segunda-feira, 27 de junho de 2011

Autoridades da área educacional de São Paulo avaliam Plano Nacional de Educação

Encontro será realizado neste dia 29 em São Vicente, na Baixada Santista


A União dos Dirigentes Municipais de Educação - UNDIME SP - irá promover nesta quarta-feira, dia 29, o “I Encontro Temático do Programa Município que Educa”, que terá como tema Avaliação do Plano Nacional de Educação.

O prefeito Tércio Garcia e a secretária de Educação de São Vicente, Tânia Simões, assim como a presidente da UNDIME-SP, Suely Maia, que também é secretária de Educação de Santos, abrem o encontro, às 8h, no Centro de Convenções de São Vicente (av. Capitão Luís Antônio Pimenta, 811, Parque Bitaru – São Vicente – SP), na Baixada Santista.

Além de palestras e mesas redondas, que contarão com a presença dos dirigentes da UNDIME SP, do Instituto Paulo Freire e de diversos Secretários de Educação de municípios paulistas, os convidados também poderão conferir novidades no setor educacional. Na área dos estandes, por exemplo, a empresa Planeta Educação - especializada na implantação de soluções educacionais inovadoras - irá expor alguns programas como: ‘Gestão Fácil’, ‘Informática Educacional’ e “UCA - Um Computador por Aluno”, que já estão em execução nas escolas públicas de vários municípios de São Paulo, inclusive em Cubatão, Bertioga, Taboão da Serra, Osasco, Porto Feliz e Votorantim, entre outros.

“Os alunos do século XXI têm acesso à tecnologia desde muito pequenos. Por isso, o uso de laptops e dos laboratórios de informática na nas escolas são imprescindíveis para facilitar o aprendizado. O advento da tecnologia no ensino vai marcar uma nova geração de adultos, que hoje está sendo formada em nossas escolas”, afirma a Secretária de Educação de Caçapava, Irene Borsoi, sobre o Programa Informática Educacional da Planeta Educação.

O “I Encontro Temático do Programa Município que Educa” vai até as 17h.


PROGRAMAÇÃO:

Manhã:

8h às 9h15 – Credenciamento e Recepção

9h15 às 9h30 – Apresentação da Orquestra Sinfônica do Centro Educacional e Recreativo - CER

9h30 às 10h – Mesa de Abertura
Prefeito de São Vicente (SP), Tércio Garcia
Presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Pedro Gouvêa
Secretária municipal de Educação de São Vicente, professora Tânia Simões
Diretor do Instituto Paulo Freire, professor Paulo Roberto Padilha
Presidenta da UNDIME-SP e secretária municipal de Educação de Santos (SP), professora Suely Maia

10h às 12h
Conferência e debate com a platéia: Avaliação do Plano Nacional de Educação. Coordenação: professor Moacir Gadotti, presidente do Instituto Paulo Freire. Conferencistas: professora Cleuza Repulho, presidenta da UNDIME Nacional e secretária Municipal de Educação de São Bernardo de Campo (SP) e professor Roberto Franklin de Leão, presidente do CNTE.

12h às 14h – Almoço

Tarde:

14h às 16h30
Mesa Redonda - Tema: PNE e PME: Convergências e Desafios
Coordenação: professora Maria José Favarão, secretária de Educação de Osasco
Debatedores: professor Alberto Marques, vice-presidente da UNDIME-SP e secretário de Educação de São José dos Campos, e professor Cesar Callegari, membro do Conselho Nacional de Educação e presidente do Instituto Brasileiro de Sociologia Aplicada - IBSA

16h30 às 17h – Coquetel de encerramento

Apoio: AHOM Educação, Aymará Educação, Desk Móveis Escolares, Editora Esfera, Educamax Projetos Educacionais, Grupo Diana Paolucci, Planeta Educação.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Pressão sobre as escolas

Em recente artigo na Revista Veja com o título "Pra pobre analfabeto... tae kwon do!" Gustavo Ioschpe relata sua observação em relação a escolas que visitou com equipe de reportagem de uma emissora em diversas partes do Brasil.
Discorre sobre muitas delas, comparando as ações das que são boas com as que são ruins. Conclui com a seguinte anotação a título de Post Scriptum:
"P.S. As escolas públicas do país deveriam ser obrigadas por lei a pôr seu Ideb em placa de 1 metro quadrado ao lado da porta principal, em uma escala gráfica mostrando sua nota de zero a 10. Na placa deveria aparecer também o Ideb médio do município e do estado. A maioria dos pais e professores hoje não sabe se a escola do filho é boa ou ruim, e, se esperarmos que consultem o site do MEC, seremos o país do futuro por mais muitas gerações. Mande um e-mail para seu deputado e exija essa lei."
Pessoalmente enviarei ao jornalista um email e não a deputado algum, pelo que abaixo expomos.
De fato nada contra a apresentação dos indicadores da escola. Apenas que, desse modo parecerá que todas as outras escolas estão bem e só aquela que não. Quando um Estado como São Paulo apresenta historicamente rendimento escolar abaixo da crítica, indicaria o bom senso que esse não seja um problema de direção, corpo docente dessa ou daquela escola, mas de um sistema. Sugerir que se faça pressão para coagir as escolas a se mexerem, requer antes alguns elementos:
1- Corpo docente qualificado e com dedicação exclusiva;
2-Salários que não obriguem a que o professor acumule empregos para poder sobreviver;
3- Corpo docente estável na mesma escola;
4- Condições de atualização dos professores e tempo para planejamento semanal;
5- Proposta curricular de longa duração;
6- Material pedagógico adequado às condições dos alunos;
7- Pessoal de suporte técnico (psicólogo, assistente social) capaz de enfrentar a realidade das crianças em situação de risco;
8- Legislação que exija o comparecimento dos pais na escola.
Além de algumas observações que o próprio articulista declinou:
1- gestão que oriente e dê sentido ao todo (de fato, isso se mostra na Proposta Pedagógica da escola construída coletivamente)
2- envolvimento da direção
3- organização
4- material didático como base das aulas
5- avaliação constante (e acrescentaríamos, elaborada po objetivos e voltada para diagnóstico e não apenas para os resultados).

O autor, entretanto, não analisa que as escolas ditas 'boas' têm algum diferencial que não foi perceptível ou que não tenha sido relatado e por isso, acabe distorcendo a observação.
Há escolas que possuem parcerias - empresas ou pessoas que investem recursos próprios- e que com o tempo passam a ter rendimento melhor que a média das escolas. Há escolas em que os professores recebem um percentual a mais de salário (20%) em virtude da localização e isso serve como atrativo para profissionais melhor pontuados, mais experientes. Há escolas que juntam outros fatores, como 'proteção' de órgãos setoriais que indevidamente favorecem com recursos, meios, materiais, reformas. Há escolas com professores concursados, efetivos e que permanecem por longo tempo nela. Há, em contrapartida, as que são deliberadamente prejudicadas.
Então, divulgar só índices, não adianta e nem é justo. Não adianta porque os pais que não se incomodam com a vida escolar de seus filhos, não darão importancia a isso. Os que dariam importância, por outro lado, passariam a desacreditar e nem sempre com alternativa para matricular os filhos em outra escola, ou, ficariam aflitos mas sem saber dos promenores que levaram aquela escola a essa situação.
E ainda, um desafio. Visite uma escola e volte a ela daqui 10 anos. Diríamos que em cerca de 90% dos casos, a situação terá mudado e não raro a escola se encontrará em precárias condições. Seja porque mudou o corpo docente, a direção, a relação com o órgão setorial, com a parceria ou mesmo, com a clientela.
Ao contrário do que dz o articulista, 'boas' escolas são oásis que por algum tempo conseguem aglutinar vários fatores que impulsionam seu trabalho. Se duvidar basta comparar os resultados do IDESP, ENEM, SARESP, IDEB, SAEB. Vejam-se os resultados divulgados a cada edição, quais as que se mantém entre as melhores? Mesmo tendo uma série histórica breve, há um movimento gangorra, um sobe e desce constante.
No passado, alunos do Roosevelt, Caetano de Campos, Campos Salles, São Paulo, Fernão Dias, Alexandre de Gusmão faziam vestibular para USP e assemelhados e eram aprovados e por esse indicador avaliava-se a qualidade do ensino. Qual a situação dessas escolas hoje? Durante algum tempo uma ou outra escola poderá se manter entre as mil melhores escolas do país, mas não se manterá para sempre. 
Parodiando um assessor de um programa televisivo, vendo a foto é uma coisa, vendo o filme é outra! Veja o filme Sr. Gustavo, veja o filme!  
Autor: Eduardo Paulo Berardi Jr. Postagem original em:

quarta-feira, 15 de junho de 2011

artigo

Quem ensina sempre aprende
 
 (*) Arnaldo Niskier  
 
A frase tanto pode ser atribuída a Anísio Teixeira quanto a Guimarães Rosa.  Ambos, em tempos distintos, afirmaram que quem ensina sempre aprende. É uma realidade indiscutível.
Com a experiência de mais de 55 anos de magistério, posso afiançar que o ato de lecionar, de forma consciente, obriga o professor a uma preparação prévia e contínua. Deve estar atualizado, inclusive para enfrentar com sucesso as demandas em classe dos seus alunos, hoje às voltas com as múltiplas informações da televisão e dos computadores.
O tema foi objeto de um Seminário para 400 professores e gestores da rede privada, promovido pelo Ético Sistema de Ensino, da Editora Saraiva, no Hotel Othon do Rio de Janeiro. O encontro de educadores foi balizado pela frase “Venha ensinar, aprender e compartilhar saberes”, objetivo plenamente alcançado pelo evento.
Na fala inaugural – com muita propriedade, dada a sua longa experiência –, o professor José Arnaldo Favaretto, especialista em Biologia e fundador do Sistema Ético, confessando-se “apaixonado pela educação”, defendeu a existência de uma escola mais completa e inclusiva. Citou diversos autores brasileiros, demonstrando o seu grande apreço pela leitura, mas revelou a grande dificuldade com que se deparam os mestres: eles devem ensinar hoje o que não aprenderam na escola. O conhecimento dobra a cada cinco anos e, parafraseando Guimarães Rosa, “hoje já é amanhã”.
Se o professor não tiver uma atualização permanente (e haja tempo para isso), perderá a batalha da eficiência. Haverá alunos com conhecimentos mais avançados – e isso provoca uma situação incômoda em sala de aula. Vivemos um mundo de imersão digital, querendo ou não, como disse o professor Favaretto, com as suas características de portabilidade, interatividade, conectividade e multifuncionalidade. Quem não estiver preparado para isso, terá dificuldades talvez insuperáveis para exercer com brilho a sua missão.
Veio à tona o comentário sobre os avanços palpáveis da tecnologia. O orador tomou emprestado um exemplo do escritor Carlos Heitor Cony, para reforço da sua argumentação: “Tecnologia é como o automóvel: torna o caminhar mais fácil, mas não aponta o caminho”. Aí é que entra o papel do professor e a sua responsabilidade. Ele não pode ser culpado se a escola fracassa em sua missão de educar, como querem alguns.
Nem o problema é tão simples que se resolva com maiores salários. Pagar mais é uma velha reivindicação, justa, mas a importância está também na melhoria da formação dos mestres. Não cabe a discussão do que deve vir primeiro. Talvez haja uma concomitância nessas duas vertentes, reconhecido que uma boa parte dos professores frequenta cursos deficientes, retrógrados, com conhecimentos envelhecidos e repetitivos. Nutrimos grandes esperanças na renovação dos cursos de formação de professores.
 
(*) Arnaldo Niskier é Doutor em Educação, membro da Academia Brasileira de Letras e presidente do CIEE/RJ

Livre Pensar Literário

Dhiogo Caetano Doa Livro do Projeto Nova Coletânia á Escola Pública de Goiás

Dhiogo José Caetano estreia no projeto Nova Coletânea, publicando o conto “ O menino do futuro". Em comprometimento com as ações de inclusão literária, de incentivo à leitura e fomento à produção escrita, ele fez doação de exemplares do livro “Livre Pensar Literário”. O livro, publicado em janeiro de 2010, foi entregue à Escola Estadual "Maria Bárbara do Nascimento" no Estado de Goiás.
O autor, jovem de 21 anos, reside em Uruana, Goiás, cidade conhecida como Capital Nacional da Melancia. Ele dispõe de vários espaços nos quais expõe suas OBRAS. Nas vias virtuais, destaca-se a Revista Partes, onde pode se encontrar material diverso tanto na forma como no estilo. Para o projeto, o autor revelou-se em sua versatilidade e, principalmente, na aptidão em trabalhar a narrativa, formulando questões comuns no âmbito das relações interpessoais e familiar por meio de figurações e símbolos de fáceis assimilação e resposta pelo leitor. Há uma intertextualidade marcante no seu texto com a proposição clássica das fábulas e dos contos infantis. O narrador nos conduz a reflexões constantes, bem como a um desfecho que consolida a busca do personagem às respostas desenvolvidas na trama.
Dhiogo cita, quando da doação, ter sido nesta escola (Escola Estadual "Maria Bárbara do Nascimento") o lugar em que deu seus primeiros passos no conhecimento; disse:
—Fiquei muito feliz em retribuir aos meus primeiros professores tanta dedicação por meio deste trabalho.
O projeto Nova Coletânea saúda os mestres deste jovem autor engajado na busca do seu ideal literário e faz votos de que outras realizações nestas vias se repitam continuamente.

Editor: Edir Barbosa

dhiogocaetano@hotmail.com

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