domingo, 19 de janeiro de 2025

O cuidado com a saúde mental nas empresas vai aumentar

 


*Rui Brandão

Cuidar da saúde mental dos colaboradores sempre foi necessário, mas, de uns tempos para cá, tornou-se essencial para a sustentabilidade dos negócios das empresas e para o bem-estar das pessoas que nelas trabalham. Mudanças legislativas têm pressionado as organizações a buscarem caminhos que levem ao equilíbrio da saúde da mente.

Uma das mais recentes e importantes é a Portaria 1.999, de 27 de novembro de 2023, que atualiza a lista de doenças do trabalho de 182 para 347. Ela põe o burnout e abuso de drogas, por exemplo, ao lado da ansiedade e depressão como enfermidades que podem ser adquiridas em ambiente corporativo.

Outro exemplo para incentivar boas práticas corporativas é a criação de estímulos para instituições que incentivam o zelo à saúde mental dos colaboradores, por meio da Lei n° 14.831, sancionada em março deste ano. Ela prevê a concessão do Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental às organizações que geram mais bem-estar a seus funcionários. O reconhecimento a quem implementa ações para este fim torna o ambiente de trabalho mais saudável. Além disso, é o primeiro passo para colocar em xeque empresários que não se importam com isso.

Apesar de o pontapé inicial para a disseminação desta cultura de cuidar da mente das pessoas ter sido dado pelo poder legislativo, a preocupação com a saúde dos colaboradores ainda não é tão evidenciada como política corporativa quanto poderia.

Por isso, é possível afirmar que o ambiente dentro das organizações é, nos dias de hoje, pouco saudável. Este fato pode ser comprovado por meio de pesquisa da Conexa, ecossistema digital de saúde integral, realizada com gestores e profissionais de recursos humanos de 767 empresas do País no segundo semestre de 2023. Das 1.589 pessoas que participaram do levantamento, 83% afirmaram ter ocorrido afastamento em sua corporação por doenças mentais dos colaboradores naquele ano.

Segundo estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), também em 2023, elaborado para identificar como as empresas cuidam da saúde mental dos funcionários, 54% dos entrevistados admitiram ter sofrido com transtorno mental e 63% disseram que não receberam apoio da liderança para lidar com a doença.

Apesar de o cuidado com a saúde da mente dos trabalhadores não ser uma política adotada pela maioria no mundo corporativo, há uma boa notícia para ser contada. Já dá para dizer que há algumas poucas organizações olhando para o futuro. Isso, além de ser um avanço, diz quem está à frente neste processo.

Até há pouco tempo, os RHs recebiam muitos atestados, pedidos de licenças ou afastamentos por problemas físicos, como ortopédicos, cardíacos e oncológicos. Atualmente, boa parte dos afastamentos é por transtornos mentais. E não é pouca coisa. Em 2023, foram 288.865, alta de 38%, conforme dados do Ministério da Previdência Social.

O que fazer com um colaborador que está afastado por depressão, por exemplo: entrar em contato, não entrar em contato? E na volta deste colaborador ao trabalho, como recebê-lo? Como tratá-lo? Ele poderá estar com receio de ser demitido após algum tempo? 

O melhor caminho nessas situações é o RH atuar com transparência e respeito. Ao saber que um funcionário está ou será afastado, por exemplo, o ideal é combinar o que ele prefere que se faça: perguntar como ele gostaria que sejam feitos os contatos: receber ligações ou mensagens; verificar que tipo de ajuda ele precisa, como a empresa poderá ajudá-lo. Enfim, mostrar empatia e que a empresa se importa com ele.

As organizações passaram a pedir consultorias especializadas e orientações sobre programas de saúde mental para colaboradores, o que mostra preocupação genuína em relação ao assunto.

O processo de conscientização em relação à importância do bem-estar dos funcionários está em fase inicial. Mas esta cultura já começa a ser vista nas empresas. O avanço para a implementação de políticas que promovam a saúde mental no ambiente corporativo é necessário. Quem não se mexer agora, vai ficar para trás. O espaço será preenchido por empresas que querem cuidar de gente. Afinal, quem não prefere trabalhar em um ambiente saudável e agradável?



 

*Rui Brandão é vice-presidente de Saúde Mental da Conexa. Médico, com mais de dez anos de experiência na área de Saúde, tem MBA em Business and Management pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em 2016, fundou o Zenklub – hoje, uma empresa Conexa –, após sua mãe sofrer um burnout. Desta forma, percebeu que assim poderia ajudar pessoas em uma escala maior do que conseguiria ao atender em clínicas ou hospitais

O cuidado com a saúde mental nas empresas vai aumentar

 


*Rui Brandão

Cuidar da saúde mental dos colaboradores sempre foi necessário, mas, de uns tempos para cá, tornou-se essencial para a sustentabilidade dos negócios das empresas e para o bem-estar das pessoas que nelas trabalham. Mudanças legislativas têm pressionado as organizações a buscarem caminhos que levem ao equilíbrio da saúde da mente.

Uma das mais recentes e importantes é a Portaria 1.999, de 27 de novembro de 2023, que atualiza a lista de doenças do trabalho de 182 para 347. Ela põe o burnout e abuso de drogas, por exemplo, ao lado da ansiedade e depressão como enfermidades que podem ser adquiridas em ambiente corporativo.

Outro exemplo para incentivar boas práticas corporativas é a criação de estímulos para instituições que incentivam o zelo à saúde mental dos colaboradores, por meio da Lei n° 14.831, sancionada em março deste ano. Ela prevê a concessão do Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental às organizações que geram mais bem-estar a seus funcionários. O reconhecimento a quem implementa ações para este fim torna o ambiente de trabalho mais saudável. Além disso, é o primeiro passo para colocar em xeque empresários que não se importam com isso.

Apesar de o pontapé inicial para a disseminação desta cultura de cuidar da mente das pessoas ter sido dado pelo poder legislativo, a preocupação com a saúde dos colaboradores ainda não é tão evidenciada como política corporativa quanto poderia.

Por isso, é possível afirmar que o ambiente dentro das organizações é, nos dias de hoje, pouco saudável. Este fato pode ser comprovado por meio de pesquisa da Conexa, ecossistema digital de saúde integral, realizada com gestores e profissionais de recursos humanos de 767 empresas do País no segundo semestre de 2023. Das 1.589 pessoas que participaram do levantamento, 83% afirmaram ter ocorrido afastamento em sua corporação por doenças mentais dos colaboradores naquele ano.

Segundo estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), também em 2023, elaborado para identificar como as empresas cuidam da saúde mental dos funcionários, 54% dos entrevistados admitiram ter sofrido com transtorno mental e 63% disseram que não receberam apoio da liderança para lidar com a doença.

Apesar de o cuidado com a saúde da mente dos trabalhadores não ser uma política adotada pela maioria no mundo corporativo, há uma boa notícia para ser contada. Já dá para dizer que há algumas poucas organizações olhando para o futuro. Isso, além de ser um avanço, diz quem está à frente neste processo.

Até há pouco tempo, os RHs recebiam muitos atestados, pedidos de licenças ou afastamentos por problemas físicos, como ortopédicos, cardíacos e oncológicos. Atualmente, boa parte dos afastamentos é por transtornos mentais. E não é pouca coisa. Em 2023, foram 288.865, alta de 38%, conforme dados do Ministério da Previdência Social.

O que fazer com um colaborador que está afastado por depressão, por exemplo: entrar em contato, não entrar em contato? E na volta deste colaborador ao trabalho, como recebê-lo? Como tratá-lo? Ele poderá estar com receio de ser demitido após algum tempo? 

O melhor caminho nessas situações é o RH atuar com transparência e respeito. Ao saber que um funcionário está ou será afastado, por exemplo, o ideal é combinar o que ele prefere que se faça: perguntar como ele gostaria que sejam feitos os contatos: receber ligações ou mensagens; verificar que tipo de ajuda ele precisa, como a empresa poderá ajudá-lo. Enfim, mostrar empatia e que a empresa se importa com ele.

As organizações passaram a pedir consultorias especializadas e orientações sobre programas de saúde mental para colaboradores, o que mostra preocupação genuína em relação ao assunto.

O processo de conscientização em relação à importância do bem-estar dos funcionários está em fase inicial. Mas esta cultura já começa a ser vista nas empresas. O avanço para a implementação de políticas que promovam a saúde mental no ambiente corporativo é necessário. Quem não se mexer agora, vai ficar para trás. O espaço será preenchido por empresas que querem cuidar de gente. Afinal, quem não prefere trabalhar em um ambiente saudável e agradável?



 

*Rui Brandão é vice-presidente de Saúde Mental da Conexa. Médico, com mais de dez anos de experiência na área de Saúde, tem MBA em Business and Management pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em 2016, fundou o Zenklub – hoje, uma empresa Conexa –, após sua mãe sofrer um burnout. Desta forma, percebeu que assim poderia ajudar pessoas em uma escala maior do que conseguiria ao atender em clínicas ou hospitais

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Exposição de grafite no Mercado Municipal apresenta universo Geek inspirado na Cidade de São Paulo

 A partir de 17 de janeiro, grafiteiros aprendizes das Fábricas de Cultura expõem seus trabalhos em comemoração ao aniversário da capital paulista.

Já imaginou como seriam os filmes geeks se tivessem ambientadas como cenário em São Paulo? A capital paulista, com sua energia única e diversidade, é o lugar perfeito para heróis, vilões e aventuras épicas.

Em comemoração ao aniversário da cidade, o Ministério da Cultura, a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, o Catavento Cultural e Educacional, por meio das Fábricas de Cultura, e o Mercado Municipal Paulistano têm o prazer de apresentar uma exposição de grafites inspirada no universo geek, com obras espalhadas por pontos emblemáticos da cidade.

Com a participação de 16 grafiteiros, a exposição traz inspirações como o Tron patrulhando a Avenida Paulista, ou uma história de ficção científica com um futuro imaginário ambientado nos arranha-céus e comunidades paulistanas. Personagens também exploram o folclore brasileiro em locais como o Parque Ibirapuera ou enfrentam vilões em pontos turísticos icônicos, como o Prédio Banespa e o Memorial da América Latina. Além disso, São Paulo se revela o centro de grandes eventos culturais, com espaços como a Estação da Luz e o MASP ganhando vida.

Com sua fusão de cultura, tecnologia e música, São Paulo se torna um cenário vibrante, onde qualquer história geek se transforma em uma experiência única e inesquecível. A exposição ficará aberta de 17 de janeiro a 06 de fevereiro, no Mercadão de São Paulo, com entrada gratuita.

Os talentosos grafiteiros e grafiteiras que compartilharam seus repertórios culturais por meio da arte foram: Tia Bob @jaqueline.tiabob - Vingadores ; Rocket @rocketribeiro89 - Godzilla; Hell @hell_liz - - King Kong; Mel Zabunov @ mel.zabunov -Senhor dos Anéis; Nino @ninografs1- Matrix; Kia @art.ana.kia - Mad Max; Melancia @robsonmelancia - Planeta dos Macacos; Plexus @_plexus1- Blade Runner; Afolego @afolego - De volta para o Futuro; Celeza @celezaramalho - Ghostbusters; Pandora @pandoraramos_ V de Vinganca; Dell @delgrafites - Blade Runner; Sow @ sow84 - Tron; Banguone @banguone - Harry Porter; Mandi @mandirodrigo - Star Wars; Ecoalaize @ecoalaize – The Warriors. 

 

Serviço

Evento: Mostra: Universo Geek inspirado na Cidade de São Paulo

Data: de 17 de janeiro a 5 de fevereiro

Horário: das 6 às 18 horas (seg a sáb) 6h-16h (domingos e feriados)

Local: Mercado Municipal de São Paulo, mezanino, entrada do salão de eventos

 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Embrapa Pecuária Sul apresenta pesquisas na 17ª Agrovino

 

Foto: Fernando Goss

A Embrapa Pecuária Sul participa da 17ª Agrovino, que será realizada entre os dias 15 e 18 de janeiro, na Associação Rural de Bagé (RS). No evento, que é uma das maiores feiras voltadas para a ovinocultura na região, a Embrapa vai apresentar projetos de pesquisas, soluções tecnológicas, além de atender o público presente com informações sobre o setor.

Uma das pesquisas que serão apresentadas é a da seleção assistida para ovinos. O projeto prevê a utilização de carneiros melhoradores, que fazem parte do plantel da Embrapa, em rebanhos comerciais. Esses reprodutores estão sendo melhorados com genes de prolificidade, de melhor acabamento da carcaça, de queda da lã naturalmente e maior resistência à verminose. Segundo o pesquisador Carlos Hoff de Souza, a próxima fase do projeto é buscar produtores parceiros para a utilização dessas características genéticas em rebanhos comerciais.

Outra pesquisa que está em desenvolvimento na Embrapa visa a utilização de lã grossa de ovinos na produção de agromantas, realizada em parceria com a Paramount Têxteis e a Cooperativa de Lãs Tejupá. Segundo a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul Magda Benavides, o objetivo é a produção de um insumo para ser empregado na proteção de mudas de árvores frutíferas, utilizando a lã que hoje tem pouco valor comercial. Magda também vai apresentar na feira recomendações para o controle de verminose em ovinos.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Exercício digital: como utilizar as telas para incentivar atividades físicas durante as férias escolares?

 

Por Kelly Soares Rosa

 

Frequentemente associadas ao sedentarismo, as telas, quando usadas de forma inteligente e equilibrada, também podem ser aliadas na promoção de atividades físicas. Durante as férias, quando o tempo de tela entre crianças e adolescentes tende a aumentar, aplicativos para treinos em casa ou jogos de dança e esportes virtuais são ferramentas que podem incentivar a movimentação, ajudando a manter os jovens ativos enquanto aproveitam a tecnologia.

 

Embora o uso excessivo de telas possa impactar negativamente o desenvolvimento infantil, a chave está em limitar o tempo de tela e direcioná-lo para atividades produtivas que permitem alinhar a tecnologia com a prática de atividades físicas, mantendo o corpo ativo e a mente equilibrada. Alguns dos exemplos mais populares são Pokémon GO, Just Dance e os jogos de boxe e UFC para Wii e Kinect. Atualmente, também existem aplicativos como o Sworkit Kids, que estimula os exercícios de forma lúdica e interativa, mas sem exigir equipamentos específicos, tornando a prática de atividades físicas mais acessível.

 

O mercado de fitness digital, que inclui aplicativos e dispositivos vestíveis, já movimenta milhões de dólares globalmente. Segundo dados da Business Research Insights, o mercado global de fitness digital deve atingir US$ 44 milhões até 2031. No Brasil, o cenário segue a mesma tendência, com o aumento no uso de aplicativos de exercícios físicos e saúde.

 

Vida ativa com tecnologia

 

As redes sociais também desempenham um papel importante na promoção de um estilo de vida mais ativo durante as férias. Muitos perfis já compartilham dicas, opções de locais, atividades e eventos esportivos para aproveitar o tempo durante o período de recesso. Também é possível encontrar informações completas sobre colônias de férias e acampamentos voltados para a iniciação esportiva, que influenciam positivamente na escolha de atividades longe das telas.

 

Mesmo com o aumento no consumo de conteúdo digital, é essencial que o tempo de tela seja equilibrado com atividades físicas ao ar livre e jogos recreativos. Uma das estratégias para manter os jovens engajados na prática de exercícios é a gamificação, que pode combinar desafios interativos e colaborações para tornar a atividade física mais prazerosa e educativa, estimulando o desenvolvimento motor e promovendo o engajamento de maneira positiva. No entanto, a gamificação deve ser usada com moderação, de forma a evitar que o foco seja apenas nas recompensas como pontos e prêmios ao invés dos benefícios à saúde e ao bem-estar.

 

O papel dos pais e das escolas

 

Para os pais, incentivar o uso positivo das telas durante as férias pode ser uma tarefa desafiadora, mas com certeza não é impossível. Algumas sugestões incluem estabelecer rotinas e horários para o uso dessas tecnologias, selecionar conteúdos de qualidade e propor a participação em atividades físicas ou lúdicas ao lado dos filhos. Além disso, é importante definir metas de curto e longo prazo por meio de desafios, que podem incluir recompensas ou não. Assim, é possível estimular os estudantes a manterem uma rotina de prática de atividades físicas sem excluir o acesso às telas.

 

As escolas, por sua vez, também podem desenvolver iniciativas para integrar o uso de telas e a promoção de atividades físicas. Alguns exemplos são projetos interdisciplinares com a finalidade de propagar a importância do exercício físico, como plataformas onde os estudantes possam acessar vídeos de exercícios, dicas de saúde e de nutrição e até mesmo planos de atividades que possam realizar em casa ou em grupo.

Utilizar as telas de forma consciente e equilibrada, portanto, permite incentivar um estilo de vida ativo mesmo durante o período de férias, proporcionando saúde e bem-estar de maneira divertida.

 


 


Kelly Soares Rosa é Coordenadora de Ed. Física da unidade do Rio de Janeiro da Rede de Colégios Santa Marcelina, instituição que alia tradição à uma proposta educacional sociointeracionista e alinhada às principais tendências do mercado de educação.

Open to work: especialista em mercado de trabalho dá dicas de como tornar o LinkedIn atraente

 

Estratégias vão desde a escolha de foto profissional ao uso de palavras-chave eficazes para a criação de um perfil de destaque



Na busca para se posicionar profissionalmente, muitos profissionais ainda cometem erros ao publicar no LinkedIn ou mantêm perfis pouco atraentes. Juliana Nóbrega, professora de Marketing do Centro Universitário de Brasília (CEUB) e especialista em mercado de trabalho, ensina como transformar a plataforma em uma ferramenta estratégica para alcançar o emprego desejado, aumentando a visibilidade para atrair recrutadores e evitando deslizes.
 
Confira as dicas práticas: 
 
1. Elementos para um perfil de LinkedIn atraente e competitivo
JN: Uma boa foto de perfil é fundamental, pois facilita que as pessoas te identifiquem e reconheçam com facilidade. Escolha uma foto com fundo liso e neutro, que contraste com o rosto, tornando o avatar de fácil visualização. Outro ponto importante é a descrição do perfil, que aparece abaixo do nome. Use palavras-chave que representem seu momento profissional ou área de atuação, orientando o algoritmo a conectar seu perfil às pessoas certas. Uma imagem de capa personalizada também agrega profissionalismo e pode ser usada para destacar informações sobre você, como contatos, valores ou crenças.
 
2. Destacar conquistas e experiências profissionais
JN: Seja honesto. Evite “autoadejetivações” para não soar piegas. Se for compartilhar uma nova certificação, escreva um pequeno parágrafo apresentando as competências e aprendizados adquiridos. Ao receber uma promoção, descreva brevemente o trabalho que pretende realizar. Essa abordagem foca no futuro e desperta a curiosidade das pessoas para o seu novo momento.
 
3. Conteúdos que atraem recrutadores e fortalecem marca pessoal
JN: Combine postagens sobre seus feitos no trabalho com a produção de conteúdos relevantes, tornando sua interação com a rede mais dinâmica. Escreva artigos e compartilhe reflexões sobre temas em alta na sua área, intercalando com publicações sobre realizações profissionais. Isso cria coerência entre seu discurso e seus resultados. Sobre o conteúdo, a dica de ouro é estruturar o parágrafo em três partes: o que você fez, o que aprendeu e o que conquistou. 
 
4. Como potencializar o algoritmo do LinkedIn
JN: O algoritmo do LinkedIn é rápido e ajustável. Usar palavras-chave na descrição do perfil e nas experiências ajuda o sistema a alinhar seu perfil com vagas compatíveis. Se perceber que os resultados não estão adequados, experimente alterar palavras-chave e temas, que variam conforme a área. Pesquise os temas mais relevantes na sua área de interesse e insira essas palavras nos seus posts para ganhar relevância. O LinkedIn também disponibiliza hashtags em alta, que podem ajudar a produzir conteúdos atuais e atrativos.
 
5. Interagindo em publicações de outras pessoas
JN: Você não precisa criar conteúdos autorais todos os dias, mas interagir regularmente é uma forma eficaz de manter seu perfil ativo. Suas interações também aparecem no feed da sua rede, ampliando sua visibilidade. Priorize curtir e comentar conteúdos que sejam interessantes para sua rede, garantindo uma boa curadoria. Lembre-se de que o LinkedIn é uma rede profissional e o foco deve ser sempre o trabalho.
 
6. Conexões ideiais para a vaga de trabalho dos sonhos
JN: Priorize profissionais e criadores de conteúdo da sua área. Além disso, conecte-se com profissionais de RH das empresas que te interessam, pois muitas oportunidades vêm diretamente deles. Siga as empresas de interesse e ative notificações de vagas para não perder oportunidades. Apesar de o processo de candidatura ser cansativo, não desista. Continue se dedicando e fazendo sua parte, com persistência, a oportunidade certa chegará!
 
7. Não afaste os recrutadores
JN: Cada caso é único, mas alguns fatores podem afastar recrutadores, como a mistura de conteúdos pessoais com profissionais. Evite publicações com cunho político, racista ou machista, pois podem prejudicar sua imagem.

Open to work: especialista em mercado de trabalho dá dicas de como tornar o LinkedIn atraente

 

Estratégias vão desde a escolha de foto profissional ao uso de palavras-chave eficazes para a criação de um perfil de destaque



Na busca para se posicionar profissionalmente, muitos profissionais ainda cometem erros ao publicar no LinkedIn ou mantêm perfis pouco atraentes. Juliana Nóbrega, professora de Marketing do Centro Universitário de Brasília (CEUB) e especialista em mercado de trabalho, ensina como transformar a plataforma em uma ferramenta estratégica para alcançar o emprego desejado, aumentando a visibilidade para atrair recrutadores e evitando deslizes.
 
Confira as dicas práticas: 
 
1. Elementos para um perfil de LinkedIn atraente e competitivo
JN: Uma boa foto de perfil é fundamental, pois facilita que as pessoas te identifiquem e reconheçam com facilidade. Escolha uma foto com fundo liso e neutro, que contraste com o rosto, tornando o avatar de fácil visualização. Outro ponto importante é a descrição do perfil, que aparece abaixo do nome. Use palavras-chave que representem seu momento profissional ou área de atuação, orientando o algoritmo a conectar seu perfil às pessoas certas. Uma imagem de capa personalizada também agrega profissionalismo e pode ser usada para destacar informações sobre você, como contatos, valores ou crenças.
 
2. Destacar conquistas e experiências profissionais
JN: Seja honesto. Evite “autoadejetivações” para não soar piegas. Se for compartilhar uma nova certificação, escreva um pequeno parágrafo apresentando as competências e aprendizados adquiridos. Ao receber uma promoção, descreva brevemente o trabalho que pretende realizar. Essa abordagem foca no futuro e desperta a curiosidade das pessoas para o seu novo momento.
 
3. Conteúdos que atraem recrutadores e fortalecem marca pessoal
JN: Combine postagens sobre seus feitos no trabalho com a produção de conteúdos relevantes, tornando sua interação com a rede mais dinâmica. Escreva artigos e compartilhe reflexões sobre temas em alta na sua área, intercalando com publicações sobre realizações profissionais. Isso cria coerência entre seu discurso e seus resultados. Sobre o conteúdo, a dica de ouro é estruturar o parágrafo em três partes: o que você fez, o que aprendeu e o que conquistou. 
 
4. Como potencializar o algoritmo do LinkedIn
JN: O algoritmo do LinkedIn é rápido e ajustável. Usar palavras-chave na descrição do perfil e nas experiências ajuda o sistema a alinhar seu perfil com vagas compatíveis. Se perceber que os resultados não estão adequados, experimente alterar palavras-chave e temas, que variam conforme a área. Pesquise os temas mais relevantes na sua área de interesse e insira essas palavras nos seus posts para ganhar relevância. O LinkedIn também disponibiliza hashtags em alta, que podem ajudar a produzir conteúdos atuais e atrativos.
 
5. Interagindo em publicações de outras pessoas
JN: Você não precisa criar conteúdos autorais todos os dias, mas interagir regularmente é uma forma eficaz de manter seu perfil ativo. Suas interações também aparecem no feed da sua rede, ampliando sua visibilidade. Priorize curtir e comentar conteúdos que sejam interessantes para sua rede, garantindo uma boa curadoria. Lembre-se de que o LinkedIn é uma rede profissional e o foco deve ser sempre o trabalho.
 
6. Conexões ideiais para a vaga de trabalho dos sonhos
JN: Priorize profissionais e criadores de conteúdo da sua área. Além disso, conecte-se com profissionais de RH das empresas que te interessam, pois muitas oportunidades vêm diretamente deles. Siga as empresas de interesse e ative notificações de vagas para não perder oportunidades. Apesar de o processo de candidatura ser cansativo, não desista. Continue se dedicando e fazendo sua parte, com persistência, a oportunidade certa chegará!
 
7. Não afaste os recrutadores
JN: Cada caso é único, mas alguns fatores podem afastar recrutadores, como a mistura de conteúdos pessoais com profissionais. Evite publicações com cunho político, racista ou machista, pois podem prejudicar sua imagem.

Propaganda eleitoral: cartilha mostra o que pode e o que não pode na campanha 2026

  Guia do TRE-SP sobre permissões e proibições da publicidade pode ser consultado pela internet   A campanha eleitoral, período em que candi...