terça-feira, 31 de janeiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Suécia, Hungria e Macedônia serão os adversários da seleção masculina do Brasil no pré-olímpico de Handebol
30.01.2012 :: 14h51


Crédito: Cinara Piccolo/Photo&Grafia
Já estão definidos os adversários da seleção masculina de handebol no torneio classificatório para os Jogos Olímpicos Londres 2012. Os brasileiros vão enfrentar Macedônia, Hungria e a anfitriã Suécia, entre 6 e 8 de abril, confrontos que saíram neste domingo, após a decisão do Campeonato Europeu. As disputas da modalidade nos Jogos começam no dia 28 de julho e terminam em 12 de agosto.
As outras duas chaves da competição classificatória terão Espanha, Polônia, Sérvia (prata no Europeu) e Argélia, na casa dos espanhóis; e Islândia, Japão, China e Croácia (bronze no Europeu), com sede croata. Os dois melhores de cada grupo garantem vaga nas Olimpíadas, jutando-se aos já classificados Grã-Bretanha (anfitrião), França (campeão mundial), Coreia (vencedor do pré-olímpico asiático), Argentina (ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara), Tunísia (campeão africano) e Dinamarca (ouro no Europeu).
O Brasil ficou com a medalha de prata nos Jogos Pan-americanos Guadalajara 2011 e, por isso, disputará o pré-olímpico. O técnico da equipe, Javier Garcia Cuesta, avaliou qual adversário deve dar mais trabalho. "São três times muito fortes. Mas a Suécia vai jogar em casa e tem um elenco jovem. Então, pode ser o mais complicado para nós".
A programação de treinos da seleção começará no dia 25 de fevereiro. "Estão previstas duas fases de concentração, uma no fim de fevereiro e outra em março, mais perto do pré-olímpico", adiantou Javier. "Vamos trabalhar para dar o nosso melhor, independentemente de quem esteja do outro lado", completou.

Crédito: Cinara Piccolo/Photo&Grafia
Já estão definidos os adversários da seleção masculina de handebol no torneio classificatório para os Jogos Olímpicos Londres 2012. Os brasileiros vão enfrentar Macedônia, Hungria e a anfitriã Suécia, entre 6 e 8 de abril, confrontos que saíram neste domingo, após a decisão do Campeonato Europeu. As disputas da modalidade nos Jogos começam no dia 28 de julho e terminam em 12 de agosto.
As outras duas chaves da competição classificatória terão Espanha, Polônia, Sérvia (prata no Europeu) e Argélia, na casa dos espanhóis; e Islândia, Japão, China e Croácia (bronze no Europeu), com sede croata. Os dois melhores de cada grupo garantem vaga nas Olimpíadas, jutando-se aos já classificados Grã-Bretanha (anfitrião), França (campeão mundial), Coreia (vencedor do pré-olímpico asiático), Argentina (ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara), Tunísia (campeão africano) e Dinamarca (ouro no Europeu).
O Brasil ficou com a medalha de prata nos Jogos Pan-americanos Guadalajara 2011 e, por isso, disputará o pré-olímpico. O técnico da equipe, Javier Garcia Cuesta, avaliou qual adversário deve dar mais trabalho. "São três times muito fortes. Mas a Suécia vai jogar em casa e tem um elenco jovem. Então, pode ser o mais complicado para nós".
A programação de treinos da seleção começará no dia 25 de fevereiro. "Estão previstas duas fases de concentração, uma no fim de fevereiro e outra em março, mais perto do pré-olímpico", adiantou Javier. "Vamos trabalhar para dar o nosso melhor, independentemente de quem esteja do outro lado", completou.
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Pinheirinho: Jornalistas denunciam cerceamento da liberdade de imprensa
Após ação violenta contra moradores no processo de desocupação na área conhecida por Pinheirinho, em São José dos Campos/SP, comandada pela Polícia Militar, iniciada no último domingo, agora foi a vez da imprensa sofrer as consequências da ação truculenta. Segundo informações de jornalistas que estão no local, a PM está organizando e conduzindo grupos para realização de cobertura.
A imprensa só tem acesso ao que é determinado pela polícia, além disso, os profissionais não podem entrevistar os moradores que foram retirados da ocupação urbana e que estão alojados na prefeitura.
Para o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo a postura da Polícia Militar configura uma ação clara de cerceamento da liberdade de imprensa. “Esta tática tem como objetivo a manipulação da informação, pois há uma única versão dos fatos já que os moradores não podem ser ouvidos”, argumenta o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, José Augusto Camargo (Guto).
Os ex-moradores de Pinheirinho também estão sendo obrigados a usar números e pulseiras de identificação para serem controlados pela polícia e não têm notícias de seus pertences – um verdadeiro massacre psicológico.
Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo
Trabalho Escravo, um crime que persiste
NOTA PÚBLICA
Trabalho Escravo, um crime que persiste
Neste dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, 28 de janeiro, ao serem lembrados os oito anos da chacina de Unaí, MG, quando foram assassinados quatro servidores federais que atuavam na fiscalização das condições de trabalho no campo, a Coordenação Nacional da CPT, juntamente com a Coordenação Nacional da Campanha da CPT contra o Trabalho Escravo, vem a público para expressar sua indignação diante da escandalosa demora do processo judicial decorrente deste bárbaro crime.
Com credibilidade já fortemente questionada junto à sociedade brasileira, o Poder Judiciário mantém-se refém de procedimentos que o fazem andar a passos de tartaruga, não oferecendo as respostas ansiosamente esperadas pela sociedade.
O mesmo acontece com o Legislativo. Logo após o crime de Unaí, o Senado se apressou e aprovou em dois turnos a PEC 438/2001, que estabelece o confisco das propriedades nas quais foi constatada a existência do trabalho escravo e sua destinação para a Reforma Agrária. A Câmara Federal também a aprovou, em primeiro turno, no dia 10/08/2004, devendo ir para votação em segundo turno. A partir de então não foi mais posta em votação, apesar dos constantes apelos de movimentos e entidades da sociedade civil e do requerimento de vários deputados de diferentes partidos. Quando a Câmara Federal vai acordar do torpor em que se encontra e votar esta medida, viabilizando, assim, um instrumento altamente dissuasivo contra uma chaga que aflige ainda milhares de trabalhadores? Ou prefere capitular diante das exigências do agronegócio e de sua articulada bancada? Propriedade ou dignidade? Lucro ou vida? Eis o dilema. Vai o econômico mais uma vez se sobrepor aos mais elementares direitos, como é o direito a um trabalho digno e seguro?
Nestes dias, o Ministro do Trabalho, ao lançar o Manual de Combate ao Trabalho em Condições Análogas às de Escravo, afirmou que o Brasil está perto de vencer esta batalha. Realmente passos importantes já foram dados, mas muito sobra por fazer e a resistência é considerável.
Instituída pela Portaria 540/2004 do Ministério do Trabalho e Emprego e reforçada pela Portaria Interministerial 02/2011 - o cadastro dos empregadores que usam do trabalho escravo, conhecido como Lista Suja, está sendo questionado desde sua criação pela Confederação Nacional da Agricultura, CNA, por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. Caso vença tal ação, cairia por terra um instrumento eficiente na responsabilização dos atores econômicos e financeiros envolvidos ao longo das cadeias produtivas da escravidão moderna. Em fins de novembro passado, o relator do processo no Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Brito, liberou o processo para julgamento. O STF pode vir a julgar esta ação a qualquer momento.
Está na hora de se pôr um fim a esta exploração vergonhosa. Já dizia Tiago, em sua carta: “Vejam, o salário dos trabalhadores que fizeram a colheita nos campos de vocês, retido por vocês, esse salário clama, e os protestos dos cortadores chegaram aos ouvidos do Senhor dos Exércitos” (Ti 5,4).
Também clama pelo fim desta chaga que envergonha nossa nação o sangue derramado pelos servidores do MTE em Unaí. Este sangue exige dos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo que assumam de vez a defesa incondicional dos direitos da pessoa, quebrando as amarras que os subjugam ainda ao bel prazer do poder econômico. Está na hora da cidadania reinar em nosso País.
Goiânia, 27 de janeiro de 2012.
Coordenação Nacional da CPT
Coordenação Nacional da Campanha da CPT contra o Trabalho Escravo
Sentiremos saudades, amor!
Pedro Coimbra
Chris empilhou os livros que estudava e debruçou sobre um exemplar encadernado e com uma lombada vermelha de “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, que seu pai lhe dera de presente.
O escritor, com seu corpo franzino, mirrado mesmo, pois segundo seus contemporâneos parecia um nordestino, um “cabeça chata”, mas na verdade era fluminense, nascido em Cantagalo, em 1866, onde enfrentou o primeiro ato de sua tragédia pessoal, com a morte de sua mãe aos três anos, o que fez que passasse a ter uma vida cigana, morando em diferentes cidades e fazendas do interior do Rio de Janeiro.
Bem jovem, ingressou na Escola Militar, onde recebeu formação positivista, uma doutrina de Augusto Conte que levava seus aficionados a se dedicarem a oposição à monarquia.
Temperamento impulsivo passaria célere pela Escola Militar, pois num gesto de indisciplina e de crítica à monarquia, durante uma comemoração militar, atirou no chão a arma que deveria apresentar à passagem do ministro da Guerra.
Temperamento impulsivo passaria célere pela Escola Militar, pois num gesto de indisciplina e de crítica à monarquia, durante uma comemoração militar, atirou no chão a arma que deveria apresentar à passagem do ministro da Guerra.
E, não bastasse isso, arengou contra a passividade dos colegas. Preso e expulso da escola, seu gesto de rebeldia foi adotado pelos republicanos, como um símbolo de idealismo e coragem.
Transfere-se para São Paulo, escrevendo no jornal “A Província de São Paulo”. zCo o advento da República, retorna à carreira militar, no curso de artilharia na Escola Superior de Guerra e, os de estado-maior e engenharia militar, formando-se em matemática e ciências físicas e naturais. É então promovido a primeiro-tenente.
Atua também na imprensa, examinando em seus artigos a problemática brasileira, ao mesmo tempo que apoia Floriano Peixoto, que acabou por derrubar o Marechal Deodoro da Fonseca. Mas, Euclides da Cunha recusa, prêmios ou oferta de cargos, por seus posicionamentos, aceitando apenas o previsto em lei.
Abandona a caserna em 1895, tornando-se engenheiro civil.
Atua também na imprensa, examinando em seus artigos a problemática brasileira, ao mesmo tempo que apoia Floriano Peixoto, que acabou por derrubar o Marechal Deodoro da Fonseca. Mas, Euclides da Cunha recusa, prêmios ou oferta de cargos, por seus posicionamentos, aceitando apenas o previsto em lei.
Abandona a caserna em 1895, tornando-se engenheiro civil.
Passa a ter então duas atividades principais, como superintendente de obras do Estado e articulista de o para o “O Estado de S. Paulo”.
Em 1897, é convidado a viajar até a Bahia, como correspondente do jornal, para cobrir a “Guerra de Canudos”, relatando a peleja entre republicanos e pretensos mnarquistas, na verdade fanáticos religiosos.
Baseado no material coletado escreveu, entre 1898 e 1901, sua obra monumental, “Os Sertões”. Essa obra, considerada uma das precursoras do modernismo o catapultou para a Academia Brasileira de Letras e para o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Homem de temperamento inquieto foi nomeado chefe da Comissão de Reconhecimento do Alto Purus, viajando milhares de quilômetros pela Amazônia
Em maio de 1909, Euclides da Cunha presta concurso para ser professor de Lógica no Colégio Pedro II um dos mais famosos do Brasil, exercendo por pouco tempo suas funções, pois, a 15 de agosto de 1909, é morto por Dilermando de Assis, exímio atirador e amante de Anna de Assis, sua esposa, o que põe um ponto final em sua tragédia pessoal.
Escreveu mais três livros: “Contrastes e confrontos”, em 1907; “Peru versus Bolívia”, também de 1907, e “À margem da história”, obra póstuma, de 1909, o livro de Euclides da Cunha que tratando de problemas da Amazônia e o único a se aproximar em importância de “Os Sertões”.
Com “Os Sertões”, uma obra muito reconhecida e pouco lida, Euclides da Cunha, Anna de Assis e Dilermando de Assis teriam revivido seu drama de amor e ódio, seu entrelace espiritual, por uma minissérie produzida em 1990 pela Rede Globo e escrito por Glória Perez. “Desejo” trazia para um imenso público a história de Anna de Assis e o triângulo amoroso formado por seu marido, Euclides da Cunha, e o jovem Dilermando de Assis.
Um painel fantástico do povo brasileiro e a terra onde vivemos que é o conteúdo de “Os Sertões” merecia ter sido filmado por outro gênio que foi Glauber Rocha e a história pessoal de Euclides da Cunha deveria ter um tratamento menos apressado como o da televisão, afinal, personagens, tão arraigados ao Mundo Material, dos ditames da sexualidade, mesmo nos piores momentos de suas vivências cósmicas, dizem: sentiremos saudades, amor!
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