segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Romance A NOITE DOS PEREGRINOS, de Henrique Bon




Pequena Resenha Crítica

NOITE DOS PEREGRINOS


“Se eu pudesse eu abrir um buraco/
Metia os pés dentro, criava raiz/
Virava coqueiro, trepava em mim mesmo/
Colhia meus cocos, meus frutos, feliz”

Antonio Vieira


-Finalmente, num ano difícil (o pior ano de minha vida) acabei de ler o livro “A Noite dos Peregrinos”, romance de Henrique Bom, Editora Imagem Virtual, Ano 2008, 352 páginas. Muito interessante. Gostei da qualidade da obra, um romance historial bem diferenciado. Confesso que demorei para pegar no breu, entrar mesmo na história cheia de particularidades iniciais, detalhes próprios de uma história do estilo, inúmeros personagens indo e vindo, claro, dando base ao todo, com os tantos detalhes iniciais de suporte para o desenrolar de atos e fatos, mas depois peguei gosto mesmo, acabei de algum modo encantado com a leitura, certamente que belo fruto de estudos e pesquisas; Henrique Bon um médico proseador de fina sensibilidade, domínio da narrativa, pontuando ali os primórdios de um país em inicio de formação, dando-nos uma visão do que foram as primeiras levas de imigrações para o Brasil dos tempos em que a água bebia a onça.

O autor médico fez uma obra que nos dá uma exata e importante (e bela) visão específica de como foi a leva histórica da primeira imigração nos entremeios da escravatura em fase terminal, do meio pra frente a obra pega suporte, enredo e dinâmica narrativa, confere-se muito bem escrita, extremamente densa, daí é uma beleza até o final, cativando, surpreendendo, feito um talentoso trabalho de fôlego, certamente que um romance e tanto.

-Do currículo literário do autor, Henrique Bon pode se dizer que nasceu em Nova Friburgo, de um clã com raízes originárias na migração de 1819. Do trisavô Henri Bon, “cafeicultor nascido em Genève e falecido na serra fluminense, acabaria por herdar, além do nome de batismo, todo o acervo documental, conservado através dos anos em um armário de sua antiga fazenda, o que lhe impregnaria, desde a infância, das histórias relacionadas à migração”. Henrique Bon é formado em medicina pela Universidade Federal Fluminense, exerce a especialidade de Psiquiatria. Escreveu também os livros "O Único Olho de Lourenço Arribas (contos), "Imigrantes", (ensaio histórico sobre a migração). É ainda escultor em bronze, participando de individuais e coletivas no Rio de Janeiro, B rasília, Niterói, Nova Friburgo e Amsterdã.

Pois a “Noite dos Peregrinos” em suas contações mirabolantes diz da primeira imigração suíça para o Rio de Janeiro, gente que se fixou em Nova Friburgo, na época do Brasil metrópole, durante o primeiro e segundo impérios. De inicio o protagonista Henri Cougnard, luterano calvinista lotado ainda na terra natal de onde emigrará, a narrativa vai abundando dados, personagens, apurando a leitura e demorando a entrar nos feitios dos causos e sequenciais. O personagem principal é Cougnard, um jovem aventureiro de família pequeno-burguesa que sobrevive da fabricação dos famosos relógios e de religião calvinista, que resolve correr riscos e encarar a promovida empreita de “fazer a américa” no Brasil. De linguagem apurada, bonita, aqui e ali bem poética e meio que filofósica por assim dizer, muito humanista até, mais os dados de Helvécia e decursos no entorno da iniciação.

Quando os imigrantes peregrinos sonhadores estão nos pântanos de Mijl, personagens emergem, de Grandjean, o bruto, Porchat, o ex-combatente, Porcelet, o capitão puxa-saco, e muitos outros que acompanharão o Cougnard em sua sina. Depois o livro vira meio que uma excelente fábula; aqui e ali meio plantador de sonhos e acontecências, em busca de um paraíso na ameríndia ainda em fase inicial, com seus problemas, mais os percalços de viagem, onde a morte sim, a morte, é a personagem principal que, clandestina ou não, vai a viagem inteira ceifando almas viajosas. Que viagem é a morte? Que loucura é a vida? Viver não é pré pago?.

“...a partir de então Henri Cougnard decidiu que, para o bem ou para o mal, não abandonaria mais o grupo. Dormiria ao relento se preciso fosse., ou sobre o duro madeirame do barco. Não mais procuraria hotéis ou estalagens, para o seu conforto pessoal de burguês. Gradualmente convertia-se em um deles, e como em poucas vezes de sua curta existência, sentia estar vivo” (Pg 62)

No navio, entre outros em rotas pertinentes, finalmente assoma-se o personagem John Both, feito assim uma espécie de “lobo-do-mar” que se torna um amigo fiel de Cougnard, feito escudeiro de circunstancias. Suas entradas palavriais feitas ao “mão-verde” dão um colorido especial à narrativa, entre reminiscências da própria aventura, dos sofrimentos, das dificuldades que nunca abandonarão aquelas pessoas que se meteram numa espécie de aventura sem bilhete de retorno.

Cougnard sai da Suíça aos 21 anos de idade, passa a historia entre o presencial e as sofrências nauticas, e, rendido às saudades de pessoas que da terra-mãe a se distanciar, sofrendo os dezelos dessa espécie de exílio voluntário, entre mares de angústia, arraias miúdas do entorno, sargaços humanos, e, na bucólica e selvagem terra brasilis como todo mundo quer fazer fortuna, e assim, entre o bucólico e o pitoresco do selvagem e inóspito Brasil imperial, as tristices humanas, o homem explorando o homem, os coronelatos da igreja católica com seus deslizes, emocionando aqui e ali com a bruteza da vida ao deus-dará, dos homens brucutus, da igreja já decrépita e sem escrúpulos, entre escravos, a arraia miúda, fugidos, mestiços, índios, colonizadores sem escrúpulos, clarificando no romance o Brasil de então, não muito diferente do de hoje, já então de propriedades roubos, lucros impunes, riquezas injustas, como pregou São Lucas. Henrique Bon é sim, um ótimo romancista, inclusive de formação e linha ficcional; escreve muito bem, tem talento e lucidez fora de série, lançou um clássico, entre a liberdade de ficção e a realidade pesquisada, variantes de inteligência, conhecimento da causa e cultura no narrar com qualidade e estilo.
A Noite dos Peregrinos daria um filme e tanto, para a imaginação ser recompensada ao narrar essa imigração com grandezas, aventuras, riscos e conquistas, mais bravezas e contentezas, claro, como a própria viagem de existir.
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BOX
A NOITE DOS PEREGRINOS – Romance, 352 páginas
Editora Imagem Virtual
Nova Friburgo, RJ –
www.editoraimagemvirtual.com.br
Autor Henrique Bom

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Silas Correa Leite – Sampa/Santa Itararé das Artes
Teórico da Educação, Jornalista Comunitário, Conselheiro em Direitos Humanos, Poeta, Ficcionista, Resenhista, Ensaísta, pós-graduado em Literatura na Comunicação, USP
Prêmio Lygia Fagundes Telles Para professor Escritor
Autor de Porta-Lapsos, Poemas, e Campo de Trigo Com Corvos, Contos Premiados, Finalista do Prêmio Telecom, Portugal, ambos à venda no site
www.livrariacultura.com.br
E-mail: poesilas@terra.com.br
Blogue premiado do UOL: www.portas-lapsos.zip.net


31 DE DEZEMBRO: DIA DA PROMESSA?



Comemorar com familiares, reunir amigos para festejar ou brindar, mesmo que sozinho, a passagem do ano novo é, sem dúvida, um momento especial na vida do ser humano. A alegria é a soma da descontração, multiplicada com a esperança de mudanças pessoais e profissionais. O interessante é que, além da festa, há também muitas promessas, que normalmente não passam de juramentos soltos ao vento. Acostumados com um ambiente de comodismo, tranquilidade e previsibilidade, a reação de algumas pessoas é a paralisia de visão, que impede o aproveitamento das oportunidades. Começar um novo ano exige planejamento, sem abandonar as marcas das experiências passadas. Observe nos dois itens a seguir, como usar o dia 31 de dezembro para prometer menos e fazer mais em 2011.
O placar da mudança de resultados – Durante uma entrevista em um programa de televisão, o apresentador me pediu um exercício prático, para os telespectadores aplicarem o compromisso de prometer menos e fazer mais em 2011. Sugeri a criação de um placar, a ser colocado em um local visível. Nesse placar deveria constar o nome, versus a palavra medo. Cada vez que o medo vencer o seu sonho, ganha um ponto. Quando você acreditar no seu potencial, superar desafios e conquistar seu objetivo, você ganha um ponto. Há necessidade de se comprometer com a marcação dos pontos. Com o resultado será possível perceber, no final de cada mês, quanto o medo foi capaz de derrotar o sonho. O seu placar da mudança de resultados, não pode de maneira alguma, ser inferior ao medo. Digo sempre que: “O medo de fracassar levou inúmeras pessoas a desistirem da concretização de seus sonhos”. Por medo, muitas pessoas deixam de ser felizes, de conquistar a carteira de habilitação, de ingressar em uma faculdade, ou concorrer a um cargo melhor na empresa. Qual será o seu placar no final de 2011?
A necessidade é a base da inovação – Fiquei surpreso, ao solicitar uma pizza por telefone e o entregador perguntar, com toda cordialidade, se eu gostaria de pagar com cartão de crédito. Quando perguntei sobre esse procedimento, o entregador respondeu: “Na pizzaria assumimos o compromisso de fazer a diferença e para nós, uma promessa é dívida a ser cumprida”. Estabelecer metas, ter disciplina para cumpri-las e praticar o exercício de inovar, estabelece um importante diferencial, diante de pessoas que somente prometem e nada fazem. O exemplo do cartão de crédito da pizzaria pode ser uma demonstração prática, para perceber que há empresas que assumem a realização de suas promessas. E na vida pessoal? Quantas pessoas prometem chegar no horário, assumem o compromisso de emagrecer, falam em ser diferentes nos comportamentos, mas não ampliam horizontes emocionais? Não esqueça que sonhos extraordinários demandam comprometimento, esforços e pensamentos excepcionais. 
Uma meta assumida por você merece um espaço privilegiado de seu próprio tempo. Requer criar uma linha de chegada imaginária entre o discurso e fazer da realização de seus projetos, sonhos e desejos uma verdadeira inspiração. Que tal registrar em um papel as promessas do dia 31 de dezembro, conferir a cada mês e monitorar o seu placar da mudança de resultados? Não abra caminho para a ineficácia e não entre em uma zona de conforto. Seja uma pessoa honesta com você e perceba que as desculpas podem ser substituídas por resultados. Permita que suas promessas sejam como a flecha de um arqueiro, na direção certa do alvo.
Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação Social e Mágico profissional. Autor do livro "Menos pode ser Mais" e do DVD com o tem “Comprometimento como fator de Diferenciação”. Visite o site:www.dalmir.com.br

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL, FELIZ ANO NOVO!

Desejo a todos 
Feliz Natal...
E um Ano Novo com muitas alegrias
Prosperidade, saúde, felicidade 
E  muita harmonia! 
 
                                nair lúcia de britto

Boas Festas!!!

Encaminhado por
Nair Lúcia de Britto 

 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O que pensar do Natal?

Fernanda Leite Bião1

 

O que pensar do Natal? Uma época de tanto movimento social, abre e fecha de presentes. Papai Noel passeando por aí, em suas carruagens, em ambientes sofisticados. Sonhos e fantasias nos olhares dos pequeninos, que tanto esperam um momento mágico e, por que não dizer?, de nós, também, eternos velejadores, entre oceanos de sonhos, desejos e fantasias.

Acredito que toda criação humana tenha sua importância, mas amo pensar na raiz, no radical, no principio em que tudo começou. Assim...

Era uma vez uma história de Natal...

Menino nascendo, reis magos, animais acalentadores, uma mulher e um homem a caminho de sua cidade Natal, para o recenseamento. Estrela que brilha lá longe! Longe e perto de nós. A luz que se procura. Esclarecimento, conhecimento, paz, amor. A estrela brilha, é a figura que se destaca, a escuridão agora só é o fundo de uma pintura bonita que retrata uma história.

Jesus nasce! Nasce e se desenvolve em meio a homens e mulheres, carneiros e ovelhas, escolhidos e malditos. Nasce, cresce e se desenvolve, abrindo novas paragens, construindo novos olhares, educando pelas parábolas e trazendo às pessoas a esperança e a possibilidade da desenvoltura de sua autonomia, para se lançar a uma vida diferente e melhor. Cegos que são cegos e cegos não cegos voltam a enxergar. Ouvidos ouvem pela primeira vez a palavra e as pernas começam a se movimentar. Vejo o toque da liberdade da humanidade a se humanizar.

Jesus nasce! Em várias crenças, em várias casas, em várias mesas, nos olhares e nos cânticos de adoração.

Entretanto, o meu desejo hoje é que Ele nasça em seu coração! Muita paz!

 

1 Psicóloga e Orientadora Profissional. Bacharela em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). E-mail: fernandabiao9@hotmail.com.

 

poesia

 

                                        Quem quer seguir a Jesus

 

Quem quer seguir a Jesus...

Deve andar como ele andou...

Deve sempre fazer o bem,

E amar como ele amou.

 

Tem de ser pessoa justa.

E voltada para o bem...

Amar aos seus amigos.

E inimigos também.

 

Se quisermos galgar o céu.

Não é com facilidade,

Além de fazermos o bem.

E de termos honestidade.

Não podemos ter na mente

Nem um pouco de maldade.

Vivaldo Terres

 

 

 

 

 

 

Prêmio Impacta Mais: Tecnologia para regeneração das águas vence como Negócio de Impacto do Ano

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