domingo, 28 de novembro de 2010

FAÇO NA PRÁTICA O QUE PROMETO?

Dalmir Sant’Anna

Há pessoas que prometem muito, mas no cotidiano esquecem o que foi acordado. Profissionais de vendas que prometem vender mais. Estudantes que prometem melhores notas na faculdade. Mulheres que prometem emagrecer. Homens que prometem participar mais ativamente da família. Gerentes, líderes, supervisores e empresários que prometem melhorar o clima organizacional no ambiente de trabalho. Existem funcionários que prometem participar de um treinamento, mas querem mesmo é aproveitar o evento para fazer compras. Há pessoas que na sexta-feira ao terminar o expediente, assumem o compromisso de chegar de volta na segunda-feira mais motivado, entretanto, na prática esquecem o que prometeram. Você conhece pessoas com este comportamento?

Coerente relação entre o discurso e a prática – O compromisso de prometer algo a si próprio, ou mesmo à outra pessoa deve ser aceito como uma dívida que somente terá sua quitação, com a coerente relação entre o discurso e a prática. Talvez neste momento, você lembre alguém que prometeu algo e nada fez para cumprir o acordado! Promessas que por falta de planejamento e foco no resultado, passam a ficar somente no discurso. Quando um profissional demonstra ser comprometido com suas atribuições, busca a melhoria contínua no desempenho dos índices de trabalho e também com os compromissos assumidos. A falta de dedicação e comprometimento com suas metas e planejamento, resulta no aspecto de prometer e nada fazer acontecer.

A promessa não pode ser esquecida – O desafio de prometer menos e surpreender mais, exige parar, por alguns momentos da sua vida e escrever uma lista das principais atividades que você deseja realizar. Em seguida estabelecer prioridades, de acordo com cada período do dia ou da semana. Em terceiro, buscar cumprir cada meta estabelecida. Esta lista de prioridade pode ser escrita a mão, impressa, disponibilizada em um arquivo do seu computador, ou ainda, no próprio celular. O importante é que esteja em um local de rápido acesso e que permita monitorar seu desempenho. Lembre de colocar em prática o que prometeu e realize o exercício de monitorar sua evolução, pois estará percebendo que evitou atropelos e conseguiu cumprir com compromisso, organização e perseverança as promessas assumidas.

Para coibir que promessas sejam apenas palavras soltas ao vento é imprescindível intensificar o desejo de fazer a diferença. Permanecer atento às informações e as oportunidades que estão a sua volta. Investir em renovação tecnológica, desenvolvimento das suas competências, administração do tempo e exercitar sua visão de futuro. Note que antes de prometer algo ou de assumir um compromisso, você tem o livre-arbítrio de dizer sim ou não. Perceba que pessoas que prometem e nada fazem, somente contam com uma palavra para justificar sua falha: desculpas. Vamos juntos, assumir o compromisso de prometer menos e fazer mais?



Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação Social e Mágico profissional. Autor do livro "Menos pode ser Mais". Visite o site: www.dalmir.com.br

FAÇO NA PRÁTICA O QUE PROMETO?

Dalmir Sant’Anna

Há pessoas que prometem muito, mas no cotidiano esquecem o que foi acordado. Profissionais de vendas que prometem vender mais. Estudantes que prometem melhores notas na faculdade. Mulheres que prometem emagrecer. Homens que prometem participar mais ativamente da família. Gerentes, líderes, supervisores e empresários que prometem melhorar o clima organizacional no ambiente de trabalho. Existem funcionários que prometem participar de um treinamento, mas querem mesmo é aproveitar o evento para fazer compras. Há pessoas que na sexta-feira ao terminar o expediente, assumem o compromisso de chegar de volta na segunda-feira mais motivado, entretanto, na prática esquecem o que prometeram. Você conhece pessoas com este comportamento?

Coerente relação entre o discurso e a prática – O compromisso de prometer algo a si próprio, ou mesmo à outra pessoa deve ser aceito como uma dívida que somente terá sua quitação, com a coerente relação entre o discurso e a prática. Talvez neste momento, você lembre alguém que prometeu algo e nada fez para cumprir o acordado! Promessas que por falta de planejamento e foco no resultado, passam a ficar somente no discurso. Quando um profissional demonstra ser comprometido com suas atribuições, busca a melhoria contínua no desempenho dos índices de trabalho e também com os compromissos assumidos. A falta de dedicação e comprometimento com suas metas e planejamento, resulta no aspecto de prometer e nada fazer acontecer.

A promessa não pode ser esquecida – O desafio de prometer menos e surpreender mais, exige parar, por alguns momentos da sua vida e escrever uma lista das principais atividades que você deseja realizar. Em seguida estabelecer prioridades, de acordo com cada período do dia ou da semana. Em terceiro, buscar cumprir cada meta estabelecida. Esta lista de prioridade pode ser escrita a mão, impressa, disponibilizada em um arquivo do seu computador, ou ainda, no próprio celular. O importante é que esteja em um local de rápido acesso e que permita monitorar seu desempenho. Lembre de colocar em prática o que prometeu e realize o exercício de monitorar sua evolução, pois estará percebendo que evitou atropelos e conseguiu cumprir com compromisso, organização e perseverança as promessas assumidas.

Para coibir que promessas sejam apenas palavras soltas ao vento é imprescindível intensificar o desejo de fazer a diferença. Permanecer atento às informações e as oportunidades que estão a sua volta. Investir em renovação tecnológica, desenvolvimento das suas competências, administração do tempo e exercitar sua visão de futuro. Note que antes de prometer algo ou de assumir um compromisso, você tem o livre-arbítrio de dizer sim ou não. Perceba que pessoas que prometem e nada fazem, somente contam com uma palavra para justificar sua falha: desculpas. Vamos juntos, assumir o compromisso de prometer menos e fazer mais?



Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação Social e Mágico profissional. Autor do livro "Menos pode ser Mais". Visite o site: www.dalmir.com.br

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Eleição do Cades IP acontece neste sábado


    A eleição para escolher os representantes da sociedade civil no Conselho Regional de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz da região do Ipiranga - CADES-IP serão realizadas no dia 27 de novembro, das 9h00 às 16h00, na sede Subprefeitura Ipiranga, na rua Lino Coutinho, 444.

    Qualquer cidadão maior de 16 anos, munido de documentos, poderá votar, desde que compro­ve também que mora ou trabalha na região do Ipiranga, Cursino e Sacomã com apresentação de documento de identificação com foto, comprovante de endereço nominal (contas de luz, água, gás ou conta bancária) ou de trabalho na região administrativa da Subprefeitura Ipiranga.

    O Cades Regional, constituído em cada Subprefei tura, é uma oportunidade de participação da so ciedade na elaboração de propostas de políticas públicas voltadas ao meio ambiente e à cultura de paz. O Cades é um órgão participativo, consul tivo, que integra sociedade civil e poder público, na busca de ações e atividades visando, entre ou tras atribuições, receber propostas e denúncias a serem encaminhadas dentro de questões rela cionadas à preservação, conservação, defesa, recuperação e melhoria do meio ambiente. Suas atribuições estão regulamentadas pela Portaria Intersecretarial da Prefeitura de São Paulo n°005/SVMA/SMSP/SEPP/SEME/2007.


Segue baixo lista dos candidatos:
01 - MARIA LUZIA ROSATTI
02 - DENIVAL CARDOSO DE ANDRADE
03 - FERNANDO DE JESUS RIBEIRO
04 - MARIA FÁTIMA CHUECO BONVINO
05 - NELSON DA SILVA JUNIOR
06 - RITA JULIANA DE OLIVEIRA
07 - PAULO EVARISTO DOS SANTOS GERALDO
08 - CELSO HENRIQUES DE PAULA
09 - MARINA DE PAULA MARCONI GUIDONI


Mais informações:
ou acompanhar pelo Twitter:
ou enviar suas mensagens para:

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A TODOS MEUS AMIGOS E AMIGAS DA REVISTA PARTES

Dhiogo José Caetano

 

Quando recebo um comentário de um amigo, sinto realizado.  Dá uma alegria e a esperança de escrever mais um texto vem atormentar.  As palavras comentadas a meu respeito são constantes e a gratidão é infinita.

A partir daquele momento nada mais será igual; dias se passam e parece que o peito vai explodir de emoção. A memória fica a refletir. Aquela fala ou ideia de um amigo ou amiga virtual, mas real.

A satisfação é tanto que vou logo escrever um novo texto, só para vez o comentário daquela pessoa querida. Às vezes não tem lógica mais tem emoção.

 Quantas vezes choramos e agradecemos por uma mensagem marcante deixada por um grande amigo?

Amigos são aquelas pessoas que tem o dom de eliminar a solidão da alma e transforma o momento em uma plenitude de liberdade e de emoção.

 O ser amigo está aqui, ali e em todas as partes do universo.  Mas nossos amigos são diferentes; porque eles fazem parte do aprendizado, da sabedoria conquista e dos sentimentos concretizados.

Há amigos que estão distante em quanto espaço físico, mais está mais próximo do que nunca enquanto sentimento e ideais.

Amar um amigo é concretizar a essência da vida em coletividade em uma comunidade física ou virtual.

Ter um amigo é ter tudo; pois são eles que fazem movimentar está roda da emoção, que se chama coração.

Hoje digo muito obrigado para todos meus amigos e amigas da Revista Partes, enquanto plenitude de convivência e trocas de informações, mas com a complexidade de sentimentos.

Digo obrigado, pois vocês me ajudam a seguir em frente nesta caminhada do saber.

Choro de felicidade, pois foi lindo o nosso encontro, mas vou sorrir por que construímos uma amizade real e nada eliminará as belas palavras, sugestões e elogios que guardo de cada um na minha memória.

Minha eterna gratidão, amigos e amigas da Revista Partes. Abraço na alma e todo sucesso do mundo pra cada um de vocês.



dhiogocaetano@hotmail.com

domingo, 21 de novembro de 2010

MUITO OBRIGADA! _ LIVRO INFANTIL "QUIM KARATÊ"


*Muito obrigada!



*NOSSOS LIVROS*


MEU TRENZINHO - AUT PARANAENSE


MEU TRENZINHO -Por: R$ 10,00







  • REI SAPAO SAPOLAO E SEU CORACAO, O - AUT PARANAENS


    REI SAPAO SAPOLAO E SEU CORACAO, O


    Por: R$ 5,00










  • GIM - AUT PARANAENSES


    GIM -


    Por: R$ 5,00



  • sexta-feira, 19 de novembro de 2010

    Workshop de Apresentação do Mestrado em Comunicação

     
    MESTRADO EM COMUNICAÇÃO NA CÁSPER LÍBERO

     

    WORKSHOP DE APRESENTAÇÃO

     

     

    Para você que tem interesse em fazer

    Mestrado em Comunicação pela Cásper Líbero.

     

     

    Venha participar do nosso workshop de apresentação do curso, terça-feira, 23 de novembro, das 16h30 às 18h30.

    Você irá receber as informações de que precisa sobre nossas linhas de pesquisa, como elaborar um pré-projeto, como funciona o curso, quais as disciplinas e os professores, as provas de seleção, a bibliografia, as datas e horários...

    Além de conhecer nossos professores, você poderá também agendar com eles uma conversa sobre o seu projeto de pesquisa e as suas intenções ao eleger o Mestrado em Comunicação da Cásper Líbero.

     

    WORKSHOP DE APRESENTAÇÃO DO MESTRADO

     

    Dia: 23 de novembro, terça-feira.

    Horário: 16h30-18h30.

    Local: Faculdade Cásper Líbero, 5º andar (Pós-Graduação).

    Inscrições: na Secretaria de Pós-Graduação, pelos telefones (11)3170-5857 e 5875.

     

     

    DATAS DO PROCESSO SELETIVO PARA O 1º SEMESTRE DE 2011

     

    Inscrições: até 28 de janeiro de 2011.

    Prova de conhecimentos: 1º de fevereiro de 2011, das 09h00 às 12h00 (consulte a bibliografia em nosso site: www.casperlibero.edu.br).

    Prova de proficiência em língua estrangeira (inglês, francês ou espanhol): 1º de fevereiro de 2011, das 14h às 16h.

    Divulgação dos aprovados para entrevistas: 2 de fevereiro de 2011.

    Entrevistas: 3 e 4 de fevereiro de 2011, das 10h00 às 20h00.

    Divulgação do resultado final: 7 de fevereiro de 2011.

    Apresentação das disciplinas e indicação de orientação: 8 de fevereiro de 2011, das 16h30 às 18h30.

    Matrícula dos novos alunos: 14, 15 e 16 de fevereiro de 2011, das 09h00 às 20h00.

    Matrícula de alunos especiais (informe-se sobre essa possibilidade): 15 (das 14h00 às 18h00) e 16 (das 16h00 às 20h00) de fevereiro de 2011.

    Início das aulas: 23, 24 e 25 de fevereiro de 2011. 

     

    INFORMAÇÕES:

    Secretaria de Pós-Graduação

    Telefones: (11)3170-5857 e 5875

     

    quarta-feira, 17 de novembro de 2010

    Resenha Crítica Livro CAMPO DE TRIGO COM CORVOS, de Silas Correa Leite

    O autor e os seus livros, no Lançamento, CPP de Itararé-SP


    RESENHA LIVRO CAMPO DE TRIGO COM CORVOS CONTOS
    ALGUNS SÍMBOLOS DA PERPLEXIDADE

    “O vôo rasante dos corvos
    debicando/Não as espigas
    maduras/Mas os olhos ...”

    -Jorge Sousa Braga, in
    “O Lírio que há no Delírio”

    O título, sumamente concreto e substantivo, impele ostensivamente para zonas sensoriais e pictóricas. No entanto, “Campo de Trigo com Corvos” não é mera reprodução do quadro de Van Gogh onde o trigo, amarelo, eivado das chamas loucas do pintor, escorraça de seu seio o bando negro dos corvos. Aqui, no livro, muito para além dos afugentados, corvos há que permanecem pairantes ou, mais ainda, baixando ao rés do solo jogam-se contra as pessoas provocando a clivagem (ou a carnagem). E esta fórmula aproxima os textos de uma realidade mais humana, ainda que desumana em função de traumatismos de que se tece a evolução vital e biológica. Mas, na arte de contar estórias, e é um pouco do que se trata aqui, o texto recorre globalmente a técnicas específicas da pintura. Designadamente, dos seguintes modos: Os fatos sucedem-se em tom linear, contíguos ou adjacentes, em direção a um desfecho, previsível ou não, podendo-nos apropriar neste caso da imagem do rio que decorre e atravessa a paisagem rumo à foz. A disposição da narrativa procede à colocação ou disposição de cenas paralelas, quadros que se encostam na vertical, ou na horizontal, às vezes na diagonal. Lembrando um pouco os vitrais medievais que ainda hoje se encontram nas catedrais. Postado na posição do personagem, o narrador reavém e sintetiza em frases-cristais largas faixas de vida transcorrida. São parágrafos breves, como riscos impressionistas e apressados, que intentam ou ensaiam remover um vulto de episódios para um mínimo centro, na vã tentativa de os aprisionar. De tudo dizer, sem ceder ao uso da gordura das palavras, muitas palavras, o “contar palha” da gíria. Por outro lado, mais do que abordagens textuais que imitam ou pretendem imitar técnicas fílmicas ou de vídeo, nota-se um apropriar de materiais atinentes ao teatro. Desde logo, na encenação criteriosa e fiel de palcos que suportam os personagens, a reconstrução de sítios, locais, ambientes ou atmosferas. Em que tem papel fenomenal o fluxo da enumeração. Neste exemplo, utilizaremos o conto nodal, que dá título ao livro, “Campo de Trigo com Corvos” para promover a tipificação: “Contratou peões de fora, tipos mal encarados de outras plagas, outras praças, gaúchos, catarinas, ˝barrigas-verdes˝”. Observemos como se delineiam outras estilísticas da arte de talma: O imprevisto é um dos recursos que pode fazer balançar o espectador na cadeira. Ele é aqui arremessado, quer surgindo de-vereda, o designado “causo”, bem assim o pandareco, quer atribuindo um rumo à história totalmente inverso, ou ao menos diverso da lógica que as teias já desarmadas anunciavam. O equívoco é, como se sabe, o banquete de muitas peças de teatro. De algumas em exclusivo. Ele provoca o espectador, obriga-o à concentração e à reflexão (e ao riso ou sorriso), mantém vivo o desenrolar do evento e o esforço dos atores. Aqui também ele atua, burilando surpresa nos personagens, dando lastros de ironia às vidas encenadas, apanhando na contra-mão o leitor. Quiçá, o próprio autor terá aberto olhos quando da elaboração dos textos. Alguns títulos, algumas frases, preparam para ocorrências posteriores do conto. É uma espécie de levantar do véu, destapar de roupas femininas, jogo de sedução e permeio. Que muitas vezes pode desaguar num dos recursos anteriores, anulando ou aparelhando os efeitos: o imprevisto. Mas, o mais robusto de todos os recursos é o golpe-de-teatro. Repare-se que a própria palavra de que vimos falando integra a nova palavra, esta, aliada a golpe. Quando tudo se encaminhava no rumo certo, quando a rotina ou a monotonia se estavam solidificando, eis que de supetão tudo se desmorona, tudo se transtorna, ficamos submersos nas estrias que estouraram sobre nossas cabeças, fica tudo de pernas ao ar, a mesa, a casa, o livro, o corpo, a mente. Apesar de usado e abusado, o conto produz-se hoje em doses avulsas. A despeito de sua condenação, final da história e seus componentes-trave: narração, tempo e espaço, decretados pelo noveau-roman. Não basta hoje dispor magnanimamente da arte de contar. Não basta, como a Silas Corrêa Leite, ser um domador de estórias. É condição, ainda e nomeadamente, inventar histórias, seu entrechocar, prover à invenção de uma “história nova”. Isso aconteceu muitas vezes neste livro. Mas vejamos algumas das várias fórmulas de história com que nos deparamos: Existe a história que é canto, beco e síntese em “Boêmio”. Existe a história que se traduz inteira e integral em “O Enterro”. Existe a que se senta na paragem, recusa avançar de momento e aguarda o porvir em “Quando a Tragédia Bate em sua Porta”. Existe a história que se metamorfoseia em lenda, veste-se mágica, irreal, em “O Inventor”. Existe a história contida, espelho de deserto dos tártaros, com tempestade iminente mas que não desaba em “Campo de Trigo com Corvos”. Mas todo livro é ou pretende ser uma obra literária. E é só isso que importa. Obtê-lo, consegui-lo, é todo o mérito e o valor acrescentado possível. Também aqui se obteve largamente esse desiderato. Observemos alguns dos meios. Ou fins. Deitando mão de uma linguagem que, afora o popular, o linguajar, a gíria, agarra os elementos específicos de dialetos, sintaxe indígena, eivando a escrita de vocábulos originados do tupi. Exercitando uma experiência genialmente rasgada noutros países de língua de expressão portuguesa por Mia Couto e Luandino. Dando o braço à metáfora, à imagem em novos moldes, revitalizando os textos. E desse modo obtendo o viço, a chispa, o engaste de muitas frases. Alongando a metáfora, expandindo-a, cingindo-a a personagens inteiros ou à globalidade do conto. Metáfora que se transforma em alegoria. Exemplo seguro de tudo que fica dito são os Corvos de “Campo de Trigo com Corvos” e o “Muro,” ou em “Anistia”. Lançando as palavras umas contra as outras, quando contíguas, provocando choque, conflito, traumatismo, mas também colo, enlace, anel. E neste particular merece realce a intensa e não pretensa construção de novos vocábulos. Fruto de tentativas ou abordagens díspares. Usando a colagem, a composição, errônea em aparência mas sempre imprevista, como no caso de “esposa-vítima”, “vento-coisa”, “nuvem-lesma”, “instante-trevas” ou “lebre-dor”. Recorrendo à síncope, como se verifica em “marra” e “garra”. Provocando a junção, de que poderemos enunciar “enfebre”, “nágua” e “cinzazul”. Adstringindo a preposição, prefixada, em “de-vereda”, “de-assim” e “de-primeiro”. Neste campo, de trigo literário, em que muitas letras são corvos, entendo que o mais subtil e profundo recurso resulta do germinar de vocábulos novos, que estimulam os acordes da sintaxe, da fonologia e da morfologia. Realizando cambiâncias, muito pouco vistas e nada pouco inesperadas. Ousando obter o substantivo a partir do verbo, do adjetivo, ou mesmo do próprio substantivo. Obtendo ligas que só ao alquimista são permitidas. Vejamos. Do inúmero número de vocábulos em que se verifica um processo de alteração da categoria sintática, ou manutenção sintática por força de novo vocábulo, quer por ação da base quer do derivado, topamos estas nominalizações deverbais: “acontecência”, “havência”, “pertencimento”, “andação” ou “conhecença”. Como apodo de nominalização denominal, poder-se-ia citar “mentirança” e “medaço”. Para não jazer nas plagas do vazio, eis também uma adjectivalização denominal: “encrenqueira”. Recuando: perante o impasse da estória, notória se torna a premência da exploração de técnicas e moldes e dados inovadores. Porque não basta à ficção reproduzir a realidade ou ser espelho do real. Isso já se fez ou é horta de outras artes. Da perícia autoral depende a superação do real. Mais: a sua subversão. E é o que acontece substantivamente em “Campo de Trigo”. Podemos apontar o irreal em “O Inventor”; o surreal em “Anistia”; a subversão do real (pelas palavras) em “Justiça”. Estas e outras estórias é que provocam o avanço. Deixando as restantes coladas, como pinto recém-nascido a casca-de-ovo, a correntes literárias recentes. E já que entramos na corrente, deveremos referir a mais ousada ousadia presente neste livro. Algo que apelidaríamos de transrealismo. Obter do texto a superação do real, a sua mistificação, submeter e soterrar normas, o erigir de um outro real. Isso acontece aqui e ali, mas de forma exemplar no conto mais de todos escatológico: “O Osso” (também em “Congonha”). De que retiramos três análises resumíticas: a mulher que se dá ao pai e depois ao filho, sendo carne para o primeiro e osso para o segundo; o homem que, elo em Kafka, devém canino, o filho-cão; a habituação a baixas desumanidades que impede um ser humano de reverter após uma vivência animalesca. Falávamos de artes plásticas. De artes cênicas. De linguística. E, sobretudo, de arte literária. E corrente. Literária, claro, mas não só. Tudo muito apreciado. Mas então, e a vida? Porque é o sangue dela que muitos pretendem, ou preferem ver escorrer das letras dos livros. Diria: Existe, como metáfora da terra, e dela, a vida, um extenso campo de trigo. E pequenos pontos negros no meio do trigo, os corvos. Este é o palco, é aqui que tudo decorre. Com o sol por testemunha ou sob o céu noturno. Os pequenos pontos negros por vezes exaltam-se.
    Rebelam-se. Ficam loucos. Pode dar na destruição de todo o enorme campo. De trigo.
    E é assim que a vida se eleva (mesmo quando derrubada).


    Porque ela é em simultâneo


    Luz e escuro
    Branco e negro
    Gozo e dor
    Água e fogo

    Campo de Trigo e Corvos.


    -0-


    Antero Barbosa – Literato de Porto, Portugal (Poema, Ficção, Ensaio). Licenciado em Estudos Portugueses, Diretor de Escola de Ensino Superior. Crítico Literário, autor dos livros “Contextos” (Contos) e “Ramos e de Repente (Poemas). Prêmio de Poesia Brétema, 1990, e Prêmio Trindade Coelho, 2005.

    Exposição de Maria Auxiliadora Silva encerra temporada em Nova York ampliando debate sobre arte brasileira

      Com curadoria de Bruna Grinsztejn, a mostra reuniu pinturas que despertaram discussões sobre memória, identidade, relações sociais, trabal...