quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Camping Nacional de Revezamento começa nesta 5ª feira em São Paulo

Rosangela: campeã dos 100 m no PAN
Com a apresentação dos atletas convidados ao coordenador-técnico Katsuhico Nakaya, começa o Camping Nacional de Revezamento 4x100 m 2012 - Masculino e Feminino 2012. O objetivo é preparar os quartetos nacionais para a Olimpíada de Londres. O Camping realizado pela CBAt, com apoio do COB, por meio do Fundo Olímpico, será aberto na noite desta quinta-feira 23, prosseguindo até a manhã de domingo 26, em São Paulo..

"Este Camping é basicamente de reunião dos velocistas mais bem colocados no Ranking Brasileiro 2011, de apresentação do trabalho e de uma análise do pessoal", comentou Nakaya. "Eles ainda estão em início de treinamento e a ideia é pegar leve neste momento. Em março e abril, em outros Campings, a coisa será mais específica."

A Confederação Brasileira de Atletismo, responsável pelo Camping, convocou os 10 primeiros atletas do Ranking Brasileiro dos 100 m, no masculino e no feminino. Nakaya espera a presença da maioria dos convidados, como Ana Cláudia Lemos, campeã pan-americana dos 200 m, e Rosangela Santos, campeã dos 100 m no PAN, e Bruno Lins, finalista nos 200 m no Mundial de Daegu-2011.

Foram convidados também os técnicos José Figueiredo (RN), Vania Maria Valentino da Silva (RJ), Marcelo dos Santos Lima (SP), Maria Aparecida Barbosa (SP), Paulo Servo Costa (RJ), Adriano da Costa Vitorino (SP), Margit Weisi (SC), Gustavo dos Santos Gomes (RJ) e Ricardo de Souza Barros (SC).

Os treinos serão dados na pista Adhemar Ferreira da Silva, do COTP/CNTA Caixa São Paulo, na Vila Clementino.

PROGRAMAÇÃO
Dia 23/02/2012
 
Chegada dos Participantes 
20:00 a 22:00 - Hotel

Dia 24/02/2012 
09:00 às 13:00 - Centro de Avaliação Pão de Açúcar - Avaliação Reação Visual Simples 
14:00 as 18:00 - Centro de Avaliação Pão de Açúcar - Avaliação Acuidade Visual Dinâmica 
20:30 - Palestra - Irineu Loturco 

Dia 25/02/2012 
09:00 às 12:00 - Treino de Revezamento 4x100m Feminino / Treino Individualizado Masculino
15:00 as 18:00 - Treino Individualizado Feminino / Treino Revezamento Masculino
20:30 as 22:00 - Palestra - Psicologia - Simone Meyer Sanches.

Dia 26/02/2012 
09:00 a 12:00 - Treino de Revezamento Feminino e Masculino
13:00 - saída dos atletas para suas cidades


Por:  Da Assessoria de Imprensa da CBAt

CNBB escolhe saúde pública como tema da Campanha da Fraternidade e critica corte do Orçamento


Daniella Jinkings

Repórter da Agência Brasil
Brasília – Com o tema Fraternidade e Saúde Pública, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou hoje (22) a 49ª Campanha da Fraternidade, que pretende sensibilizar os fiéis sobre a situação das pessoas que enfrentam longas filas de atendimento e falta de vagas em hospitais públicos do país. Para o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, não é exagero dizer que a saúde pública no país não vai bem.
De acordo com ele, é preocupante a decisão do governo de cortar cerca de R$ 5 bilhões da área de saúde. “Os problemas verificados na área da saúde são reflexo do contexto mais amplo de nossa economia de mercado, que não tem, muitas vezes, como horizonte, os valores ético-morais e sociais”.
No texto-base da campanha, a CNBB expõe as grandes preocupações da Igreja com relação à saúde pública, como a humanização do atendimento aos pacientes e o financiamento da saúde pública, classificado pela confederação, como “problemático e insuficiente”. A entidade critica ainda a escassez de recursos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O texto da campanha compara os gastos da saúde no Brasil com o de alguns países em que 70% do que é dispendido na área vêm do governo e 30%, do contribuinte. Já no Brasil, em 2009, o governo foi o responsável por 47% (R$ 127 bilhões) dos recursos aplicados na saúde, enquanto as famílias gastaram 53% (R$ 143 bilhões).
No entanto, segundo dom Leonardo, a Igreja reconhece também alguns avanços na área, como a redução da mortalidade infantil, a erradicação de algumas doenças infecto-parasitárias e o aumento da eficiência da vacinação e do tratamento da aids. “São significativos os avanços verificados nas últimas décadas na área da saúde pública”.
De acordo com o ministro da saúde, Alexandre Padilha, que participou do evento, este ano a saúde terá orçamento 17% maior que em 2011, R$ 72 bilhões. “O aumento de R$ 13 bilhões é o maior aumento nominal que já existiu de recursos para a saúde de um ano para o outro, desde o ano 2000. O meu papel como ministro não é ficar esperando os recursos virem, mas, sobretudo, fazer mais com o que temos”.
Segundo ele, o debate sobre o financiamento da saúde continua e será mais amplo com o apoio da campanha da fraternidade. O ministro disse ainda que o contingenciamento de R$ 5 bilhões, com o corte do Orçamento anunciado pelo governo na semana passada, não afetará nenhum programa da pasta. “Tudo o que estava programado pelo Ministério da Saúde e foi encaminhado para o Congresso Nacional está absolutamente mantido”.
Segundo o membro do Conselho Nacional de Saúde Clóvis Boufleur, a campanha da fraternidade pretende efetivar a participação de conselhos estaduais e municipais de saúde. Entre os temas que serão debatidos nos conselhos, está a violência, a obesidade e a gravidez na adolescência. “A violência dentro de casa se transformou em um problema de saúde. A partir dos 4 anos de idade, os acidentes e a violência são as principais causas de mortes de crianças e jovens”.
Edição: Lana Cristina

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Corrupção prejudica a qualidade da democracia brasileira


Por Antonio Carlos Quinto - acquinto@usp.br
Brasil já sente os efeitos da corrupção na qualidade da democracia
Entre os males causados pela corrupção no Brasil, um dos principais é a ameaça à democracia. “Principalmente em relação à qualidade do regime”, descreve o cientista político e engenheiro Carlos Joel Carvalho de Formiga Xavier. No Brasil, há 25 anos a maior preocupação era com a transição para a democracia. Mais tarde, houve o período de discussão e consolidação do regime. “Atualmente, a preocupação é justamente com a qualidade. E o Brasil já sente os efeitos danosos da corrupção em sua democracia”, enfatiza o pesquisador.
Em sua pesquisa de mestrado realizada no Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Formiga destaca que um dos pontos em que se pode observar a queda da qualidade da democracia no Brasil é justamente na pouca participação e interesse da população por política de um modo geral.
No estudo de mestrado A corrupção política e o caixa 2 de campanha no Brasil, que teve a orientação do professor José Álvaro Moisés, da FFLCH, Formiga faz uma análise de como a democracia é afetada, em especial na “responsividade” do governo. “A corrupção tira do governo a capacidade de responder às necessidades da população e desconsidera as preferências da maioria dos cidadãos em favor de uma minoria disposta a pagar pelo privilégio”, avalia. A pesquisa acaba de ser selecionada pela Associação Internacional de Ciência Política (IPSA) para ser apresentada em julho próximo no XXII Congresso Mundial de Ciência Política, que acontecerá em Madrid, na Espanha.
Qualidade afetada
Apesar de o Brasil ter um dos sistemas eleitorais mais eficientes do mundo, a qualidade de nossa democracia não acompanha o bom nível das nossas eleições. A revista inglesa The Economist estabelece anualmente um ranking que avalia a qualidade das democracias em diversos países. “De acordo com o último estudo, de 2011, o Brasil está na 45ª posição, entre 180 países. Nações de mesmo nível de desenvolvimento socioeconômico estão em melhor posição que a nossa, quando o assunto é a qualidade da democracia. Países como Cabo Verde, África do Sul, Botswana, Timor Leste e Índia estão acima de nós”, informa o pesquisador. O ranking avalia as nações em cinco critérios: processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdades civis.
Participação
Formiga enumera em sua pesquisa oito dimensões fundamentais para avaliação da qualidade da democracia. A responsividade, o primado da lei, a liberdade, a participação, a igualdade, a competição, e o que a Ciência Política chama de accountabilitty horizontal (o controle e responsabilização dos atores políticos feitos por agências reguladoras, tribunais e pelo poder legislativo, como em uma CPI) e de accountabilitty vertical (a aprovação ou punição dos políticos eleitos pelos cidadãos, principalmente pelo voto nas urnas).
Democracia é prejudicada em função das altas quantias envolvidas nas campanhas eleitorais
Além da responsivade, que ele considera um dos principais aspectos prejudicados, o “primado da lei” é afetado pelos esquemas de corrupção quando estes atingem parte dos sistemas judiciários. “Temos como exemplo a justiça eleitoral brasileira, que não consegue combater de forma eficiente o caixa 2 em campanhas eleitorais”, explica. Formiga vê como outro fato complicador os altos valores, muitos de fontes duvidosas, que se gastam num processo eleitoral. “Há as doações declaradas, mas também as que não são declaradas, e que são relevantes”, descreve. “Nosso sistema eleitoral é confiável, mas os resultados podem estar sendo distorcidos, prejudicando a democracia em função das altas quantias gastas nas campanhas, que estão entre as mais caras do mundo”, avalia.
Em virtude da dificuldade em se estudar fenômenos ilícitos, praticados na obscuridade, Formiga adotou uma abordagem metodológica heterodoxa, valendo-se, além de uma extensa pesquisa bibliográfica e de dados de estudos existentes, de observações descritivas a partir de depoimentos e notícias de jornal abrangendo casos de corrupção política e caixa 2 de campanha entre os anos de 2004 e 2010.
Participação da população não é satisfatória em relação à classe política
Apesar de a informação ser abrangente nos dias atuais, o cientista considera que a participação da população não é satisfatória em relação à classe política. “Os cidadãos têm, em geral, acesso as informação sobre práticas corruptas. Consideram esse fato relevante, mas provavelmente não punem os políticos corruptos por não enxergar alternativas viáveis.” Além disso, o próprio Congresso não exerce uma vigilância eficiente nos dias de hoje, com pouca cobrança por parte da oposição em relação aos diversos processos que envolvem esses delitos. “Provavelmente, trata-se do ‘efeito telhado de vidro’”, sugere. Segundo Formiga, houve tempos em que as CPIs eram mais atuantes e ganhavam os noticiários.
Pensando em tendências futuras, por um lado há o risco de agravamento desse quadro pela deterioração da qualidade dos políticos em função da renovação continuada da classe sob um clima de forte desprestígio da política, que pode afastar os melhores e mais brilhantes dessa atividade. Por outro, ele aponta como caminho de melhora mudanças nas regras eleitorais e no comportamento do eleitor que levem à redução do peso do dinheiro nas eleições, abrindo espaço para políticos que adotem por estratégia o combate à corrupção, sem o ‘telhado de vidro’, dando início a um ciclo virtuoso. Para Formiga, esse deveria ser o foco de uma reforma política.
Mais informações: joelformiga@superig.com.br

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

CINEfoot

FALTAM 100 DIAS PARA A EDIÇÃO 2012 DO CINEfoot,

O ÚNICO FESTIVAL DE CINEMA DA AMÉRICA LATINA

SÓ COM FILMES SOBRE FUTEBOL.

 

E para comemorar, um time de craques vestiu a CAMISA 100 do evento.

Nesta terça-feira, 14 de fevereiro, faltarão exatos 100 dias para o início da 3ª edição do CINEfoot,  o único festival de cinema do Brasil e da América Latina com filmes exclusivamente sobre futebol. Para marcar a data, o CINEfoot 2012 confeccionou uma camisa comemorativa especial e convidou um time de primeira para posar com a camisa 100.


1. Marcos Evangelista de Morais, o Cafu, bicampeão mundial pelo Brasil (1994 e 2002), bicampeão mundial interclubes e bicampeão da Libertadores.
2. Mano Menezes, atual técnicos da seleção brasileira.
3. Raí, campeão mundial pelo Brasil em 1994, campeão mundial interclubes e bicampeão da Libertadores.
4. Jürgen Klinsmann, jogador (de 1981 a 2003) e técnico (de 2004 até hoje) dos mais importantes e conhecidos da Alemanha.

 Além de exibir uma vasta cinematografia de futebol oriunda de várias partes do mundo e uma rica seleção brasileira, o 3º CINEfoot promove homenagens, debates e apresenta os filmes brasileiros ao mais tradicional festival da categoria em todo o mundo, o 11MM - Festival Internacional de Filmes de Futebol de Berlim, cujos organizadores já confirmaram presença no Rio de Janeiro.
 
Para a próxima edição, no Rio de Janeiro, as mostras competitivas de curta e longa metragens seguem em formato internacional, assim como em 2011. Os vencedores, eleitos pelo voto do público, recebem a Taça CINEfoot, um troféu nos moldes das grandes competições futebolísticas, criado especialmente para o evento.
Em 2010, os vencedores foram o longa “Inacreditável - A Batalha dos Aflitos”, de Beto Souza (RS), e o curta “Mauro Shampoo – Jogador, Cabeleireiro e Homem”, de Leonardo Cunha Lima e Paulo Henrique Fontenelle (RJ). Já em 2011, a Taça CINEfoot ficou com o longa “Copa Vidigal”, de Luciano Vidigal (RJ), e com o curta “Porque hay cosas que nunca se olvidan”, de Lucas Figueroa (Espanha).
 
Em São Paulo, o 3º CINEfoot apresenta uma rica e variada seleção de filmes em caráter não competitivo.
As inscrições de curtas e longas-metragens para as mostras competitivas do CINEfoot podem ser efetuadas até 1º de março de 2012, através do site do festival. São aceitos trabalhos produzidos em qualquer formato, suporte ou gênero, que tratem do tema FUTEBOL, e não há restrições quanto ao ano de realização. 
O CINEfoot é o único festival de cinema do Brasil e da América Latina com abordagens conceitual e curatorial exclusivas sobre a maior paixão nacional: o futebol. A terceira edição do evento acontece de 24 a 29 de maio, no cinema Arteplex, Rio Janeiro, e no Museu do Futebol, em São Paulo, entre 31 de maio e 03 de junho, com entrada franca nas duas cidades.

CINEfoot - PRATICAMOS O FUTEBOL ARTE.

www.facebook.com/cinefoot
www.twitter.com/cinefoot
Serviço:

3° CINEfoot - Festival de Cinema de Futebol.
De 24 a 29 de maio, no Unibanco Arteplex, Praia de Botafogo (Rio) e de 31 de maio a 3 de junho, no Museu do Futebol do Estádio do Pacaembu (São Paulo).

Entrada Franca.
Classificação etária Livre
Realização: Conexão Cultural e IBEFEST – Instituto Brasileiro de Estudos de Festivais Audiovisuais. Parceiros estratégicos: MUSEU DO FUTEBOL e FESTIVAL 11 mm.

Saiba mais em:
www.cinefoot.org
cinefoot@cinefoot.org
Twitter: www.twitter.com/cinefoot

Taça das Favellas: os melhores jogadores vão à Espanha para conhecer Kaká

No último domingo, 12 de fevereiro, aconteceu na cidade do Rio de Janeiro o jogo de encerramento da Taça das Favelas. Durante dois meses de competição 80 equipes entraram em campo com o objetivo de conquistar a grande taça. A final masculina foi marcada pela vitória do time da Rocinha, enquanto na categoria feminina a vencedora foi a equipe Fallet / Fogueteiro.
 
O destaque ficou por conta da premiação especial de Gillette Desodorantes, patrocinadora do evento, que agraciou os melhores jogadores do campeonato – das equipes femininas e masculinas – com a oportunidade de viajar à Espanha para conhecerem o jogador Kaká. “Essa é uma oportunidade inédita que a P&G reservou para esses jogadores que brilharam em todo o torneio e que um dia também poderão tornar-se astros do futebol”, afirma Gabriela Onofre, diretora de Assuntos Corporativos da P&G Brasil.
 
A Taça das Favelas é promovida pela CUFA – Central Única das Favelas – e conta com o apoio da P&G Brasil por meio da sua marca Gillette Desodorantes e da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). A competição, que foi criada para promover a integração das comunidades através do esporte, reuniu jovens de 15 a 17 anos de todo o estado do Rio de Janeiro. Com essa ação a P&G Brasil busca valorizar e contribuir para o desenvolvimento de crianças e jovens, além de garantir o direito ao esporte como meio de reduzir barreiras sociais, econômicas e culturais.
 

Primeiro satélite brasileiro completa 19 anos em operação

14/02/2012
Agência FAPESP – O SCD-1, o primeiro satélite brasileiro, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), completou, em 9 de fevereiro, 19 anos em operação, retransmitindo informações para previsão do tempo e monitoramento das bacias hidrográficas, entre outras aplicações.
O satélite já deu cerca de 100,3 mil voltas ao redor da Terra, tendo percorrido cerca de 4,5 bilhões de quilômetros, o que corresponde a 5.910 viagens de ida e volta à Lua.
O lançamento do SCD-1 pelo foguete americano Pegasus, em 1993, marcou o início da operação do Sistema de Coleta de Dados Brasileiro, agora chamado de Sistema Nacional de Dados Ambientais (Sinda).
O sistema é baseado em satélites de órbita baixa que retransmitem a um centro as informações ambientais recebidas de um grande número de plataformas de coleta de dados (PCDs) espalhadas pelo Brasil.
De acordo com o Inpe, o sistema fornece dados para instituições nacionais governamentais e do setor privado que desenvolvem aplicações e pesquisas em diferentes áreas, como previsão meteorológica e climática, estudo da química da atmosfera, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis.
O satélite capta os sinais das PCDs instaladas por todo o território nacional e os envia para a estação de recepção e processamento do Inpe em Cuiabá (MT).
Depois, os dados são transmitidos para o Inpe Nordeste – o centro regional da instituição de pesquisa, localizado em Natal (RN) –, onde são processados e distribuídos aos usuários a partir do site http://sinda.crn2.inpe.br/PCD.
Atualmente, o sistema é composto pelos satélites SCD-1 e SCD-2, este lançado em 1998.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Fifa lança logomarca da Copa das Confederações


Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Fifa lançou hoje (1), oficialmente, a logomarca da Copa das Confederações, que será realizada no Brasil no ano que vem. O desenho, segundo a entidade esportiva, traz estampado um sabiá-laranjeira, ave nativa do Brasil. Faltam 500 dias para o início da competição – o jogo de abertura será disputado no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha no dia 15 de junho de 2013.
O torneio serve de teste para a Copa do Mundo, que será um ano depois, também no Brasil. Participarão os campeões continentais das seis confederações de futebol, mais a atual campeã mundial, Espanha, e o Brasil, país-sede. A competição terá como palco da decisão o Maracanã, em partida a ser realizada no dia 30 de junho.
Além de Brasília e do Rio de Janeiro, estão confirmados jogos em Belo Horizonte e Fortaleza. Recife e Salvador dependem de aprovação final da Fifa para serem sedes. O México, o Japão e o Uruguai, campeões em seus continentes, já estão garantidos no torneio, junto com o Brasil e a Espanha. Ainda resta a decisão dos campeões da África, da Oceania e da Europa.
Edição: Nádia Franco

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Projeto insere conceitos de física moderna no ensino médio


Projeto introduz a física moderna nas escolas públicas do estado de São Paulo
Um projeto de pesquisa está viabilizando a introdução da física moderna no ensino médio de escolas públicas do estado de São Paulo. Desde 2003, a iniciativa vem introduzindo no currículo escolar três conceitos básicos da física moderna: espaço e tempo com base na teoria da relatividade de Einstein; fundamentos da mecânica quântica; e partículas elementares. De acordo com o professor Maurício Pietrocola, titular da área de Metodologia do Ensino, da Faculdade de Educação (FE) da USP, o projeto também visa formar professores multiplicadores para a rede estadual de ensino.
Segundo Pietrocola, os alunos tinham acesso a conceitos da física elaborados até o século 19. “E isso ainda acontece em muitos países do mundo e em outros estados brasileiros”, conta o professor. “A partir de nosso projeto, os estudantes passam a ter acesso a teorias que conheceriam somente no ensino superior. Isso se estudarem na área de exatas. Caso contrário, passam pela vida sem esse tipo de conhecimento”, ressalta.
Iniciado em 2003, há três anos (desde 2008) o projeto teve desdobramentos junto à rede pública do Estado, quando os currículos de Física do Ensino Médio passaram a incluir conceitos de teorias modernas. “Foram cinco anos de preparação onde estudamos os limites e possibilidades do ensino da física moderna. “A etapa atual é formar professores multiplicadores capazes de transitar do ensino de Física clássica para o ensino de Física Moderna”, conta Pietrocola.
Fase inicial
A primeira fase do projeto compreendeu a realização de cursos anuais que foram ministrados a 90 professores da rede pública estadual de ensino de todo o estado. Os cursos aconteceram em 2009, 2010 e 2011. Estes cursos possibilitaram atingir cerca de mais 200 professores de Física da rede, até este ano.
Pietrocola conta que um dos maiores ganhos até o momento é que o projeto conseguiu desmistificar a imagem de que a física moderna é algo complicado, até mesmo para os professores. “A percepção pessoal dos professores está, agora, em outro nível em relação ao ensino e aprendizagem da matéria”, garante o professor. A próxima etapa do programa já teve início com a disponibilização pela internet de materiais de apoio destinado aos professores do ensino médio. “Ainda estamos numa versão preliminar”, adianta o professor.
A versão completa do material deverá estar concluída e disponível em 2013, o que compreende a segunda fase do projeto. “Para isso estamos em negociação com a Secretaria Estadual da Educação para que nos apoie em mais esta etapa”, diz Pietrocola. O material disponibilizado até o momento pode ser acessado no endereço www.nupic.fe.usp.br/Projeto e Materiais .
Parcerias
Pietrocola conta que a FE conta com importantes parceiras no projeto. Na USP envolveu pesquisadores do Instituto de Física (IF) do campus da Capital e de São Carlos. Apesar da dimensão do projeto, o professor lembra que todo o programa teve início com apenas 3 pesquisadores e estudantes de pós-graduação das três unidades da USP.
No exterior, o professor conta que há trabalhos conjuntos com a Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha, e com a Universidade Tecnológica de Dresden, na Alemanha. “Estas parcerias são importantes para que os conteúdos sejam testados também com estudantes de outros países”, justifica o pesquisador.
O ensino de conceitos de física moderna possibilita que os alunos do ensino médio tenham acesso a conhecimentos que os aproximam de estudos de ponta e das pesquisas de laboratórios. “Os conteúdos oferecidos nas escolas eram referentes aos estudos de física formulados até 1870 do século passado”, conta o professor. “Eram raras as instituições que proporcionavam o acesso aos princípios da física moderna”, lembra, reforçando que, “em pleno século 21 não faz sentido os estudantes limitarem seu aprendizado a conteúdos do século 19.”
O projeto vem contando com financiamentos do CNPq, Fapesp e Capes.

Vitrine do Giba: De Wando a Márcia Maria, saudades.

Vitrine do Giba: De Wando a Márcia Maria, saudades.: Enquanto o brasileiro consumia as notícias da morte do cantor Wando - então chamado de cantor brega, o "rei das calcinhas" e seus fãs depos...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

NOTA


O Instituto Vladimir Herzog congratula-se com a Folha de S.Paulo pela reportagem O Instante Decisivo, de autoria do repórter Lucas Ferraz, publicada no dia 5 de Fevereiro último, em que o sr. Silvaldo Leung Vieira admite ter sido quem fotografou o corpo do jornalista Vladimir Herzog, com os joelhos dobrados e apoiados sobre o solo, tendo uma corda envolvendo seu pescoço e presa a uma janela. A foto foi feita em 25 de Outubro de 1975, numa cela do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações-Centro de Operações de Defesa Interna), notório órgão de repressão política da ditadura que dominava o Brasil na época.

Essa documentação fotográfica da farsa montada nos porões do totalitarismo se destinava claramente a coonestar a versão formalizada em nota oficial pela ditadura, no sentido de que Vlado – como era conhecido pelos amigos – se suicidara. Em conseqüência de processo movido pela viúva Clarice Herzog, tal versão foi posteriormente desmentida pela Justiça e pelo governo brasileiros, que reconheceram ter o jornalista sido torturado e assassinado pelos esbirros que povoavam os cárceres da ditadura. Vlado foi o 38º preso político cuja morte foi oficialmente classificada como suicídio – forma usual de disfarce para o que não passava de assassinato.

Mas a publicação, agora, dessa reportagem se torna extremamente oportuna logo após a sanção, pela Presidência da República, da Lei de Acesso a Informações Públicas e dá renovada urgência à necessidade de implantação e ativação da Comissão da Verdade, com a nomeação de seus membros pela presidenta Dilma Rousseff.

Dedicado à luta pelos direitos humanos à vida e à justiça, o Instituto Vladimir Herzog acredita que uma das primeiras missões dessa Comissão deveria ser a de inquirir o sr. Silvaldo Leung Vieira, com total transparência e isenção, para que ele esclareça pormenorizadamente as circunstâncias em que realizou a foto em questão, de forma a permitir o aprofundamento e ampliação da investigação.

Segundo ele, na condição de fotógrafo da Polícia Civil de São Paulo, recebeu ordem para fazer esse trabalho por requisição do DOPS-Departamento de Ordem Política e Social. Mas quem lhe teria dado essa ordem? Em outras palavras, quem era seu chefe? E quem eram os outros 23 fotógrafos que, segundo ele, foram aprovados no concurso que selecionou esses profissionais para trabalhar na Polícia Civil? O que eles fotografavam, por ordens de quem e o que mais faziam? Por que agora, 36 anos mais tarde, ele resolve se expor publicamente e contar sua história? Que outras pessoas o conheceram na época em que aqueles fatos ocorreram? E muitas outras perguntas.

Tudo isso e mais, acreditamos, deve ser investigado, de forma sábia, objetiva e desapaixonada – mas esclarecedora – pela Comissão da Verdade.   

São Paulo, 7 de Fevereiro, 2012

Empatia: Entenda o que é e use sem economia

Por Marcelo Veras*

Hoje encerro a série de sete reflexões sobre a competência “Relacionamento interpessoal”. Para isso, quero declarar, sem mais delongas, que a palavra que poderia mudar o mundo e principalmente a sua carreira é EMPATIA.
Antes de tudo, preciso dizer que odeio expressões casuais como "rolou uma empatia entre nós!" Que horror! Como a preguiça de consultar um mero dicionário pode ser prejudicial à vida em sociedade! Empatia é uma coisa. Simpatia, outra.

Por que acredito realmente que esta palavra pode mudar a sua vida e a sua carreira? Bom, vamos começar pela definição de EMPATIA, palavra que, no meu artigo anterior, ganhou status de “caminho das pedras” para quem quer descobrir como criar a poupança e o saldo nos seus relacionamentos profissionais. Empatia significa “se colocar no lugar do outro”. O termo que gosto de usar nas minhas aulas para deixar bem claro o que significa EMPATIA é o seguinte: Colocar os seus pés nos sapatos do outro. Esta metáfora carrega a essência deste tão importante conceito. É muito fácil alguém abrir a boca e falar coisas do tipo: - Ah, imagino como fulano deve ter sofrido. – Nossa! Isso deve ter sido duro para ela! Imagina nada! Ninguém tem a menor ideia do que é sentir algumas coisas. Só quem sente sabe. Por m ais que se explique um sentimento, seja ele bom ou ruim, ninguém pode senti-lo a não ser o “dono”. E esta incapacidade generalizada que o ser humano tem de sentir o que o outro sente é a causa de muitas mazelas, não só campo profissional.

E é aqui que se encontra o maior desafio da competência “Relacionamento interpessoal”. Para que você possa encontrar as formas de ajudar alguém no campo profissional, você deve, antes de mais nada, entender o momento desta pessoa, os seus objetivos, os seus desafios, os seus medos, as suas angústias e os seus dramas.

Deixei um desafio no artigo anterior. Pedi-lhe, como dever de casa, que pensasse em como poderia ajudar as pessoas as quais você decidiu colocar na sua rede de contatos, a fim de criar o seu saldo para o futuro. Pois bem, EMPATIA é o caminho. Você só vai conseguir ajudar alguém se você conseguir se colocar no lugar dessa pessoa. Ou seja, mesmo que ela não seja tão clara ou explícita – como a maioria não o é – você deve investir tempo e energia para se colocar no lugar dela e tentar, senão sentir a sua dor, ao menos prospectar alguma identificação com seus medos e suas inseguranças. Para isso, uma coisa talvez precise mudar imediatamente no seu comportamento. Talvez você deva parar de analisar as pessoas à sua volta de forma muito superficial e rápida, formando um juízo equivocado. Vejo muito isso nos corredor es das empresas e nos cafezinhos ou happy hours entre colegas. Falam e criticam alguém sem pudor e sem de fato conhecerem a pessoa. Essa turma vai se dar mal sempre. Talvez seja por isso que ficam patinando na carreira. Fuja desse time. Invista o seu tempo em compreender melhor as pessoas que convivem com você, sem preconceito e tentando sempre exercitar a EMPATIA. Você verá que, ao entender melhor o que uma pessoa da sua rede de contatos está sentindo, você poderá ser o apoio que ela está precisando. E isso, para o seu futuro profissional, terá um retorno sem precedentes. É assim que a vida funciona. E aqui me dou ao direito de enriquecer a citação bíblica já usada anteriormente. De: “É dando que se recebe”, para: “É dando as coisas certas que recebe”. Até o próximo!

*Vice-presidente acadêmico da ESAMC. Associate Partner da AYR Consulting – Consultoria de Inovação. Sócio-diretor da PRIME Educacional – Franqueada ESAMC. Professor de Marketing, Estratégia e Planejamento de Carreira de MBA na ESAMC. Palestrante e consultor de empresas nas áreas de Gestão de Carreiras e Marketing.

Empatia: Entenda o que é e use sem economia

Por Marcelo Veras*

Hoje encerro a série de sete reflexões sobre a competência “Relacionamento interpessoal”. Para isso, quero declarar, sem mais delongas, que a palavra que poderia mudar o mundo e principalmente a sua carreira é EMPATIA.
Antes de tudo, preciso dizer que odeio expressões casuais como "rolou uma empatia entre nós!" Que horror! Como a preguiça de consultar um mero dicionário pode ser prejudicial à vida em sociedade! Empatia é uma coisa. Simpatia, outra.

Por que acredito realmente que esta palavra pode mudar a sua vida e a sua carreira? Bom, vamos começar pela definição de EMPATIA, palavra que, no meu artigo anterior, ganhou status de “caminho das pedras” para quem quer descobrir como criar a poupança e o saldo nos seus relacionamentos profissionais. Empatia significa “se colocar no lugar do outro”. O termo que gosto de usar nas minhas aulas para deixar bem claro o que significa EMPATIA é o seguinte: Colocar os seus pés nos sapatos do outro. Esta metáfora carrega a essência deste tão importante conceito. É muito fácil alguém abrir a boca e falar coisas do tipo: - Ah, imagino como fulano deve ter sofrido. – Nossa! Isso deve ter sido duro para ela! Imagina nada! Ninguém tem a menor ideia do que é sentir algumas coisas. Só quem sente sabe. Por m ais que se explique um sentimento, seja ele bom ou ruim, ninguém pode senti-lo a não ser o “dono”. E esta incapacidade generalizada que o ser humano tem de sentir o que o outro sente é a causa de muitas mazelas, não só campo profissional.

E é aqui que se encontra o maior desafio da competência “Relacionamento interpessoal”. Para que você possa encontrar as formas de ajudar alguém no campo profissional, você deve, antes de mais nada, entender o momento desta pessoa, os seus objetivos, os seus desafios, os seus medos, as suas angústias e os seus dramas.

Deixei um desafio no artigo anterior. Pedi-lhe, como dever de casa, que pensasse em como poderia ajudar as pessoas as quais você decidiu colocar na sua rede de contatos, a fim de criar o seu saldo para o futuro. Pois bem, EMPATIA é o caminho. Você só vai conseguir ajudar alguém se você conseguir se colocar no lugar dessa pessoa. Ou seja, mesmo que ela não seja tão clara ou explícita – como a maioria não o é – você deve investir tempo e energia para se colocar no lugar dela e tentar, senão sentir a sua dor, ao menos prospectar alguma identificação com seus medos e suas inseguranças. Para isso, uma coisa talvez precise mudar imediatamente no seu comportamento. Talvez você deva parar de analisar as pessoas à sua volta de forma muito superficial e rápida, formando um juízo equivocado. Vejo muito isso nos corredor es das empresas e nos cafezinhos ou happy hours entre colegas. Falam e criticam alguém sem pudor e sem de fato conhecerem a pessoa. Essa turma vai se dar mal sempre. Talvez seja por isso que ficam patinando na carreira. Fuja desse time. Invista o seu tempo em compreender melhor as pessoas que convivem com você, sem preconceito e tentando sempre exercitar a EMPATIA. Você verá que, ao entender melhor o que uma pessoa da sua rede de contatos está sentindo, você poderá ser o apoio que ela está precisando. E isso, para o seu futuro profissional, terá um retorno sem precedentes. É assim que a vida funciona. E aqui me dou ao direito de enriquecer a citação bíblica já usada anteriormente. De: “É dando que se recebe”, para: “É dando as coisas certas que recebe”. Até o próximo!

*Vice-presidente acadêmico da ESAMC. Associate Partner da AYR Consulting – Consultoria de Inovação. Sócio-diretor da PRIME Educacional – Franqueada ESAMC. Professor de Marketing, Estratégia e Planejamento de Carreira de MBA na ESAMC. Palestrante e consultor de empresas nas áreas de Gestão de Carreiras e Marketing.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Auto-Cura - é possível?


Aparentemente, cada um de nós é dotado de imenso potencial de auto-cura e não nos faltam exemplos práticos que comprovem esta verdade.

Meir Schneider, fundador da Escola para Auto-Cura 
em São Francisco e criador do Método Self-Healing (Auto-Cura), é um dos exemplos práticos da infinita capacidade humana de auto-recuperação.

De origem Russa e filho de pais surdos, Meir nasceu estrábico, com glaucoma (excesso de pressão nos olhos), astigmatismo (curvatura irregular da córnea), nistagmo (movimento involuntário dos olhos) e com catarata (opacidade do cristalino), ou seja, praticamente cego.

Após ser submetido a cinco dolorosas cirurgias de catarata no espaço de alguns anos, a condição visual do menino, aos sete anos, foi considerada irreversível por um renomado oftalmologista da época. Com a chegada da idade escolar, Meir foi estudar numa escola 
em Tel Aviv para deficientes físicos, e na quarta série primária já dominava a leitura pelo Método Braile.

No entanto, mais ou menos desde os sete anos de idade até a adolescência Meir tentou, a todo custo, ser como os outros meninos e jovens. Ele jamais aceitou a condição de cego e fez o que pode para levar uma vida igual às pessoas de visão normal. A atitude "rebelde", de não ceder ao uso da bengala ou ao cão guia, resultou em muitas topadas, acidentes de trânsito (nada grave), esbarrões em transeuntes e motivo de chacota por parte dos amigos.

A grande mudança na qualidade de vida e transformação da condição de cego para portador de carteira de motorista, pelo Estado da Califórnia, teve início na adolescência. Depois de aprender, com dois amigos, alguns exercícios para visão, Meir trabalhou, incansavelmente, na aquisição e melhora da própria visão através da prática de exercícios visuais e do desenvolvimento de novas técnicas de massagens e movimentos.

Hoje, conhecido internacionalmente, Meir não somente já trabalhou com dezenas de pessoas portadoras de doenças ditas incuráveis, como também ajudou a mudar a história de muitos. Beatriz Nascimento faz parte deste grupo de pessoas: Portadora de distrofia muscular, doença progressiva que leva a degeneração dos músculos, fraqueza e limitação de movimento, Beatriz trabalhou durante 9 anos com Meir e fez progressos, considerado por muitos, quase impossíveis. Formada 
em Terapia Ocupacional e mestre em Ciências Sociais, hoje, ela é uma das conceituadas instrutoras da Escola para Self-Healing.

Muito embora eu não possa dizer que esteja totalmente curada, não seria justo omitir meu próprio caso. Depois de ser diagnosticada com Artrite Reumatóide há três anos, doença progressiva associada ao sistema imunológico, eu também decidi trilhar caminhos não convencionais, uma vez que a medicina tradicional não me pareceu oferecer o que eu buscava - a cura.

Depois de conhecer e estudar na Escola para Auto-Cura, 
em São Francisco
, eu não somente me tornei Terapeuta Self-Healing, como também venho me beneficiando, em muito, do método. Após associar aos trabalhos Self-Healing uma dieta alimentar específica, tenho tido resultados surpreendentes, e acredito que dentro de algum tempo terei dado à inteligência do meu corpo o que ele precisa para se auto-curar: exercícios, movimentos, alimentação adequada, boa respiração e imaginação guiada. 
Rosanne Martins
www.rosannemartins.com.br
Autora do livro "Por Que Sonhar Se Não Para Realizar?"
Sobre: 
Rosanne Martins é autora do livro Por que Sonhar Se Não Para Realizar?”, certificada em Winnipeg em Grupos de Sucesso da autora Barbara Sher,  graduada  no programa de Coaching, Success Principal, de Jack Canfield e em curso avançado de Psych-K, técnica desenvolvida com o objetivo de mudar crenças na mente subconsciente. Recentemente certificou-se pela Escola de Self-Healing (Auto-Cura) em São Francisco, Califórnia e atua como Palestrante Motivacional. Nasceu no Rio de Janeiro, reside em São Paulo e durante 10 anos morou no Canadá. Site: www.rosannemartins.com.br

Ministra Ana lamenta falecimento de Léo do Peixe


Ministério da Cultura

Ministra Ana lamenta falecimento de Léo do Peixe

Parte Léo do Peixe, mas deixa conosco a sensibilidade do pescador e feirante que iniciou sua dedicação levando livros para distrair os filhos na sua barraca em Pirapora/MG, enquanto trabalhava; com isso, atraiu as primeiras rodas de leitura; estas rodas ganharam um tal volume que terminaram virando pontos de leitura, do programa do Ministério da Cultura. Esse seu legado de amor aos livros nas barrancas do São Francisco, materializado em milhares de obras e outro tanto de cadastrados, que giram centenas de obras por semana, ja não cabe mais só na crônica do Velho Chico: é uma história que honra o Brasil. Por isso, me solidarizo neste momento, num misto de homenagem e sentimento de perda, com os familiares, amigos e tantos admiradores deste exemplo de cidadão.
Ana de Hollanda
Ministra de Estado da Cultura

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A voz do Brasil




Pedro Coimbra

            Acompanhava meu amigo Eduardo Lacerda numa quinta-feira, 23 de agosto de 1968, na minha única visita a Ouro Preto,  para a fundação de um cineclube. Estávamos sentados em um barzinho com um pessoal da Universidade bebendo cerveja e cuba livre. Quando de um alto falante distante começou a sair a voz de Vicente Celestino, cantando o “O ébrio” e depois “Coração materno”. Morrera aos 73 anos o tenor que cantava: “ Disse o campônio a sua amada/Minha idolatrada diga o que queres?/Por ti vou matar, vou roubar/Embora tristezas me causes mulher/Provar quero eu que te quero”. Na minha casa este disco tocara na vitrola da minha mãe até gastar. E menino ainda eu assistira o filme o “O Ébrio” dirigido por sua esposa Gilda de Abreu e estrelado por ele.
Sofia, uma das moças sentada ao meu lado, passava suas longas pernas nas minhas, me bolinando. Ela era filha de alemães, seu pai era pintor e muito conhecido na cidade. Parecia ter somente dois assuntos na sua linda cabecinha: sexo e relembrar das cenas de cenas de "Hiroshima mon amour" e "L'année dernière à Marienbad", de Alain Resnais que assistira em Belo Horizonte, na Imprensa Oficial. Lembro-me que ela tinha cabelos muito negros, compridos, um rosto lindo e quando dizia “mon amour”, fazia uma boca sensual.
            O projeto de reativar ou fundar cineclubes nas cidades do interior foi uma das melhores ações do movimento do cinema novo mineiro. Mas tinha uma logística complicada. O filme, sempre em 16mm, era alugado e tinha que ser enviado para as cidades. No começo deu tudo certo. Até o dia que não me foi possível enviar as latas pelo ônibus para minha cidade natal. Os dirigentes locais se desesperaram e acabaram por exibir um filme do Tarzan e da Jane, o que assustou minha tia Milita, adepta dos filmes de arte.
            Sempre tive um relacionamento estranho com a cidade de Ouro Preto: paixão e distanciamento. Acabei indo lá poucas vezes, mas mesmo assim, Maurício Andrés Ribeiro e eu, fizemos um belo cartaz, baseado em uma foto em alto contraste, que foi premiado. Por sinal, nunca vi a peça depois de finalizado.
            Em 1968, enquanto procurávamos difundir a sétima arte o mundo já estava de cabeça baixo. Principalmente no exterior, marcado pela rebeldia dos estudantes na Europa, potencializado em maio de 1968, o que influenciou a juventude brasileira.. O golpe de 1964, ao contrário do que se pensava endurecia cada vez mais. O autoritarismo cresceu e se firmou no dia 13 de dezembro de 1968, com a decretação do AI-5, lido na voz grave do locutor Alberto Curi, a Voz do Brasil, irmão do narrador esportivo Jorge Curi e do cantor Ivon Curi, nascidos em Caxambu. As perseguições advindas desta ação da direita inviabilizaria todas as ações populares e estudantis no país.
            Mas, naquele dia em Ouro Preto, nem a morte de Vicente Celestino, que nos emocionou a todos, foi capaz de nos entristecer. Minha grande preocupação era as pernas de Sofia roçando nas minhas, seus seios empinados e sua boquinha articulando “mon amour”. Afinal de contas começávamos um tempo de liberdade total, do amor livre, da liberação  das drogas e do surgimento do amor livre.
            Acabei a noite com uma moreninha de Ubá, estudante de Geologia, que me arrastou para sua república.
            A visão de Sofia, a gringuinha saliente, desapareceu na madrugada escura da memória, como também todos os absurdos gerados pelo Golpe de 1964...

Primeiro-cavalheiro e ministros do Suriname integram missão em busca de conhecimentos para alimentar seu povo

  Comitiva conheceu tecnologias da Embrapa Cerrados que levaram ao desenvolvimento da agricultura tropical. Foto: Alexandre Veloso A visita ...