sexta-feira, 11 de junho de 2010

Livro de Poemas Memórias dum Hiperbóreo, de Oleg Almeida


Pequena Resenha Crítica

A Portentosa Poética Neohedônica-Tropical de Oleg Almeida, no Diferenciado Livro de Poemas “Memórias dum Hiperbóreo”


“... A ironia é o meu último refugio... ”

Gregório Bacic, in, Olhares Plausíveis




Por todos os Deuses! A poesia de Oleg Almeida tem uma vertente neohedônica-tropical que arrebata. A lira-delirante de um viajoso-peregrino, por terras do além-longe, onde ele se impregna-clarifica de um lirismo-neohedônico que capitula telúrico em terras afro-tupí-davidicas. Será o impossível? Pois é! Hiperbóreo, do título, vem de como os gregos denominavam um povo que segundo eles moravam acima do vento norte. Pois um bielo-russo, o autor, Oleg Almeida comprou o mote e empreendeu viagens feito uma espécie assim muito bem agregada de gregonauta em terras brasilis gerais, tabuleiro-mosaico em que se cantando tudo há.

Memórias-derramas? Devaneios-fugas? Exercícios de libertações? A arte como fuga-tronco? O Parnaso é o lugar que somos-estamos-permanecemos? Que vento varre as hélices da alma quando nos defrontados num descaminho do longe, se não sabemos que lar nos habita e que propriamente lar somos e estamos? Devaneios de sensibilidade. Alimentamo-nos de nossas neuras e as transformamos em versos e pólos rítmicos de versações?

Que Estação Nada é um porto-lei? Remos em ventos: poemas. As aventuras ins/piram versos... Holderlin, o mágico de Hypérion no vestíbulo da prisão em que foi posto e condenado, acusado de loucura, quando exibia o mais alto grau de lucidez: “E no entanto tu brilhas, Sol! Terra sagrada, não cessas de reverdecer, o fluxo das torrentes escorre ainda para o mar, e no calor do meio dia a sombra das folhagens murmura ainda!”. Mares nunca dantes navegados? Por que mares, lares, bares e ares, segue a fluidez louca de Oleg Almeida?. É difícil ancorar um navio no espaço, disse a poeta-suicida Ana Cristina César. Qual é a filosofia vivencial de Oleg Almeida? Aí tem poesia. Ai de tida vida errante!

Poemas-crônicas, poemas-romances, retratos raros, poemas-historiais, poemas quadros cênicos, poemas e a paleta do olhar do criador trans/figurado. Que viagem é dar esqueleto estético a versos que ganham molduras em vidas, cores, tintas e panos, sentidos e consistências, a poética-texto que proseia o mar lusco-fusco entre a poesia propriamente dita e as memórias nem sempre tão doces, mas vertentes verdejantes de um ser como que, enclausurado numa dor lancinante, quando se purga a escrever o derredor delas, antes, depois, e, pior, dentro delas: eis o livro. Para Holderlin, como para os gregos, um Píndaro, por exemplo, a arte é artesania. É o chamado mechané dos poetas antigos que Oleg faz macadames de idéias-poemas, de situações-conflitos-poesia, de narrações-poéticas que criam fundos, ermos, variações, dimensões que a leitura mergulha, bebe, rende harmonia. A poesia é exigência, diz Saint-John Perse. Pois no caso de Oleg Almeida é exigência de contar, narrar, descrever, arrancar, criar-se ainda assim da memória, verter-se, dar o que pensar em seio, berço, eio; e pinturas com magnífico nuance novidadeiro de punho e cunho clássico.

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“Olhai, Senhor, para mim
Com vosso sorriso bondoso e complacente.
Dai-me um pouco de luz olímpica;
Perdoai a vontade insana
De ler o final da historia, antes que seja escrito
DE quebrar, com alarde, a casca de noz sagrada
E comer o miolo
De penetrar o impenetrável”

(in, pg 10, Poema Numeral UM)

Essa é a poética de Oleg Almeida talvez neohedonista. Delirante. Delirante?. Melhor: assustadoramente poética, viajosa, fora do normal – se é que normal quer dizer alguma coisa – sem títulos; numeradas, como páginas de rostos, capítulos de uma mesma epopéia a criar diários, registros, delações, visões, com/figurações. O molusco tirado da concha em bólides e desafios faz-se homem no escreViver... Hiperbóreo...

E trabalha o verso que uni-(verso), o longe, o perto (o dentro), mais, a chaga do tempo, como se quisesse estar onde não está, e quisesse ser o que não pode ser, ou se quisesse escrever-se para refazer-se e incluir naquilo que lhe foi tirado, talvez o vento-tempo: “O tempo nos mata – Não a pauladas(...) mas à sorrelfa/Com rugas, doenças e cartas de despedidas/Pouco a pouco.” O tempo e suas cartas náuticas-poéticas. Navegar/Escrever é preciso, existir não é preciso?

“O azul foi a cor da infância
Do lépido céu que servia de teto(...)
Dos olhos de minha vó
Das histórias por ela contadas(...)
Foi o azul do menino(...)

(pg 21, in Verso V)

Assim é Oleg Almeida. Narrador-contador(cantador) que veste a roupa do que pensa, inventa, sente, e isso dói. Escrever é derrubar paredes? O Poema IX é lindo! Fragmento: “Do dia em que morreste, meu velho(...)/De capa branca, imaculada, e de sandálias pretas/Que nunca usarás em vida/Tu foste embora/Seguindo o caminho que todos os homens igualaria nos seus direitos/O da eternidade.” (pg. 39). Alexandre Dumas, em suas Memórias, dizia que era um menino entendiado, entendiado até as lágrimas. Quando sua mãe o encontrava assim, chorando de tédio, perguntava-lhe: -E por que é que Dumas está chorando? Então o menino de seis anos respondia: -Dumas está chorando porque tem lágrimas.

Os poemas hiperbóreos são as lágrimas hedônicas-tropicais de Oleg Almeida em peregrinação pelo mundo que re-descobre a cada ver-se? Ei-lo exatamente nu e lacrimal in versus: “Cheguei e, no meio do desespero/Vi todas as coisas, que conhecia desde o berço, ilesas/As flores a recamarem o teu sepulcro eram bonitas/O vinho tomado para coibir os prantos, gostoso/A lua recém-nascida, amarela/Mas tu não vivias/Ou tinhas entrado, talvez, nessas coisas/E nelas te radicarás/Virarás crepúsculos, raios e sons/Integrarás a natureza/Em cujas feições delicadas, daí para a frente/As tuas se encarnariam.” Bravo! Quadro cênico de pura poesia, a mortalha cênica de um olhar sensível-dor. As perdas (as ausências) alimentam sensibilidades lírico-meditativas que soçobram entre rumos, remos, resmas, iras e criações desta ordem. Que pátria é a infância? Que poesia é nossa cara-pátria? As caras e as coragens (e as fugas-devaneios) do mundo:

“O mundo de hoje não se parece com nada(...)
Aliás, eu também nada tenho de grego
Tirante meu hedonismo mal-sucedido
E as questões
Quem sou eu? Donde venho? Aonde vou?!
(pg. 67 Verso XV)
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Ítalo Calvino dizia: “Entre os valores que gostaria que fossem transferidos para o próximo milênio está principalmente este: o de uma literatura que tome para si o gosto da ordem intelectual e da exatidão, a inteligência da poesia juntamente com a da ciência e da filosofia(...).” Oleg Almeida é um caótico itinerante? Já o dramaturgo e poeta Antonio Miranda diz que toda poesia é impura (...) e instaura-se no caos do qual não pretende se libertar... E sobre o escritor Oleg Almeida, o literato Antonio Miranda se manifesta verdadeiramente profético-poético: “Surpreendente o domínio da língua portuguesa por um poeta eslavo! Degusta as palavras e os sentidos em poesia que lida com a prosa, de forma direta, confessional, sutil mas, ao mesmo tempo, incisiva. Aposto no talento dele.”

Feito um Homero querendo voltar para casa, Oleg Almeida procura o que se pode chamar de seu – entre sangue, suor e criação - de casa (o que se pode chamar de lar?); lar, lugar, estar, ser, origem, raiz, talvez despertencimento - ele mesmo a sua própria casa-lugar/ser, o próprio caminhar (fazer a casa), assim luz e lágrima – e verso. Zeus ajuda quem cedo se aventura? O tempo o que é? Tempo-palhaço (até no circo das idéias poéticas), ladrão de mulher, ladrão de nós mesmos, acima dos ventos, das peregrinações ilusórias, dos ícaros, quando o próprio farol de Alexandria pode ser apenas um ponto de exclamação acima das nuvens-ventos, indicando idas e vidas como lugares nenhuns, o ser feito vinagre na peregrinação como alma-andaluz. O lar divino é aquele em que nos deixamos; lastro e rastro, estrelas e trilhas, ilhas e edições de. Vinho, chocolate, recordação, prazer, status paradisíaco de ser-estar-permanecer-continuar!. Carpe Diem. E Poesia, claro, porque Oleg Almeida, filosófico e lingüístico, feito um novo Odisseu pós-moderno (e pós tudo?) faz a sua própria diferença: aventurar-se. Eis o repertório no verbo VIVER se encantando no umbral de novas ilíadas vivenciais e parnasos boêmios consagrados a Orfeu. Colocando poemas-viagens no poetar as buscas de si mesmo, hiperbóreo. Escrever é compor a solidão de poesia/Para ter companhia? Ah a dura viagem de existir! Não somos todos Ulisses?

-0-

Silas Correa Leite – Escritor, Membro da UBE-União Brasileira de Escritores, Teórico da Educação, Jornalista Comunitário, Conselheiro em Direitos Humanos

Autor de Porta-Lapsos, Poemas, e Campo de Trigo Com Corvos, Contos, a venda no site
www.livrariacultura.com.br

E-mail:
poesilas@terra.com.br

Blogue:
www.portas-lapsos.zip.net




quinta-feira, 10 de junho de 2010

Bate Papo com Silas Corrêa Leite

Lágrimas de Luz, Poema de Silas Correa Leite




Lágrimas de LuzSerá que você se lembrará de mimDo meu rostoQuando me encontrar numa outra vida?Será que você saberá que me amouQuando me verNo outro lado da luz no paraíso?Você caminhará sobre as nuvensE encontrará vários anjos entre líriosSerá que você me reconheceráE arrastará as suas asas pro meu lado?Será que você saberá que sou euAquele que partiuE que estará lhe esperando do outro lado do céu?Eu estarei nalgum lugar do altoEsperando por vocêNuvens de luzes muito além de tantas lágrimas...

-0-

Silas Correa Leite

domingo, 6 de junho de 2010

reflexões

Quantas vezes deixamos de dizer palavras afetuosas para as pessoas que amamos. Para não nos sentirmos " por baixo", para não fortalecer o "inimigo" e como conseqüência, quantas demonstrações de verdadeiro afeto deixamos de receber!
E como nos sentimos mais fracos e frágeis pela ausência de carinho, de nos sentirmos amados! Quanta dificuldade temos, em expressar os sentimentos bons que trazemos dentro de nós! Como, muitas vezes, é bem mais fácil sermos ríspidos e agressivos com as pessoas com as quais convivemos. Para reforçar a carência, o sentimento de baixa auto-estima dos "adversários", e assim me fazer ter a falsa impressão de que "estou por cima", na frente, "dando as cartas", detendo o poder! E nós ficamos querendo e tendo tanto amor guardado, nos sentindo tão carentes, tão necessitados de afeto e respeito.
E com toda certeza, quem está do nosso lado também! 
Maria Aparecida Francisquini

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Lula quer que federações de esportes apresentem metas para a área até 2014

Yara Aquino

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje (4) ao ministro do Esporte, Orlando Silva, que cobre dos presidentes de federações de esportes a apresentação de planos de metas com ações previstas até 2014. Com metas definidas, o presidente lembrou que será mais fácil fiscalizar a aplicação dos recursos. "Porque todo dinheiro a gente tem que colocar com base num plano de metas a ser perseguido por eles [dirigentes de federações] e fiscalizado por todos nós", disse Lula, ao participar da 3ª Conferência Nacional do Esporte.

Lula também falou sobre a necessidade de convencer prefeitos e governadores da importância de garantir espaços públicos para a prática de esportes. "Nós precisamos convencer os quase 6 mil prefeitos desse país a acreditar que o esporte é um das possibilidades que temos de encaminhar corretamente a juventude brasileira. Os espaços públicos para práticas de esportes são quase inexistentes".

Aos participantes da conferência, Lula relatou a emoção vivida na cerimônia em que o Brasil foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016 e disse que o evento será uma prova de fogo para o país. "Quando chegar as Olimpíadas, nossa cara vai aparecer do jeito que nós somos. Se trabalharmos corretamente, vamos sair na foto com uma cara bonita, se ficarmos esperando que a natureza dê conta das coisas, vamos ficar com uma cara feia". 

A meta da 3ª Conferência Nacional do Esporte, que começou ontem (3) e vai até domingo (6), é discutir e aprovar um plano decenal com ações para consolidar o esporte e o lazer como política de Estado. O tema do plano é 10 Pontos em 10 Anos para Projetar o Brasil entre os 10 Mais. Os fundamentos para elaborar o documento foram discutidos em conferências municipais e estaduais de acordo com dez linhas estratégicas tais como: financiamento do esporte, infraestrutura esportiva, formação e valorização profissional e esporte de alto rendimento.


Edição: Lana Cristina


Programa Caixa de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro - Biênio 2011/2012

 

NOTA DA CAIXA

 

 

A Caixa Econômica Federal informa que estão abertas as inscrições para o Programa Caixa de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro – Biênio 2011/2012. O programa tem por objeto a seleção para patrocínio de projetos que visem assegurar a acessibilidade e a preservação do patrimônio cultural brasileiro.

 

As inscrições serão recebidas até 30 de julho de 2010 via internet, por meio do site www.caixacultural.com.br/editais.

 

02/06/2010

Assessoria de Imprensa

Caixa Econômica Federal

(61) 3206-9895

www.caixa.gov.br/caixacultural 

 

CORPUS CHRISTI

 

Corpus Christi


Todos os anos, na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade,

comemora-se o dia de Corpus Christi; expressão latina que significa o

Corpo de Cristo.


Segundo pesquisa, esta data é celebrada desde meados do ano de 1270, relembrando a Última Ceia, quando Jesus, à mesa, disse aos seus apóstolos:

"Este é meu corpo... este é meu sangue. Fazei isto em memória de mim",

e comeu o pão e bebeu o vinho, compartilhando-os com eles.


Brasil e Portugal festejam a Santa Eucaristia, que é também o momento

mais importante da missa, com tapetes coloridos, de motivos religiosos

nos desenhos, e que ornamentam as ruas por onde passa a procissão.


Em São Paulo, na cidade de Porto Ferreira, a festa é compartilhada com

as três paróquias da cidade; só que em vez de usar serragem para os enfeites

(como fazem a maiorias das cidades), este município usa de sabedoria e

de bom senso, enfeitando as ruas com alimentos doados pelo povo e que,

depois de ornamentar as ruas, são destinados às pessoas que realmente

precisam e que são assistidas por pastorais; como a Pastoral da Criança

e a Pastoral da Saúde. Esta iniciativa inteligente começou em 2008.


Minha opinião é que todos os brasileiros deveriam seguir o exemplo

de Porto Ferreira, eliminando o tradicional uso da serragem para formar

os tapetes, devido os danos que o pó da serragem pode causar à saúde; o

trabalho desnecessário da Prefeitura para efetuar a árdua limpeza (quando

tanto já há por fazer); e o desgaste inútil de seus funcionários.


Segundo pesquisa, o pó da serragem está entre outros tipos de poeira que contém substâncias nocivas à saúde e que penetram no nosso organismo

com facilidade e, além de tudo, prejudica o meio-ambiente.


A poeira é um grande inimigo da saúde por conter bactérias, fungos, tabacos.

O pulmão é o órgão responsável para filtrar essas substâncias a fim de que elas

não entrem no nosso organismo. Entretanto o trabalho do pulmão é bastante

limitado e quando essas substâncias invadem o nosso corpo podem causar asma,

bronquite, alergias, câncer de pulmão e pneumoconioses ocupacionais. Estas

provocam a inflamação do pulmão; substituição do tecido normal do qual o

órgão é constituído por um tecido fibroso; que, por sua vez, endurece o órgão.

Quando o problema evolui ao máximo o pulmão pára de funcionar.


Em Portugal os festejos em comemoração a Corpus Christi são um pouco diferentes. Antigamente festejava-se com danças, brincadeiras,

ao som de gaitas de fole e outros instrumentos musicais.

Atualmente faz-se procissões pela manhã e à tarde; e, ao meio-dia, uma missa.

A expressão máxima das festividades acontece em Braga, Porto e Lisboa.


Também é tradição em Braga, o comparecimento em massa de todos os escuteiros do Corpo Nacional de Escutas (Escutismo Católico Português),

que se formou em 1923.


O que é Escutismo?, eu também não sabia... Vejam que interessante!

"O Escutismo é um movimento cuja finalidade é educar a próxima geração como

cidadãos úteis e de vistas largas. A nossa intenção é formar homens e mulheres

que saibam decidir por si próprios, possuidores de três dons fundamentais:

Saúde, Felicidade e Espírito de Serviço."


Os princípios do Movimento Escutista são: dever para com Deus, lealdade aos

princípios espirituais; dever para com os outros; lealdade para com seu país;

dever para consigo mesmo; responsabilidade pelo seu próprio desenvolvimento.


"Isto é ser escuteiro!" Eu acrescentaria: este é um bom exemplo!


NAIR LÚCIA DE BRITTO

Jornalista


Fonte de Pesquisa: Wikipédia, Portal Unimeds e Agrupamento 643 cne

(www.cne643.blogspot.com).


 

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