quarta-feira, 14 de março de 2012

Nota Pública do CIMI:

Depois de abordada pelo conjunto da imprensa brasileira na última semana, a questão que envolve contratos de Redução de Emissão por Desmatamento e Degradação (REDD) feito por empresas estrangeiras, caso da irlandesa Celestial Green, com comunidades indígenas brasileiras, sobretudo as localizadas no Norte do país, gerou reações em diversos setores da sociedade.
Algumas dessas reportagens abordaram o assunto de forma honesta; outras, por sua vez, fizeram questão de criminalizar os povos indígenas disseminando inverdades e tampouco oferecendo o direito de defesa às comunidades. Dentre tais mentiras, a principal delas é a de que os indígenas estariam vendendo suas terras.
Em vista da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215 em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal, que propõe levar para o Congresso Nacional a autorização para demarcação e homologação de terras indígenas e quilombolas, nos perguntamos: a quem interessa perverter informações e criminalizar os indígenas?
Tais contratos de REED não envolvem vendas de terras indígenas, o que seria inconstitucional e traria severos prejuízos aos supostos compradores, posto que as terras são de propriedade da União e de usufruto permanente dos indígenas que nela vivem em ocupação tradicional. Os contratos são de exploração de hectares de floresta preservada visando o carbono contido nessas áreas para fim de compensação ambiental. Nada de venda de terras.       
Não obstante, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) reafirma seu completo repúdio por tais contratos e suas motivações, tridimensionadas em mecanismos oriundos do capitalismo verde, onde as práticas tradicionais dos povos indígenas e a natureza são negociadas em mercados de carbono para benefício exclusivo do capital internacional – que precisa continuar poluindo, sem constrangimentos internacionais, em prol de um desenvolvimento torpe e desigual.
No entendimento do Cimi, esses contratos são ilegais, inconstitucionais e juridicamente inválidos, uma vez que atentam contra o usufruto exclusivo dos indígenas sobre as terras tradicionalmente ocupadas. No mais, tais contratos já trazem prejuízos aos indígenas e tais acordos não podem servir para justificar a não demarcação de terras, como sugere de forma sutil algumas matérias jornalísticas que têm sido veiculadas pela imprensa.
O Cimi entende que o governo federal tem responsabilidade sobre a temática e deve acionar os órgãos competentes para anular os contratos que por ventura já tenham sido firmados, bem como fiscalizar a ação de agenciadores particulares - alguns até se expondo na imprensa - e ONGs - ditas ambientais - que atuam no sentido de envolver os povos nesses acordos e práticas. Ao mesmo tempo, o governo precisa retomar a demarcação e homologação de terras indígenas no país.
Além disso, crime comete governos estaduais que celebram acordos com governos de outros países para prestação de serviços ambientais, caso do REED, e assediam os povos indígenas a assinar tais contratos. O Ministério Público Federal está atento e no Acre interpelou o governo de Tião Viana para que se explique sobre acordo feito nesse sentido com o governo da Califórnia, nos Estados Unidos. O MPF interveio, diante de tais práticas, também no Pará.
O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) Márcio Meira se posicionou publicamente dizendo que o órgão é contra tais contratos e os considera ilegais. No entanto, é importante que a direção da Funai oriente seus servidores regionais a não intermediar tais acordos ou incentivar os indígenas a assinar tais documentos. O Cimi constatou que em algumas regiões e estados os servidores da Funai estão desempenhando esse vergonhosa e irresponsável função.
Contra o cinismo, as mentiras, a espoliação da natureza e de um novo tipo de colonização de nossas terras e dos povos indígenas que nelas vivem, o Cimi divulgou em janeiro deste ano nota pública contra o REED, que aqui segue na íntegra:   
A sanha do capitalismo verde
Agora não chegam as caravelas com portugueses, espanhóis, ingleses, franceses e outros do norte desenvolvido. Chegam empresas transnacionais do norte, trazendo a tiracolo os governos de seus países, com propostas "ecologicamente corretas" e carregando em seu bojo a subordinação ainda maior dos povos do sul. A terra, lastro do capital natural, está sendo comercializada em bolsas de valores. Tal sanha também se estende aos outros elementos da natureza, como o ar, a biodiversidade, a cultura, o carbono - patrimônios da humanidade.
Essa estratégia, por um lado, está sendo utilizada pelos donos do grande capital, receosos que fique mais evidente para a humanidade que as catástrofes ambientais não são tão naturais e sim resultado da exploração sem limites da natureza, com o objetivo de engordar seus já polpudos lucros através da cultura do consumo exagerado, imposta com sutileza às sociedades. Por outro lado, como saída para a crise mundial por qual passa o capitalismo - agora travestido de verde -, demonstrando a capacidade de reciclar-se. É nesse contexto que o capital vem apresentando, desde a Eco 92, suas propostas nas convenções do clima até agora realizadas.
O mecanismo de Redução de Emissão por Desmatamento e Degradação (REDD) não diminuirá a poluição. É uma farsa. Na verdade, na melhor das hipóteses, significa trocar 'seis por meia dúzia'. As empresas poluidoras dos países ricos do norte pagarão para os países do sul e continuarão a poluir. Nesse contexto, povos indígenas estão sendo assediados por ONGs a serviço das empresas do norte para que firmem contrato cedendo suas terras e florestas para a captura de CO2.
Com o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), a relação com a natureza passa a ser mercantilista, ou seja, os princípios de respeito do ser humano para com a natureza passam a ter valor de mercado e medidos nas bolsas de valores. O dinheiro resolve tudo, paga tudo.
Os mecanismos do "capitalismo verde" reduzem a capacidade de intervenção do Estado e dos povos na gestão de suas florestas, bem como de seus territórios, que passam a ter o ônus de viabilizar compensações ambientais massivas em favor da manutenção do insustentável padrão de desenvolvimento dos países ricos - e em franco desenvolvimento, caso do próprio Brasil.
Mecanismos de compensação para captura de carbono colocam em risco a soberania nacional, através da expansão das transnacionais na consolidação do poder e controle sobre povos e governos, águas, territórios e sementes nos países do sul, além de modificar os modos de vida das comunidades locais, agora tratadas como fornecedoras de "serviços ambientais".
Os chamados Mecanismos de Desenvolvimento Limpos (MDL) justificam a construção de hidrelétricas por serem estas classificadas nesta categoria. Não é por acaso que tantas estão sendo construídas, muitas atingindo povos indígenas como é o caso de Belo Monte, Santo Antônio e Jirau.
Ao aceitarem fazer contratos de REDD, as comunidades indígenas obrigam-se a ceder suas florestas por 30 anos, não podendo mais utilizá-las, sob pena de serem criminalizadas. É o "pagador" quem vai definir o que o "recebedor" pode ou não fazer; ficam subordinadas às grandes empresas transnacionais e governos internacionais.
Esses "contratos de carbono" ferem a Constituição Federal, que garante aos povos indígenas o usufruto exclusivo do seu território. O povo perde a autonomia na gestão de seu território, em troca de ter os recursos naturais integrados ao mercado internacional.
Trata-se de um novo momento histórico, absolutamente novo, mas com características vistas em outros momentos: a reterritorialização do capital internacional e desterritorialização dos povos indígenas.
Os povos atrelados a tais contratos são transformados em empregados dos ricos, passando da condição de filhos, cuidadores e protetores da Mãe Natureza (Pacha Mama) para a condição de promotores do capital natural, criando-se assim uma nova categoria: operários da indústria do carbono.
Para os povos indígenas a terra é mãe. As árvores são os cabelos, os rios são o sangue que corre em suas veias. Para o "capitalismo verde", os rios são considerados infraestrutura natural e a natureza uma força que precisa ser domada em benefício de um dito progresso, profundamente autofágico, perverso e totalitário.
Exemplos de como se dá a relação dos indígenas com a natureza não faltam. Para os Guarani entrarem na floresta, logo de manhã, rezam e pedem ao Nhanderú orientação na direção em que devem caminhar. REDD, PSA transformam a natureza em mercadoria, a gratuidade em obrigação, a mística em cláusula contratual, o bem estar em supostos "benefícios do capital". É a mercantilização do sagrado e a coisificação das relações humanas em interface com o meio ambiente.
É preciso recuperar a memória da humanidade sobre nossos vínculos com a natureza, expresso no Suma Kawsay (Bem Viver). O meio ambiente e as culturas que vivem em harmonia com ela devem ser as bases para o desenvolvimento humano e das sociedades; não um item da economia de mercado.
Na convivência com os povos indígenas, percebemos que são eles, com seus conhecimentos e sabedoria, as fontes inspiradoras para um outro tipo de modelo de sociedade onde o SER prevaleça sobre o TER, respeitando e vivendo em harmonia com a natureza.
O "capitalismo verde" é sinônimo de neocolonialismo. Em pleno século 21, surgem novos "espelhinhos" - os PSA, o REDD - lembrando a estratégia usada pelos colonizadores no século 16 para conquistar e destruir os povos indígenas, apoderando-se de seus territórios.
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), após analisar a lógica do "capitalismo verde" - dito sustentável - e suas consequências para as populações mais sofridas e exploradas do planeta, em especial os povos indígenas, quer juntar-se aos demais setores organizados que dizem NÃO a financeirização da natureza, NÃO a "economia verde" e NÃO ao mercado de carbono.

Arqueólogos descobrem gravura primitiva em MG


Escavações arqueológicas realizadas por pesquisadores do Instituto de Biociências (IB) da USP descobriram uma gravura esculpida na rocha produzida por povos primitivos há cerca de 10.000 anos. A figura, que representa um ser humano, teria sido feita com lascas de pedra. A descoberta aconteceu no sítio arqueológico Lapa do Santo, localizado na Fazenda Cauaia, município de Matosinhos, em Minas Gerais, a cerca de 60 quilômetros da capital do Estado, Belo Horizonte.

Petróglifo encontrado em Lapa do Santo é representação da figura humana
A gravura, que é a representação de figura antropomórfica (com forma humana), foi localizada numa caverna a 4 metros de profundidade do solo. “Ela possivelmente foi produzida entre 9.500 e 10.400 anos atrás”, aponta o professor, Walter Neves, do IB que coordenou a pesquisa. “Utilizando a técnica de datação com Carbono-14, a mais usual em pesquisas arqueológicas, analisaram-se fragmentos de carvão de uma fogueira feita em cima da gravura para definir em que época teria sido elaborada”.
A figura possui 30 centímetros de altura por 20 centímetros de largura, tamanho semelhante ao de uma folha de papel sulfite. O professor aponta que a gravura foi picoteada na pedra. “Ela pode ser considerada um petroglifo, já que foi produzida com o auxílio de outras pedras”, descreve. “O autor deve ter batido uma pedra em outra para fazer a gravação na rocha”.
Moradia
De acordo com Neves, toda a região da Lapa do Santo é riquíssima em gráficos rupestres, com predomínio das pinturas. “Existe uma grande quantidade de representações da figura humana”, afirma o o professor. “A gravura que foi encontrada é um indício de que o local serviu como moradia e cemitério”.

Etapa final da escavação em que foi encontrado o petróglifo na rocha
O professor relata que por volta de 11 mil anos atrás, todo o território hoje ocupado pelo Brasil já era ocupado por grupos pré-históricos. “Todos provenientes da Ásia, que é a origem comum dos povos nativos das Américas”, explica. “A descoberta tem relevância por se tratar da evidência mais antiga de arte rupestre já encontrada no continente americano”.
As escavações em Lapa do Santo fazem parte de um projeto coordenado pelo Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos (LEEH) do IB, realizado entre 2002 e 2009. “Os trabalhos chegaram a envolver uma equipe de aproximadamente 50 arqueólogos”, diz o professor. “Uma grande quantidade de material arqueológico foi encontrado, inclusive 27 esqueletos humanos, com mais de 8.500 anos de existência”. Ao final das escavações, a gravura foi mantida no local, com o aterramento do sítio arqueológico com 4 metros de sedimentos, a fim de preservá-lo.
Os estudos tiveram apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A descoberta da gravura é detalhada no artigo “Rock Art at the Pleistocene/Holocene Boundary in Eastern South America”, escrito por Walter Neves, Danilo Bernardo, do IB, Astolfo Araújo, do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP, Renato Kipnis, da Scientia Consultoria, e James Feathers, da Universidade de Washington, em Seattle (EUA). O texto, publicado no último dia 22 de fevereiro, está disponível na plataforma científica PlOs One.
Imagens: Acervo LEEH
Mais informações: e-mail waneves@usp.br , com o professor Walter Neves

terça-feira, 13 de março de 2012

Brasil se classifica pra Londres no caiaque feminino, mas perde vaga no masculino



Por 0,13 segundo, o jovem Pepê não conseguiu a vaga olímpica. Nas equipes, só deu Brasil e três Meninos do Lago com medalhas de ouro no peito



O Pan-Americano de Canoagem Slalom teve choros de alegria, mas também de tristeza. No sábado, a atleta Ana Sátila não conteve as lágrimas após ganhar o ouro e a vaga para Olimpíada de Londres na categoria caiaque feminino. Mas no caiaque masculino, no domingo, o choro foi de tristeza. Grande sensação do campeonato, o jovem Pedro Henrique Gonçalves da Silva, o Pepê, ficou mero 0,13 segundo atrás do veterano canadense David Ford. Pepê tocou na penúltima baliza, o que lhe acrescentou dois segundos no tempo final, e perdeu a vaga.

Nas provas em equipes, que não valiam vaga para Olimpíada, os Meninos do Lago garantiram medalhas de ouro no Pan-Americano. O Brasil foi campeão na canoa simples masculino por equipes com Cássio Petry, Charles Corrêa e o iguaçuense Leonardo Cussel, de 17 anos, há três anos no projeto Meninos do Lago. “Foi uma prova bem competitiva, um campeonato de alto nível. Ganhei bastante experiência e agora espero o mundial júnior”, afirmou Cussel.

Na equipe de caiaque simples, também deu Brasil com Ricardo Martins Taques, João Machado e Pedro Henrique da Silva. Natural de Tomazina, PR, João Machado tem 26 anos e está desde o início do projeto em Foz do Iguaçu. “É um prazer ser campeão, ainda mais em casa”, afirmou.

Promovido pela Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), o Pan-Americano tem patrocínio da Itaipu Binacional e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Atletas de dez países competiram no Canal Itaipu, que fica dentro da usina hidrelétrica, em Foz do Iguaçu. Em paralelo ao Pan, aconteceu o Open Itaipu com a participação das seleções convidadas da Espanha e da República Tcheca.

Choro de tristeza

Brasil e Canadá fizeram um duelo a parte na categoria caiaque simples masculino. A final ficou entre o veterano David Ford, 44 anos de idade e quatro Olimpíadas no currículo, e o jovem Pepê, de 18 anos. O garoto fez uma prova limpa, não fosse a penúltima baliza, de número 19, na qual ele tocou levemente. “Já sabia que seria difícil ganhar a prova depois de ter feito a falta”, disse após saber do resultado e ainda com o rosto cheio de lágrimas. “Trabalhei muito duro para isso e foi tudo embora. Agora é esperar mais quatro anos para a Olimpíada do Rio de Janeiro”, concluiu.

Pepê terminou a prova em 90,70 segundos, mas, com a falta, acabou ficando com 92,70 segundos. O campeão David Ford concluiu sem nenhuma falta com 92,57. Apenas 0,13 segundo mais rápido. A vaga olímpica é do Canadá. O terceiro melhor tempo foi do brasileiro Ricardo Martins Taques, com 93,07 segundo – até a sexta posição só deu Brasil e Canadá, mas, como o pódio deve ser completo por três atletas de países diferentes, o argentino Matias Cordeiro, que teve o sétimo melhor tempo, ficou com o bronze do Pan-Americano.

Na canoa simples, Brasil fora do pódio

Na outra vaga olímpica definida neste domingo, na canoa simples masculino, a batalha foi entre canadenses e norte-americanos. O ouro no Pan e a vaga olímpica ficaram para Benn Fraker dos Estados Unidos, que fez a prova em 92,50 segundos. “É a terceira vez que venho competir neste canal e estou treinando há duas semanas aqui, isso ajudou muito”, afirmou o norte-americano que competiu na Olimpíada de Pequim 2008.

A prata foi para outro norte-americano, Casey Eichfeld. O terceiro melhor tempo foi do canadense Cameron Smedley, mas o bronze do Pan, de novo pelas regras do campeonato, foi para o argentino Rossi Sebastian, quarto melhor tempo.

Duas vezes Ana Sátila

A prova de canoa simples feminino não valia vaga para a Olimpíada, mas Ana Sátila não quis nem saber: com o tempo de 134,44 segundos ela venceu e levou mais uma medalha de ouro do Pan-Americano para casa. Seu próximo compromisso é dia 18 de março. Ana e a comissão técnica vão a Londres reconhecer o canal em que ela que vai competir no caiaque simples nos Jogos Olímpicos.

Início da nova canoagem brasileira

Para o técnico da Seleção Brasileira Permanente de Canoagem, o italiano Ettore Ivaldi, Ana Sátila vai a Londres com a obrigação de representar bem o País. Ele reconhece que o verdadeiro projeto é a Olimpíada Rio 2016. “Nós queremos chegar à Olimpíada não com um, mas com quatro ou cinco atletas em alto nível”, diz. Ettore elogia o projeto da seleção brasileira e o Projeto Meninos do Lago, de Itaipu. “Em meus 25 anos de treinador eu nunca vi um projeto tão bem estruturado. Ele trabalha do zero até chegar ao nível olímpico”, define.

O treinador também destaca a preocupação com os jovens atletas que continuam fazendo faculdade e tendo uma vida estudantil. “Não podemos exigir de meninos de 15 a 20 anos que se dediquem unicamente ao esporte. Canoagem não é futebol que forma milionários”, diz. Ele cita exemplos dos jovens atletas que cursam faculdades de Educação Física e Fisioterapia, nas universidades de Foz do Iguaçu, e poderão continuar no esporte mesmo depois de se aposentarem.

Para o superintendente da Confederação Brasileira de Canoagem, Argos Rodrigues, os resultados do Pan-Americano foram excepcionais para o País. “O Brasil cresceu muito, pode perguntar para americanos e canadenses e eles vão te dizer que vai ser difícil segurar o Brasil nos próximos anos”. Ele destaca a parceria com Itaipu, que cedeu o canal para os treinamentos, e o BNDES pelo investimento na seleção brasileira.

O superintendente de Comunicação Social, Gilmar Piolla, parabenizou os Meninos do Lago pelos bons resultados e toda seleção brasileira. “Com os resultados no Pan-Americano, o Brasil surge como nova potência na canoagem slalom das Américas”, afirmou.

sábado, 10 de março de 2012

Derrotado por falta de treinamento?

Dalmir Sant’Anna
Fazia um longo período que não corria de kart. Coloquei o macacão, capacete, luva e depois da volta de reconhecimento da pista, acelerei... Por mais confiante que eu estivesse em buscar um bom resultado, não observei que meus adversários estavam mais preparados. Pensei no aspecto da ausência de treinamento e na minha incapacidade de pilotar com maior competência. No cenário corporativo seria semelhante? Há empresários alegando que treinamento é um componente desnecessário. Contudo, quais os resultados de uma empresa sem treinamento? Observe a seguir, dois fatores, para não tornar sua empresa retardatária com a ausência de treinamento e assumir na prática, o compromisso de subir no pódio, acreditando que valeu a pena todo o esforço e comprometimento.
O momento de agir é agora - Tenho orgulho em afirmar, que apresentei palestras, em importantes convenções de vendas. Cada evento com sua peculiaridade, enaltecendo temas envolventes e com a preocupação de melhoria contínua. Como a proposta do meu trabalho é uma palestra personalizada, com conteúdo direcionado ao perfil de cada empresa, gosto de enfatizar que, o momento de uma convenção é um estágio de parada obrigatória. É a ocasião de alinhar os objetivos, avaliar a atuação da empresa diante do mercado e da concorrência. E como está sua empresa? Realize uma avaliação de desempenho e perceba que, o treinamento é uma maneira eficaz para ajudar você e a sua equipe a não apresentar no final do ano, uma lista enorme de justificativas, por não conquistar vitórias e superar desafios. Deixar para o próximo mês, a oportunidade de investir em treinamento, pode ser tarde demais. O momento de agir é agora!
Troféu não chega ao acaso em suas mãos - No meu livro "Oportunidades", entrevistei o talentoso jogador de futsal Falcão, que além de atleta da Seleção Brasileira, foi eleito três vezes pela Fifa, o melhor esportista mundial. Além de considerar o treino como algo essencial, o premiado jogador falou: "Você precisa encarar cada treinamento, como um aprendizado para sempre melhorar. As oportunidades acontecem todos os dias. Se você continuar treinando, você continua fazendo gols". Nesse sentido, acredite que um troféu não chega ao acaso em suas mãos e que o sucesso é uma consequência de treinamento, realizado de maneira séria. Sinta o gostinho da vitória, levantando o troféu com a soma da autoestima, criatividade e inovação. Como você e sua empresa treinam para marcar gols?
Tenha tenacidade para ajudar sua equipe a encontrar uma visão ampla do papel que desempenha atualmente, pois se como eu, você correr de kart sem treinamento, ao lado de pessoas preparadas, aceite sair no final da corrida, caminhando triste na pista, desmotivado com seu próprio desempenho. Valorize a autoestima, mostre que sua equipe possui valores que merecem reconhecimento. Mostre que treinamento é algo primordial, que não pode ser aceito como um mero entretenimento ou, colocado inerte nos boxes. Desponte na linha de chegada com a ampliação dos seus conhecimentos e do desenvolvimento das competências de sua equipe. Agora responda: Sua empresa dispõe de alto nível de desempenho, para cruzar a linha de chegada? Investir em treinamento é um tempo perdido?

Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, mestrando em Administração de Empresas, autor dos livros "Oportunidades" e "Menos pode ser Mais".

Derrotado por falta de treinamento?

Dalmir Sant’Anna
Fazia um longo período que não corria de kart. Coloquei o macacão, capacete, luva e depois da volta de reconhecimento da pista, acelerei... Por mais confiante que eu estivesse em buscar um bom resultado, não observei que meus adversários estavam mais preparados. Pensei no aspecto da ausência de treinamento e na minha incapacidade de pilotar com maior competência. No cenário corporativo seria semelhante? Há empresários alegando que treinamento é um componente desnecessário. Contudo, quais os resultados de uma empresa sem treinamento? Observe a seguir, dois fatores, para não tornar sua empresa retardatária com a ausência de treinamento e assumir na prática, o compromisso de subir no pódio, acreditando que valeu a pena todo o esforço e comprometimento.
O momento de agir é agora - Tenho orgulho em afirmar, que apresentei palestras, em importantes convenções de vendas. Cada evento com sua peculiaridade, enaltecendo temas envolventes e com a preocupação de melhoria contínua. Como a proposta do meu trabalho é uma palestra personalizada, com conteúdo direcionado ao perfil de cada empresa, gosto de enfatizar que, o momento de uma convenção é um estágio de parada obrigatória. É a ocasião de alinhar os objetivos, avaliar a atuação da empresa diante do mercado e da concorrência. E como está sua empresa? Realize uma avaliação de desempenho e perceba que, o treinamento é uma maneira eficaz para ajudar você e a sua equipe a não apresentar no final do ano, uma lista enorme de justificativas, por não conquistar vitórias e superar desafios. Deixar para o próximo mês, a oportunidade de investir em treinamento, pode ser tarde demais. O momento de agir é agora!
Troféu não chega ao acaso em suas mãos - No meu livro "Oportunidades", entrevistei o talentoso jogador de futsal Falcão, que além de atleta da Seleção Brasileira, foi eleito três vezes pela Fifa, o melhor esportista mundial. Além de considerar o treino como algo essencial, o premiado jogador falou: "Você precisa encarar cada treinamento, como um aprendizado para sempre melhorar. As oportunidades acontecem todos os dias. Se você continuar treinando, você continua fazendo gols". Nesse sentido, acredite que um troféu não chega ao acaso em suas mãos e que o sucesso é uma consequência de treinamento, realizado de maneira séria. Sinta o gostinho da vitória, levantando o troféu com a soma da autoestima, criatividade e inovação. Como você e sua empresa treinam para marcar gols?
Tenha tenacidade para ajudar sua equipe a encontrar uma visão ampla do papel que desempenha atualmente, pois se como eu, você correr de kart sem treinamento, ao lado de pessoas preparadas, aceite sair no final da corrida, caminhando triste na pista, desmotivado com seu próprio desempenho. Valorize a autoestima, mostre que sua equipe possui valores que merecem reconhecimento. Mostre que treinamento é algo primordial, que não pode ser aceito como um mero entretenimento ou, colocado inerte nos boxes. Desponte na linha de chegada com a ampliação dos seus conhecimentos e do desenvolvimento das competências de sua equipe. Agora responda: Sua empresa dispõe de alto nível de desempenho, para cruzar a linha de chegada? Investir em treinamento é um tempo perdido?

Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, mestrando em Administração de Empresas, autor dos livros "Oportunidades" e "Menos pode ser Mais".

Educação

No século XXI a educação básica e superior vem sofrendo problemáticas que nos leva, as inúmeras falhas e reflexões sobre a forma com se aplica o conteúdo pedagógico no cotidiano escolar.
As instituições desenvolveram métodos os quais não se preocupam em levar o saber de forma pragmática; os alunos se encontram frente às dificuldades voltadas para compreensão, estruturação, formulação do saber enquanto algo complexo e dinâmico.
Vários são os profissionais que frente à arte de ensinar, deixam a desejar por falta de interesse e motivação pessoal e pela má remuneração; os mesmos não se importam com o desenvolvimento e aprendizagem de seus alunos.
Não estou aqui para afirmar que a forma de ensino está errada e muito mesmo quero dizer que os alunos não devem buscar com mais afinco o saber. Pelo contrário o meu objetivo é levantar uma discussão a qual possa colocar em debate a realidade vivida nas inúmeras instituições de ensino.
Como acadêmico e profissional da educação digo que as muitas instituições de ensino deixam muito a desejar quanto a sua estrutura física e no recurso humano (corpo técnico docente).
Notamos que muito conteúdo é ministrado no cotidiano escolar, no entanto pouco se preocupa com a aprendizagem, absorção e construção intelectual dos alunos. Ao longo da vida educacional, podemos percebemos que muitos dos indivíduos (alunos e acadêmicos) pouco aprendem, mas deparam com um montante de informações engendradas dentro de um cronômetro que obrigatoriamente é seguindo sem se preocupar com o saber adquiro pelos mesmos.
Assim sendo, seria correto afirmar que as nossas instituições de ensino não estão ensinando e sim autentificando um saber nato e empiricamente desenvolvido ou um saber inexistente.
Este saber de forma ampla se encontra em um espaço propriamente dito vago, pois mesmo dando o caminho para os nossos alunos, precisamos nos preocupar com desenvolvimento intelectual dos mesmos.
Dentro desta discussão fica evidente que é preciso organizar aquilo que ensinamos, pois os alunos podem até aprender por si próprio, mas devemos participar enquanto ministros do saber nos processos de aprendizagem dos nossos alunos.
Coerentemente as instituições de ensino precisam praticar o famoso lema pregado por Cora Coralina “feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.
O ensino brasileiro muito precisa desenvolver para que possamos dizer que as nossas instituições levam o saber e autentificam um saber trabalhado e desenvolvido pelos os nos alunos e os seus mestres; uma relação mútua de saber e aprendizagem.
Em suma, são visíveis as inúmeras problemáticas que emblematicamente aprofundam na prática do saber e do transmitir o saber.
Por Dhiogo Caetano

sexta-feira, 9 de março de 2012

Dia do Bibliotecário


 A Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC), em parceria com o Goethe Institut Rio de Janeiro, realizará, na próxima segunda-feira, 12 de março, um grande evento em comemoração ao Dia do Bibliotecário. Entre as atrações, palestras com especialistas brasileiros e estrangeiros, além de um sarau de poesias nos jardins da BN com a presença de Paulo Betti e Cássia Kiss. As inscrições para as palestras superaram as expectativas e se encerraram, mas o público está convidado para o sarau, que começa às 18h30.
A comemoração tem início com uma mesa-redonda às 14h com a presença do Presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, do presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia da 7ª região, Marcos Miranda, da Coordenadora Geral do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, Elisa Machado, da Diretora do Centro de Referência e Difusão Biblioteca Nacional, Mônica Rizzo, e da Bibliotecária do Goethe-Institut Rio de Janeiro, Almerinda Stenzel.
A partir das 14h30, a diretora da nova Biblioteca Pública de Stuttgart e vice-diretora do Sistema de Bibliotecas Públicas da cidade alemã, Christine Brunner, discutirá os “Conceitos inovadores em arquitetura clássica: a nova Biblioteca Pública de Stuttgart”. A palestra, que contará com tradução simultânea, falará do ousado projeto, que custou 79 milhões de euros, e levou o país a uma ampla discussão sobre o papel da biblioteca neste cenário de mídias em rápida transformação.
André de Araújo, professor do curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis da UFRJ, fechará a programação de palestras do Dia do Bibliotecário. A partir das 16h, André abordará diferentes temas sobre a formação do bibliotecário, com a palestra “Por uma biblioteconomia mais humanista”.
A partir das 18h15, e para encerrar as comemorações do Dia do Bibliotecário, a Biblioteca Nacional, em parceria com a Casa da Gávea e a editora Companhia das Letras, promove um sarau de poesia em homenagem aos 110 anos de Carlos Drummond de Andrade. Entre os artistas que farão a leitura das poesias, nomes como Paulo Betti, Cristina Pereira, Vera Fajardo e Eucanaã Ferraz.
Sarau de Poesias - Dia do Bibliotecário na Biblioteca Nacional
12 de março, às 18h30, no Auditório Machado de Assis
Jardim da Biblioteca Nacional - Rua México, s/nº
Centro – Rio de Janeiro
Entrada Franca
 

Propaganda eleitoral: cartilha mostra o que pode e o que não pode na campanha 2026

  Guia do TRE-SP sobre permissões e proibições da publicidade pode ser consultado pela internet   A campanha eleitoral, período em que candi...