quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A trajetória do herói.



                   Autor: Nelson Tanuma

Onde quer que nos encontremos, seja numa grande metrópole ou morando numa caverna no meio de uma selva inóspita, viver é passar pelos mesmos estágios, da infância à maturidade sexual, a transformação da dependência para a responsabilidade, o namoro e o casamento, a velhice com a perda gradual da capacidade física, até a morte, estes foram os desígnios de nossos antepassados e certamente serão os nossos. 
         Na infância, nos identificamos com determinados super-heróis fictícios pelos quais nutrimos simpatia e criamos afinidade por algum motivo particular, e tendemos a sair pela vida procurando alguém que possa encarnar esses nossos heróis, porém, corriqueiramente nos deparamos com verdadeiros heróis encarnados que muitas vezes passam despercebidos, embora sejam elas as pessoas que fazem a diferença em nossas vidas.
          Sempre que pergunto às pessoas, quem seriam aquelas que fizeram verdadeiramente diferença na vida delas, invariavelmente obtenho como resposta o nome da mãe, pai, avô, avó, irmão, irmã ou alguma pessoa próxima e querida, que  tiveram interação afetiva e positiva na vida delas, especialmente na infância. Raras vezes ouço o nome de algum ídolo que seja:  cantor, ator, esportista, político, cientista ou de qualquer pessoa famosa.  A bem da verdade, os verdadeiros heróis são as pessoas, de carne e osso que cuidam de nós e que se preocupam conosco, as quais estiveram presentes em nossas vidas nos bons e maus momentos. São os verdadeiros amigos, sejam eles consangüíneos ou não, são aqueles que catalizaram os pontos altos de nossas vidas.  São pessoas, normais, que por méritos próprios tornam-se nossos referenciais de virtude, gracas ao seu bom caráter e valores éticos e morais evidentes.
          Eu tenho como heroína a figura da minha mãe, a senhora Ko Tanuma, que conta hoje com noventa e um anos de idade, que é meu exemplo de vida. Ela que tem estatura que não chega a um metro e meio, e peso inferior a 50 quilos, superou a dor da saudade pela distância de todos os seus familiares, quando abandonou a vida modesta e humilde, porém tranqüila, que tinha na cidade de Kiryu-shi, província de Gumma-Ken no Japão, e, aos vinte um ano de idade veio para o Brasil, na condição de imigrante, para casar-se com meu pai aqui no Brasil. Ela superou a dificuldade adaptação com a cultura brasileira que lhe era muito estranha, passando a viver, o restante de sua vida, bem longe do seio da sua família. Ela criou e educou oito filhos, trabalhando duro, sol-a-sol na lavoura, e durante mais de dez anos de sua vida trabalhou como vendedora ambulante, carregando uma sacola em cada mão, indo de porta em porta para vender ovos e verduras superando inclusive a dificuldade de comunicação já que não conhecia bem a língua portuguesa. Viveu durante grande parte da sua vida em casa de madeira, sem piso, sem energia elétrica, sem água encanada, onde no lugar da privada havia um buraco coberto de madeira onde todos nós fazíamos nossas necessidades fisiológicas. Foi agricultora, feirante, costureira, e frequentou e concluiu o  ensino fundamental com quase 70 anos de idade, tendo recebido diploma recolhecido pelo Ministério de Educacão e Cultura - MEC. Ela nunca deixou se abater pelas vicissitudes da vida apesar das enormes dificuldades financeiras. Ela me educou com amor e carinho e sempre me incentivou a estudar, embora a vida não lhe tenha oferecido muitas oportunidades para ela própria estudar. Hoje em dia ela ainda zela por um de um de seus netos chamado Renê, que conta com 29 anos de idade,o qual sofreu paralisia cerebral por complicação no parto, e em virtude disso teve como seqüelas, a paraplegia e o retardamento mental.  Minha mãe  e realmente um ser humano fantástico, a quem eu presto minhas homenagens e a quem eu reverenciarei como minha eterna heroína.
          O valor do ser humano não pode ser medido pelos seus atributos físicos ou pelos bens materiais acumulados, o dinheiro por si só não faz o herói, mas o bom caráter, a responsabilidade, o exemplo, a capacidade de superação e de fazer a coisa  certa, a capacidade seguir, ouvindo a voz interior, respeitando os próprios valores mais nobres. É a capacidade de continuar lutando quando é mais fácil ceder e entregar os pontos, ou seja, a capacidade de fazer as escolhas certas é que faz o herói.
          Os ídolos são voláteis e estão relacionados aos modismos midiáticos, mas os heróis de verdade tem o condão de deixar para nós um legado eterno na forma de ensinamentos e exemplos de vida.

           Os heróis, com toda sua sabedoria, sensibilidade e coerencia,  são possuidores de um profundo sentimento de estar no caminho certo, mesmo enfrentando as dificuldades da inexperiência, da incerteza em relação ao futuro, das barreiras e dificuldades da vida cotidiana,  elas seguem o chamado da voz interior que os impelem a avançar em busca daquilo em que acreditam, correm atrás dos seus sonhos e estão dispostas a pagar o preco das escolhas; e seguindo esse chamado, observa-se que as portas vão se abrindo, não se sabe como, de onde nem portas existiam. E assim, o poder do propósito passa a prevalecer na vida desses heróis. Tudo envolve um mergulho no âmago do seu próprio, e o faz obter autoconhecimento, como consequência de profundas reflexões.

          Falando de heróis:  conforme escreveu o dramaturgo William Shapeskeare: “O herói é aquele que fez a escolha pela coisa certa, quando a coisa certa é a única coisa que deveria ser feita”.    
          Presto minhas homenagens, a todos os pais e mães heróis, que estendo a todos os heróis anonimos que não são dotados de superpoderes, são pessoas comuns, que apesar de suas limitacões humanas, são capazes de fazer a diferenca na vida de alguém, e que, com seus amores incondicionais, sabedoria e comprometimento em prol do bem comum e de nossas futuras gerações, têm sido capazes de tornar a vida das pessoas ao seu redor um pouco melhores, sendo capazes de fazer uma crianca sorrir, e  que deixam como legado, a esperança na possibilidade de se fazer do planeta terra um lugar melhor e mais justo para se viver.
     (Nelson Tanuma que é especialista pós-graduado em Desenvolvimento do Potencial Humano pela PUC, há mais de 10 anos vem ministrando cursos e palestras pelo CIESP/FIESP, SEBRAE-SP, Fundação Bradesco, UMC, Universidade Corporativa ACMC e organizações diversas,  e tem  artigos publicados periodicamente em 15 veiculos de comunicacão, sendo eles:  jornais, revistas, portais e sites informativos, de várias cidades do Brasil)

fonte: www.nelsontanuma.com.br

A trajetória do herói.



                   Autor: Nelson Tanuma

Onde quer que nos encontremos, seja numa grande metrópole ou morando numa caverna no meio de uma selva inóspita, viver é passar pelos mesmos estágios, da infância à maturidade sexual, a transformação da dependência para a responsabilidade, o namoro e o casamento, a velhice com a perda gradual da capacidade física, até a morte, estes foram os desígnios de nossos antepassados e certamente serão os nossos. 
         Na infância, nos identificamos com determinados super-heróis fictícios pelos quais nutrimos simpatia e criamos afinidade por algum motivo particular, e tendemos a sair pela vida procurando alguém que possa encarnar esses nossos heróis, porém, corriqueiramente nos deparamos com verdadeiros heróis encarnados que muitas vezes passam despercebidos, embora sejam elas as pessoas que fazem a diferença em nossas vidas.
          Sempre que pergunto às pessoas, quem seriam aquelas que fizeram verdadeiramente diferença na vida delas, invariavelmente obtenho como resposta o nome da mãe, pai, avô, avó, irmão, irmã ou alguma pessoa próxima e querida, que  tiveram interação afetiva e positiva na vida delas, especialmente na infância. Raras vezes ouço o nome de algum ídolo que seja:  cantor, ator, esportista, político, cientista ou de qualquer pessoa famosa.  A bem da verdade, os verdadeiros heróis são as pessoas, de carne e osso que cuidam de nós e que se preocupam conosco, as quais estiveram presentes em nossas vidas nos bons e maus momentos. São os verdadeiros amigos, sejam eles consangüíneos ou não, são aqueles que catalizaram os pontos altos de nossas vidas.  São pessoas, normais, que por méritos próprios tornam-se nossos referenciais de virtude, gracas ao seu bom caráter e valores éticos e morais evidentes.
          Eu tenho como heroína a figura da minha mãe, a senhora Ko Tanuma, que conta hoje com noventa e um anos de idade, que é meu exemplo de vida. Ela que tem estatura que não chega a um metro e meio, e peso inferior a 50 quilos, superou a dor da saudade pela distância de todos os seus familiares, quando abandonou a vida modesta e humilde, porém tranqüila, que tinha na cidade de Kiryu-shi, província de Gumma-Ken no Japão, e, aos vinte um ano de idade veio para o Brasil, na condição de imigrante, para casar-se com meu pai aqui no Brasil. Ela superou a dificuldade adaptação com a cultura brasileira que lhe era muito estranha, passando a viver, o restante de sua vida, bem longe do seio da sua família. Ela criou e educou oito filhos, trabalhando duro, sol-a-sol na lavoura, e durante mais de dez anos de sua vida trabalhou como vendedora ambulante, carregando uma sacola em cada mão, indo de porta em porta para vender ovos e verduras superando inclusive a dificuldade de comunicação já que não conhecia bem a língua portuguesa. Viveu durante grande parte da sua vida em casa de madeira, sem piso, sem energia elétrica, sem água encanada, onde no lugar da privada havia um buraco coberto de madeira onde todos nós fazíamos nossas necessidades fisiológicas. Foi agricultora, feirante, costureira, e frequentou e concluiu o  ensino fundamental com quase 70 anos de idade, tendo recebido diploma recolhecido pelo Ministério de Educacão e Cultura - MEC. Ela nunca deixou se abater pelas vicissitudes da vida apesar das enormes dificuldades financeiras. Ela me educou com amor e carinho e sempre me incentivou a estudar, embora a vida não lhe tenha oferecido muitas oportunidades para ela própria estudar. Hoje em dia ela ainda zela por um de um de seus netos chamado Renê, que conta com 29 anos de idade,o qual sofreu paralisia cerebral por complicação no parto, e em virtude disso teve como seqüelas, a paraplegia e o retardamento mental.  Minha mãe  e realmente um ser humano fantástico, a quem eu presto minhas homenagens e a quem eu reverenciarei como minha eterna heroína.
          O valor do ser humano não pode ser medido pelos seus atributos físicos ou pelos bens materiais acumulados, o dinheiro por si só não faz o herói, mas o bom caráter, a responsabilidade, o exemplo, a capacidade de superação e de fazer a coisa  certa, a capacidade seguir, ouvindo a voz interior, respeitando os próprios valores mais nobres. É a capacidade de continuar lutando quando é mais fácil ceder e entregar os pontos, ou seja, a capacidade de fazer as escolhas certas é que faz o herói.
          Os ídolos são voláteis e estão relacionados aos modismos midiáticos, mas os heróis de verdade tem o condão de deixar para nós um legado eterno na forma de ensinamentos e exemplos de vida.

           Os heróis, com toda sua sabedoria, sensibilidade e coerencia,  são possuidores de um profundo sentimento de estar no caminho certo, mesmo enfrentando as dificuldades da inexperiência, da incerteza em relação ao futuro, das barreiras e dificuldades da vida cotidiana,  elas seguem o chamado da voz interior que os impelem a avançar em busca daquilo em que acreditam, correm atrás dos seus sonhos e estão dispostas a pagar o preco das escolhas; e seguindo esse chamado, observa-se que as portas vão se abrindo, não se sabe como, de onde nem portas existiam. E assim, o poder do propósito passa a prevalecer na vida desses heróis. Tudo envolve um mergulho no âmago do seu próprio, e o faz obter autoconhecimento, como consequência de profundas reflexões.

          Falando de heróis:  conforme escreveu o dramaturgo William Shapeskeare: “O herói é aquele que fez a escolha pela coisa certa, quando a coisa certa é a única coisa que deveria ser feita”.    
          Presto minhas homenagens, a todos os pais e mães heróis, que estendo a todos os heróis anonimos que não são dotados de superpoderes, são pessoas comuns, que apesar de suas limitacões humanas, são capazes de fazer a diferenca na vida de alguém, e que, com seus amores incondicionais, sabedoria e comprometimento em prol do bem comum e de nossas futuras gerações, têm sido capazes de tornar a vida das pessoas ao seu redor um pouco melhores, sendo capazes de fazer uma crianca sorrir, e  que deixam como legado, a esperança na possibilidade de se fazer do planeta terra um lugar melhor e mais justo para se viver.
     (Nelson Tanuma que é especialista pós-graduado em Desenvolvimento do Potencial Humano pela PUC, há mais de 10 anos vem ministrando cursos e palestras pelo CIESP/FIESP, SEBRAE-SP, Fundação Bradesco, UMC, Universidade Corporativa ACMC e organizações diversas,  e tem  artigos publicados periodicamente em 15 veiculos de comunicacão, sendo eles:  jornais, revistas, portais e sites informativos, de várias cidades do Brasil)

fonte: www.nelsontanuma.com.br

Artigo: A trajetória do herói

 

         Autor: Nelson Tanuma 

Onde quer que nos encontremos, seja numa grande metrópole ou morando numa caverna no meio de uma selva inóspita, viver é passar pelos mesmos estágios, da infância à maturidade sexual, a transformação da dependência para a responsabilidade, o namoro e o casamento, a velhice com a perda gradual da capacidade física, até a morte, estes foram os desígnios de nossos antepassados e certamente serão os nossos. 

         Na infância, nos identificamos com determinados super-heróis fictícios pelos quais nutrimos simpatia e criamos afinidade por algum motivo particular, e tendemos a sair pela vida procurando alguém que possa encarnar esses nossos heróis, porém, corriqueiramente nos deparamos com verdadeiros heróis encarnados que muitas vezes passam despercebidos, embora sejam elas as pessoas que fazem a diferença em nossas vidas.

         Sempre que pergunto às pessoas, quem seriam aquelas que fizeram verdadeiramente diferença na vida delas, invariavelmente obtenho como resposta o nome da mãe, pai, avô, avó, irmão, irmã ou alguma pessoa próxima e querida, que  tiveram interação afetiva e positiva na vida delas, especialmente na infância. Raras vezes ouço o nome de algum ídolo que seja:  cantor, ator, esportista, político, cientista ou de qualquer pessoa famosa.  A bem da verdade, os verdadeiros heróis são as pessoas, de carne e osso que cuidam de nós e que se preocupam conosco, as quais estiveram presentes em nossas vidas nos bons e maus momentos. São os verdadeiros amigos, sejam eles consangüíneos ou não, são aqueles que catalizaram os pontos altos de nossas vidas.  São pessoas, normais, que por méritos próprios tornam-se nossos referenciais de virtude, gracas ao seu bom caráter e valores éticos e morais evidentes.

          Eu tenho como heroína a figura da minha mãe, a senhora Ko Tanuma, que conta hoje com noventa e um anos de idade, que é meu exemplo de vida. Ela que tem estatura que não chega a um metro e meio, e peso inferior a 50 quilos, superou a dor da saudade pela distância de todos os seus familiares, quando abandonou a vida modesta e humilde, porém tranqüila, que tinha na cidade de Kiryu-shi, província de Gumma-Ken no Japão, e, aos vinte um ano de idade veio para o Brasil, na condição de imigrante, para casar-se com meu pai aqui no Brasil. Ela superou a dificuldade adaptação com a cultura brasileira que lhe era muito estranha, passando a viver, o restante de sua vida, bem longe do seio da sua família. Ela criou e educou oito filhos, trabalhando duro, sol-a-sol na lavoura, e durante mais de dez anos de sua vida trabalhou como vendedora ambulante, carregando uma sacola em cada mão, indo de porta em porta para vender ovos e verduras superando inclusive a dificuldade de comunicação já que não conhecia bem a língua portuguesa. Viveu durante grande parte da sua vida em casa de madeira, sem piso, sem energia elétrica, sem água encanada, onde no lugar da privada havia um buraco coberto de madeira onde todos nós fazíamos nossas necessidades fisiológicas. Foi agricultora, feirante, costureira, e frequentou e concluiu o  ensino fundamental com quase 70 anos de idade, tendo recebido diploma recolhecido pelo Ministério de Educacão e Cultura - MEC. Ela nunca deixou se abater pelas vicissitudes da vida apesar das enormes dificuldades financeiras. Ela me educou com amor e carinho e sempre me incentivou a estudar, embora a vida não lhe tenha oferecido muitas oportunidades para ela própria estudar. Hoje em dia ela ainda zela por um de um de seus netos chamado Renê, que conta com 29 anos de idade,o qual sofreu paralisia cerebral por complicação no parto, e em virtude disso teve como seqüelas, a paraplegia e o retardamento mental.  Minha mãe  e realmente um ser humano fantástico, a quem eu presto minhas homenagens e a quem eu reverenciarei como minha eterna heroína.

         O valor do ser humano não pode ser medido pelos seus atributos físicos ou pelos bens materiais acumulados, o dinheiro por si só não faz o herói, mas o bom caráter, a responsabilidade, o exemplo, a capacidade de superação e de fazer a coisa  certa, a capacidade seguir, ouvindo a voz interior, respeitando os próprios valores mais nobres. É a capacidade de continuar lutando quando é mais fácil ceder e entregar os pontos, ou seja, a capacidade de fazer as escolhas certas é que faz o herói.

         Os ídolos são voláteis e estão relacionados aos modismos midiáticos, mas os heróis de verdade tem o condão de deixar para nós um legado eterno na forma de ensinamentos e exemplos de vida. 
 
           Os heróis, com toda sua sabedoria, sensibilidade e coerencia,  são possuidores de um profundo sentimento de estar no caminho certo, mesmo enfrentando as dificuldades da inexperiência, da incerteza em relação ao futuro, das barreiras e dificuldades da vida cotidiana,  elas seguem o chamado da voz interior que os impelem a avançar em busca daquilo em que acreditam, correm atrás dos seus sonhos e estão dispostas a pagar o preco das escolhas; e seguindo esse chamado, observa-se que as portas vão se abrindo, não se sabe como, de onde nem portas existiam. E assim, o poder do propósito passa a prevalecer na vida desses heróis. Tudo envolve um mergulho no âmago do seu próprio, e o faz obter autoconhecimento, como consequência de profundas reflexões. 

          Falando de heróis:  conforme escreveu o dramaturgo William Shapeskeare: “O herói é aquele que fez a escolha pela coisa certa, quando a coisa certa é a única coisa que deveria ser feita”.   

         Presto minhas homenagens, a todos os pais e mães heróis, que estendo a todos os heróis anonimos que não são dotados de superpoderes, são pessoas comuns, que apesar de suas limitacões humanas, são capazes de fazer a diferenca na vida de alguém, e que, com seus amores incondicionais, sabedoria e comprometimento em prol do bem comum e de nossas futuras gerações, têm sido capazes de tornar a vida das pessoas ao seu redor um pouco melhores, sendo capazes de fazer uma crianca sorrir, e  que deixam como legado, a esperança na possibilidade de se fazer do planeta terra um lugar melhor e mais justo para se viver.

           
(Nelson Tanuma que é especialista pós-graduado em Desenvolvimento do Potencial Humano pela PUC, há mais de 10 anos vem ministrando cursos e palestras pelo CIESP/FIESP, SEBRAE-SP, Fundação Bradesco, UMC, Universidade Corporativa ACMC e organizações diversas,  e tem  artigos publicados periodicamente em 15 veiculos de comunicacão, sendo eles:  jornais, revistas, portais e sites informativos, de várias cidades do Brasil)
 fonte: www.nelsontanuma.com.br


Artigo: A trajetória do herói

 

         Autor: Nelson Tanuma 

Onde quer que nos encontremos, seja numa grande metrópole ou morando numa caverna no meio de uma selva inóspita, viver é passar pelos mesmos estágios, da infância à maturidade sexual, a transformação da dependência para a responsabilidade, o namoro e o casamento, a velhice com a perda gradual da capacidade física, até a morte, estes foram os desígnios de nossos antepassados e certamente serão os nossos. 

         Na infância, nos identificamos com determinados super-heróis fictícios pelos quais nutrimos simpatia e criamos afinidade por algum motivo particular, e tendemos a sair pela vida procurando alguém que possa encarnar esses nossos heróis, porém, corriqueiramente nos deparamos com verdadeiros heróis encarnados que muitas vezes passam despercebidos, embora sejam elas as pessoas que fazem a diferença em nossas vidas.

         Sempre que pergunto às pessoas, quem seriam aquelas que fizeram verdadeiramente diferença na vida delas, invariavelmente obtenho como resposta o nome da mãe, pai, avô, avó, irmão, irmã ou alguma pessoa próxima e querida, que  tiveram interação afetiva e positiva na vida delas, especialmente na infância. Raras vezes ouço o nome de algum ídolo que seja:  cantor, ator, esportista, político, cientista ou de qualquer pessoa famosa.  A bem da verdade, os verdadeiros heróis são as pessoas, de carne e osso que cuidam de nós e que se preocupam conosco, as quais estiveram presentes em nossas vidas nos bons e maus momentos. São os verdadeiros amigos, sejam eles consangüíneos ou não, são aqueles que catalizaram os pontos altos de nossas vidas.  São pessoas, normais, que por méritos próprios tornam-se nossos referenciais de virtude, gracas ao seu bom caráter e valores éticos e morais evidentes.

          Eu tenho como heroína a figura da minha mãe, a senhora Ko Tanuma, que conta hoje com noventa e um anos de idade, que é meu exemplo de vida. Ela que tem estatura que não chega a um metro e meio, e peso inferior a 50 quilos, superou a dor da saudade pela distância de todos os seus familiares, quando abandonou a vida modesta e humilde, porém tranqüila, que tinha na cidade de Kiryu-shi, província de Gumma-Ken no Japão, e, aos vinte um ano de idade veio para o Brasil, na condição de imigrante, para casar-se com meu pai aqui no Brasil. Ela superou a dificuldade adaptação com a cultura brasileira que lhe era muito estranha, passando a viver, o restante de sua vida, bem longe do seio da sua família. Ela criou e educou oito filhos, trabalhando duro, sol-a-sol na lavoura, e durante mais de dez anos de sua vida trabalhou como vendedora ambulante, carregando uma sacola em cada mão, indo de porta em porta para vender ovos e verduras superando inclusive a dificuldade de comunicação já que não conhecia bem a língua portuguesa. Viveu durante grande parte da sua vida em casa de madeira, sem piso, sem energia elétrica, sem água encanada, onde no lugar da privada havia um buraco coberto de madeira onde todos nós fazíamos nossas necessidades fisiológicas. Foi agricultora, feirante, costureira, e frequentou e concluiu o  ensino fundamental com quase 70 anos de idade, tendo recebido diploma recolhecido pelo Ministério de Educacão e Cultura - MEC. Ela nunca deixou se abater pelas vicissitudes da vida apesar das enormes dificuldades financeiras. Ela me educou com amor e carinho e sempre me incentivou a estudar, embora a vida não lhe tenha oferecido muitas oportunidades para ela própria estudar. Hoje em dia ela ainda zela por um de um de seus netos chamado Renê, que conta com 29 anos de idade,o qual sofreu paralisia cerebral por complicação no parto, e em virtude disso teve como seqüelas, a paraplegia e o retardamento mental.  Minha mãe  e realmente um ser humano fantástico, a quem eu presto minhas homenagens e a quem eu reverenciarei como minha eterna heroína.

         O valor do ser humano não pode ser medido pelos seus atributos físicos ou pelos bens materiais acumulados, o dinheiro por si só não faz o herói, mas o bom caráter, a responsabilidade, o exemplo, a capacidade de superação e de fazer a coisa  certa, a capacidade seguir, ouvindo a voz interior, respeitando os próprios valores mais nobres. É a capacidade de continuar lutando quando é mais fácil ceder e entregar os pontos, ou seja, a capacidade de fazer as escolhas certas é que faz o herói.

         Os ídolos são voláteis e estão relacionados aos modismos midiáticos, mas os heróis de verdade tem o condão de deixar para nós um legado eterno na forma de ensinamentos e exemplos de vida. 
 
           Os heróis, com toda sua sabedoria, sensibilidade e coerencia,  são possuidores de um profundo sentimento de estar no caminho certo, mesmo enfrentando as dificuldades da inexperiência, da incerteza em relação ao futuro, das barreiras e dificuldades da vida cotidiana,  elas seguem o chamado da voz interior que os impelem a avançar em busca daquilo em que acreditam, correm atrás dos seus sonhos e estão dispostas a pagar o preco das escolhas; e seguindo esse chamado, observa-se que as portas vão se abrindo, não se sabe como, de onde nem portas existiam. E assim, o poder do propósito passa a prevalecer na vida desses heróis. Tudo envolve um mergulho no âmago do seu próprio, e o faz obter autoconhecimento, como consequência de profundas reflexões. 

          Falando de heróis:  conforme escreveu o dramaturgo William Shapeskeare: “O herói é aquele que fez a escolha pela coisa certa, quando a coisa certa é a única coisa que deveria ser feita”.   

         Presto minhas homenagens, a todos os pais e mães heróis, que estendo a todos os heróis anonimos que não são dotados de superpoderes, são pessoas comuns, que apesar de suas limitacões humanas, são capazes de fazer a diferenca na vida de alguém, e que, com seus amores incondicionais, sabedoria e comprometimento em prol do bem comum e de nossas futuras gerações, têm sido capazes de tornar a vida das pessoas ao seu redor um pouco melhores, sendo capazes de fazer uma crianca sorrir, e  que deixam como legado, a esperança na possibilidade de se fazer do planeta terra um lugar melhor e mais justo para se viver.

           
(Nelson Tanuma que é especialista pós-graduado em Desenvolvimento do Potencial Humano pela PUC, há mais de 10 anos vem ministrando cursos e palestras pelo CIESP/FIESP, SEBRAE-SP, Fundação Bradesco, UMC, Universidade Corporativa ACMC e organizações diversas,  e tem  artigos publicados periodicamente em 15 veiculos de comunicacão, sendo eles:  jornais, revistas, portais e sites informativos, de várias cidades do Brasil)
 fonte: www.nelsontanuma.com.br


sábado, 8 de janeiro de 2011

ATIRE...

 

ATIRE A PRIMEIRA PEDRA AQUELE

QUE NUNCA PECOU...


Por: nair lúcia de britto


 

Quem não conhece essa célebre frase? Pois bem, ela é quase tão conhecida quanto ignorada. Isto porque um dos mais graves defeitos da humanidade é ver os erros dos outros e esquecer de olhar os seus.


Segundo São Mateus, Jesus pergunta: Por que vedes um argueiro

no olho do vosso irmão e não vedes a trave no vosso olho?


Para poder julgar a si próprio seria preciso se olhar no espelho,

se observar e se julgar como se estivesse olhando, observando e julgando

uma outra pessoa. Qual seria a conclusão desse julgamento?


Mas, por orgulho, é preferível não ver. É mais fácil dar uma importância exagerada aos defeitos dos outros;

por menores que sejam. Esta não é uma atitude compatível

com a caridade porque a verdadeira caridade é indulgente,

simples e modesta.


A caridade orgulhosa é um contra-senso porque o orgulho é um dos maiores obstáculos ao progresso; é também o pai de muitos vícios e a negação de muitas virtudes. Daí porque o orgulho é contrário às leis divinas.


Não julgueis para não seres julgados, porque sereis julgados segundo houverdes julgado os outros (São Mateus).


Isto não quer dizer que não devemos combater o mal. Reprimir o mal é quase um dever desde que o objetivo seja o bem-estar social.

O que é muito diferente de criticar alguém pelas suas más ações,

conduzido pelo sentimento de orgulho ou rancor, com a cega intenção de destruir a pessoa em questão, em vez

de tentar salvá-la.



(Texto inspirado no Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec)


 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

CINE ARTE POSTO 4 - DE 7 A 13 DE JANEIRO DE 2011 - OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

Encaminhado por
Nair Lúcia de Britto
 



De 7 a 13 de Janeiro
"Os Homens Que Não Amavam As Mulheres"
(Män Som Hatar Kvinnor)
Dinamarca, Alemanha, Suécia / 2009/ 152 minutos / cor /  35mm
Gênero - Suspense
Direção – Niels Arden Oplev
Elenco - Michael Nyqvist, Noomi Rapace, Lena Endre, Peter Haber.
Inadequado para menores de 16 anos

homens_montagem.jpg


Harriet Vanger (Ewa Fröling) desapareceu há 36 anos, sem deixar pistas, na ilha de Hedeby. O local é de propriedade quase exclusiva da família Vanger, que o torna inacessível para a grande maioria das pessoas. A polícia jamais conseguiu descobrir o que aconteceu com a jovem, que tinha 16 anos na época do sumiço. Mesmo após tanto tempo, seu tio ainda está à procura de Harriet. Ele resolve contratar Mikael Bomkvist (Michael Nyqvist), um jornalista investigativo que trabalha na revista Millennium. Mikael não está em um bom momento, pois enfrenta um processo por calúnia e difamação. Ele aceita o trabalho, recebendo a ajuda de Lisbeth Salander (Noomi Rapace), uma investigadora particular incontrolável e anti social.

Sessões 16:00  e 20:00 horas



CRÍTICA - CELSO SABADIN - CINECLICK

Num primeiro momento, a simples menção de que um filme é co-produzido por Suécia, Dinamarca, Alemanha e Noruega pode provocar no imaginário coletivo a ideia de que se trata de uma produção lenta, talvez fria, provavelmente arrastada. Se este for seu caso, pode deixar o preconceito de lado: Os Homens que Não Amavam as Mulheres é um drama policial investigativo com mais sabor de cinema americano que propriamente de europeu.

Baseado no best seller homônimo de Stieg Larsson, o filme tem como personagem principal o jornalista investigativo Mikael, contratado pelo poderoso magnata Henrik para uma missão, no mínimo, curiosa: descobrir o paradeiro de sua sobrinha Harriet, desaparecida, talvez morta, em 1966. O milionário tem razões para acreditar que foi alguém de sua própria família - cruel e numerosa - o causador do desaparecimento da (então) garota. Caberá a Mikael descobrir quem, como e por quê. Pelo caminho, o jornalista passará a contar com a colaboração da estranha e violenta Lisbeth, uma bela garota também com segredos a esconder.

Como entretenimento, Os Homens que Não Amavam as Mulheres funciona. Há um certo clima de mistério sublinhado pelas gélidas e nebulosas paisagens suecas. Há um subtexto intrigante que remonta ao nazismo da Segunda Guerra, embora alguns momentos de violência sexual cheguem a perturbar.

Para apreciar melhor o filme, porém, é preciso fazer vistas grossas em alguns momentos, e baixar um pouquinho a bola do senso crítico: incomoda um pouco, por exemplo, a total facilidade com que os investigadores encontram registros policiais fartamente disponíveis (e em perfeito estado de conservação) de casos ocorridos há meio século. Mas são detalhes. Provavelmente os arquivos policiais suecos sejam bem mais organizados e limpos que os nossos. De uma maneira geral, são duas horas e meia que fluem com facilidade.

O roteiro bebe nos clichês do gênero policial sacramentado pelo cinema americano, com direito a uma dupla improvável de protagonistas/antagonistas que acabam se aproximando no final, quantidades industriais de informações disponíveis pela internet em rápidos segundos, e flashbacks explicativos de comportamentos doentios. Há até uma rápida perseguição automobilística no final... mas bem rápida... São cânones que aproximam esta produção europeia dos desgastados padrões norte-americanos, com leves delizes aqui e ali, mas sem se render totalmente ao puramente convencional. Ou seja: um filme com pretensões comerciais, sim, mas sem perder a dignidade narrativa.

Curiosidade: o autor do livro, assim, como o personagem principal do filme, também é um jornalista dono de uma revista, processado por um empresário.

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

  Foto: Ivanna Suzarte A vitrine de tecnologias está passando pelos últimos ajustes para o evento Mais uma vez, a  Embrapa  marca presença n...