quarta-feira, 8 de outubro de 2025
SUS – 35 anos!
segunda-feira, 6 de outubro de 2025
Uma em cada seis crianças de até seis anos já sofreu racismo
Levantamento nacional mostra que 63% dos brasileiros acreditam que a discriminação racial começa já na primeira infância; creches e pré-escolas são os locais em que os casos são mais identificados
São Paulo, de outubro de 2025 – Às vésperas do Mês da Consciência Negra, novos dados revelam que 63% da população acredita que o racismo afeta as crianças desde os primeiros anos de vida. A informação integra o “Panorama da Primeira Infância: o impacto do racismo”, pesquisa nacional encomendada ao Datafolha pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. A prevalência dessa percepção é mais comum entre mulheres, jovens e pessoas com maior renda e escolaridade.
Os achados revelam que o racismo atinge a infância de forma precoce: 16% dos responsáveis por crianças de até 6 anos afirmam que elas já sofreram discriminação racial. Entre cuidadores de pele preta e parda, esse índice chega a 19%.
“Isso é inadmissível em todos os aspectos. Estamos falando de uma fase da vida em que cada experiência conta para o desenvolvimento. Sofrer racismo, sobretudo nessa etapa, pode deixar marcas profundas na saúde, na aprendizagem e na autoestima das crianças”, afirma Mariana Luz, CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.
Os casos também são mais percebidos à medida que as crianças crescem. Enquanto 10% dos cuidadores relataram que crianças de 0 a 3 anos já passaram por alguma situação de discriminação, o percentual sobe para 21% entre os cuidadores de crianças de 4 e 6 anos. Um dos motivos é que crianças maiores conseguem verbalizar e compreender melhor as situações em que estão inseridas.
O racismo na escola
A pesquisa revela que creches e pré-escolas são os ambientes mais citados como locais onde crianças já sofreram discriminação racial. Entre os cuidadores entrevistados, 54% afirmam que suas crianças vivenciaram situações desse tipo em unidades de educação infantil, sendo mais frequente na pré-escola (61%) do que na creche (38%).
“Esse é um dado que deve ser observado com atenção e cautela. Parte disso pode ser explicado pelo fato de a escola ser um ambiente em que as crianças passam mais tempo e, portanto, ficam mais expostas”, analisa Mariana Luz. “Mas, se por um lado a escola pode ser cenário de discriminação, por outro, ela tem o potencial de ser o espaço onde a diversidade é valorizada e o racismo combatido. Preparar educadores e oferecer materiais adequados, conforme preconiza a Lei de História e Cultura Afro-Brasileira, é essencial para transformar essa realidade”, completa Luz.
Apesar de a Lei 10.639/2003 determinar que todas as escolas do país ensinem História e Cultura Afro-Brasileira, a prática ainda está longe de se consolidar. Um estudo realizado em turmas de creche e pré-escola de 12 municípios brasileiros revelou que 89,8% delas ignoram o ensino de questões étnico-raciais. Os dados constam na “Avaliação da Qualidade da Educação Infantil: Um retrato pós-BNCC”, realizada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal em parceria com o Itaú Social, em 2023.
Além das escolas, outros espaços também foram citados como locais de racismo: parques e praças públicas (42%), condomínios e vizinhança (20%) e o próprio ambiente familiar (15%).
Serviços de saúde e assistência responderam por 6% dos casos relatados pelos cuidadores. Sendo que, nesses espaços, o índice de crianças de 0 a 3 anos que sofreram racismo é maior (12%) dos entre as crianças de 4 a 6 (3%).
Como o racismo afeta o desenvolvimento infantil
O enfrentamento do racismo desde cedo é crucial porque as experiências de discriminação estão associadas ao chamado estresse tóxico, que prejudica a saúde física e mental das crianças. Entre os impactos estão dificuldades de aprendizagem, baixa autoestima, rejeição da própria identidade, inibição comportamental e prejuízos na socialização.
“Garantir que bebês e crianças cresçam livres do racismo e qualquer outro tipo de discriminação é assegurar seu direito ao desenvolvimento pleno. Esse compromisso precisa ser assumido agora”, conclui Luz.
Metodologia
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 10 de abril de 2025, com uma amostra nacional de 2.206 pessoas, sendo 822 responsáveis por crianças de 0 a 6 anos, que foram ouvidas em entrevistas presenciais em pontos de fluxo populacional. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para a amostra geral e 3 pontos percentuais para o grupo de responsáveis por crianças.
Em agosto, uma primeira parte da pesquisa “Panorama da Primeira Infância: O que o Brasil sabe, vive e pensa sobre os primeiros seis anos de vida” foi lançado com foco na percepção da sociedade sobre a primeira infância uso de telas e disciplinas punitivas.
sexta-feira, 3 de outubro de 2025
PESQUISADORES ESALQ E CENA ESTÃO ENTRE OS CIENTISTAS MAIS INFLUENTES DO MUNDO

Crédito foto: Denise Guimarães (Divisão de Comunicação Esalq)
Parâmetro central de classificação foca no impacto medido por citações, em vez da produtividade bruta baseada apenas no número de artigos
A Universidade Stanford divulgou a lista internacional dos cientistas mais influentes do mundo, elaborada desde 2019 pelo professor John P.A. Ioannidis, a partir de indicadores padronizados de citações. Nesta edição, a Universidade de São Paulo (USP) conta com 287 pesquisadores, em um terceiro crescimento consecutivo da USP na relação. Entre os pesquisadores da USP, destacam-se 19 do Campus USP Luiz de Queiroz, em Piracicaba, que agrega a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena).
O resultado integra a oitava edição do Updated science-wide author databases of standardized citation indicators, publicado em agosto de 2025. O banco de dados, hospedado no repositório de dados da Elsevier (Mendeley Data Repository), é de acesso público e reúne informações sobre pesquisadores de todo o mundo. A metodologia foi originalmente descrita em artigos publicados na revista PLOS Biology (2016, 2019 e 2020).
O parâmetro central de classificação, denominado c-score, foca no impacto medido por citações, em vez da produtividade bruta baseada apenas no número de artigos. O índice também considera o número de coautores e atribui pesos diferentes conforme a posição ocupada pelo pesquisador em cada publicação (autor único, primeiro autor ou último autor).
Cientistas mais influentes Esalq e Cena
· Pedro Henrique Santin Brancalion (Ecology)
· José Alexandre Melo Demattê (Agronomy & Agriculture)
· Carlos Eduardo Pellegrino Cerri (Agronomy & Agriculture)
· Paulo César Sentelhas (Agronomy & Agriculture) (in memorian)
· José Roberto Postali Parra (Entomology)
· Ricardo Antunes de Azevedo (Plant Biology & Botany)
· Maurício Roberto Cherubin (Agonomy & Agriculture)
· João Lúcio de Azevedo (Microbiology)
· Tsai Siu Mui (Microbiology)
· Celso Omotto (Entomology)
· Carlos Clemente Cerri (Agronomy & Agriculture) (in memorian)
· Paulo Sergio Pavinato (Agronomy & Agriculture)
· Fernando Dini Andreote (Microbiology)
· Ernani Pinto Junior (Analytical Chemistry)
· Quirijn De Jong Van Lier (Agronomy & Agriculture)
· Roberto Sartori Filho (Dairy & Animal Plant)
· José Leonardo de Moraes Gonçalves (Foresty)
· Gilberto José de Moraes (Entomology)
· Luciano Martins Verdade (Zoology)
O Brasil teve 1.461 pesquisadores listados, o que corresponde a 0,6% do total mundial, ocupando a 24ª posição global em 2024. No Estado de São Paulo, foram cerca de 577 nomes, o que representa em torno de 40% do total nacional. Além da USP, destacaram-se a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com 106 nomes, e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), com 80.
Alicia Nascimento Aguiar (com dados do Jornal da USP)
quarta-feira, 20 de agosto de 2025
A Força do Limão Paulista: exportação da fruta cresce 21%
SP produziu mais de 1,1 milhão de toneladas da fruta e exportou cerca de 80 mil toneladas (US$72 milhões)
O Estado de São Paulo é o maior produtor nacional de limão, com destaque no crescimento anual na exportação da fruta. Conforme os dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA - Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP (SAA), em 2024, foram cultivadas mais de 1,1 milhão de toneladas. Enquanto, no comércio exterior, no primeiro semestre de 2025, já foram enviadas mais de 81 mil toneladas (US$72 milhões), o que representa um aumento de 21% do produto exportado, em relação ao mesmo período do ano passado.
O mercado europeu é o principal destino das exportações, com destaque para os Países Baixos (62,2 mil t), que servem como porta de entrada através do Porto de Roterdã para distribuição aos demais países do bloco. O ranking de destinos inclui ainda o Reino Unido (11,6 mil t), a Rússia (1,3 mil t) e o Canadá (970 t).
“O comércio entre os Países Baixos e o Brasil é um exemplo dinâmico de mercados agrícolas complementares, com o Estado de São Paulo desempenhando um papel central como principal produtor e exportador, oferecendo oportunidades significativas para fortalecimento da cooperação bilateral em produção e logística sustentáveis. As empresas importadoras de limão dos Países Baixos estiveram em peso na segunda edição da Fruit Attraction, em São Paulo”, destacou o assessor agrícola do Consulado Geral dos Países Baixos, Alf de Wit.
Considerada a capital nacional do limão, o município de Itajobi, região de São José do Rio Preto, destaca-se na produção da variedade taiti. A empresa familiar Pimentel Itajobi, localizada na cidade, atua no ramo há 30 anos, atendendo, principalmente, o mercado internacional como Reino Unido e a União Europeia.
“Em 2024, exportamos mais de 4 mil toneladas de limão tahiti, e vimos um ano bastante próspero para o setor, mesmo enfrentando um período de seca bastante severo para a agricultura. Investimos em melhorias no packing house, aumentando nossa capacidade de produção, resultando em um volume exportado. Apesar dos desafios do setor e do mercado externo, nossa perspectiva para 2025 é de ainda mais crescimento, visando um 2026 ainda melhor”, ressaltou o analista de exportação da Pimentel, Alison Dejavite.
Com o objetivo de promover ainda mais o crescimento internacional da fruticultura paulista, a Secretaria de Agricultura de SP participou da abertura da Fruit Attraction SP 2025, a principal feira internacional de frutas e hortaliças da América Latina. “A fruticultura agrega valor, movimenta a economia, gera empregos e preserva o meio ambiente. São Paulo é o estado com a maior diversificação de culturas do Brasil, o que nos faz liderar a balança comercial brasileira mesmo em anos difíceis, com seca severa”, ressaltou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.
A Defesa Agropecuária (CDA) apresentou, na edição deste ano, ações de certificação fitossanitária de origem que possibilitam a exportação dos produtos paulistas. O cadastro e supervisão de plantios de lima ácida tahiti, conhecido como limão tahiti, tornam São Paulo como o maior exportador do país, com mais de 70% de lima exportada.
“Investimos continuamente na certificação fitossanitária de origem, garantindo que os produtos paulistas cheguem ao mercado internacional com qualidade e segurança. O cadastro e a supervisão dos plantios de lima ácida Tahiti são resultado do trabalho integrado entre produtores, setor privado e serviço oficial, assegurando competitividade, abertura de novos mercados e geração de renda para pequenos, médios e grandes produtores,” ressaltou o chefe do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Vegetal (DDSIV), Alexandre Paloschi.
Investimento na produção
A SAA, através do Fundo de Expansão do Agronegócio (FEAP), disponibiliza uma linha que atende às necessidades do produtor para esta cultura. “Para o citricultor de limão, a linha de crédito Agricultura Sustentável Paulista financia a renovação e ampliação do pomar com mudas certificadas, irrigação eficiente e demais investimentos produtivos. Com juros reduzidos e prazos estendidos para a fruticultura, o crédito fornece uma folga de caixa para investir com segurança,” explicou o secretário executivo do FEAP, Felipe Alves.
O teto de financiamento da linha do FEAP é de até R$250 mil para pessoa física e até R$500 mil para pessoa jurídica. O prazo de pagamento é de até 84 meses, com carência de até 12 meses. “O produtor ainda pode contar com os técnicos da CATI e ITESP que elaboram e acompanham o projeto técnico, garantindo que o recurso seja aplicado da forma mais eficiente possível. É a sustentabilidade que vira produtividade e renda no limão paulista”, concluiu Felipe Alves.
Presidente Castello Branco será o primeiro município a adotar o sistema GeoFrota da Embrapa
O município catarinense de Presidente Castello Branco vai ser o primeiro a utilizar o GeoFrota, sistema de informação desenvolvido pela Embrapa Suínos e Aves para gerenciar pedidos e registrar serviços agrícolas realizados por prefeituras, associações ou empresas terceirizadas.
Um acordo de cooperação técnica para fins de desenvolvimento, validação técnica e mercadológica do GeoFrota foi assinado ontem à tarde na Embrapa em Concórdia, com a presença do chefe-geral do centro de pesquisa, Everton Krabbe, o chefe-adjunto de transferência de tecnologia, Franco Martins, o pesquisador Cláudio Miranda, o vice-prefeito de Castello Branco, Cleiton Frigo, o secretário de Agricultura do município, Carlos Eduardo Machado, do coordenador de Agricultura, Laércio da Silva, e o representante da empresa Ekodata Tecnologia e Saneamento Ambiental, Marco Antônio Ramme.
Criado em 2021, durante o projeto Smart (Desenvolvimento de um modelo de gestão ambiental para bacias hidrográficas com produção intensiva de animais na região Sul do Brasil – 2019-2022), o protótipo do GeoFrota tinha como objetivo inicial acompanhar a aplicação de biofertilizantes suínos nas lavouras. Desde então, o sistema foi ampliado e adaptado, ganhando funcionalidades que o tornam mais atrativo para uso pelos municípios.
A ferramenta permite comprovar a aplicação de recursos públicos em serviços prestados a produtores rurais e evidenciar a correta destinação dos biofertilizantes gerados pela suinocultura. Os dados também poderão apoiar estudos sobre sustentabilidade, biosseguridade e outras áreas de pesquisa.
Para o chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe, a iniciativa reforça o papel estratégico da rastreabilidade nas cadeias produtivas. “Esse investimento em sistemas como o GeoFrota mostra a preocupação constante com a biosseguridade, fundamental para Santa Catarina, responsável por 55% das exportações brasileiras de carne suína no primeiro bimestre de 2025”, destacou.
Segundo o pesquisador Cláudio Miranda, responsável pelo desenvolvimento, o software tem caráter social por dispensar equipamentos específicos, já que pode ser acessado pelo celular. Ele ressaltou ainda que os dados coletados poderão ser integrados ao SGAS, o Sistema de Gestão Ambiental da Suinocultura, também criado pela Embrapa.
O vice-prefeito Cleiton Frigo avaliou que a implantação do GeoFrota trará ganhos imediatos à administração municipal. “A ferramenta não só vai automatizar as solicitações de serviço, hoje feitas manualmente em blocos de papel, como também vai melhorar a gestão das informações”, afirmou.
Caberá à empresa EkoData a implantação do sistema, o treinamento dos usuários e o acompanhamento dos testes, com possibilidade de sugerir customizações e melhorias.
Localizado no Alto Uruguai Catarinense, Presidente Castello Branco tem 65 km² de área e população estimada em 1.711 habitantes, segundo o IBGE. A principal atividade econômica do município é a agricultura.
A liderança tem o poder de desenvolver potenciais
Especialista em Recursos Humanos do Buttini Moraes acredita que cuidar, inspirar e transformar motiva os profissionais a ampliarem sua produtividade e se aperfeiçoarem constantemente, liberando todo seu potencial
Desempenho e Potencial são conceitos fundamentais para avaliar e desenvolver profissionais no ambiente corporativo, cada um com foco em diferentes horizontes temporais e características, mas igualmente essenciais para o crescimento individual e o sucesso organizacional. O desempenho reflete o presente, traduzindo-se nos resultados concretos e mensuráveis que um profissional entrega em suas funções atuais, como o cumprimento de metas e a qualidade das entregas, evidenciando sua competência técnica e impacto imediato. Já o potencial aponta para o futuro, indicando a capacidade de um profissional evoluir, assumir responsabilidades maiores e se adaptar a desafios, por meio de características como curiosidade, resiliência e visão estratégica. Enquanto o desempenho avalia o que o profissional entrega agora, com base em suas habilidades atuais, o potencial analisa comportamentos e atitudes que sinalizam sua capacidade de desenvolvimento e contribuição futura.
“Para as empresas equilibrarem esses dois pilares é crucial: profissionais de alto desempenho, que garantem resultados imediatos, enquanto aqueles com alto potencial representam os futuros líderes, capazes de impulsionar a inovação e a sustentabilidade do negócio. Para os profissionais, cultivar ambos evita a estagnação, abre oportunidades de carreira e assegura um impacto duradouro, alinhando sucesso individual e organizacional”, diz Neide Leite Galante, diretora de recursos humanos, gestão e desenvolvimento de pessoas do ButtiniMoraes.
Segundo a profissional, há 28 anos, quando começou a trilhar sua jornada na gestão de escritórios de advocacia, não imaginava o quanto a liderança poderia ser uma força transformadora. “Ao longo dessas quase três décadas, descobri que liderar não é apenas alcançar metas ou celebrar o bom desempenho. Liderar é cuidar com empatia, inspirar com propósito, transformar com coragem e desenvolver profissionais para que descubram seu verdadeiro potencial. Essa visão, forjada na prática, mudou outras vidas e a minha própria história”, conta Neide.
Desconstruindo o mito do Bom Desempenho
Neide detalha que, por muito tempo, o mundo corporativo acreditou no bom desempenho: prazos cumpridos, metas batidas, números impressionantes. Mas, ao olhar para os jovens profissionais que cruzavam meu caminho, percebi que essa métrica, embora necessária, era limitante. “Esta visão reduz pessoas a resultados, ignorando suas aspirações, talentos e sonhos. Um profissional que apenas performava bem poderia estar preso a uma zona de conforto, longe de alcançar o que realmente era capaz”, enfatiza a especialista do ButtiniMoraes Advogados.
O ideal é, em vez de focar em resultados imediatos, os gestores enxerguem cada profissional como um potencial único, uma chama esperando para ser acesa. Essa mudança de perspectiva não é apenas uma estratégia de gestão, é um compromisso com o futuro de cada pessoa que confiava em mim.
O poder de uma liderança transformadora
Liderar com cuidado e inspiração exige coragem. No ambiente corporativo, no qual a pressão é constante e o tempo parece escasso, criar espaço para o desenvolvimento humano é um ato de ousadia. Lembro-me de uma profissional jovem, talentosa, mas insegura, que hesitava em assumir desafios. Em nossas conversas, percebi que ela precisava de confiança, não apenas de instruções. Com mentorias próximas, deleguei a ela projetos que a desafiavam, mas também a apoiavam. Aos poucos, vi sua postura mudar: de tímida, ela se tornou uma líder admirada, hoje lidera uma grande equipe de uma empresa multinacional. Sua transformação é um dos muitos legados que carrego com orgulho.
Essa experiência se repetiu inúmeras vezes. Investi em treinamentos personalizados, criei espaços para feedback honesto e celebrei cada conquista, por menor que parecesse. Ao longo dos anos, vi jovens profissionais, estagiários, advogados e equipes administrativas florescerem, assumindo papéis de liderança, propondo inovações e construindo carreiras brilhantes. Cada história de sucesso reforçou minha crença: o líder não forma apenas profissionais competentes, mas pessoas que transformam o mundo ao seu redor.
Os pilares de uma liderança que inspira
Para transformar potenciais em realidades, a liderança deve se apoiar em quatro pilares fundamentais:
- Cuidar com empatia: escutar ativamente, compreender as necessidades individuais e oferecer suporte genuíno criam um ambiente no qual as pessoas se sentem valorizadas.
- Inspirar com propósito: um líder deve compartilhar uma visão que conecte o trabalho diário a um significado maior, motivando a equipe a dar o melhor de si.
- Transformar com ousadia: identificar talentos escondidos e oferecer oportunidades desafiadoras é o que permite que profissionais superem suas próprias expectativas.
- Desenvolver com compromisso: investir em aprendizado contínuo, delegar com confiança e celebrar o crescimento constroem carreiras duradouras.
Um legado de transformação
Liderar é um ato de amor e responsabilidade. É acreditar que cada pessoa tem algo extraordinário a oferecer e dedicar-se a ajudar a descobrir isso. “Que possamos abandonar a visão estreita do bom desempenho e abraçar a liderança que cuida, inspira e transforma. Isto porque, quando desenvolvemos potenciais, não apenas construímos carreiras, construímos um futuro mais humano, ético e brilhante”, acredita Neide.
A liderança que motiva e desenvolve potenciais é uma força poderosa para moldar o futuro de profissionais. Quando um líder investe tempo em compreender as aspirações de sua equipe, como um mentor que oferece feedback construtivo e oportunidades de crescimento, é criado um ambiente no qual a confiança floresce. “Líderes transformadores, como os que implementam programas de capacitação, mostram que, ao oferecer ferramentas e autonomia, é possível despertar talentos adormecidos, permitindo que jovens profissionais alcancem resultados extraordinários. Essa abordagem não apenas eleva o desempenho individual, mas também constrói equipes resilientes e inovadoras, capazes de enfrentar os desafios do futuro. Assim, o verdadeiro poder de um líder reside em sua capacidade de cuidar, inspirar e transformar, desbloqueando o potencial humano para criar um impacto duradouro na vida e na carreira dos profissionais”, conclui a especialista do ButtiniMoraes Advogados.
A liderança tem o poder de desenvolver potenciais
Especialista em Recursos Humanos do Buttini Moraes acredita que cuidar, inspirar e transformar motiva os profissionais a ampliarem sua produtividade e se aperfeiçoarem constantemente, liberando todo seu potencial
Desempenho e Potencial são conceitos fundamentais para avaliar e desenvolver profissionais no ambiente corporativo, cada um com foco em diferentes horizontes temporais e características, mas igualmente essenciais para o crescimento individual e o sucesso organizacional. O desempenho reflete o presente, traduzindo-se nos resultados concretos e mensuráveis que um profissional entrega em suas funções atuais, como o cumprimento de metas e a qualidade das entregas, evidenciando sua competência técnica e impacto imediato. Já o potencial aponta para o futuro, indicando a capacidade de um profissional evoluir, assumir responsabilidades maiores e se adaptar a desafios, por meio de características como curiosidade, resiliência e visão estratégica. Enquanto o desempenho avalia o que o profissional entrega agora, com base em suas habilidades atuais, o potencial analisa comportamentos e atitudes que sinalizam sua capacidade de desenvolvimento e contribuição futura.
“Para as empresas equilibrarem esses dois pilares é crucial: profissionais de alto desempenho, que garantem resultados imediatos, enquanto aqueles com alto potencial representam os futuros líderes, capazes de impulsionar a inovação e a sustentabilidade do negócio. Para os profissionais, cultivar ambos evita a estagnação, abre oportunidades de carreira e assegura um impacto duradouro, alinhando sucesso individual e organizacional”, diz Neide Leite Galante, diretora de recursos humanos, gestão e desenvolvimento de pessoas do ButtiniMoraes.
Segundo a profissional, há 28 anos, quando começou a trilhar sua jornada na gestão de escritórios de advocacia, não imaginava o quanto a liderança poderia ser uma força transformadora. “Ao longo dessas quase três décadas, descobri que liderar não é apenas alcançar metas ou celebrar o bom desempenho. Liderar é cuidar com empatia, inspirar com propósito, transformar com coragem e desenvolver profissionais para que descubram seu verdadeiro potencial. Essa visão, forjada na prática, mudou outras vidas e a minha própria história”, conta Neide.
Desconstruindo o mito do Bom Desempenho
Neide detalha que, por muito tempo, o mundo corporativo acreditou no bom desempenho: prazos cumpridos, metas batidas, números impressionantes. Mas, ao olhar para os jovens profissionais que cruzavam meu caminho, percebi que essa métrica, embora necessária, era limitante. “Esta visão reduz pessoas a resultados, ignorando suas aspirações, talentos e sonhos. Um profissional que apenas performava bem poderia estar preso a uma zona de conforto, longe de alcançar o que realmente era capaz”, enfatiza a especialista do ButtiniMoraes Advogados.
O ideal é, em vez de focar em resultados imediatos, os gestores enxerguem cada profissional como um potencial único, uma chama esperando para ser acesa. Essa mudança de perspectiva não é apenas uma estratégia de gestão, é um compromisso com o futuro de cada pessoa que confiava em mim.
O poder de uma liderança transformadora
Liderar com cuidado e inspiração exige coragem. No ambiente corporativo, no qual a pressão é constante e o tempo parece escasso, criar espaço para o desenvolvimento humano é um ato de ousadia. Lembro-me de uma profissional jovem, talentosa, mas insegura, que hesitava em assumir desafios. Em nossas conversas, percebi que ela precisava de confiança, não apenas de instruções. Com mentorias próximas, deleguei a ela projetos que a desafiavam, mas também a apoiavam. Aos poucos, vi sua postura mudar: de tímida, ela se tornou uma líder admirada, hoje lidera uma grande equipe de uma empresa multinacional. Sua transformação é um dos muitos legados que carrego com orgulho.
Essa experiência se repetiu inúmeras vezes. Investi em treinamentos personalizados, criei espaços para feedback honesto e celebrei cada conquista, por menor que parecesse. Ao longo dos anos, vi jovens profissionais, estagiários, advogados e equipes administrativas florescerem, assumindo papéis de liderança, propondo inovações e construindo carreiras brilhantes. Cada história de sucesso reforçou minha crença: o líder não forma apenas profissionais competentes, mas pessoas que transformam o mundo ao seu redor.
Os pilares de uma liderança que inspira
Para transformar potenciais em realidades, a liderança deve se apoiar em quatro pilares fundamentais:
- Cuidar com empatia: escutar ativamente, compreender as necessidades individuais e oferecer suporte genuíno criam um ambiente no qual as pessoas se sentem valorizadas.
- Inspirar com propósito: um líder deve compartilhar uma visão que conecte o trabalho diário a um significado maior, motivando a equipe a dar o melhor de si.
- Transformar com ousadia: identificar talentos escondidos e oferecer oportunidades desafiadoras é o que permite que profissionais superem suas próprias expectativas.
- Desenvolver com compromisso: investir em aprendizado contínuo, delegar com confiança e celebrar o crescimento constroem carreiras duradouras.
Um legado de transformação
Liderar é um ato de amor e responsabilidade. É acreditar que cada pessoa tem algo extraordinário a oferecer e dedicar-se a ajudar a descobrir isso. “Que possamos abandonar a visão estreita do bom desempenho e abraçar a liderança que cuida, inspira e transforma. Isto porque, quando desenvolvemos potenciais, não apenas construímos carreiras, construímos um futuro mais humano, ético e brilhante”, acredita Neide.
A liderança que motiva e desenvolve potenciais é uma força poderosa para moldar o futuro de profissionais. Quando um líder investe tempo em compreender as aspirações de sua equipe, como um mentor que oferece feedback construtivo e oportunidades de crescimento, é criado um ambiente no qual a confiança floresce. “Líderes transformadores, como os que implementam programas de capacitação, mostram que, ao oferecer ferramentas e autonomia, é possível despertar talentos adormecidos, permitindo que jovens profissionais alcancem resultados extraordinários. Essa abordagem não apenas eleva o desempenho individual, mas também constrói equipes resilientes e inovadoras, capazes de enfrentar os desafios do futuro. Assim, o verdadeiro poder de um líder reside em sua capacidade de cuidar, inspirar e transformar, desbloqueando o potencial humano para criar um impacto duradouro na vida e na carreira dos profissionais”, conclui a especialista do ButtiniMoraes Advogados.
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