quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Carta Aberta ao senador Renan Calheiros.

Caro Renan,
Não se aborreça e nem me leve a mal, mas bateu uma vontade incontida de falar um pouco da vida cotidiana do Brasil da planície, que já o aguarda com certa ansiedade.
Continuo tocando com entusiasmo minha militância política. Agora, sem as atribuições inerentes ao mandato de senador, que você ajudou a retirar, de mim, com bastante empenho.
Tendo em vista a situação inusitada da instituição que você preside e levando em conta os acontecimentos nos quais você figura com destaque e excepcional desenvoltura, me pergunto se não seria o caso de agradecer o mal que você me causou.
Talvez você, em função da estressante e diversificada responsabilidade política, empresarial e familiar, tenha apagado da memória qualquer registro a meu respeito.
Portanto, permita, em poucas palavras, dizer em que momentos nossos caminhos se cruzaram.Sou aquele senador que, antes de completar o 3º ano de mandato, foi expurgado do Senado sem direito a defesa e substituído, com pompa e circunstância por um senador do PMDB, o seu partido. Lembra-se deste episódio?
Pelo sim pelo não, melhor garimpar os labirintos da memória.
O PMDB, vinte dias após as eleições de 2002, impetrou recurso junto ao TRE pedindo a cassação do meu mandato e de minha companheira Janete, pela compra de dois votos por R$ 26 cada, pagos em duas suaves prestações. Acusação sustentada por duas testemunhas, que até hoje sobrevivem por conta deste processo. O feito não prosperou e fomos declarados inocentes.
Mas o PMDB recorreu ao TSE. Entrou com um recurso dito "especial" que foi cair nas mãos do então ministro Carlos Veloso.
Este senhor, como juiz relator, agindo mais como advogado de acusação e menos como juiz, convenceu seus pares de que eu e minha companheira Janete éramos culpados, reformando a sentença do TRE do Amapá, provendo, por inteiro, o recurso proposto pelo candidato derrotado Gilvam Borges.
Por último, relembro um momento raro na história da Casa que você ainda preside e à qual um dia pertenci.
Refiro-me a sessão do dia 25 de outubro de 2005. Naquele dia, você avocou para si os poderes da Mesa, do Regimento Interno, da Constituição Federal e do Plenário, fazendo ouvido de mercador aos apelos de cinqüenta e dois senadores e senadoras que se revezaram na tribuna clamando para que eu tivesse respeitado o direito constitucional de defesa, garantido até mesmo aos que cometem crimes hediondos com requintes de crueldade.Você manteve-se inflexível e cassou o meu mandato, para em seguida, em clima festivo e triunfante dar posse ao seu então assessor de gabinete Gilvam Borges. Decisão revertida em menos de 24 horas pelo STF, que considerou sua decisão uma afronta à Constituição Federal e determinou minha reintegração. Você acatou a decisão, mas pressionou a Mesa Diretora a criar um rito sumário de cinco dias para a minha defesa, um prazo inexeqüível para uma mínima investigação.
Bem, agora com tudo fresquinho em nossas memórias, vamos ao assunto que gostaria de compartilhar com você.Não resta dúvida, que se trata de um sentimento que poucos ousam confessar, entretanto, como sou franco, admito que sinto uma ponta de inveja ao comparar sua situação de desassossego, com a que tive de enfrentar.Não pretendo descer no varejo dos sentimentos, falemos do que é fundamental para esclarecer as acusações que lhe atingem para comparar com as que me atingiram.
A diferença, é que você ganhou o direito de ser investigado pelo Conselho de Ética, pela Polícia Federal e, sobretudo pela imprensa. É sobre esses aspectos que não posso esconder que realmente invejo a sua situação, pois tudo que queria era ser investigado.
No entanto não me foi dado esse direito. O Ministério Público Eleitoral não investigou por que, segundo ele, não havia crime, o TRE, por isso, declarou nossa inocência e a imprensa não procurou contar o nosso rebanho, para saber se teríamos bois suficientes para pagar os dois votos, que supostamente eu e minha companheira compramos para nos eleger.
No nosso caso, bastou a acusação do candidato derrotado do PMDB para nos cassarem os mandatos. É por isso, que o considero um homem de muita sorte, pois dispõe em abundância de tudo aquilo que você me negou: os meios necessários para provar minha inocência.
Para finalizar, me surpreendo pensando em voz alta - se diante daqueles absurdos, cometidos por você, contra mim, tivesse o Senado agido como determina o exercício do poder republicano, certamente não chegaríamos à situação caótica do presente.
Atenciosamente,
João Capiberibe, ex-preso político e exilado, ex-prefeito de Macapá, ex-governador do Amapá 1995-2002, ex-senador da República, 3º vice-presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro.

domingo, 5 de agosto de 2007

Um movimento, uma atitude

Brasília - Ao fazer compras, Karim Scheneider, doceira, usa sacola de tecido em substituição às de plástico Foto: Elza Fiúza/ABr



Estados buscam alternativas para reduzir uso de sacolas plásticas
Gláucia Gomes Repórter da Agência Brasil


Brasília - O Paraná é um dos estados onde o governo busca alternativas para as sacolas plásticas distribuídas nos supermercados e quer diminuir em 30% todo resíduo que vai para os aterros sanitários. Hoje, são produzidas no estado 20 mil toneladas de resíduos e cerca 160 milhões de sacolas plásticas por mês, segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos.
Para reduzir esse lixo, o governo estadual adotou medidas como a distribuição gratuita de sacolas oxi-biodegradáveis (que se decompõem em contato com o ar, o calor e a umidade, num prazo de 18 meses) e o diálogo com os donos das redes de supermercados para a conscientização e uso das sacolas (duas redes já aderiram às oxi-biodegradáveis). E dá apoio às discussões na Assembléia Legislativa, onde tramitam três projetos de lei sobre o assunto.
O secretário de Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, lembrou que a lei determina às empresas retirarem e reciclarem as embalagens plásticas, mas isso não ocorre. "Como as indústrias não fazem esse trabalho, é preciso criar mecanismos para degradar o produto. O ideal seria que as pessoas não utilizassem esse tipo de embalagem, mas ainda estamos distantes disso", afirmou, depois de informar que dispõe de laudos de laboratórios internacionais atestando que a biodegradação não causa danos ao meio ambiente.
Já na Assembleia Legislativa de São Paulo também foi aprovado projeto de lei que obrigaria os estabelecimentos comerciais a trocarem sacolas de plástico comum por material biodegradável. Mas o governo estadual vetou o projeto, apesar do argumento de que o Brasil produz anualmente 210 mil toneladas do chamado plástico filme, a matéria-prima dos saquinhos plásticos. O projeto informa que esse total representa cerca de 10% do lixo do país e pode levar até um século para desaparecer.
O Rio de Janeiro também busca alternativas e enviará a Assembléia Legislativa, ainda neste mês, projeto de lei que proíbe a distribuição e torna obrigatória a substituição das sacolas por plástico fabricado com material biodegradável.

sábado, 4 de agosto de 2007

Antes tarde que mais tarde

Mesmo com o Brasil em 3o. lugar no quadro geral de medalhas do PAN do Rio/2007... a nossa língua portuguesa continua sendo a nossa musa dourada que vale ouro. Por ela é que exponho um comentário que recebi do escritor e advogado Arthur Lacerda, a quem pedi permissão hoje para publicar o que li dia 15 de julho (da autoria dele):


"Por ocasião de competições, como o atual PAN, os meios de comunicação empregam o vocábulo "medalhista", para indicar quem obteve alguma medalha.
Ora, medalhista não existe; é termo originado por jornalistas desconhecedores do idioma.
Quem recebe uma medalha, é medalhado, termo que existe para designar exatamente isso e que apresenta a mesma desinência que diplomado,condecorado, medicado, etc. , para indicar quem recebe um diploma, uma condecoração, um medicamento. Não se é diplomista, condecorista, mediquista.


Arthur Virmond de Lacerda Neto arthurlacerda@onda.com.br
Página pessoal : http://spaces.msn.com/members/arthurdelacerda "


Eu, amante das mudanças - puras ou nem tanto... tortas e deliciosas! - já discuti o bastante com ele a respeito.
Passo a bola! Vai que é tua!

Não cansei

Apesar de não estar mais engajado em nenhuma organização partidária e muito menos em outros movimentos organizados, eu não cansei. Acho uma idiotice que a cada "pum", acidente, "volta da violência (sic)", ou alguma "sacanagem" a mais de um governante, pessoas saírem do limbo para propor MOVIMENTOS.
A vida na prática é bem melhor. Muitos dos que propõe ou encabeçam estes movimentos estão sempre dando suas derrapadas em outras ladeiras.
Cheguei ao momento de que não podemos nem ser "chapa branca" e muito menos um do "contra" toda hora. Não há santos, muito menos milagres!
A começar pela mídia. Muito interessante aliás o comentário do jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva sobre o livro Os jornais podem desaparecer?, de Phillip Meyer. O pesquisador americano tem como tese principal a de "que o jornal não vende informação, mas influência" (Folha de S. Paulo. pág E1., 4/08/2007).
Cansei, cansamos, abrochei, abrochamos, sacanei, sacaneamos não tem sentido, nem consistência se não for efetivado no dia a dia, nas nossas atividades mais simples e descompromissadas.
Movimentos fortes e consolidados são dão certo após muita organização, luta, desempenho e militância (esta sim cansativa).

meu amigo João

Blog do meu amigo JOÃO VARELLA:
http://curitibocas.blogspot.com

TUDO POR UMA CURITIBA MENOS CINZA...

e-mail que recebi nessa semana...e que vale divulgar!

TEMOS QUE FAZER A NOSSA PARTE!

Esta semana foi lançado o projeto "Quero + Brasil", projeto que visa obter apoio popular para exigir dos políticos algumas das reformas de que o nosso país precisa. Os meios de comunicação estão dispostos a apoiar este movimento, e pressão dos mesmos sobre os políticos (que só se fará se nós nos manifestarmos). Para "contabilizar" estas manifestações, foram oferecidos 3 meios:

-(a) um número de telefone local : 4002-8988;
- (b) um site www.queromaisbrasil.com.br
- (c) assinaturas nas lojas do grande varejo que começarão em breve.

Se este movimento ganhar força, teremos uma ótima chance de fazer uma pressão organizada por mudanças. Apoiam o movimento 150 entidades das mais variadas (como OAB, FIESP, Força SIndical,etc.) e o conselho é formado por pessoas como Bernardinho, Viviane Senna, Jorge Gerdau, e outros. No entanto, todo o trabalho feito até agora, e todo o apoio que a mídia se comprometeu a dar, só será transformado em pressão positiva se o povo participar.
Por isto, peço a você que:
1. Se manifeste AGORA (ligue para 4002-8988 ou acesse o site: www.queromaisbrasil.com.br e deixe sua mensagem;
2. Envie este email aos seus amigos e peça que eles façam o mesmo Vamos nos dar as mãos para passar este país a limpo.
Tem gente séria e a sua participação é importante.

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