quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Zelaya

Zelaya teria sido deposto por promover mais poder para os cidadãos

Filha do presidente deposto de Honduras afirma, em artigo publicado na última edição da revista inglesa New Statesman, que atitudes do governo do pai também contrariaram interesses das multinacionais de petróleo e impediram o avanço de privatizações.  

 

Em artigo publicado na revista New Statesman  de 21 de setembro de 2009, com o titulo (em português) "Meu pai está sendo punido por ajudar Honduras" , Xiomara Zelaya, filha do presidente eleito de Honduras, Manuel Zelaya, deposto por golpe militar em 28 de junho – hoje alojado na embaixada brasileira em Tegucigalpa – afirma que  o povo hondurenho tem se engajado em uma luta pacífica para garantir os seus direitos, "pelo retorno de seu pai como presidente e pelo estabelecimento de uma assembléia nacional constituinte". 

 

Segundo Xiomara Zelaya, "muito tem sido dito sobre uma possível intervenção militar pelo presidente da Venezuela, Hugo Chaves; sobre um suposto desejo do Presidente Zelaya de se perpetuar no poder: e sobre crimes imputados a Zelaya, mas estas questões estão sendo usadas simplesmente para mascarar as reais razões do golpe". Ela argumenta no artigo que, desde o início do mandato, as atitudes e idéias de Zelaya teriam sido alvo de críticas dos principais meios de comunicação que, segundo ela, o acusaram de "louco" e "ignorante". O motivo seria a promoção por seu pai da idéia do "poder do cidadão" que tinha como objetivo o envolvimento dos cidadãos nas tomadas de decisões. Ela credita grande parte da perseguição à publicação em 27 de janeiro de 2006 da Ley de Participación Ciudadana (http://www.glin.gov/view.action?glinID=176490). "A lei dá ao povo o direito de utilizar escrutínios, plebiscitos e referendos para participar dos processos de decisão", explica.

 

Para  Xiomara, os cortes promovidos por seu pai, após assumir o poder, nos preços do combustível "causaram confrontos diretos com as maiores multinacionais de petróleo". Além disso, segundo a filha do presidente, "ele denunciou roubo na estatal de eletricidade e nas empresas de telecomunicações, que foram forçadas a pedir falência. Ele trabalhou para sua recuperação e para evitar a privatização das firmas estatais remanescentes em um país no qual 80% dos nossos recursos haviam sido privatizados". Todas estas questões, explicariam, segundo Xiomara, por que o governo do presidente deposto, Manuel Zelaya,  foi acusado de ineficaz. "Mais tarde eles o chamaram de populista e agora falam que é comunista e um fugitivo da polícia", escreve, referindo-se à mídia hondurenha.

 

Para ler o artigo na íntegra em inglês acesse http://web.ebscohost.com/ehost/pdf?vid=5&hid=104&sid=00954857-ee8a-47a3-b019-b5b306d73ea5%40sessionmgr10

 

 

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico

Mídia, Poder e Ética é tema do Café Intercom/Saraiva de 24/09

O Café Intercom do dia 24 de setembro conta com a mediação do Prof. Dr.
Carlos Costa, Coordenador de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, e debate
o tema Mídia, Poder e Ética. O evento tem como convidado o jornalista e
professor Caio Túlio Costa que, a partir das intuições teóricas de Otávio
Ianni, no texto "O príncipe eletrônico", discorre sobre o assunto e conversa
com os participantes sobre os principais conteúdos de seu mais recente
livro, Ética, jornalismo e nova mídia: uma moral provisória.

O Café Intercom é na Livraria Saraiva do Shopping Pátio Paulista, a partir
das 19h30, na Rua 13 de Maio, 1947, Bela Vista, São Paulo, SP.

Artigo: Preparação do pedagogo em um período de mudanças

 

PREPARAÇÃO DO PEDAGOGO EM UM PERÍODO DE MUDANÇAS

 

 

Maria Alice de Castro Rocha *

 

 

Acredito ser a preparação do educador uma das responsabilidades mais nobres existentes em uma sociedade. Como seres humanos, estamos destinados ao aprendizado e à construção de conhecimentos advindos.

O Pedagogo é preparado para pensar a educação, em seus vários âmbitos. E esta é hoje muito complexa, pois vivemos no mundo dominado pela tecnologia que inaugurou uma nova forma de relação entre as pessoas e as informações, o conhecimento.

O centro primeiro da Pedagogia é, entretanto a docência, sobretudo da educação infantil e do ensino fundamental (séries iniciais). Muitos, diante disto, dirão que esta é a parte mais simples de uma formação acadêmica, pois se trata de se ocupar do início de aprendizados simples, sem grandes sofisticações.

Pode-se mesmo acreditar que qualquer um cuida de criança e qualquer um ensina as primeiras letras e os primeiros cálculos. Isto só se poderia considerar por desconhecimento do que significa educação e o cuidar .

Para ensinar um saber devemos dominá-lo. Então quem sabe escrever, sabe ensinar.... Ledo engano. O ensinar trabalha não só com dado saber como com formas de permitir que o outro construa seu conhecimento. O domínio de um saber não basta para que o outro construa seu conhecimento. Como diria Guy Brousseau, o professor precisa criar situações didáticas que favoreçam o conhecer, o aprender.

Isto é, o professor é responsável por fornecer subsídios para que cada ser construa seu conhecimento. Deve lidar hoje com gestão de conhecimentos e de pessoas, que ultrapassa o fornecimento de dados prontos. Lida não só com as construções atuais como com projeções futuras e com um ser dotado de vivências próprias paralelas e anteriores; com sonhos e simbolismos..

É um profissional que deve dominar questões teóricas complexas para entender o sentido da educação e ao mesmo tempo entender as metodologias e práticas de ensino que lhe permitam construir um saber prático profissional. Deve receber subsídios para uma formação que lhe permita perguntar: para que? Por que? O que ensinar? E como fazê-lo. Nada na educação é neutra, sem conseqüências.

Lida com o alicerce das pessoas, mediando formas de se portar diante do conhecer, do aprender, do respeito pelo saber e pelo outro e por si próprio.É o principal responsável pela introdução do ser no conhecimento formal e sistematizado dominado pela sociedade, mas envolto em muitos outros aspectos que formam um ser de possibilidades infindáveis.

Torna-se fundamental pesquisar-se formas de se preparar este educador para o domínio de uma profissão que pede novas maneiras de se lidar com estratégias diversas num mundo complexo que permitam o aprender, sem esquecer o significado que estas possam ter em um contexto mais amplo que envolva o ser, a sociedade e o ecossistema.

 

* Maria Alice de Castro Rocha, é pedagoga, mestre em educação pela PUC-SP; psicopedagogo; doutora em Psicologia do Escolar pela USP e é coordenadora do Curso de Pedagogia das Faculdades Integradas Rio Branco.

 

 

 

terça-feira, 22 de setembro de 2009

poesia

 
 

BRISA DA MANHÃ

 

Dhiogo Jose Caetano

Graduando da UEG-Universidade Estadual de Goiás

 

 

 

Não tão perfeita como a neve por que a perfeição é uma dádiva de Deus.

A brisa é leve e passa por mim sem que eu veja e sinta.

A manhã é linda pura com aquele lindo sol arregalado, pássaros cantando, brisa que vem e vai sem fim.

A brisa dos meus sonhos é abstrata e relativa que leva minha alma para um paraíso cheio de paz e amor, onde nunca deixarei de ser feliz por que o seu nome é felicidade eterna e imortal sem fim moral e sentimental a qual encanto com o tanto belo.

 


dhiogocaetano@hotmail.com

Sobre poema

ISSO É JUSTO?
 
Sobre minha poesia "SEXO", minha intenção não é ser moralista em demasia... e, sim, fazer um alerta sobre o excesso de informações, inclusive algumas bem danosas, que
chamam a atenção de um público jovem, ainda despreparado para esse assunto;
quando deviam ser mais despertados para o estudo, esporte, arte... e outras atividades compatíveis com a idade deles.
 
Como combater a gravidez na adolescência, graves problemas de saúde, o assédio sexual de psicopatas junto a mulheres e crianças, com tanto incentivo?
 
A nudez num filme de arte, numa bela peça de teatro, numa pintura... é perfeitamente compreensível; mas uma exposição inútil, visando apenas fins lucrativos é que é o problema...
 
Existem moças honestas que saem de casa às quatro horas da manhã para trabalhar duro e ganhar o salário mínimo; mesmo morrendo de medo de serem, de repente, atacadas... 
 
Isso é justo?
 
                              NAIR LÚCIA DE BRITTO
Ler poema:

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Feios, sujos e malvados - Debate Cedem/Unesp: 30/09/09

 


 
Feios, sujos e malvados sob medida: a história social da medicina

Debate Cedem/Unesp 30/09/09

 

            Feios, sujos e malvados sob medida. A utopia médica do biodeterminismo (1920-1945), editora Alameda – 2009, livro de Luis Ferla, será o centro do debate no próximo dia 30 de setembro, quarta-feira às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.

            O determinismo biológico presente na medicina e na criminologia da primeira metade do século XX não é um acontecimento isolado no tempo. Em Feios, sujos e malvados sob medida a densidade histórica do biodeterminismo é investigada com rigor, analisando os discursos médicos e as estratégias oficiais voltados aos indivíduos considerados “feios, sujos e malvados”. Dessa maneira, o historiador Luis Ferla realiza uma refinada análise sobre a patologização dos comportamentos anti-sociais, ou “desviados”, e sobre as articulações entre ciência e “defesa social”.

            A rebeldia, o silêncio, as resistências jurídicas e a resignação podem ser armas poderosas contra a transformação do corpo humano em puro objeto de desvendamento científico, como afirmavam as teorias racistas da virada do século XX. Assim, o competente historiador compreende que a história do biodeterminismo é mais complexa e menos evidente do que um jogo de contrários.

            Feios, sujos e malvados sob medida interroga com maestria o mosaico de ações e teorias, de utopias sociais e de ambiguidades característico das diversas intervenções científicas sobre o corpo humano entre 1920 e 1945. Uma história complexa, pois seu desenho caminha do trabalho ao crime e vice-versa, envolvendo os esforços por identificar e tratar desde o homossexual até o doente mental, passando por epiléticos e portadores do que já se nomeou como sendo “loucura moral”. Um trabalho sobre as medidas criadas institucionalmente para regrar o corpo e a alma cuja leitura é essencial para pesquisadores de diversas áreas do conhecimento.          

            O livro representa uma importante contribuição à história social e cultural da São Paulo do entre-guerras, mas também à história da ciência e da medicina. Luis Ferla responde com maestria ao desafio colocado, e o resultado é uma obra instigante e consistente.

           

Expositor

 Luis Ferla

Graduação e Doutorado em História – USP

Professor de História Contemporânea – UNIFESP/Campus Guarulhos

 

Debatedor

 Janes Jorge

Graduação, Mestrado e Doutorado em História – USP; Professor de História – PUC/SP

 

Mediadora

Jacy Machado Barletta

Mestre em História e Historiografia da Educação - USP

Foi Professora da rede pública de ensino e é Historiógrafa do CEDEM/UNESP

 

PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!

 

Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail: ssantos@cedem.unesp.br

 

Quando:  30/09/09 às 18h30

Local: CEDEM/UNESP – Praça da Sé, 108 – 1º andar, esquina com a Rua Benjamin Constant (metrô Sé)

 (11) 3105 - 9903 - www.cedem.unesp.br

 

PND: inscrições são prorrogadas até 10/7

PND: inscrições são prorrogadas até 10/7 Participantes devem se inscrever no Sistema PND. Prazo também foi prorrogado para solicitações de a...