quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Artigo - Cinco dicas para não cair na “deprê” de fim de ano

 


 

 por Adriano Gonçalves

"Não consegui emagrecer os 5kg que tinha como meta no início do ano." "Não passei no mestrado, fiz toda papelada, segui à risca a ABNT, mas, mesmo assim, não rolou." "Terminei um namoro de cinco anos." "Não fiz a viagem que havia planejado."


Fim do ano é um tempo no qual somos submetidos a inúmeros balanços e avaliações. As lojas se fecham para balanço, as empresas para as "avaliações de desempenho", os cursos universitários, em seus processos de seleção de calouros; na TV, temos inúmeras "retrospectivas"; até o Facebook e o Instragram nos "convidam" a fazer nossa retrospectiva!


Meu caro, parar um pouco e perceber-se no que foi vivido torna-se um fato com o qual você precisa lidar. O mal não está em nos avaliarmos, mas em como o fazemos, pois a primeira ação que temos é de supervalorizar o que não deu certo. E aí surgem sentimentos de culpa, remorso, autocondenação que, se não forem bem administrados, podem nos paralisar e nos impedir de ter uma vida mais plena e feliz.


O fim do ano pode nos trazer sentimentos que beiram um estado depressivo e nos deixam, de fato, sem muita vontade de viver o novo que virá. Não podemos ficar nesse estado depressivo que nos acusa a todo instante. Nada de ficar com os olhos no que deu errado, ficar ruminando os acontecimentos e, depois, colocar para fora em amargura, azedume, autovitimismo, porque isso não rola, não nos faz bem!


Vamos lá! Há algumas dicas que podem nos ajudar neste momento de New Year's blues. Em inglês, este termo é usado para se referir à tristeza que bate no fim do ano.


* Pergunte-se: "Para que eu?", e não "Por que eu?": O "por que eu" coloca-nos em posição de ficar olhando para o próprio umbigo e, assim, teremos uma visão limitada dos fatos e dos acontecimentos. O "para que" coloca-nos em uma posição de olhar para a situação e agirmos sobre elas, usá-las a nosso favor.


* Mudança em ação: Se ao fizermos o balanço e chegarmos à conclusão que precisamos mudar algo, faça primeiro um firme compromisso com você e suas potencialidades não paralise; estabeleça metas.


* Seja específico: Seja específico no que foi vivido e dê o peso certo a cada coisa. Às vezes, tivemos problemas financeiros e dizemos: "Estou fracassado" "Não tem mais jeito" Calma… Não é bem assim. Peso certo, medida certa.


* Examine suas expectativas: São reais ou ilusórias? Seja sincero! É melhor dividir os objetivos em etapas, do que dar um salto maior que a perna!


* Sonhe os sonhos de Deus: Tudo que falei acima só tem sentido se a primeira postura assumida for: "Isto está dentro da vontade de Deus para mim?" Sem isso não dá para ser plenamente feliz! Não que Deus queira manipular e fazer as coisas do jeito Dele, mas é por Ele te conhecer bem, Ele sabe do que o seu coração realmente deseja!


Enfim, olhe para a frente e para o que virá! Saiba que, o que não posso mudar, posso usar a meu favor para mudar minha maneira de encarar a vida, pois um novo tempo só está começando!


Adriano Gonçalves é missionário, formado em filosofia, acadêmico em psicologia e apresentador do Programa Revolução Jesus na TV Canção Nova. É autor de três livros pela Editora Canção Nova: "Santos de Calça Jeans", "Nasci pra dar certo!" e "Quero um amor maior".

Twitter: adriano_rvj / Facebook: adrianogoncalvescn



sábado, 28 de dezembro de 2013

Fim de Ano… hora de recarregar as energias e curtir a família!

Fim de Ano… hora de recarregar as energias e curtir a família!
Mais um ano acabando… Hora de comemorar e descansar! Período que para muitos é sinônimo de férias!
Um ano se passou e com ele, trabalhos, estudos, passeios, conhecimentos, aprendizados, alegrias, tristezas, encontros, mudanças e também muitas realizações, conquistas de alguns sonhos, de novos amigos, de bens materiais e imateriais, enfim, conquistas que nem imaginávamos ou não esperávamos que viessem tão rapidamente.

Análise das variações climáticas como instrumento de decisões para a gestão pública: um estudo em Alcântara-MA

Análise das variações climáticas como instrumento de decisões para a gestão pública: um estudo em Alcântara-MA
http://www.partes.com.br/2013/12/28/analise-das-variacoes-climaticas-como-instrumento-de-decisoes-para-a-gestao-publica-um-estudo-em-alcantara-ma-2/
Estudos sobre variações climáticas são imprescindíveis para a administração pública pois apresentam informações fundamentais para decisões estratégicas e planejamento de políticas públicas. O objetivo deste trabalho é apresentar uma avaliação estatística da temperatura do ar referente aos meses de janeiro e julho de 2010, 2011 e 2012 do município de Alcântara, estado do Maranhão. Pode-se concluir que no período analisado não houve uma variação significativa de temperaturas. Entretanto a análise apresenta indícios de que os meses ficaram, em média, mais quentes ao longo do tempo, sendo, portanto necessário um maior acompanhamento e estudos das possíveis causas.
Palavras-chave: Gestão pública. Variação climática. Decisões. Análise estatística.
ABSTRACTStudies about climate changes are essential to public administration as they present key information for strategic decisions and public policy planning. The objective of this paper is to present a statistical evaluation of air temperature for the months of January and July of 2010, 2011 and 2012 of the city of Alcântara, Maranhão state. It can be concluded that the analyzed period there was no significant variation of temperatures. However the analysis presents evidence that the months were on average warmer over time, and is therefore a need for further monitoring and study the possible causes.
Keywords: Public management. Climate Change. Decisions. Statistical analysis.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Educação rural frente os desafios do colorido urbano: Incitando o êxodo dos talentos

Educação rural frente os desafios do colorido urbano: Incitando o êxodo dos talentos
Partindo do fato de que o meio rural apresenta os mais baixos índices de escolaridade, sendo o seu povo visto historicamente como um grupo social portador de toda uma gama de déficits culturais, intelectuais e linguísticos, realidade esta construída empiricamente e de inegáveis consequências para formação de uma parcela significativa de nosso povo, objetivou-se através deste trabalho volver os olhos para essa realidade e colocar a educação do campesino na pauta das discussões daqueles que fazem da reflexão sobre os problemas que nos envolve uma constante

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Educação Infantil: direito não atendido


*Célia Regina Batista Serrão
A discussão sobre a Educação Infantil no Brasil tem se intensificado nas últimas décadas e provocado interessantes debates acerca de sua função social, educacional e sobre a ação do poder público na proposição de políticas para o atendimento à primeira infância.
Dados estatísticos nos auxiliam a analisar esse cenário e a identificar tendências no processo de expansão da oferta de vagas na primeira etapa da educação básica brasileira. A situação atual traduz a complexidade da área, marcada por avanços significativos, bem como ameaças de retrocessos. Segundo dados do SEADE - Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, caminhamos a passos largos para a universalização do atendimento às crianças de 4 e 5 anos, em dez anos registramos um crescimento de 28 pontos porcentuais, atingindo, no estado de São Paulo , em 2011, 86,5% de frequência na pré-escola. No entanto, a situação do atendimento aos menores de 3 anos é bastante distinta, atualmente o índice de frequência no estado é de apenas 31,9%.
O aumento da participação da mulher na composição da população economicamente ativa, a redução da taxa de fecundidade, estudos que indicam as contribuições da educação infantil no desenvolvimento e educação das crianças pequenas são elementos significativos para compreensão desse contexto. Porém, quando enfocamos a educação infantil, oferecida em creches e pré-escolas, como um direito das crianças à educação e um direito social de homens e mulheres trabalhadores, temos condições de realizar tal discussão sob outro patamar: trata-se de uma questão pública, vinculada aos direitos humanos, com enormes implicações na formulação de políticas sociais e educacionais.
A Constituição Federal, no art.208, inciso IV, estabelece que o dever do Estado com a Educação será efetivado mediante a garantia de educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade. Em consonância com a Constituição, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional define que a Educação Infantil, como primeira etapa da Educação Básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade (art. 29).
Nesta perspectiva, Direito à Educação significa acesso às creches e pré-escolas para que seja propiciado o desenvolvimento integral das crianças como ação complementar à família e sociedade. “A educação infantil tem a sua justificação nas próprias crianças, no seu desenvolvimento integral e na plenitude dos seus direitos de proteção da identidade e prevenção de qualquer tipo de risco, de provisão das necessidades básicas e de satisfação das condições de crescimento saudável e com plena inclusão social, de participação na vida em comunidade” (SARMENTO, 2013, p. 8-9)
Constituir-se como a primeira etapa da Educação Básica confere à Educação Infantil um lugar no sistema educacional brasileiro, portanto legitimidade como espaço de educação das crianças pequenas, que deve ser regulado e supervisionado por órgãos do sistema de ensino, ofertada em locais apropriados e por profissionais habilitados para o exercício da docência. Consta na Resolução nº 5/2009, do Conselho Nacional da Educação, que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, que creches e pré-escolas “se caracterizam como espaços institucionais não domésticos que constituem estabelecimentos educacionais públicos ou privados que educam e cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade no período diurno, em jornada integral ou parcial, regulados e supervisionados por órgão competente do sistema de ensino e submetidos a controle social”.
Assim, asseverar a Educação Infantil como um Direito à Educação, instituído pela Constituição Federal e regulamentado por legislações específicas, é rejeitar propostas de políticas públicas de Educação Infantil que priorizam o atendimento às crianças de 4 e 5 anos e/ou focalizam o atendimento das crianças de 0 a 3 anos nos grupos de maior vulnerabilidade social, ou, ainda, propostas alternativas de atendimento – como bolsa creche, creche domiciliar e afins.

*Célia Regina Batista Serrão é professora do curso de Pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Doutoranda em Educação e membro do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Sociologia da Infância e Educação Infantil da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A coragem de mudar


*Padre Fabrício Andrade
Chegamos ao final de mais um ano. Dentro de poucos dias, celebraremos o Natal do Senhor. Tempo forte de reflexão e mudança de vida. Como você viveu sua fé durante todo este ano? Foi um ano muito exigente para você? Ou os meses passaram muito rápido que você nem se deu conta? Também pode ser que você esteja dando graças por acabar este ano, na esperança de que 2014 seja muito melhor.

O evangelho de Mateus (1, 18-24) mostra como a novidade do nascimento de Jesus pegou José de surpresa. Sem conseguir entender o que se passava, ele deixa que sua humanidade reaja na defensiva e toma a decisão de obedecer ao anúncio do anjo: “Quando acordou José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa”. José teve a coragem de mudar!

Muitas vezes impedimos que a vontade de Deus se realize em nossas vidas porque não aceitamos que nossos projetos sejam alterados, que nossas decisões não sejam respeitadas e até brigamos com Deus, quando Ele não nos obedece. Como se até Deus tivesse que nos consultar para saber se pode ou não mudar os projetos que tínhamos feito para a nossa vida ou para este ano que chega ao fim. José foi dócil, aceitou livremente que os rumos de sua vida fossem conduzidos por Deus.

Pode ser que na sua avaliação de vida, em 2013 tenha brigado com Deus e com todo mundo para que a sua opinião e as suas decisões fossem soberanas. Entretanto, os acontecimentos e fatos da sua história o conduziram por outros caminhos. Contra aquilo que não podemos mudar, resta-nos acolher! Veja que não estou convidando-o a um conformismo passivo. Porém, existem muitas situações que são maiores do que nós! São José não poderia ser obstáculo para o nascimento de Cristo, então acolheu aquela realidade e foi feliz.

A maturidade humana e cristã não reside no fato de atingirmos certo nível de crescimento onde jamais precisaremos reavaliar a vida e abraçar as novidades que nos visitam (algumas muito boas, outras não tão agradáveis). São José está no evangelho nos ensinando que ser capaz de ponderar, de pensar duas vezes antes de agir é virtude e não fraqueza. Agir no calor dos problemas sempre gera mais problema. Pensar, meditar e ouvir Deus cria o espaço necessário para uma resposta nova aos desafios que a vida nos traz.

Ajudados pela intercessão de São José, façamos nestes dias do último mês de 2013 uma reavaliação da nossa vida e das decisões que planejamos tomar e deixemos que a luz do Cristo que nasce revele os melhores caminhos. Você não está sozinho (a), Ele está com você: Emanuel – Deus conosco! Feliz Natal!!

*Padre Fabrício Andrade é missionário da comunidade católica Canção Nova, em Cachoeira Paulista/SP. É autor do livro “Fortes na Tribulação” pela Editora Canção Nova.

twitter:pefabriciocn
blog.cancaonova.com/padrefabricio

sábado, 21 de dezembro de 2013

Sem violência, por favor!


(*) Por Keiko Ota
É fato e não representa motivo algum de orgulho. Em pleno século XXI, a violência contra a mulher brasileira é assustadora. Ocupamos, infelizmente, a sétima colocação no ranking internacional de homicídios cometidos contra a população feminina. Para se ter uma ideia, ficamos atrás somente de El Salvador, Trinidad e Tobago, Guatemala, Rússia, Colômbia e Belize, segundo o Mapa da Violência elaborado pelo Instituto Sangari.
Nos últimos 30 anos, mais de 92 mil mulheres foram assassinadas no Brasil, sendo cerca de 44 mil somente na última década. O número de mortes, no período analisado, passou de 1.353 para 4.465 – um salto de 230%! Diariamente, mais de 2 mil mulheres registram queixa de violência doméstica praticada pelo marido, namorado ou companheiro.
É preciso dar um basta a esse quadro lamentável. Ainda mais no mês em que celebramos o Dia Internacional de Luta contra a Violência à Mulher. Não podemos mais continuar a ser vítimas contumazes. Até porque contamos com uma das mais avançadas legislações do mundo no que se refere à proteção das mulheres. Falo da Lei Maria da Penha, que enfrenta dificuldades de ser colocada em prática pelo poder público.
Fui vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Violência contra a Mulher. Ao longo de 2012, estive em diversos Estados brasileiros para verificar a qualidade dos serviços públicos destinados ao atendimento das mulheres vítimas. Conversei com entidades, ONGs, gestores públicos, especialistas e movimentos sobre a situação da população feminina. Em conjunto com os demais integrantes da Comissão, realizamos audiências públicas, onde pudemos ouvir diretamente a sociedade.
O resultado desse trabalho mostrou que temos muito a avançar. Entre outras medidas, os serviços de atendimento às vítimas precisam ser aperfeiçoados e ampliados. Além disso, defendo leis mais duras para os crimes contra a vida, especialmente os que são cometidos contra nós, e a aplicação efetiva da Lei Maria da Penha. Definitivamente, a velha imagem da mulher como símbolo de sexo frágil precisa ser abandonada, ainda mais quando vivemos uma situação em que a violência, infelizmente, persiste com muita força no nosso dia a dia.


(*) A autora é deputada federal. Contatos: dep.keikoota@camara.leg.br / www.keikoota.com.br / (61) 3215-5523

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