quinta-feira, 19 de maio de 2011

Artigo: Ensino Médio: flexibilizar é estudar mais


Ensino Médio: flexibilizar é estudar mais
* Gilberto Alvarez Giusepone Jr.
A flexibilização do currículo do Ensino médio é uma excelente chance de o Brasil acertar as contas com essa etapa da escolaridade. O objetivo deve ser ampliar a formação geral, abrindo as possibilidades de escolha. Aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) no último dia 4/5, as novas diretrizes curriculares para o Ensino Médio nas áreas do trabalho, da tecnologia, da ciência e da cultura permitirão às escolas e aos sistemas de ensino escolher modelos mais voltados para a sua realidade local ou regional e proporcionar autonomia pedagógica, antiga aspiração da comunidade educacional.
O principal objetivo da flexibilização do currículo é permitir um avanço do país frente aos desafios que a educação tem que enfrentar para reverter a baixa qualidade oferecida nas escolas públicas e sua consequência mais perversa, a evasão.
Atualmente, de acordo com dados do IBGE, existem 10 milhões de alunos matriculados no Ensino Médio. Desse contingente, cerca de 40% abandonam o curso por desinteresse e 27% porque precisam trabalhar para complementar a renda familiar. Aqueles que resistem à falta de estrutura e de oportunidades chegam à idade adulta sem estar preparados – seja para o mercado de trabalho, seja para os exames vestibulares.
No Cursinho da Poli, em São Paulo, que tem grande parcela dos alunos provenientes da escola pública, lidamos cotidianamente com esse drama. Preparar o aluno para entrar numa universidade de qualidade demanda, em primeiro lugar, sanar as lacunas de seu aprendizado. Para isso, todos os anos, oferecemos curso de matemática básica, física e história da arte, entre outros, que ajudarão o aluno a acompanhar a matéria na sala de aula.
Outro drama é a baixa empregabilidade desses alunos no mercado. Depois de 12 anos na escola, o jovem não está apto a conseguir um emprego nem na indústria, nem no comércio e muito menos em áreas em que é necessário qualquer tipo de especialização. O que faz um aluno que sonha em avançar nos estudos, mas ao mesmo tempo precisa ajudar no sustento da família e não está preparado para isso?
Daí a preocupação de o CNE atender aos anseios dos estudantes: é a premente necessidade de aproximar o educando de suas áreas de interesse, uma forma de interessá-lo mais, dar-lhe a possibilidade de estar mais presente e de se sair melhor na vida escolar.
Entretanto, é preciso que as experiências concorram para que os erros não sejam repetidos. Convém lembrar duas experiências que não chegaram a bom termo. A primeira foi a divisão do nível médio em três modalidades: o Científico, o Clássico e o Magistério. Os egressos de uma ou outra modalidade tinham formação absolutamente específica, numa idade em que as vocações ainda não estavam suficientemente amadurecidas, prejudicando muito ou francamente impossibilitando qualquer tentativa de mudança de rumo.
A segunda, no período da ditadura militar, foi a conclusão, motivada pela imensa demanda de pessoal técnico, de que todo Ensino Médio deveria profissionalizar, levando a um descaso, maior ou menor, pelas matérias acadêmicas. As consequências dessa opção são sentidas até hoje na sociedade brasileira.
Será preciso discutir muito ainda para fundamentar e fortalecer a mudança do currículo em cada instituição, mas, desde já, ressalte-se que, em nenhuma hipótese, poderemos descuidar das matérias de base. Matemática, português, química, física, biologia, história, geografia, sociologia e filosofia devem ter seus conteúdos preservados. As novas medidas devem buscar acrescentar à formação cultura, conhecimento e instrução profissional. Neste momento, não se pode admitir nenhuma conta "de menos" na educação dos brasileiros.
* Gilberto Alvarez Giusepone Jr. é professor e diretor do Cursinho da Poli em São Paulo.
 

Educação ou o quê?


Educação ou o quê?

No mais recente lançamento da Summus Editorial, a psicanalista Anna Veronica Mautner propõe reflexões para pais e professores. O objetivo é, diante das fronteiras cada vez mais tênues entre público e privado e a falta de limites, discutir a educação transmitida às crianças e aos jovens.

Diz o dicionário que educar é formar indivíduos aplicando métodos adequados que podem variar de acordo com a época. Porém, a palavra "educação" abriga uma série de significados. No livro Educação ou o quê? - Reflexões para pais e professores (120 p., R$ 32,90), a psicanalista Anna Veronica Mautner aborda temas que intrigam a todos nós: afinal, quem deve educar, a família ou a escola? A escola deve ser tradicional ou liberal? Como impor limites aos filhos e aos alunos?

Pautando-se em valores como ética, respeito e construção da cidadania, o livro traz sugestões para equacionar essas dúvidas. Na primeira parte, destinada aos educadores, Anna Veronica afirma que, sem bons modelos, os jovens não conseguem evoluir. "A função de ampliar horizontes é da escola, onde encontramos informações e noção de possibilidades. É onde o mundo nos oferece a paisagem e o horizonte do bem-estar", afirma.

Entre um dos temas abordados pela autora está a valorização - social, profissional e salarial - do professor. "Voltando a muitas e muitas décadas atrás, já houve tempo em que ser reconhecido pelo professor dava pontos no placar. Quando e por que isso mudou?", pergunta ela?

Outra reflexão proposta pela autora é a seguinte: a educação "livre", sem regras nem método, funciona? Não reprovar para não ferir é a melhor saída? "Se não houver disciplina, a aprendizagem de todos será prejudicada. E disciplina não é mudar o temperamento, a personalidade, o jeito de ser de ninguém: é apenas absorver um código e se comportar de acordo com ele para tornar o coletivo possível", acredita.
Quanto à violência física e psicológica sofrida por crianças no mundo todo, Anna Veronica afirma que a escola precisa ter papel mais atuante, protegendo os mais fracos. Na sua avaliação, a liberdade desprotegida pode ser extremamente massacrante para uns e palco de exibição de força para outros.

Na segunda parte da obra, Anna Veronica dirige-se aos pais, para quem nunca foi tão difícil transmitir valores. A preocupação com a violência e com uma série de perigos tem transformado os pais em verdadeiros espiões de seus rebentos. Para a autora, o excesso de vigilância produz seres humanos tolhidos e dependentes. Como essas criaturas poderão se tornar autossuficientes e encher os pais de orgulho?
Além disso, diz, é preciso criar espaço para que os filhos realizem descobertas, o que não vem acontecendo: "Tal é a ansiedade do adulto em querer ser um educador eficiente das novas gerações (seja como pai seja como mestre) que elimina a ocasião da descoberta".

Em relação à internet, Anna Veronica é taxativa: "Como existe cada vez menos segurança fora dos muros de casa, nem se pode sonhar com o retorno à calçada. Precisamos, isso sim, olhar sem implicar com o recém-conquistado espaço do universo tecnológico. A internet não é perfeita, mas é o melhor arremedo possível do crescimento em liberdade".

Assim, o livro fornece respostas sobre a nobre tarefa de preparar os jovens para a vida. Para o jornalista Marcelo Coelho, que assina o prefácio, "os textos de Anna Veronica Mautner procuram balancear, com grande sabedoria, o 'moderno' e o 'tradicional' em matéria de educação. Como educar esse jovem, que será encarregado de mudar o nosso mundo, sem conceder de graça coisa nenhuma a suas fáceis revoltas, a seu comodismo, a talentos protegidos em clima artificial de estufa?"

A autora

Anna Veronica Mautner é socióloga, psicóloga e psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Além do trabalho clínico, interessa-se pela divulgação da abordagem psicanalítica na apreensão do cotidiano. Para tanto, tem investido em redigir crônicas. Autora de Crônicas científicas (Escuta) e de Cotidiano nas entrelinhas (Ágora), escreveu um capítulo no livro Céu da boca - Lembranças de refeições da infância (Ágora). É colunista do caderno Equilíbrio, da Folha de S.Paulo, e da revista Profissão Mestre.

Título: Educação ou o quê?- Reflexões para pais e professores
Autora: Anna Veronica Mautner
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 32,90
Páginas: 120
ISBN: 978-85-323-0783-5
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: www.summus.com.br


Programação da Virada Sustentável


São Paulo terá Virada Sustentável nos dias 4 e 5 de junho

 

Mais de 300 atividades culturais e educativas, ligadas aos temas da sustentabilidade, agitarão a capital paulista durante o final de semana do Dia Mundial do Meio Ambiente.

Com centenas de atrações espalhadas por mais de 60 espaços e parques da cidade, São Paulo receberá, nos dias 4 e 5 de junho, a primeira edição da Virada Sustentável, que tem o objetivo de ampliar a informação sobre sustentabilidade a partir de uma abordagem positiva para a população, usando a arte e a cultura como principais ferramentas de comunicação – e transformação.

Logo após a abertura, que ocorre no sábado às 8h com atividades de yoga e meditação nos parques, a capital paulista será tomada por diversas atrações, como exposições, filmes, oficinas, workshops, peças e shows de música, sempre com conteúdo ligado aos temas da sustentabilidade. Meio ambiente, biodiversidade, direitos humanos, mudanças climáticas, mobilidade urbana, lixo e qualidade de vida serão alguns dos temas das atividades. Todas as atrações são gratuitas. No primeiro dia, as atividades acontecem das 8h às 24h. No domingo, as atrações iniciam novamente às 8h e terminam às 20h.

"A Virada Sustentável teve a preocupação, desde o início, de pulverizar sua programação em diferentes locais da cidade, de forma a evitar grandes deslocamentos e, principalmente, grandes aglomerações em um único local. Outro cuidado foi o de não promover o evento apenas em locais visitados pela população das classes média e alta, o que explica a presença de diversas atividades nas regiões periféricas da cidade, como os bairros de Capão Redondo, na zona Sul, ou Belém, na zona Leste", explica o jornalista André Palhano, organizador do evento. 

Mobilização para a Sustentabilidade

A Virada Sustentável conta com o apoio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo (SVMA), da Secretaria do Meio Ambiente (SMA) do Estado de São Paulo e da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

 A Virada tem ainda o apoio institucional da Rede Nossa São Paulo e do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), além das parcerias da agência de publicidade Lew'Lara/TBWA e da Farah Service, responsáveis pela campanha de divulgação e prospecção de recursos junto aos patrocinadores, da Lead Comunicação e Sustentabilidade, para a divulgação, e Green CO2, empresa responsável pelo inventário e neutralização das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) de todo o evento. Os parceiros de mídia são: Globo São Paulo, Rádio Eldorado e Trip Editora.

Braskem, Livraria Saraiva, Porto Seguro, AES Eletropaulo e Schneider Electric Brasil são algumas das empresas que escolheram atrações e ações para patrocinar, contribuindo para enriquecer a programação da Virada Sustentável. 

Para orientar as decisões da equipe de organização e evitar ações oportunistas, foi formado um Conselho Curador, constituído por nomes reconhecidos na área de sustentabilidade, com atuação em diferentes setores da sociedade. Além de analisar e aprovar a aderência das atrações, o Conselho decide as questões éticas relacionadas ao evento, como o veto à participação de empresas de álcool, armamento e tabaco.

A programação completa poderá ser acessada no site www.viradasustentavel.com a partir de 23 de maio.  


Encontro Setorial de Artes Visuais

Acontece nesta sexta-feira (20), o primeiro Encontro Setorial de Artes Visuais do ano.  A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o presidente da Fundação Nacional das Artes (Funarte), Antonio Grassi, recebem representantes da classe artística brasileira no Auditório Gilberto Freyre (RJ). No evento, serão ouvidas as demandas do setor e debatidas as políticas públicas do governo federal para a área.

Os encontros entre a ministra e o setor de artes visuais são realizados para que o MinC possa conhecer diretamente as reivindicações e demandas dos profissionais da área e incorporá-las aos programas da Funarte. Nos eventos, serão apresentados também os programas em andamento e os editais de 2011.

Os Encontros Setoriais, que já fazem parte da agenda do MinC e da Funarte, são agrupados por linguagem artística e percorrerão todas as regiões do país. O setor musical foi o primeiro a se reunir este ano, no dia 29 de abril. Em breve, serão realizados também encontros com representantes do teatro, da dança e do circo.

Serviço:

Encontro Setorial de Artes Visuais

Sexta-feira, 20 de maio de 2011, às 10h

Auditório Gilberto Freyre — Palácio Gustavo Capanema

Rua da Imprensa, 16, mezanino. Rio de Janeiro – RJ

 

Museu Afro Brasil promove o I Encontro Afro-Atlântico Evento internacional comemora o Dia da África (25 de maio) e oferece programação cultural.


 
  Durante o I Encontro Afro Atlântico na Perspectiva dos Museus, que acontecem em São Paulo de 24 a 27 de maio, o Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo oferecerá ao público uma programação cultural paralela. Haverá lançamento de livro, abertura de exposição e apresentação artística. Entre as atrações está a produção de um mural com a artista plástica Chanel Compton, do Instituto Smithsonian, uma das mais consolidadas instituições museológicas do mundo, atuante desde 1846. O mural será inaugurado no dia 27, às 17 horas, no encerramento do encontro.

Programação Cultural –

Dia 24 – 19h00

·      Lançamento da edição em português do livro Flash of the Spirit, de Robert Farris Thompson

·      Lançamento da Campanha Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo

·      Abertura da Exposição Mulheres Negras: a Irmandade da Boa Morte de Cachoeira

·      Apresentação do Grupo Gegê Nagô de Cachoeira (BA)

Dia 27 – 17h00

·      Produção do Mural de Chanel Compton, artista plástica, do Instituto Smithsonian. Projeto Cultural Envoy Application, em parceria com o Consulado Geral dos Estados Unidos (SP).

O Museu Afro Brasil este ano realizará diversas exposições, atividades e seminários gratuitos para homenagear o Ano internacional dos Povos Afrodescendentes (ONU). Os eventos ganham destaque e reforçam a importância do Museu, que está perfeitamente inserido na declaração da Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU), que em sua 64ª. Sessão instituiu o tema com o objetivo de fortalecer as medidas nacionais e a cooperação regional e internacional em benefício dos afrodescendentes. Uma forma de garantir os direitos econômicos, culturais, sociais, civis e políticos, incluindo a participação e inclusão em todas as esferas da sociedade e a promoção de um maior respeito e conhecimento da diversidade.

Jornalistas interessados em participar do evento favor fazer credenciamento com Paula Costa ou Michela Gonçalves até segunda-feira, 23/5, pelo email: comunicacao@museuafrobrasil.org.br

ou pelo telefone 5579-0593

 

  

 

Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
Parque Ibirapuera - Portão 10
São Paulo / SP - Brasil - 04094 050
Fone: 55 11 5579 0593//  11 7881-2688
www.museuafrobrasil.org.br

 

 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Ex-jogador do Atlético empolga platéia no 19º encontro do Círculo de História Atleticana




Na última quinta-feira (05) aconteceu na Baixada o 19º encontro do Círculo de História Atleticana, que teve como convidado Alberto Valentim do Carmo Neto, lateral direito do Atlético na década de 90 e 2000. “Foi o primeiro encontro com um jogador da nova geração, então todos os presentes viram Alberto jogar. Desta forma a dinâmica foi um pouco diferente dos outros encontros, com a platéia participando mais, já que a maioria se interessou em fazer perguntas ao ex-jogador”, conta Milene Szaikowski, criadora e organizadora do encontro.


Além de jogar no Furacão, Alberto também atuou nos times nacionais São Paulo, Cruzeiro e Flamengo e nas equipes européias Udinese e Siena. O jogador foi eleito pela Revista Placar o melhor lateral-direita do Campeonato Brasileiro de 1996. “Alberto se mostrou extremamente atleticano. Segundo ele, desde o seu primeiro contato com o Atlético percebeu um sentimento diferente em relação ao clube. Mais que um jogador, ele é um torcedor do Atlético, tanto é que fez questão de encerrar sua carreira no rubro-negro”, afirma Milene.


Durante o encontro Alberto ressaltou a força da torcida atleticana na Baixada e contou aos presentes como era sentir essa energia dentro de campo. Boas histórias não faltaram neste evento. “Foi um encontro muito agradável. No começo a timidez e formalidade tomaram conta, mas aos poucos o bate-papo ficou mais solto, bastante revelador e tomou conta do ambiente. Alberto contou grandes histórias, fez grandes revelações e boas descrições. O sentimento de atleticanismo puro demonstrado pelo Alberto foi simplesmente espetacular”, comenta Odirley Ieger, torcedor que acompanhou o 19º Círculo.
Fotos: Danielle Starck

terça-feira, 10 de maio de 2011

Livro sobre a infância de Mizael Oliveira será lançado no Museu do Futebol



Livro sobre a infância de Mizael Oliveira será lançado no Museu do Futebol

Mizael e a autora Paola Gentile participam de bate-papo e fazem sessão de autógrafos no dia 12 de maio, às 17h

Obra da coleção "Pequenos Craques" da Callis Editora mostra como o bicampeão paraolímpico buscou independência e autonomia apesar da deficiência visual

A Callis Editora promove no próximo dia 12 de maio, no Museu do Futebol, em São Paulo, o lançamento do livro "Mizael", da autora Paola Gentile. A obra da coleção "Pequenos Craques" mostra como o bicampeão paraolímpico brasileiro buscou a independência e a autonomia apesar da deficiência visual. "Trata-se de uma homenagem a um atleta relevante do esporte nacional", afirma Miriam Gabbai, diretora da Callis Editora. Durante o evento, Mizael e a escritora participam de bate-papo com os convidados e de sessão de autógrafos.

Quer saber mais sobre a história desse vitorioso atleta? Bicampeão da Copa América, Bicampeão Mundial, Bicampeão Paraolímpico no futebol de cinco para cegos. Advogado atuante. Essa é a trajetória vencedora de Mizael Conrado Oliveira. Vítima de catarata, desde seu nascimento, em 1977, na cidade de Santo André, enfrentou dificuldades com a visão. Ainda nos primeiros anos de vida, submeteu-se à quatro cirurgias que permitiram que o menino, filho da costureira Maria das Dores e do operário João, enxergasse apenas contornos e borrões. Aos nove anos, recebeu a notícia que mais temia: ficaria completamente cego. Internado no Colégio Padre Chico, entregou-se de cabeça ao esporte. Praticava, com meninos mais velhos, futebol de cinco para cegos. De lá para cá não parou mais.

Serviço:
Lançamento do livro "Mizael" no Museu do Futebol
Data: 12.05.2011
Horário: 17h
Local: Praça Charles Miller, S/N - Estádio do Pacaembu 

Primeiro-cavalheiro e ministros do Suriname integram missão em busca de conhecimentos para alimentar seu povo

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