sexta-feira, 16 de abril de 2010
As sombras dos seus olhos
ppadua@navinet.com.br
Luã estava sentado em uma mesa do botequim do Farah fazendo coisas definitivamente politicamente incorretas. Fumava um cigarro atrás do outro, esvaziava uma garrafa de conhaque e devorava porções de carne de porco com uma manta de gordura.
“Você está se auto-exterminando”, dizia sempre seu médico enquanto examinava o resultado de seus exames.
Mas ele não se preocupava e continuava a freqüentar aqueles estabelecimentos horrorosos, mas folclóricos, verdadeiras terra de ninguém. De uma aparelhagem de som colocada numa prateleira empoeirada saia um som empastelado, sem definição, que tanto podia ser MPB quanto rock.
Chovia muito. Um destes temporais tropicais que desabam no verão.
Estava sentado defronte para a porta de entrada quando ela entrou como um raio Ou melhor dizendo, trazida por um raio.
Vestia calças largas de seda, de cintura muito baixa e uma blusa com um decote estonteante, digno de uma diva de cinema. Nas mãos o que um dia foram sandálias antes de desmilinguirem naquela aguaceira.
Os cabelos não eram longos, nem curtos e molhados, emoldurando um rosto angelical.
Sem mais nem menos ela se atirou numa cadeira vazia em sua mesa.Cravou os cotovelos na madeira gasta do tampo e colocou as mãos debaixo do queixo.
Olhou-o com um olhar profundo que o deixou intimidado. Serviu-se de uma dose de bebida da garrafa para espantar o frio e disse chamar-se Tamara.
Tinha trinta e dois anos de idade e Luã jurava que fosse menos, uns dezesseis.
Tinha sido casada por duas vezes e agora não queria mais saber dessa triste experiência humana. Era bióloga e seu primeiro marido a abandonou por uma atrizinha de segunda categoria, “a rainha do teatro infantil em Beagá”...
“E o segundo?, perguntou Luã, já de pileque.
“Era pesquisador de um grande laboratório”, disse Tamara.
Morreu de repente e os amigos pensavam que fora infectado no laboratório em uma experiência maquiavélica.
.“O que você está fazendo por aqui?”, perguntou Luã
Vinha de uma aula de dança, de sapateado, na Solea, uma escola ao lado do Café Ideal.
Ela gostava de falar e Luã teve que ouvi-la até que Farah viesse avisá-los que iria fechar o estabelecimento.
Já não chovia mais quando pisaram o asfalto da rua.
Foi quando Luã disse a ela que era voluntário numa ONG de Meio Ambiente e que no dia seguinte iria para Boa Vista.
Abraçaram-se debaixo de uma marquise e se beijaram docemente.
Passou um táxi, Tamara fez sinal, um último afago em Luã e desapareceu na noite, sem ao menos deixar o número do celular.
Ele saiu andando pelas calçadas, evitando as poças d´água e os mendigos alojados em seus cantos.
Foi quando lembrou-se que o que mais o impressionara em Tamara tinha sido as sombras dos seus olhos...
BIOGRAFIA DA ESCRITORA MARIA DO SOCORRO FARIAS RICARDO - A FILHA DO MAESTRO - POR FABIO CAMPOS
Em agradecimento pelas palavras, a nosso respeito - que tanto nos serviu, e servem de incentivo - via sites informativos - aqui na internet. Dedicar-lhe-emos, esta singela homenagem.
MARIA DO SOCORRO FARIAS RICARDO A FILHA DO MAESTRO. Informações reunidas aleatoriamente, extraídas do Livro de sua autoria: "JOSÉ RICARDO SOBRINHO UM MÁGICO DA MÚSICA" Setembro de 1997. Blumenau-SC
A Escritora e pesquisadora, Maria do Socorro Ricardo Almeida, nasceu em 1940. Em Santana do Ipanema-AL. Casou-se em 1960 com José Cavalcanti de Almeida. O casal, teve cinco filhos: Marcello Ricardo Almeida (Advogado e professor); Morche Ricardo Almeida (Historiador e professor); Marcel Ricardo Almeida (Estudante e Escultor); Magaly Ricardo Almeida (Assistente Social e professora); Mércia Ricardo Almeida (Assistente Social e professora). Todos formados em Universidades de Blumenau, Santa Catarina. A Escritora é filha, de José Ricardo Sobrinho -O Maestro - e Lú Farias Ricardo. Maria do Socorro Ricardo, foi professora na administração do prefeito Hélio Cabral de Vasconcelos, em 1958. Foi também por essa época, Auxiliar de cartorária, no Cartório do tabelião Benício Barros. Sua mãe Lú Farias Ricardo, foi desde sua juventude, incentivadora das Atividades Culturais e das Festas Folclóricas, em Santana do Ipanema, na década de 50. Inclusive contribuindo com a criação de pastoris. Pela sua dedicação a essas causas, foi convidada pelo então prefeito Adeildo Nepomuceno Marques, para ser a Incentivadora Oficial e Organizadora dos Folguedos folclóricos de nossa cidade. Seu pai, o maestro da primeira Banda Filarmônica de S. do Ipanema: Banda Filarmônica Santa Cecília. Dedicou sua brilhante e meteórica vida, a arte da música. morreu muito jovem, com apenas 28 anos de idade. Em 1947. Vítima de complicações causadas por envenenamento. José Ricardo Sobrinho, teve origem e viveu sua infância, na Fazenda Lage Grande, hoje pertencente ao município de Senador Rui Palmeira. Seu pai Aprígio Ricardo, filho da matriarca da família, Dona Estelita Ricardo. Tinha vários irmãos, entre estes, Antonio e Zeca Ricardo, este de cá, foi proprietário, juntamente com Genival Tenório, da Farmácia dos Pobres. Em Santana do Ipanema, AL.
PALAVRAS EXCLUSIVAS DO AUTOR DA CRÔNICA
Como conhecemos a Escritora Maria do Socorro Ricardo Almeida.
Estudei no Ginásio Santana. Em 1978, cursava a 8ª série (oitavão) e fui colega de classe, de Marcello Ricardo Almeida. Desde a época, um jovem, de tantas qualidades e talentos, inenarráveis, que terminou por nos contagiar, com sua vontade de fazer, de ver acontecer e seu dinamismo hoje vejo, que é genético à época, idealizamos uma peça teatral, intitulada: "A Mãe". A peça foi apresentada no Dia das Mães daquele ano, no auditório daquela escola. Participamos como ator, assim com também outros colegas de classe como: Idelfonso Queiroz, Sérgio Campos, Walter Cavalcante, Cilene de Reginaldo Falcão (saudamos in memorian), Lucinha (hoje professora), Nely de Zé Bezerra (da Imperial) e tantos outros, que nossa memória cinquentenária, teima em não lembrar, pois já dá sinais de falha.
Eu disse, em outra crônica, que Marcello Ricardo, tinha participado dessa peça, nos bastidores, como Diretor. Acabei por lembrar-me, neste instante, que ele também contracenou na peça. Fez o papel de Júlio - no caso meu papel- mais velho. E um fato pitoresco ocorreu: Pra que ele ficasse mais "velho", encheu-se seu cabelo de talco, na cena, ele ia morrer. Sua "filha" desesperada, ao agarrar-se com ele, espalhou talco pra todo lado. Foi engraçado.
Sua mãe, Maria do Socorro Ricardo estava bem ali na platéia. Com certeza orgulhosa do filho, artista. Durante aquele ano, fui à sua residência várias vezes, a convite dos meus amigos, Morche e Marcello Ricardo. E tive a oportunidade ímpar, de conhecer esta senhora de educação esmerada. Sempre atenciosa, perguntava por nossa mãe, pelos meus irmãos. Oferecia sempre uma guloseima, um doce, uma cadeira pra sentar, sempre solícita. E eu que sempre fora muito acanhado. Ficava tão sem graça, mais fui aprendendo a soltar a língua. A comportar-me corretamente. Para mim, pessoas como vocês, só existia nas novelas, nos romances. Mas vocês eram reais. Aliás, vocês são reais.
Escritora Maria do Socorro Ricardo, muito aprendi com a senhora e sua família. Com seus filhos: Marcel e sua paciência, pedia-me opinião, a respeito de seus trabalhos, com ele aprendi, que eu também tinha algo a dar. Morche que gostava de ler muito. Lia tudo, aprendi com ele, a gostar de ler. As meninas Magaly e Mércia eram duas crianças na época. Creio que não se lembram de mim. Mas eu nunca as esqueci. Que meninas educadas! Meu Deus! Nunca as ví, altear se quer a voz, mesmo nas brincadeiras, entre elas. Pareciam personagens, saídas de um romance de época. Parabéns escritora, pelo exemplo, pela educação que deu aos seus filhos. Hoje colhe os frutos. Seu Zezito, era como chamavam, seu saudoso esposo. Homem íntegro, trazia, no jeito e no semblante a retidão de caráter. Ensinava também, com o exemplo, aos seus filhos ou a quem teve oportunidade de conhecê-lo como eu.
Relendo, o livro de Vossa Senhoria - "JOSÉ RICARDO SOBRINHO-Um Mágico da Música"- descobri, que existe um parentesco muito próximo, entre minha esposa, e a família de seu pai: Dona Angelita esposa do saudoso Antonio Ricardo, da Lage Grande - é tia da minha esposa. Como vê, esse mundo é pequeno. Quero encerrar minhas palavras, agradecendo, do fundo do coração, a Vossa Senhoria, pelas citações que fez a respeito de nossos escritos, na imprensa midiática, pela rede mundial de computadores (internet). "O Mundo dá muitas voltas/ A gente vai se encontrar/ Quero nas voltas da vida/ a sua mão apertar! /Paz! Paz de Cristo!"
*Fabio Campos 02/03/2010 *É professor das redes Municipal e Estadual de Educação em Santana do Ipanema-AL. Contatos: fabiosoacam@yahoo.com
Por que Poesia?
HUMANO CANTO
PERSPECTIVA
Mas, não pensem vocês que vou me entregar fácil.
Meus pés ainda coçam percursos
e estradas se insinuam e desenham os seus traçados
Volto como se estivesse indo. Vou como estivesse voltando.
E refaço o trajeto em meus pés
mapeando histórias de idas e vindas
Tudo requer seu passaporte
e pago minha passagem
por esta vida
e durmo sobre travesseiros duros
de viajar minh’alma
Olho para o horizonte
que sempre está aos meus pés
e não consigo enxergar além
de mim mesmo
-este cemitério de paixões
loucas, atrevidas -
covas fundas
que vou cavando na vida
Um canto demasiadamente humano
Arrecadei um tempo para maturar os sons e os sentidos do Humano canto, de Hideraldo Montenegro: um pernambucano, natural de Moreno, que se reconhece aprendiz no universo da poesia - seus mistérios e mistificações. Confesso que me surpreendi com a força da palavra do seu livro e não poderia ser diferente; considerando que o poeta sabe, desde sempre, que é preciso estar atento aos movimentos da vida; atento aos sinais da escrita inventiva e sua função social. Um bom exemplo reside no poema Lembranças:
Coleciono palavras antigas
e um gosto estranho pelo bordado da caminhada
dos pés estradas pontes rios
Graça Graúna
Escritora, Professora universitária
na área de Literaturas de Língua Portuguesa
e Direitos Humanos.
Nordeste do Brasil, 29 de abril de 2009
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
Professor da Universidad Autónoma de México afirma que é necessário estabelecer sistemas educacionais especializados para comunidades indígenas
Professor da Universidad Autónoma de México afirma que é necessário estabelecer sistemas educacionais especializados para comunidades indígenas
Segundo especialista, algumas experiências bem sucedidas em regiões do México já podem servir de modelo para projetos de educação governamental.
AGÊNCIA NOTISA - Na última quarta-feira, dia 14, o mestre e doutor em Educação pela universidade de Harvard e professor da Universidad Nacional Autónoma de México Hugo Aboites participou do "Colóquio Internacional: políticas educacionais e exclusão social na América Latina: desafios e alternativas democráticas", realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Em entrevista à Agência Notisa, ele conta os desafios enfrentados e os êxitos que o México vem obtendo na área da educação.
De acordo com o especialista, no México, "tentativas do governo de aprimorar os sistemas de educação no país através de recompensas em dinheiro para as escolas com melhores desempenhos falharam, e ainda agravaram as diferenças entre as instituições das regiões mais desenvolvidas e as áreas periféricas ou com grande população indígena". Para ele, "essas 'recompensas' tornaram ainda maior o abismo entre as instituições mais carentes e as mais visadas, além de haverem criado um conceito injusto e inadequado de monetarização da educação. A educação deveria ser guiada por princípios humanistas e universalistas e não ser transformada em um regime diferenciado excludente".
O professor também critica tentativas de aprimorar o sistema educacional através da introdução de tecnologias como quadros interativos com acesso à internet e declara que "no México, em algumas regiões, sequer há eletricidade. Como o governo pretende mudar alguma coisa com medidas dessa natureza? Nessas regiões não há energia, internet e os alunos algumas vezes sequer falam a língua dos professores. Ainda assim, existem os defensores incontestáveis dos quadros interativos para aprimorar a educação".
Hugo denuncia, por outro lado, a aplicação de exames nacionais para avaliação do desempenho escolar em seu país porque "por muitos anos, têm sido feitas essas avaliações, no entanto, não são tomadas quaisquer medidas sensatas para aprimorar os resultados. É como se o médico medisse a temperatura do paciente enfermo todos os dias, sabendo de sua febre, mas sem receitar nenhum remédio. Isso é irracional. Mesmo assim, nas escolas onde o ensino é realizado para contemplar somente essas avaliações, perde-se o próprio sentido de educar. O que também não faz sentido. Deveriam ser melhorados outros elementos, como a infraestrutura dos colégios luz, água, etc -, a remuneração dos professores, e as condições que permitissem aos alunos frequentar escolas e serem inclusos no processo, como os subsídios para transporte dos alunos (que deve ser gratuito) e professores que falem a língua dos estudantes, literalmente".
Para o professor, existem experiências bem sucedidas que conseguiram aprimorar as condições de ensino em seu país, como no caso de algumas comunidades que ingressaram recentemente em movimentos rebeldes. "Nessas regiões, o ensino nas escolas comunitárias recentemente estabelecidas é realizado por professores capacitados, mas da mesma origem que os alunos, que também ensinam conteúdos relacionados com as próprias origens dos grupos em questão. O desempenho e mesmo as taxas de presença desses alunos mostram melhoras consideráveis. Governos de países com problemas similares aos do México poderiam seguir em alguns casos o exemplo dessas experiências, especialmente para pequenas comunidades com origens étnicas específicas", conclui o especialista.
PLATÃO, ARISTÓTELES, EPICUNO, AGOSTINHO E RUBEM ALVES
TODOS ESSES FILÓSOFOS E EDUCADORES SÃO IMPRESCINDÍVEIS NAS ESCOLAS, SIM. PORQUÊ? A RESPOSTA É ÓBVIA, MAS MESMO ASSIM EU RESPONDO: PELA CULTURA DOS BRASILEIROS; PARA QUE SEJAM CIDADÃOS QUE SAIBAM VALORIZAR OS SENTIMENTOS E A DIGNIDADE HUMANA; O RESPEITO MÚTUO, A ORDEM E A PAZ. PARA QUE TOMEM CONHECIMENTO DE IDÉIAS, LUMINOSAS DE GRANDES PERSONALIDADES DO PASSADO... E SEJAM GUIADOS POR ESSA LUZ, A FIM DE APRENDEREM A REFLETIR, A AGIR, SABER FORMAR O PRÓPRIO PENSAMENTO, QUE SE APRIMORA COM A REFLEXÃO E QUANTO MAIS SE ESTUDA. O MATERIALISMO PURO, SEM O AUXÍLIO DAS CIÊNCIAS FILOSÓFICAS E DA LITERATURA, CONDUZ O SER HUMANO À GANÂNCIA, AO EGOCENTRISMO, À FALTA DE ÉTICA, À ILUSÃO DA IMPUNIDADE; AO DESRESPEITO PELO OUTRO, AO EGOÍSMO E ATÉ ÀS GUERRAS. MAIS DO QUE NUNCA, PRECISAMOS DA SOCIOLOGIA E DA FILOSOFIA NAS ESCOLAS, PARA QUE O ESTUDANTE SEJA EDUCADO DE FORMA QUE ELE POSSA COMPARECER AO ESTABELECIMENTO DE ENSINO SEM O RISCO DE SER AGREDIDO PELO PRÓPRIO COLEGA; PARA QUE A AUTORIDADE DO PROFESSOR SEJA VALORIZADA E RESPEITADA; E PARA QUE AS ESCOLAS NÃO SEJAM DEPREDADAS PELOS PRÓPRIOS ALUNOS. MATEMÁTICA E OUTRAS CIÊNCIAS EXATAS TAMBÉM SÃO NECESSÁRIAS, É CLARO; MAS PARA USO PRÁTICO E IMEDIATO; PARA O DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA E OUTRAS CIÊNCIAS AFINS. MAS NEM SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM... POIS ELE NÃO É SÓ MOVIDO PELO CORPO, MAS TAMBÉM POR SUA ALMA. NAIR LÚCIA DE BRITTO. |
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Colóquio internacional discute políticas educacionais e exclusão social na América Latina
Colóquio internacional discute políticas educacionais e exclusão social na América Latina
Tendo fim nessa quarta-feira, evento reúne palestrantes brasileiros e de outros países latino-americanos na UERJ.
AGÊNCIA NOTISA - Teve início na última segunda-feira, dia 12 de abril, o "Colóquio Internacional: políticas educacionais e exclusão social na América Latina: desafios e alternativas democráticas". O evento reuniu palestrantes latino-americanos que discutiram problemas e possíveis soluções para os sistemas educacionais de seus países, com destaque para a ligação entre as falhas nas políticas educacionais e a desigualdade social.
Os temas abordados no primeiro dia do evento incluíram os sistemas educacionais argentinos, as falhas dos modelos recentemente adotados no México e também os problemas da alta dependência existentes nos municípios brasileiros, quanto ao estabelecimento de políticas educacionais. No segundo dia, foram discutidos temas como políticas universitárias, exclusão e privatização, com palestrantes brasileiros, do Chile, Haiti e Peru. No último dia, que é hoje, serão abordados temas como o trabalho docente, precarização educacional e direito à educação.
A última sessão do evento está ocorrendo no Teatro Noel Rosa, na UERJ. Seu início foi às três e meia da tarde, e tem seu término previsto para às 21:30. A última parte do colóquio contará com a participação de palestrantes como Hugo Aboites, professor da Universidad Autónoma Metropolitana do México, e Roberto Leher, professor da UFRJ.
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