sexta-feira, 26 de março de 2010
Final de Paixão
ppadua@navinet.com.br
Mário já nasceu com uma forte marca, pois seu parto, normal, ocorreu numa sexta-feira, 13, na Santa Casa de Misericórdia.
Sua mãe, Helena, era costureira e ele nunca soube com certeza quem era seu pai.
Pelo que diziam as comadres sempre foi um garotinho muito saudável, de bochechas avermelhadas e muito sapeca.
Com sete anos e pouco teve sua primeira paixão por uma coleção de caixas de fósforos de propaganda, presente do compadre Expedito, que sempre aparecia em sua casa.
Colocou-as todas em uma caixa de sapatos vazia, dedicando~lhes o máximo cuidado.
No seu aniversário de dez anos o compadre lhe deu grossos álbuns de sua coleção de selos.
Eram exemplares de todo o mundo e Mário deitava em sua cama e olhava-os um por um.
Foi sua mais forte paixão e com todos os trocados que arrebanhava engraxando sapatos na Praça Central, corria até a casa de Sr. Luís e comprava mais alguns.
Adolescente já contava sua coleção com mais de seis mil exemplares, pouco valiosos em sua maioria.
No Ginásio, um professor moderninho, pediu para ver seu acervo e surrupiou grande parte deles. Ficou de boca calada, sofrendo no íntimo, mas a família do homem mandava e desmandava na cidade.
Acabou por desistir da filatelia e atirou os selos que haviam sobrado da sanha gatunesca daquele facínora em uma lata de lixo.
Naquele tempo arranjou um emprego de escriturário com Sr. Venâncio Contador. Ganhando bem ajudava a mãe Helena e compadre Expedito que definitivamente agora fazia parte da família.
Mas, veio-lhe de novo a compulsão e passou a comprar inúmeras camisas na loja do Tufy. Era um freguês tão assíduo que o turco passou a lhe reservar todas as peças que chegavam.
Cheio os guarda-roupas e arcas passou a empilhá-las por toda a casa
Um dia, no salão de sinuca, lotado de jogadores, aconteceu-lhe encontrar-se com Paulinho Bancário, ostentando uma peça igual a sua.
O pior, porém foi ouvir alguém dizer, “Tal pai, tal filho”.
Juntou-as todas e entregou-as no Asilo, abandonando essa mania.
E danou-se a namorar, o mais galã da terrinha, o mais apaixonado: Isaura, Maria, Teresa, Clara, Maria Teresa, Eurídice, Eleonora, Mirthes, Carmem...
No final não mais se lembrava de seus nomes e de seus rostos.
Seus amigos, porém asseguravam que Carmem foi mesmo sua grande paixão, o amor de sua vida.
Pensava mesmo em casamento, até que numa manhã de carnaval ela tomou um trem e desapareceu de sua vida, ao lado de um caixeiro viajante.
Final de paixão...
quarta-feira, 24 de março de 2010
Encontro de Poetas de Sao Carlos acontece neste sábado
Os participantes serão recepcionados, às 14h30, com a apresentação musical de "MPB, Samba e Poesia", composta pelos músicos Lucas Coluccini e Jorge Luiz. Às 15h, poetas irão declamar poesias e, em seguida, será a abertura da Exposição Varal Poético, com poesias de participantes enviadas antecipadamente.
Organizado pelo Departamento de Ação Cultural da BCo, o evento celebra o Dia Nacional da Poesia, comemorado no dia 14 de março, e também integra a programação da comemoração dos 40 anos da UFSCar.
Os interessados em participar do evento devem se inscrever pelos telefones (16) 3351-8275 ou 3351-8747, ou pelo e-mail alexei@ufscar.br. As inscrições também podem ser feitas no início do evento.
O Encontro de Poetas tem início às 14h30 na Biblioteca Comunitária, localizada na área Norte do campus São Carlos da UFSCar.
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quarta-feira, 17 de março de 2010
Espaços Mais Cultura
O edital para a implantação de 20 Espaços Mais Cultura em áreas de vulnerabilidade social foi prorrogado para 29 de março. Podem concorrer municípios com até 500 mil habitantes. Os projetos devem ser enviados pelas prefeituras, o edital está disponível nos sites do Programa Mais Cultura - www.mais.cultura.gov.br - e do Ministério da Cultura - www.cultura.gov.br.
Cada espaço terá uma biblioteca, cineteatro e salas de oficina. O investimento é de R$ 9 milhões, sendo R$ 450 mil por equipamento. O objetivo é promover a melhoria da qualidade de vida da população residente em periferias e centros urbanos caracterizados por baixos indicadores sociais e marcados pela escassez de produtos e serviços culturais.
"A cultura é necessidade básica e direito de todo cidadão. Com os espaços estamos promovendo o acesso da população de baixa renda a equipamentos e serviços para a prática de atividades culturais, de criação, lazer e convívio social", destaca Silvana Meireles, coordenadora executiva do Programa Mais Cultura.
A participação social é uma das marcas do projeto. As comunidades envolvidas serão capacitadas a participar da gestão do equipamento. "Não basta colocar o espaço. É preciso que a comunidade se aproprie do equipamento, tornando-o um centro dinâmico e vivo", salienta Silvana.
As prefeituras deverão garantir contrapartida financeira de, no mínimo, 20% do valor total do projeto, além de terreno. Cada equipamento terá área construída de aproximadamente 266 metros quadrados.
(ASCOM/ SAI/MinC)
segunda-feira, 15 de março de 2010
Aberta as Inscrições para o Prêmio Jabuti
JABUTI 2010
INSCRIÇÕES AO PRINCIPAL PRÊMIO DA LITERATURA BRASILEIRA ESTÃO ABERTAS
O Prêmio Jabuti chega à 52ª edição, abrangendo 21 categorias. Este ano,
a Câmara Brasileira do Livro (CBL) prestará homenagem
aos países de língua espanhola.
A premiação ainda apresenta mais duas novidades: a entrega
de uma estatueta ao profissional de comunicação que se destacar
pela sua atuação em prol do livro e da leitura; e a entrega de
prêmio popular com votação pela internet.
Em 8 de março, a Câmara Brasileira do Livro abriu inscrições para a 52ª edição do Prêmio Jabuti. A participação é aberta a editores, escritores, autores independentes, tradutores, ilustradores, produtores gráficos e designers. As categorias são as seguintes: Tradução; Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes; Teoria/Crítica Literária; Projeto Gráfico; Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil; Ciências Exatas, Tecnologia e Informática; Educação, Psicologia e Psicanálise; Reportagem; Didático e Paradidático; Economia, Administração e Negócios; Direito; Biografia; Capa; Poesia; Ciências Humanas; Ciências Naturais e Ciências da Saúde; Contos e Crônicas; Infantil; Juvenil; Romance; e Tradução de Obra Literária Espanhol-Português. As inscrições se encerram no dia 31 de maio. Mais informações pelo site www.premiojabuti.org.br
Os três primeiros colocados em cada uma das categorias concorrem aos prêmios de Livro do Ano de Ficção e Livro do Ano de Não-Ficção. Em sua 51ª edição, em 2009, o Jabuti teve como vencedores, respectivamente, Moacyr Scliar, com o romance “Manual da Paixão Solitária” (Cia. das letras), e Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini, com “Monteiro Lobato: Livro a Livro” (Unesp/Imprensa Oficial).
Podem concorrer ao Prêmio Jabuti 2010 apenas obras inéditas, editadas no Brasil, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2009. A comprovação da data da publicação deverá constar do colofão (inscrição final na qual o tipógrafo indica a data e o lugar da feitura da obra) do livro. Se o colofão não especificar a data, a editora deverá apresentar, juntamente com o livro, uma cópia da nota fiscal da gráfica como comprovante.
Este ano, o mais importante prêmio literário do País prestará homenagem às nações de idioma espanhol, na categoria “Tradução de Obra Literária Espanhol-Português”. A iniciativa, que está definitivamente incorporada ao concurso, foi realizada pela primeira vez no ano passado, tendo a França como homenageada.
Além disso, será entregue no dia da cerimônia de premiação a “Distinção Jabuti de Comunicação” como reconhecimento ao profissional de comunicação que se sobressair no País pela sua atuação cotidiana em prol do livro e da leitura. O objetivo é passar a valorizar as pessoas com dedicado trabalho na promoção da literatura.
Também como novidade do Jabuti deste ano, será entregue o prêmio “Voto Popular” - votação do público aberta pela internet das obras vencedoras do prêmio (1º, 2º e 3º lugares em cada categoria). Nesse caso, o objetivo é aproximar os leitores da premiação. Mais à frente divulgaremos como o leitor pode participar de nosso “júri popular”.
Obs.: Participarão do voto popular as mesmas categorias que participam do Livro do Ano Ficção e Não-Ficção:
Ficção — Romance, Contos e Crônicas, Poesia, Infantil e Juvenil
Não-Ficção — Teoria/Crítica Literária; Reportagem, Ciências Exatas, Tecnologia e Informática; Economia, Administração e Negócios; Direito; Biografia; Ciências Naturais e Ciências da Saúde; Didático e Paradidático; Educação, Psicologia e Psicanálise; Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes.
O DEVER
O dever é uma obrigação moral. Primeiro do homem para consigo mesmo, depois para com as pessoas à nossa volta. Refere-se tanto às pequenas atitudes como às de maior importância. Quando se trata de sentimentos é difícil cumprir o dever porque às vezes essa obrigação moral não concorda com os interesses e desejos do coração. "O homem que cumpre com seu dever ama a Deus mais do que as criaturas; e, as criaturas mais do que a si mesmo. Ele é ao mesmo tempo o juiz e o escravo em sua própria causa." O dever cumprido dignifica o homem e o eleva espiritualmente; mas como saber quando começa o dever? Quando se ameaça a felicidade ou tranquilidade do outro é o momento exato do homem cumprir com seu dever. O cumprimento do dever é uma vitória diante das fraquezas humanas. E essa vitória dá à alma o vigor que ela tanto precisa. NAIR LÚCIA DE BRITTO Jornalista Fonte: LÁZARO, Paris, 1863) |
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domingo, 14 de março de 2010
IMPULSIVO
sábado, 13 de março de 2010
LEI DO TRABALHO
| Por ser uma lei natural, o trabalho é uma necessidade do homem. Mas a civilização induz o homem a trabalhar mais do que deveria e, por consequência, o homem aumenta suas necessidades da mesma forma que aumenta seus prazeres.
O trabalho não é apenas uma atividade física porque o espírito trabalha junto com o corpo. O trabalho é uma consequência da natureza corporal do homem; uma expiação, mas ao mesmo tempo, uma forma de aperfeiçoar o espírito. Isto quer dizer que, sem o trabalho, o homem permaneceria na infância da inteligência.
A nessecidade do homem de trabalhar para o seu sustento, sua segurança e seu bem-estar é uma imposição natural para que ele desenvolva a sua inteligência. Os seres menos resistentes à força física, geralmente são dotados de maior inteligência para desenvolver um trabalho intelectual, o que, claro, não o desmerece em relação aos mais fortes.
Até os animais trabalham, com a diferença de que tanto o trabalho como a inteligência deles são limitados, por isso o trabalho dos animais não os levam ao progresso. Mas, mesmo que inconscientemente, os animais trabalham para atender suas necessidades materiais e, ainda que o homem não perceba um resultado imediato no trabalho dos animais, estes estão também dando uma precisosa colaboração para a preservação da Natureza.
Já o trabalho do homem tem uma finalidade dupla: a conservação do seu corpo e o desenvolvimento da inteligência que, bem conduzida, o eleva espiritualmente.
A natureza do trabalho é relativa às respectivas necessidades do homem. Quanto menos necessidades materias menor será o trabalho material. Mas isso não quer dizer que o homem deve procurar ficar inativo e inútil. A ociosidade seria para ele um suplício e não um benefício; como se poderia erroneamente supor.
O homem que já possui bens sufientes para se manter poderia, talvez, ficar isento do trabalho material; mas tem o dever de trabalhar pelo aperfeiçoamento da sua inteligência bem como da inteligência dos outros. Dessa forma ele será útil para si mesmo e para com os seus semelhantes. Quanto mais desenvolvida a sua inteligência, maior será a oportunidade de fazer o bem. Todos, porém, podem e devem ser úteis conforme às aptidões que possuem por mais simples que sejam. O que o homem nunca deve fazer é entregar-se voluntariamente à ociosidade; e manter sua existência graças ao trabalho dos outros.
Os pais trabalham para os filhos; assim como os filhos também podem trabalhar pelos pais. Essa troca é o resultado natural, nascido do amor paternal e do amor filial. Ligados por uma afeição recíproca os membros de uma mesma família podem e devem ajudar-se mutuamente, mas essa lei natural é completamente ignorada pela sociedade atual, que se julga avançada.
NAIR LÚCIA DE BRITTO Jornalista
Texto baseado nos Princípios da Doutrina Espírita, de Allan Kardec |
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