sexta-feira, 2 de abril de 2010

UMA VIAGEM AO CENTRO DO EU: A BUSCA DA LIBERDADE




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Em todas as Tradições a morte é colocada como elevação. Não é o fim, mas o começo. Contudo, é fundamental morrer consciente. O ser humano precisa alcançar a iluminação e libertar-se do seu ego para morrer na luz (ou seja, consciente). Quem, ou melhor, o que tem impedido a expansão e, portanto, a elevação da consciência é o ego. A morte do ego significa a libertação da alma. É o paradoxo: “morrer para alcançar a imortalidade”.

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Para Dante ascender ao paraíso primeiro teve que descer ao inferno. Dante, em sua iniciação, teve que ir ali para se purificar. O que viu Dante no inferno senão os grandes e tenebrosos egos representados por várias figuras históricas? O que ele teve que enfrentar senão os seus maiores medos e inimigos?

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Jesus torna-se Cristo (atinge a Consciência Cósmica) quando vai ao deserto e enfrenta o demônio (o seu ego) e todos os seus desejos impuros. A partir daí, pode afirmar: “eu e o pai somos um”. Sidarta também enfrenta Maya (a ilusão) para tornar-se Buda e encontrar a iluminação. A yoga, que quer dizer união, almeja esta harmonização com o Eu Interior e a sublimação do ego. A conclusão é que é necessário o ser humano libertar-se para atingir a plenitude dos céus. Como disse São Francisco de Assis: “é morrendo que se vive para a vida eterna”. Mas, é preciso saber morrer.

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E, é este aprendizado que o artista tenta conduzir através de sua poética. Ou seja, o artista utiliza a poesia como ferramenta desta morte e renascimento e, enfim, desta comunhão.

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O maior desafio para o artista neófito é a herança estética que herda. As regras estabelecidas, as normas e convenções estilísticas é um paredão, um desafio a ser ultrapassado pelo artista. Ele não pode ficar confinado às convenções. Precisa respirar livre. Precisa soltar o grito. E, para tanto, o poeta precisa criar uma expressão que o torne livre.

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O que seria um canto humano senão um canto de imperfeições, mas também de deslumbramento? A poética é um exercício libertário. Para se expressar o artista tenta romper tudo que o restringe. É preciso soltar o grito para representar com autenticidade o seu universo, ou melhor, o seu estar no mundo.

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Diferentemente de Augusto dos Anjos, com o seu marcante pessimismo, a morte é colocada aqui de uma forma otimista, como a grande esperança humana. Para tanto, o poeta vai tentando matar (ou sublimar) o seu ego para conseguir elevar a sua alma. E, para alcançar sua intenção, sua estética se esparrama num discurso livre, mas sem se desviar para o sentimentalismo.

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Este livro é um esforço do artista (o poeta) para libertar-se (espiritual e, consequentemente, esteticamente). Acima de tudo, o engajamento do artista é com a literatura (suas preocupações estéticas), contudo, ele retrata naturalmente o seu envolvimento com a espiritualidade, como também seu envolvimento com a espiritualidade lhe abriu o universo literário, mais especificamente com a poesia. Afinal, como acredita, fazer poesia é crescer espiritualmente. Crescer espiritualmente é apreender a poesia da vida, do viver.

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Humano Canto é um Canto à vida.*

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*o livro HUMANO CANTO será publicado no final de abril de 2010 pela Artexpressa Editora.

FELIZ PÁSCOA

 


Ao Gilberto da Silva (editor da revista P@rtes)

Aos colaboradores

E queridos leitores...

Que nos gratificam com a sua atenção

FELIZ PÁSCOA!


A Páscoa é uma das mais importantes festas cristãs

Celebra o nascimento de uma nova vida!

É simbolizada com um ôvo, que é o início da vida,

e também pelo coelho que representa a

fertilidade!


Que todos nós sejamos férteis em paz e amor,

que a prosperidade vem logo a seguir...


Nair Lúcia de Britto

 



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quarta-feira, 31 de março de 2010

A mala misteriosa

Pedro Coimbra
ppadua@navinet.com.br


O entardecer já se aproximava quando a comitiva se aproximou da Igreja Matriz. A frente, Coronel Olegário, seguido de quatro capangas, com cartucheiras nas mãos.
O animais resfolegavam e por onde passavam as pessoas tratavam de se esconder por trás das janelas tal a fama do homem que usava uma longa capa Ideal, jogada sobre o lombo e pitava sem cessar um cigarro de palha.
Aproximaram-se da Casa Bancária Agrícola do Vale e os homens empurraram a porta, abrindo-a de sopetão.
Dois outros retiraram do lombo de um cavalo uma grande e pesada mala preta.
Seu Hilário, traquejado gerente correu a atender a ilustre figura.
- Coronel Olegário! Que honra ter o senhor no nosso humilde estabelecimento – disse.
Antônio João, contador da Casa Bancária Agrícola do Vale, levantou-se de sua mesa e estendeu a mão para cumprimentar o Coronel Olegário que não respondeu ao seu gesto amistoso.
Numa mesa no fundo da sala, Erasmo, um escriturário, olhava tudo por cima dos óculos.
- Preciso falar com o senhor – disse o Coronel Olegário e dirigiu-se com intimidade para a sala da gerência.
Conversaram poucos minutos e o Coronel Olegário saiu do recinto ordenando que seus homens trouxessem a mala e a colocassem dentro do cofre forte.
Seu Hilário fez um recibo e entregou-o ao Coronel Olegário que saiu de pronto para a rua e junto aos seus homens montaram nos cavalos.
Quinze dias depois voltaram a Casa Bancária e segundo notícia que correu logo pelo lugarejo retiraram do cofre forte uma mala vazia.
Possesso o Coronel Olegário agarrou o gerente, o contador e o escriturário, amarrou-os e os levou para o Vale das Flores.
Os habitantes da cidade diziam baixinho que muito dinheiro desaparecera da mala.
Os dois soldados que faziam parte do destacamento fugiram para suas casas ávidos de ficar longe daquela confusão.
Coronel Olegário e seus homens surraram os três funcionários da Casa Bancária Agrícola do Vale até a morte.
Depois com a cartucheira na mão ele atirou nos quatro capangas e esporeou o cavalo.
Um crime bárbaro e sem explicação, como todos diziam, pois nenhum dos três mortos teria coragem de colocar a mão em um tostão que não fosse deles.
Pouco tempo depois o corpo do Coronel Olegário apareceu boiando no córrego Real Grandeza, com uma corda e uma grande pedra amarrada no pescoço.
O mistério só foi resolvido anos depois quando Dirceu, um borra-botas que era faxineiro da Casa Bancária, num dia em que se encontrava muito bêbado, confessou que fora ele que abrira o cofre e depois a mala.
Para sua surpresa dentro dela só havia pedras, nem uma nota, só pedras.
- A fortuna do Coronel Olegário não existia – disse Dirceu que levou uma surra de mangueira dos soldados e depois foi mandado preso para a capital, para deixar de ser metido a gente grande...
Aquele casarão abandonado, refúgio de morcegos, é o que restou da Casa Bancária Agrícola do Vale...

Motivos para Vencer! (Palestrante Sérgio Dal Sasso)

Motivos para vencer!

“Tudo vale na produção dos sonhos, mas a capacidade só é justificada quando se transforma em competência e nisso, sempre se fará valer o preciosismo do observador diante dos detalhes para que esteja em linha direta com os objetivos.” (SDS)

Veja o vídeo: Textos de Sérgio Dal Sasso. Clique na figura abaixo!



“O ontem te avalia e pelo amanhã sempre será cobrado. Tenha intimidade pelo que pode fazer agora!” (SDS)

Sérgio Dal Sasso

Palestras Inteligentes em: Administração, Empreendedorismo, Vendas e Educação Profissional.

www.sergiodalsasso.com.br

Motivos para Vencer! (Palestrante Sérgio Dal Sasso)

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Sérgio Dal Sasso

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terça-feira, 30 de março de 2010

LEI DE JUSTIÇA, DE AMOR E DE CARIDADE

 

Sob a visão filosófica explicada por Allan Kardec o sentimento de justiça está na própria Natureza; razão pela qual o homem de bem se revolta quando ocorre uma injustiça.

O progresso moral desenvolve o sentimento de justiça, mas foi Deus quem colocou essa semente no coração do homem. É por esse motivo que os homens mais simples e primitivos têm uma noção mais exata do sentimento de justiça do que aqueles mais privilegiados economicamente e os mais cultos.

Mesmo que a justiça seja uma lei natural o que se observa, comumente, são as opiniões divergentes entre os homens

em relação à justiça. Se a justiça é uma lei natural, por que,

então, ocorre essa divergência de pontos-de-vista?

A noção de justiça varia de pessoa para pessoa porque geralmente as pessoas se deixam influenciar por outros sentimentos não compatíveis com o sentimento de justiça e, assim, alteram o resultado verdadeiro. As paixões pelas quais o homem facilmente se deixa dominar, por exemplo, levam-no a ter um ponto-de-vista errado quanto ao que seja justiça. Como os sentimentos variam de uma pessoa para outra, ao fazer um julgamento, o senso de justiça se modifica respectivamente.

A justiça consiste em respeitar os direitos do homem. Esses direitos são determinados pela lei humana e pela lei natural. Na lei humana os homens tomam como base seus costumes e seu caráter para fazer suas leis. Essas leis podem variar à medida que o homem amplia seus conhecimentos e suas idéias progridem; então, progressivamente, ele também compreende melhor a justiça. Ou seja, algo que há um século lhe parecia justo, na atualidade, pode lhe parecer uma barbaridade. Da mesma forma, o que hoje se considera como sendo certo, no próximo século poderá ser considerado errado.

As leis humanas estão sempre mudando; elas só serão mais estáveis à medida que o ser humano se aproximar mais da verdadeira justiça, isto é uma lei igual para todos e que se identifique com a lei natural.

A lei natural, sim, é imutável e é igual para todos, independentemente das diferenças de classes, de raças, de sexos ou qualquer outra.

Numa sociedade em que a maldade e a degradação dos valores morais se instalam há necessidade de leis mais severas. Mais importante que punir o malvado, porém, é eliminar o mal da sociedade através da educação. Somente a educação poderá melhorar o homem. Melhorado o homem, não haverá mais maldades e nem a necessidade de leis tão rigorosas.

A educação pode ocorrer pela influência positiva do homem de bem sobre os maus. É responsabilidade de cada pessoa trabalhar sempre visando o bem comum. Seja no que for que o homem trabalhe, ele deverá se perguntar: Estou trabalhando para o meu próprio bem e para o bem do meu próximo?

As leis espíritas podem contribuir para o progresso do mundo destruindo o materialismo que é uma chaga da sociedade. O materialismo desvia o homem dos interesses da alma

que deve ser seu verdadeiro interesse assim como sua vida futura, quando deixar a Terra.

As leis espíritas pretendem destruir preconceitos

e unir os homens como irmãos através da solidariedade.


Mas qual é o critério a ser usado para se alcançar a verdadeira justiça?


"O critério da verdadeira justiça é desejar para os outros o que se desejaria para si mesmo; e não de desejar para si o que se desejaria para os outros, o que não é a mesma coisa." Quem vive em sociedade tem como dever principal respeitar os direitos dos outros. Todo aquele que souber respeitar esses direitos será um homem justo. A missão mais sublime da religião cristã é fazer o homem entender que deve sempre tomar como base seus próprios direitos para respeitar o direito dos outros.

Na incerteza de como a justiça deve ser feita em relação ao seu semelhante, numa determinada circunstância, o homem deve perguntar-se como gostaria que agissem com ele, numa situação idêntica. O guia mais seguro que Deus deu ao homem

é a sua própria consciência.

O amor e a caridade são sentimentos complementares

ao sentimento de justiça, porque sem eles não será

possível realizar a verdadeira justiça.


NAIR LÚCIA DE BRITTO



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O MAIS IMPORTANTE É ELIMINAR O MAL

 

O senador Gerson Camata tem um projeto no Senado pelo qual ele luta

desde 2007 que é de solucionar os crimes sexuais contra crianças através

de uma cirurgia que elimina esse instinto perverso. A própria pessoa

portadora dessa anomalia também é uma vítima porque não tem culpa

de ter nascido assim. Livre desse problema com uma cirurgia simples

ela poderá, quem sabe, ter uma vida normal, ser útil à sociedade e até ser feliz.

O senador têm toda razão em querer proteger as crianças, muitas já

tão sofridas pela desigualdade social e até pelo abandono dos pais.

Aqueles que estão contra o projeto do senador Gerson Camata alegam

que o certo é punir o criminoso e deixá-lo a mercê dos seus instintos.

Ora! Recentemente os noticiários da tevê informaram que um desses

criminosos cumpriu pena e, assim que saiu da prisão, fez mais uma vítima fatal.

Permitir a permanência desse instinto maléfico é o mesmo que dar o revólver

ao assassino.


"Quantas vidas não teriam sido poupadas se esse projeto tivesse sido aprovado

assim que ele nasceu!?", desabafou hoje o senador em entrevista à televisão.


Bem diz a Filosofia Espírita: "Muito mais importante que punir o criminoso é

eliminar o mal".


Nair Lúcia de Britto.



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