Estão abertas as inscrições para a eleição de representantes da sociedade civil para integrar o CADES - Conselho Regional de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz da região do Ipiranga. O munícipe maior de 18 anos que quiser participar deve inscrever-se, pessoalmente, até dia 5 de novembro, das 9h às 16h, na sede da Subprefeitura do Ipiranga (Rua Lino Coutinho, 444, Ipiranga), com Jacob ou Regina. Os candidatos devem apresentar documento de identidade com foto e CPF, comprovante de endereço ou de trabalho e carta de intenções e propostas. As eleições serão realizadas no dia 27 de novembro, na sede da Subprefeitura do Ipiranga.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
CASA DE CULTURA REALIZARÁ SARAU CULTURAL NO IPIRANGA
No próximo dia 30 de outubro, às 18h, a Casa de Cultura Chico Science (Rua Abagiba, 20, Moinho Velho) realiza gratuitamente o II Sarau Poesia ou Morte! O evento terá apresentações musicais, danças folclóricas, teatro, moda e poesia e será aberto para intervenções do público. O sarau busca resgatar uma prática do século XIX, que consistia em reunião de amigos ligados à arte e cultura, para apresentar números musicais, declamar poesia, ler trechos de livros, cantos, concertos musicais e apresentações solo. Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail rommel.werneck@opiagui.com.br. As inscrições podem ser feitas durante o evento.
CRITICAS
-----Mensagem original-----
De: Gilberto Nogueira de Oliveira [mailto:gilbertosombra@hotmail.com]
Enviada em: quarta-feira, 20 de mmmm de aaaa 23:29
Para: partes@partes.com.br
Assunto: CRITICAS
NÃO TENHO MUITA INTIMIDADE COM O COMPUTADOR. HOJE EU LI UMA POESIA DO GILBERTO SILVA E GOSTARIA DE MANDAR UM ELOGIO MAS É TÃO DIFICIL...
gilbertoescritor.blogspot.com
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Vitrine do Giba: O Bom das eleições
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Instituições da Amazônia precisam aumentar a cooperação científica
sábado, 16 de outubro de 2010
Romance de Estreia de Celena Carneiro, "Morde na Bolacha Junto Com a Goiabada"

O Belo Romance de Estréia “MORDE NA BOLACHA JUNTO COM A GOIABADA” de Celena Carneiro
A razão de existir
Uma revolta humanista
Albert Camus
-Romance de estréia... romance de estréia... sempre dá um frio na barriga, quando você lança um, quando você sabe de um. Como escrevo e, por assim dizer, sinto na pele a dor do outro, quando pego o romance de estréia de um autor novo, fico só sondado, no devir o que pode ser a baita sorte de acertar na mosca, quero dizer, na obra, e, a até natural forçada da barra do lançamento imaturo ou incompleto da obra que acaba também por assim dizer sendo um tiro no pé. Medidas as proporções, tendo em vista inclusive o próprio currículo da autora, fui a luta, quero dizer, dei uma bela pegada no romance “Morde na Bolacha Junto Com a Goiabada”, Edibrás, Uberlândia, 2010.
Surpresa!
-O romance está muito bem escrito, ainda que comedido, mesmo assim avança tranqüilo e com qualidade narrativa, na construção de personagens. A pacata vidinha de uma dona de casa, as filhas, o marido que aprende a tocar violão e muda tudo, pondo musica nos atos e no modo de pensar. Vila da Aranha e os arremedos do historial.
Rita e Hilda e Miguel. Pra começar. E o entorno, acontecências interioranas, cidade pacata, vida humilde. Tudo começa como um remanso de águas, a contação vai entrando no âmago de cada momento, parágrafos, inimizades, prismas. A primeira morte que é para sempre. O primo visitante que finca pé nas entranhas da história. A história sendo costurada evolui. Bolacha com goiabada é o mote. E um sinal. Um marco.
Rita que fazia poesias, que andava sem calcinha, que enreda tudo no entorno. Olhos, janelas, a mãe e a dura sobrevivência possível. História de interiores, aqui e ali levantando véus, panos. Idas e vindas. Retalhos de sentir. Ah as colchas de retalhos da vida desses brasis gerais de tantos contrastes...
O pai e o pano de fundo dos arremedos ditatoriais. O pai que some de circulação. Bolinhos de chuva, bolinhos de arroz, bolinhos de lágrimas. O amor e suas contradições. O chuchuzeiro sobre o poço perigoso. Cisternas íntimas. A máquina de costura da mãe e os panos pretos da vida triste. Narrativas lambendo paredes, íntimos, afetos e incompletudes. Cercanias e o amor que foi embora e deixou barriga e filho.
E conta:
“Rita sente vontade de rir, agora a vida ia ser diferente e ela queria uma cesta igual aquela em sem casamento.
O primo já teria servido o exército, estaria trabalhando em alguma fábrica daquelas que estavam abrindo no setor industrial e ela continuaria costurando.
Juntos ganhariam muito dinheiro e então...
Seus pensamentos são interrompidos pela chegada de Mário, ele tinha ido cedo para o quartel e disse que voltaria somente a notinha”
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E Celena Carneiro vai contando, pondo os olhos e os pés da gente na história que corre como um rio-romance.
O amor que se perdeu, a paixão que desertou do Exército em tempos tenebrosos. A guerrilha. Os campos do longe. As olhações no entorno. Você vai de bubuia nos causos e enredar deles na construção da obra.
Quando você lê, afinando a leitura, vê que a história refina-se e você passou da metade, dentro do mundo criacional da autora com boa mão conduzindo seus olhos, suas pensações, seu lado sentidor. Tudo tem cabimento. A vida o que é? Década de cinqüenta, de sessenta. Sofrências. Não é sempre assim, essa gente-humana desses cantões de um Brasil que fica num longe que nem cabe em sós, que nem sempre sabemos, que nem sempre achamos, sentimos, sacamos? Viver não é pré-pago.
Cadê o pai? Cadê vida? Cadê o amor? Cadê a esperança? Um dia as coisas mudam, ou nós nos mudamos das coisas? É preciso retratar esses tempos de penúrias. Dar testemunho.Com uma gostosa linguagem de crônica, “Morde a Bolacha Junto com a Goiabada” é o romance de estréia de Celena Carneiro. E ela estréia bonito, com sua prosa bonita, aprumada, feitio e feminilidade de olhares como agulhas cerzindo situações, momentos e clarificações.
E quando você chega ao final das 148 páginas, os caminhos se entrecruzam, os desfechos vão se somando, se aprumam, tudo o que resta é o prazer de ter lido e a vontade gostosa de ter estado no prazer da leitura. O grande amor da vida tem uma benção: sobreviver para contar.
As palavras como um conjunto de linguagem que representa a dignidade humana. Resistir. E a arte como libertação do ser de si. O livro de estréia de Celena Carneiro, “MORDE A BOLACHA JUNTO COM A GOIABADA”, põe açúcares e cores no prazer do ler gostoso da gente, pelo belo confeito de escrever da autora.
-0-
Silas Correa Leite
E-mail: poesilas@terra.com.br
www.portas-lapsos.zip.net
Autor de Campo de Trigo com Corvos, Contos, Editora Design, SC
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