segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
As emoções nos descaminham
Nem bem bati um olho numa foto lembrei-me do dia que eu e seu filho Maurício Andrés Ribeiro, resolvemos criar a Frente Estudantil Renovadora (FERA), no Colégio Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para disputar o centro acadêmico.
Maria Helena Andrés que já era uma pintora renomada nos permitiu utilizar o verso de folhas de papel onde fazia os estudos para seus trabalhos a óleo.
Enquanto eu escrevia nossas palavras de ordem ficava olhando para aquelas madonas e naves perdidas num mar imenso, aquele torvelinho de cores, tentando imaginar a mensagem que estava por trás de tudo aquilo.
Ganhamos à eleição e os cartazes desapareceram todos dos corredores onde haviam sido afixados.
Esta deve ter sido a “campanha política” com maior viés cultural que participei, numa época em que o mundo já estava virando de pernas para cima.
No jornal “O Tempo” impresso encontro uma foto de Humberto Pereira, que está lançando “Carlos Prates”, dentro da coleção “BH. A Cidade de Cada Um”.
Se não me falha a memória ele era dominicano e professor de cinema da Universidade Católica de Minas Gerais.
È o produtor desde o começo do “Globo Rural”, da Rede Globo.
Tinha uma voz macia e participava de nossas intermináveis conversas nas mesas de botequins de melhor ou pior qualidade, em assuntos infindáveis sobre o cinema de Godard, Buñuel, Antonioni e Bergman, ao lado de maravilhosas garotas que faziam Psicologia.
Os dominicanos exerceram dois papéis importantes naquela época. Eram especialistas em comunicação de massa, o que era muito importante para Igreja Católica e tiveram uma expressiva participação na luta contra a ditadura militar, principalmente escondendo os perseguidos pelo regime.
Lembro-me dele e me ponho a meditar como são mal utilizadas as tevês educativas no país, sempre tentando imitar o glamour das grandes redes e olvidando seus princípios básicos.
Recebo através do Geraldo Bertolucci, parceiro do Lavras 24 Horas, a indicação para um vídeo caseiro, mas muito bem feito, “Histórias que se entrelaçam”, sobre o Rotary Club de Lavras e o Instituto Gammon.
Nas primeiras cenas já vejo figuras que fizeram parte da minha formação de adolescente..
O primeiro deles o Bi Moreira, que tinha fama de lunático, porque colecionava coisas inúteis que as pessoas não queriam mais no porão de suas casas que se modernizavam na onda do que se chamou Anos JK. Sua outra mania era o desfile do aniversário do Gammon, com quadros ao vivo, o que o fez me transformar num Castro Alves bem convincente...
A seguir a calvície inconfundível de Sinval Silva, filosofo de plantão e um grande educador, de pensamento e língua afiados...
Forma-se então a imagem do meu professor de Geografia, Oswaldo Louzada, que é um dos últimos sobreviventes daquele tempo e que vejo ainda lépido, nonagenário, pelas ruas da cidade.
Depois a figura de Lawrence Calhoun, que foi reitor do Gammon e sempre insistia para meu tio Roberto Coimbra e meu pai Renato Aquino Pádua se filiarem ao Rotary. Apesar do insucesso da empreitada sempre tentou. Um homem muito bom que desfilava pelas ruas de Lavras num imponente Chevrolet Impala verde...
O próximo, Eduard King Carr teve um importância marcante na minha vida. Num dia de festa no Gammon, na Alameda das Magnólias, me pegou de mãos dadas com a Ellen Carmen Paul, catarinense de Timbó e nos espinafrou...
Bom. Mas a história que eu queria contar hoje era outra.
Era a da bonita professora Franceli, sobrinha da Meirinha e da Arlete, da rede municipal de ensino que levava num final de semana quatro alunas ao cinema como prêmio pelo interesse e incentivo à busca pelo conhecimento e foi flagrada pela prefeita Jussara Menicucci e sua câmera. Para mim era um atitude normal, de caráter, pois eu já a conhecia desde o tempo que fui diretor de vôlei no Lavras Tênis Clube.
Não estranhei por que aqui em casa sempre foi assim também e o salário que Eudóxia, minha mulher, recebia era sempre revertido para os alunos.
Afinal, não adianta saber todos os métodos pedagógicos de cor e salteado. É preciso ter amor pela arte de ensinar...
Evidentemente os tempos estão mudados. E por isso mesmo os governantes deveriam se preocupar em remunerar melhor nossas professorinhas...
Para que todos pudessem se lembrar prazerosamente, como eu, da imagem da mulher linda que foi minha primeira mestra e da qual não consigo recordar o nome...
Natal - Fé na humanidade
SUSAN BOYLE
ELA É UMA ARTISTA TALENTOSA E TEM UMA VOZ MARAVILHOSA! ISSO É O QUE TEM VALOR... DEIXEM SUSAN BOYLE USUFRUIR EM PAZ... SEU MOMENTO DE EXPLENDOR! Nair Lúcia de Britto |
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Entrevista
Para começar bem o seu dia...
Oração da Manhã ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Nasce mais um dia. Aos poucos vamos abrindo janelas e portas, Deixando a luz do Sol entrar... Tudo vai ganhando Contorno, dimensão, calor e vida.
Senhor, nós te agradecemos por este dia. Abrimos nossas portas e janelas Para que Tu possas entrar com Tua luz
Queremos que Tu, Senhor, definas... Os contornos dos nossos caminhos, A dimensão dos nossos projetos, O calor de nossos relacionamentos E o rumo de nossas vidas...
Podes entrar, Senhor, em nossas famílias. Precisamos do AR PURO da Tua verdade Precisamos da tua mão libertadora Para abrir compartimentos fechados.
Precisamos de Tua beleza Para amenizar a nossa dureza Precisamos da Tua Paz para nossos conflitos Precisamos do Teu contato para curar feridas Precisamos, sobretudo, Senhor, da Tua presença Para aprendermos a perdoar, partilhar e abençoar!
(Graças a Deus)
Autor desconhecido
Encaminhada por Nair Lúcia de Britto |
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PROJETO DE LEITURA; LANÇAMENTO DO LIVRO INFANTIL "A NUVENZINHA SAPECA"; EVENTO LITERÁRIO ESCOLAR E NA UFPR - LITORAL. Clique nas fotos para ampliar.
Sempre agradecendo as melhores oportunidades oferecidas por DEUS,
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Dia 02/12/09, na cidade de Matinhos,
litoral do Paraná, tivemos a grande felicidade de prestarmos
as seguintes atividades :)
Lançamento do novo livro "A NUVENZINHA SAPECA"
na ESCOLA MUNICIPAL ELIAS ABRAÃO, com palestra
psicopedagógica/literária e doação de 250 livros para alunos.
referendando a mostra de trabalhos em varalzinho literário e
encontro com professores e alunos.
Destacamos que as Instituições visitadas pela Autora,são escolhidas mediante prévio agendamento
(Convites Institucionais),
pois as doações acontecem quando há lançamento de obra.
Na ocasião, o convite partiu de profissionais da UNIVERSIDADE FEDERAL DO LITORAL,
... e professoras!
Agradecendo ao Jean Carlos Freire da Silva, diretor da Escola Municipal,Rosangela Valachinski Gandin (UFPR) e Liliam Maria Orquiza (UFPR).
na beira do mar,
na CONFRARIA do CHOPP, o restaurante da ÉRIKA.Que delícia! Muito obrigada!
*Foto: Após o almoço estivemos na UFPR - Litoral,na apresentação da "mostra de Projetos".



Em rápida conversa, transmitimos o VALOR daquele momento,a importância de continuar crescendo com a arte, os livros,
os sonhos, o auxílio e incentivo ao próximo,
e o aprimoramento que nos auxilia o VIVER.


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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
ARTIGO - TAV: Alta velocidade para todos
Hamilton Ribeiro Mota*
A implantação do Trem de Alta Velocidade (TAV), prevista para acontecer até 2014 ou 2016, consolidará a maior conurbação da América Latina, ligando através de um expresso ultramoderno os três maiores mercados do país: São Paulo, interior paulista e Rio de Janeiro. Concebido sob os novos ventos desenvolvimentistas que passaram a soprar depois de anos de estagnação, o TAV é uma grande oportunidade para que o Brasil reflita sobre erros do passado para não repeti-los. O TAV surge com todas as condições de ser um empreendimento sustentado, aprofundando na região o desenvolvimento econômico, a integração regional e a inclusão social.
A ferrovia chegou ao Brasil na segunda metade do século XIX, mas de maneira muito diversa do que aconteceu na Inglaterra, onde teve origem, e nos Estados Unidos, onde moldou o caráter da nação. Nesses dois países, particularmente no último, a implantação dos "caminhos de ferro" ocorreu entre áreas rurais e urbanas nas quais a produção precisava ser levada à população e esta se deslocava de um lado para outro. O resultado foi a interligação de diferentes regiões e a consolidação do território nacional.
Já o Brasil daquela época era dominado pelos barões do café e não tinha um mercado interno amplo. A vocação exportadora do modelo econômico de então foi responsável tanto pelo surgimento e apogeu quanto pela decadência da ferrovia. As linhas foram construídas no sentido Oeste-Leste das fazendas do café para os portos. Foi por isso que nunca se cogitou construir uma malha ferroviária que integrasse, por exemplo, o Norte ao Sul do País. Excludente como era, o modelo agrário-exportador do Império e da República Velha jamais concebeu o país como nação.
Jacareí nasceu sob o signo desse modelo excludente. É verdade que a cidade cresceu depois que foi integrada pela Estrada de Ferro do Norte, em 1876. Mas essa via férrea, que virava "Ferrovia D. Pedro II" ao entrar no Estado do Rio de Janeiro, também mudava de bitola (distância entre trilhos) passava de 1m (bitola estreita) para 1,6m (bitola larga) assim que os trilhos cruzavam a divisa paulista. Só em 1905, com ambas as ferrovias sob o controle da Central do Brasil, a bitola foi unificada (para 1,6m) e São Paulo e Rio puderam ser unidos por ferrovia.
Os horizontes de hoje, felizmente, são muito mais amplos e democráticos. O TAV, produto da agenda da retomada do crescimento econômico com inclusão social, traz à tona a discussão sobre os benefícios ou prejuízos que terão as cidades por onde passará o expresso. Esses debates, bem como as audiências públicas, constituem uma indicação de que, desta vez, estão sendo levados em conta os interesses de toda a comunidade, e não apenas os de uma minoria, por mais poderosa que ela possa ser. Portanto, é natural que, nesse processo, cada município chame a atenção para suas preocupações e necessidades.
Tornou-se lugar comum dizer que, nos países emergentes, as estações, centros operacionais e de manutenção dos trens de alta velocidade tendem a trazer progresso, enquanto que o percurso dos trilhos, pelo isolamento que impõe, perpetua o atraso. Por outro lado, sabemos que é impossível construir estações em todas as cidades existentes no percurso de uma ferrovia para um trem de alta velocidade no caso, entre Campinas e o Rio de Janeiro , sob pena de diminuir-lhe a eficácia, inviabilizando-o como meio de transporte rápido.
Sugerimos, então, que os municípios onde não forem instaladas estações sejam beneficiados com a construção de bases operacionais, de manutenção e logística do TAV. Como a probabilidade de instalação de uma estação
A proposta e a sorte estão lançadas. O TAV está nos seus primórdios e o debate apenas toma corpo. Mas os desafios que o projeto impõe aos brasileiros são ciclópicos: financiamento, viabilidade técnica, dificuldades de engenharia, conciliação entre interesses dos municípios, estados e União, impacto ambiental, prazos etc. Mas, como diria o Barão de Mauá, aquele empresário visionário que estava muito à frente de seu tempo, "as dificuldades foram feitas para serem vencidas". Saberemos vencê-las.
* Prefeito de Jacareí (PT- SP)
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