quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Atletas têm melhor situação financeira após carreira

Cacilda Luna, da Assessoria de Imprensa da FEA

Algumas carreiras são mais dinâmicas e têm ciclos curtos, como a dos esportistas de alto rendimento. Em determinado momento, apesar de jovens, eles são obrigados a se aposentar precocemente e pensar em outro meio de subsistência. Essa transição dos ex-atletas, alguns deles consagrados medalhistas olímpicos, para a nova realidade profissional foi objeto da tese de doutorado de Lina Eiko Nakata, defendida recentemente na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP. O objetivo do trabalho foi identificar e analisar os fatores que influenciam o processo de transição no encerramento da carreira esportiva. Os ex-atletas relataram uma melhor situação financeira pós-carreira esportiva e também se mostraram satisfeitos com os dois momentos de sua vida profissional.


Transição de carreira para maioria dos atletas entrevistados foi bem realizada
Com o título A transição de carreira do ex-atleta de alto rendimento, o estudo foi orientado pela professora Tania Casado, do programa de pós-graduação em Administração. Teorias de carreira esportiva são pouco estudadas na academia e há pouca ou nenhuma preparação para que esse profissional continue trabalhando após sua aposentadoria. Segundo Lina Nakata, as contribuições deste trabalho foram direcionadas aos atletas, às organizações esportivas, às universidades, aos pesquisadores da área de administração e aos gestores de políticas públicas.

Lina entrevistou 13 ex-atletas de modalidades individuais, dos quais 10 disputaram Jogos Olímpicos e seis tornaram-se medalhistas. Os entrevistados tinham entre 32 e 47 anos e vieram de modalidades como atletismo, natação, tênis, tênis de mesa, canoagem e esgrima. Todos encerraram suas carreiras nos últimos 10 anos. O mais jovem se aposentou aos 27 anos e o mais velho, com 44 anos.
Apesar dos desafios enfrentados pelos atletas serem complexos quando deixam suas práticas de alto desempenho para terem uma nova atuação profissional, os resultados da pesquisa mostraram que as transições de carreira para a maioria dos esportistas entrevistados foram bem realizadas, independente de terem continuado ou não no contexto esportivo. Um dado que surpreendeu a pesquisadora foi o fato dos ex-atletas relatarem uma melhor situação financeira pós-carreira esportiva e também de terem se mostrado satisfeitos com os dois momentos de sua vida profissional.


Aposentadoria
Em relação à tomada de decisão para a aposentadoria, 10 entrevistados declararam que ela foi voluntária, dois afirmaram que foi involuntária e um ainda está fase de transição. A pesquisadora ressaltou que, de um modo geral, quatro causas motivam a aposentadoria na carreira de um atleta de alto desempenho: lesão, idade, não seleção e livre escolha. A livre escolha foi a causa mais citada por sete dos respondentes. Também são citados na literatura, de acordo com Lina, o desejo da mudança e outros interesses pessoais, como constituir família.
Em alguns casos, as lesões costumam ser, isoladamente ou não, motivo para o término da carreira esportiva. Ao analisarem sua trajetória esportiva, apenas três apontaram a lesão como o único motivo para a aposentadoria. Entretanto, sete mencionaram a lesão como um ponto marcante na carreira, pois afetou de forma negativa sua performance. “De uma forma geral, eles mostraram que as lesões geram traumas e certo medo, além de serem razões importantes que apontam para a aposentadoria”, afirma a pesquisadora.

Para cinco dos entrevistados, a preocupação com a aposentadoria esteve ausente na maior parte da carreira. No entanto, segundo a pesquisadora, existem dois fatores que acendem o sinal de alerta para o esportista e nesse momento ele se dá conta de que a carreira tem dias contados: à medida que seu rendimento cai, e quando ele percebe que atletas mais jovens estão chegando, aumentando o risco de concorrência.

Lina Nakata destaca, ainda, que foi relevante verificar a importância de se manter uma rede de relacionamentos forte a fim de que a transição para a aposentadoria seja positiva e para que o processo se inicie já na própria carreira atlética. O apoio, formal ou informal, segundo ela, pode trazer resultados mais positivos, entre eles a satisfação do esportista, perspectivas, resultados na nova carreira e confiança do ex-atleta.
Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Como um Coach pode ajudar os jovens na etapa pré-vestibular


por Vivian Rio Stella*


Direito, Engenharia, Medicina. Quando o estudante em fase pré-vestibular menciona que fará ou pensa em fazer um desses cursos, os pais, geralmente, se enchem de orgulho. Por mais que saibam que passar nesses vestibulares será tarefa árdua, dada a grande concorrência, que as mensalidades em faculdades particulares desses cursos são altíssimas e que qualquer carreira exige muita dedicação, escolher uma profissão com certo prestígio social tranquiliza os pais e, até mesmo, os filhos.

Mas e se o estudante quer cursar Cinema, Física, História, Letras? Ou se ele está no terceiro ano do ensino médio e ainda não sabe ao certo que curso prestar no vestibular? Há, claro, pais que apoiariam a escolha por carreiras menos prestigiadas socialmente (que podem trazer igual ou maior sucesso que as demais), mas não é incomum, nesse cenário, os pais darem conselhos, orientarem a fazer (mais) um ano de cursinho "para pensar melhor" ou recorrerem a testes vocacionais. Recentemente, ouvi uma mãe, aflita com o fato de o filho querer fazer Artes, dizer, orgulhosa, que havia o aconselhado a cursar Marketing, porque há mais oportunidades no mercado de trabalho. Logo me perguntei: será que ela se perguntou se ele quer atuar no "mercado de trabalho" tal como ela o concebe? Será que esse aconselhamento realmente levou em consideração os talentos do filho ou as expectativas e os valores da mãe?


O que se percebe é que os pais, ao tentar minimizar possíveis fracassos e ajudar os filhos a ter sucesso, muitas vezes rápido, não olham para os próprios filhos, mas sim para si mesmos. E não fazem isso por mal, claro que não, é por amor e zelo. Mas é preciso atentar-se para o fato de que, quando damos um conselho ou uma orientação para alguém, revelamos mais sobre nós mesmos (nossas crenças, anseios, expectativas, valores) do que sobre o outro. Outro ponto de atenção é lembrar de seu próprio cotidiano profissional, repleto de altos e baixos, o que significa que evitar que os filhos passem por dificuldades nesse momento de escolha não os livrará de enfrentar problemas na carreira.
Além disso, existem inúmeras carreiras novas e promissoras, especialmente às ligadas às redes sociais e à tecnologia (mas não só), que não dependem de uma graduação específica ou que não tem (ainda) status social. Por desconhecimento ou conservadorismo, muitos pais tendem a ver essas profissões com certo ceticismo e desconfiança, mas pode ser justamente em uma carreira diferenciada que seu filho pode se destacar e ser bem-sucedido. Cabe destacar também que, não raro, o curso de graduação não determina de forma contundente e definitiva uma carreira, basta ver as inúmeras histórias, por exemplo, de advogados que se tornaram donos de restaurante ou professores universitários. Em outras palavras, nada é definitivo quando se trata de carreira, por que seria o curso de graduação, a primeiríssima etapa dessa longa trajetória?


Diante desse cenários em que se misturam ansiedade, expectativa, sucesso e fracasso dos dois lados, o papel do Coach parece ser cada vez mais necessário, pois ele usa habilidades fundamentais para estabelecer a interação e a conexão com o jovem (seu Coachee): fazer perguntas poderosas, saber ouvir, estimular a autoaprendizagem e o autoconhecimento, traçar objetivos mensuráveis e atingíveis. E com um diferencial importante para o sucesso do processo de Coaching: sem julgamentos.
A imparcialidade que o Coach tem em seu trabalho é o que muitas vezes os pais não conseguem ter nesse momento de decisão do filho, decorrente do forte (e natural) laço afetivo-amoroso entre pais e filhos. Além disso, pelo distanciamento afetivo e pelo profissionalismo, o Coach é capaz de propor reflexões e lidar com respostas decorrentes de perguntas como: Com base em que você escolheu este curso? Qual a razão de sua incerteza? Quem você acha que está julgando a sua escolha por esse curso? Você quer dar a essa(s) pessoa esse poder? Como você imagina que será seu dia a dia ao atuar nessa profissão?


Por isso, ajudar realmente um estudante nessa fase pré-vestibular não é lhe dar conselhos, opiniões e direcionamentos ou fazê-lo passar por um teste vocacional. É preciso estimular a reflexão e o autoconhecimento, ouvir mais e evitar os julgamentos. São práticas aparentemente rotineiras, mas, na prática, muito desafiadoras, especialmente quando se trata da relação entre pais e filhos. Um profissional capacitado, portanto, pode ser útil nessa fase. A relação familiar será menos desgastada e conflituosa e os frutos do aprendizado do jovem no processo de Coaching serão colhidos não apenas nessa primeira escolha profissional, mas nas muitas outras que virão.

Vívian Rio Stella é professora, pesquisadora e sócia-fundadora da VRS Cursos, Palestras e Coaching. A especialista é graduada, doutora e pós-doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-doutoranda do grupo Atelier Linguagem e Trabalho, da PUC-SP.



Como um Coach pode ajudar os jovens na etapa pré-vestibular


por Vivian Rio Stella*


Direito, Engenharia, Medicina. Quando o estudante em fase pré-vestibular menciona que fará ou pensa em fazer um desses cursos, os pais, geralmente, se enchem de orgulho. Por mais que saibam que passar nesses vestibulares será tarefa árdua, dada a grande concorrência, que as mensalidades em faculdades particulares desses cursos são altíssimas e que qualquer carreira exige muita dedicação, escolher uma profissão com certo prestígio social tranquiliza os pais e, até mesmo, os filhos.

Mas e se o estudante quer cursar Cinema, Física, História, Letras? Ou se ele está no terceiro ano do ensino médio e ainda não sabe ao certo que curso prestar no vestibular? Há, claro, pais que apoiariam a escolha por carreiras menos prestigiadas socialmente (que podem trazer igual ou maior sucesso que as demais), mas não é incomum, nesse cenário, os pais darem conselhos, orientarem a fazer (mais) um ano de cursinho "para pensar melhor" ou recorrerem a testes vocacionais. Recentemente, ouvi uma mãe, aflita com o fato de o filho querer fazer Artes, dizer, orgulhosa, que havia o aconselhado a cursar Marketing, porque há mais oportunidades no mercado de trabalho. Logo me perguntei: será que ela se perguntou se ele quer atuar no "mercado de trabalho" tal como ela o concebe? Será que esse aconselhamento realmente levou em consideração os talentos do filho ou as expectativas e os valores da mãe?


O que se percebe é que os pais, ao tentar minimizar possíveis fracassos e ajudar os filhos a ter sucesso, muitas vezes rápido, não olham para os próprios filhos, mas sim para si mesmos. E não fazem isso por mal, claro que não, é por amor e zelo. Mas é preciso atentar-se para o fato de que, quando damos um conselho ou uma orientação para alguém, revelamos mais sobre nós mesmos (nossas crenças, anseios, expectativas, valores) do que sobre o outro. Outro ponto de atenção é lembrar de seu próprio cotidiano profissional, repleto de altos e baixos, o que significa que evitar que os filhos passem por dificuldades nesse momento de escolha não os livrará de enfrentar problemas na carreira.
Além disso, existem inúmeras carreiras novas e promissoras, especialmente às ligadas às redes sociais e à tecnologia (mas não só), que não dependem de uma graduação específica ou que não tem (ainda) status social. Por desconhecimento ou conservadorismo, muitos pais tendem a ver essas profissões com certo ceticismo e desconfiança, mas pode ser justamente em uma carreira diferenciada que seu filho pode se destacar e ser bem-sucedido. Cabe destacar também que, não raro, o curso de graduação não determina de forma contundente e definitiva uma carreira, basta ver as inúmeras histórias, por exemplo, de advogados que se tornaram donos de restaurante ou professores universitários. Em outras palavras, nada é definitivo quando se trata de carreira, por que seria o curso de graduação, a primeiríssima etapa dessa longa trajetória?


Diante desse cenários em que se misturam ansiedade, expectativa, sucesso e fracasso dos dois lados, o papel do Coach parece ser cada vez mais necessário, pois ele usa habilidades fundamentais para estabelecer a interação e a conexão com o jovem (seu Coachee): fazer perguntas poderosas, saber ouvir, estimular a autoaprendizagem e o autoconhecimento, traçar objetivos mensuráveis e atingíveis. E com um diferencial importante para o sucesso do processo de Coaching: sem julgamentos.
A imparcialidade que o Coach tem em seu trabalho é o que muitas vezes os pais não conseguem ter nesse momento de decisão do filho, decorrente do forte (e natural) laço afetivo-amoroso entre pais e filhos. Além disso, pelo distanciamento afetivo e pelo profissionalismo, o Coach é capaz de propor reflexões e lidar com respostas decorrentes de perguntas como: Com base em que você escolheu este curso? Qual a razão de sua incerteza? Quem você acha que está julgando a sua escolha por esse curso? Você quer dar a essa(s) pessoa esse poder? Como você imagina que será seu dia a dia ao atuar nessa profissão?


Por isso, ajudar realmente um estudante nessa fase pré-vestibular não é lhe dar conselhos, opiniões e direcionamentos ou fazê-lo passar por um teste vocacional. É preciso estimular a reflexão e o autoconhecimento, ouvir mais e evitar os julgamentos. São práticas aparentemente rotineiras, mas, na prática, muito desafiadoras, especialmente quando se trata da relação entre pais e filhos. Um profissional capacitado, portanto, pode ser útil nessa fase. A relação familiar será menos desgastada e conflituosa e os frutos do aprendizado do jovem no processo de Coaching serão colhidos não apenas nessa primeira escolha profissional, mas nas muitas outras que virão.

Vívian Rio Stella é professora, pesquisadora e sócia-fundadora da VRS Cursos, Palestras e Coaching. A especialista é graduada, doutora e pós-doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-doutoranda do grupo Atelier Linguagem e Trabalho, da PUC-SP.



O efeito dos pensamentos em nossa vida



Como ter uma boa autoestima e confiança reflete em todos os outros aspectos da nossa vida.

Que os pensamentos negativos atraem coisas negativas – e que os positivos atraem coisas positivas – não é novidade para ninguém. Mas como fazer com que coisas boas aconteçam efetivamente para você?
 
Michel Soares, especialista em oratória, comenta sobre a ligação que o dom de falar em público e a positividade trazem para a vida de qualquer um. “Saber se expressar publicamente representa uma boa autoestima e confiança, e essas são características primárias e necessárias para atrair acontecimentos positivos na vida de qualquer pessoa”, explica.

Quando mais a pessoa se critica e coloca-se para baixo, menos coragem terá para enfrentar os obstáculos do dia-a-dia, ou pior, encontrará obstáculos em tudo. “As vezes questões que podem ser facilmente resolvidas são encaradas como um problema por essas pessoas, que enxergam negatividade em tudo”, comenta Soares.

Para acabar com esse problema é preciso se perguntar, antes de tudo, se você deseja mudar. Se a partir de agora você escolherá pensamentos positivos e realizadores, se está disposto a inovar. “Pode não parecer, mas um treinamento de oratória não é só isso. Por meio das nossas aulas auxiliamos a pessoa a conquistar um grau de autoconfiança que nem ela mesmo acreditava existir dentro de si – e esse é um passo importante para atrais coisas positivas para a sua vida”, diz Soares.


Trabalhando há mais de cinco anos nessa área, o especialista percebe a progressiva mudança que as pessoas sofrem em suas vidas quando passam a acreditar mais em si mesmas. “Vivemos uma só vez e essa é a nossa chance de expressar as nossas vontades, desejos e conquistar o que tanto almejamos – e, acredite, muito disso é alcançado por meio da oratória. Canso de ver profissionais extremamente capazes sendo deixados para traz por conta de não saberem verbalizar suas ideias. Vamos acabar com isso”, sugere Soares.
Ninguém chega a lugar nenhum se autocriticando e depreciando. “As pessoas precisam entender que se elas chegaram a algum lugar é porque fizeram por merecer. Se foram convidadas para ministrar uma palestra para mil pessoas, por exemplo, é porque seu trabalho é bem feito e está sendo reconhecido. Use essa chance e tire o maior proveito que conseguir daquilo que plantou. Expresse-se bem, confie em si mesmo e, se precisar, conte com a ajuda de um profissional para auxiliar na boa apresentação, que lhe dê dicas importantes e ajude a transformar o fato de falar em público em algo bom e até prazeroso – acredite, é possível”, conclui Soares.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A redução da maioridade penal é necessária

Por Mônica Mantelli

Adolescentes de 16 anos possuem o direito do voto, mas não podem ser condenados por atos criminosos. A impunidade, não só dos menores de 18 anos, é a grande característica da criminalidade no Brasil. Famílias inteiras são destruídas por menores infratores. Com vistas à impunidade, praticam todos os tipos de crimes, com grande participação nos hediondos. Até que ponto esses menores devem ter um tratamento diferenciado em relação aos demais criminosos?

Na legislação vigente atualmente, os menores de 18 anos são inimputáveis. Isso quer dizer que são considerados incapazes para responder pelos seus atos. Ao cometer um crime, o adolescente não pode ser preso, processado, condenado e cumprir pena em presídios, mas pode ser conduzido a cumprir medidas socioeducativas, inclusive com internação internado em estabelecimentos educacionais voltados para a sua reinserção social. É isso que consta na Constituição Federal (artigo 228) e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

É inadmissível ver menores cometendo crimes como latrocínios e homicídios. Os jovens não podem ser isentos das responsabilidades pelos seus atos, uma vez que ele possui total discernimento para assumir a autoria dos delitos praticados junto com maiores criminosos como liderar quadrilhas, planejar assaltos e, na hora da abordagem, lembrar perfeitamente de informar à autoridade policial que é menor de 18 anos, ao ficar , dessa forma, impune, independentemente do crime cometido. Isso faz com que os menores sejam instrumentos para a prática de crimes nas mãos dos maiores. A impunidade é a motivação maior para que isso aconteça.

Os adolescentes infratores têm plena consciência de que fazem atos errados  e que causam o mal às vítimas. Estão cada vez mais audazes, exatamente porque sabe que nada acontecerá com ele. Mas já que pensam e agem como adultos, devem  responder como tais.

Ressalta-se aqui que não é a miséria a causadora dos crimes. A quase totalidade dos adolescentes possuem casa e família. Cometem crimes visando a obtenção de moral junto aos maiores infratores, à participação na quadrilha e o consumo. É a desvalorização da ética no desvio de personalidade objetivando “levar vantagem” e ostentação, tão cantada nos últimos tempos.

É muito claro que a redução da maioridade penal não eliminaria o problema dos crimes cometidos por menores, mas implicaria na redução e melhoria dos índices criminais. A alteração na lei não traz soluções por si só. Políticas públicas eficientes destinadas aos jovens, com intensidade na educação, trarão resultados muito mais efetivos ao nosso país.

*Mônica Mantelli é advogada do escritório Domingos Mantelli Filho.

Resgatar o relacionamento com a clientela para reduzir inadimplência



* Por Celso Amâncio

Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e pelo SPC Brasil, divulgada no início de setembro, mostra que de cada dez consumidores inadimplentes, oito pertencem às classes C e D, que foram assimilados pelo mercado de consumo no Brasil, nos últimos anos.

A pesquisa mostrou ainda que de cada cem consumidores inadimplentes, 45 afirmaram não ter condições de pagar suas dívidas nos próximos 90 dias. Alegam que os valores estão muito além das suas posses, já que o total das dívidas, apuradas pelo levantamento, equivale a duas ou três vezes a renda da família.

O que fazer?

Não dá mais tempo para reeducar financeiramente os atuais consumidores. As dívidas estão lá. E os juros estão correndo de maneira acelerada, especialmente nas faturas não pagas do Cartão de Crédito.

É impensável, também, restringir ainda mais as compras por crédito, com o risco de acelerar, ainda mais, os dados sombrios da economia que começam a aparecer aqui e ali, com queda nas contratações, com indicadores de inflação acima da meta, com setores da população restringindo, por iniciativa própria, o consumo.

Acreditamos que é hora de voltar para o básico e reestabelecer o diálogo e as renegociações entre lojistas, redes de lojas, financeiras e os clientes (inadimplentes ou não).

O grande problema no resgate do relacionamento com a clientela é que os profissionais que aprovaram o crediário que hoje se confirma inadimplente, mais os responsáveis pela venda (lojistas, atendentes,  etc) perderam com o tempo o contato humano com a freguesia, no momento em que acontece uma “metamorfose” continuada dessa clientela.

Restabelecer o diálogo requer uma mudança de postura dos gestores das grandes redes, em combinação com as financeiras e operadoras de cartões de crédito.

O diálogo entre as partes (consumidores e lojistas) requer muito mais que boas intenções. Exige treinamento imediato, mudança de postura e coragem para renegociar relacionamentos e o tratamento com os clientes, que continuarão essenciais para a sobrevivência do comércio e para a manutenção do ciclo virtuoso da economia.

Senão continuará a prevalecer o “diálogo de surdos” com os resultados perversos para todos, com alta da inadimplência e que ameaça o desempenho financeiro de lojas, lojistas e grandes redes nacionais. 


* Celso Amâncio, diretor da Agência Consumidor Popular  -- é especialista em concessão de crédito para o consumidor popular -- Foi diretor de crédito da Casas Bahia, de 1976 a 2005, durante a expansão da rede de 13 lojas para 500 lojas; 90% da expansão da rede foi garantida, nesse período, com a concessão do crédito e pela fiança emocional, desenvolvida por Celso Amâncio; desenvolveu a metodologia com a garantia da inadimplência sustentável; sua experiência como diretor de crédito da Casas Bahia foi aproveitada negociando a aprovação do Banco Carrefour pelo Banco Central do Brasil. No Banco Carrefour acumulou a presidência e o cargo C&O dos serviços financeiros no Brasil.

Resgatar o relacionamento com a clientela para reduzir inadimplência



* Por Celso Amâncio

Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e pelo SPC Brasil, divulgada no início de setembro, mostra que de cada dez consumidores inadimplentes, oito pertencem às classes C e D, que foram assimilados pelo mercado de consumo no Brasil, nos últimos anos.

A pesquisa mostrou ainda que de cada cem consumidores inadimplentes, 45 afirmaram não ter condições de pagar suas dívidas nos próximos 90 dias. Alegam que os valores estão muito além das suas posses, já que o total das dívidas, apuradas pelo levantamento, equivale a duas ou três vezes a renda da família.

O que fazer?

Não dá mais tempo para reeducar financeiramente os atuais consumidores. As dívidas estão lá. E os juros estão correndo de maneira acelerada, especialmente nas faturas não pagas do Cartão de Crédito.

É impensável, também, restringir ainda mais as compras por crédito, com o risco de acelerar, ainda mais, os dados sombrios da economia que começam a aparecer aqui e ali, com queda nas contratações, com indicadores de inflação acima da meta, com setores da população restringindo, por iniciativa própria, o consumo.

Acreditamos que é hora de voltar para o básico e reestabelecer o diálogo e as renegociações entre lojistas, redes de lojas, financeiras e os clientes (inadimplentes ou não).

O grande problema no resgate do relacionamento com a clientela é que os profissionais que aprovaram o crediário que hoje se confirma inadimplente, mais os responsáveis pela venda (lojistas, atendentes,  etc) perderam com o tempo o contato humano com a freguesia, no momento em que acontece uma “metamorfose” continuada dessa clientela.

Restabelecer o diálogo requer uma mudança de postura dos gestores das grandes redes, em combinação com as financeiras e operadoras de cartões de crédito.

O diálogo entre as partes (consumidores e lojistas) requer muito mais que boas intenções. Exige treinamento imediato, mudança de postura e coragem para renegociar relacionamentos e o tratamento com os clientes, que continuarão essenciais para a sobrevivência do comércio e para a manutenção do ciclo virtuoso da economia.

Senão continuará a prevalecer o “diálogo de surdos” com os resultados perversos para todos, com alta da inadimplência e que ameaça o desempenho financeiro de lojas, lojistas e grandes redes nacionais. 


* Celso Amâncio, diretor da Agência Consumidor Popular  -- é especialista em concessão de crédito para o consumidor popular -- Foi diretor de crédito da Casas Bahia, de 1976 a 2005, durante a expansão da rede de 13 lojas para 500 lojas; 90% da expansão da rede foi garantida, nesse período, com a concessão do crédito e pela fiança emocional, desenvolvida por Celso Amâncio; desenvolveu a metodologia com a garantia da inadimplência sustentável; sua experiência como diretor de crédito da Casas Bahia foi aproveitada negociando a aprovação do Banco Carrefour pelo Banco Central do Brasil. No Banco Carrefour acumulou a presidência e o cargo C&O dos serviços financeiros no Brasil.

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