, Pelé! Uma boa pitada ou, melhor, Pita, de ego ou, melhor, Diego! É jogar por prazer, como um “hobby” ou, melhor, Robinho!
Futebol-arte é ganhar no campo! É aprender com os erros! É saber perder e dar a volta por cima!
Futebol-arte tem a pureza do branco, a nobreza do negro e, agora, o azul celeste, que foi buscado no passado, que está no céu e no mar!
Estou abusando dos pontos de exclamação, porque não canso de me maravilhar com esse time que alguns quiseram acabar, por dor-de-cotovelo e absolutamente nenhuma noção de beleza.
“Olha que coisa mais linda! Mais cheia de graça!”, que é o futebol-arte, que encanta até quem não sabe que a bola é redonda; que é como um espelho que se põe no solo e que, quando a gente anda sobre ele é como se estivesse caminhando nas nuvens.
As cores do tri são branco, preto e azul que, por mim, pode ser, doravante, o uniforme n. 2 do Alvinegro. O ouro também é cor do tri, num time que tem quatro dimensões: a largura da técnica, a altura da disciplina, o comprimento infinito e a infinidade do tempo.
As cores do tri têm a transparência do futebol autêntico, honesto, ingênuo, que até quando tripudia é por pura beleza, “para o bem do povo e felicidade geral da nação”, santista e de quem gosta de futebol-arte.
As cores do tri são todas! São os matizes de um Brasil que tem muito a ver com Santos, porto, cidade e time. Porto que sempre foi porta para o mundo; cidade que foi berço do Patriarca da Independência; time que fez a independência do futebol brasileiro!
Continuo abusando dos pontos de exclamação, pois não há interrogações nessa história; as vírgulas só se prestam para relacionar títulos; e o ponto final ainda está longe de ser grafado.
Santos FC: time de céu e mar, ambos cheios de estrelas! “Peixe” que busca a rede para alimentar o imaginário do povo, sempre em clima de festa: “Caiu na rede: é ‘Peixe’”!
Peço licença para parafrasear uma frase que vi no estádio: “Santos, não me canso de ‘tri’ amar”!

sábado, 12 de maio de 2012

Guerra

Apesar do horror que sentimos diante das tantas guerras que independem de nós para serem declaradas, muitas pessoas ainda escolhem viver em constante guerra, num eterno conflito, numa interminável e desgastante disputa! 
Se posicionam na vida e nos relacionamentos, sempre declarando guerra, como se acreditassem que os inimigos estivessem por toda parte!
Desconfiam e muitas vezes brigam, com o parceiro, com os filhos, com os amigos, com os colegas de trabalho, com o funcionário do banco, do supermercado, da loja.Com a secretária real e eletrônica..

LUCINETE: MINHA AMADA MÃE




Parabéns minha amada mãe. Desejo-lhe muitas felicidades nesta caminhada existencial.
Sei que neste dia feliz todos lhe cumprimentarão e lhe desejarão muitas coisas boas. Mas, quero desejar a senhora, o ser escolhido pelo universo para ser minha mãe, toda paz, luz e inúmeras surpresa positivas, quase celestiais.
De forma simples venho usar as palavras como um singelo presente, que eterniza o amor que sinto pela senhora minha amada mãe.
Com muita alegria que agradeço tudo que a senhora fez e faz por mim todos os dias.
É dia das mães, mas o presente é meu, pois Deus não poderia escolher uma mulher melhor para ser a minha mãe.
Um ser lindo, quase perfeito. Uma mulher honrada, honesta e verdadeiramente mãe.
Uma mulher que construiu um lar, cheio de amor e de forma silenciosa sempre cuidou e cuida de nós.
Muito obrigado mãe, por tudo que a senhora faz e representa na nossa família.
Que Deus possa iluminar os seus passos hoje e sempre!
Neste processo evolutivo do existir, agradeço o universo por ter escolhido a senhora Lucinete, para ser minha mãe.
Desejando mais uma vez todas as bênçãos do universo, encero as minhas palavras de gratidão, amor e cumplicidade.
Abraço na alma minha amada mãe.



Dhiogo José Caetano - Professor, historiador, poeta, colunista e correspondente da ACLAC - Academia Cabista de Letras e Artes de Cabo Frio. 
Uruana - GO 
dhiogocaetano@hotmail.com

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